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EMPRESAS DE SUCESSO Textos: Sofia Abreu Silva

Foram distinguidas pelo IAPMEI como Líder e Excelência

PME’s famalicenses mostram o que valem Esta semana falamos novamente das empresas famalicenses que estão na lista das melhores do país. Da construção ao têxtil são muitas as empresas que se destacam pelo seu trabalho em diferentes áreas, mas sobretudo pela sua capacidade de superar os obstáculos que se colocam num caminho já difícil de percorrer. “Inovação”, “competitividade” e “empreendedorismo” tornaram-se palavras muito comuns nos discursos de políticos e na estratégia de muitos empresários. Se dos primeiros pouco se espera, nos segundos estão depositadas todas as esperanças. Na verdade, como disse o Presidente da República, Cavaco Silva, ainda esta semana, o investimento económico está hoje totalmente nas mãos dos empresários privados. Segundo o Presidente, as empresas privadas podem “manejar estas alavancas” num Portugal que atravessa um dos tempos mais severos da história mais recente. “O grande desafio que a todos nós se coloca é o de como provocar crescimento económico sustentado

em investimento competitivo, gerador das receitas externas e gerador de emprego”, explicou ainda Cavaco. Perante um cenário sombrio é, assim, às empresas e aos empresários que cabe acelerar o motor da economia, criar emprego e equilibrar a balança comercial, na maior parte das vezes sem qualquer apoio do Estado, apesar das palavras bonitas. Hoje, existem muitas empresas portuguesas que estão a marcar pontos no país e em vários mercados internacionais com a criação de produtos e serviços inovadores. A chave está na criação, inovação e formação – capacidades patenteadas em várias Pequenas e Médias Empresas (PME) que o jornal OPINIÃO PÚBLICA dá a conhecer nesta edição. O desempenho da economia portuguesa está, na verdade, dependente da aptidão das empresas nacionais para vender mais dentro e, sobretudo, fora de Portugal, daí a importância do investimento em investigação, desenvolvimento e inovação “made in Portugal”. Neste caso “made in Famalicão”.

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II

pĂşblica: 27 de fevereiro de 2013

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pública: 27 de fevereiro de 2013 III

especial

Empresa de construção registou crescimento em plena crise

Luís Silva & Joaquim Melo aposta no rigor e numa equipa implacável “Com naturalidade” – é desta forma que a empresa Luís Silva & Joaquim Melo-Construção e Engenharia Civil Lda., de Antas, encara o reconhecimento como PME Líder. “É fruto do nosso trabalho, é o reconhecimento do mesmo e se nós não mudamos a forma de trabalhar, nem o rigor com que nos apresentamos no mercado, outra coisa não podia acontecer que não fosse sermos reconhecidos”, começa por referir Luís Silva, responsável máximo pela empresa. Apesar de ser recente, contando com 10 anos, a empresa foi ampliando sempre o volume de negócios o que se traduz em “mais força para encarar o futuro”. “O quadro de pessoal aumentou e apostamos mais na formação dos colaboradores para estarmos mais fortes e vencermos as dificuldades que o país e o mundo atravessam”, elenca o empresário. Luís Silva garante que a empresa nunca entrou “em grandes loucuras”, tendo apenas mudado de instalações em 2007. “Adquirimos um terreno para construir um novo espaço de trabalho, mas vamos aguardar para ver o que o mercado dá”, refere o empresário, indicando que a internacionalização é uma “situação que tem de estar sempre em cima da mesa, mas ainda não foi necessário”. O ano de 2012 foi de trabalho, cumprindo com as obras que estavam em carteira. “Aumentámos o volume de negócios e só podemos estar contentes”, afirma o responsável, apontando o “rigor na gestão e uma equipa de colaboradores implacável” como razões que

gislação eram medidas bem-vindas”. No capítulo financeiro, a empresa famalicense revela que apenas trabalha com capitais próprios, sem empréstimos bancários, o que permite “uma margem de manobra significativa e poder de negociação”. Finalmente, porque o sucesso de uma empresa edifica-se com vários parceiros, Luís Silva não esquece de agradecer a todos os colaboradores, que trabalham de forma empenhada, bem como aos fornecedores e subempreiteiros. “Deixamos a garantia de que vamos continuar com o rigor de sempre por forma a vencer todas as dificuldades que possam aparecer”.

