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Ambiente

A t em á ti ca d o Amb ie nt e pr e oc u pa co muni d a des , o r g a ni za ç õe s, e m p r e s a s e go v e r n a n te s . N e s t e Especial falamos sobre os av anç os c on cr e ti z ado s e am bi çõ es p ar a o fut ur o , no mead a ment e no conc elho famali ce nse. Mudanç as que va le a p e n a c o n h e c e r.

Recolha de lixo é serviço caro para a autarquia famalicense

Sofia Abreu Silva A partir de 2009 a recolha selectiva em Famalicão – que hoje é feita com o cidadão a ter de depositar os resíduos no ecoponto – deverá passar a ser feita porta a porta. Essa é pelo menos a intenção do Departamento do Ambiente da Câmara de Famalicão. José Santos, vereador do Ambiente, explica que essa possibilidade está a ser estudada, nomeadamente com o acompanhamento deste serviço noutros locais, como a Maia. "Estamos a trabalhar nisso e em 2009 os estudos estarão fei-

tos para o projecto avançar connosco ou com outro executivo". O objectivo de fazer a recolha porta a porta é aumentar as percentagens em termos de reciclagem. É que segundo José Santos ainda há pessoas que não se deslocam aos ecopontos para colocar lá os diferentes tipos de lixo. E, ao contrário do que se possa pensar, é muito importante a recolha selectiva para diminuir os custos com o tratamento do lixo. "A Câmara tem a contrapartida da Sociedade Ponto Verde, com a vantagem de não pagar a deposição e tratamento desse lixo na ETR-

Números Lixo recolhido em 2006 em Famalicão: 42 mil toneladas Funcionários da Recolha de RSU: 45 Funcionários da Recolha Selectiva: 12 Camiões da recolha: 11 (Já adjudicada a aquisição de 2 novos camiões) Camiões da recolha selectiva: 2 e ainda 1 compactador Ecopontos: 225 Vidrões: 167 Sabia que: a recolha de monstros pela Câmara Municipal de Famalicão é gratuita? Basta ligar o 252 301 740 ou 800 292 827

SU. Portanto, quanto mais recolha selectiva houver, menos despesas a Câmara tem, o que acaba por se repercutir na tarifa aplicada. Se aumentarmos mais a reciclagem, estaremos a ajudar no pagamento dos resíduos sólidos urbanos", observa José Santos. Na realidade, os custos com a recolha do lixo são enormes. E face ao elevado valor, o vereador do Ambiente adianta que as tarifas devem subir nos próximos anos, cumprindo a regra do poluidor/pagador, defendida pela própria União Europeia. "Estamos a falar de muito dinheiro. Além do pessoal e camiões, o que custa mais é o tratamento do lixo. A taxa existente não paga, nem de longe, nem de perto, os custos deste serviço. Neste momento cada munícipe devia pagar 6,50 euros e neste momento paga apenas quatro. Em 2005, os munícipes pagaram apenas 50 por cento da recolha total do lixo", contabiliza. Sabe-se que em 2005 foram recolhidas 39 mil toneladas de lixo, um serviço que custou à autarquia a avultada quantia de 3,5 milhões de euros. Dois novos ecocentros No capítulo do ambiente, im-

Celso Campos

Recolha selectiva portaa-porta a partir de 2009

Funcionários separam diferentes diferentes tipos de papel

porta lembrar que em Esmeriz existe um ecocentro que recebe além de plástico, vidro e papel, madeira e outro tipo de materiais de maior dimensão, os designados monstros. Trata-se de uma espécie de ecoponto, mas em tamanho gigante e que, de resto, tem apresentado uma taxa de utilização muito alta.

Entretanto, dois novos ecocentros deverão nascer no concelho. Um a Norte, em S. Tiago da Cruz e outro que deverá ficar instalado na ETRSU, em Riba d’Ave. Este último servirá, além de Famalicão, também os concelhos de Santo Tirso e Guimarães.


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