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QUARTA-FEIRA
17 de Junho de 2026
Edição 721, ano 10
Distribuição Gratuita

OLÁ Venâncio @olajornal
anvisa abre consulta para novo produto de nicotina no brasil
Quarta: O tempo segue firme sob influência da massa de ar polar. O amanhecer será frio na região, com formação de nevoeiro e condições favoráveis para a formação de geada em áreas isoladas, especialmente em baixadas. Ao longo do dia, o sol predomina e favorece uma gradual elevação das temperaturas, mas permanecem amenas.
Min: 04º máx: 18º

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Quinta: O tempo permanece firme devido à atuação de uma área de alta pressão. O amanhecer será frio na região, com possibilidade de formação de geada isolada em áreas de baixada. Ao longo do dia, o sol aparece entre nuvens e favorece a elevação das temperaturas. O vento sopra fraco, contribuindo para uma sensação térmica um pouco mais agradável durante a tarde. Mín: 05º Máx: 20º
Fonte: NIH/UNIVATES








exportações de tabaco somam us$ 182 milhões em maio e recuam 4,7%
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área coberta por água em venÂncio aires cresce 15,8% em cinco anos
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As mulheres conquistaram mais espaço no mercado formal de trabalho de Venâncio Aires em 2025, mas a desigualdade salarial continua elevada. Dados da Rais mostram que elas representam 47,65% dos trabalhadores com carteira assinada no município, porém recebem, em média, 22,2% menos que os homens. A diferença local supera as médias do Rio Grande do Sul (13,8%) e do Brasil (12%), revelando que, apesar dos avanços na participação feminina, o desafio da igualdade salarial ainda está longe de ser superado. PÁGINA 3
denúncia contra o prefeito jarbas é arquivada na cÂmara de vereadores
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venÂncio poderá integrar iniciativa regional de fomento à erva-mate






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ExportaçõEs dE tabaco rEcuam Em maio dE 2026, Mas ManTêM deseMpenhO aciMa da Média hisTórica exportações de tabaco somam Us$ 182 milhões em maio e recuam 4,7% frente a 2025. embarques caíram 7,7% em comparação com o ano ano passado
produto de origem sueca ainda não possui norma no Brasil
etapa faz parte de processo regulatório aberto em março deste ano com objetivo de estabelecer uma norma para estes produtos no país, ou seja, aprovar ou proibir. prazo para contribuições vai até o dia 29 de junho no site da anvisa A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está com prazo aberto para contribuições sobre sobre produtos fumígenos à base de nicotina, como bolsas, sachês e tiras contendo nicotina. A Consulta Dirigida é uma das etapas do processo regulatório do órgão que busca estabelecer uma norma para estes produtos no país, ou seja, aprovar ou proibir. O prazo para enviar informações sobre estes produtos vai até as 18h do dia 29 de junho por meio de formulário eletrônico já disponível no link: https://pesquisa.anvisa.gov.br/ index.php/527172?lang=pt-BR.
Podem participar pessoas, empresas, instituições e organizações nacionais e internacionais interessadas no assunto. Os materiais vão subsidiar a Análise de Impacto Regulatório (AIR) que vai propor o novo regulamento para esses produtos.
A ação visa permitir que os diversos segmentos da sociedade, como vigilâncias sanitárias, academia, setor regulado e demais interessados no tema enviem informações relacionadas a produtos contendo nicotina introduzidos mais recentemente em mercados internacionais, a exemplo das bolsas de nicotina.
A agência reconhece a necessidade de estabelecer uma norma uma vez que os produtos têm sido amplamente consumidos no país.
“Somente os produtos registrados podem ser comercializados no país. Entretanto, nos últimos anos têm surgido novos tipos de produtos fumígenos não incluídos no escopo

da RDC nº 896/2024, que podem modificar o cenário atual do mercado consumidor e causar impacto nos compromissos assumidos pelo País ao ratificar a Convenção-Quadro para o controle do tabaco. Assim, o monitoramento regular das evidências científicas, da forma de regulação e comercialização em outros países e do interesse comercial dos produtos fumígenos emergentes consiste em ferramenta que poderá orientar o estabelecimento de critérios técnicos adequados para a elaboração de regulamentos sobre o tema”, afirma.
O processo regulatório foi aberto em março de 2026 e o cronograma prevê ainda Consulta Pública quando a proposta de normativa estiver concluída.
As bolsas de nicotina surgiram a partir do snus sueco, que é um sachê de tabaco. O snus, aliado a uma estratégia de saúde pública com a regulamentação de outros produtos como cigarros eletrônicos, colocou a Suécia mais perto do
status de ‘livre de fumo’, com uma taxa de tabagismo de 5,3%. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma nação é considerada ‘livre de fumo’ ao atingir 5% de tabagismo. A taxa do Brasil é de em torno de 12%. A média da União Europeia é de 23,5%. Na Suécia, o produto impulsionou a queda no tabagismo em ambos os sexos, com um aumento de quase 200% nas taxas de abandono do tabagismo entre as mulheres. As mortes por câncer de pulmão em homens são 61% menores do que a média da União Europeia, enquanto a mortalidade geral por câncer é 34% menor. O mercado global de sachês de nicotina está em rápida expansão, com um crescimento composto anual superior a 29% e vendas que dispararam de 292 milhões de unidades em 2018 para mais de 20 bilhões em 2023. Em 2024, o mercado foi avaliado em cerca de US$ 5,39 bilhões, com projeção de crescimento exponencial até 2030.
mEtodoLoGia do iNstituto crEscEr LEGaL é ExEmpLo Em siMpósiO iBerO-aMericanO reaLizadO na espanha
em evento sobre boas práticas de educação social, nádia solf, Graziele pinton e adriano emmel falaram sobre as ações em favor dos adolescentes rurais dos três estados do sul do Brasil
Nesta segunda-feira, 15, pesquisadores e especialistas de diversos países conheceram a metodologia do Instituto Crescer Legal, que é autoral e validada pelo Ministério do Trabalho. A Faculdade de Educação da Universidade Nacional de Educação a Distância (UNED), em Madri, na Espanha, foi sede do Simpósio Ibero-Americano: Boas Práticas de Educação Social com Infância, Adolescência e Juventude, evento voltado ao intercâmbio de experiências, pesquisas e práticas pedagógicas entre educadores sociais, pesquisadores e profissionais de países como Brasil, Espanha, Uruguai, Colômbia e México. O encontro, que teve como objetivo fortalecer redes de colaboração, promover a circulação de saberes socioeducativos e ampliar a internacionalização das discussões nos campos da pedagogia social e da educação social, foi realizado em formato híbrido. A gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, e a coordenadora de Desenvolvimento de Projetos, Graziele Silveira Pinton, participaram de forma remota para

