Skip to main content

Oe1223

Page 1

22

sport: 15 de outubro de 2015

especial

Pedro Maciel, presidente do AD de Gondifelos

“Queremos uma época tranquila” Se a temporada anterior foi um ano de aprendizagem para a equipa e a direção do Grupo Desportivo (GD) de Gondifelos, este ano o objetivo é fazer “uma época mais tranquila, mordendo os calcanhares aos lugares cimeiros”. O presidente do clube, Pedro Maciel, não pensa, para já, numa subida de divisão e explica porquê. “Somos das poucas equipas nesta divisão que joga em relvado natural. Estamos a treinar há um mês num campo de futebol de sete para não pisarmos o campo e chegarmos a domingo e termos condições para jogarmos”. Apesar de todas as dificuldades, foi com a ajuda de algumas pessoas da freguesia que foi possível fazer um tratamento ao campo. Apesar de algumas melhorias, o relvado ainda apresenta alguns problemas. Sobre este assunto, o dirigente desportivo revela que tem falado com a Junta de Freguesia sobre a possibilidade de arranjar um espaço com piso sintético “para podermos treinar”. Na verdade, é exatamente essa ausência de infraestruturas que impede, atualmente, a coletividade de apresentar um projeto de formação. “Precisávamos

de, pelo menos, um campo para os miúdos da freguesia, porque temos muitos”, afirma, evocando que 90% do plantel sénior é constituído por jogadores de Gondifelos. Pedro Maciel é direto e entende que falta apoio ao seu clube, “talvez, porque estamos quase junto ao concelho da Póvoa de Varzim”. “A Câmara de Famalicão sabe que o campo relvado dá muito trabalho… nós não exigimos muito, não podemos exigir nada, mas achamos que merecíamos um bocadinho de mais atenção”, refere. Porém, ao Gondifelos não tem faltado apoio da freguesia: “se não fosse o apoio dos sócios, dos simpatizantes e de alguns patrocinadores, o Gondifelos estaria como há três anos, completamente fechado”, diz o presidente, que não esconde a sua satisfação ao ver tantos adeptos a apoiar a equipa, mesmo em campos adversários. Para o futuro, e se voltar a ficar como presidente do GD de Gondifelos, Pedro Maciel diz apenas que gostava de ter “um campo sintético de apoio ao relvado”, pois, a partir daí, seria possível apontar a equipa como candidata à subida. pub

José Miguel, treinador do AD de Gondifelos

“Tenho um grupo com um grande caráter” Em sintonia com o presidente do GD de Gondifelos, o técnico José Miguel quer fazer melhor do que na época passada, desejando que a equipa pratique “melhor futebol” e obtenha uma boa classificação. José Miguel refere que não pensa numa luta pela subida de divisão porque entende que há equipas com mais condições no que respeita a infraestruturas. “Os nossos atletas andam a treinar num campo de futebol de sete, porque o relvado não está em condições, apesar do esforço da direção e dos atletas”, esclarece. O treinador não poupa elogios ao seu plantel, falando dos atletas como “miúdos com um grande caráter”. “Há dias que têm de treinar na rua e têm de correr, mas isso faz deles mais fortes e um grupo com uma vontade enorme de jogar. O que importa é chegar a domingo com motivação para ganhar”. Da época passada, transitaram 90% dos atletas. “São jogadores que estão a crescer, que hoje acreditam mais neles. É um grupo fantástico, com talento e que se dão todos bem… acredito que serão felizes e irão crescer ao longo da época”.

Numa análise ao campeonato, José Miguel descreve-o como muito renhido, o que torna as coisas mais interessantes. “As equipas são muito parecidas e treinam cada vez melhor”, ambicionando que o Gondifelos esteja sempre na luta pela melhor classificação. Aliás, o treinador admite que muitos se poderão surpreender com esta equipa. Neste momento, o GD de Gondifelos não tem camadas jovens por falta de campo. Algo que o treinador lamenta. “Temos atletas que estão connosco porque gostam e, às vezes, por motivos profissionais não podem treinar e temos de treinar com 12 ou 13 jogadores…Isto não é fácil”, explicando que, com a existência de equipas de formação, seria possível ter nos treinos maior competição, dado que alguns juniores poderiam transitar para a equipa sénior. De resto, José Miguel é perentório e diz que se sente bem no GD de Gondifelos. “Eu sou daqui, estou no clube que eu gosto e treino com os jogadores que eu escolhi e em quem eu confio. Tenho a confiança da direção e o bem do clube estará sempre em primeiro lugar”. pub


