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Este Especial é dedicado a duas equipas famalicenses que subiram de divisão. O Grupo Desportivo de Joane subiu à 2ª Divisão Nacional de Futebol e o Centro Recreativo e Popular de Delães jogará a próxima época na 1ª Divisão da Associação Futebol de Braga. Textos de Sofia Abreu Silva, José Clemente, José Carlos, Fernando Alves e Andreia Gonçalves

Emoção marcou final do jogo com o Santa Maria

Joanenses festejaram subida de divisão A festa aconteceu no passado sábado na vila de Joane. Passados 12 anos, o Grupo Desportivo de Joane está de regresso à 2ª divisão nacional. Na penúltima jornada bastava ao Joane alcançar um ponto, o que acabou por acontecer frente ao seu directo adversário nesta fase da subida da 3ª divisão, o Santa Maria. No Campo dos Barreiros compareceram muitos adeptos joanenses que quiseram apoiar o Joane e não ficaram decepcionados, porque a festa da subida acabou por acontecer. No final do jogo, Francisco Costa, treinador joanense, era um homem “extremamente contente”, considerando que ao longo da época houve “muito trabalho, dedicação, muitas horas sem dormir”. O técnico considerou

o “dia histórico” para a freguesia que vê o seu clube, muitos anos depois, voltar à 2ª divisão. Francisco Costa fala numa “equipa com carácter, com muita ambição e vontade de ganhar e que teve como prémio a subida”. No momento de festa, o técnico não esqueceu a família: “já o devia ter feito há muito tempo, agradecer à minha famí-

lia, à minha mulher e aos meus dois filhos, porque lhes tenho roubado muito tempo. São o meu suporte de vida”, declarou. Emocionado e comovido estava igualmente Rui Ribeiro, presidente da Comissão Administrativa do GD de Joane. “É uma grande alegria, um feito único para mim, que estou, pela primeira vez, à frente de uma instituição”, disse, manifes-

tando, porém que lhe faltavam “palavras” para descrever o momento. No final do jogo, Rui Ribeiro fez questão de agradecer aos adeptos joanenses, porque sem esse apoio nada seria possível: “estiveram sempre ao nosso lado, tanto em casa, como fora. Foram sempre o nosso 12º jogador e fazem parte da vida do clube”. Como joanense, o responsável recordou que sempre gostou do Joane desde pequeno e acreditou que “com humildade, dedicação e com trabalho tudo é possível”. Entretanto, já no próximo fim-de-semana, no domingo, frente ao Vianense, a intenção é ser campeão nacional da 3ª divisão. “O nosso objectivo sempre foi ganhar jogo a jogo e no próximo domingo não será diferente”. pub

Regozijo geral No sábado passado, no jogo frente ao Santa Maria, esteve António Oliveira, vice-presidente da Junta de Freguesia de Joane, que falou “num dia de festa”. “É uma grande vitória para esta equipa, para esta direcção e para a vila”, referiu. Em nome da autarquia joanense, António Oliveira desejou ao Joane “muito sucesso a nível desportivo e estabilidade a nível directivo”, garantindo que a Junta “dentro das possibilidades continuará a ajudar o clube”. Já Ricardo Fernandes, um dos adjuntos do treinador Francisco Costa, falava numa “alegria enorme”. “O Joane não conseguia subir de divisão, mas agora com um orçamento baixo em relação aos anos anteriores conquistou um feito histórico. Espero que as pessoas dêem valor ao Joane”, afirmou. No balneário, o jogador André, que foi dispensado pelo FC Famalicão no início do ano, mostrava-se feliz por estar agora a alinhar pelo Joane. “Se calhar há males que vêm por bem. Provei que ainda tenho valor”, afirmou, considerando que o Joane, apesar de “poucos acreditarem no início, acabou por ser uma das melhores equipas do campeonato”. Também Carvalhinho, joanense de gema e o melhor marcador da equipa, declarava “orgulho” na subida do GD Joane. “Este foi o clube em que estive nas camadas jovens. Subi de divisão há 11 anos e este ano voltei a subir. É gratificante. Quanto ao melhor marcador, isso não interessa nada. O que importa é a união que este grupo teve para vencer as dificuldades, isso fez-nos crescer e subir de divisão”. pub


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Rui Ribeiro, presidente do GD de Joane