SindiTabaco
Divulgação/AI

evento ocorreu nesta segunda-feira, dia 15, em Madri, na espanha
apresentar as metodologias ativas aplicadas no Programa de Aprendizagem Profissional Rural e a atuação decisiva dos educadores sociais da instituição. Com o tema A educação social no contexto rural com adolescência e juventude no Sul do Brasil, a apresentação de Nádia Solf trouxe um panorama sobre o Instituto, criado para combater o trabalho infantil e oferecer possibilidades concretas aos adolescentes rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Graziele Pinton falou sobre a metodologia do curso de Gestão Rural e Empreendedorismo, que contempla 20 horas semanais de atividades em
uma jornada de descobertas na qual os jovens podem sonhar, planejar e construir seus projetos de vida. O momento contou ainda com o testemunho do educador social do Instituto Crescer Legal, Adriano Emmel, que realiza estágio acadêmico internacional na Espanha por meio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O painel com a participação do Instituto Crescer Legal foi dedicado à socialização de práticas socioeducativas com adolescentes e jovens, com foco em temas como participação juvenil, inclusão social e formação.

Faturamento com tabaco nas exportações caiu 4,7% no período e embarques recuaram 7,7%
As exportações brasileiras de tabaco e seus subprodutos manufaturados somaram US$ 182,1 milhões em maio de 2026, com embarques de 27,38 mil toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com maio de 2025, houve retração tanto na receita quanto no volume exportado. O faturamento caiu 4,7%, passando de US$ 191,2 milhões para US$ 182,1 milhões. Já os embarques recuaram 7,7%, de 29,67 mil toneladas para 27,38 mil toneladas. Apesar da queda anual, o resultado de maio de 2026 permanece entre os mais relevantes da série histórica dos últimos dez anos. Em termos de valor exportado, o desempenho deste ano é o terceiro maior da década, atrás apenas de 2024 (US$ 230,8 milhões) e 2025 (US$ 191,2 milhões).
A análise da série histórica mostra que as exportações do setor vêm apresentando forte volatilidade, influenciadas por fatores como disponibilidade de produto, demanda
internacional, câmbio e cronograma de embarques. Entre 2016 e 2021, as vendas externas oscilaram entre US$ 87,5 milhões e US$ 139 milhões. A partir de 2022, contudo, o setor ingressou em um ciclo de recuperação, superando a marca dos US$ 118 milhões e alcançando o recorde da década em 2024. No caso do volume exportado, maio de 2026 registrou um resultado inferior à média histórica. Os embarques de 27,38 mil toneladas ficaram abaixo da média dos últimos onze anos, de aproximadamente 31 mil toneladas. O maior volume da série foi observado em 2019, quando os embarques alcançaram 44,4 mil toneladas. A redução mais acentuada do volume em relação à receita sugere uma melhora relativa no valor médio obtido por tonelada exportada. Enquanto o volume caiu 7,7% frente a maio de 2025, a receita recuou em menor intensidade, 4,7%, indicando maior valor agregado ou preços médios mais favoráveis nas operações realizadas neste ano.
miNistério das cidadEs aNuNcia mais 180 MOradias para
anúncio de novas moradias ocorreu nesta segunda-feira, 15, em porto alegre, com a presença do ministro das cidades, Vladimir Lima
O Ministério das Cidades anunciou nesta segunda-feira, 15, em Porto Alegre, um conjunto de ações para fortalecer a reconstrução do Rio Grande do Sul e ampliar o acesso à moradia digna, especialmente de famílias atingidas pelas cheias de 2024. Com a presença do ministro Vladimir Lima, 25 prefeitos gaúchos contemplados com programas federais estiveram presentes no evento realizado na Sede da Casa de Governo. Ao anunciar a reabertura da modalidade FAR do Minha Casa, Minha Vida (voltada à produção subsidiada de moradias para famílias de menor renda), oito municípios, entre eles Venâncio Aires, foram os primeiros contemplados no Estado. Ao todo, as metas preveem moradia popular para 1.470 famílias. A distribuição prevista é de 110 unidades habitacionais para Pelotas, 60 para Roca Sales, 190 para São Jerônimo, 600 para São Leopoldo, 110 para São Sebastião do Caí, 50 para Taquari, 170 para Triunfo e 180 para Venâncio Aires. O prefeito da Capital do Chimarrão, Jarbas da Rosa, esteve acompanha-
do na cerimônia da secretária de Planejamento, Deizimara Souza, e destacou a importante retomada da habitação social em Venâncio Aires, que neste ano já entregou 112 apartamentos no Residencial Morada das Lavandas e 52 casas no Bairro Battisti. Ainda estão em fase de licitação e projetos, 30 unidades já iniciadas no bairro Brands, 72 unidades em Estância Nova e 144 apartamentos no Residencial Altos do Bosque no bairro Santa Tecla. “Com mais essas 180 unidades, serão quase 500 famílias venâncio-airenses contempladas com a moradia própria nos próximos anos, no maior investimento da nossa história. Isso é vida nova para essas pessoas, mas também desenvolvimento econômico para o nosso município”, destacou Jarbas da Rosa. O cadastro das novas unidades será aberto, nessa semana, para os municípios contemplados no Sistema do Governo Federal. Venâncio Aires ainda não definiu as áreas/bairros que receberão o novo investimento nem se serão apenas casas ou também apartamentos.
Olá pra quem - Para todos os venâncio-airenses, no impresso às quartas-feiras. As edições aos sábados circulam em datas especiais ou por trocas em função de feriados. No online todos os dias informações atualizadas, em olajornal.com.
Quem diz Olá - Janine Niedermeyer e Guilherme Siebeneichler
Diga Olá – olavenancioaires@gmail.com | fone: 51 3741-7415
Olá pra você através da Gráfica Treze de Maio
Publicações Legais estão disponíveis em versão digital no site: olajornal.com.br/publicacao-legal

