O po vo d iz qu e a t é a o la va r do s ces to s é vi ndi m a . A um a pe que na o u a uma gr a n d e e s c a la , c o me ç a mse a co lhe r o s ca cho s das vi nh a s pa r a f a ze r u ma da s be bi da s m a is pr eci o sa s d o mun do : o v inh o . O O P d e di ca - lh e e ste Es pec ia l .
Vinhos
Condições meteorológicas no mês de Junho influenciaram
Quebra de 50% em Famalicão
Segundo dados recolhidos pela ViniPortugal – Associação de Promoção de Vinhos Português, junto de diferentes instituições e regiões vitivinícolas os ataques de míldio afectaram mais a quantidade do que a qualidade das uvas. Assim, prevê-se uma quebra na ordem dos 20% na vindima neste ano. Durante o ciclo de desenvolvimento da vinha de 2006/2007, as condições climatéricas apresentaram temperaturas mais baixas do que o habitual, tendo havido mais períodos de chuva durante o ciclo de crescimento,
Cooperativa recebe uvas de quarenta hectares de vinha dos seus cooperadores
Sofia Abreu Silva A engenheira Sílvia Gomes, da Frutivinhos - Cooperativa Agrícola de Famalicão, estima que este ano a quantidade de recepção de uvas sofrerá uma queda de cerca de 50% devido ao foco de míldio (doença) que as vinhas sofreram no
mês de Junho. "Mas esta queda não é só na nossa região, no geral, os vinhos verdes sentiram uma queda de 30 a 50% de produção. As condições meteorológicas sentidas no mês de Junho condicionaram a produção e qualidade". Para quem desconhece, a Cooperativa famali-
O que é a Cooperativa Frutivinhos? A Cooperativa de Vila Nova de Famalicão, desde 11 de Março de 1960, é uma entidade sem fins lucrativos, inserida no ramo agrícola do sector cooperativo classificada como polivalente. São fins da Cooperativa o progresso e aperfeiçoamento da agricultura em geral e das explorações dos membros em particular, a cooperação e a entreajuda destes e a participação no desenvolvimento do sector cooperativo. A Cooperativa tem como actividades a transformação, conservação e venda de produtos agrícolas promovendo a colocação destes nos mercados de consumo de modo a obter a sua justa valorização e maior rendimento económico. Aquela organização contribui ainda para o fomento técnico e económico das explorações dos seus membros e para a defesa dos interesses destes. De resto, a área de vinha dos associados da Cooperativa deve rondar os 40 hectares.
cense faz a recepção total das produções de cada associado bem como o seu escoamento. Assim, produz vinho verde branco, tinto e rosé. O mais produzido é, claramente, o vinho verde branco – em garrafa e garrafão – uma vez que a maioria das vinhas dos associados da Cooperativa são de uvas brancas. "No vinho verde branco existem duas marcas, uma de melhor qualidade, porque passa por um processo de separação de castas na recepção das uvas (Loureiro, Trajadura - Vinho verde Branco D. Sancho) e uma segunda marca provenientes principalmente de uvas de ramada (Loureiro, Trajadura, Pedernã "Arinto" - V. N. Famalicão Branco)", expõe Sílvia Gomes. Assim, os produtos da Frutivinhos são o Vinho Verde Branco D. Sancho I – Castas Loureiro e Trajadura, o Vinho Verde Branco Adega Coop. V. N. Famalicão (garrafa) e Vinho Regional Minho Branco (garrafão) – castas provenientes de ramadas.
Boas perspectivas a nível nacional
D. S a ncho I , o ma i s a p r eci a d o O mais apreciado dos produtos da Cooperativa é o vinho verde branco D. Sancho I. "É produzido a partir das melhores castas de Loureiro e Trajadura, vinificadas separadamente. Possui um aroma floral e frutado onde se destaca o carácter floral da casta Loureiro. Na boca apresenta-se frutado complexo e persistente", descreve Sílvia Gomes. Restaurantes, grandes superfícies comerciais e também o pequeno mercado, através de entregas directas e apoio de distribuidores, são os espaços onde poderá comprar e/ou apreciar os vinhos que a Cooperativa produz. Sílvia Gomes falou ao OP das maiores dificuldades sentidas na produção. "São a falta de apoios comunitários para reconversão das vinhas. Nas vendas, sente-se uma elevada concorrência dos engarrafadores que praticam preços muito baixos não dando oportunidade às Adegas Cooperativas de valorizarem os seus produtos", demonstra.
o que deu lugar a ataques de míldio. Mas, tudo leva a crer que o aparecimento desta doença na videira parece ter afectado mais a quantidade do que a qualidade das uvas, sendo que o volume total das chuvas não foi suficiente para pôr em risco a qualidade. Julga-se, assim, que este será mais um ano em que irão ser especialmente postas à prova as boas práticas na vinha por parte dos viticultores, bem como a competência dos enólogos. Fonte: www.lusowine.com