Francisco Costa, treinador do GD Joane

“Sempre tive fé neste grupo de trabalho” “Sempre tive fé nos jogadores, nesta equipa e neste grupo de trabalho”. Palavras de Rui Ribeiro, presidente da Comissão Administrava do GD Joane, que viu o clube subir, no passado sábado, à 2ª divisão Nacional, 12 anos depois, juntando-se agora ao FC Famalicão e ao GD Ribeirão. Sem uma subida efectivamente pensada no arranque da época, Rui Ribeiro revela que a meta era lutar pela manutenção, ficando nos seis primeiros lugares. Alcançado rapidamente esse objectivo, depressa se percebeu que o Joane poderia fazer algo mais. O clube partiu para a segunda fase com a intenção de somar três pontos jogo a jogo. Depois, diz Rui Ribeiro, “com humildade de todos os jogadores e de todo o grupo fomos subindo, subindo e conseguimos o que ninguém esperava: subir à 2ª divisão”, disse. O dirigente considera que a subida se explica pelo trabalho de um grupo de muitas pessoas que apoiaram a actual Comissão Administrativa. Justamente para dar continuidade a esse trabalho, logo após a festa da subida do Joane, no domingo foi dia de assembleia-geral. Na reunião da colectividade, Rui Ribeiro garantiu que vai continuar à frente dos destinos do GD Joane. Ao OPINIÃO ESPECIAL, o responsável explicou a sua continuidade pelo gosto à instituição desportiva jonanense. “Pelas pessoas e pelos associados. Depois da excelente época que fizemos, já tinha isto guardado comigo, mas só no devido dia e

“Não há milagres, há muito trabalho” “No futebol não há milagres, há muito trabalho e esta equipa trabalhou muito desde o início”. As palavras de Francisco Costa, treinador do GD Joane, foram proferidas depois da subida do Joane à 2ª divisão. O técnico afiança que a equipa nunca se acomodou e procurou sempre os três pontos. “Estes jogadores são fantásticos, são excelentes. Não tenho adjectivos para classificar esta gente toda. Não só como jogadores, mas como homens são igualmente espetaculares. Só tenho que lhes agradecer”, disse o técnico, que não esqueceu a Comissão Administrativa, presidida por Rui Ribeiro: “se ele não acreditasse nós não conseguiríamos”. O técnico Francisco Costa afirma que começou a acreditar numa possível subida antes mesmo de acabar a primeira fase, quando o Joane, a quatro jogos do fim, conseguiu ficar logo nos primeiros seis lugares. “Tínhamos de trabalhar muito, de estar muito concentrados e tivemos que, jogo a jogo, tentar ser melhor do que o adversário”. Ao OPINIÃO ESPECIAL, Francisco Costa revelou que não foi fácil controlar a ansiedade até ao jogo do passado sábado, onde um empate frente ao Santa Maria ditou a subida. “Para dizer a verdade era difícil dormir e descansar, era difícil controlar as emoções. Era complicado. Estava sempre à espera, eu e os meus jogadores, que chegasse à hora do jogo”, revelou. Foi à massa associativa que Francisco Costa dedicou a subida. “Sempre acompanhou o clube para todo o lado. Vê-se mais gente de Joane do que das equipas adversá-

hora é que iria anunciar a minha continuidade”, declarou, esclarecendo que a decisão foi assumida “depois de uma conversa com os elementos da Comissão Administrativa”. Para a próxima temporada, segundo o responsável, estão já assegurados vários apoios que transitam desta época, mostrando-se consciente que o orçamento deverá ser “rigoroso”. De resto, não quer adiantar muitos pormenores em relação à próxima época, confessando apenas a sua vontade em manter o técnico Francisco Costa. “A época ainda não acabou e depois iremos falar com ele sobre o assunto”, afirma. pub

rias”, frisou. O treinador não quis, para já, adiantar se continuará ou não no Joane, uma decisão que deverá ser conhecida nos próximos dias, provavelmente após o jogo com o Vianense, no próximo domingo, na 10ª e última jornada da fase da subida da 3ª Divisão Nacional, série A. Justamente para este fim-de-semana, Francisco Costa fala de um último jogo importante, porque poderá dar o primeiro lugar ao Joane na 3ª divisão, mas será, também, essencial para dar oportunidade àqueles jogadores que têm pouco tempo de jogo. “Esses jogadores merecem certamente este prémio, porque sempre trabalharam durante a época”, considerou. pub


