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Noticiário 02 01 14

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WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DEFEVEREIRO DE 2014 • ANO XXXVIII • Nº 8311 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • O JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO DO MUNICÍPIO • R$ 1,50 WANDERLEY GIL

RECURSOS

Município encerra janeiro com receita de R$ 197 milhões Cálculos apontam uma elevação de cerca de R$ 18 milhões no período, em comparação a janeiro do ano passado. Previsão orçamentária segue em R$ 2,2 bilhões

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acaé encerrou janeiro com uma arrecadação de R$ 197.419.843,47. O valor é apontado pelo Impostômetro, e representa um ativo de cerca de R$ 18 milhões em comparação ao montante arrecadado no mesmo período no ano passado. No mês em que a exploração e a produção do petróleo renderam mais de R$ 40 milhões com a primeira parcela dos royalties liberada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), janeiro supera e muito os valores alcançados em 2013, ano em que Macaé sofreu as influências relativas a oscilação do mercado offshore. O orçamento alcançado neste mês por Macaé ultrapassa toda a média mensal registrada pelo município no ano passado. pág. 3

QUALIFICAÇÃO

IMMT participa de evento do Senai

WANDERLEY GIL

POLÍTICA

Dupla negociação pode render aliança política

Município pode superar excesso de arrecadação registrado no ano passado

Os tributos pagos como compensação pelos impactos das atividades de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos foram a fonte que garantiu a Macaé, ao longo dos últimos anos, a "sobrevivência" mediante a um período de transformação social, conhecido hoje como a "era do petróleo. A mesma arrecadação obtida pela Capital Nacional do Petróleo com os 12 repasses dos royalties,

além dos três pagamentos da Participação Especial (PE), que no ano passado ultrapassaram a marca dos R$ 500 milhões, são direcionados também ao governo do Estado que, assim como os valores distribuídos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) aos municípios produtores de petróleo, pagou ao Rio de Janeiro mais de R$ 2 bilhões. Porém, pouco desse montante foi investido na cidade. pág. 3

BAIRROS EM DEBATE

Falta infraestrutura no Jardim Vitória

Considerados uma área nobre, os loteamentos Jardim Vitória I e II, são famosos pelas ruas tranquilas e belas residências, mas ainda enfrentam problemas que atrapalham moradores WANDERLEY GIL

Parceria visa ampliar trabalhos de aferição de equipamentos pág.7

Produção de petróleo cresce no país Números são referentes a balanço de dezembro pág.6

Consultor explica atuação de Fundação

Produção de pescado chega a 590 mil quilos Números foram registrados até o fim do ano passado pág.7 WANDERLEY GIL

“intenção sem ação é ilusão.” Considerados uma área nobre, os loteamentos Jardim Vitória I e II, são famosos pelas ruas tranquilas e belas residências, mas por trás dessa imagem de bairro modelo se escondem diversos problemas de infraestrutura. O bairro fica localizado em um ponto pouco frequentado, mas a poucos minutos da região central. Apesar de ter sofrido um forte crescimento nos últimos anos, é comum ver grandes quantidades de casas ainda sendo erguidas. Moradores aguardam ação da prefeitura. pág. 8

Apesar de ser considerada uma área nobre, o loteamento sofre com diversos problemas, principal na pavimentação de ruas

ESPORTE

Jiu-Jítsu macaense no alto do pódio No último sábado (25), a equipe Nova União Macaé Barroco Combat foi até Niterói participar da competição de Jiu- Jitsu Rio Open. Esse campeonato faz parte do Estadual, servindo de preparatório para os atletas que tem como principais metas o Panamericano e Mundial. A cidade foi representada por Antônio Barreto (31), Luan Carvalho (22)e Maicon Ribeiro (25), todos campeões em suas categorias. pág. 13

DIVULGAÇÃO

Dr. Carlos Frederico fala sobre serviço oncológico pág.10

Calos Augusto assina com o PSL a experiência política e administrativa, na condução da cidade que mais cresceu em número populacional no país nos últimos anos, e apontada também como referência na aplicação dos recursos gerados pela tributação do petróleo,garante ao ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto o início de uma nova trajetória política. pág. 12


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MACAÉ, DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2014

Cidade

NOTA

Dilma Rousseff anuncia concessão de mais cinco trechos de rodovias, um dos trechos será a ponte Rio-Niterói

SEMANA EM DEBATE

O DEBATE EM MEMÓRIA

Tráfego de carretas no Centro atrapalha trânsito

Edição: 212 Publicação: 24 de dezembro de 1980

dependendo do horário, trafegar pelas ruas do Centro pode ser uma tarefa exaustiva, por conta da grande quantidade de veículos transitando pela região. Por isso, existe a lei nº 3.434/2010, que tem como objetivo disciplinar a circulação e os serviços de carga e descarga no âmbito municipal. Mas, mesmo com fiscalização nas ruas da cidade, ainda é possível fazer flagrantes desse tipo diariamente.

