E n s i n o Formação e
Textos: Sodia Abreu Silva
Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão
Na semana em que decorre a Quinzena da Educação, o OPINIÃO PÚBLICA dedica um Especial à educação, ensino e formação. Famalicão foi o primeiro município no país a constituir uma Rede Local de Educação, onde estão concertadas todas as ofertas formativas com 32 instituições. Em entrevista , o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, não tem dúvidas de que a educação é de excelência no concelho. Sofi fia a Abreu Silva Como vê, globalmente, o ensino no concelho de Famalicão? Famalicão é, hoje, um concelho de excelência ao nível da educação, apresentando um parque escolar de qualidade, com condições para oferecer uma formação académica integrada, desde o ensino pré-escolar ao ensino superior, servindo uma população estudantil exigente e diversificada. O município orgulha-se do trabalho desenvolvido, no entanto, sabemos que a educação é, sempre, uma tarefa inacabada. Todos os dias surgem novos desafios e temos que estar preparados para enfrentá-los com responsabilidade. A educação é um eixo fundamental do nosso crescimento social e tem que merecer a nossa atenção permanente. Estamos atentos às necessidades das nossas escolas, dos nossos alunos e das nossas empresas para que disponham sempre da melhor atmos-
fera possível para o seu cresci- resultados validados e reconhecimento, que se traduzirá no cresci- dos a nível nacional, pela atuação conjunta e concertada na definição mento integrado do município. de objetivos e metas a alcançar, De que forma é que a Câmara tem nos domínios da educação e fortrabalhado em parceria com os es- mação escolar e profissional da potabelecimentos de ensino e qual pulação local. São 32 instituições tem sido o resultado desse traba- que estão a trabalhar em cooperalho? ção nos domínios da educação e O sucesso do trabalho desenvol- qualificação escolar e profissional vido na Educação não é mérito da população. único da Câmara Municipal, é de todos os parceiros educativos, es- No que respeita ao ensino profiscolas, encarregados de educação, sional, Famalicão tem concretizado professores, alunos, entre outros um caminho peculiar … Sim, a Câmara teve a lucidez de, agentes. Só através desta cooperação es- atempadamente, saber interpretar treita entre os diversos parceiros é os sinais dos tempos e dar particupossível fazermos de Famalicão um lar atenção ao ensino profissional. concelho mais qualificado e mais Nos últimos três anos letivos, mais preparado para enfrentar, com su- de metade dos alunos que ingressaram no 10.º ano em Famalicão cesso, os desafios do futuro. Por isso, temos privilegiado o optaram por um curso profissional. trabalho em rede, com a partilha Em 2011, atingimos, assim, as mede boas práticas, realizadas em tas apontadas pelo Ministério da cada uma das instituições. Um des- Educação para 2015. Um resultado ses exemplos é o trabalho da Rede que se deve muito ao trabalho reaLocal de Educação e Formação, no- lizado pela Rede Local de Educameadamente a aposta nas verten- ção e Formação. tes profissionais. Relembro que Famalicão foi o primeiro município a Famalicão foi reconhecido como o constituir uma Rede Local de Edu- melhor município para estudar a nícação, onde são concertadas todas vel nacional. Como vê essa distinas ofertas formativas, nomeada- ção? Com orgulho pelo trabalho desenmente nas vias profissionais. volvido, mas também com responPodemos afirmar que a Rede Local sabilidade e motivação para o dede Educação e Formação de Fama- senvolvimento de um incessante licão é um sucesso? trabalho de excelência na área da Sem dúvida que sim! A Rede Local Educação, que permita ao município de Educação e Formação de Fama- oferecer cada vez melhores condilicão tem vindo a desenvolver um ções para a formação e crescimento trabalho de grande relevância, com dos seus cidadãos, sobretudo das
António Freitas
“O nosso objetivo é promover uma educação para todos” crianças e jovens do concelho. Afirmou que gostava de criar uma sociedade educadora. De que forma pretende concretizar essa ambição? O objetivo de criar uma sociedade educadora concretiza-se através de diversos projetos que estão em marcha e que estão a tornar Famalicão num espaço de cidadania e formação ao longo da vida. Acreditamos que a tarefa de educar não é exclusiva da escola e da família. É, antes de mais, uma responsabilidade da sociedade no seu todo e isso engloba os municípios e as várias instituições da nossa comunidade. Uma das principais ferramentas para a elevação de um concelho e o progresso da sua comunidade é, sem dúvida, a formação dos seus concidadãos. Ter uma comunidade bem formada e preparada para inserção no mercado de trabalho e uma comunidade capaz de enfrentar os desafios da atualidade é decisivo para cativar investimento e essencial para convencer aqueles que vêm de fora e querem investir no nosso território. Que mensagem gostaria de deixar ficar aos alunos e encarregados de educação em tempos em que muitos se questionam se valerá a pena estudar. Vale sempre a pena estudar! Vivemos dias de grandes dificuldades económicas e compreendo que seja difícil encarar o dia-a-dia e o futuro com otimismo. Ao contrário do que acontecia no passado, hoje,
ser bom aluno não garante emprego. Mas está provado que quem tem mais qualificações consegue conquistar um lugar no mercado de trabalho, com maior facilidade, do que quem não tem qualificações. Por isso, espero que nunca desistam de estudar por falta de apoios. A Câmara Municipal tem programas de apoio aos jovens e o dinheiro que for necessário para acudir a eventuais situações de emergência será imediatamente disponibilizado de forma a assegurar uma resposta eficaz a quem precisa de ajuda e a garantir o acesso de todas as crianças e jovens à educação a que têm direito. Quais os objetivos para o futuro no que diz respeito à educação/oferta formativa no concelho? O nosso principal objetivo para o futuro é promover uma educação para todos, independentemente da condição social e económica dos munícipes. É criar condições para termos uma escola que prepare as crianças e os jovens para os desafios do futuro, nomeadamente no que respeita à sua inserção no mercado de trabalho. Neste âmbito, ainda há dias apresentamos a proposta do novo Regulamento Municipal de Apoio à Educação, um projeto ambicioso que reúne num único documento, as propostas e ações que queremos desenvolver na educação em Famalicão, apresentando soluções justas e equitativas para a igualdade de oportunidades de acesso e sucesso escolares.
