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LÍDER E XC E L Ê N C I A

E XC E L Ê N C I A

e

Textos: Sofia fia Abreu Silva

Distinguidas como PME Líder e Excelência pelo IAPMEI

Empresas famalicenses mostram o seu valor 2014 ainda não foi o tão aguardado ano de recuperação. Na verdade, os últimos anos não têm sido fáceis paras as pessoas e para as empresas. A crise ainda faz parte do nosso dia-a-dia, embora existam alguns sinais de recuperação, o que pode significar que os próximos anos poderão ser mais positivos. As contrariedades obrigam-nos a pensar de forma diferente, a encontrar novas soluções, a sermos mais inteligentes, eficazes e pragmáticos. Não há livros nem fórmulas mágicas que ensinem as empresas a alcançarem o sucesso imediato. É preciso trabalho, investimento, formação, e claro, algum risco. Apesar do contexto socioeconómico não ser o mais favorável, o

Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Investimentos (IAPMEI) atribuiu este ano o estatuto PME Excelência a 1845 empresas, num acréscimo superior a 67% relativamente ao número de distinções entregues no ano anterior. Existem em Famalicão várias empresas que viram o seu trabalho reconhecido, sendo distinguidas com o galardão de PME Excelência e PME Líder. Ambas as distinções têm como objetivo valorizar as melhores performances empresariais e abrir caminho para a consolidação de estratégias de crescimento regional e liderança. Justamente, o OPINIÃO ESPECIAL falou com estas empresas famalicenses Líder e de Excelência,

que revelaram de que forma é que esta distinção foi conseguida. Para as empresas famalicenses o mais importante é manter a produção, os clientes, os postos de trabalho e a rentabilidade. Ninguém sabe o segredo certo para acabar com a crise, mas o caminho faz-se através de investimento, seriedade, formação e trabalho. PME distinguidas aumentam 60% AS PME Excelência portuguesas, comparativamente com o ano anterior, melhoraram em média mais de 15% os seus resultados de vendas quando a média nacional nas PME foi de 1%. Segundo o IAPMEI, os ativos to-

tais também aumentaram 10% e as exportações 16%, 2,5 vezes acima dos resultados da estrutura empresarial, que se ficou pelos 6,4%. Predominantemente pequenas, com uma média de 38 trabalhadores, estas empresas são, na sua maioria (mais de 60%), exportadoras e atuam, sobretudo, no setor industrial, representando mais de 36% do universo PME Excelência. As “melhores das melhores” exportam mais de 25% do seu volume de negócios e estão distri-

buídas por vários distritos, com especial enfoque para Porto, Lisboa, Aveiro e Braga. Estes distritos concentram mais de 60% das distinções. A indústria é o setor com mais empresas distinguidas – 653 – e lidera no emprego. Destas, 98% pertencem à indústria transformadora. Já o comércio é o segundo setor com mais empresas distinguidas, quase 29% do total (530 empresas), e é, também, o setor com maior produtividade – as vendas por colaborador destas empresas chegam perto dos 250 mil euros. Por último, o turismo tem uma quota de 13% do universo Excelência e é aquele que regista uma maior subida nas exportações, com um crescimento médio de 75%. pub


II

pĂşblica: 26 de fevereiro de 2015

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pública: 26 de fevereiro de 2015 III

especial

Empresa é conhecida pela sua aposta na qualidade de serviços prestados

Jaime Oculista: a honestidade e profissionalismo em primeiro lugar dores”. Olhando para a atualidade, Jaime Oliveira diz os maiores desafios que as PME enfrentam são, sem dúvida, a carga fiscal, a instabilidade socioeconómica, o desemprego e a instabilidade do sistema bancário.

