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especial
Ricardo Costa, presidente do SC Cabeçudense
Marco Balela, treinador do SC Cabeçudense
“Somos realistas, queremos a manutenção”
Para esta temporada, o objetivo do Sporting Clube Cabeçudense é a manutenção na 2.ª divisão, depois de ter conquistado, na temporada passada, o título de campeão da 3.ª divisão, série A, e ter subido de divisão. “Somos realistas, o ano passado aconteceu algo que acontece uma vez na vida, pois só queríamos a manutenção, e de repente estávamos a lutar por uma subida de divisão. Este ano é diferente, o Cabeçudense não está habituado a estar nestas divisões e sabemos das dificuldades”, começa por afirmar Ricardo Costa, presidente
da coletividade. Atualmente, o clube de Cabeçudos joga nas Lameiras e está satisfeito com essa realidade. “O pavilhão fica próximo da freguesia, já o ano passado lá jogámos, o que tentamos foi mudar os horários dos treinos, mas infelizmente não foi possível, um pouco por haver excesso de clubes a praticar modalidades de pavilhão”, refere Ricardo Costa, sublinhando o apoio da Câmara e Junta de Freguesia. Apesar de estarem a trabalhar bem, no futuro o Cabeçudense e o Esmeriz sonham com a criação de um
“Todos jogam por amor ao clube”
pavilhão para servir as freguesias desta zona do concelho. “Nós temos um treino semanal pago pela Câmara, no pavilhão da Polícia. Treinamos também em Ribeirão, mas é por nossa conta”. O orçamento para esta temporada ronda os 25 mil euros. Ricardo Costa diz que o orçamento aumentou, sendo que os custos da arbitragem aumentaram e ficam nos 75 euros por jogo. “As viagens são também longas, e, pela primeira vez, optámos por suportar as despesas que os jogadores têm na deslocação para o pavilhão, pagando uma carrinha”, acrescenta o dirigente. Hoje, o Cabeçudense apresenta como prioridade principal a formação. “Temos juniores de dois escalões de iniciados. Nós ficamos com todas as crianças e temos pessoas capacitadas para lhes dar o treino, para não estarem parados, e fazer aquilo que mais gostam, jogar futebol. No próximo ano tencionamos incluir os juvenis”. pub
Com o orçamento mais baixo da 2ª divisão nacional a intenção do Sporting Club Cabeçudense é a permanência. Recorde-se que o clube garantiu o título de campeão da 3.ª divisão, série A, e a consequente subida de divisão. Marco Balela, o técnico da equipa, diz que o grupo continua a ter os mesmos jogadores que estão juntos desde a distrital. “Não temos dinheiro para ir buscar jogadores e por isso 90% do plantel vem da distrital e não têm experiência na nacional. Perdemos agora dois jogadores, um por motivos profissionais e outro foi para uma equipa abaixo da nossa, mas que oferecia melhores condições que aquelas que nós podemos”, revela. Para o comando de Marco Balela, entraram 3 novos jogadores, que se juntam aos restantes que nada recebem para jogar ou treinar duas vezes por semana. “Nós temos uma dificuldade enorme em arranjar jogadores porque não temos dinheiro, todos jogam por amor ao clube… são as condições que temos”, refere. Sobre este campeonato, Marco Balela não tem dúvidas: “é muito forte, são 14 equipas, e 10 delas assumem-se como candidatas à subida de divisão. Há muita ilusão neste campeonato, são equipas fortes, mas nós vamos conseguir a manutenção, isso é certo”, garante. Com tantas dificuldades, Marco Balela acredita que os argumentos do Cabeçudense, que foi três anos consecutivos cam-
peão, é “o amor à terra e a qualidade dos jogadores”. Sobre as condições de trabalho, o técnico gostaria de ter mais tempo para treinar, mas entende que é difícil à Câmara de Famalicão “dar às muitas equipas famalicenses mais tempo de preparação”. Presidente passa a jogador Marco Balela não poupa elogios ao presidente da coletividade, Ricardo Costa, e fez-lhe mesmo o convite para ajudar o clube, ao tornar-se jogador. “Ele aceitou e já começou a treinar, será uma ajuda”, disse. “Temos conseguido muitos sucessos juntos e todos sabem que será um jogador que será tratado como os outros”. pub