Mulheres aMpliaM participação no Mercado de trabalho eM Venâncio, mas diferença salarial segue acima das médias estadual e nacional mulheres recebem 22,2% menos que os homens em Venâncio aires, índice acima das médias estadual e nacional. mulheres ganham, de remuneração média, r$ 3.346,91 no município, contra r$ 4.300,22 dos homens
As mulheres ampliaram sua presença no mercado formal de trabalho em Venâncio Aires em 2025, mas continuam recebendo salários significativamente menores do que os homens. Os dados constam na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2025, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego no fim de maio.
No município, as mulheres representam 47,65% dos trabalhadores com vínculo formal, totalizando 9.205 pessoas. Os homens correspondem a 52,35%, com 10.111 trabalhadores. Em comparação com 2024, a participação feminina avançou de 47,39% para 47,65%, enquanto o número de mulheres empregadas cresceu 3,3%, passando de 8.914 para 9.205.
Apesar do avanço na participação, a diferença salarial permanece eleva-
da. Em 2025, a remuneração média das mulheres em Venâncio Aires foi de R$ 3.346,91, enquanto a dos homens alcançou R$ 4.300,22. A diferença é de R$ 953,31 por mês, o equivalente a 22,2%. Na prática, as mulheres recebem cerca de 77,8% do rendimento médio dos homens.
No ano anterior, a remuneração média feminina era de R$ 3.281,58, contra R$ 4.203,31 dos homens. A diferença salarial era de R$ 921,73, ou 21,9%. Embora os salários médios tenham aumentado para ambos os sexos em 2025, a desigualdade permaneceu praticamente estável.
diferença
A disparidade salarial observada em Venâncio Aires supera os índices registrados no Rio Grande do Sul e no Brasil. No Estado, as mu-
lheres representam 48,21% dos trabalhadores formais e recebem, em média, R$ 4.160,77, enquanto os homens recebem R$ 4.828,69.
A diferença é de 13,8%, significativamente menor que a registrada em Venâncio Aires. Em 2024, a desigualdade salarial gaúcha era de 14,9%, indicando uma redução no último ano.
No cenário nacional, as mulheres respondem por 45,7% dos empregos formais e têm remuneração média de R$ 4.128,13. Já os homens recebem, em média, R$ 4.691,27. A diferença salarial é de aproximadamente 12%, praticamente a mesma observada em 2024.
Enquanto no Brasil as mulheres recebem cerca de 88% do rendimento masculino e, no Rio Grande do Sul, aproximadamente 86%, em Venâncio Aires esse percen-

tual fica em apenas 77,8%.
emPrego formal
Os dados da Rais também mostram expansão do mercado formal de trabalho no município. O estoque de empregos aumentou de 18.809 para 19.316 vínculos entre 2024 e 2025, crescimento de 2,7%.
O número de homens empregados formalmente passou de 9.895 para 10.111 trabalhadores, enquanto o contingente feminino avançou de 8.914 para 9.205. O crescimento proporcional das mulheres (3,3%) foi superior ao dos homens (2,2%), contribuindo para a ampliação da participação feminina no mercado local.

Primeiro mês do acordo mercosul-união europeia eleva exportações do setor para us$ 100 milhões; município amplia volume embarcado ao mercado europeu. crescimento é de 33% se comparado com mesmo período do ano passado
O primeiro mês de vigência provisória do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia trouxe um resultado histórico para o setor do tabaco gaúcho. Em maio de 2026, as exportações de tabaco e seus subprodutos manufaturados para os países europeus alcançaram US$ 100,3 milhões, o maior valor registrado para o mês nos últimos dez anos.
O desempenho representa um crescimento de 33% em comparação com maio de 2025, quando as vendas somaram US$ 75,2 milhões. O avanço ocorre justamente no primeiro mês após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre os dois blocos, que promete ampliar o acesso dos produtos sul-americanos ao mercado europeu.
O tabaco foi o principal produto exportado pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia em maio, respondendo por 27% dos US$ 307 milhões embarcados pelo Estado. Sozinha, a Bélgica absorveu 84% das compras do produto gaúcho destinadas ao bloco europeu. Os números reforçam a importância estratégica da cadeia produtiva do tabaco para a economia gaúcha e, especialmente, para o Vale do Rio Pardo, região responsável pela maior concentração de produtores e empresas processadoras do país.

A série histórica demonstra a força do mercado europeu para o tabaco produzido no Rio Grande do Sul. Em maio de 2016, as exportações do setor para a União Europeia totalizaram US$ 43,6 milhões. Dez anos depois, o valor ultrapassou a marca de US$ 100 milhões. Nos últimos dez anos, apenas maio de 2024 havia se aproximado desse patamar, com US$ 95,7 milhões em vendas. O resultado de 2026 estabelece um novo recorde para o período e sinaliza uma retomada da demanda europeia pelo produto gaúcho. Além do crescimento em valor, o volume embarcado também apresentou evolução. Foram exportadas 14,5 mil toneladas de tabaco para a União Europeia em maio deste ano, contra 12,1 mil toneladas no mesmo mês de 2025.
Considerada a Capital Nacional do Chimarrão e um dos principais polos mundiais da cadeia produtiva do tabaco, Venâncio Aires segue desempenhando papel relevante nas relações comerciais entre o Rio Grande do Sul e a Europa. Em maio de 2026, as exportações do município para a União Europeia somaram US$ 5,58 milhões, com embarques de 1.710 toneladas. Embora o valor negociado tenha ficado abaixo dos US$ 6,56 milhões registrados em maio de 2025, quando foram exportadas 1.296 toneladas, o volume físico apresentou crescimento expressivo de 32%.
O resultado indica uma ampliação da movimentação comercial e da demanda pelos produtos exportados a partir do município, mesmo em um cenário de variações nos preços internacionais das commodities agrícolas.
entre líderes da produção de tabaco, Venâncio
também se destaca na educaçÃo
levantamento com os 15 maiores municípios produtores de tabaco do sul mostra que Venâncio aires superou as médias nacional e estadual de índice de educação
Venâncio Aires figura entre os municípios com melhor desempenho educacional entre os principais produtores de tabaco da Região Sul do Brasil. Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) de 2023 mostram que o município alcançou resultados acima das médias nacional e estadual em todas as etapas avaliadas da educação básica.
No levantamento realizado com os 15 maiores municípios produtores de tabaco da Região Sul, responsáveis por mais de 95% da produção brasileira da cultura, Venâncio Aires registrou índice de 6,6 nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O resultado supera a média nacional, de 6,0, e também os índices do Rio Grande do Sul (5,8), Santa Catarina (6,2) e Paraná (6,5).
Nos anos finais do Ensino Fundamental, etapa em que os municípios produtores apresentaram os melhores resultados em comparação ao cenário brasileiro, Venâncio Aires alcançou Ideb de 5,4. O desempenho fica acima da média nacional (5,0) e da média gaúcha (4,7), além de estar alinhado à média dos maiores municípios produtores de tabaco, que foi de 5,47. O destaque mais expressivo aparece no Ensino Médio. Com índice de 5,0, Venâncio Aires supera com folga a média nacional de 4,3 e os resultados registrados pelo Rio
Grande do Sul e Santa Catarina, ambos com 4,2. O município também ficou acima da média dos 15 maiores produtores de tabaco, que alcançou 4,33. De acordo com o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, os indicadores refletem um ambiente de desenvolvimento construído ao longo de décadas. “Os resultados demonstram que os municípios produtores conseguem transformar trabalho, renda e oportunidades em qualidade de vida para suas famílias. A educação é um dos principais reflexos desse processo”, afirma.
Segundo Becker, embora não seja possível estabelecer uma relação direta entre a produção de tabaco e o desempenho escolar, os números evidenciam a presença de indicadores sociais sólidos em municípios onde a agricultura familiar tem papel relevante na economia local. “Ver nossos estudantes alcançando resultados acima da média nacional é motivo de orgulho e uma demonstração de que investir nas pessoas continua sendo o caminho mais seguro para construir o futuro”, destaca. Os dados reforçam a posição de Venâncio Aires como uma das principais referências regionais tanto na produção agrícola quanto nos indicadores educacionais.

