Dedicamos este Especial às três corporações de bombeiros voluntários do concelho e também à Cruz Vermelha. Falamos aqui do trabalho impor tantíssimo dos B.V. Famalicenses, dos B.V. de Famalicão e também dos de Riba d’Ave, além dos núcleos da Cruz Vermelha de Ribeirão e de Oliveira S. Mateus.
Armindo Costa realça o papel das corporações de bombeiros e da Cruz Vermelha
Famalicão é um dos concelhos melhor servidos do país Armindo Costa, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, não tem dúvidas: num concelho sem bombeiros profissionais, “é muito importante a existência de três corporações de voluntários e dos núcleos da Cruz Vermelha Portuguesa”. Para o edil estas instituições fazem com que Famalicão seja um dos concelhos melhor servidos do país ao nível da Protecção Civil, oferecendo às populações condições de segurança que são indispensáveis para os bons índices de qualidade de vida. “Essas instituições desempenham um papel insubstituível na comunidade, defendendo vidas humanas, bens materiais das populações e o próprio ambiente”, afirma. Face à dedicação, a Câmara Municipal procura responder da melhor forma, uma vez que é apontada como uma das autarquias do país que mais apoios concede às corporações de bombeiros voluntários. “Em 2002, quando assumi a presidência da Câmara Municipal, as corporações do concelho passaram a ter um apoio financeiro constante, através de um subsídio anual, na ordem dos 90 mil euros para cada corporação de bombeiros”, lembra Armindo, acrescentando que se no passado os apoios não eram certos, gerando “momentos de incerteza no dia-a-dia das nossas corporações de bombeiros, agora estas sabem, a tempo e horas, com o que podem contar do município, mediante uma ajuda financeira clara e equitativa”. A autarquia passou também a apoiar os próprios bombeiros, através do Cartão Municipal do Bombeiro Voluntário, que
permite descontos em serviços municipais e outras regalias sociais. Câmara limpa terrenos No terreno, a Câmara também tem apoiado, nomeadamente na limpeza de muitos milhares de metros quadrados de mata. “É um trabalho que está à vista de todos”, sublinha Armindo Costa. O presidente diz que uma vez que não há condições para ir a todo o lado, nem para entrar em terrenos privados, a maior preocupação é garantir “a segurança das pessoas e dos seus bens, promovendo a limpeza numa faixa de 100 metros junto a zonas residenciais e industriais”. O projecto começou em 2007 e em todo o concelho vão ser limpos 1.700 hectares, ou seja, uma área superior a 1.700 campos de futebol. O principal objectivo desta operação é “eliminar eventuais focos de incêndio”. Recorde-se que a limpeza dos terrenos florestais é uma das acções promovidas pela autarquia no âmbito do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios. Para o futuro, o objectivo é conseguir reunir sempre as melhores condições de funcionamento das corporações de bombeiros. A Câmara Municipal vai concedendo os seus apoios, na medida das suas possibilidades, mas a maior preocupação agora tem em vista, diz Armindo Costa, a reinstalação dos Bombeiros Voluntários de Riba de’ Ave. É um projecto que conta com um “grande apoio da Câmara Municipal, a começar pela doação do terreno, que, aliás, tem excelentes acessos”, sublinha o edil.
Apesar da cedência de terreno pela autarquia
Cruz Vermelha de Ribeirão à espera de nova sede Sofifiaa Abreu Silva A Cruz Vermelha de Ribeirão espera há muito tempo por uma nova sede. Existe já um terreno cedido, com aprovação em reunião de Câmara, mas ainda não se advinha a passagem dessa parcela de terra para aquela organização ribeirense. O actual presidente da comissão administrativa, José Fonseca, explica que há algumas burocracias e que a Cruz Vermelha ainda continua à espera. Em termos de materiais de apoio à população, a Cruz Vermelha comprou, recentemente, uma nova viatura, pois a outra teve um acidente. Neste momento, aquela entidade possui ambulâncias que servem as necessidades actuais (duas de transporte e duas de emergência), mas face à possibilidade de os doentes daquela zona passarem a ser assistidos na Trofa, José Fonseca diz que o número de serviços pode aumentar e aí, sim, será necessário comprar uma nova. Servem, neste momento, a Cruz Vermelha de Ribeirão, 50 socorristas. Para o principal responsável o número não é muito elevado, até porque todos eles “têm os seus problemas e os seus afazeres e nem sempre têm tempo para servirem conforme as escalas”, com-
50 socorristas servem a Cruz Vermelha
preende. Reconhece, por um lado, que talvez aquela organização pudesse precisar de mais elementos, mas admite também que esse aumento não seria fácil, porque há “custos inerentes”, observa. Durante o dia, estão na Cruz Vermelha ribeirense 6 socorristas profissionais e a tempo inteiro, enquanto à noite e ao fim-de-semana, o trabalho é assegurado, maioritariamente, por voluntários. No entanto, como explica José Fonseca, os designados funcionários acabam por também entrar nas escalas de voluntariado, além do trabalho que fazem durante o dia. Para viver, a Cruz Verme-
lha tem tido o apoio da Câmara Municipal, que é “muito importante”. A esse soma-se o dinheiro dos transportes, dos sócios e também a venda de alguns artigos. Quanto à direcção, recorde-se que, desde Julho, a Cruz Vermelha está a ser dirigida por José Fonseca, principal responsável pela comissão administrativa. No futuro, ainda sem data definida, será nomeada uma direcção, sem saber se será esta a comissão que ficará a assumir os destinos deste núcleo. No entanto, e para já, José Fonseca diz que gostava de dar continuidade ao trabalho feito até à data.