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sport: 29 de Junho de 2011 27

modalidades

Todas as equipas obtiveram resultados excelentes, sendo que a equipa sénior quer chegar ao escalão maior

Meninas do Académico Voleibol Clube à procura da divisão A1

Familia do Academico Voleibol Clube

Carla Alexandra Soares É um grupo de mulheres de excelência, não só a nível desportivo, mas também académico, familiar ou social. Jogam no Atlético Voleibol Clube (AVC) e na época que terminou conseguiram resultados acima da média. Apenas com um ano de competição, as infantis, fizeram um conjunto de prestações acima da média e foram crescendo ao longo da época e as juniores foram à fase final, ficando em quinto lugar. A equipa sénior, constituída apenas com jogadoras de Famalicão e praticamente todas formadas no AVC, foi campeã nacional da II Divisão e subiu à Divisão A2 sem derrotas. “A única derrota que teve foi num jogo treino com uma equipa da primeira divisão. De resto todos os torneios, todos os jogos treino, todas as competições oficiais foram ganhas. Penso que isto é de louvar e enaltecer”, explica, orgulhosamente, o coordenador de todas as equipas do Atlético Voleibol Clube em entrevista ao OPINIÃO SPORT. Óscar Barros garante que, no AVC, as apostas são feitas a longo prazo, mesmo assim, tendo em conta o nível competitivo que as suas jogadoras têm demonstrado, não tem pruridos em afirmar que quer mais. “E para o ano tenho quase a certeza absoluta que vamos subir de divisão e vamos para a A1”. Mas o sucesso do Académico

Voleibol Clube não é uma questão de sorte ou frívola, porque tudo é pensado ao pormenor. Óscar Barros sublinha que as suas jogadoras que chegam a seniores, duma forma geral, são melhores atletas porque têm melhor postura competitiva. Assim, adiantou que isso fez com que houvesse um ajustamento no projecto: a partir deste ano só jogam atletas formadas no AVC na equipa sénior, salvo necessidade de colmatar uma falha específica num posto que não haja jogadoras formadas no Académico. “Ou seja, se somos tão exigentes com a formação porque não sermos nós capazes, enquanto clube, possibilitar que as nossas jogadoras tenham o espaço privilegiado

A equipa sénior no momento da subida

delas na equipa?”, questiona. AVC assume formação para a vida Lembrando que as suas atletas não têm motivações económicas, Óscar Barros sublinha que a prática sistemática do voleibol com sucesso é conseguida através da postura que é exigida. Com a necessidade de reestruturar o projecto e, como sempre se afirmaram como uma escola de formação, o que se foi impondo foi um conjunto de resultados que não desportivos. Estes fizeram salientar determinadas características que acabaram por definir o AVC. Assim, excelência é o adjectivo que melhor caracteriza o clube, defende o coordenador.

“Tudo aquilo que pretendemos é que as nossas atletas façam tudo da melhor maneira, mas sempre com prazer”. Outra característica que define o sucesso do AVC é o facto das atletas não abandonarem a modalidade quando chegam à transição júnior/sénior, o que não acontece com 80% das jogadoras de voleibol portuguesas. Mas existem outras fórmulas para o grupo se manter coeso e Óscar Barros salienta que as atletas são quase todas alunas de excepção em termos académicos. “Em 40 atletas 13 entraram em medicina, quase todas entraram na universidade, diversas são até as melhores alunas nos seus cursos. Podia enumerar diversos ca-

AVC vai às escolas escolher atletas Ao contrário dos outros clubes, o AVC não dedica um dia às captações de atletas. Para a escolha deslocase às escolas e verifica quais as meninas que têm as características ideias para a prática. “Claro que em primeiro lugar estão as características físicas, quando escolhemos miúdas com 10 anos a primeira coisa que verificamos é a altura. Às vezes brincamos porque parece que o critério é outro quando olhamos para as equipas já feitas, ou seja o rigor académico porque praticamente todas são excelentes alunas”. Contudo Óscar Barros ressalva que a altura não é condição essencial porque existem excelentes jogadoras no AVC que são baixas. “O trabalho faz boas e excelentes jogadoras e conheço diversos exemplos disso mesmo”.

Neste momento o AVC está a fazer um protocolo com a escola secundária Camilo Castelo Branco para que as jogadoras de determinada equipa se juntem o mais possível numa turma. Óscar Barros explica porquê: “Desde logo, as meninas quando vêm para o AVC acabam por ser o grupo de amigas, depois porque esta exigência acaba por fazer com que sejam boas alunas e esta competição que existe em termos de voleibol acaba por depois passar para a escola”. Assim, sublinha, que desta experiência resultam turmas muito interessantes e com resultados acima da média devido ao rigor e exigência das jovens. “Depois permite-nos que todas tenham o mesmo tipo de horário para treinarmos sem prejudicar os estudos e a família”, acrescenta.

sos de sucesso”, diz com orgulho. “Acredito que tudo isto tem a ver com a coerência da nossa exigência. Nós, equipa técnica, exigimos com uma estratégia e depois esta coerência e esta exigência acaba por moldar comportamentos”. Há muitos anos que é treinador e coordenador do voleibol no AVC e lida, diariamente, com mais de 80 mulheres. Mas Óscar Barros sublinha a ajuda da sua equipa técnica que é vital para que haja sucesso: o professor Vítor Oliveira, o professor Zé Pereira e o professor Rui Oliveira. Defende, sem rodeios, que é muito difícil lidar com mulheres, mas tem preferência pelo voleibol feminino e explica: “é a modalidade colectiva que acho mais bonita praticada no feminino. O voleibol masculino é praticado muito à base da força, potência e há pouca sustentabilidade da bola. O voleibol feminino, precisamente porque tem menos potência, exige mais táctica e outras soluções que o masculino não tem”. Mas garante que apesar dos lados menos bons, que passam pelo maior número de conflitos do que num grupo de homens, o coordenador prefere trabalhar com mulheres, precisamente pelo desafio que isso confere. “É mais difícil chegar a um patamar de rendimento, mas quando se consegue são mais consistentes na manutenção desses patamares de excelência”.

Fim-de-semana vitorioso

Geração Benfica Famalicão arrecada troféus A Escola do Benfica de Famalicão participou no passado sábado na terceira edição do torneio de futebol juvenil em S. Pedro de Fins. Numa tarde com direito a vaga de calor, os campeões encarnados venceram o torneio no escalão de sub-9, vencendo na final o Folgosa por 3-0, e nos sub-11, tendo vencido a Dragon Force através da marcação de grandes penalidades. O escalão sub-7 não se classificou para a final do torneio, tendo ficado em segundo na fase de grupos. Os atletas João Machado (sub-9) e João Baptista (sub-11) arrecadaram ainda os troféus de melhor guarda-redes e melhor marcador do torneio, respectivamente. Na mesma tarde, mas na cidade de Braga, a Escola do Benfica cumpriu mais uma jornada da

Liga APEF, com os atletas de sub-11, sub-13 e sub-15. A tarde foi de festa, cumprindo-se mais um momento de aprendizagem para todos os campeões. A Escola do Benfica venceu a maioria dos seus jogos diante da Dragon Force Braga e Academia Sporting Barcelos. Entretanto, no domingo à tarde, a equipa sub-9 venceu no pavilhão do FAC o Barrimau por 4-0, no jogo de atribuição do 3º e 4º lugares na final da Liga de Futsal de Famalicão. Até ao final do mês de Julho, a Escola do Benfica abre o centro de treinos a todas as crianças e jovens para que possam participar nas sessões de treino dos encarnados que vão competir em provas federadas na AF Braga na próxima época desportiva.


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