Área Coberta por Água em venânCio aires CresCe após período de ESTIAGEM E REfLETE IMPACTOS dOS EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS
te a disponibilidade hídrica.
O menor índice foi registrado em 2020, quando a área coberta por água alcançou apenas 423 hectares.
Dados do MapBiomas revelam oscilações na superfície hídrica do município, influenciadas por estiagens e cheias ao longo dos últimos 25 anos. Após atingir o menor índice da série histórica em 2020, município registra recuperação da área coberta por água A área ocupada por recursos hídricos em Venâncio Aires voltou a crescer nos últimos anos e atingiu 490 hectares em 2024, segundo dados do MapBiomas, plataforma que monitora a cobertura e o uso da terra em todo o Brasil por meio de imagens de satélite e inteligência artificial.
O levantamento mostra que, ao longo das últimas duas décadas, a superfície coberta por água no município, incluindo rios, arroios, açudes e demais corpos hídricos, passou por oscilações significativas, acompanhando os efeitos dos eventos climáticos extremos que marcaram o Rio Grande do Sul nesse período. Em 2000, Venâncio Aires registrava 511 hectares de área com água. Nos anos seguintes, houve uma tendência de redução, chegando a 430 hectares em 2005. A série histórica revela períodos de recuperação e retração, influenciados principalmente pelas condições climáticas que impactam diretamen-
O resultado coincide com uma das mais severas estiagens enfrentadas pelo Rio Grande do Sul nas últimas décadas. Entre 2020 e 2023, a escassez de chuvas afetou rios, arroios, açudes e reservatórios em diversas regiões do Estado, provocando prejuízos ao abastecimento, à agricultura e à pecuária.
Os dados do MapBiomas evidenciam como esses períodos de seca reduzem a superfície de água identificada por satélite. Em contrapartida, anos com maior volume de precipitações e ocorrência de cheias tendem a ampliar temporariamente a área ocupada pelos recursos hídricos.
A partir de 2021, os números voltaram a apresentar crescimento.
A área passou de 456 hectares em 2021 para 468 hectares em 2022, manteve-se praticamente estável em 2023, com 466 hectares, e al-
cançou 490 hectares em 2024. O valor representa um aumento de 67 hectares em relação ao mínimo observado em 2020, equivalente a uma expansão de aproximadamente 15,8%.
A recuperação observada nos últimos anos também reflete o período de chuvas intensas registrado no Estado, especialmente em 2024. As enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul provocaram o aumento dos níveis dos rios e arroios, ampliando áreas alagáveis e expandindo temporariamente o espelho d’água em diversos municípios, incluindo Venâncio Aires. Com a elevação dos cursos d’água e a inundação de áreas adjacentes, a superfície identificada como água pelos satélites também apresentou crescimento. Embora o índice de 2024 ainda esteja 21 hectares abaixo do registrado em 2000, os dados indicam uma recuperação significativa da superfície hídrica do município em compara-

Último levantamento aponta que Venâncio Aires possui quase 500 hectares
ção aos anos mais críticos da estiagem recente. O monitoramento é realizado pelo MapBiomas, iniciativa que reúne universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia para acompanhar as transformações ambientais no território brasileiro. Além de mapear a cobertura vegetal e o uso da terra, a plataforma acompanha a dinâmica dos recursos hídricos, fornecendo informações importantes para a gestão da água, a prevenção de desastres naturais e a formulação de políticas
públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas. A série histórica de Venâncio Aires demonstra que a disponibilidade de água no território está diretamente ligada ao comportamento climático. Enquanto as estiagens reduzem a área ocupada por rios, arroios e açudes, os períodos de chuvas intensas e enchentes ampliam temporariamente esses espaços, evidenciando os desafios cada vez maiores impostos pelos eventos extremos à gestão dos recursos hídricos.

Jornalistas da região visitam Casa Cooperativista e ConheCem A hISTÓRIA dO BERçO dO COOPERATIVISMO BRASILEIRO
Visita promovida pelo Sicredi Vale do Rio Pardo apresentou a trajetória do padre Theodor Amstad e a origem da primeira cooperativa de crédito da América Latina. Ação evidenciou o legado de união e desenvolvimento comunitário
A convite do Sicredi Vale do Rio Pardo, jornalistas da região participaram, na última quarta-feira, 10, de uma visita à Casa Cooperativista, em Nova Petrópolis, município reconhecido como o Berço do Cooperativismo Brasileiro. A programação proporcionou uma imersão na história do movimento cooperativista e reforçou a importância da preservação da memória de um dos principais legados econômicos e sociais do país.
Um dos destaques da visita foi o Memorial Amstad, espaço dedicado à trajetória do padre Theodor Amstad, considerado o patrono do cooperativismo brasileiro. O local reúne recursos interativos, documentos históricos e conteúdos que

ÁRIES



retratam a chegada do religioso suíço ao Brasil e sua atuação junto às comunidades de imigrantes na Serra Gaúcha.
Durante a visita, o condutor histórico do memorial, Felipe Moraes de Moura, contextualizou a relevância da Casa Cooperativista para o sistema cooperativo nacional. Segundo ele, a instituição realiza a curadoria do sítio histórico e promove diferentes experiências de aprendizagem, desde visitas guiadas até cursos e imersões voltadas ao cooperativismo.
“Nós contamos toda essa história e fazemos o resguardo da memória do padre Theodor Amstad. Como Nova Petrópolis é reconhecida como a Capital Nacional do Coope-
O momento é muito positivo para networking, relações profissionais e trocas em geral. Conversar, argumentar e interagir tende a fluir com mais facilidade.
CÂNCER
O céu ajuda você a compreender melhor suas necessidades e perceber com mais clareza o que faz sentido daqui pra frente. A vida afetiva ganha um clima mais romântico e acolhedor.
LIBRA
O momento favorece escolhas mais alinhadas com seus objetivos pessoais, sem tanta preocupação. Cursos, viagens e qualquer experiência que amplie seus horizontes podem trazer crescimento importante.
CAPRICÓRNIO
O trabalho tende a fluir com mais facilidade, trazendo sensação de eficiência e melhores resultados. Também é um momento favorável para cuidar da saúde, fazer exames, rever hábitos e investir mais no bem-estar.




