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Saúde

Mude de vida: mude a alimentação

Numa altura em que vida é uma corrida, muitos de nós perdemos a noção do que é ser saudável. Ao longo dos anos, fomos ganhando quilinhos a mais, e muitas vezes é complicado saber o que é exatamente comer de forma equilibrada. Mudar de vida significa, muitas vezes, mudar de alimentação. Deve preparar com alguma antecedência as suas refeições, para que não caia em tentações. Construa uma lista de refeições a realizar durante a semana, com pratos estruturados do ponto de vista calórico e nutricional.

o pão mais escuro (menos refinado), pão integral ou de mistura de cereais.

Evitar todos os refrigerantes, sumos concentrados, néctares e bebidas alcoólicas, alimentos fritos, refogados, panados ou pré-cozinhados. Leia os Obrigue-se a beber água ao longo do dia. Tente rótulos das embalagens e tenha especial atenção ao teor de açúcares, gorduras (trans - são de evitar) aproximar-se da ingestão diária de 1,5l de água. e sódio (sal). Crie o hábito de realizar o pequeno-almoço em casa. Esta é a refeição mais importante do dia, Prepare lanches hipocalóricos, como os iogurtes pois a sua essência irá definir como o resto do dia magros, as gelatinas, fruta ou frutos secos, para realizar no local de trabalho. será do ponto de vista de fome ou saciedade.

Coma de 2h30h em 3h. Crie horários para realizar uma alimentação fracionada. Coma pouco, mas várias vezes ao longo do dia. Este truque permite que não exista fome, cansaço ou ansiedade. Sempre que está longos períodos sem comer, a ansiedade e a fome aumentam para a refeição seguinte, obrigando-a a escolher a sua alimentação erradamente.

Dê preferência às carnes magras (frango, peru (sem pele), coelho), em vez de carnes vermelhas (vaca, vitela, entre outros). Não se esqueça de dar preferência também às refeições de peixe

Reduza o mais possível a utilização de sal e de alimentos salgados. Pode consumir ervas aromáticas e especiarias para tornar a comida mais saborosa.

Comece por reduzir os hidratos de carbono, como as bolachas, pão, arroz, massas e batatas. Mas, não os exclua da sua alimentação por completo. Procure escolher

Utilize o azeite para temperar e cozinhar os alimentos, mas em pequenas quantidades. O azeite é muito calórico, apesar de ser uma gordura saudável. Não utilizar mais nenhuma gordura (manteiga, banha, etc..). Realize jantares mais simples do ponto de vista digestivo, dê prioridade à sopa pobre em alimentos como a batata, a cenoura ou a abóbora. Acrescente, caso exista essa necessidade, uma salada variada ou 1 a 2 queijinhos frescos.

Procure comer em locais calmos. Mastigue muito bem todos os alimentos, de forma a facilitar o trabalho do músculo gástrico e a reduzir as fermentações no intestino.

Conselhos para quem tem a pele seca A pele é o revestimento externo do corpo, sendo o maior órgão do corpo humano e também o mais pesado. A principal função é a proteção do organismo de ameaças físicas externas, como por exemplo a invasão por parasitas ou as lesões mecânicas. É no Inverno que a pele tende a sofrer as maiores agressões. Com a descida das temperaturas, fica mais seca, pode apresentar sinais de vermelhidão, irritação ou descamação, chegando mesmo a gretar. Se tiver uma pele desidratada, tanto à superfície como em profundidade, com aspeto baço (devido à escassez de lípidos), tensa, descamativa e desconfortável, então, está com a pele seca. Mas há forma de recuperar o conforto e a flexibilidade da pele: deve aplicar diariamente um creme hidratante que restaure a barreira cutânea, protegendo a pele da desidratação; pode ser aplicado as vezes que forem necessárias para manter a pele confortável. Aconselhe-se com o seu dermatologista ou com o seu farmacêutico, que lhe indicará qual o mais adequado para si. O mais importante é evitar os fatores que desencadeiam os sintomas de pele seca: Tome banho diariamente com água morna e use produtos de higiene adequados a este tipo de pele; Seque a pele sem esfregar e aplique produtos hidratantes adequados; Limpe e hidrate a pele imediatamente depois de tomar banho de piscina; Não esfregue ou coçe a pele seca pois pode provocar uma infeção com posterior desenvolvimento de cicatrizes; Use um fator de proteção solar elevado (SPF igual ou superior a 30); Evite os tecidos de lã e sintéticos. É preferível usar peças de roupa em algodão, linha ou linho; . Use roupas folgadas e confortáveis para evitar que rocem na pele; Prefira roupa de cama em fibra natural; Ao lavar a roupa, tenha o cuidado de a enxaguar muito bem para garantir a remoção de todos os resíduos de detergente que possam sensibilizar a pele; Evite utilizar perfumes, águas-de- colónia e produtos com álcool para não irritar a pele; Evite a utilização de substâncias humectantes, como a glicerina, isoladas sobre a pele, pois podem retirar a água tanto da atmosfera como da própria epiderme; Evite ambientes demasiado quentes e as mudanças bruscas de temperatura. pub