II
pública: 8 de maio de 2014
especial
Alunos da Alfacoop participam no III Encontro Nacional do Programa Escolhas Os alunos do 12.º ano Cátia Sampaio, Carla Faria, Bruna Costa e Eduardo Miranda, da Alfacoop - Externato Infante D. Henrique, acompanhados pelo professor Sérgio Dias, participaram no III Encontro Nacional do Programa Escolhas, promovido pela Presidência do Conselho de Ministros, que pretende promover a inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, que decorreu nos dias 2, 3 e 4 de maio, em Almada. Ao longo do encontro, algumas personalidades de vários quadrantes da sociedade portuguesa tomaram a palavra para elucidar os alunos sobre assuntos da atualidade bem como encorajá-los para uma cidadania ativa. Foram os casos do Secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Pedro Lomba, e do judoca e atleta olímpico Nuno Delgado. Foi precisamente Pedro Lomba que abriu os trabalhos no sábado de manhã, seguindo-se o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Emídio Guerreiro.
O convívio entre os participantes foi uma das maiores mais-valias deste encontro, que visa promover o conhecimento de novas realidades, novas culturas e etnias: sempre enriquecedor. Nos trabalhos em que se envolveram os 9 grupos constituídos com o objetivo de produzirem projetos-lei a apresentar aos governantes, os alunos da Alfacoop deram uma importante contribuiçãoo, tendo todos eles, por decisão dos demais colegas do grupo, ocupado cargos de porta-voz ou de secretário nos grupos respectivos. No domingo da parte da manhã, foi a vez do Ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro falar aos alunos e fazer-lhes um enquadramento da situação portuguesa na União Europeia e abordar algumas realidades atuais tão variadas como a globalização e o papel da imprensa na política. Ainda na parte da manhã, o economista João César das Neves fez uma apresentação sobre "Estado e Economia". Foi uma apresentação ca-
lorosa, com discurso muito terra-aterra, frontal, direto e aberto para com os alunos, o que valeu boas risadas e fortes aplausos de todos. Os projetos-lei produzidos pelos grupos de trabalho foram de-
pois apresentados ao Secretário constantes, e encarregou-se de as de Estado Adjunto do Ministro-Ad- levar para apreciação e eventual junto e do Desenvolvimento Re- aprovação a nível legislativo. gional, Pedro Lomba, que os ouEduardo Miranda, viu com agrado e interesse, aluno da ALFACOOP tomando nota das medidas neles pub
especial
pública: 8 de maio de 2014 III
Grupo3 Trofa: projetos de formação à medida de cada cliente O Grupo 3 Trofa é composto por 3 áreas de negócio, que se relacionam entre si, numa sinergia de procedimentos e de relação de trabalho em parceria. Com conhecimento e experiência comprovados nas áreas em que opera, o Grupo 3 Trofa disponibiliza produtos e serviços em desporto, formação e psicologia. Na área do desporto opera a empresa PBSPORTS, LDA., que promove a venda de material de desporto para a prática de ciclismo e BTT Sportswear, dominando todo o processo laboral, desde o design à confeção própria. Tem dois segmentos de negócio, sendo o primeiro assente na resposta à medida da solicitação do cliente através da personalização dos seus produtos de encomenda; e o segundo assente na produção própria de produtos onde sobressaem as duas marcas da empresa – a 3BIKE e a DiGarda. Na área da formação opera a empresa Combinar Matérias – Consultoria e Formação, Lda. detentora da marca Academia do Ave. Consiste numa entidade especializada em consultoria e formação profissional segundo as normativas do DGERT. Ao nível dos serviços e projetos, apresenta soluções de formação profissional para a população em geral e para o tecido empresarial que passam pela consultoria e parceria com empresas e instituições para a elaboração e implementação de projetos de formação; pelo desenvolvimento individual e coletivo dos conhecimentos técnicos dos recursos humanos; e pelo elevado empenho e exigência nas tarefas assumidas perante o cliente. Neste âmbito desenvolve projetos de formação à medida de cada cliente, promovendo a sua submissão a entidades financiadoras. De igual forma, a Academia do Ave desenvolve projetos internos de formação profissional cujo público alvo é a população em geral. Atualmente tem a decorrer formação em Sistema de Aprendizagem na qualidade de Entidade Externa do IEFP, colaborando na qualificação de jovens e na certificação escolar do 12º ano. Promove ainda um projeto de Formação Modular Certificada em áreas diversas, que se destina a pessoas que se encontrem em situação de desemprego, contribuindo para a melhoria das suas qualificações profissionais. Na área da Psicologia, e empresa opera com a empresa IDAI – Instituto de Avaliação Psicológica e Saúde. O IDAI desenvolve um conceito inovador no âmbito da psicometria com a utilização de métodos de trabalho computorizados de avaliação psicológica. O IDAI é um instituto de avaliação, empresa pioneira no concelho da Trofa no âmbito da avaliação psicológica, que garante os mais elevados padrões de qualidade profissional ao nível dos procedimentos e aplicação de provas. Todos os instrumentos de avaliação utilizados no IDAI estão certificados quanto à sua validade científica. A avaliação psicológica é realizada nas áreas: Tráfego e Condução – Avaliação de condutores de acordo com o Decreto-Lei n.º 138/2012 de 5 de julho. Este exame é obrigatório para os Grupos 1 e 2; Segurança - Avaliação psicológica para obtenção ou renovação da Licença de Porte de Arma e para o exercício da atividade de Segurança Privada de acordo com a Lei nº 34/2013 de 16 de maio. No âmbito da neuropsicologia e psicologia clínica são
