Somos informação, música, entretenimento e companhia
Rádio Digital: estamos “no ar” há 25 anos “No Ar” – Estamos no ar há 25 anos. Foi há 25 anos que passámos a primeira música. Foi há 25 anos que demos a primeira notícia. Foi há 25 anos que começámos a comunicar, inicialmente apenas para Famalicão, hoje para todo o mundo. Desde o primeiro dia, a magia da rádio cumprese ininterruptamente há 25 anos. Foi a 9 de novembro de 1989 que as emissões regulares da Rádio Digital, na altura designada de Vila Nova, se iniciaram, após concluído o processo de legalização das rádios locais. Com muitas mudanças pelo caminho, até de nome, a Digital FM mantém-se no “ar” todos os dias. O dia a dia é feito com o trabalho de uma equipa pequena, mas muito diligente, que se organiza diariamente, ao longo de 365 dias por ano. Na verdade, a Rádio Digital assume, a cada dia que passa, uma posição privilegiada no panorama radiofónico, quer no concelho, como na região. O balanço destes 25 anos é, sem dúvida, positivo, mas não está completo. Todos os dias há sempre algo de novo para ‘comunicar’ aos ouvintes. E esse é o desafio. Fazer o melhor trabalho possível, com boa música, conversa e informação. Temos consciência de que não somos perfeitos, de que há sempre mais caminho a percorrer. Já cometemos e continuamos a cometer muitos erros, mas tentamos diariamente dar o nosso melhor. Fazemos isso há 25 anos e fá-lo-emos sempre, com a mesma determinação. Apesar dos tempos difíceis para todos os setores da sociedade, acreditamos que a rádio tem um papel fundamental junto da
população, oferecendo a informação de proximidade, fazendo uma ligação ao meio. Na verdade, a rádio, apesar das múltiplas evoluções tecnológicas registadas ao longo das últimas décadas, continua a ser um meio de comunicação privilegiado, que até hoje não foi substituído por um outro. Pelo contrário, hoje a emissão da Digital pode ser ouvida em todo o mundo. Os tempos mudaram, é certo, mas a rádio continua a ser a companhia de muitos. O profissionalismo é, sem dúvida, um dos pontos de honra da rádio Digital, quer no segmento da programação, quer da informação. A programação é feita, diariamente, por radialistas e jornalistas que procuram imprimir a excelência no seu trabalho e que fazem da rádio não só a sua forma de vida, mas a sua paixão. Todos os dias a fazer razão, porque a
razão é…você! Sabia que … a Rádio Digital nasceu no mesmo dia em que o Muro de Berlim foi derrubado há 25 anos? Logo que foi erguido, o Muro de Berlim tornou-se no símbolo mais tangível, concreto e sinistro da Guerra Fria e do totalitarismo comunista, dividindo uma cidade, famílias, amigos e amantes, e passando a representar a cisão do mundo em dois blocos ideológicos incompatíveis. Com o fim da Guerra Fria, terminou esse longo antagonismo entre os dois blocos – um liderado pelos EUA e outro pela URSS –, em que o mundo esteve dividido durante quase meio século. Apesar dos dois momentos não estarem relacionados, este seria um bom sinal para a Rádio Digital que se pauta também pela “liberdade”.