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António Azevedo, presidente do GR Covense
Agostinho Carneiro, treinador do GR Covense
“Queremos subir de divisão” A disputar o Campeonato Nacional 3ª Divisão - Série A, de futsal, depois de ter alcançado a subida na temporada passada, o Grupo Recreativo Covense, de Ruivães, tem como prioridade esta temporada “ficar nos três primeiros lugares, subindo de divisão”. António Azevedo, presidente da coletividade diz que o plantel é um bom grupo, mas a intenção é contratar mais alguns atletas “com qualidade” para ajudar na concretização dos objetivos. A recordar que, no princípio da época, deixaram o Covense três jogadores que foram para o Aves, sendo que o plantel ficou curto para as necessidades da coletividade a atuar nesta divisão. “Temos um plantel de 11 jogadores e um guarda-redes. Contamos com a experiência dos jogadores do ano passado e dois jogadores que vieram para o clube, que estão a adaptar-se ao futsal”. Atualmente, a equipa de futsal treina no pavilhão municipal de Vermoim duas vezes por semana, embora treine, pontualmente, com outra equipa ou tenha que pagar
o aluguer de um espaço. “Para a divisão que estamos, na 3ª nacional, precisávamos de ter três treinos por semana”, justifica o dirigente. António Azevedo diz que a equipa tem capacidade para subir, apesar “deste campeonato ser muito competitivo, com equipas desconhecidas”, considerando que a disputa será até às últimas jornadas”. Recorde-se que as equipas que ficarem entre os três primeiros sobem diretamente à 2.ª divisão, sendo que as restantes descem à distrital, uma vez que a 3.ª divisão nacional terminará.
“Temos um plantel de qualidade”
Para o futuro, António Azevedo manifesta o desejo de construir o pavilhão de raiz no Grupo Recreativo Covense para recuperar a formação de atletas mais jovens. “No ano passado acabámos com as camadas jovens, porque não havia espaço para treinar. Vamos tentar construir no nosso recinto um pavilhão, que é o mais importante numa instituição como a nossa”. Refira-se que a coletividade assinalou no dia 28 de outubro o seu 22.º aniversário, sendo que no próximo sábado comemora esta data com um espetáculo de variedades e porco no espeto. pub
Agostinho Carneiro, treinador do Grupo Recreativo Covense, assume que os objetivos para esta temporada são ficar nos primeiros lugares da tabela e subir de divisão. “Sabemos que as coisas não nos têm corrido muito bem, porque este campeonato da 3.ª divisão é difícil e o plantel é curto neste momento”, afirma. Agostinho Carneiro diz que, apesar dos obstáculos, a equipa do Covense mantém a ambição e garante que vai lutar por isso, sabendo que existem outras coletividades com o mesmo objetivo. “Temos um plantel de qualidade, temos gente com alguma experiência, e temos atletas para quem este é o primeiro ano de futsal e não é muito fácil enquadraremse, mas estão a tentar entrosa-los na equipa.…Estamos é escassos em quantidade, limitando-nos nas opções”. No momento, a equipa sénior do Grupo Recreativo Covense realiza os seus treinos no pavilhão de Vermoim à noite. “Atendendo à divisão em que estamos, já exige outro tempo para treinar. Pensávamos que iria ser mais fácil arranjar essa terceira hora, mas tem-nos sido difícil nesse aspeto”, refere, sublinhando, porém, que o pavilhão apresenta boas condições. Agostinho Carneiro é um técnico de que vem do futebol de salão concelhio, abraçando, pela primeira vez, o futsal. “Começar logo na 3.ª divisão, a diferença é maior…não deixa de ser futebol, mas exige uma grande experiência, trabalho acrescido, e um empenho fora de vulgar”, aponta Agostinho Carneiro,
acrescentando que tem aproveitado “ao máximo esta aprendizagem, crescendo com as pessoas que mais conhecimento têm. Mas, como primeira experiência, quero dar o meu máximo para que a equipa esteja satisfeita ”. O técnico do Covense está contente com as condições de trabalho proporcionadas pelo clube. “Acho que os Covenses e, acima de tudo, o presidente reuniram as condições perfeitas para uma boa época, e temos de tirar o máximo partido daquilo que temos”.