realizados exames complementares de diagnóstico para doenças do foro físico e psicológico. Transportes aéreos, ferroviários e marítimos - São realizados exames de avaliação psicológica a Pilotos de aeronaves, Maquinistas de transportes ferroviários e Condução de transportes marítimos. Além de Instituto de Avaliação, o IDAI é também um instituto de intervenção clínica e terapêutica nas áreas da Psicologia e psicoterapia, Terapia da fala e
Terapia ocupacional. Realiza ainda processos de Orientação vocacional. O Grupo 3 Trofa aposta na intervenção integrada e na parceria interempresas na procura das melhores soluções para um mercado altamente competitivo e exigente. A nossa visão aponta para o reconhecimento da qualidade dos nossos produtos e serviços e para o reconhecimento das nossas empresas como empresas de referência e de mérito. pub
IV
pública: 8 de maio de 2014
especial
Forave abre novo curso profissional O Projeto Educativo da Forave continua alinhado com as empresas da região e é nesse sentido que surge, já para o próximo ano letivo 2014/2015, o Curso Profissional de Transformação de Polímeros na vertente de Processos da Produção. Na realidade, algumas empresas parceiras têm pressionado a Forave no sentido de criar uma oferta formativa na área de materiais, polímeros de plástico, onde existe uma grande lacuna de técnicos qualificados. Esta necessidade, confirmada pelo Diagnóstico de Necessidades de Educação e de Formação de Concelho de Vila Nova de Famalicão lançou a escola num novo desafio que irá atender a um cluster muito forte de organizações industriais, neste setor de atividade. “A indústria dos polímeros na região está relacionada com a fabricação de plásticos, material que, hoje em dia, está presente praticamente em tudo o que nos rodeia, desde um saco de plástico a uma garrafa de água, passando pelas embalagens do mais variado tipo de produtos alimentares, até à indústria das novas tecnologias, em computadores,
telemóveis, e à indústria automóvel, como é o caso das empresas TMG Automative, Preh Portugal e Prettl Adion Portuguesa”, esclarece Manuela Guimarães, diretora pedagógica da Forave. Empresas de referência no setor dos polímeros de plástico, tais como a Muroplás, especializada no desenvolvimento de soluções em plástico para dispositivos médicos; a Celoplás, especializada em produtos de plástico para a indústria; a Casfil, produtor de filmes flexíveis para embalagem; a Intraplás, fabricante de embalagens e peças plásticas para o setor alimentar; a Plastirso que tem como principal atividade o fabrico de sacos, mangas e filmes; a PDA – Plásticos Duarte Andrade, ligada à indústria alimentar, têxtil e de transformação de plásticos; e a multinacional Pentaplast Klockner, especializada em filmes para a área da saúde, são alguns dos exemplos de um setor industrial que se tem enraizado na região norte de Portugal e se encontra em franco desenvolvimento. Como vinca Manuela Guimarães, também a questão ambiental está intrínseca a esta indús-
tria e obriga ao desenvolvimento e criação de novos produtos recicláveis e mais amigos do ambiente. “A qualificação profissional nesta área constitui-se como uma excelente opção para os jovens que pretendam adquirir novas competências e criar perspetivas de empregabilidade com remuneração acima da média”, sustenta. A ligação da Forave a algumas empresas do setor e a sua localização territorial, favorável ao atendimento de um elevado número de empresas localizadas nos concelhos próximos de Famalicão, permite o desenvolvimento da formação adequada “aos níveis reais de exigência dos processos de produção, a realização de estágios e o desenvolvimento de projetos técnicos e a colocação dos diplomados”. “Consideramos que esta aposta se enquadra no perfil da Forave que, ao longo da sua existência, se tornou um parceiro imprescindível das empresas investindo em áreas de empregabilidade e de desenvolvimento e contribuindo para a qualificação dos seus recursos humanos”, acrescenta a responsável máxima. pub
pública: 8 de maio de 2014 V
especial
Didáxis defende o direito de opção educativa por parte dos pais A Didáxis – Cooperativa de Ensino possui dois estabelecimentos de ensino no concelho de Famalicão, um em Vale S. Cosme, outro na freguesia de Riba D’Ave. No total, na Didáxis estudam 3440 alunos, contando com 214 docentes e 135 funcionários não docentes. Em termos formativos, destaque para os cursos profissionais de Modelista de Vestuário e também de Eletrotecnia, que vão arrancar no próximo ano letivo. No ensino regular, realce para o curso de Desporto e Dinamização da Atividade Física, curso este em regime de planos próprios e com equivalência ao 12º ano e ainda para o curso Económico-Social. José Fernandes, presidente da direção administrativa da Cooperativa Didáxis, declara que no campo da educação, neste “momento existe uma regularização do papel da Escola e a consciencialização de que a formação é imprescindível ao desenvolvimento da sociedade”. A prova disse é que em termos de resultados internacionais, Portugal tem “apresentado posições já de algum destaque, comprovando que este é o caminho
a seguir”. José Fernandes afirma que é de “extrema importância que a sociedade continue a reconhecer o papel da escola, no seu todo, valorizando-a e aprofundando o direito de opção educativa por parte dos pais”.
