Entrevista Armindo Costa, presidente da Câmara de Famalicão
“OParquedaCidadeéumaobradesejadahámaisde50anos” Em 10 anos, a cidade cresceu, desenvolveuse e tornou-se numa das cidades mais atrativas do país para viver e trabalhar. É desta forma que o Presidente da Câmara de Famalicão, Armindo Costa, caracteriza Famalicão. Para o edil, a cidade tem tudo o que as grandes cidades têm, menos a confusão, trânsito e por isso mais qualidade de vida, desde a cultura às boas escolas. Em breve, os famalicenses terão o Parque da Cidade, uma obra que será uma referência na melhoria da qualidade de vida. Sofifiaa Abreu Sila OPINIÃO PÚBLICA: Vila Nova de Famalicão assinala mais um aniversário de elevação a cidade. Qual o balanço deste crescimento? Armindo Costa: A data de 9 de Julho simboliza a elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade, mas também simboliza o desenvolvimento do concelho no seu todo, de Gondifelos a Joane e de Ribeirão a Sezures. Porque, sem as suas 49 freguesias, provavelmente, a sede do concelho de Famalicão não seria uma cidade desenvolvida como é, não seria uma cidade onde apetece viver, uma cidade cada vez mais bonita. Nos anos de trabalho à frente da Câmara Municipal, dei um forte impulso na reabilitação urbana da cidade. Famalicão é hoje uma cidade em franco crescimento, onde a qualidade de vida continua a irradiar do centro para a periferia. A ideia de Famalicão como cidade com um risco ao meio já passou à história. Em 10 anos, a cidade cresceu, desenvolveuse e tornou-se numa das cidades mais atrativas do país para viver e trabalhar. Aqui temos tudo o que as grandes cidades têm, com o benefício de termos menos população e por isso menos confusão, menos trânsito e mais qualidade de vida. Temos cultura e artes, temos parques verdes, temos boas escolas, duas universidades. Temos infraestruturas desportivas de qualidade para os jovens, parques in-
fantis para as nossas crianças e apoio social para os nossos idosos. Temos excelentes acessibilidades. Em breve, teremos o Parque da Cidade, uma obra que vai servir todos os famalicenses e que será uma referência na melhoria da qualidade de vida. Por tudo isto, o balanço é francamente positivo. No que toca à rede viária, foram feitas várias intervenções? A cidade está cada vez mais acessível. Há dias inaugurámos uma nova avenida, a Alameda dos Caminhos de Santiago, que liga o centro de Famalicão à variante nascente através da Igreja de Antas. Em 2010, inaugurámos a Avenida do Centenário da República, de acesso à Escola Básica Nuno Simões, em Calendário; agora, voltámos a rasgar uma nova avenida no centro da cidade. A Alameda dos Caminhos de Santiago vai melhorar o fluxo de trânsito de saída e de entrada na cidade. No dia 9 de Julho, inauguramos a duplicação da Avenida do Brasil, outra grande obra de reabilitação urbana e de resolução de problemas de trânsito na entrada da cidade. Para além destas novas vias, a Câmara tem vindo a desenvolver um trabalho constante de modernização e reabilitação da rede viária. Como exemplo, refiro o plano de pavimentação e regeneração urbana da zona norte da cidade e nas artérias envolventes ao Hospital de Famalicão, que melhorou completamente a imagem da cidade. O Parque da Cidade está em execução. O que significará para os famalicenses este espaço? O Parque da Cidade representa a concretização de um sonho para todos os famalicenses. E, para mim, é um motivo enorme de orgulho. É uma obra desejada por várias gerações de famalicenses, desde a presidência de Álvaro Folhadela Marques, há mais de 50 anos. Mas, acima de tudo, o Parque da Cidade é uma obra estruturante para o futuro de Fama-
Municipal é fazer de Famalicão um concelho atrativo para empresas, de modo a criar emprego e riqueza para os famalicenses. Foi com esse objetivo que criámos o Gabinete de Licenciamento de Atividades Económicas e Industriais, para um licenciamento das atividades mais rápido. Temos o Gabinete de Apoio ao Investimento que apoia os investidores e informa sobre espaços industriais disponíveis no concelho. Apoiamos e incentivamos a criação de micros e pequenas através do fundo de financiamento Finicia. E praticamos 50% de redução das taxas urbanísticas nos licenciamentos em loteamentos para indústria e armazéns que sejam reconhecidos como de especial interesse económico. São medidas de apoio direto ao investimento e ao investidor. Mas quando fazemos obras de acesso ao nosso concelho, quando pavimentamos estradas, quando construímos infraeslicão. É um equipamento que traduz o nosso truturas ambientais, culturais, educativas ou compromisso de fazer deste concelho um pólo desportivas também estamos a servir os emde bem-estar, desenvolvimento e qualidade presários e a atrair empresas. de vida. É também uma obra que me realiza como autarca. Porque, quando assumi a pre- Que mensagem gostaria de deixar aos famasidência da Câmara Municipal, de todas as licenses, neste 27.º aniversário do Dia da Ciobras que estavam projetadas ou cujo com- dade? promisso estava assumido com os famalicen- Quero deixar uma mensagem de felicitação e ses, a construção do Parque da Cidade era a alegria pelos 27 anos de cidade, porque a ciobra que se apresentava como a mais com- dade de Famalicão tem motivos para festejar plexa, não só pela sua grandeza e pelos be- o seu desenvolvimento. Quero dizer aos fanefícios que vai gerar na qualidade de vida da malicenses que devem sentir orgulho na sua cidade, mas também pelos problemas buro- cidade, na sua história e nas suas raízes. E cráticos que tivemos de resolver, desde a quero deixar uma palavra de esperança no aquisição dos terrenos, parte dos quais já es- futuro. Estamos a passar por dificuldades que tavam comprometidos para a construção. Fe- não dependem de nós. Na verdade, os famalizmente conseguimos levar o Parque da Ci- licenses já estão a fazer a sua parte, estando sujeitos às medidas de austeridade imposdade a bom porto. tas pela “troika”. Agora, dependemos mais O Dia da Cidade acaba por ser um dia para ho- da Europa. Apesar de tudo, eu continuo a acremenagear algumas personalidades, entre os ditar na Europa como o espaço político e ecoquais os empresários. Qual tem sido o papel nómico certo por onde deverá passar o nosso desenvolvimento coletivo. Oxalá consigamos da Câmara no apoio às empresas? Uma das grandes preocupações da Câmara ultrapassar esta crise. pub