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C a s a ddeoVNBFeamnafliiccãoa Fundada em 1995, a casa é um espaço que movimenta muitos sócios

Casa do Benfica de Famalicão: uma das mais reconhecidas a nível nacional Sofi fia a Abreu Silva A Casa do Benfica de Famalicão surgiu, oficialmente, em outubro de 1995, mas começou a dar os primeiros passos no ano anterior, a janeiro de 1994. “Muitos tiveram a ideia de abrir uma Casa do Benfica, mas todos eles pensaram nas dificuldades que iriam enfrentar e acabavam por desistir. Mas foi Paulo Araújo que, arrojadamente e com ajuda de alguns, não recuou e abriu aquela que era a 63ª Casa”, começa por contar Guilherme Folhadela, presidente da Casa do Benfica de Famalicão. Reconhecida como uma das melhores a nível nacional, a Casa do Benfica de Famalicão assumese como uma associação cultural, desportiva, social e recreativa. A sede social é exclusiva para sócios (só a Secretaria é aberta ao público) e contempla um salão nobre, sala dos presidentes, saleta com bar de apoio aos sócios, sala de jogos de salão e equipamentos para assistir a jogos de futebol, nomeadamente do Benfica. Guilherme Folhadela revela que, ao longo destes anos, a preocupação tem sido manter o nível que a Casa do Benfica de Famalicão já atingiu, sempre com cautela, e “nunca dar um passo maior que a perna”. “Tomámos atitudes firmes para o bem do coletivo, os

estatutos e regulamento geral interno são para cumprir escrupulosamente”, afirma o presidente, sublinhando o “denodo, a dedicação, o trabalho e competência de alguns membros da Casa, que é uma verdadeira embaixada do Benfica em Famalicão”. Ao longo do ano, são muitas as atividades que acontecem na Casa do Benfica: encontros com sócios, exposições temáticas relacionadas com o clube, reuniões de delegações regionais, convívios para acompanhar os jogos na televisão, entre outras. Refira-se que todas as tardes, uma das salas da Casa transforma-se numa espécie de centro de dia, pois dezenas de aposentados convivem socialmente, divertindo-se com os vários jogos de salão: dominó, cartas, damas e xadrez. É nos dias em que o Benfica joga que a Casa de Famalicão enche, sobretudo quando enfrenta os seus principais rivais desportivos, o FC Porto e o Sporting. “A Casa transborda e fica um ambiente delirante e são imensas as pessoas que gostam de ver aqui os jogos”, descreve. No capítulo financeiro, a Casa do Benfica conta com as quotizações, as ofertas de receitas de sócios que organizam excursões para jogos em Lisboa e donativos de sócios beneméritos que mantêm o anonimato.

Continuar a crescer é objetivo Neste momento, a Casa do Benfica conta com mais de 1.000 sócios, mas apenas 400 cumprem com as suas obrigações. “Este número aumentará sempre que o Benfica seja campeão nacional”, aponta o presidente da direção. Segundo Guilherme Folhadela, a maior vantagem de um associado é “a sensação e orgulho” de ter um cartão, além de desfrutar das instalações da sede social e participar nas iniciativas, bem como usufruir de descontos no preço do autocarro para assistir aos jogos do Benfica, em Lisboa. A crise instalada no país acabou, segundo o responsável famalicense, por se refletir, claramente, também na associação, nomeadamente nas receitas e na menor participação dos associados nas iniciativas promovidas pela direção. “Foi, de facto, evidente, mas os sócios em situação de desemprego, e que façam prova disso, ficam isentos de pagamento de quotas. Esta foi uma medida que socialmente fomos compelidos a tomar”, explica. Para os próximos tempos, a atual direção está, sinceramente, otimista. “Verificamos que estruturalmente e desportivamente o clube »»»»»» pub