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modalidades
Estrela Paulo, ARJM, responsável pelo futsal
Bruno Azevedo, treinador de futsal feminino da ARJM
“Nunca tivemos apoio da Câmara” A Associação Rede Jovem de Mogege (ARJM) tem-se dedicado ao futsal feminino, evidenciando o seu valor a nível nacional. Para esta temporada, a professora Estrela Paulo, responsável pelo futsal e adjunta do treinador Bruno Azevedo, é perentória e assume que a meta é que a equipa seja campeã nacional. Recorde-se que a equipa de Mogege disputa o Nacional Futsal Feminino Zona Norte 2013/14. “Este é o terceiro ano que temos equipa sénior feminina e a aposta tem sido gradual. Neste ano, o plantel foi construído com o intuito de sermos campeões nacionais”, diz a responsável, mesmo tendo em conta que se advinham muitas dificuldades, dado a elevada competitividade deste campeonato nacional, onde estão as 16 melhores equipas portuguesas. O trabalho desta equipa de Mogege e todo o mérito alcançado tem sido feito de uma forma um pouco solitária. “Nunca tivemos qualquer apoio da Câmara, fo-
mos obrigados a assinar um protocolo com a Coelima, que tem um gimnodesportivo em Pevidém, no concelho de Guimarães, que é uma coisa que nos atormenta, porque os adeptos têm de ir para fora”, revela a responsável. E acrescenta: “construímos tudo de raiz desde há três anos, e aguentamos com todas as despesas de aluguer da sede, porque tendo uma equipa na 1.ª divisão nacional, achamos bem termos este espaço”. Estrela Paulo diz ainda que esses apoios foram pedidos à autarquia, mas surgem sempre alguns entra-
“Queremos conquistar o campeonato nacional”
ves. “O pavilhão que nos davam era a partir das 10 da noite, o que é impensável para uma equipa que tem atletas que vêm de todo o lado, Porto, Maia, Chaves, Vila Real”, explica. Quanto ao subsídio solicitado, este também não surge: “pedem-nos um papel e outro, e parece que estão sempre a atrasar esse processo…com a Câmara de Famalicão tem sido uma dor de cabeça e estamos a chegar ao fim do ano sem qualquer subsídio”, aponta. Com apoios ou sem eles, a associação tem vindo a apostar na formação, essencial para o futuro. pub
Bruno Azevedo é o treinador da equipa sénior de futsal feminino da Associação Rede Jovem de Mogege (ARJM), sendo acompanhando tecnicamente por Estrela Paulo, Sónia Alves e Tiago Xavier. Bruno Azevedo assume há dois anos o comando técnico desta equipa, que pretende, este ano, sagrar-se campeã nacional. O técnico assume que a aposta foi grande no plantel, e portanto o pensamento vai para a conquista do campeonato nacional e da Taça de Portugal. Ao seu dispor, Bruno Azevedo tem um grupo que considera “forte”. “Fomos buscar cinco jogadoras de grande qualidade para ser um plantel mais homogéneo e equilibrado, porque sabemos que o campeonato vai ser muito longo e queremos ter as garantias que o nível se mantém”, explica. A competir com equipas campeãs de distrito e outras de grande qualidade, Bruno Azevedo sabe que na segunda fase tudo se complicará, na ocasião em que a equipa de
Mogege, caso seja apurada, venha a disputar o campeonato com as equipas do Sul. O técnico partilha da tristeza da direção, ao ver que a equipa não recebe qualquer ajuda por parte da Junta de Freguesia, nem da Câmara de Famalicão. “Sabemos que a autarquia nos cede o pavilhão, mas não é compatível com o horário das atletas, mas vamos ver como as coisas correm no futuro, esperando que possamos ter esse apoio da Câmara”. Bruno Azevedo é um homem a comandar um grupo de mulheres e, questionado sobre este trabalho, o técnico diz que é necessário ter aten-
ção a “pequenas situações que a vertente feminina tem”. “Mas já tenho alguns anos de trabalho com equipas femininas, que para mim são um prazer treinar. Este é um grupo que se empenha e que não vira a cara à luta…é mesmo muito gratificante”, sublinha. Da direção e de alguns empresários que ajudam a coletividade, Bruno Azevedo tem recebido o apoio incondicional para que “isto tudo seja possível”, ficando o desejo de ter mais dias de treino. “Sabemos que tal implicaria mais despesas…e isso seria tremendo, por isso temos consciência de até onde poderemos ir”.