No entender deste empresário, o desafio que se impõe para desenvolvimento da nossa economia é, sem dúvida, “uma maior aposta no conhecimento, um maior envolvimento entre as universidades e o tecido empresarial de forma a melhor preparar os jovens para o mercado

de trabalho”. Pela parte que lhe compete, a empresa Jaime Oculista vai, nos próximos tempos, continuar a trabalhar pela consolidação de resultados, continuando ainda a apostar na melhoria contínua e na formação dos seus quadros. pub

A aposta na formação dos seus recursos humanos, a modernização dos seus espaços, a qualidade e diversidade dos serviços prestados são os fatores primordiais para o sucesso alcançado pela empresa Jaime Oculista. Por isso mesmo, a empresa tem o reconhecimento pelo IAPMEI de PME Líder desde 2008 e o estatuto de PME Excelência há três anos consecutivos. “É sem dúvida um orgulho, uma responsabilidade muito grande e um desafio para continuar a desenvolver um trabalho de honestidade e profissionalismo nas comunidades onde atuamos”, afirma

B.I.

Nome: Jaime Oculista Unipessoal, Lda. Sede: Vila Nova de Famalicão Filiais: Famalicão, Guimarães, Barcelos, Santo Tirso, Trofa e Vila das Aves Colaboradores: 28 Serviços prestados: Oftalmologia, Optometria, Contactologia, Tonometria, Retinografia, Campimetria, Treino visual, Oficina de Ótica, Rastreios Visuais e Área Clínica.

Jaime Oliveira, sócio-gerente da marca Jaime Oculista, acrescentando que a distinção reconhece publicamente o mérito da “estratégia de crescimento e esforço de competitividade seguido pela empresa”. Para a Jaime Oculista 2014 foi um “ano de grande envolvimento com os clientes, com uma forte aposta no serviço prestado e na diferenciação com resultados muito positivos”. “A nossa estratégia tem estado associada a uma postura de rigor, transparência e grande qualidade”, sublinha. Nos últimos anos, a aposta da Jaime Oculista foi investir na modernização, na formação dos seus quadros, na qualidade do serviço prestado, nas novas tecnologias e na certificação da empresa. Em 2012 a empresa recebeu a certificação pela qualidade, segundo a ISO 9001:2008, passando então a ser a única empresa ótica do distrito de Braga com a certificação de qualidade. A par de outras áreas, também o setor das óticas tem sido afetado, afirma Jaime Oliveira, pela realidade “socioeconómica que vivemos e pela proliferação de óticas que surgiram no mercado com uma postura profissional errada em que vendem ‘gato por lebre’ confundindo os consumi-

“Uma maio r apo s t a no c o n h e c i m e n t o ”


IV

pública: 26 de fevereiro de 2015

especial

Empresa tenciona criar mais postos de trabalho

Campos & Campos aposta na inovação Foi com crescimento que a empresa Campos & Campos fechou o ano de 2014. Atualmente, com 170 trabalhadores, a empresa de Requião produz diariamente milhares de peúgas, sendo líder do sector, exportando mais de 3.800.000 de pares por mês. “Este ano tivemos um crescimento perto de 10%. Temos desenvolvido novos projetos de valor acrescentado, que nos diferenciam em relação à concorrência habitual, conquistando novos mercados e clientes”, afirma Miguel Campos, administrador da empresa. Há 34 anos no mercado, a empresa arrecadou, novamente, o estatuto PME Líder, pelo IAPMEI. “Qualquer empresa que tenha este estatuto fica sempre contente, pois é um prémio, um reconhecimento de uma boa gestão e do seu progresso”. Miguel Campos não tem dúvidas de que as empresas vivem num mercado volátil, onde existe uma dependência face às matérias-primas e ao dólar. “Temos o nosso negócio um pouco dependente dessa variação do mercado e para contrariar as dificul-

dades, temos investido em tecnologia, nas marcas próprias e em novos produtos que fazem a diferença em relação aos nossos concorrentes, nomeadamente de outros países”, explica o empresário, que vinca a necessidade de encontrar uma maior estabilidade e rentabilidade, apostando em nichos de negócio. Neste momento, a Campos & Campos produz meias sobretudo para a Europa e Escandinávia. “Neste momento o dólar está

B.I.