O aparecimento das rádios locais em 1989 ao abrigo da nova lei da rádio, implicou um avanço significativo na cultura democrática nacional. Com o arranque das emissões das rádios locais, as comunidades ganharam uma importante plataforma de encontro, de comunicação e de partilha. Ganharam também uma espécie de amigo! Um amigo que conhece bem a realidade e o contexto local e que, como tal, está em condições de melhor compreender as pessoas e assim lhes fazer boa companhia. Estes aspetos foram importantes há 25 anos, mas são igualmente nos dias de hoje, porventura até com importância acrescida. O avanço tecnológico deu-nos muitas ferramentas novas e muitas coisas boas, deu-nos mais acesso à informação, mas manteve intacta a importância das rádios. As pessoas precisam de companhia, precisam de uma voz amiga, precisam de quem as ouça, precisam ainda e cada vez mais da rádio. A presença da Rádio Digital em Vila Nova de Famalicão significa tudo isto. A sua criação foi uma grande notícia para Vila Nova de Famalicão e a sua emissão diária é um bem precioso para o nosso espaço comunitário. Parabéns Rádio Digital! Muitos e muitos anos de vida! Paulo Cunha, Presidente da Câmara Municipal pub
II
especial: 13 de novembro de 2014
publicidade
especial
especial: 13 de novembro de 2014 III pub
Departamento Informação:
Informação de proximidade
A informação sempre foi, ao longo destes 25 anos, uma componente importantíssima na programação da Rádio Digital FM. Principalmente, a informação de proximidade, atenta à realidade do concelho de Famalicão e ao que se passa em todas as suas freguesias. Atualmente, a Digital FM apresenta informação atualizada a todas as horas, ora genérica, ora de âmbito desportivo. No que concerne à primeira, salientam-se cinco blocos de notícias alargados (9, 12, 15, 18 e 21 horas) e vários blocos de síntese. A informação local, com notícias referentes ao concelho de Famalicão, é a que dedicamos, naturalmente, maior atenção. Os noticiários têm ainda uma componente regional e nacional, sem, contudo, perderem, o objetivo de proximidade. Aquilo que se passa no país também é importante para Famalicão e é isso que procuramos privilegiar, procurando informar os ouvintes dos acontecimentos que, sendo de âmbito nacional, também têm impacto para as suas vidas, para o concelho ou para a região. Objetividade, diversidade, qualidade e atualidade é o que a equipa de informação da Digital FM procura imprimir em cada notícia que produz. Para isso, conta com um grupo composto por jornalistas com carteira profissional ou por colaboradores regionais, devidamente reconhecidos pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, títulos que podem parecer uma mera formalidade, mas que são mais um garante de profissionalismo. É este o nosso compromisso há 25 anos.
Departamento Comercial:
a publicidade é mesmo um investimento
A publicidade é a base da sustentação financeira de qualquer órgão de comunicação social e a Rádio Digital também conta com uma carteira de clientes muito interessante. São clientes que escolhem a Rádio Digital para publicitar os seus produtos e serviços. Há alguns que estão connosco desde que a rádio começou, há 25 anos, porque sabem que a publicidade é importante para a divulgação e crescimento da sua empresa. Na verdade, em tempos de crise, a publicidade, segundo vários estudos, assume ainda maior importância, porque quem investe em publicidade vende mais, tem mais retorno e mais clientes. A rádio é um meio audiovisual de grande impacto, com elevada eficácia com um custo bastante acessível, que possibilita a transmissão alargada a milhares de ouvintes. A rádio permite uma grande flexibilidade, per-
mitindo ao cliente a seleção de vários horários em programas distintos, com diferentes durações e sob a forma de patrocínio. Apresenta ainda resultados rápidos em termos de cobertura e impacto. Os clientes podem informar-se junto da equipa comercial da Rádio Digital sobre a melhor forma de promover os produtos e serviços que pretendem divulgar juntos dos seus clientes. As empresas não são todas iguais e que precisam de serviços distintos. A equipa comercial é dinâmica, simpática e eficiente e pode ajudar a sua empresa na divulgação de forma assertiva. Afinal, estamos consigo no seu negócio e ao longo destes 25 anos criámos uma excelente base de dados de clientes, mas também “um grupo de amigos, que nos premiaram com a sua fidelização”. Para o futuro fica o desejo de “crescermos juntos”.
