Deficiência
Nesta edição fique a conhecer as instituições famalicenses de apoio à deficiência
Ser pessoa portadora de deficiência
Ser diferente, ser igual
A integração social em Famalicão Um dos direitos fundamentais das pessoas portadoras de deficiência passa pelo respeito pela sua dignidade humana, qualquer que seja a sua origem, natureza e gravidade de suas deficiências. As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que os seus concidadãos, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar de uma vida decente, tão normal e plena quanto possível. No entanto, a construção da cidadania do deficiente é, como sabemos, uma batalha quotidiana, onde o acesso aos direitos sociais e colectivos, à saúde, educação, trabalho, cultura e lazer é, frequentemente, uma exacerbação das dificuldades dos outros cidadãos. A acrescentar a estes
com deficiência, apoiando na sua formação e contribuindo para a sua integração plena na sociedade. Em Vila Nova de Famalicão, todos têm o direito à igualdade, o que não significa ser igual, mas ter a possibilidade de, sendo diferente, ter acesso aos mesmos direitos, respeitando a diversidade. É neste objectivo que assentamos toda a política de acção social promovida pelo município. Neste sentido, tenho uma grande confiança no contributo que os cidadãos e as instituições sociais têm dado a esta causa – que, aliás, tem merecido rasgados elogios de diversas organizações nacionais e dos próprios responsáveis governamentais na área social,
problemas, as pessoas portadoras de deficiência têm, muitas vezes, de enfrentar o preconceito e a discriminação, atitudes que infelizmente ainda germinam na nossa sociedade. Em Vila Nova de Famalicão, o combate a estas desigualdades sociais é promovido por um conjunto de instituições, que, com o apoio activo dos serviços sociais da Câmara Municipal, têm desenvolvido um trabalho notável nesta área, acolhendo as pessoas
que apontam Famalicão como um concelho pioneiro em muitas áreas de intervenção. Como presidente da Câmara Municipal, tenho orgulho nesse vasto movimento de Famalicenses que representam, com o seu trabalho e a sua dedicação, os alicerces de uma cultura cívica e solidária que queremos afirmar e valorizar.
A inclusão não é uma necessidade exclusiva das pessoas com deficiência
Sofifiaa Abreu Silva Hoje, quarta-feira, 3 de Dezembro assinala-se o Dia Internacional das pessoas com deficiência. Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica. O conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. No entanto, ao longo dos tempos, pelos vistos, o termo ‘deficiente’ para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por alguns especialistas como inadequado, que alegam que o vocábulo carrega em si uma carga negativa. Concordando ou não com o termo, a pessoa com deficiência não pode ser limitada à sua deficiência porque ela é muito mais do que isso. É, acima de tudo, um ser humano que, muitas vezes, possui um coeficiente de alegria muito superior às das pessoas não deficientes. É uma pessoa que tem deveres e direitos e que merecerá mais respeito do que aquele que a sociedade lhe dá. No fundo, sobre este assunto, quase todos os países apresentam leis quase perfeitas que parecem, à primeira vista, assegurar os direitos de todos os cidadãos de igual
forma. No entanto, parece que poucas sociedades estão preparadas para exercer a inclusão social na sua plenitude. Não será difícil encontrar pessoas com dificuldades de locomoção que, diariamente, enfrentam barreiras para utilizar os transportes públicos e para ter acesso a prédios públicos, inclusive escolas, tribunais e hospitais. A inclusão não é uma ne-
cessidade exclusiva das pessoas com deficiência, mas ela pode concretizar-se em pequenas mudanças, como rampas, equipamentos adaptados para pessoas com impedimentos auditivos ou visuais ou na presença de pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho. Alguns passos foram tomados, mas há muitos que são ainda necessários dar….
Lidar com pessoas defi ficcientes Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Afinal, todos nós podemos sentir-nos desconfortáveis diante do ‘diferente’. No entanto, esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes. Aliás, não faça de conta que a deficiência não existe, porque aí estará a ignorar uma característica dessa pessoa. Aceite a deficiência. Ou seja, não subestime, nem sobrevalorize as possibilidades ou problemas. As pessoas com deficiência têm o direito de tomar as suas decisões e assumir as suas responsabilidades. Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes. Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda, mas não se ofenda se a pessoa preferir realizar determinada tarefa sozinha. As pessoas com deficiência são pessoas como outras. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos. E nunca devemos ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Se houver alguma situação embaraçosa, usamos a delicadeza, a sinceridade e o bom humor. Fonte: www.lerparaver.com
Armindo Costa, Arq. Presidente da Câmara Municipal de VN de Famalicão