Méier, foi eletrocutado ao tentar substituir uma janela de alumínio no segundo andar do número 190, na Avenida Rui Barbosa, onde estava prestando serviço. Segundo o seu irmão, Cyro Pereira Dias, a vítima trabalhava como prestador de serviços em esquadrias e era proprietário da empresa SERCEL, localizada em Engenho de Dentro. De acordo com o relato, na semana passada ele havia sido chamado para orçar a substituição da janela e, essa semana, na realização da troca, o empresário encostou a janela num fio de alta tensão, sofrendo as consequências no mesmo instante, quando sofreu o curto circuito e faleceu na hora. Lamuriando, o irmão lembrou que antes da vítima vir para Macaé, ele havia comentado que gostava muito do período natalino e que realmente era uma data para confraternizar-se.

Descarga elétrica mata trabalhador O trabalhador Sérgio Pereira Dias, morador do

Macaé perde para o Volta Redonda O Macaé Esporte foi derrotado pelo Volta Redonda, na partida realizada ontem a noite no Estádio Cláudio Mo-

Pesquisa da ANP aponta aumento no preço de combustíveis em Macaé Variação apontada por levantamento é de 1% a mais no valor dos produtos. Em 14 postos situados na cidade, o preço da gasolina pode variar de R$ 3,09 até 3,39. Preço do álcool também varia.

acyr de Azevedo. O Alvianil Praiano segurou o empate até os momentos finais da partida. Porém, aos 40 minutos do se-

gundo tempo, Preto, do Volta Redonda marcou o único gol do jogo. Essa é a segunda derrota do Macaé no Carioca.

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*** Erro leva servidores Livro de Ouro rendeu a receber 50% do Cr$ 9 mil para AMA 13º salário A diretoria da Associação dos Amigos de Macaé Na tarde de terça-feira, dezenas de servidores da Prefeitura de Macaé estavam indignados por terem recebido apenas metade do 13º salário, o que fez o secretário de Fazenda a entrar em entendimentos com a gerência e resolver o problema. Segundo informações, a seção de Pessoal da prefeitura confeccionou duas folhas de pagamento, cada uma com a metade do 13º, sem que houvesse qualquer justificativa, enviando-as aos bancos responsáveis pela efetivação dos pagamentos. Quando foram receber o dinheiro, o caixa olhava apenas uma listagem, sem que os servidores reclamassem no ato, questionaram e cobravam depois, criticando severamente o prefeito Dr. Carlos Mussi. Como diziam, o chefe do Executivo havia feito “mais uma das suas”. A gerência do banco confirmou à equipe de reportagem que realmente a prefeitura havia enviado duas folhas de pagamento.

instituiu o Livro de Ouro, com a finalidade arrecadar fundos para a aquisição da sede própria. Até a presente data, com poucos dias após o lançamento do projeto, assinaram no Livro de Ouro: Mariná de Moraes Sarmento, Tenente João Garcia, Yara Muniz Coimbra, João Pacheco Vítola, Dermeval Cordeiro Peixoto, Luiz Carlos de Miranda, Geraldo Jayme de Coelho, Braz Pacheco Vítola, Maria da Candelária Rezende e Nilza Pereira dos Santos. Cada um dos contribuintes colaborou com a importância de Cr$ 1.000,00. Cabe ressaltar que acaba de ser eleita a nova direção do órgão, com sede em Niterói. A constituição da nova direção tem como presidente o senhor Dermeval Peixoto e vice-presidentes Nilcéa Coelho Ferreira e Sebastião da Silva Rosa. A sede provisória da instituição funciona na Travessa Faria, 23/102, Santa Rosa, Niterói/RJ.