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Órgãos Sociais Triénio 2013/2016 Mesa da Assembleia Geral Presidente: Luís Filipe F. Soares Azevedo Vice-presidente: Carlos Alberto Folhadela Simões 1º Secretário: Carlos Alberto Araújo Ramos 2º Secretário: Arlindo da Costa Moreira Suplente: Sérgio Lopes Direção Presidente: Guilherme Folhadela Simões Presidente-Adjunto: Manuel Monteiro Silva Leite Vice-presidente: Eduardo Sousa Passos Vice-presidente: Júlia Maria Machado Barroso Vice-presidente: António Macedo Oliveira Vice-presidente: Miguel Azevedo Vice-presidente: José Manuel Macedo Oliveira Vice-presidente: Carlos Pedro Barroso de Oliveira Secretário: Artur Machado Ferreira Suplente: Carlos Guilherme Simões Conselho Fiscal Presidente: Rui M. Matos A. Maia Vice-presidente: Aires Oliveira da Silva Secretário: João Jesus Albuquerque Relator: Pedro Oliveira Relator: David Costa Araújo Relator Sup: Sidónio Macedo Oliveira Relator Sup: Gabriela Folhadela Simões Conselho Consultivo Acácio Silva António Carvalho António Peixoto Carlos Peixoto Fernando Costa Francisco Maia Coelho Gil Marques João Machado Coelho João Silva Joaquim Oliveira José Carlos Neves de Carvalho José Moreira Sampaio José Rodolfo M. Brandão Pedro Acácio Silva Ricardo Fernandes Jorge Silva Arlindo F. Silva Gaudêncio Branco

»»»»»» está mais forte e há um líder obstinado a colocar o Benfica no mais alto patamar nacional. Os êxitos ou fracassos desportivos têm efeitos imediatos em todas as casas do Benfica”, vinca Guilherme Folhadela. Para o futuro fica, igualmente, a vontade de ter no salão nobre da Casa do Benfica de Famalicão mais manifestações de caráter social e cultural. “Estamos ainda a estudar o projeto de uniformização de imagem das Casas do Benfica”, adianta, revelando que existe um sonho “há muito tempo” de a associação possuir uma sede própria. Eventos de referência em Famalicão A Casa do Benfica em Famalicão já foi palco de muitas iniciativas, nomeadamente de atos eleitorais, a nível nacional, para a pre-

sidência do clube no que respeita à região norte, “tendo sempre a maior afluência em relação às restantes mesas de voto”, sublinha o presidente da Casa. Foi também em Famalicão, em 2009, que teve lugar uma exposição, sob o título “Mais de um Século de História e Glória do S.L. Benfica”, de enorme nível qualitativo e de interesse histórico. Em novembro de 1997, destaque ainda para a realização da I Festa das Casas do Benfica, onde estiveram presentes cerca de 80 delegações das Casas e muitos dirigentes. Recorde-se que a Casa de Famalicão é cofundadora da Comissão das Casas do Benfica do Minho, sendo filiada na Associação das Casas do Benfica, sendo que nas suas fileiras possui um delegado regional.

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Alguns atletas já assinaram contratos com o clube da Luz

Escola Geração Benfica de Famalicão tem sabido crescer com qualidade Sofi fia a Abreu Silva A Escola de Futebol Geração Benfica surgiu em Famalicão a março de 2009 e o balanço é, hoje, reconhecidamente positivo. “Estamos, sem dúvida alguma, num patamar bastante diferente do nosso início, quer em termos de dimensão, assim como na oferta formativa que somos capazes de proporcionar, quer pela via da qualidade e disponibilidade dos nossos recursos humanos, assim como pelo facto de termos cada vez melhores infraestruturas”, afirma José Figueiredo, um dos responsáveis pela Escola de Famalicão. A unidade famalicense dispõe de um pavilhão da Escola Dona Maria II, em Gavião, para os atletas desde os 3 aos 6 anos de idade, nas turmas de Primeiro Passo e Petizes, respetivamente. Também na Escola D. Maria II existe um relvado de futebol 7 para treinos com as crianças dos 7 aos 10 anos, os Traquinas e os Benjamins. Já o Complexo Desportivo, em Arnoso Santa Maria, contempla um relvado de futebol 11 onde treinam neste momento jovens dos 11 aos 15 anos de idade, Infantis e Iniciados, respetivamente, e uma turma de Benjamins. Todas as semanas, a Escola tem

vindo a receber novos alunos, mas o limite de inscritos será de 170 atletas. “Sabemos que, de uma forma natural, iremos aumentar o número de atletas porque faz parte do destino de um projeto que ainda tem muito que crescer e se desenvolver. Sempre soubemos desfrutar de cada uma das fases que vivemos e em cinco anos já passámos por algumas. Este é um número que nos satisfaz bastante e queremos crescer sem desequilibrar a qualidade a que nos propomos em todas as fai-

xas etárias”, refere José Figueiredo. Na estrutura da Escola há vários profissionais de diferentes áreas, existindo responsáveis por cada uma das turmas desde os 3 anos aos mais velhos de 15. Destaque ainda para os responsáveis pelo treino específico na posição de guarda-redes, bem como para o professor Elias Pinto, coordenador técnico, responsável que garante a qualidade de treino segundo a metodologia do Sport Lisboa e Benfica. É ele também o responsável por topub