Nome: Campos & Campos Data de criação: 1982 Localização: Requião, Vila Nova de Famalicão Produtos: peúgas Produção: 3 milhões de pares por mês Colaboradores: 170 Vendas: 99% no mercado internacional

mais a favor das empresas europeias e durante este ano vamos tentar entrar em mercados diferentes, em que seja mais benéfico vender em euros”. Para o ano de 2015, a Campos & Campos tem em vista novos investimentos. “Estamos a desenvolver um novo produto que iremos apresentar a todos os nossos clientes durante este ano”, adianta, revelando que, neste âmbito, está prevista a criação de mais postos de trabalho, cerca de 15. “A nossa previsão de crescimento é de 5% a 10%”, aponta Miguel Campos. Apesar de trabalhar quase exclusivamente para a exportação, 99%, Miguel Campos está atento à realidade nacional. “O Estado devia pensar mais no ciclo económico e não tanto na receita de impostos, pois é necessário fomentar o poder de compra para que as empresas e as pessoas possam estar melhor”.

Temos desenvolvi do novos p roj etos d e va l o r a c r e s c e n t a d o pub


especial

pública: 26 de fevereiro de 2015 V

Empresa congratula-se com fidelização dos seus clientes

Talho Três Silvas: qualidade, preço e atendimento B.I. Nome: Talho Três Silvas Data de criação: 2005 Localização: Famalicão, Santo Tirso, Trofa Produtos/Serviços: Comércio de carne e os seus derivados Colaboradores: 45 Volume de negócios em 2014: 6.285.000€

O nome Talho 3 Silvas nasceu em 2005. A trabalhar há 10 anos no comércio de carne e os seus derivados, esta é hoje uma empresa PME Líder, reconhecida pelo IAPMEI. Num contexto em que o consumo registou um abrandamento significativo, 2014 foi para a empresa um ano de “equilíbrio”. “Mantivemos as vendas, e foi por isso um ano positivo”, começa por dizer o empresário Avelino Silva. “É notório a quebra do poder de compra das pessoas e a média de venda por cliente baixou, mas temos de procurar conquistar novos clientes para compensar”, acrescenta. Com espaços nos concelhos de Famalicão, Santo Tirso e Trofa, o êxito da marca Talho 3 Silvas assenta na qualidade, preço e atendimento. “Consideramos que temos um compromisso com os nossos clientes em

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apresentarmos produtos da melhor qualidade ao preço mais baixo. A fidelização dos nossos clientes é o nosso sucesso e são eles que nos motivam para trabalhar sempre bem e melhorar sempre que possível”, refere. Os resultados seguros obtidos pela empresa traduziram-se numa distinção por parte do IAPMEI, como PME Líder. Avelino Silva encara o galardão como a recompensa pelo esforço feito ao longo de vários anos. “É um reconhecimento por uma entidade acreditada, pelo bom trabalho que desempenhamos”, considera. Atuando no mercado nacional, o empresário sublinha que atualmente as pequenas e médias empresas têm muitos desafios. “O baixo poder de compra, os altos impostos e taxas, além dos elevados custos operacionais arrasam os proveitos das empresas, levando mesmo à extinção de algumas”. Face ao cenário atual, o empresário defende a necessidade de financiamento do mercado interno, o aumento dos salários e a diminuição drástica do desemprego. “As empresas não conseguem vender se não houver quem compre, e se não produz não há emprego. É este o ciclo”. Para o futuro, o Talho 3 Silvas quer manter-se no mercado e possivelmente crescer, sempre sob o signo “comprem no Talho Três Silvas, onde a qualidade custa menos”.

Temos um compromisso, c o m o s no s s o s c l i e n te s


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pĂşblica: 26 de fevereiro de 2015

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pública: 26 de fevereiro de 2015 VII

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FDS Portugal: uma empresa à medida dos seus clientes

Aposta no esforço, empenho e dedicação O êxito da empresa, ao longo destes anos, passa pelo constante investimento em equipamentos de alta tecnologia (CNC) e aposta em j ovens com formação técnica para o setor, mantendo uma forte coesão entre todos os colaboradores.