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pĂşblica: 13 de fevereiro de 2014

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Podologia Tem dores na planta do pé?

Costuma ter dores na planta do pé? Essa mesma dor agrava após períodos de descanso? Precisamente, a fasceíte plantar envolve dor e inflamação na fáscia plantar que percorre a planta do pé desde o calcanhar até aos dedos, e é uma das causas mais frequentes de dores no calcanhar. A dor surge muitas vezes após os primeiros passos da manhã, longos períodos de pé ou após estar sentado muito tempo. A fasceite plantar é particularmente comum em corredores, pessoas com excesso de peso, mulheres grávidas e pessoas com sapatos inadequados. Os sintomas desenvolvem-se gradualmente começando por afetar apenas um dos pés, podendo vir a atingir os dois. A dor é muitas vezes referida como uma “facada” ou sensação de “pé aberto”. Em circunstâncias normais a nossa fáscia plantar atua como uma corda de absorção de choques suportando o arco do nosso pé. Se a tensão dessa

corda aumenta ou se se torna repetida, pode produzir irritação e inflamação. Os fatores de risco associados são a idade compreendida entre os 40 e os 60 anos e o sexo feminino é o mais atingido. Exercícios como corrida de longa distância, ballet e a aeróbica podem contribuir para o aparecimento precoce desta patologia. O tipo de pé: o pé plano e o pé cavo sofrem de alterações biomecânicas que alteram a normal distribuição de peso na planta do pé. O excesso de peso coloca um stress acrescido na faixa plantar. O calçado inadequado, nomeadamente, largo, de solas finas e sem suporte do arco plantar. A utilização regular de tacões altos, dado que o tendão de Aquiles se encontra inserido no calcanhar contrai e pode encurtar. As complicações podem surgir se ignorarmos os sintomas, podendo afetar as nossas atividades regulares e também desenvolver dores no pé, joelho, anca e coluna derivadas das alterações provocadas no caminhar. O diagnóstico é essencialmente clínico podendo ser facilmente confirmado por uma ecografia. O raio x poderá mostrar um esporão no calcanhar associado. Os tratamentos podem ser vários, anti-inflamatórios ou injeções com corticosteróides, terapia física e palmilhas, sendo essas últimas uma grande ajuda para distribuir a pressão, aumentar o amortecimento e compensar alterações biomecânicas associadas. Em último recurso, a cirurgia também pode estar indicada, dado que também pode ter efeitos secundários na estrutura e biomecânica do pé.

A importância da Terapia da Fala em idade pré-escolar e escolar As crianças que apresentam perturbações da comunicação e interação, bem como um desenvolvimento da linguagem e metalinguagem abaixo da média dos seus parceiros constituem um dos grandes desafios na comunidade educativa. Isto porque, na sua maioria, apresentam dificuldades na frequência e participação em atividades escolares e, sobretudo, limitações na capacidade de aprendizagem de leitura e escrita, devido a limitações nas competências fonológicas, morfológicas, sintáticas, semânticas e pragmáticas necessárias a essa aprendizagem. Consequentemente, o progresso e sucesso escolar destas crianças estarão seriamente comprometidos, sendo imprescindível a identificação precoce e a intervenção especializada nestas áreas, de modo a colmatar e minimizar as dificuldades que interferem com a aprendizagem escolar. Nesse sentido, a Terapia da Fala engloba o desenvolvimento de actividades no âmbito da prevenção, avaliação, diagnóstico, tratamento e estudo científico da comunicação humana e perturbações relacionadas ao nível da fala e da linguagem, bem como alterações relacionadas com as funções auditiva, visual, cognitiva, oro-muscular, respiração, deglutição e voz. Neste contexto, a comunicação engloba todas as funções associadas à compreensão e à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas apropriadas de comunicação não-verbal.