IV
especial: 13 de novembro de 2014
especial pub
A razão é você! “Todos os dias, há 25 anos, os profissionais da Rádio Digital FM trabalham para os seus ouvintes. Hoje, a Rádio Digital é informativa, mas também entusiasta e arrojada, apostando numa ligação efetiva ao meio. Na Digital trabalhamos todos os dias do ano, sem exceção, há 25 anos, porque queremos sempre fazer mais e melhor.” João Fernandes, diretor da Rádio Digital Fm
Manhãs da Digital
pub
“Manhãs da Digital é um programa que pretende fazer com que os ouvintes despertem a cada novo dia de forma suave e bem disposta. Este programa acompanha o ouvinte desde que sai da cama até chegar ao seu emprego e só o larga quando tem a certeza que o dia começa de maneira positiva. Coapresentado por Jorge Humberto e Paulo Couto, as Manhãs da Digital têm como lema “sabemos que começa às sete da manhã e termina às dez, mas nunca sabemos o que poderá, na verdade, acontecer”. Ao longo do programa, os dois vão dando os seus pareceres, pouco científicos, sobre os mais variados temas. Da política ao social, do desporto à desgraça, na verdade tudo serve de mote a uma espécie de conversa de café servida sempre com uma pitada de humor e sátira. Neste espaço radiofónico há também lugar para conversa com convidados. Uma coisa é certa, também os convidados sofrem na pele uma espécie de interrogatório à moda antiga. E depois, há também muita e boa música. Chega? Esperamos que sim, porque afinal, já dizem os antigos, é de manhã que se começa o dia!” Jorge Humberto e Paulo Couto
Clube da Rádio
“Todos os dias as “portas” do Clube da nossa rádio abrem-se pelas 10 da manhã. Por elas entram as conversas, as gargalhadas, os desabafos, os sorrisos, as trocas de afeto. Por elas entram todos aqueles que fazem do Clube da Rádio um espaço de amizade, partilha e entreajuda. Todos os dias, durante duas horas, a rádio torna-se mais rádio pela proximidade às pessoas, pela proximidade à vida real. Todos os dias convidamos a entrar no Clube da Rádio os nossos ouvintes, sem os quais não existiria Rádio”. Carla Soares
Sessão da Tarde
“Com músicas de todos os tempos na rádio de todos os dias é assim a Sessão da Tarde. Entre as 14 e as 16 horas é dado destaque sobretudo à música, tanto a que está no topo das tabelas como as melhores recordações de todos os tempos.” Arcindo Guimarães
especial: 14 de novembro de 2014 V
especial
Regresso a Casa
Digital Sunset “Os fins de semana servem para acordar mais tarde, para tomar o pequeno-almoço à hora do almoço, para fazer desporto, para brincar com os filhos, para jantares tardios, para gargalhadas e mimos…. Tudo sem olhar para o relógio. E aos fins de semana, entre as 18 e as 20 horas, o pôr do sol é feito com boa música e algumas palavras, porque os dias de descanso devem ser acontecer à nossa medida”. Sofia Silva
Povo e Saber e Fado “Ao sábado, das 7 às 9, a proposta vai para o folclore no programa “Povo e Saber”, onde são apresentadas as novidades deste tipo de música, bem como a divulgação dos festivais de folclore, além de entrevistas com vários grupos. Ao domingo, e no mesmo horário, aparece o melhor que se vai fazendo na música ligeira portuguesa. Já a meio da semana, às quartas-feiras, entre as 23 e as 24, é a hora do silêncio, porque afinal se canta o fado”. José Clemente
Gente Gira e Roteiro Associativo “Às quintas-feiras à noite as associações tomam conta do estúdio da Digital FM. Apartir das 22 horas, a conversa é feita com as associações famalicenses sobre as suas atividades e projetos, no “Roteiro Associativo”. Já ao sábado, a conversa é diferente. A antena é aberta aos ouvintes para que peçam a sua música preferida no programa “Gente Gira”. Estou consigo há 19 anos, onde quer que esteja e com quem quer que esteja”. Abílio Moreira
“Nas tardes de segunda a sexta, na Digital FM, eu estou consigo no "Regresso a Casa" entre as 17 e as 20 horas, acompanha-o no caminho para casa com músicas fantásticas para um grande regresso!. Tudo o que toca, toca na sua rádio e não esquecemos as recordações. Um passeio pela música com pequenas entrevistas; rubricas e muita companhia…” Pedro Silva
pub
VI
especial: 13 de novembro de 2014
especial
Feliz Pereira, fundador da Editave Multimédia, em entrevista ao OP
“Prestamos um serviço de utilidade pública” A Rádio Digital assinalou 25 anos. Feliz Pereira foi a pessoa que esteve à frente deste projeto radiofónico, ao qual se juntou, mais tarde, o jornal Opinião Pública e a FamaTV. O arranque do projeto foi difícil, mas teve, segundo Feliz Pereira, o mérito de mudar a forma como era vista a informação a nível local. As pessoas de Famalicão ganhavam uma ligação à sua terra que se manteve ininterrupta.
há 25 anos isso não acontecia… Não, era tudo feito manualmente. Dessa época o que me lembro mais eram as inúmeras horas e noites que eu e os técnicos, Jorge Alexandre e José Manuel, passávamos no monte de Santa Tecla, em Oliveira Santa Maria, para afinar as antenas e emissores. Os tempos mais conturbados prenderam-se, justamente, com essas questões técnicas que eram necessárias resolver.