especial

sport: 15 de outubro de 2015 23 pub


24

sport: 15 de outubro de 2015

especial

Filipe Vale, presidente do Bairro FC

Lourenço Almeida, treinador do Bairro FC

“Vamos trabalhar para acrescentar valor ao clube” Os objetivos do Bairro FC, na 1ª Divisão Distrital, da Associação Futebol de Braga, passam claramente pela subida de divisão. No ano passado, a equipa ficou em terceiro lugar mas agora a ambição é ser promovido à Divisão de Honra, faz questão de dizer Filipe Vale, presidente do Bairro FC. Para concretizar o objetivo da promoção, o plantel manteve “o grosso dos elementos”, mas acolheu alguns reforços. Além disso foi contratado um novo técnico, Lourenço Almeida. “Apostamos nesta equipa técnica, tendo em vista essa subida, e acreditamos que o Lourenço é o homem certo para levar o clube à desejada subida”. Nos últimos meses, recorde-se, foram realizadas algumas intervenções nas instalações bairrenses, nomeadamente ao nível do piso e balneários. “Foi um salto qualitativo notório num espaço de um ano, mas vamos continuar a trabalhar para podermos acrescentar valor a este clube”, avança o dirigente. O piso sintético tem sido, na realidade, uma mais-valia para o plantel sénior, mas também para as camadas jovens. “Os miú-

“Temos o objetivo claro de subir de divisão”

dos andavam com a casa às costas a treinar noutros espaços, porque o clube tinha um pelado, mas este relvado sintético veio ajudar-nos a desenvolver um trabalho muito melhor e, ao mesmo tempo, acabamos por cativar mais crianças para o clube”, observa Filipe Vale. À semelhança de outros clubes, é na formação que o Bairro FC centra as suas atenções. Aliás, esta medida estava contemplada no projeto que esta direção apresentou nas eleições à presidência do clube. “Queremos formar miúdos para, mais tarde, quem tiver possibilidade de ir para outros clubes superiores consiga esse objetivo. Mas queremos também que os outros jovens tenham uma formação até ao futebol sénior e que possam integrem a nossa equipa sénior”. No capítulo financeiro, o clube bairrense conta com o auxílio da Câmara Municipal, mas também da Junta de Freguesia e dos patrocinadores que já apoiaram, anteriormente, na colocação do relvado sintético. “São empresas que estão visíveis no nosso campo, com a imensidão de painéis de um canto ao outro do recinto. São estas empresas que nos têm ajudado a crescer”. pub

As metas para esta temporada no Bairro Futebol Clube (FC) estão claramente traçadas. A subida de divisão está no horizonte dos responsáveis do clube, com Lourenço Almeida a não ter qualquer tipo de pejo em confirmar esta intenção. Esta ambição assenta na capacidade e qualidade do plantel. O técnico da equipa famalicense entende “ter um grupo forte e trabalhador”, que dá total confiança” para que o Bairro FC possa festejar no final da temporada. “O plantel oferece todas as condições para subir de divisão pois é superior aos restantes clubes”, assume Lourenço Almeida. No entanto, o treinador lança um aviso para os seus jogadores: “Não podemos menosprezar os nossos adversários”. Uma clara chamada de atenção para os perigos que a candidatura assumida pode acarretar para o Bairro FC. Após o 3º lugar alcançado na última temporada, a direção e a equipa técnica

decidiram “manter o grosso da equipa”. Dessa forma, foram realizados pequenos ajustes (4/5 contratações), que permitiram colmatar lacunas “em setores menos bons do plantel”. Face a este contexto, o Bairro FC é assim visto como o principal favorito à subida por alguns dos responsáveis de equipas que irão competir na 1ª Divisão. Oriundo da AMCH Ringe, equipa de formação da Vila das Aves, o treinador enfrenta o primeiro desafio a nível sénior. Com objetivos vincadamente fortes no início do seu trajeto no escalão, Lourenço Almeida sente-se capaz de corresponder às expetativas. Para isso, conta com “as condições excelentes proporcionadas pelo clube”. As primeiras impressões têm sido positivas e o técnico considera que o Bairro FC “merece estar num patamar superior”. Nessa perspetiva, a desejada subida de divisão enquadra-se neste contexto de projeção do clube a curto prazo. pub