André Azevedo, podologista, Clínica Podomed Sónia Carvalho, terapeuta da fala, Clínica Clicastro pub


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pública: 13 de fevereiro de 2014

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Ca e o as várias alopecias

A rarefacção capilar resultante da queda anormal de cabelo é vulgarmente designada por alopecia. Na base do seu desenvolvimento podem estar fatores genéticos, patologia da tiroide, défice de ferro, biotina ou zinco, pós-parto, medicamentos, etc. Existem diversos tipos de alopecia, algumas recuperáveis outras apenas controláveis. Os folículos pilosos são estruturas dinâmicas onde o desenvolvimento dos cabelos ocorre por ciclos. Anagénese: período ativo de crescimento que dura 2 a 3 anos no homem e 6 a 8 anos na mulher, sendo o crescimento diário de 0,2 a 0,4 mm. Catagénese: fase de regressão da parte mais profunda do folículo, que ocorre em 1 a 3 semanas, e tem como consequência a interrupção do crescimento do cabelo. Telogénese: fase de “repouso”, em que o cabelo não cresce e acaba por cair após 3 a 6 meses. A média diária de renovação capilar é de 100 a 200 cabelos. As alopecias dividem-se em cicatriciais e não cicatriciais. As cicatriciais levam à destruição

definitiva dos folículos, pelo que o tratamento pode apenas travar a progressão da doença. Nas alopecias não cicatriciais o tratamento depende do diagnóstico específico. As mais comuns são a alopecia androgenética, a alopecia areata (peladas), o eflúvio telogénico e o eflúvio anagénico. Para estabelecer o tipo específico de alopecia é fundamental a história clínica e o exame físico, que pode incluir exames como a tricoscopia e o tricograma. Análises sanguíneas e biópsias de pele, podem ser necessárias em alguns casos. Felizmente a maioria das alopecias não cicatriciais são controláveis e, muitas vezes, revertidas com tratamento médico. Em casos selecionados o transplante de cabelo pode ser a melhor opção. Fonte: José Carlos Fernandes, dermatologista, Clínica Dermonova

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Doenças respiratórias

É inverno: atchim!!! O inverno continua a ser uma época propícia ao aparecimento de constipações, gripes e outras infeções das vias respiratórias. Tanto as constipações como outras infeções respiratórias, tipicamente relacionadas com o frio, costumam surgir por surtos. E cada uma com as suas características. Há as infeções do trato respiratório superior (nariz, seios perinasais, faringe, laringe) e das vias respiratórias inferiores (brônquios e pulmões). O aparecimento das infeções respiratórias, como rinossinusite, amigdalite, faringite, laringite, traqueíte, bronquite e pneumonia, pode resultar de vários fatores: variações de temperatura típicas do Inverno, diminuição das defesas do sistema imunitário do organismo, bem como da proximidade entre as pessoas, facilitando o contágio. A gripe é uma das infeções respiratórias mais frequentes no inverno que apresenta diversas manifestações, tais como dores de garganta, tosse seca, congestão nasal ocasional, febre alta, dores musculares e mal-estar geral. Acontece que, por vezes, as pessoas confundem os estados gripais com as constipações ou com as infeções bacterianas como a amigdalite. As soluções terapêuticas variam consoante a situação. As infeções respiratórias são, na sua maioria, virais, por isso não se tratam com antibióticos. O seu tempo de vida é relativamente limitado - entre três a cinco dias - pelo que a cura depende principalmente da resposta imunitária do indivíduo e do próprio ciclo de vida do agente infetante. Medidas simples, como a hidratação e o repouso, são os primeiros passos para o tratamento. Os sintomas das infeções respiratórias ligeiras podem ser aliviados com antipiréticos (medicamentos para controlar a febre), anti-inflamatórios, descongestionantes nasais e fluidificantes das secreções. A consistência das secreções pode tornar-se mais fluida com a utilização de expetorantes, facilitando a sua eliminação. Para o alívio da congestão nasal também pode ser necessário um descongestionante. Contudo, para garantir a escolha do mais adequado, deve-se sempre privilegiar o aconselhamento farmacêutico. Todavia, a utilização de qualquer fármaco deve ser feita após aconselhamento de um profissional de saúde. Por exemplo, a automedicação com antibióticos nunca deve ser realizada, visto serem medicamentos que apenas podem ser utilizados mediante a recomendação médica, consoante a avaliação de cada situação.