Luís Silva

levaram a este êxito. Apesar do otimismo evidente, Luís Silva não tem dúvidas de que o sector da construção “está de rastos”. “Vemos todos os dias os nossos concorrentes a fecharem portas, embora alguns façam das insolvências prática corrente, fecham hoje e abrem amanhã com outro nome. Lamentamos que assim seja, mas a legislação permite isso”, observa. Na prática, a empresa Luís Silva & Joaquim Melo não é alheia à situação difícil do país e também “sente a crise”, não tanto pela falta de trabalho, mas sobretudo na quebra

dos preços, porque as obras estão hoje muito mais baratas. Luís Silva refere ainda: “quando começámos a trabalhar, para se fazer uma obra pública tínhamos de ter feito outra anteriormente de valor não inferior a 60% dessa e da mesma natureza. Hoje, qualquer um faz qualquer obra, seja de que valor for, porque não tem de ter currículo. Depois vê-se as obras a ficarem a meio e os donos da obra aflitos”. E adverte que a construção não pode continuar a ser um setor de “patos bravos”, em que bastar ter uma empresa. “Maior rigor e le-

Dados da empresa Nome: Luís Silva & Joaquim Melo – Construção e Engenharia Civil, Lda. Data de criação: 20/12/2002 Localização: Antas-Vila Nova de Famalicão Produtos/Serviços: Construção Civil/Obras públicas Colaboradores: 13 Volume de negócios em 2012: 2.000.000€ (dois milhões de euros)

2012 foi um ano difícil, mas terminou com resultados positivos

Bolama adaptou-se às novas exigências dos consumidores “A chave do nosso sucesso chama-se trabalho”. É esta a explicação dos responsáveis do Bolama Supermercados Lda., com sede em Guimarães e com uma loja na vila de Joane, para os resultados da empresa, que recebeu o estatuto de PME Líder 2012. “A equipa está sempre focada para todos os dias dar o seu melhor. O facto de trabalharmos maioritariamente com capitais próprios e nunca estar dependentes de crédito quer junto da banca, quer junto dos nossos fornecedores também nos permite uma alavancagem diferente no mercado”, afirma Carla Silva, gestora de operações do Bolama Supermercados. Neste contexto, o reconhecimento pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) com o estatuto de PME Líder é “importante, pois permite aos fornecedores das empresas terem uma perceção da qualidade da empresa com que trabalham transmitindo-lhes confiança nos negócios realizados ou a realizar”. O balanço da atividade é positivo, mas a empresa reconhece que o ano “foi difícil de ultrapassar”. “Trabalhamos com os consumidores finais, aqueles que neste momento estão a pagar a fatura da crise e que vêm os seus orçamentos familiares diminuídos. Foi um ano em que tivemos de nos saber adaptar às novas exigências dos consumidores e conseguir proporcionar-lhes uma nova gama de produtos que fosse de encontro às suas pretensões”, explica a responsável do Bolama Supermercados, acrescentando que, não obs-

nha envergadura e necessitou de recorrer a ajuda externa, também muitas empresas mergulham nesse facilitismo e esquecem de verificar se têm verdadeira capacidade de serem competitivas por si só. Todos temos de perceber que temos de criar mais valor acrescentado, não basta trabalhar mais, temos de criar valor efetivo. Temos de depender mais de nós e não viver sempre asfixiados pela volatilidade do mercado”, sugere. Apesar da conjuntura económica difícil, os Supermercados Bolama continuam a ter projetos de futuro, pelo que em 2013 é objetivo consolidar os investimentos realizados até agora e estudar a localização de novas lojas.

tante estes esforços, a empresa conseguiu concluir o ano “com resultados positivos e globalmente satisfatórios com as metas a que a empresa se propôs atingir para 2012”. A atual conjuntura reflete-se no setor. Carla Silva fala de um abrandamento nas vendas de algumas áreas, nomeadamente nos produtos que se consideram supérfluos, tais como bazar, sendo também notória a preferência do consumidor por produtos de marcas brancas. “Nas restantes áreas e no que concerne à nossa empresa, fruto de melhores compras, controlo eficiente de custos e esmagamento de margens, temos conseguido ser bastante competitivos no mercado e, assim, conse-

guido crescer às vendas”, aponta. Para a responsável do Bolama Supermercados, o maior desafio do momento para todas as empresas “será mesmo conseguir respirar com tanta carga de impostos a que uma empresa, e particularmente o nosso sector da distribuição, está sujeita”. Por isso, para uma economia mais saudável, Carla Silva aconselha que as empresas definam o caminho que pretendem percorrer e tracem objetivos muito precisos, conscientes de que “não pode toda uma organização estar sempre dependente de fundos e de ajudas externas”. “Tal como o que se passa com o nosso país, que procedeu a muitos investimentos para os quais não ti-

