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Brasil-Nota de País-Junho 2023

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Brasil A atividade econômica está desacelerando devido à redução do consumo privado e das exportações. O PIB real está projetado para crescer 1,7% em 2023 e 1,2% em 2024. A desaceleração do mercado de trabalho, a inflação ainda elevada e as condições de crédito mais restritivas limitarão o poder de compra das famílias, mesmo com o aumento dos subsídios do governo. O investimento privado continuará a aumentar, mas a um ritmo mais lento. As exportações serão afetadas pelos preços mais baixos das commodities e pela moderação da demanda global. A inflação caiu significativamente ao longo de 2022, mas continuará acima das metas em 2023. Espera-se que a política monetária permaneça restritiva, com a taxa básica de juros em 13,75% até, pelo menos, o terceiro trimestre de 2023, período após o qual poderá haver oportunidade para flexibilização monetária. A política fiscal continua expansionista por agora, mas a consolidação gradual deve começar em 2024. A implementação de um arcabouço fiscal de médio prazo credível ajudará a restaurar a confiança e alcançar uma combinação mais coerente de políticas macroeconômicas. A melhor gestão do investimento público em infraestruturas, a simplificação dos impostos indiretos, e transferências sociais mais eficazes, impulsionariam o crescimento potencial e a inclusão social, além de melhorar as finanças públicas. Incentivos de sustentabilidade mais robustos para o setor agrícola e a eliminação do desmatamento ilegal tornariam o crescimento mais sustentável. A atividade econômica ganhou impulso A atividade econômica aumentou de 1,95% no primeiro trimestre de 2023, apoiada pelo setor dos serviços e pela forte expansão da produção agrícola. As vendas no varejo cresceram 3,8% em janeiro de 2023, inclusive em alguns setores que estavam em queda há meses, como as indústrias de vestuário e calçados e alimentos e bebidas. Em 2023, a produção agrícola deverá atingir um novo recorde, impulsionado por condições climáticas favoráveis em média. Isso mais do que compensou os declínios localizados, relacionados à seca, na produção agrícola no sul do país. Contudo, a produção industrial continua estagnada e ainda 2,2% abaixo dos níveis pré-pandemia em virtude da demanda mais fraca e das restrições de oferta de matérias-primas, componentes eletrônicos e outros insumos. O investimento caiu 3,4% no primeiro trimestre de 2023 devido ao aumento dos custos de financiamento. A geração de empregos também caiu, contribuindo para um leve aumento da taxa de desemprego.

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Fonte: IBGE ; e Banco Central do Brasil.


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