Previna-se! No Inverno, a tendência será manter as casas fechadas e demasiado aquecidas, o que facilita a menor resistência da mucosa respiratória às infeções. Assim, deve-se arejar bem as habitações e evitar os ambientes demasiado quentes. A vacina da gripe é uma medida preventiva importante, especialmente nos idosos e doentes crónicos (diabéticos, cardíacos, etc.). Há que combater o sedentarismo, sobretudo junto dos idosos, no sentido de evitar a acumulação das secreções, facilitando o aparecimento das infeções. É preciso não esquecer as pessoas polimedicadas e que vivem em ambientes mais aquecidos, devido à maior sensibilidade ao frio, pelo que os cuidados devem ser redobrados. Como a proximidade entre as pessoas facilita estas infeções, é habitual haver contágio nos infantários, por isso uma das medidas será manter as crianças em casa até se curarem.


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Obstrução nasal, roncopatia e apneia do sono? Os problemas respiratórios são cada vez mais comuns e contribuem de forma importante para o ressonar e para a apneia do sono. Mesmo aqueles que habitualmente não ressonam, fazem-no em situações de constipação e agravamento das rinites. A obesidade, o tabaco, os medicamentos anti-depressivos, os sedativos e os hipnóticos, o álcool e as refeições abundantes ingeridas à noite, concorrem ainda mais para este sindrome. Afinal o que é o ressonar? É um ruído inspiratório devido à obstrução parcial das vias aéreas superiores, resultante das vibrações do palato mole, sendo muitas vezes cíclico, intervalado pelas paragens respiratórias. Segundo dados recentes, 20% dos homens e 5% das mulheres entre os 30 os 35 anos ressonam, aumentando essas percentagens para 60% e 40% respectivamente, por volta dos 60 anos de idade. Também não podemos negligenciar o número de crianças, na sua maioria entre os 2 e os 8 anos de idade, que apresentam

esta patologia, muitas vezes devido a hipertrofia das vegetações adenóides e à rinite hipertrófica. Em geral, num estado mais avançado do ressonar, aparece a apneia do sono. E o que é a apneia obstrutiva do sono? É a paragem do fluxo aéreo com uma duração igual ou superior a 10 segundos e que muitas vezes é acompanhada de uma diminuição da saturação de oxigênio no sangue. Predomina entre os 40 e 60 anos, preferencialmente no sexo masculino e nos obesos. Está associada a amplas repercussões médicas, dada a propensão para a hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, angina de peito e insuficiência respiratória. Outras manifestações clínicas que podem ser de elevada gravidade, são a hipersonolência diurna (acidentes de viação), cansaço, cefaleias matinais, ansiedade e depressão, consumo de ansiolíticos e anti-depressivos (agravando o quadro clínico), perturbações sexuais, etc. É pois uma patologia que pode levar a graves repercussões sociais, familiares e pub

laborais: separação conjugal, acidentes no trabalho e de viação, ou mesmo o suicido. O diagnóstico de gravidade da roncopatia e do síndrome da apneia do sono, para além da história e da observação clínica, é- nos dado pelo registo poligráfico do sono nocturno, exame que pode ser efectuado no domicílio do paciente, e ainda pelo EEG (electroencefalograma). O tratamento baseia-se em medidas de caracter geral, tais como o emagrecimento, correcção do posicionamento corporal na cama, eliminação do álcool e do uso de sedativos. Em alguns pacientes, é necessário fazer a ventilação nasal não invasiva com o uso do auto-CPAP, aparelho que permite manter uma pressão variável do ar durante a respiração nocturna. Em último caso, podemos recorrer ao tratamento cirúrgico. Deixamos propositadamente para o fim o tratamento da obstrução nasal, das alergias e das infecções respiratórias, através do tratamento termal. Não há nada mais simples do que efectuar o restabeleci-

mento da permeabilidade das vias aéreas superiores, através de uma “Cura Termal”. Devido às propriedades físico-químicas dos componentes das nossas águas, que todos conhecemos, e ao seu poder antiinflamatório, anti-alérgico e regulador da permeabilidade da mucosa respiratória, conseguimos obter a desobstrução das vias aéreas e assegurar períodos prolongados de respiração mais saudável. Disso mesmo dão conta testemunhos de centenas de termalistas que anualmente procuram as Termas das Caldas da Saúde com esta maleita. Apesar do tema “Cura Termal” ainda não fazer parte habitualmente dos congressos científicos sobre o SAOS (sindrme da apneia obstrutiva do sono) e a roncopatia, o que é facto é que a realidade das Termas tem vindo progressivamente a tomar o lugar que merece no contexto desta problemática. Dr. João de Sousa Coutinho, diretor clínico das Termas das Caldas da Saúde pub


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