Dados da empresa Nome: Bolama Supermercados Data de criação: 13 Maio 1994 Localização: sede: S. João de Ponte, Guimarães Produtos/Serviços: comércio a retalho Colaboradores: 185 Volume de negócios em 2012: 30.000.000,00€ Vendas no mercado nacional: 100%


IV

pública: 27 de fevereiro de 2013

especial

2013 será um ano de consolidação dos bons resultados da empresa

Tufama: rigor, profissionalismo e honestidade

António Matos

Com sede em Vale S. Cosme e atuando no ramo da metalomecânica, a empresa Tufama sofreu, ao longo dos anos, uma evolução em todas as vertentes. Desde logo, começando pela área de produção, que foi aumentada em 1000 metros quadrados, passando a 4500 metros quadrados, além da renovação de todo o parque de máquinas, aquisição de novos e mais modernos equipamentos. Destaque ainda para a prospeção de novos mercados e registo de uma melhoria contínua e,

por inerência, aumento do volume de vendas. Segundo o empresário António Matos a chave do sucesso assenta num trabalho sério, sustentado em três fatores primordiais. Em primeiro, reunir uma equipa que seja capaz de responder aos desafios do mercado. “Neste aspeto, sinto-me orgulhoso por ter connosco os melhores profissionais em todas as áreas”, afirma, agradecendo “o contributo que têm dado para o sucesso da empresa”.

Depois, é primordial procurar segmentos de mercado onde haja valor acrescentado, onde cada trabalho vá de encontro às necessidades do cliente. De resto, a equipa da Tufama procura sempre ser rigorosa naquilo que a que se compromete e procura uma política de racionalização de custos, “produzindo mais com menores custos”. Atuando num setor que tem sofrido de forma particular a crise, a empresa de Vale S. Cosme faz um balanço positivo de 2012. “Inicialmente a nossa meta seria manter os mesmos valores de faturação e procurar que os rácios não descessem. Com o andar do tempo ficamos com a certeza de que iríamos superar as metas previstas”, revela o empresário. Justamente pelo bom desempenho, uma constante ao longo de mais de duas décadas de atividade, a Tufama viu ser-lhe reconhecido o estatuto de PME Líder2012 e de Excelência 2012, pelo IAPMEI, atestando um percurso sólido marcado pela experiência, eficácia e competência. “Encaramos com satisfação e com a noção de dever cumprido. É sempre gratificante, sobretudo na atual conjuntura…vermos que o nosso trabalho está a ser reconhecido, é especial”, refere. O empresário diz que a conjuntura em que o país vive afeta gravemente todos os sectores da vida económica e empresarial. A falta de crédito à economia provocou uma quebra enorme no investimento, o que se representa empresas sem trabalho, salários estagnados e aumento do desemprego. No entender deste empresário são vários os desafios que o país terá para enfrentar no futuro. “Em primeiro lugar, a carga fiscal é to-

talmente inadequada à realidade em que vivemos. Não será possível suportar esta aberração por muito mais. Não adianta aumentar impostos quando as empresas já não têm condições para pagar salários”, sublinha, defendendo que seria de todo desejável aumentar o crédito à economia, que por sua vez iria criar “postos de trabalho e contribuir para o aumento do poder de compra das pessoas”. No campo dos objetivos para o atual ano, a Tufama aponta a consolidação. “Atendendo a que no ano passado ultrapassámos as nossas expectativas, mas sabendo que toda a Europa, que é o nosso principal mercado, está em recessão, ficaríamos satisfeitos se conseguíssemos consolidar os resultados de 2012”, projeta António Matos.

Dados da empresa Nome: TUFAMA – Construção Civil, LDA Data de criação: 20/08/1984 Localização: Rua da Pedra n.º 84 – 4770-578 Vale (S. Cosme) Produtos/Ser viços: Metalomecânica Colaboradores: cerca de 150 Volume de negócios em 2012: 16.760.000,00€ Vendas no mercado nacional: 30% Vendas no mercado internacional: 70%