Como imaginava a sua rádio? Sofi fia a Abreu Silva As pessoas que mais marcaram o arranque da rádio, a nível nacional, foram o Emídio Rangel na TSF e o OPINIÃO PÚBLICA: Quando a Rádio Francisco José Oliveira na Rádio Digital celebra 25 anos, como foi o Nova, com quem tínhamos uma pararranque deste projeto? ceria. A cadeia de rádios começa, Feliz Pereira: Na ocasião ou se se- precisamente, com a TSF, Rádio gurava este projeto de rádio ou se Nova, Digital e a Moliceiro, de Aveiro. deixava cair. Na vida quando somos Na altura, tinha algumas reuniões colocados perante desafios agarra- com eles e isso acabou por nos inmos ou deixamos, na ocasião en- fluenciar, mas acho que no início estendi que era um desafio e tentei le- távamos a fazer uma rádio que esvar a bom porto este projeto com a tava desajustada para Famalicão. ajuda de todos que pela Rádio Digi- Tínhamos noticiários de meia em tal passaram. meia hora, a TSF era a grande referência, mas aos poucos fomos doO que é que sabia de rádio? seando e percebemos que o camiNão sabia nada… os conhecimen- nho dos outros podia não ser aquele tos que tinha eram aqueles que ti- que deveríamos seguir e fizemos o nham a ver com o projeto para a can- nosso próprio caminho. didatura ao alvará, sobretudo questões muito técnicas, mas fazer Qual foi a reação das pessoas à rárádio, em si, não tinha conhecimen- dio? tos. Depois, fomos lendo, ouvindo e Acho que havia uma apetência pela falando e algumas coisas foram fi- rádio com as pessoas já a aderirem ao fenómeno das rádios piratas, que cando. tinham achado que aquilo que era Quais foram as maiores dificulda- uma lufada de ar fresco. Porque des? além das nacionais, surgia uma ráFoi mesmo colocar em marcha um dio que falava sobre aquilo que nos projeto sobre o qual se tem pouca rodeava e as pessoas acharam isso noção como se deve gerir. Tivemos interessante e então a aceitação inide formar as pessoas, porque tínha- cial foi muito boa. Entretanto, comos algumas pessoas que vinham meçou a haver uma oferta muito das rádios piratas, com as virtudes e grande, alguns projetos que consevicissitudes que isso também impli- guiram vingar, outros foram absorvicava. Mas, depois a formação foi dos pelas cadeias de rádios que acontecendo ao longo dos anos em anularam as antenas locais. Porém, contexto de trabalho. Famalicão ainda hoje mantém duas rádios com características locais e Hoje temos os computadores, mas foi para isso que elas nasceram.
Sempre valorizou a formação dos seus colaboradores. Porquê? O clique no que diz respeito à Rádio Digital foi quando se pensou que esta rádio teria de passar por um projeto fortemente comercial, feito por profissionais e não por amadores e que fosse independente dos poderes, fossem eles económicos, ideológicos, políticos, entre outros. Havia aquele espírito de alguém que gostava de fazer rádio, mesmo sem receber ordenado por isso, mas isso não nos levaria a lado nenhum, porque não podíamos pedir responsabilidades a essas pessoas. Portanto, achávamos que quem trabalhava aqui merecia uma justa retribuição e isso foi importante, porque houve jovens que começaram a ver que o seu futuro profissional poderia passar por estar a trabalhar na comunicação social perto de casa. Porque, normalmente, quem queria trabalhar na comunicação social teria de ir para o Porto ou Lisboa. Essa valorização das pessoas foi sempre a sua prioridade? Sim. Primeiro tivemos a rádio e depois o jornal e fazer a compatibilização da redação para os dois meios de comunicação não era algo muito visto, nem havia grandes referências a nível nacional. Ainda chegamos a falar com algumas pessoas sobre essa possibilidade, mas acabamos por encontrar o nosso método e fazer rádio, jornal e televisão com a mesma equipa. A princípio era uma ideia muito criticada, mas mais tarde o tempo deu-nos razão e até tivemos, talvez, razão antes do tempo, porque hoje muitos jornais têm outros meios de comunicação e um jornalista quando faz uma reportagem fá-la para as várias plataformas. O próprio mercado de trabalho e a crise veio exigir essa polivalência? Podemos falar da possibilidade de se crescer ou de se estagnar e para crescer havia um modelo de negócio que nunca me impressionou que passava pelas cadeias de rádios, pub