E no que toca à administração escolar, deve-se “caminhar para a passagem de atribuições e competências para as autarquias que se encontrem mais próximas das populações, dos seus problemas e das suas aspirações, designadamente com a
municipalização da educação”, defende José Fernandes. No que respeita às atividades promovidas pela Didáxis, mencione-se o Projeto Cambridge que está a decorrer nos estabelecimentos de ensino de Riba d’Ave e S. Cosme, numa
clara “aposta na língua inglesa”. “Já possuímos cerca de 600 jovens no desenvolvimento de competências e certificação”, contabiliza o presidente da direção da instituição. No âmbito dos projetos, e para o futuro, é intenção da Didáxis dinamizar a Associação Académica Didáxis – A2D, com a concretização de dois campos de jogos com relva sintética, numa grande requalificação em espaços desportivos existentes nas duas escolas. Na área da aprendizagem, José Fernandes vinca a continuação da aposta na “literacia da Matemática e do Português, abrangendo já o 1º ciclo nos agrupamentos envolventes”. A Didáxis assegura que vai manter-se atenta aos seus alunos e famílias. Consciente de que a crise se instalou no nosso país e trouxe, de alguma maneira, problemáticas diferentes,” nomeadamente com questões relacionadas com o desemprego”. José Fernandes garante que as diversas e diferentes situações estão a “ser resolvidas pela ação social escolar, sempre presente no universo Didáxis”. pub
VI
pública: 8 de maio de 2014
especial pub
Bento de Jesus Caraça coloca alunos no mercado de trabalho
Neste momento a Escola Bento de Jesus Caraça conta com 140 alunos distribuídos por 6 turmas, 16 docentes, 3 técnicos superiores, 2 administrativos e 1 auxiliar. A instituição de ensino tem feito um grande investimento em equipamentos na área da tecnologia dos processos químicos de forma a preparar os alunos para o mercado de trabalho. “Os resultados que temos obtido, com a colocação dos alunos no mercado de trabalho, são a prova de que estamos no bom caminho e que a formação que ministramos responde, efetivamente, às necessidades das empresas”, explica Cláudia Dias, diretora da delegação de Pedome. Justamente, numa perspetiva de continuidade, relativamente à oferta formativa para o próximo ano letivo, a escola continuará a apostar nas áreas prioritárias em que a escola se especializou, oferecendo cursos de nível 2 e 4 na área da indústria química e alimentar, na área da gestão logística e armazenagem e na área da informática. No ano em que se celebrou os 40 anos do 25 de Abril, Cláudia Dias recorda que nos últimos 40 anos o ensino em Portugal evoluiu imenso. “A maioria das crianças terminava a sua ligação à escola ao fim de 4 ou 6 anos e o ensino pré-escolar era quase inexistente, quando hoje, a generalidade das crianças e jovens até aos dezoito anos estão na escola”, afirma, referindo, porém, que “ temos ainda um sistema de ensino muito marcado pelo insucesso e abandono escolar. Num olhar ao ensino, a diretora considera que a criação das escolas profissionais há 25 anos foi e é um dos maiores êxitos do ensino nacional. Porém, encara que a forma precipitada e mecânica como o ensino profissional foi introduzido no ensino regular, desde 2005, pode estar a “destruir e a desqualificar socialmente o
que durou anos a construir e a prestigiar”. “As recentes medidas governamentais, com o aumento do número de alunos por turma e os cortes no financiamento das escolas profissionais, têm-se traduzido por um aumento das dificuldades que urge inverter”, concretiza. No sentido de apontar caminhos, Cláudia Dias diz que o país deve criar condições sociais para que todas as crianças e jovens possam frequentar a escola e ter sucesso; proporcionar condições de trabalho e reconhecimento social aos professores sem “os quais não é possível construir uma escola de qualidade”; investir na criação de relações pedagógicas que respeitem “as diferenças culturais das crianças e jovens bem como os seus ritmos de aprendizagem; o que implica a aprendizagem cooperativa”. É ainda, no entender desta responsável, indispensável criar condições financeiras e institucionais às escolas que lhes permitam desenvolver com autonomia os seus projetos educativos; dar mais voz aos professores, alunos e encarregados de educação na construção da escola para os nossos dias; e fortalecer os laços de cooperação das escolas com as empresas respeitando o papel de cada uma. Nos últimos anos também a crise chegou às escolas e Cláudia Dias afirma que se sentiu um aumento do número de encarregados de educação que se encontram em situação de desemprego. “Alguns alunos apresentam situações familiares bastante complexas e é natural que procurem junto da escola ajuda e orientação para resolver alguns problemas”. Conscientes de que a escola tem as suas limitações em termos de atuação, a prioridade é, no entanto, tentar “ajudar estas famílias convictos de que o bemestar dos alunos está em primeiro lugar”.