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Francisco Paiva, presidente e treinador das equipas seniores masculino e feminino do Futebol Clube de Vermoim
“Temos o pavilhão cheio quando jogamos em casa” Francisco Paiva é o homem que tem dirigido o Futebol Clube de Vermoim, não só como presidente, mas também como treinador das equipas seniores masculinos e seniores femininos. Na verdade, a acumulação de cargos não tem dado maus resultados, bem pelo contrário. Na equipa de futsal feminino, as atletas do Vermoim têm dado nas vistas a nível nacional e até internacional, conquistando, pelo caminho, muitos títulos, entre os quais os de bicampeã nacional. A competir, atualmente no Nacional Futsal Feminino Zona Norte 2013/14, Francisco Paiva quer que a equipa feminina seja campeã a nível nacional. Com um plantel que transita praticamente todo da época passada- houve apenas dois reforços - Francisco Paiva fala numa equipa que evidencia a “qualidade necessária para atingir os objetivos definidos”. A dificultar o caminho estão algumas lesões que acabaram por dificultar a pré-época, mas a “pouco e pouco, a equipa vai-se reestabelecendo, atingindo a performance a que estamos habituados”. Este início da época está a decorrer de forma regular, e a perspetiva é ficar nos quatro primeiros lugares, para depois disputar a fase final do nacional. Francisco Paiva vê este campeonato nacional de uma forma muito positiva. “Passámos por uma fase distrital, onde fomos várias vezes campões, mas no qual o nível competitivo era baixo e andávamos um bocadinho a passear e até era difícil motivar a equipa”, explicou, acrescentando que agora “os jogos são muito duros, os resultados imprevisíveis, e é preciso trabalhar muito durante um jogo”.
Equipa masculina sénior arranca este ano O FC de Vermoim possui uma escola de formação de futsal, feminino e masculino. E após alguns anos de formação no masculino, alguns atletas chegaram a seniores, abraçando, neste ano, e pela primeira vez, o Campeonato Distrital de Seniores Masculinos. Também aqui Francisco Paiva assume o comando técnico da equipa sénior e, neste campo, prefere apontar objetivos a curto e médio prazo. “Para esta época não há nada de concreto definido, mas queremos chegar em
dois anos aos nacionais”. As primeiras jornadas não têm corrido mal ao Vermoim, mas Francisco Paiva sabe que no ano de estreia há sempre uma adaptação. “Os atletas têm de conhecer esta nova realidade e a maturidade é necessária. Será um ano de experiência, e em cada jogo vamos corrigindo, mas sabemos que vão acontecer algumas surpresas”, disse. A curto prazo, é intenção elevar a equipa sénior masculina ao nível da feminina. “Vamos fazer tudo por tudo, temos um grupo unido e coeso, que tem muita vontade de singrar no futsal, que
quer, a cada dia que passa, aprender muito mais…são condimentos necessários para que uma equipa funcione. Mas sabemos que há outro tipo de situações, como o caso da maturidade e da experiência, que são necessárias num campeonato longo e que exige regularidade”. De resto, ser treinador e presidente não é fácil, mas Francisco Paiva refere que tem o apoio da restante direção. “As associações sobrevivem quando existem pessoas de corpo e alma a trabalhar, embora muitas pessoas pensem o contrário”, refere. “E quando as pessoas trabalham,
aparece sempre alguém para ajudar, temos a direção e temos muita gente que nos ajuda muito. Temos o pavilhão sempre cheio quando jogamos em casa, temos sócios, particulares que nos ajudam. Não tem sido difícil esta acumulação de cargos”, garante Francisco Paiva. Sobre as finanças do clube, o dirigente diz que é necessário ter os pés assentes na terra, sabendo exatamente até onde se pode ir. “Conseguimos manter os patrocinadores do ano passado e ainda acresceram alguns, que ajudam a colmatar essa necessidade”. pub
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