Empresas com mais de 25 anos
Já têm mais de 25 anos de atividade no concelho
Empresas famalicenses contam a sua história Sofia Abreu Silva mente, marcado por diversas vicissitudes, vitórias, mas também por adversidades. Neste O Jornal OPINIÃO PÚBLICA celebra no pró- âmbito, fomos ao encontro dos empresários ximo ano 25 anos de atividade como órgão famalicenses, no sentido de retratar a históde informação no concelho de Vila Nova de ria das suas empresas, abordando o camiFamalicão. Assim, no sentido de distinguir nho realizado ao longo dos anos, a sua visão esta data, a partir de hoje, neste semanário, e os objetivos delineados para o futuro. A história destas empresas acaba por se pretendemos dar a conhecer outras empresas do concelho que assinalem um quarto cruzar, indelevelmente, com a história familiar. Na realidade, grande parte das emprede século ou mais de atividade. Sabemos, por experiência própria, que o sas nasceu no seio de uma família e ainda percurso de uma empresa é, indubitavel- hoje mantém uma matriz familiar, apesar do
seu crescimento. Da pequena loja à empresa que atua no mercado internacional, existem valores em comum para estes empresários famalicenses, nomeadamente a confiança. Ao longo dos anos, houve momentos positivos e negativos. É certo que os últimos anos não têm sido fáceis para as pessoas e para as empresas. A crise continua a marcar a atualidade, embora existam alguns sinais de recuperação, o que pode indicar que os próximos tempos podem ser mais positivos.
Todos esperam que sim, porque a verdade é uma: sem uma economia saudável, o país não cresce. Os empresários sabem muito bem que as contrariedades obrigam-nos a pensar de forma diferente, a encontrar novas soluções, a sermos mais inteligentes, eficientes e pragmáticos. À falta de fórmulas mágicas que ensinem as empresas a alcançarem o sucesso imediato, resta trabalhar, inovar, investir e, acima de tudo, personalizar. pub
II
pública: 23 de abril de 2015
especial
Empresa procura diferenciar-se num mercado competitivo
Fontenova: uma livraria com atendimento personalizado
É uma livraria que todos conhecem há vários anos em Famalicão e que está na Alameda Luís de Camões, 142. A Livraria Fontevova surgiu no início dos anos 70, sendo o ano de 1975 o mais marcante. Foi, justamente, por essa ocasião que o casal Natércia Melo e Manuel António Melo tomaram, por trespasse, a Fontenova, dando início à sua revitalização, modernização e, claro, a um novo carisma no atendimento. Hoje é António Melo, o filho (os pais já faleceram), que está à frente da livraria e a quem cabe contar a história deste espaço especial. António revela que o princípio foi extrema-
mente difícil. “Os meus pais vinham das ex-colónias e não percebiam nada do negócio, logo foi necessário aprender tudo com trabalho, dedicação e gosto”, afirma. Se no início houve dificuldades, atualmente não é diferente. Aliás, o percurso de qualquer empresa é feito de altos e baixos. António Melo revela que hoje os desafios são imensos, dado que a própria sociedade se alterou. Há os computadores, tabletes, múltiplos sites e outros novos grupos concorrentes, com muitas possibilidades económicas, que levam a que as empresas mais pequenas não aguentem estes duelos comerciais, porque
as ameaças vêm de múltiplos sítios com as quais é difícil competir. “Os últimos 5 anos foram de resiliência, devido à situação económica do país, à falta de hábitos de leitura da nossa população, às novas tecnologias, às novas políticas de compra estatais, através de plataformas, e incentivo ao reaproveitamento de livros, que num mercado pequeno como o nosso está a ter e terá um impacto negativo em toda a fileira do livro, desde a edição até ao consumidor final…. Por isso, o futuro para o livro será o mesmo que teve a música, o cinema e outros negócios”, entende António Melo.