especial
pública: 8 de maio de 2014 VII
Campeonato Nacional das Profissões decorre no Porto 4 dias de provas, 380 concorrentes, 50 profissões. “Durante 4 dias, o Porto será a capital da Formação Profissional. Cerca de 380 jovens de todo o país vão participar no Campeonato Nacional das Profissões”, é assim que César Ferreira, Delegado Regional do Norte do Instituto do Emprego e Formação Profissional, apresenta com entusiasmo esta competição. O próximo Campeonato Nacional das Profissões vai ter lugar no Centro de Emprego e Formação Profissional do PortoServiço de Formação Profissional do Porto, de 25 a 30 de maio. Esta edição contará com a participação de cerca de 380 concorrentes, jurados e outros técnicos e formadores, e mais de 50 empresas e outras entidades patrocinadoras, no âmbito das 50 profissões a concurso. Estima-se que o número de visitantes ultrapasse os 10 000, na sua larga maioria jovens, formadores e professores e outros profissionais com intervenção nos domínios da formação e da educação, mas também empresários, famílias e público em geral. César Ferreira realça que todos os interessados podem nos dias 26 a 28 de Maio, das 10 às 18 horas e no dia 29 de Maio, das 10 às 13 horas, assistir ao vivo ao desenvolvimento das provas e à execução das mesmas. O Centro de Emprego e Formação Profissional do Porto será assim um espaço
César Ferreira, Delegado Regional do Norte do Instituto do Emprego e Formação Profissional
privilegiado para todos aqueles que queiram conhecer jovens talentosos. Paralelamente, irão decorrer vários workshops e seminários com o objetivo de debater temáticas relacionadas com a educação a formação, o emprego e a evolução tecnológica”. O Campeonato Nacional das Profissões pub
são competições dirigidas a jovens entre os 17 e os 25 anos, que concluíram ou se encontram a frequentar um percurso de qualificação, em modalidades de educação e formação profissional, e visam demonstrar o nível individual de competências, rigor e domínio de técnicas e de ferramentas para o exercício de cada pro-
fissão a concurso, através da realização de provas práticas de desempenho avaliadas segundo critérios exigentes e de acordo com prescrições técnicas estabelecidas internacionalmente por júris compostos de peritos altamente qualificados (formadores, profissionais, empresários). “Com estes campeonatos visa-se aferir a eficácia da formação profissional ministrada pelos diferentes operadores, e, simultaneamente, induzir fatores de crescente qualidade, inovação e criatividade nos processos de ensino-aprendizagem”, conclui César Ferreira. Para além disso, o Campeonato Nacional das Profissões permite aumentar a notoriedade de Portugal nos mercados externos através da representação dos melhores profissionais portugueses nas competições internacionais da WorldSkills International (WSI) e da EuroSkills (WSE). Portugal será representado, através dos participantes mais bem classificados a nível nacional, nas competições internacionais: 4.º Campeonato Europeu das Profissões, de 2 a 4 de outubro 2014, Lille (França); e 43.º Campeonato Mundial das Profissões – 11 a 16 de agosto 2015, São Paulo (Brasil). Ao longo de 60 anos, Portugal participou nas competições internacionais com cerca de 540 jovens profissionais, tendo alcançado 27 medalhas de ouro, 53 medalhas de prata, 49 medalhas de bronze e 69 certificados de excelência. pub
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pública: 8 de maio de 2014
especial
Sucesso dos alunos é a prioridade do Agrupamento D. Sancho I A crise refletiu-se em todos os aspetos da vida, entre os quais a escolar. E no agrupamento D. Sancho I o cenário não é diferente do resto do país. O seu diretor, António Pinto, diz que com a crise muitos alunos começaram a viver com problemas de carência económica a que não estavam habituados. Da mesma forma, as sucessivas alterações ao nível da organização e gestão pedagógica das escolas não só provocou instabilidade e insegurança, como também acrescidas dificuldades na gestão interna da crise. As alterações na carga horária dos professores, a redução da componente não letiva, aliada às reduções salariais impostas, acarretam problemas de motivação ao trabalho, apesar do “profissionalismo dos professores e do reconhecimento da necessidade de medidas de redução do deficit”. Apesar das dificuldades, há projetos no agrupamento D. Sancho I que continuam a desenvolver-se devido à dedicação dos seus profissionais que “trabalham horas e horas para além do seu horário”. Atualmente, o agrupamento tem ao seu serviço 225 professores, 17 assistentes técnicos e 48 assistentes operacio-nais, claramente abaixo das necessidades e do rácio
estabelecido. As necessidades são supridas com o recurso a contratos elaborados com o IEFP (13) e pelo recurso a tarefeiros (3). Mas, esta situação traz problemas de diversa ordem, entre os quais se incluem as “dificuldades no início de cada ano letivo, a falta de formação destes funcionários e a sua precariedade e transitoriedade, uma vez que apenas podem ter contrato por um ano letivo”. Há ainda 12 assistentes operacionais colocados pelo município. No agrupamento da D. Sancho I,
no pré-escolar, salienta-se a oferta educativa com os jardins de infância de Louredo, Lage, Cabeçudos e Esmeriz, capacitados para funcionar eficazmente e de dar resposta aos interesses e neces-sidades dos seus utentes. Também a Escola Dr. Nuno Simões, em Calendário, tem agora ótimas instalações para receber os alunos do 1º ciclo como aconteceu já este ano e para os alunos do 2º ciclo. Ao nível do ensino secundário regular, continua a existir a oferta educativa habitual, procurando