especial: 13 de novembro de 2014 VII
especial que era comprar rádios em vários sítios e transmitir o mesmo programa. Mas, a característica básica da rádio local é falar para as pessoas que estão próximas. Portanto, se não se pode crescer na horizontal, só se pode crescer na vertical e termos várias plataformas para rentabilizar os meios que tínhamos. A redação era para nós o grande trunfo e tínhamos um produto que devíamos valorizar que era a informação. Ao criarmos a Editave Multimédia, quisemos ter a rádio e depois o jornal [OPINIÃO PÚBLICA] e se no início toda a gente achava complicado, agora respiramos isso de forma natural. Depois, quando se agregou a televisão [FAMATV] o processo foi ainda mais pacífico. Durante 25 anos existem sempre as histórias caricatas… Existem algumas…. na redação tínhamos três máquinas de escrever que eram insuficientes para todos os que estavam na redação. Nós tínhamos aqui uma excelente jornalista, a Luísa Monteiro, que dizia que era necessário mais uma máquina de escrever, mas eu já andava a ver se arranjava um computador com um programa para se escrever os noticiários e lá consegui… mas quando cheguei com o computador à redação, a Luísa disse-me que o que era bom era uma máquina de escrever e não um computador. Depois, quando passámos do vinil para os cd’s, houve um locutor que perguntava como se acertava na faixa. Depois, quando a música passou a ser colocada para o computador houve também quem dissesse que se estava a matar a rádio e insistia naquilo e teve de ir durante uns tempos para casa para pensar… mas, hoje ninguém voltava a fazer rádio como há alguns anos. O avanço tecnológico foi significativo ao longo destes anos? Sim, a maior parte das pessoas que ainda trabalha em rádio apanhou estas transições, mas acho que nós conseguimos em tempo oportuno integrarmos essas tecnologias e gozamos sempre de alguma fama que eramos, realmente, uma rádio que, em relação à maioria, estava bem apetrechada. Quando havia uma novidade tecnológica, fosse um programa ou equipamento, era capaz de estar dias seguidos para se inteirar das definições para depois ensinar à restante equipa?
Eu achava que quinze dias eram suficientes para integrar qualquer situação e conseguirmos superar as dificuldades. Portanto, eu estudava tudo e depois explicava tudo, mas passado um mês ou dois tinha de perguntar às pessoas como era, porque depois de cumprir a minha missão, não ligava mais ao assunto, porque as pessoas cumpriam a sua rotina e as coisas fluíam. Até para integrar pessoas eu tinha esse timing mítico, porque acreditava que era o período suficiente para um novo colaborador adaptarse à dinâmica da empresa. 25 anos depois, qual é o balanço? Estou há 4 ou 5 anos um bocado desligado do projeto, o que não quer dizer que se deixe de gostar. Antes vinha à rádio de manhã, à tarde, à noite, agora não sinto essa falta… O que marca mais são as pessoas, bastante mesmo, porque as tecnologias passam… e mantenho laços de amizade muito estreitos com as pessoas e gosto muito das pessoas que passaram por aqui… Ficou alguma coisa por fazer? Há alguns anos, havia uma tecnologia e nós íamos à procura dela e conseguíamos implementar as coisas. Quando na FAMATV aparecemos com as câmaras de filmar pequeninas, todos diziam que aquilo não tinha jeito nenhum para fazer televisão, mas passado algum tempo, muitos começavam a adquirir câmaras iguais às que tínhamos nossas e isso dava-me alguma satisfação, ao ir à procura das coisas. Porém, concordo que há alturas de se crescer, inovando, mas há outras em que é preciso aproveitar aquilo que se tem e manter e cumprir as rotinas. Talvez, daqui a algum tempo, quem cá estiver procure novos caminhos que são sempre precisos. Uma mensagem que gostaria de deixar ficar… Para os que aqui estão, e apesar de todos os problemas que possam existir, acho que vale sempre a pena uma pessoa dedicar a sua energia e boa vontade a este tipo de projetos, porque trabalhamos para Famalicão. Não sei se as pessoas valorizam isso ou não, mas nós prestamos um serviço de utilidade pública. Quem está aqui deve pensar que está a cumprir uma missão e isso tem umas coisas mais dolorosas do que outras, mas há que continuar. *com Pedro Silva