cial do clube que compete com o símbolo do Sport Lisboa e Benfica. A ligação que existe entre as duas entidades é a mais natural possível. Os treinos e os jogos acontecem como nas equipas do Benfica. “Um atleta que esteja connosco está no Benfica. A sua evolução será maior ou menor conforme a sua aptidão inata para a modalidade, mas Bons alunos e atletas aqui todos têm as mesmas oportuempenhados nidades”, elucida José Figueiredo. A Escola de Futebol Geração Assim, em Famalicão, o ensino »»»»»» Benfica é uma escola de futebol ofi-

das as atividades da escola de futebol, quer na participação nos campeonatos federados da AF Braga, assim como nos restantes eventos e campeonatos das turmas mais novas. Na área da saúde trabalham dois fisioterapeutas e uma psicóloga da Etapas; e um responsável administrativo.

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»»»»»» do futebol decorre segundo uma metodologia ajustada e adaptada à idade de cada um, estando a instituição muito atenta à formação dos seus alunos enquanto estudantes e cidadãos. “Estamos sempre disponíveis para intervir, desde que de forma consentida e articulada com os pais, no crescimento deles fora do futebol. Queremos bons estudantes e atletas empenhados”, sustenta. O certo é que o trabalho desenvolvido em Famalicão pela Escola de Futebol já deu resultados concretos. “Já levámos 5 atletas famalicenses a assinar contrato pelo Sport Lisboa e Benfica, fruto de um trabalho de qualidade que lhes permite adquirir princípios de jogo diferentes daqueles que se ensinam na maioria dos clubes, principalmente em idades precoces. Quando são chamados a ações de observação têm claramente vantagem na compreensão e execução daquilo que lhes é pedido”, esclarece o responsável, sublinhando que o modelo “não é fácil de executar na perfeição”. Para além das várias competições em que a Escola de Futebol Geração Benfica participa, há sempre um momento que é especial para todos os alunos, principalmente para os que vão pela primeira vez, que é o Encontro Nacional no Estádio da Luz, onde todos participam num torneio entre escolas do Benfica de todo o país. Também as atividades em dia de jogo do plantel sénior do Benfica para o campeonato agradam a todos. “Normalmente vão alguns autocarros com atletas e familiares e fazemos um piquenique em Fátima, o que acaba por ser sempre uma grande festa. São momentos divertidos e intensamente vividos por todos, apaixonadamente desfrutados por muitos que, para além de estarem cá pela qualidade da oferta formativa que temos, partilham também uma enorme paixão pelo Sport Lisboa e Benfica”. Juniores é objetivo Financeiramente, a Escola de Futebol Geração Benfica conta sobretudo com o apoio da quota mensal paga pelos pais, que varia entre os 15 e os 35 euros por mês (dependendo do número de treinos semanais e se têm irmãos na escola de futebol). “Esse valor permite-nos, em termos de orçamento, aproximar-nos dos custos reais do projeto, não sendo no entanto suficiente. Temos alguns patrocinadores que nos apoiam, sendo esse número bastante inferior ao que seria, na minha opinião, possível… é um aspeto que temos que melhorar e estamos a trabalhar nisso”, aponta,

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revelando que a Câmara Municipal de Famalicão atribui à Escola um apoio muito importante com as inscrições dos atletas na AF Braga e com os respetivos exames médicos. A restante verba mensal vem da exploração do campo de futebol 7 na Escola D. Maria II, em Gavião, onde há uma estrutura responsável pelo espaço e pela sua dinamização. Neste capítulo, refira-se também a Liga MasterFoot Famalicão, a maior liga de futebol 7 do país, que arranca no mês de outubro para a quarta edição. Para o futuro, indica José Figueiredo, pretende-se sem-

pre mais e melhor. “Queremos sempre crescer com qualidade e sustentabilidade, sendo nosso objetivo levar o projeto, num futuro próximo, até aos Juniores A e mais tarde até aos Sub23”, diz. Com a intenção de se diferenciar do modelo de formação mais comum e de proporcionar uma aprendizagem em todas as idades, a Escola quer ter um projeto que se designará como “universidade do futebol”. “E daqui a uns anos esperamos ter atletas na seleção nacional”, diz, a sorrir, José Figueiredo.


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