rativismo, recebemos cooperativas de crédito, cooperativas escolares e representantes de diversos ramos que vêm conhecer a origem desse movimento no Brasil”, destacou. Felipe relembrou que Amstad chegou ao país em 1885 e encontrou comunidades que enfrentavam dificuldades econômicas e sociais. Inspirado pelos modelos cooperativistas que conheceu na Europa, o sacerdote passou a incentivar a organização coletiva das famílias e a busca por soluções comunitárias. Foi desse trabalho que surgiu, em 28 de dezembro de 1902, a primeira cooperativa de crédito da América Latina, fundada em Nova Petrópolis. O marco histórico consolidou o município como

referência para o cooperativismo brasileiro e internacional. Além de preservar essa trajetória, o Memorial Amstad também apresenta outros aspectos da atuação do padre, como iniciativas sociais, educacionais e de organização comunitária. Entre os atrativos está a exposição de mapas históricos da região produzidos pelo próprio Amstad,
mais leveza, produtividade e sensação de fluidez, facilitando investir tempo e energia.
LEÃO
Projetos que estavam parados podem voltar a ganhar força, principalmente aqueles ligados a sonhos antigos ou ideias que você deixou guardadas. O céu também aumenta sua intuição e percepção emocional.
ESCORPIÃO
O que não faz bem pede encerramento, enquanto aquilo que tem valor merece mais profundidade e cuidado. Os sonhos ficam maiores e isso pode ser muito positivo.
AQUÁRIO
Uma amizade pode se transformar em algo maior ou um clima diferente pode surgir em conexões do dia a dia. Também é um ótimo momento para envolver mais quem você ama na sua rotina e nos seus projetos.




GÊMEOS
evidenciando sua contribuição para o desenvolvimento local. O espaço passou por uma ampla reestruturação há três anos, incorporando tecnologias interativas, mapas digitalizados e recursos multimídia. Conforme Felipe, a modernização tornou a experiência mais acessível e atrativa para públicos de todas as idades.
É hora de dar passos importantes, organizar melhor seus planos e olhar com mais coragem para o futuro. Existe uma energia de renovação muito forte.
VIRGEM É um excelente momento para investir em projetos que já vêm dando certo, mas também para lançar novidades, fazer apresentações, reuniões importantes e divulgar seu trabalho.
SAGITÁRIO
A vida afetiva ganha mais intimidade, desejo e conexão emocional. Já no trabalho, boas oportunidades podem surgir através de contatos e trocas importantes. A rotina também tende a ficar mais produtiva.
PEIXES
A vida afetiva também merece dedicação, assim como filhos e pessoas queridas. O céu pede mais paixão pela vida, mais alegria no cotidiano e mais autenticidade nas relações.

De pelotas à serra dos tapes e à lagoa dos patos, a costa Doce convida a viver um inverno marcado por história, sabores tradicionais e paisagens que inspiram contemplação
Quando o frio chega ao Rio Grande do Sul, a Costa Doce revela uma de suas versões mais encantadoras. Entre casarões históricos, receitas centenárias, paisagens bucólicas e a tranquilidade das águas da Lagoa dos Patos, a região se transforma em um destino acolhedor para quem busca experiências autênticas durante a estação mais charmosa do ano. Longe dos roteiros tradicionais de inverno, o sul do Estado oferece uma combinação singular de patrimônio cultural, gastronomia e natureza. Um convite para desacelerar, apreciar os detalhes e descobrir a riqueza de um território onde memória, tradição e hospitalidade caminham lado a lado.
Em Pelotas, a história está presente em cada rua, praça e edifício preservado. Caminhar pelo Centro Histórico durante os dias frios é mergulhar em um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do Rio Grande do Sul. Os casarões centenários, as fachadas elegantes e os espaços culturais ajudam a contar a trajetória de uma cidade que desempenhou papel fundamental na formação econômica e cultural do Estado.
No coração desse patrimônio está o Mercado Público Central, um dos símbolos da cidade. Inaugurado em 1845, o espaço segue sendo ponto de encontro para moradores e visitantes, reunindo cultura,
comércio, gastronomia e a atmosfera característica da vida urbana pelotense. Mas é impossível falar de Pelotas sem destacar sua tradição doceira, reconhecida nacionalmente e celebrada como um dos principais patrimônios culturais da região. Herdeira de influências portuguesas, africanas e europeias, a cidade transformou a produção de doces em uma expressão de identidade. Durante o inverno, cafeterias e confeitarias tornam-se paradas obrigatórias para quem deseja experimentar receitas que atravessam gerações. Entre elas, a Dona Xica Doces oferece uma experiência que combina cafés especiais, tortas, doces tradicionais e o aconchego típico dos dias frios.
Seguindo rumo ao interior, a Serra dos Tapes apresenta outra face da Costa Doce. Com relevo ondulado, paisagens rurais e forte presença da agricultura familiar, a região reúne algumas das experiências mais autênticas do turismo no sul gaúcho. Colonizada por diferentes povos, entre eles alemães, italianos, franceses e pomeranos, a Serra dos Tapes preserva tradições que se refletem na gastronomia, nos modos de vida e na produção artesanal.
A região também se destaca pela diversidade de agroindústrias familiares, que recebem visitantes interessados em conhecer de perto a produção de alimentos típicos e os sabores do campo. Entre os atrativos está a Fazenda Serra dos Tapes, em Canguçu, onde um dos maiores olivais do Brasil convida o público a descobrir o universo do azeite de oliva extravirgem premium. As visitas guiadas apresentam todo o processo produtivo, desde o cultivo das oliveiras até a degustação orientada dos azeites, proporcionando uma experiência sensorial que ganha ainda mais charme durante o inverno.