É desta forma que a empresa FDS, em Calendário, tem construído o seu caminho de sucesso. Além disso, para vencer num mercado que está sempre a transformar-se, a empresa procura manter um perma-

Nome da empresa: FDS Portugal Lda. Data de criação: a 7 de agosto de 1991 Localização Industrial: Rua Outeiro 1512, Calendário, Vila Nova de Famalicão Produtos/Serviços: Máquinas de produção de peúgas Produção anual: entre 50 a 60 máquinas Colaboradores: 20 Volume de negócios em 2014: € 1.500.000,00 Vendas (percentagem) no mercado nacional: 40% Vendas (percentagem) internacional: 60% (Polónia, Brasil, Equador)

nente apoio aos seus clientes, além, da inovação e atualização constante das suas Máquin a s Pe ú g a s . 2014 foi para a FDS um ano de “muito esforço, empenho, dedicação de todos os colaboradores para em conjunto superar as dificuldades”. Um ano que lhe valeu o título de PME Excel ênci a, mas que não deixa espaço para ilusões. “Consideramos sempre positivo ser-se reconhecido, mas mais importante seria um IAPMEI sem burocracia e exclusivo para as PME’s, que representam cerca 80% na eco-

nomia nacional”, considera Fernando Santos, gerente. Para empresas como a FDS o enorme desafio a enfrentar pelas PME’s é lutar contra uma “ determi nada concorrência de países, não da União Europei a ( U E ) , q u e t e m co n d i çõ e s d e trabalho não possíveis de comparar com as europeias”. “A UE importa e consome todo o tipo de produtos oriundos de países não comunitários, sem existir à entrada, um rigoroso e correto controle de qualidade, e permitindo a isenção das taxas, o que não é positivo para Portugal.

Apesar das dificuldades que o mercado global provocou, o balanço é positivo tanto a nível Nacional como Internacional. No entender deste empresário, cabe ao nosso País e governo sermos capazes de criar i nd úst ri a, apoiar as PME’s e privilegiar a E xportação e, a par disso, consumir produtos nacionais para diminuir a importação. Para a FDS o futuro passa pela continuidade de um crescimento regular e conquista de novos Mercados Internacionais.

Tel.: 252 302 160 | Fax: 252 302 169 | E-mail: fds@fds.pt


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pública: 26 de fevereiro de 2015

especial

Empresa recebeu o estatuto de PME Excelência pelo IAPMEI

“A Nhclima sem os seus trabalhadores não é nada” B.I.

Para a Nhclima - Ventilação e Climatização, Lda. 2014 foi um ano de forte crescimento para o grupo, mas muito em especial para o segmento da produção de condutas para HAVC. A empresa foi reconhecida pelo IAPMEI como PME Excelência. O grupo onde a Nhclima se insere, a Nhgroup SAS, sempre se pautou pela inovação, mas também pela qualidade, idoneidade e transparência. Aliás, a Nhclima delineou em 2011 um plano estratégico que visava a instalação de uma moderna unidade de produção dotada com a mais alta tecnologia. “Ao longo destes 3 anos pretendíamos criar 35 novos postos de trabalho e estes objetivos foram cumpridos na sua plenitude, o que nos orgulha”, afirma Mário Almeida, administrador do grupo Nhclima. O estatuto PME Excelência, além do reconhecimento, é encarado como uma responsabilidade acrescida, mas essencialmente como uma ferramenta que a empresa tentará traduzir em proveitos junto do mercado. “Ao contrário do que a maioria das pessoas possa pensar, este estatuto não significa facilidades, mas é sim o culminar de um ano de tra-

balho, onde diversos critérios de rigor e idoneidade foram cumpridos e comprovados junto do IAPMEI”, refere Mário Almeida. A distinção como PME Excelência é, no fundo, um galardão para ser partilhado com colaboradores e parceiros da empresa. “Aceito receber os parabéns em nome da empresa, mas a Nhclima sem os seus trabalhadores não é nada e quero deixar o meu muito obrigado a todos eles”, diz Mário Almeida. A trabalhar na área da construção, a crise tem afetado, de sobremaneira, as empresas como a Nhclima. “Temos colmatado essas perdas com outros mercados no exterior, mas já sentimos no último ano um ligeiro sinal positivo por parte do mercado interno”, revela o responsável. Mário Almeida entende que, atualmente, às empresas se colocam várias adversidades, sendo a mais marcante a volatilidade das carteiras de clientes, dado o flagelo dos Processo Especial de Revitalização e das insolvências das empresas, que têm afetado “por arrasto empresas idóneas”. Num olhar para o panorama nacional, o administrador não tem dú-