sempre respeitar os interesses e as opções dos alunos. “A área de ciências e tecnologias continuará a formar alunos com a qualidade a que nos habituou, como no ano passado com médias que permitem a entrada nos cursos de maior procura como é o caso de Medicina em que entraram 13 alunos”, elucida António Pinto. Ao nível dos cursos profissionais, o agrupamento mantem os cursos de Contabilidade, Eletrotecnia, Restauração (Restaurante-Bar) e retomará o curso de Manutenção Industrial-Eletromecânica que tem elevados índices de empregabilidade, bem como o de Análise Laboratorial, para dar resposta “à indústria química e agroalimentar com relevância no nosso concelho”. Como novidade, terá início o curso de Comércio, uma área com necessidade de profissionais com formação adequada. De acordo com António Pinto, o ensino precisa de estabilidade, de reformas estruturais que perdurem no tempo e que possam ser avaliadas. Neste capítulo, defende que seria bom que se fizesse uma revisão aos “currículos do 3º ciclo do ensino básico que têm uma carga horária semanal excessiva e que se olhasse muito bem para os progra-
mas das diferentes disciplinas, muitas delas com conteúdos excessivos e que em nada valorizam as aprendizagens”. Em todo o caso, o diretor diz que o sistema de ensino em Portugal “não está tão mal como o pintam e os nossos alunos são prova disso quando competem com os estrangeiros, especialmente ao nível do mercado de trabalho”. Para o ensino, António Pinto entende que é importante uma maior autonomia para as escolas, estabilidade organizativa e reformas consistentes. “Não se pode ter uma educação de qualidade com profissionais mal pagos, sem dinheiro para a sua atualização e autoformação e sem o mínimo de estabilidade profissional. Comparar o salário de um professor com o salário de outros profissionais sem as suas habilitações é pura demagogia que poderá ter algum eco, mas que nada de bom trará no futuro”, sustenta. Para o futuro, fica a intenção de renovar equipamentos, dentro dos limites e disponibilidades financeiras, e a continuidade da modernização pedagógica e administrativa das escolas tendo sempre como horizonte o bem estar e o sucesso dos alunos. pub
especial
pública: 8 de maio de 2014 IX
Citeve contribui para o aumento da competitividade das empresas O CITEVE - Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e dos Vestuário de Portugal, que completa 25 anos de existência, tem por missão o desenvolvimento de competências técnicas e tecnológicas das empresas do setor Têxtil e Vestuário e a aposta na qualificação das pessoas é um dos seus pilares da atuação. Para o efeito conta com quadros técnicos altamente qualificados para o planeamento, organização, desenvolvimento e acompanhamento de formação profissional diferenciada e de elevada qualidade.“Os valores que conduzem a nossa atividade de formação, no sentido de contribuírem para o aumento da competitividade das empresas, levam-nos à disponibilização de ações de formação para as empresas, denominadas de ‘Formação para Quadros’, em áreas estratégicas para a competitividade, inovação e excelência, tais como a gestão, internacionalização, operações, os processos, os mercados web e a moda”, considera Micaela Pereira, diretora do Departamento de Formação e Qualificação do CITEVE. Elsa Faria, coordenadora do Departamento de Formação e Qualificação, recorda também que o CITEVE disponibiliza “soluções formativas preparadas de acordo com as necessidades das empresas, no âmbito de várias modalidades, como formação em sala, formação b-learning, ready-to-learn, formação outdoor, formação em contexto de trabalho e coaching”. Segundo as duas responsáveis do CITEVE, desde 2011 que se tem verificado um acentuado decréscimo do fi-
nanciamento público de formação orientada para a inovação e para o desenvolvimento de competências técnicas dos quadros das empresas. Micaela Pereira considera que as ações de formação com o objetivo de reciclar, aperfeiçoar e atualizar conhecimentos são essenciais para a elevação das qualificações, para o aumento da empregabilidade e para apoiar o desenvolvimento económico, devendo “ser asseguradas por entidades que evidenciem conhecimento, experiência, condições de excelência e apresentem resultados”. Para que as empresas invistam em formação, com o objetivo de melhorarem a
qualificação dos seus colaboradores e aumentarem a sua competitividade, sustenta Elsa Faria, “a formação profissional deve ser pensada e delineada com base numa estratégia de envolvimento das empresas, para melhor se adequar a oferta formativa às estratégias e necessidades das empresas”. Como projetos e prioridades para os tempos que se avizinham, o Departamento de Formação e Qualificação do CITEVE apostará no reforço “das competências técnicas e qualificação dos ativos das empresas, através da disponibilização de ações de formação de curta duração, ações de formação à medida
das necessidades das empresas, inter e intra empresas, workshops e formação-ação”, elenca Micaela Pereira. Com o objetivo de promover a empregabilidade e o empreendedorismo as prioridades são “a disponibilização de ações de pós graduação, cursos avançados, cursos de especialização tecnológica, cursos de aprendizagem e ações de sensibilização e de promoção do empreendedorismo e da inovação”, afirma Elsa Faria, argumentando que a “empregabilidade é, sem dúvida, uma prioridade para o CITEVE e uma bandeira dos seus cursos de formação inicial”. pub