A viagem pela Costa Doce segue até São Lourenço do Sul, município que encontra na Lagoa dos Patos um de seus maiores patrimônios naturais. Se durante o verão as praias de água doce atraem visitantes, no inverno a cidade revela um cenário de rara tranquilidade. As caminhadas pela orla sombreada pelos tradicionais plátanos oferecem uma experiência contemplativa, marcada pelo silêncio, pela beleza da paisagem e pela atmosfera acolhedora dos dias frios. A herança pomerana também se faz presente em São Lourenço do Sul. No interior do município, costumes, receitas, arquitetura e tradições preservam a identidade das famílias que ajudaram a construir a história local. Cafés coloniais, produtos artesanais e a hospitalidade típica da região tornam a experiência ainda mais especial para quem busca conhecer a cultura do
sul gaúcho de forma genuína.
Entre os destaques da temporada está o Festival de Inverno Lourenciano, que chega à sua sexta edição entre os dias 6 e 10 de agosto de 2026. Realizado na Praça Central Dêde Serpa, o evento reúne gastronomia regional, atrações culturais, expositores e apresentações artísticas, fortalecendo o turismo e movimentando a economia local durante a baixa temporada. Entre o patrimônio histórico de Pelotas, os sabores da Serra dos Tapes e a serenidade da Lagoa dos Patos, a Costa Doce mostra que o inverno gaúcho vai muito além dos cenários tradicionais. A região oferece experiências que valorizam a memória, celebram a cultura local e convidam visitantes a descobrir um Rio Grande do Sul diverso, acolhedor e surpreendente. O Rio Grande do Sul segue consolidado como o principal destino de inverno do Brasil, oferecendo atrações para todos os perfis de viajantes e experiências que revelam a riqueza de suas diferentes regiões.
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Denúncia recebeu 11 votos contrários e 02 favoráveis na sessão desta segunda-feira, 15. Denúncia encaminhada pelo vereador muchila, envolvia materiais públicos utilizados pela Corsan/aegea
Durante a sétima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação da Corsan/Aegea em Venâncio Aires, realizada na última terça-feira, 09, uma informação chamou a atenção dos vereadores: nenhuma via pública onde houve intervenções da concessionária foi oficialmente recebida pelo Município como definitivamente concluída. A declaração foi feita pelo Procurador-Geral do Município, Gustavo Von Helden, durante depoimento à comissão. Segundo ele, existem indícios de falhas na execução dos serviços de recomposição dos pavimentos após as obras de implantação da rede de esgoto, especialmente em relação à compactação do solo, drenagem e recuperação do asfalto. Conforme o procurador, o Município já notificou formalmente a concessionária em razão dos problemas identificados e solicitou avaliações técnicas para verificar a qualidade das obras executadas. Os laudos estão sendo elaborados por engenheiros da administração municipal e poderão embasar futuras medidas administrativas ou até judiciais. Von Helden também informou que a fiscalização vem sendo realizada diariamente por servidor designado, com registros fotográficos e georreferenciados dos locais vistoriados. Além disso, a Prefeitura solicitou à empresa o cronograma completo de abertura e fechamento de valas para acompanhamento das intervenções. A CPI pretende concluir todos os trabalhos e apresentação do relatório até o dia 30 de junho.
Por falar em Corsan/Aegea, uma mobilização é programada para o dia 27, um sábado. O grupo Unidos Venceremos, que tem liderado debates sobre os serviços prestados pela empresa nas obras de saneamento, projeta uma caminhada no centro da cidade para reforçar o apelo popular por melhorias nos investimentos feitos pela companhia no município. A programação ocorre a partir das 14h. O grupo também organiza uma ação civil conjunta, na Defensoria Pública, sobre as contas cobradas pela empresa com valores acima do já pago pelos consumidores.
O vereador Gerson Ruppenthal (PDT) apresentou projeto de decreto Legislativo, que institui o Prêmio “Mulheres que Cuidam” na Câmara de Vereadores de Venâncio Aires. A homenagem será destinada a mulheres que se destacam pelo trabalho de cuidado com famílias, crianças, idosos, pessoas com deficiência e pelas atividades domésticas e de apoio ao bem-estar da comunidade. A proposta prevê a entrega anual do prêmio em sessão solene, preferencialmente no mês de abril. Cada bancada da Câmara poderá indicar uma homenageada, que receberá diploma ou placa em reconhecimento aos serviços prestados. Segundo o autor, a iniciativa busca valorizar mulheres que exercem funções essenciais para a sociedade, mas que muitas vezes não recebem o devido reconhecimento público.
O vereador Eligio Weschenfelder (Muchila), do PSB, protocolou o pedido de informações solicitando ao Poder Executivo Municipal esclarecimentos sobre os valores gastos com a locação de imóveis utilizados pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Civil. Entre os questionamentos apresentados, o parlamentar busca saber qual era o valor mensal pago pelo aluguel do imóvel anteriormente ocupado pela Secretaria e qual é o custo atual do imóvel onde o órgão está instalado. O pedido também requer informações sobre o prazo de vigência do contrato de locação vigente, incluindo as datas de início e término. Além disso, Muchila questiona os motivos que levaram à mudança de endereço da Secretaria e se houve estudo técnico, análise de custo-benefício ou parecer administrativo que fundamentou a decisão.
Da família dos felídeos Olávo até poderia ser um bom animal de estimação, é gorduchinho, tem pêlos lisos, olhos escuros e cheiro de caramelo. Se não fosse o fato dele ser mais selvagem que seus outros parentes gatos. Olávo nasceu de uma cruza rara entre a astúcia e o tagarelismo. Sim, o Olávo é um gato falante! Suas orelhas são parabólicas e seus olhos binóculos, o Felis Catus do Olá Jornal tem, agora, a oportunidade de expôr suas convicções.
A Câmara de Vereadores de Venâncio Aires rejeitou, por maioria de votos, a denúncia apresentada pelo vereador Elígio Weschenfelder (PSB), o Muchila, contra o prefeito Jarbas Daniel da Rosa (PDT). Com a decisão do plenário, o pedido não terá prosseguimento e será arquivado. A denúncia solicitava a abertura de uma Comissão Processante para apurar supostas infrações político-administrativas relacionadas à execução de obras da Corsan no município. Entre os questionamentos apresentados pelo vereador estavam a fiscalização das intervenções realizadas pela concessionária, a recomposição de vias públicas e a eventual utilização de paralelepípedos e outros materiais pertencentes ao patrimônio municipal. O documento também apontava a necessidade de esclarecimentos sobre autorizações administrativas, avaliação patrimonial, interesse público e possíveis contrapartidas envolvendo os materiais utilizados nas obras. Durante a análise da matéria, os vereadores decidiram não acolher a denúncia. Como a admissibilidade do pedido foi rejeitada pela maioria do plenário, não será instaurada Comissão Processante e não haverá abertura de investigação por parte do Legislativo Municipal. Ao debater a matéria, Nilson Lehmen (MDB), destacou que o pedido não cumpre as determinações legais. “Para fazer uma denúncia é preciso expor fatos, colocar hora e informações do fato. Neste processo não foi incluído nada disso. Esta denúncia seria uma CPI, depois deste processo poderia ser pedido uma comissão processante. Por tanto essa denúncia não tem subsídio