sport: 15 de outubro de 2015 25 pub

especial

Foto: Famalic達o Digital


26

sport: 15 de outubro de 2015

especial

Carlos Cruz, presidente do CD Lousado

“É com grande orgulho que vejo o clube a crescer” O Clube Desportivo (CD) de Lousado vive um ano de mudança. À conquista do título nacional no Inatel segue-se o regresso às competições distritais da AF Braga. Esta alteração deveu-se à ambição que o clube demonstra em “continuar a crescer” e Carlos Cruz aponta que os custos são praticamente idênticos. Dessa forma, a participação no campeonato distrital é mais aliciante dado que permite a utilização de jogadores das camadas jovens na equipa sénior. Presidente desde 2005, Carlos Cruz congratula-se pelo ecletismo do CD Lousado. “O foco principal é o futebol mas o clube tem ainda bilhar, BTT, atletismo…”. No seu reinado, o dirigente já proporcionou melhorias de infraestruturas no recinto, nomeadamente nos balneários e na colocação do relvado sintético. No entanto, prefere repartir os louros e entende “ser apenas mais um sócio e responsável por uma estrutura dirigente que serve de suporte para o clube alcançar os objetivos”. A renovação das instalações sempre foi

um desejo do presidente. Dessa forma, reitera “o grande orgulho” por ver o clube a crescer, mas “sempre com os pés bem assentes no chão de modo a não hipotecar o futuro”. No entanto, Carlos Cruz tem ainda outros projetos em mente, nomeadamente a edificação de uma bancada num dos topos do recinto e a colocação de piso sintético no ringue do clube. Relativamente à equipa sénior, a espinha dorsal da última época permanece no clube, registando-se ainda a promoção de alguns atletas da formação e o regresso de jogadores que já atuaram no CD Lousado. Carlos Cruz entende que “os jogadores sentem orgulho em representar o clube pois veem-no como uma verdadeira família”. Com o regresso aos distritais, o dirigente pretende “dar a conhecer o clube” e “apostar verdadeiramente nas camadas jovens”. Num campeonato em que “o Bairro apostou para subir”, o presidente refere que o CD Lousado vai “apenas pensar jogo a jogo e não entrar em grandes voos”.

João Cruz, treinador do CD Lousado

“Se fosse apenas para participar, o clube continuaria no Inatel” Com larga experiência em competições distritais, João Cruz mantém-se na liderança técnica do CD Lousado. Após a experiência de sucesso na última época no Inatel, a formação lousadense regressa às provas da AF Braga “com objetivos bem definidos”. O treinador mostra vontade em continuar o trajeto de êxito e garante “que se fosse apenas para participar, o clube continuaria no Inatel”. Nessa perspetiva, e tendo em conta que não há descidas, o CD Lousado “só pode lutar pela subida de divisão”. João Cruz garante, contudo, que o grupo “não vai estar obcecado pela subida” e assume existirem “equipas que fizeram uma grande aposta na subida, nomeadamente os superfavoritos Bairro e Ribeirão, bem como o Delães e MARCA”. Nesse sentido, cabe ao CD Lousado “tentar contrariar este favoritismo”. O treinador considera que a passagem pelo Inatel foi importante e refuta o estereótipo criado à volta desta competição. “Serviu como um ano de formação e implementação de uma equipa, onde foram criados alicerces para lançar a equipa no

campeonato distrital”, reitera João Cruz. Com “poucas diferenças” entre o Inatel e a 1ª divisão, o técnico louva “a manutenção de uma grande parte do plantel da última época, onde 80 a 90% dos atletas são oriundos da formação”. Num campeonato que alberga várias equipas do concelho, “os dérbis serão jogados com muita intensidade, prevendo-se uma inconstância nos resultados e em termos classificativos”, sublinha o treinador. A aposta nas camadas jovens é assim uma medida para continuar a ser implementada no clube. A melhoria das infraestruturas contribuiu para um aumento do número de atletas na formação, o que deve ser rentabilizado pela equipa sénior. Um dos aspetos igualmente realçados pelo técnico prende-se com o papel dos sócios. Vistos como “um ramo da árvore”, João Cruz entende que os associados revelam-se “um setor importante na estrutura do clube”. Face aos excelentes resultados da última época, o técnico adverte “que a exigência será assim muito elevada”. pub


sport: 15 de outubro de 2015 27 pub

especial


28

sport: 15 de outubro de 2015

especial

Paulo Figueiredo, presidente do Ribeirão FC

Gabriel Moreira, treinador do Ribeirão FC

“Os adversários vão jogar contra nós com muita vontade”