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pública: 8 de maio de 2014
especial
Cior: uma escola com forte identidade
A Escola Profissional Cior é frequentada por, aproximadamente, 400 alunos, distribuídos por 15 turmas dos cursos profissionais e de outras modalidades de formação, tendo contribuído ao longo dos anos para a qualificação e valorização profissional de várias centenas de jovens e adultos, facto traduzido no elevado grau de empregabilidade dos seus formandos e prosseguimento de estudos dos mesmos. Apresenta um projeto educativo moderno, permanentemente dinâmico, inovador e empreendedor, com forte ligação às empresas, universidades, institutos e várias associações. A sua oferta formativa é permanentemente ajustada de acordo com as necessidades do tecido económico, social e empresarial da região e aos interesses e aspirações vocacionais dos
alunos que a procuram. Sendo objeto de todo um processo de concertação em sede da rede/plataforma de educação e formação municipal, a par da sua capacidade humana e técnica instalada, a Cior assegura o funcionamento dos seguintes cursos: Produção Metalomecânica; Energias Renováveis; Eletrónica Automação e Comando; Mecatrónica Automóvel e Animador Sociocultural. Neste momento, a Cior tem reunidas todas as condições para iniciar, no próximo ano letivo, o Curso Técnico de Programação e Maquinação – Área de Produção Metalomecânica –, face à grande procura de técnicos por parte de empresas do setor e ao elevado potencial de empregabilidade. Para o efeito, a escola apetrechou-se com modernas oficinas e equi-
pamentos que, a par de formadores altamente capacitados, assegurarão uma formação de técnicos especializados. O Técnico de Programação e Maquinação é um profissional qualificado, de nível IV, apto a orientar e desenvolver, de forma autónoma, atividades relacionadas com a produção metalomecânica, realizando o planeamento e o controlo do processo produtivo, a programação e a operação de máquinas-ferramentas com CNC – Controlo Numérico Computadorizado – a operação de máquinas-ferramentas convencionais e a execução e/ou reparação de peças ou conjuntos de precisão. A escola profissional Cior continua a desenvolver e a consolidar um projeto educativo e formativo, centrado no sucesso dos seus formandos, assegurando
elevadas taxas de conclusão de curso e de empregabilidade. Formar técnicos altamente qualificados, e sobretudo homens e mulheres que assumam e vivam a sua cidadania plena, cientes de que o conhecimento faz-nos melhores e ajuda-nos a transformar o mundo… para melhor, é o lema da Cior. A Cior continua fiel aos seus princípios e valores. Tanto ou mais que uma escola profissional, a Cior é um agente e um parceiro ativo no desenvolvimento da Comunidade Local e Regional, onde se insere e quer servir, respondendo aos desafios da qualificação dos recursos humanos, da modernização e da competitividade do tecido socioeconómico e empresarial como fatores de progresso, coesão social e bemestar. pub
pública: 8 de maio de 2014 XI
especial
ESSVA abre novos cursos no próximo ano letivo A Escola Superior de Saúde do Vale do Ave (ESSVA), em Famalicão, conta com cerca de 560 alunos, 30 professores e 12 funcionários. As ofertas formativas mais relevantes, das que já estão em funcionamento, são as licenciaturas em Enfermagem, Fisioterapia, Podologia, Farmácia, Radiologia e Secretariado Clínico. De acordo com presidente da CESPU, António Almeida Dias, as duas primeiras licenciaturas são “reconhecidas pela qualidade, resultado da exigência dos seus professores e do ensino em ambiente real de trabalho”. A Podologia, por ser o curso que, ao ver recentemente reconhecidas as suas competências profissionais, consolida “o seu papel como profissão da saúde com um elevado grau de autonomia e com diversas saídas profissionais, quer a nível dos hospitais e centros de saúde, como nos clubes desportivos e indústria”. Também o Secretariado Clínico assume-se como a primeira licenciatura em Portugal a formar profissionais dedicados à gestão de serviços ou unidades funcionais hospitalares. O ano letivo que se avizinha
traz uma elevada expetativa. “Esperamos iniciar novos cursos de licenciaturas no âmbito da radiologia, das análises laboratoriais biomédicas e da fisiologia clínica”, revela, apontando que as novas formações foram modeladas de acordo com as “novas exigências do mercado de trabalho nacional e internacional, permitindo uma elevada mobilidade e reconhecimento das competências profissionais”. Para aqueles que ainda não terminaram, na totalidade, o 12º ano, ou, tendo o 12º ano concluído, ainda não realizaram as provas nacionais de acesso ao ensino superior, a ESSVA apresenta os Cursos de Especialização Tecnológica, o CET em Técnicas de Gerontologia e o CET em Técnicas de Secretariado Clínico. Na prática, quem frequentar estes cursos poderá depois aceder a licenciaturas com o reconhecimento das unidades curriculares que eventualmente sejam comuns. Num olhar para a atualidade, a crise implicou novos desafios para as instituições privadas. “Temos que demonstrar a todo o momento que somos melhores que muitas das instituições públicas. A concorrência é absolutamente des-