para ser votada.”
Muchila argumentou que as denúncias de uso de paralelepidos pagos com recursos públicos, por parte da Corsan/Aegea, e possível venda deste material, precisam ser investigadas. “Frente a irregularidades, cabe essa denúncia, cabe uma investigação séria, produzida por esta Casa. Antes de ler já querem blindar o governo. É preciso sim investigar, é isso que estão pedindo[…] Essa mesma denúncia está no Ministério Público.”
Votaram contra a denúncia os vereadores: Alberto Sausen (Pode), Alessandra Luisa Ludwig (PDT), André Puthin (Republicanos), Dra. Sandra Silberschlag (PP), Eduardo Luft (PDT), Everton Carlos Dias (PDT), Gerson Ruppenthal (PDT), Gilberto dos Santos (MDB), Jeferson Schwingel (PP), Luciana Regina Scheibler (PDT) e Nilson Lehmen (MDB). Votaram a favor da denúncia os vereadores: Diego Wolschick (PP) e Ezequiel Stahl (PL). Por ser o proponente da iniciativa, o voto de Eligio Weschenfelder (PSB), a favor da denúncia, não é contabilizado.
DemaiS PaUtaS
Na sessão desta segunda-feira, 15,
os parlamentares venâncio-airenses aprovaram um projeto de lei do Executivo Municipal. A matéria autoriza a contratação temporária de um professor de Arte, com carga horária de 20 horas, pelo período de 12 meses, prorrogável por igual período.
Os vereadores aprovaram moções de aplauso e de apelo voltadas ao reconhecimento de conquistas locais e à busca por melhorias em serviços públicos. Foram homenageados o jovem atleta Rafael Johann Schaefer, pela conquista de um título internacional na patinação, e a Isso Digital LTDA, pela participação de destaque em uma das principais feiras mundiais de tecnologia industrial.
Também receberam apoio solicitações para ampliar a capacidade de atendimento do Posto de Identificação do município, habilitar Venâncio Aires para a realização de mutirões de cirurgias de alta complexidade pelo SUS Gaúcho e acelerar a tramitação de projeto em discussão no Congresso Nacional.
Venâncio Aires poderá integrAr iniciAtiVA RegiOnal De FOmentO à eRva-mate
Projeto de lei em tramitação na Câmara de vereadores autoriza a adesão do município ao Consórcio intermunicipal de Fomento à erva-mate, formado por sete cidades gaúchas
Venâncio Aires poderá integrar um novo consórcio regional voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva da erva-mate. O tema está em análise na Câmara de Vereadores por meio de projeto de lei que está em tramitação. A proposta autoriza o Município a ratificar o Protocolo de Intenções firmado com os municípios de Arvorezinha, Barão do Cotegipe, Ilópolis, Machadinho, Putinga e Santo Augusto para a criação do Consórcio Intermunicipal de Fomento à Erva-mate. De acordo com o texto, a iniciativa permitirá a constituição de uma associação pública com personalidade jurídica própria e natureza autárquica, conforme previsto na legislação federal que regulamenta os consórcios públicos. A medida busca promover ações conjuntas entre os municípios participantes, fortalecendo um dos setores mais tradicionais da economia regional. Segundo a justificativa apresentada pelo Executivo, o consórcio deverá ampliar a capacidade de articulação política dos municípios produtores, facilitar a captação de recursos estaduais e federais e proporcionar maior eficiência administrativa por

meio da realização de licitações compartilhadas e da redução de custos em compras de insumos, máquinas e serviços técnicos. Outro objetivo destacado é o incentivo à produção sustentável, à industrialização e à comercialização da erva-mate, incluindo projetos de certificação de qualidade e criação de selos de origem. Conforme o governo municipal, iniciativas desse porte se tornam mais viáveis quando desenvolvidas de forma integrada entre diferentes municípios. O projeto também prevê que as despesas decorrentes da participação de Venâncio Aires sejam formalizadas por meio de contrato de rateio, condicionado à disponi-
bilidade orçamentária e financeira do município. Além disso, autoriza a inclusão de dotações específicas nos orçamentos anuais para atender às obrigações assumidas pelo consórcio.
Na justificativa encaminhada ao Legislativo, o prefeito Jarbas Daniel da Rosa afirma que a proposta representa uma estratégia para fortalecer uma cadeia produtiva considerada fundamental para a economia e a cultura da região, contribuindo para a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores. O Projeto de Lei está em análise nas comissões da Câmara de Vereadores e deve entrar na pauta de votação na próxima semana.
IMPACTO DE nOvOs PrODuTOs
No Fórum Global de Nicotina especialista estima resultados a serem atingidos com novas categorias de consumo comparando-os com a introdução das vacinas. Evento internacional foi acompanhado pelo Olá Jornal em Varsóvia, Polônia
O impacto da transição para novos produtos de nicotina na saúde pública poderá ser comparável ao observado com a introdução das vacinas. A afirmação é do médico australiano Alex Wodak, durante o Fórum Global de Nicotina (GFN) ocorrido de 03 a 05 de junho em Varsóvia, na Polônia e acompanhado pelo Olá Jornal. Defensor da política de redução de danos e ex-presidente da Fundação Australiana para a Reforma da Legislação sobre Drogas, sua experiência o levou a prever que produtos de nicotina sem fumaça inevitavelmente substituirão os cigarros convencionais em todo o mundo.
“Agora temos sete países onde há mais pessoas consumindo produtos de nicotina sem fumaça do que fumando cigarros, incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos, a Nova Zelândia, a Suécia, a Noruega, a Islândia e o Japão. O número de países [...] continuará aumentando. Portanto, acredito que tudo isso está estabelecendo um padrão inevitável”, avalia. De acordo com o especialista, o número de pessoas no mundo que usam produtos de nicotina sem fumaça aumentou de quase zero em 2010 para cerca de 180 milhões atualmente. Isso significa que, segundo ele, em 15 anos, os produtos de nicotina sem fumaça conquistaram cerca de 15% do mercado global de fumantes, e uma das características das inovações disruptivas é que elas geralmente começam lentamente até atingirem um ponto de inflexão, e depois disso o crescimento é exponencial. E, para Wodak,

Médico australiano, Dr Wodak trouxe panorama dos novos produtos para saúde pública
provavelmente é o que está acontecendo agora. “É muito claro que os consumidores estão muito interessados em trocar os cigarros mortais por produtos de nicotina sem fumaça. Os oponentes da redução de danos do tabaco tentam garantir que os produtos de nicotina sem fumaça permaneçam ilegais, mas, se forem legais, querem torná-los indisponíveis, pouco atraentes, caros e inacessíveis”, explica.
Ao questionar o porquê de tanta oposição à redução de danos do tabaco, o próprio médico responde. “A redução de danos do tabaco tem sido uma ameaça existencial para pessoas e organizações comprometidas com o objetivo final do controle do tabaco, que se tornará obsoleto quando os produtos de nicotina sem fumaça substituírem os cigarros.”
De acordo com o especialista, a
política convencional de controle do tabaco complementada por um incentivo aos fumantes para que mudem para produtos de nicotina sem fumaça é a combinação ideal para os melhores resultados na saúde pública.
Ele ainda cita dados do consumo de cigarros em solo americano onde primeiramente, o pico de consumo de cigarros per capita nos Estados Unidos foi em 1963, e vem caindo desde então. Em segundo lugar, vem caindo a uma taxa de cerca de 2% ao ano até 2010. Até os dias atuais, a taxa de declínio aumentou de cerca de 2% ao ano para cerca de 5% ao ano. Na sua visão, essas são características realmente notáveis.
“A transformação está ocorrendo rapidamente, provavelmente está se acelerando e agora deve ser considerada inevitável e imparável”, conclui Wodak.
“Péssimo. O médico brasileiro, talvez os 80% dos médicos, eu vou falar de cardiologistas, pneumologistas, oncologistas, quem está mais ligado mesmo, diretamente, talvez não saibam do que se trata esse tema. E talvez, se a gente pegar todos os médicos, 95% dos médicos brasileiros não sabem absolutamente nada sobre isso”. A avaliação é do médico cardiologista intervencionista e intensivista, André Gasparoto, de São Paulo sobre a prática da redução de danos do tabaco no Brasil. Em entrevista ao Olá Jornal, durante o Fórum Global de Nicotina (GFN), o profissional lamentou a falta de conhecimento nacional sobre o assunto. “Eles [colegas médicos] pensam que quando a gente fala de vape, tá falando de vape do clandestino. Eu tento cada dia mais me aprofundar sobre o tema, mas eu vejo que meus colegas não têm o mínimo interesse. A mídia não abre espaço para a gente, a grande mídia. Então, é um assunto que não existe praticamente na área médica”, afirma ao citar ainda a inexistência de debate em congressos médicos.
Para Gasparoto, um dos motivos para que o tema não avance é a visão de abstinência que o país adota em sua política pública. “No Brasil, quando a gente fala sobre tabaco, fica tudo ou nada. Ou você para de fumar ou não para. E não é