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pública: 27 de fevereiro de 2013 V

especial

Adaptou-se ao mercado e apostou em novos produtos e serviços

Bloqueira de Vermoim regista crescimento todos os anos

Anselmo Carvalho, Manuel Carvalho e José Carvalho

A Bloqueira de Vermoim - materiais de construção civil foi outra das empresas a ser reconhecida, pelo IAPMEI, como Líder e Excelência 2012. A empresa é atualmente conduzida pelos empresários, irmãos, José Carvalho e Anselmo Carvalho, sempre sob o olhar atento de Manuel Alves de Carvalho e Engrácia Dias Abreu, pais de ambos. A distinção do IAPMEI é vista pelos responsáveis com “orgulho e muita satisfação” e, no fundo, como o culminar de um “bom ano” para a empresa famalicense. Atenta às imposições do mundo financeiro e empresarial, a Bloqueira de Vermoim tem assinalado crescimento ano após ano. “A nossa evolução aconteceu devido ao alargamento da nossa área de negócios em termos de zona geográfica. Ao mesmo tempo temo-nos direcionado para outro tipo de cliente”, referem José Carvalho e Anselmo Carvalho. “O crescimento deve-se também ao facto de termos adicionada ao nosso objecto de negócios outras gamas de produtos, tais como a área da agricultura, tintas e materiais de bricolage”, acrescentam os empresários. Refira-se que o sector da construção tem sido bastante afetado por causa da crise económico-financeira. Porém, a empresa de Vermoim alargou o seu leque e acabou por não ser assim “muito afetada”, visto que as vendas têm aumentado. Com olhos postos no mercado, nas tendências e nas exigências, a vontade da Blo-

queira de Vermoim é “fazer mais e melhor”. “Agradecemos, profundamente, aos nossos clientes e aos nossos fornecedores, porque sem eles isto não seria possível”, observam. Para o presente ano, os objetivos passam por continuar a “merecer o reconhecimento do IAPMEI, sendo assim um sinal da continuação de um bom trabalho”, declaram os empresários. Quanto ao futuro, José Carvalho e Anselmo Carvalho esperam “continuar a consolidar e crescer a todos níveis na empresa, tendo em vista melhorar as nossas instalações ou mesmo fazer novas instalações num local estratégico”, revelam.

Dados da empresa Nome: Bloqueira de Vermoim Materiais de Construção Civil, Lda. Localização: Rua Breia de Baixo, nº 1, Vermoim (Vila Nova de Famalicão) Produtos/Serviços: Matérias de construção civil, agricultura e bricolage Colaboradores: 9 Volume de negócios em 2012: 4.000.000€ Vendas no mercado nacional: 95% Vendas no mercado internacional: 5%

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VI

pĂşblica: 27 de fevereiro de 2013

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pública: 27 de fevereiro de 2013 VII

especial

Estamparia está constantemente a par das evoluções do mercado

Jocolor aposta na inovação e competitividade

João Carlos Cunha

Num momento em que muitas empresas enfrentam dificuldades, a Estamparia Jocolor, de Joane, revela que o título de Empresa Líder vem valorizar o esforço que a direção e colaboradores têm feiro para “superar a atual crise”. 2012 foi um ano positivo, segundo o empresário João Carlos Cunha. “Conseguimos atingir os nossos objetivos, fizemos investimentos consideráveis e já sentimos o retorno”. Perspicácia e muito trabalho caracterizam esta empresa com mais 25 anos de existência, que começou com três trabalhadores. Hoje, são 67 os colaboradores. Além da capacidade humana, as tecnologias que a Jocolor oferece têm vindo a aperfeiçoar o trabalho feito pela empresa, no sentido de maximizar a qualidade da produção. “Somos a única estamparia no plano nacional que faculta aos clientes a possibilidade de acompanharem on-line as suas produções. Este fator deu-nos uma grande visibilidade e uma posição comercial muito forte”, explica o empresário. Outro dos fatores que tem concorrido para o sucesso desta empresa famalicense é a aposta permanente na investigação, a par da constante atualização do mercado, no sentido de estimular a competitividade, a nível nacional e internacional. “Demos o primeiro salto quantitativo e qualitativo ao efetuarmos a aquisição da primeira máquina automática. Estamos sempre muito atentos às diversas circunstâncias do setor, investimos corretamente e capitalizamos, a nosso favor, uma considerável quota do mercado”, revela. Atuando num setor têxtil, que, de resto, tem sido gravemente afetado pelo

abrandamento económico, a Jocolor tem vindo a expandir-se. “No nosso caso em particular, não nos sentimos muito afetados porque estamos bem consolidados no mercado”, refere, apontando que a Jocolor introduziu um conjunto de melhorias significativas para “otimizar o processo produtivo, tornando-se mais competitiva e minimizando as dificuldades”. Para João Carlos Cunha, as empresas têm de ser criativas: “devem transformar as dificuldades em novas oportunidades. Quem conseguir ultrapassar o momento será muito forte no futuro”, considera. Para 2013, as perspetivas da Jocolor são animadoras e passam por continuar a investir: “estamos a privilegiar a otimização do sistema produtivo, resultando daí um produto de maior qualidade e com um menor custo, tornando-nos mais competitivos”.

