D I A AVÓS! DOS
Textos: Sofia Abreu Silva
Dia Mundial dos Avós celebra-se no dia 26 de julho
O mimo dos nossos queridos avós
Alimentação sénior O nosso corpo e as nossas necessidades nutricionais variam com o passar dos anos. Aos 60 há uma grande propensão para a desidratação e malnutrição. Por isso, é necessário adaptar a alimentação diária de forma a garantir que o seu organismo recebe todos os nutrientes de que necessita. Saiba tudo o que deve comer para se sentir melhor. Alimentos ricos em vitaminas C, E e betacarotenos, com antioxidantes que previnem o envelhecimento neuronal Lacticínios em abundância (leite, queijo, iogurtes...), para garantir a dose diária de cálcio de que o organismo necessita Verduras e leguminosas, com um conteúdo elevado de fibra Carne vermelha, que é uma das melhores fontes de ferro e vitamina B12, para prevenir a anemia Peixe várias vezes por semana, porque contém uma boa dose de proteínas e ácidos gordos ómega-3
No sábado, dia 26 de julho, celebrase o Dia Mundial dos Avós, data que reforça a união geracional. Hoje, os avós são fundamentais no desenvolvimento físico e emocional da criança. Existe, na verdade, uma ligação singular, diferente daquela que os mais novos têm com os pais e da que têm com outros adultos, sejam eles familiares ou não. Numa sociedade como a portuguesa, onde as estruturas familiares continuam fortes, o papel dos avós é, na maioria das situações, central na vida da criança. Muitas vezes, é junto dos avós que o bebé passa os primeiros meses e mesmo quando vai para a “escolinha” os avós continuam muito presentes, aliviando os dias sobrecarregados dos pais. Os avós criaram os pais, o que significa que transmitiram um conjunto de valores que muito provavelmente são replicados na educação dos filhos. Ao passar tempo com os mais velhos, as crianças compreendem o
que está na origem dos princípios da sua família, o que lhes transmite uma forte noção de pertença. São os avós que contam histórias, que recordam como os pais eram em pequeninos, que ensinam cantigas, trava-línguas e lenga-lengas, que jogam à bola e brincam com bonecas durante horas. É também deles a paciência necessária para ajudar a engolir a sopa, para acalmar birras de sono e para assegurar aos pais que podem ir de fim-de-semana ou de férias descansados, que as crianças ficam muito bem. O avô e a avó são um porto seguro e os mais novos sabem isso, mesmo que de forma instintiva. Aliás, segundo uma pesquisa da Universidade de Boston, entre 1985 e 2004, referentes à saúde mental de 376 avós, uma boa relação entre avós e netos está associada à presença de menos sintomas de depressão em ambas as gerações. Assim, os avós são pessoas de confiança, como os pais,
mas sem fazer tantas exigências. É uma zona de conforto importante para a vida. Já para os avós, a presença dos netos representa uma renovação, que os volta a aproximar da juventude. Se os avós ajudam a educar, também ajudam a “deseducar”. E ainda bem. Compram inúmeros brinquedos, doces, roupa. Deixam passar a hora de dormir. Permitem que a criança escolha o que quer vestir. Mimam, mimam, mimam!!!
Há que insistir numa ingestão de líquidos suficiente (água, leite, sumos, caldos...). Ingira 1,5 l de água por dia Limitar os alimentos ricos em gorduras saturadas ou trans
Fazer refeições frequentes, com alimentos o mais variados possível Optar por alimentos moles e com um sabor agradável, apesar de, com a idade, se perder muito paladar.
Dica: É certo que tudo o que os avós fizeram acabou por resultar. Mas, os avós são capazes de entender que há coisas que são diferentes do ‘antigamente’. Por isso, pode deixar ficar com os avós um livro sobre a educação dos mais pequenos ou até mesmo um livro de receitas. Será, com certeza, uma forma de os envolver na educação dos seus filhos e lembrar-lhes que eles são muito especiais para os pais e, claro, para os filhos. pub