Nome: Nhclima - Ventilação e Climatização, Lda. Data de criação: 2008

Localização: Mouquim, Vila Nova de Famalicão Produtos: Fabrico de condutas e acessórios de HAVC Produção: 1200 toneladas por ano

vidas de que as empresas portuguesas sempre estiveram no caminho certo. “Somos referência mundial em muitos sectores e pioneiros em diversas áreas. Se repararmos, num ano tão difícil como 2013 foram distinguidas 1845 PME Excelência, um aumento de quase 100% em relação a 2012, isto é sinónimo de que quando se luta e se traça um objetivo é possível contrariar a crise”, compara, acrescentando que “hoje os empresários lutadores são uma referência”.

Se em 2014, a previsão da Nhclima apontava para um crescimento de 50% e a empresa cresceu 93%, a expectativa para 2015 é aumentar 15% as vendas. “Esperamos que seja um ano para estabilizar. Estamos a instalar uma pequena unidade de apoio à produção em Paris nas instalações da Nhgroup SAS, subsidiada da Nhclima, a fim de podermos responder aos clientes desse mercado de uma forma mais reativa, cumprindo as suas necessidades urgentes”, revela Mário Al-

Volume de negócios em 2014: 3 milhões de euros Colaboradores: 39 Vendas: 35% no mercado nacional e 65% no mercado internacional meida. De resto, para os próximos 3 anos, a intenção é a Nhclima instalar, definitivamente, uma fábrica no Norte de África, mas “ainda é muito cedo para falar sobre este projeto”.

“ H oj e o s e m p r e s á r i o s l u t a d o r e s s ã o u m a r ef e r ê n ci a ”

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pública: 26 de fevereiro de 2015 IX

especial

Para responder às solicitações dos seus clientes

Sófritar quer aumentar produção em 2015 A Sófritar, Produtos Alimentares, localizada em Gavião, é uma PME Líder e PME Excelência há 5 anos consecutivos, o que envolve uma responsabilidade acrescida e a necessidade de fazer sempre mais e melhor. “Este ano de 2014 foi um ano de árduo trabalho, mas com todas as metas ultrapassadas”. A empresa, que emprega 47 pessoas, coloca no mercado diversos produtos précozinhados, como pastéis de bacalhau, rissóis, panados, croquetes, chamuças, entre outros. Apesar das contrariedades do mercado, a Sófritar diz que este reconhecimento como uma empresa Líder por uma entidade externa comprova, justamente, que “os objetivos foram alcançados”. “Ao longo des-

tes anos, a Sófritar só sabe apostar na qualidade dos produtos”, afirma António Joaquim Pereira Peixoto, administrador da empresa. A somar à qualidade dos produtos, o sucesso da empresa deve-se, igualmente,

a parcerias estabelecidas com os clientes, fornecedores e o trabalho dos colaboradores. No ano de 2014, a Sófritar não considera que foi afetada pelo abrandamento económico, uma vez que se

U m a P M E L í d e r e P M E E xc e l ê n c i a h á 5 a n o s c o ns e c u t i vo s

antecipou, procurando mercados alternativos e essencialmente fortalecendo as parcerias comerciais existentes. Apesar de uma luta diária pelo bom desempenho da empresa, os maiores desafios que a Sófritar enfrenta diariamente prendem-se com “o crescente aumento da carga fiscal e conseguir dar resposta a todas as imposições legais que surgem diariamente e que não trazem mais-valias para as empresas”, diz António Joaquim Pereira Peixoto, defendendo que para uma economia mais próspera importa “agilizar a legislação e burocracia existente e redução de impostos”. Para este ano de 2015, a empresa famalicense tem previsto um aumento da sua capacidade produtiva e capacidade de armazenagem de frio, por forma a dar uma resposta eficiente e eficaz às solicitações dos seus clientes.