leal. Sabemos que temos os alunos que temos, porque somos reconhecidos como uma instituição de referência no ensino das ciências e tecnologias da saúde”, argumenta. A CESPU tem mais de 130 doutorados, produz uma média anual de 120 artigos científicos, a maioria publicados em revistas internacionais com índices de impacto elevados. O reconhecimento não é só a nível nacional. “A CESPU é, desde este ano, membro do HUB, o Campus de Excelência Internacional de ensino, investigação e serviços de saúde da Universidade de Barcelona”. Nesse âmbito, este ano serão lecionados na Universidade de Barcelona, a mais importante instituição de ensino superior da Catalunha e uma das principais da Europa, na designada “International Summer School”, cursos organizados e lecionados em inglês pela CESPU. “Esta é uma das mais gratificantes recompensas pelo esforço até agora realizado para atingirmos objetivos de elevada qualidade. Outra é termos mais de 200 estrangeiros a estudar connosco. Espanhóis, franceses e italianos constituem a maioria dessa população. A nossa presença na Eu-
ropa, África e América do Sul tem contribuído significativamente para este fenómeno”, explica. No que toca ao ensino superior, Almeida Dias diz que este setor, a seguir ao 25 de Abril de 1974, cresceu à custa de instituições de natureza particular e cooperativa. “Em meados dos anos 90, cerca de 40% do ensino superior, nomeadamente da saúde, pertencia a iniciativas privadas. O Estado, através dos sucessivos governos, foi aprovando a construção de uma rede de instituições públicas, novas universidades e institutos politécnicos, que rapidamente disponibilizaram ofertas formativas que ultrapassaram, em número e em conteúdo, aquilo que seria aceitável para a manutenção de um sistema de ensino superior de qualidade”, afirma. “O Estado quer ser tudo, om-
nipotente, omnipresente e até antidemocrático. Legisla, regula, financia, avalia, decide sem se preocupar em respeitar as instituições que emergem da sociedade civil”, acrescenta, defendendo a necessidade de dimensionar o setor público à nossa realidade social, demográfica e orçamental. Para além do processo da internacionalização, que envolve a CESPU, no caso específico da ESSVA, o grupo quer consolidar o atual projeto em parceria com instituições da região, nomeadamente com a Câmara Municipal, IPSSs, unidades de saúde, instituições com atividades de investigação e desenvolvimento, indústria, de forma a que a saúde, no seu sentido mais abrangente, “seja uma das referências do concelho”. pub
XII
pública: 8 de maio de 2014
especial
Famasete inova com protocolos para as escolas de Famalicão A Famasete é uma empresa portuguesa com 19 anos de existência, localizada em Famalicão, que possui conhecimento em todas as vertentes de desenvolvimento de negócio, em concreto na área educacional onde tem uma vasta experiência fruto da participação em diversos projetos. Atualmente, a Famasete disponibiliza equipamentos e soluções tecnológicas, entre os quais se destacam os quadros interativos (www.quadrosinteractivos.com), equipamentos multi-touch (www.wingsys.pt) dos quais são fabricantes, (marcas comerciais registadas ou patenteadas na Europa, América e África) e prestação de serviços de assistência técnica a escolas e empresas. Através da utilização das tecnologias interativas, quer sejam quadros interativos ou mesas interativas WINGSYS nas salas de aula, os alunos são capazes de trabalhar, em conjunto, novas maneiras de resolver e responder a questões onde o conhecimento é obtido através da partilha, em vez da tradicional escuta passiva. Neste sentido, a Famasete aposta no desenvolvimento de tecnologias que posicionam o toque como a centralidade tecnológica dos produtos.
Destaque também para a marca E-ASY na qual a empresa famalicense disponibiliza hardware, desde computadores, ecrãs, suportes, displays, projetores, quadros magnéticos, écrans de projeção, mobiliário, entre outros. Refira-se que a Famasete é ainda uma das principais empre-
sas ligadas à produção, comercialização e assistência de quadros interativos para o mercado educacional e empresarial. A empresa participou e venceu diversos concursos públicos relacionados com a renovação do Parque Escolar, particularmente com soluções interativas, informáticas,
de mobiliário escolar, de rede estruturada, de laboratório de línguas, de controlo de acessos, de gestão escolar, de videovigilância entre outras. Atualmente, a empresa está, na realidade, a equipar 60 escolas do município do Porto. Os quadros interativos da Fa-
masete são comercializados com software específico para tornar os quadros em potentes ferramentas de aprendizagem e comunicação. Na prática, em ambiente de sala de aula, os educadores dispõem de todos os recursos necessários para tornar o ensino mais eficaz e sobretudo mais divertido para os alunos. A Famasete faz parte do consórcio E-xample que agrega conhecimento, produtos e serviços de várias empresas portuguesas nas áreas da aprendizagem e tecnologias de educação. O E-xample oferece uma solução integrada de escola digital, já implementada e validada em Portugal, propondose a partilhar esta experiência com outros países que tenham o mesmo desígnio. Desde 2012 e relacionado com o processo de internacionalização da Famasete, foi dado início à comercialização para o mercado externo de todas estas soluções. Assim, como criadora do futuro, a Famasete é, na atualidade, uma referência na comercialização de produtos tecnológicos e soluções inovadoras, estando disponível para estabelecer protocolos de colaboração com as instituições de ensino em Famalicão. pub