Apesar das contrariedades, é fácil perceber que ao longo destes 40 anos, a história da Livraria Fontenova fez-se com “honestidade, simpatia, trabalho, diferenciação, atendimento personalizado, tendo sempre como finalidade a satisfação dos clientes”. Em Famalicão desde sempre, António Melo diz que a cidade, a nível comercial, está a começar a perder para outras maiores, “que mais próximas também se tornaram mais apelativas, nomeadamente devido ao seu crescimento turístico, o que inevitavelmente transfere outras sinergias para o comércio desses locais”. pub
especial
A empresa Fundada em 1984, a Porminho nasce como um pequeno projeto comercial e industrial de carnes, o qual tomou maior expressão, volvidos alguns anos, na criação de uma unidade de abate própria. Já com a segunda geração da família na Administração, é hoje uma empresa que conquistou o seu lugar no mercado com mérito próprio e com tenacidade de querer vencer. Nos últimos anos, a empresa tem investido continuamente em vários domínios, nomeadamente na sua imagem, nos recursos humanos e no reforço
dos sistemas de qualidade e segurança alimentar, estando certificada pelas normas ISO 9001:2008, 14.001 e 22.000. Alargou os seus horizontes mercadológicos e atualmente está presente em quase todos os segmentos de clientes em território nacional, estando também presente em diversos mercados externos, em vários continentes. Para o futuro, a Porminho projeta continuar o seu trabalho de crescimento, desenvolvimento de mercados e reforço da sua marca, apoiada nos mesmos eixos de pensamento estratégico.
pública: 23 de abril de 2015 III
A marca A Porminho cresce no reconhecimento e inspiração da confiança e inovação, do seu compromisso com o que é fresco e saudável, e na intransigente defesa da qualidade associada às características organoléticas dos seus produtos. Sabores, aromas e texturas, enquanto propiciadores de momentos de consumo marcados pela satisfação. E o foco na oferta a cada cliente, sempre e em todos os lugares, o beneficio de se assumir, como a melhor opção entre o valor dos seus produtos e o retorno de satisfação.
IV
pública: 23 de abril de 2015
especial
Empresa continua a ser um projeto familiar
Centro Funerário Godinho respeita a tradição mas valoriza a inovação Era tradição da família Godinho trabalhar no ramo funerário. Foi José Gonçalves Godinho, pai de Abílio Godinho, atual sócio-gerente, que fundou a empresa Funerária Godinho em 1949, com sede no lugar de Alto das Águas, freguesia de Cabeçudos. “Foi por volta de 1989 que eu, com muito orgulho, sucedo ao meu pai. Nessa época, as instalações da empresa estavam sedeadas na freguesia de Lagoa, em pequenas instalações anexas à minha casa”, recorda Abílio Godinho, que trabalha assim, há vários anos, com as famílias num momento de particular sofrimento. No sentido de poder dar uma resposta mais assertiva aos seus clientes, em 2010, a empresa muda de instalações e fixa-se num espaço amplo, na freguesia de Avidos, como um Centro Funerário. Tratou-se de uma inovação a nível regional, que implicou um forte esforço financeiro, logístico e de recursos humanos, na contínua busca de um serviço de qualidade, que acompanhe a evolução e as necessidades dos tempos modernos. “Este Centro Funerário proporciona todas as condições aos nossos clientes, desde o primeiro momento de preparação até ao último ‘adeus’, de uma forma condigna”, assegura Abílio Godinho, acrescentando que conta com uma equipa especializada e dinâmica, baseada em princípios como a “simplicidade, eficácia e a excelência nos serviços que presta e infraestruturas equipadas para pôr em prática todo o serviço de qualidade a que nos propomos”.
No entender deste empresário, para ter sucesso no campo pessoal e profissional é necessário esforço, dedicação, honestidade e uma grande dose de otimismo. “Determinamos objetivos realistas, mas ambiciosos, que permitam um desenvolvimento da nossa empresa e sermos líderes na nossa atividade”, afirma Refira-se que este ano foi criado o site www.funerarialagoa.pt, que além da apresentação da empresa, nomeadamente as infraestruturas e produtos, conta ainda com um espaço dedicado à necrologia, onde as pessoas podem prestar a sua última homenagem aos que ‘partiram’. “É um espaço no qual pode ser consultada a informação sobre funerais e missas, assim como outras informações sobre o falecido, num memorial que permanecerá ativo aproximadamente pelo período de um ano”, explica. No início deste ano, a Funerária adquiriu ainda um pavilhão, localizado junto às atuais instalações, com a intenção não só de ampliar a área funcional, mas também de acrescentar novos produtos associados à atividade funerária. “Possuímos cerca de 1.300 m2 de área coberta, distribuída por armazém, escritórios, sala de exposição, sala mortuária, sala de preparação e garagem”, refere Abílio Godinho. Para os próximos tempos, a Funerária Lagoa entende ter todas as condições para continuar “a ser uma empresa de referência no sector e a dignificar o concelho de Famalicão”. pub
especial