B.I.

Nome da empresa completo: Sófritar – Peixoto & Vale – Produtos Alimentares, Lda. Data de criação: Março de 1991 Localização: Gavião- Vila Nova de Famalicão Produtos pré-cozinhados: pastéis de bacalhau, rissóis de carne, rissóis de camarão, rissóis de frango, rissóis de atum, rissóis de pescada, rissóis de leitão, panados de porco, panados de frango, panados de peru, croquetes de carne, coxinhas de frango, chamuças, etc. Colaboradores: 47 Volume de negócios em 2014: 3 900 000€

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pĂşblica: 26 de fevereiro de 2015

especial


pública: 26 de fevereiro de 2015 XI

especial

Empresa aposta nas boas práticas e gestão rigorosa

Moldamirco: qualidade e orientação para o cliente A celebrar o seu 15.º aniversário, a empresa Moldamirco - Metalomecânica de Moldes e Ferramentas, de Lousado, vê, novamente, ser-lhe atribuído o título de PME Excelência. “É o resultado natural do trabalho de toda a equipa que constitui a Moldamirco. Temos orgulho nisso”, afirma Paulo Couto, sóciogerente da Moldamirco. A Moldamirco, em Lousado, começou a sua atividade num pequeno espaço nas traseiras de uma habitação há 15 anos. Em 2000 passou para um novo espaço de 800 m2, seguindo-se um outro junto ao primeiro. Entretanto, no ano passado, adquiriu mais um armazém. Para além do crescimento das instalações produtivas, a Moldamirco possui um parque de máquinas atual, com vários centros de maquinação, máquina de erosão por fio, assim como um moderno aparelho de soldadura a laser. Este recente investimento da empresa proporciona às outras empresas da região um serviço de soldadura

B.I.

Nome: Moldamirco – Metalomecânica de Moldes e Ferramentas, Lda. Data de criação: 1999 Localização: Lousado - Vila Nova de Famalicão Produtos/Serviços: manutenção industrial, peças técnicas, moldes de termoformação e soldadura a laser Colaboradores: 48 Volume de negócios em 2014: 2.000.000,00 euros com baixo choque térmico e muito preciso, o que resulta especialmente bem em reparações de moldes, cunhos e cortantes ou em serviços de soldadura em zonas de difícil aceso ou chapa fina.

A par da tecnologia, a empresa Moldamirco possui a certificação do Sistema de Gestão da Qualidade pela ISO 9001:2008, desde 2008. Como empresa direcionada para o mercado externo, a Moldamirco apresentou em 2014 um volume de negócios de 2 milhões de euros. Na realidade, para a empresa lousadense este foi um ano de procura da excelência nos trabalhos realizados, melhoria das condições de trabalho de todos os colaboradores, que se traduziu numa faturação ao nível do previsto. Paulo Couto considera que para o “bom desempenho da empresa contribui uma contínua procura de boas práticas, saber antecipar o que o mercado necessita e uma gestão rigorosa”. À semelhança de muitas empresas, a Moldamirco teve também de fazer um “reajuste económico” entre 2008 e 2009, uma reorganização reivindicada pelo setor. “Hoje, de uma forma geral, julgo

que podemos falar de tendência para o crescimento”, aponta Paulo Couto. Para este ano de 2015, a Moldamirco pretende duplicar a área produtiva. “Só este facto implica grandes mudanças, estou certo de que todos na empresa vão estar à altura dos enormes desafios que por aí virão”, sustenta. Questionado sobre quais as prioridades para que o país vá no

sentido do crescimento, Paulo Couto afirma ter dificuldade em dar “palpites” a uma escala tão grande. “Nunca pensei poder assistir ao fecho de um banco em Portugal, por isso deixo esta pergunta para os especialistas da nossa praça”. Quanto às empresas que atuam num mercado cada vez mais global e competitivo, Paulo Couto entende como prioridade “fazer mais, melhor e a um preço competitivo”.

Este foi um ano de procura da excelência nos trabalhos...

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XII

pĂşblica: 26 de fevereiro de 2015

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