“A comunicação é uma dimensão fulcral e determinante na vida do homem, um imperativo para a felicidade, permitindo tecer e desenvolver afectos e criar laços que nos aconchegam em restauradores abraços de partilha e de comunhão! Nesta laçada do tempo, em que comemoramos os 25 anos da Rádio Digital, somos envoltos num laço de prata e num abraço festivo, pois evocamos e celebramos sonhos, lutas entusiasmadas, dificuldades, obstáculos, vitórias, tristezas e alegrias que contam a história desta rádio local, de todos aqueles que ao longo destes anos integraram este projecto, mas também a
É usual recorrer à expressão “nós somos aquilo que quisermos ser” e, dentro desta perspetiva, a rádio está no centro desta dinâmica e propósito. Mais do que o papel informativo, importa sublinhar o papel formativo/pedagógico da rádio e da comunicação social em geral e da regional em particular. Com o aparecimento das rádios regionais reinventou-se um novo tipo de democracia direta. Estas desempenham uma função so-
história das gentes famalicenses que sempre encontra voz e relevo aos microfones desta estação! Assim, e enquanto Arcipreste de V. N. de Famalicão, quero felicitar a Rádio Digital por estes 25 anos. Em nome da Igreja do nosso Arciprestado, cabe-me agradecer especialmente o serviço prestado à mesma na comunicação das suas acções, sendo esta também uma forma de anunciar e comunicar hoje o próprio Jesus Cristo e a Alegria do Evangelho! Desejo que estes 25 anos já vividos sejam o encorajador impulso para que a Rádio Digital continue a ecoar sons de esperança e verdade, na medida em que um projecto como este, ao serviço do homem, humanizando-o e dignificando-o, é um testemunho actual que precisa converterse em obras que enriquecem e engrandecem a vida de todos! Muitos Parabéns e felicidades”. Arcipreste de V. N. de Famalicão, Padre Paulino Carvalho
cial que se traduz no favorecimento de uma renovação da vida das comunidades e das iniciativas locais, permitindo à comunidade, ela própria, conhecer-se melhor. Renova todos os dias os valores de cidadania e democracia, de acesso ao palco mediático das questões da comunidade, suscitando o debate público e promovendo a identidade cultural e social local. Penso que nos 25 anos da Rádio Digital estes objetivos estiveram sempre bem presentes. O que quiseram ser conseguiram, e desejo que o futuro fortaleça o vosso querer e a vossa ambição. Muitos parabéns pelos 25 anos de trabalho dedicado à vossa comunidade Famalicense e à nossa Casa das Artes. Abraço Álvaro Santos, diretor/programador da Casa das Artes de Famalicão pub
VIII
especial: 13 de novembro de 2014
publicidade/especial pub
Digital FM também é Desporto!
pub
Nuno Barbosa
Aristides Ferreira
José Clemente
José Carlos Fernandes
O Desporto é uma área que merece um relevo especial na Digital FM. Diariamente, a informação desportiva tem o seu momento de destaque, com a emissão de dois noticiários, às 11 e às 19 horas. O Futebol é, sem surpresas, acompanhado de forma mais alargada, mas todas as modalidades e todos os protagonistas têm o seu espaço. Espaço este que é mais alargado todas as segundas e sextas-feiras, no programa “Jogo Aberto”, apresentado pelo José Clemente. À segunda-feira, este programa apresenta o balanço da atualidade desportiva do fim de semana e na sexta-feira é feita a antevisão do fim de semana que se segue. A Rádio Digital faz também sua
marca o acompanhamento dos momentos desportivos mais marcantes do concelho, mantendo uma relação de muita proximidade com o meio. E é também para chegar ao meio que todos os domingos o “carrossel” da rádio leva a todos os ouvintes os relatos em direto dos jogos das equipas famalicenses que militam nos campeonatos nacionais de Futebol. Todas as tardes de domingo, numa emissão conduzida pelo Nuno Barbosa, os relatadores José Clemente, José Carlos Fernandes e Aristides Ferreira fazem chegar até aos ouvintes da Digital FM as emoções dos estádios. E quanto a Desporto, ficamos por aqui!