simples assim. A gente sabe que das pessoas que tentam parar de fumar sozinho, sem nenhum tipo de acompanhamento, a chance de sucesso dela em cinco anos é cerca de 3%. É muito baixa, então a gente tem que pensar em alternativas”.
Além disso, cita a banalização do produto oriundo do contrabando, uma vez que com a proibição no Brasil, 100% do mercado nacional é ilegal. “O termo vape ficou banalizado. O vape ficou igual a algo clandestino que tem isso, que tem aquilo, que tem metais pesados, enfim. Ficou banalizado, então, você ter que desconstruir algo que foi feito de forma incorreta”, avalia.
O cardiologista considera a urgência como o ponto principal para que o tema avance. “O paciente não tem tempo. Nós não temos tempo para esperar 30, 40 anos para ver que vai acontecer. Nós não temos esse tempo. O tabagista não tem esse tempo. Então o tabagista tem que ser tratado como doente, é uma doença, tá lá no CID [Classificação Internacional de Doenças]. E eu acho que a forma que nós tratamos o tabagista no Brasil hoje, a gente não está combatendo o tabagismo. A minha sensação é que a gente está combatendo o tabagista”, declara. O especialista defende que a proibição destes produtos seja revista no país. “Eu acredito que seria necessário uma revisão da nossa regulamentação. Acho que é urgente fazer isso. Eu já leio, estudo e discuto esse tema com outras pessoas fora do Brasil há cinco anos, é urgente essa discussão. Porque tabagista que está pagando a conta. Eu tô vendo lá no meu dia a dia, na minha angioplastia. Óbvio que são vários vieses mas certamente o tabagismo é um dos fatores. A combustão do tabaco certamente é um dos fatores. Então, eu acho que é urgente, extremamente urgente rever essa regulamentação em nosso país”.


IMPACTOS SOCIAIS DA PROIBIÇÃO I
Os impactos sociais da proibição estiveram em debate no Fórum Global de Nicotina (GFN) em Varsóvia, na Polônia. O evento ocorreu de 03 a 05 de junho e reuniu mais de 80 especialistas globais. A conclusão é de que as restrições aos produtos de nicotina considerados de menor risco tiveram enormes impactos sociais e culturais, sejam eles relacionados à publicidade, impostos ou outras intervenções governamentais. Algumas questões-chave decorrentes disso são: a explosão dos mercados ilícitos e a normalização cultural da compra de produtos de nicotina no mercado ilícito; as consequências não intencionais e contraproducentes das políticas proibicionistas na sociedade e seu impacto na compreensão/opinião pública; e as implicações de equidade da proibição, por exemplo, as taxas de tabagismo são mais altas entre os grupos socioeconômicos mais baixos, e, portanto, as políticas proibicionistas sobre nicotina de menor risco os prejudicam mais.
O professor de filosofia do direito na UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México), Juan José Cirión Lee, destacou a proibição total da venda de produtos de vaporização no México. “Os 3 milhões de usuários de cigarros eletrônicos no México foram forçados a recorrer ao mercado ilegal, controlado por cartéis de drogas, para obter seus dispositivos. As penas criminais, que variam de dois a oito anos de prisão para a comercialização de produtos de vaporização, afastaram aqueles que tentaram construir negócios legais e regulamentados. Toda a indústria foi entregue aos cartéis, muitas vezes protegidos por autoridades corruptas. Essa política não reduzirá o número de usuários de cigarros eletrônicos, mas vazará dos usuários qualquer certeza sobre o que estão realmente consumindo e dará mais recursos e poder ao crime organizado. No final, quem sempre perde é o usuário”, avalia.
IMPACTOS SOCIAIS DA PROIBIÇÃO III
A consultora independente em redução de danos do tabaco e ex-CEO da Associação de Produtos de Vapor da África do Sul, Asanda Gcoyi, lembra que quando o governo sul-africano decidiu proibir os produtos de tabaco como produtos não essenciais durante a COVID-19, tinha como objetivo proteger a capacidade de leitos hospitalares. Mas o que deveria ser uma medida de precaução de emergência do governo resultou em uma das catástrofes de saúde pública mais graves da África do Sul. “A África do Sul agora tem 70% do mercado de tabaco em mãos ilícitas. Atualmente, estamos entre as principais nações em termos de percentual de vendas ilícitas de tabaco em todo o mundo. Um maço de cigarros do comércio ilícito custa meio dólar, e um maço de cigarros de uma empresa legal custa cinco vezes esse valor. O pior é que produtos de nicotina mais seguros custam 10 vezes mais do que um maço de cigarros ilícitos. Perguntei aos reguladores inúmeras vezes: Qual é o objetivo final de proibir ou impor restrições mais severas a esses produtos? Vocês estão tentando garantir que as pessoas continuem viciadas em tabaco? Porque é exatamente isso que está acontecendo.” Segundo ela, a consequência da proibição de 2020 ainda é sentida até hoje e, a menos que algo drástico aconteça no combate ao mercado ilícito, essa situação persistirá por muitos anos.
O Olá Jornal acompanhou pela terceira vez o Fórum Global de Nicotina, direto da Polônia. O evento chegou a sua 13ª edição e reuniu especialistas, médicos e lideranças políticas que discutiram o futuro do consumo de produtos de nicotina. A jornalista Janine Niedermeyer acompanhou o encontro e detalhou os debates no instagram @olajornal.


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