Empresa investe na inovação, formação e competitividade

INTERPREV em crescimento acelerado “A qualidade dos nossos recursos humanos, a proximidade e empatia na oferta de soluções para satisfazer as necessidades dos clientes” é a chave do sucesso da INTERPREV, empresa que presta serviços nas áreas da segurança, higiene e saúde no trabalho e higiene e segurança alimentar, com sede na Covilhã e uma filial em Famalicão. A obtenção da distinção PME Excelência, pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) é, de acordo com Pedro Soares, sócio-gerente, a consequência da estratégia da empresa que desde o seu início em 2004 teve como objetivo dispor de uma estrutura económico-financeira equilibrada. “Conseguimos isso através da afetação de capitais próprios dos sócios à sociedade e pela política de não distribuição dos lucros obtidos nos exercícios, o que tem permitido reforçar a autonomia financeira e dotar a empresa de uma estrutura financeira sólida”, explica. O ano de 2012, à semelhança de anos anteriores, foi de expansão da atividade da INTERPREV, centrada no mercado nacional através da abertura de novas delegações. Realce-se também a aquisição de quatro empresas concorrentes, o que representou também um acréscimo significativo do volume de negócios. A atividade da empresa tem sido caracterizada pelo crescimento acelerado do volume de negócios a partir de 2010, sendo de destacar que, entre 2010 e 2012, o volume de negócios cresceu 2,5 milhões de euros. “Passámos de 36 efetivos para 96, o que representa um crescimento para o triplo. É muito relevante o investimento humano, quer em volume de emprego criado, quer na qualidade, talento e profissionalismo dos nossos colaboradores”, afirma Pedro Soares. “Foram anos que representaram também um importante desafio na realização de investimentos em novas instalações, equipamentos e tecnologias de comunicação”, acrescenta o administrador. Apesar de um contexto macroeconómico adverso, Pedro Soares garante que a empresa não tem sentido a crise, assina-

Dados da empresa Nome: Interprev - segurança, higiene e saúde no trabalho Lda. Data de criação: 2004 Localização: Covilhã (sede); filiais: VN de Famalicão, Aveiro, Covilhã, Castelo Branco, Évora, Guarda, Leiria. Lisboa, Ponte Sôr e Porto Produtos/Serviços: saúde, segurança no trabalho, segurança alimentar e formação Colaboradores: 96 (diretos) e 54 (indiretos) Volume de negócios em 2012: 4,2 milhões de euros lando, porém, e pontualmente, o desaparecimento de alguns clientes, sobretudo empresas de pequena e média dimensão. Quando questionado sobre as maiores dificuldades, este responsável afirma que o setor debate-se com um problema forte de concorrência desleal, com empresas a exercer a atividade sem licença, que desvirtuam as regras do mercado e provocam a deterioração de preços e de margens. Pedro Soares reivindica, por parte das entidades licenciadoras e fiscalizadoras, uma atuação mais pronta, rápida e eficaz na exigência da saída dos operadores não licenciados do mercado. A previsão de crescimento da INTERPREV para 2013 é o de continuar a crescer a uma taxa de 30% do ponto de vista de volume de negócios e a merecer destaque não só pela atuação no domínio da performance económica e financeira, mas também pela criação de emprego, a par do bom desempenho na prestação dos serviços que constituem o “core business” da empresa: saúde, segurança no trabalho, segurança alimentar e formação. Refira-se que a empresa, através de uma eleição a nível nacional do “Melhores Fornecedores RH – 2012”, promovida pela Associação Portuguesa dos Gestores e Técnicos de Recursos Humanos, foi a vencedora na categoria Segurança e Saúde no Trabalho.

Dados da empresa Nome: Estamparia Jocolor,Lda Data de criação: 01/03/1988 Localização: Avenida Dr. Mário, Labruge, Joane Produtos/Serviços: Estamparia Têxtil Colaboradores: 67 Volume de negócios em 2012: 3.700.000€ Vendas no mercado nacional: 40% Vendas no mercado internacional: 60% Pedro Soares


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pĂşblica: 27 de fevereiro de 2013

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