Pastelaria S. Jorge oferece bolo à equipa da Digital
A Rádio Digital assinalou, na passada sexta-feira, 9 de novembro, o seu 25º aniversário. A equipa teve assim direito a um bolo muito especial, oferecido pela Pastelaria S. Jorge, de Famalicão. Foi um gesto muito especial da parte deste espaço, que nos fez uma bela surpresa. Desde já, agradecemos esta oferta do bolo de aniversário. Aqui fica a imagem do belo trabalho que a Pastelaria S. Jorge realizou. Pastelaria S. Jorge, na Avenida Rebelo Mesquita,121- Edifício Las Vegas, loja 4, 252 317 279 e também no facebook.
especial: 13 de novembro de 2014 IX
especial
O fim de todos os muros 1989 é o ano de todas as mudanças, adquirindo o símbolo de derrube de todos os muros: o da vergonha, que dividiu Berlim; o da Guerra Fria entre um mundo bipolar, o do fim da história, exageradamente anunciada, que decretou a abolição da luta de classes! No plano nacional 1989 não foi diferente. Assistiu-se também à eliminação de barreiras, políticas, territoriais e culturais. A revisão constitucional aboliu a irreversibilidade das nacionalizações, abrindo caminho à privatização de empresas, acabando com o monopólio público da televisão (pelo andar da carruagem ideológica/governamental tornar-se-á em breve obsoleta). Mas este é o ano em que se materializa a revolução tecnológica da democratização do espectro radioelétrico das ondas hertzianas, iniciada com o movimento imparável das rádios piratas. O concelho de Famalicão conquista dois alvarás e a rádio Vila Nova começa a emitir música, naturalmente, e a dar notícias de âmbito local, libertando a voz dos silenciados. Um quarto de século volvido, com o distanciamento que ele nos permite, ajuda-nos a compreender o significado e a importância desta revolução tecnológica, mas acima de tudo política e cultural. Estas são épocas, na esfera privada, de aventura, de fortes vivências e de muita aprendizagem, que nos marcam
para todo o sempre. Subimos os montes para colocar as torres das antenas, descobrindo que aqueles eram barreiras inimigas do som! O mais difícil foi dominar a tecnologia e vencer a inexperiência dentro do estúdio, fazendo formação em direto. Em todo o caso, o mais relevante é verificar que foram fases de profundas transformações políticas, económicas e sociais e de grande desenvolvimento socioeducativo e cultural, a nível local e regional. É bom de ver, que o que estava em causa era pôr termo ao monopólio/oligopólio massificador das estações radiofónicas nacionais, complementando-as, em desigual e injusto regime de competitividade, com um conjunto vasto (várias centenas), plural e diversificado de vozes e opiniões, de onde emergiu um outro país, diferente, desconhecido, mas seguramente mais próximo dos problemas e dos anseios das populações. É isto o que os centralistas empedernidos temem: reivindique-se a descentralização administrativa, exija-se a materialização da regionalização ou a simples autonomia das escolas públicas. No fundo, o que receiam é perder a voz de comando, pouco lhes importando saber que necessitamos de um país menos assimétrico, mais equilibrado e harmonioso. Em suma, mais justo! Ao enquadrar o vigésimo quinto
Facebook Foram muitos os ouvintes da Digital que deixaram a sua mensagem no nosso Facebook. Aqui ficam algumas. A todos o nosso “muito obrigado!” Parabéns à radio de referência em Vila Nova de Famalicão. Parabéns a todos os fantásticos seus colaboradores que fazem dela uma rádio líder, jovem e atual F r a n c i s co S á Parabéns. Continuem a divulgar a boa música, com boa disposição e se possível com boas notícias de Joane António José Olive ira, pre sid en te da J unta d e J oane aniversário da rádio Vila Nova/Digital neste contexto mais amplo de mudanças à escala global, onde ele se insere, não ignoro o papel que teve no combate à macrocefalia centralista do país, muito menos esqueço a aposta vigorosa e inovadora, no plano tecnológico, empresarial e profissional, executada pelos seus dirigentes, inaugurando uma nova era na comunicação social, que daria frutos pouco depois com o lançamento do jornal e da revista OPINIÃO PÚBLICA. Nascia então nesta área um grupo empresarial inovador e ousado nesta área, ainda não sopravam os ventos do pensamento único do empreendedorismo salvífico de tudo e de todos. Parabéns aos pioneiros e aos continuadores, que persistem em fazer da Digital uma rádio de excelência (made in)! Artur Sá da Costa
Parabéns, continuação de muito sucesso! F á t i ma A l m e i d a Muitos parabéns a todos elementos...bem hajam.. Beijinhos Rosa Olive ira, atle ta Parabéns Digitalfm e muitas felicidades! Que a vida vos traga muitos sucessos e muitas vitórias! Abraço! Cl u b e D es p o r t i v o d e L o u s a d o Muitos parabéns e muito sucesso no futuro! Vera L ima Parabéns! Continuem no bom caminho. Isa be l Silva Muitos parabéns e bons programas! Adr iano P er ei ra Muitos parabéns continuem a fazer-nos companhia por muitos anos. A r m i n d o A z e v ed o Parabéns, venham mais 25 e nós a conta-los! J o ã o Ca r l o s R o d r i g u e s pub
X
especial: 13 de novembro de 2014
publicidade
especial
especial: 13 de novembro de 2014 XI pub
Facebook Foram muitos os ouvintes da Digital que deixaram a sua mensagem no nosso Facebook. Aqui ficam algumas. A todos o nosso “muito obrigado!”