pública: 23 de abril de 2015 V
Empresa alia saber técnico e o design inovador de qualidade
Cimenteira do Louro: há 40 anos a construir o futuro A Cimenteira do Louro surgiu a 25 de fevereiro em 1975, na freguesia do Louro, quando o sócio fundador, Manuel Leitão Oliveira e Silva, sentiu necessidade de mudar de ramo e estabelecer-se por conta própria. O crescimento da empresa famalicense assenta na inovação constante aliada à excelência dos produtos. Atualmente, a Cimenteira do Louro encontra-se preparada para enfrentar os desafios que lhe são colocados, procurando sempre a máxima capacidade de resposta para os seus clientes. Desde o início de atividade que a Cimenteira do Louro investe em formas de produzir mais e melhor. “É, sem dúvida, um percurso positivo, sendo que nas últimas três décadas registámos um incremento substancial relativo aos primeiros 10 anos, de forma a procurar diversificar a nossa produção, sem nunca deixarmos a nossa componente inicial, ou seja, os artefactos de cimento”, explica José Carlos Pereira, administrador. Combinando os valores estéticos e robustez dos produtos, na Cimenteira do Louro é possível uma aliança única entre o saber técnico e o design inovador de qualidade, criando “uma harmonia com eficácia comprovada que se tem traduzindo em fator de diferenciação”. Na verdade, o dinamismo, qualidade e eficácia permitiu à empresa participar na realização de grandes infraestruturas a nível nacional, como por exemplo, autoestradas, estradas e pavimentos. Como qualquer empresa, também a Cimenteira do Louro passou por alguns períodos menos positivos. Recorde-se que a crise de 1982/83 foi muito “penosa em termos de encomendas e cobranças”. “Também a crise entre 2008 e 2014 foi igualmente muito difícil, mas que acabámos por superar, dado que a nossa empresa já estava a exportar desde 2000 e a substituir a quebra do mercado nacional pelo mercado internacional”, refere o responsável. A Cimenteira do Louro é reconhecida por apostar em fatores importantes, como a qualidade dos processos e das matérias-primas, com princípios de gestão rigorosa. Além disso, assume-se como uma empresa preocupada com o ambiente, identificando os aspetos necessários de forma sustentável ao adotar novas práticas de trabalho e tecnologias disponíveis, promovendo o aumento da eficiência ambiental e energética, reduzindo as emissões atmosféricas e o consumo de recursos naturais. Já no capítulo da Segurança e Saúde no Trabalho, a empresa procura implementar procedimentos para identificação de perigos, avaliação de riscos e determinação de medidas de controlo neste âmbito. Sobejamente conhecida no concelho, os produtos e serviços da Cimenteira do Louro estão em todo o país e também em território internacional. O objetivo para o futuro é, justamente, “continuar em expansão e a procurar novos mercados e novos produtos, os quais trarão, certamente, novos desafios”, aponta José Carlos Pereira, que deixa um convite para visitar a empresa a quem a quiser conhecer.
pub
VI
pública: 23 de abril de 2015
especial
Empresa está em Ruivães e em Famalicão
Ourivesaria Nogueira: trabalho por paixão
O nome é conhecido por muitos ou não fosse esta uma casa com tradição no concelho há 27 anos. A Ourivesaria Nogueira surgiu em Ruivães por força familiar e hoje é gerida pelo casal José Carlos Dias e Maria Carolina Nogueira. Na ocasião, Carolina Nogueira estava desempregada e o cunhado, que vendia produtos de ourivesaria, propôs-lhe negócio. José Carlos Dias continuou a trabalhar na indústria têxtil, mas dez anos depois decidiu fazer companhia à mulher à frente dos destinos da ourivesaria. Nestes 27 anos, a ourivesaria tornou-se numa paixão para este casal que lembra os anos em que muitas pessoas compravam prata e mais tarde ouro quando este valia
muito dinheiro. “Mas, o mais importante para nós é a relação que mantemos com os nossos clientes. São muitos os que ainda temos desde o início da loja, o que nos satisfaz imenso”, diz José Carlos Dias. “Temos clientes que nos procuram com frequência à procura de coisas novas e nós estamos sempre atentos, porque já conhecemos algumas peças especiais que podem agradar a determinada pessoa”, acrescenta Maria Carolina. Da prata ao ouro, do couro às filigranas, os clientes podem encontrar tudo o que pretendem na Ourivesaria Nogueira. “Na ourivesaria a moda também tem ciclos e os materiais vão voltando com um design mais contemporâneo. Estamos sempre
atentos aos novos produtos e trabalhamos com fornecedores de confiança”, garantem. Da lista dos objetos preferidos dos clientes constam os objetos especiais para momentos importantes, como os relógios, os bilaminados e os cristais. Além de Ruivães, a família abriu em Famalicão uma nova loja dentro do espaço Pingo Doce. “Atendendo à conjuntura atual, o projeto está a correr bem e gostamos muito de trabalhar no nosso concelho, estamos muito satisfeitos”, referem. Ambos concordam que o sucesso do negócio reside em fatores como “a honestidade, confidencialidade, simpatia e a enorme vontade em deixar o cliente feliz”.