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GRUPO DESPORTIVO DE JOANE

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especial

António Sampaio, presidente do CRP Delães

José Alberto, treinador do CRP Delães

“Acreditámos mesmo “Percebi que o grupo que tudo era possível” era muito forte” O Centro Recreativo e Popular de Delães, fundado a 11 de Outubro de 1975, subiu este ano à 1ª divisão dos campeonatos distritais da Associação de Futebol de Braga. O Delães obteve o 3º lugar, somando na totalidade 62 pontos, tendo mesmo conseguido o 2º lugar na lista dos melhores ataques. António Sampaio, presidente da colectividade há mais de duas décadas, garante que a meta eram os primeiros lugares, mas não concretamente a subida, “mas a época foi correndo da melhor forma e chegámos ao fim em que só dependíamos de nós próprios e acabámos por conseguir a subida”. “O plantel era forte, com jogadores de muita categoria, que deram tudo pelo clube e unidos fizeram a força”, reforça. Com o pé na 1ª Divisão da AFB, a próxima época já está a ser preparada. António Sampaio conta que a direcção já pediu aos jogadores e equipa técnica que continuassem no Delães. “Conto com todos”, acrescenta, adiantando que possíveis reforços serão decididos pelo treinador, que terá sempre “a ajuda da direcção naquilo que pretender, dentro das possibilidades” da colectividade. Na questão do orçamento, António Sampaio sabe que os custos serão mais expressivos na próxima temporada. “As receitas também poderão ser maiores, mas será um desafio, sabendo das dificuldades que temos ultrapassado ao longo destes últimos anos. Vemos outras equipas com mais gabarito que o Delães e que sentem as mesmas dificuldades”, refere.

Após tantos anos à frente dos destinos do Delães, António Sampaio faz um balanço positivo do trabalho realizado, porque gosta muito de futebol e das camadas jovens. “Sou um apostador das camadas jovens para os seniores e todos os anos temos 4 ou 5 juniores a jogar na equipa sénior. Fico muito feliz e orgulhoso com isso”. No que toca a projectos, o grande sonho do Delães é mesmo possuir instalações próprias, uma vez que as actuais pertencem a uma empresa. Reconhece que há alguns anos o sonho seria, provavelmente, mais fácil de concretizar, referindo que a situação económico-financeira complica a realização de grandes investimentos.

Foi sob a batuta do treinador José Alberto que o Centro Recreativo e Popular de Delães subiu este ano à 1ª divisão da Associação de Futebol de Braga. Apesar de não ter sido projectada, a subida acabou por surgir. “Pretendia fazer um campeonato para que no próximo ano apresentasse a subida como objectivo, mas as coisas foram correndo bem e fizemos uma boa primeira volta. Já na segunda volta, principalmente nas dez últimas jornadas, pensámos mesmo em atacar a subida e demo-nos bem”, conta o técnico, recordando que “no final da primeira volta estávamos nos cinco primeiros lugares e não muito distantes do primeiro”. “Houve jogos entre os seis primeiros classificados e tivemos um deslize, que foi perder fora no Roriz, mas a partir daí conseguimos”. Apesar de não ter sido o treinador no arranque da época, José Alberto foi percebendo que “o grupo era muito forte em termos técnicos e tácticos”. José Alberto foi já convidado para orientar a equipa do Delães na próxima temporada, um trabalho que já está a ser realizado, com o conhecimento que a 1ª Divisão Distrital é mais competitiva. “Vai ser tudo preparado com mais calma, a primeira semana foi de euforia, mas agora estamos a abordar os jogadores para saber se ficam todos”, explica, acrescentando que os possíveis reforços serão “atletas com alguma experiência na 1ª divisão distrital”. No que se refere às actuais condições do Delães, José Alberto afirma que qualquer treinador “gostaria de ter um sintético”, mas sabe

que “não existe essa possibilidade”, pelo que se mostra muito satisfeito com as condições proporcionadas pelo Delães. “O pelado é muito bom, raramente está em más condições, dá sempre para jogar e treinar. Os balneários são bons. Não me queixo das condições”. Sobre o trabalho da direcção, o treinador apenas tem elogios a fazer. José Alberto deixa ainda uma palavra aos seus adjuntos, Vítor Silva e Miguel Maia, que, segundo ele, “foram extraordinários”. Para o técnico, que é natural de Delães, foi importante que um grupo de jogadores “fantástico” se sentisse apoiado pelos sócios e adeptos de Delães. “Foram mesmo muito importantes nesta subida de divisão”, garante. pub


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Centro Recreativo Popular Delães

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