“Criámos o clube para não deixar acabar o futebol sénior na vila” O dia 14 de agosto ficará eternizado na história do futebol na vila de Ribeirão. Nesta data nasceu o Ribeirão Futebol Clube (FC), que foi “criado para não deixar acabar o futebol sénior na vila”. Paulo Figueiredo é o rosto principal da nova coletividade, mas vinca que a “ideia partiu de um grupo de três sócios do GD Ribeirão que não estavam ligados à direção deste clube”. O impulso dos fundadores foi acompanhado por um grupo de ribeirenses que desejam “ser úteis para a freguesia”. Paulo Figueiredo segue a máxima de que “o futebol move multidões” e, por isso, o clube pretende que “os ribeirenses continuem a ver futebol ao domingo à tarde”. O processo de formação criou algumas fricções iniciais com os elementos do GD Ribeirão mas o presidente da Comissão Administrativa garante “que tudo está sanado”. A partilha de instalações é reflexo desta convergência de interesses entre “dois clubes que seguem assim o seu caminho”. A dar os primeiros passos, o Ribeirão FC pretende “fazer um bom campeonato, onde os jogadores devem revelar garra, prazer e

amor à camisola”, sustenta o presidente. A subida de divisão não está na mente dos responsáveis ribeirenses, com o foco a centrar-se na “criação de uma mística própria do clube”. Com “o nome de Ribeirão a ter peso” a nível futebolístico, Paulo Figueiredo regozija-se pela “possibilidade de jogadores e treinadores formados em Ribeirão poderem jogar pelo clube da sua terra”. No entanto, o facto de alguns atletas não jogarem há um ou dois anos e os seus compromissos profissionais condicionam sobremaneira o trabalho. Ainda assim, o presidente defende que “é nas dificuldades que se criam os grandes grupos”. Composta por elementos jovens e que ainda se encontram em processo de aprendizagem, a Comissão Administrativa já tem um propósito para a nova temporada: “a criação de camadas jovens”. Face à situação do GD Ribeirão, Paulo Figueiredo admite “não ser ainda fácil separar os dois clubes” e, por isso, desejam elucidar as pessoas e contar com o apoio de muitos ribeirenses. pub

A queda abrupta do GD Ribeirão no final da última época motivou o aparecimento do Ribeirão FC, que procura sustentar a sua atividade sob orientação de ribeirenses. Nesse sentido, a aposta do clube para o comando técnico residiu em Gabriel Moreira, antigo jogador do Ribeirão com ligações ao fenómeno futebolístico na vila. Com a promoção a não constar no planeamento da nova época, o treinador reconhece que “o objetivo passa por criar condições para formar uma equipa base para atacar a subida apenas na próxima temporada”. Ainda assim, deixa um alerta para o plantel: “Os adversários vão jogar contra nós com muita vontade e força devido ao nome do clube”. Desse modo, Gabriel Moreira avisa que “a equipa terá de estar preparada para correr mais do que os adversários”. Numa análise ao campeonato, Bairro e Lousado são encarados como os “principais candidatos à subida”. Face ao atraso na construção do clube e, por inerência, na formação do plantel, o técnico sublinha que “não foi possível contratar alguns jogadores referenciados”. No entanto,

“o plantel é bom e dá plenas garantias para realizar um campeonato tranquilo”, observa Gabriel Moreira. Com 16 jogadores oriundos da vila, o treinador sente que “estes já estão automaticamente motivados pois representam o clube da terra”. Ainda numa fase embrionária, o clube tenta contrariar algumas condicionantes, nomeadamente os recintos em que a equipa treina. “O sintético está algo deteriorado e os balneários encontram-se em mau estado e, por isso, o ideal seria treinar sempre no Estádio do Passal”, reivindica o treinador. Por outro lado, o projeto do clube prevê a criação de equipas de formação na próxima época. Gabriel Moreira sublinha que o plano “passa por formar jogadores para alimentar a equipa principal e permitir que o clube possa pensar noutros voos”. Apesar de serem clubes distintos, o treinador sente que “as comparações entre o GD Ribeirão e o Ribeirão FC vão existir ”. Contudo, aproveita para fazer um apelo à mobilização dos ribeirenses no apoio à nova equipa. pub


sport: 15 de outubro de 2015 29 pub

especial


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Oe1223 by Editave Multimédia - Issuu