Para o futuro fica o desejo de manter o projeto da Ourivesaria Nogueira da forma como este se apresenta. “O nosso desejo é sustentar a faturação, mas sabemos que temos de trabalhar mais, porque temos um cliente mais exigente que compra com mais ponderação”, afirmam os responsáveis. Justamente, na Ourivesaria Nogueira todos os pormenores contam: “desde os produtos que temos à disposição do cliente até ao laço da caixinha”. Apesar da forte concorrência, os empresários da Ourivesaria Nogueira dizem que os clientes acabam por “voltar sempre a quem lhes dá confiança”. E é aos clientes que deixam o seu agradecimento: “é um obrigado que não tem fim”. pub
especial
pública: 23 de abril de 2015 VII
Aposta na internacionalização foi determinante para o sucesso
Grupo ACA distingue-se na Construção Civil e Obras Públicas
O Grupo ACA teve a sua origem na empresa Alberto Couto Alves & Cª Lda. que foi fundada em 1982, tendo sede no Lugar do Rio, em Vale de S. Martinho. Ao longo das décadas de 80 e 90 a empresa adquiriu uma pedreira, uma central de britagem e uma central de produção de betuminosos, centrando a sua atividade na construção de estradas. O incremento do volume de negócios conduziu, nos anos 90, a uma diversificação da atividade da empresa, que envolveu um grande investimento na sua capacidade organizativa, recursos humanos e equipamentos, reconhecida por quatro prémios sucessivos de “PME Excelência Construção”. Em 1999, a empresa altera a sua forma jurídica passando a sociedade anónima, com a de-
signação Alberto Couto Alves, S. A.. Hoje o Grupo ACA é uma referência no sector da construção, fruto de 33 anos de crescimento, sustentado pela diversificação da sua atividade e por um processo de internacionalização bem-sucedido”, refere Paulo Vaz Ferreira, diretor corporativo de Comunicação. São valores como “a excelência do trabalho, a preocupação pela sustentabilidade ambiental e social e a certificação da sua atividade” que, segundo este responsável, distinguem o Grupo ACA, e que lhe têm granjeado diversos prémios, nomeadamente o de Melhor Empresa Para Trabalhar no setor da construção, em 2015, atribuído pela Revista Exame. Apesar da contração verificada no setor da Construção Civil e Obras Públicas, o Grupo
ACA tem crescido, fruto da aposta na internacionalização iniciada já há 13 anos. “Teve o mérito de procurar outros mercados e, apesar das grandes dificuldades que qualquer processo de internacionalização encerra, conseguiu firmar-se com sucesso no mercado internacional, o que lhe permitiu um inesperado crescimento em contraciclo”, realça Paulo Vaz Ferreira. Entre os momentos mais marcantes da empresa, destaca-se a compra de uma sociedade em Angola, em 2002, numa época politicamente conturbada, que alavancou a atividade do Grupo ACA neste país. “Hoje somos uma referência em Angola no setor da Construção Civil e Obras Públicas, com uma faturação anual superior a 200 milhões de dóla-
res”, revela Paulo Vaz Ferreira. A diversificação da atividade e a internacionalização são, assim, os vetores de sucesso do Grupo ACA, que assume ainda como valores cooperativos fundamentais: a Excelência, o Rigor, a Cooperação, a Qualidade, a Equidade e o Profissionalismo. Com atividade em Angola, Brasil, Marrocos, Argélia, França e Polónia, o Grupo pretende “prosseguir um crescimento sustentado, continuando a pautar-se por um forte investimento no estudo de novos mercados e oportunidades, a nível nacional e internacional”, adianta o diretor de Comunicação, que sublinha ainda, a nível concelhio, o Parque da Devesa como “a obra mais emblemática da cidade com a assinatura do Grupo ACA”. pub
VIII
pĂşblica: 23 de abril de 2015
publicidade