Feliz Aniversário com luz e paz! Ad ilso n S a rp i
Parabéns a todos aqueles que fazem parte da Rádio Digital, porque sem eles nada disto era possível! A rádio só Parabéns e continuem o bom trabalho! existe porque tem profissionais que lá trabalham, sem eles ela não existia! Abraço M i g u e l M a ch a d o Tudo de bom para todos! J o sé Ba irr inh o Parabéns, muitos anos na nossa companhia! Muitos Parabéns! Vocês são espetacuC éli a P er ei ra lares por isso a rádio Digital está sempre a aumentar as audiências. ParaParabéns com muita saúde a toda a béns a todos! Beijinhos! F l o r a S i m õ es equipa! J u l i e t a B a r b os a Parabéns Digital pelas bodas de prata. A Digital está sempre a mão, é a melhor Vocês são o meu caminho, sigo-os com de Portugal, e pertence a Famalicão! os meus ouvidos e refrescam-me a Da boa música, tanto com sol ou vento, mente! podem fazer aqui a sua publicidade, Ze Ruy Fe rnande s que é um bom investimento. Muitos parabéns, um abraço para todos e bom Muitos parabéns à radio e que continue com o bom trabalho que tem feito até trabalho! F ran cisco Mar tins aqui. A d e l a i d e G o m es Parabéns aos fundadores e a todos os que na atualidade dão o rosto pela DI- Parabéns Digital, que seja por muitos e longos anos. Parabéns também para os GITALFM, um abraço! J o s é M a r i a C a r n e i r o C os t a seus profissionais e colaboradores. F r a n ci s co P i n t o Parabéns, felicidades, sucesso, sejam felizes! Muitos Parabéns pelos 25 anos e voG a b r i e l a L ou r d e s L e ç a G o m e s tos de muitos mais na nossa companhia! Muitos parabéns e tudo de bom. J osé L uís A raú jo Abraço Mi gu e l G u e r r e i r o
Como presidente da direção da Associação Comercial e Industrial de V. N. Famalicão (ACIF) quero endereçar a todos os colaboradores e ouvintes da Rádio Digital FM os mais sinceros parabéns pela comemoração do 25º aniversário. Os votos são extensivos aos seus fundadores e aos que durante os 25 anos de existência contribuíram para as emissões diárias da rádio. Apesar da mudança dos tempos, com a chegada das redes sociais e do maior imediatismo informativo, a rádio não perdeu o seu espaço e importância, ainda para mais quando se pensa num contexto local. As rádios locais têm um papel importante na informação de proximidade, assim como estabelecem uma relação privilegiada com os intervenientes locais. Em todos estes capítulos, a Rádio Digital tem conseguido assumir protagonismo, realizando um trabalho de grande dignidade e em prol do concelho e dos famalicenses. Estando mais perto, fazendo uma boa cobertura de todos os acontecimentos e sendo uma voz de Famalicão na região e no país. Festejar mais um aniversário é sempre sinal de mais história, de sucesso e de vitórias. Por isso, continuem o bom trabalho e desejo que a data se repita por longos anos. António Peixoto, presidente da ACIF
pub
XII
especial: 13 de novembro de 2014
publicidade