MACAÉ, DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2014

Política

NOTA

Amaro Fernandes e Chico Machado participaram de encontro com Pezão em Macaé

DÍVIDA

Macaé gera recursos mas não é prioridade no Estado Capital Nacional do Petróleo ficou em segundo lugar no ranking das cidades da região que receberam recursos do projeto "Somando Forças"

O

s tributos pagos como compensação pelos impactos das atividades de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos foram a fonte que garantiu a Macaé, ao longo dos últimos anos, a "sobrevivência" mediante a um período de transformação social, conhecido hoje como a "era do petróleo. A mesma arrecadação obtida pela Capital Nacional do Petróleo com os 12 repasses dos royalties, além dos três pagamentos da Participação Especial (PE), que no ano passado ultrapassaram a marca dos R$ 500 milhões, são direcionados também ao governo do Estado que, assim como os valores distribuidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) aos municípios produtores de petróleo, pagou ao Rio de Janeiro mais de R$ 2 bilhões em recursos que, segundo a Constituição Federal, deveriam ser aplicados em efeitos de compensação pelos impactos gerados pela exploração petrolífera, sentidos na pele pelos mais de 210 mil habitantes que formam hoje a população macaense. Mesmo com a conta paga, e sendo a cidade que ainda registra déficits em setores como a segurança pública, o abastecimento de água e a infraestru-

tura urbana, Macaé ainda não é vista como prioridade entre os municípios da região. Na última semana, o vice-governador Pezão (PMDB), assinou convênio com o prefeito Dr. Aluízio (PV), para a liberação de R$ 60 milhões que serão aplicados na construção do Arco Viário de Santa Tereza. Mesmo se o Estado oficializar a alienação das duas composições do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo mesmo preço de compra dos equipamentos, cerca de R$ 15 milhões, Macaé receberia do programa Somando Forças menos recursos que o montante liberado pelo Estado para a cidade de Cabo Frio, que encerrou 2013 com uma arrecadação de pouco mais de R$ 200 milhões em royalties, ou seja, menos da metade da contribuição macaense para o orçamento estadual. Na assinatura do convênio, Pezão fez um balanço das obras desenvolvidas pelo Estado em Macaé ao longo dos sete anos e um mês do seu mandato, ao lado do governador Sérgio Cabral. Porém, os R$ 65 milhões apresentados por ele como intervenções, não chegam perto aos R$ 3 bilhões pagos por Macaé como contribuição em royalties ao Estado registrados no mesmo período.

DIVULGAÇÃO

Pezão e Dr. Aluízio assinaram convênio para realização de obras

Abastecimento recebe investimentos após os mesmos sete anos e um mês listados pelo vicegovernador Pezão (PMDB), no balanço de investimentos aplicados em Macaé, o município começa a receber intervenções que visam recuperar parte do déficit ainda registrado no serviço de abastecimento d'água. Coincidência ou não, nos últimos anos, o setor em Macaé recebeu melhorias pontuais no serviço, como a construção de um novo reservatório no Morro Santa Mônica, expansões em

parte da rede de distribuição, na região do São José do Barreto, além da aquisição de maquinas e a ampliação do sistema de adução de água bruta. Porém, mesmo com a assinatura do novo convênio, registrada no final de 2012, o serviço ainda possui dívidas com Macaé, que serão difícieis de serem sanadas até o fim da atual gestão do Estado. "Estamos cobrando o andamento desses projetos", afirmou o vereador Paulo Antunes.

KANÁ MANHÃES

Intervenções estão sendo realizadas na Linha Verde

RECURSOS

Macaé encerra janeiro com arrecadação de R$ 197 milhões WANDERLEY GIL

Cálculos apontam um ativo de R$ 18 milhões no períoro, em comparação a 2013 macaé encerrou janeiro com uma arrecadação de R$ 197.419.843,47. O valor é apontado pelo Impostômetro, e representa um ativo de cerca de R$ 18 milhões em comparação ao montante arrecadado no mesmo período no ano passado. No mês em que a exploração e a produção do petróleo renderam mais de R$ 40 milhões com a primeira parcela dos royalties liberada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), janeiro supera e muito os valores alcançados em 2013, ano em que Macaé sofreu as influências relativas a oscilação do mercado offshore. O orçamento alcançado neste mês por Macaé ultrapassa toda a média mensal registrada pelo município no ano passado. Enquanto as receitas próprias, repasses de recursos e verbas governamentais renderam ao município neste ano R$ 197 milhões, em 2013 a conta fechou em R$ 179.240.380,56, uma diferença de exatos R$

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Município segue com projeção positiva em relação a geração de recursos públicos

PONTO DE VISTA Mudar não é fácil Qualquer cidadão, seja ele pobre ou rico, sabe muito bem que, mudar, não é tão fácil como se imagina. Mas é a mensagem que mais atrai as pessoas porque no dia a dia, estamos sempre fazendo mudanças, no bom sentido. Quando é para o bem, tudo bem. A maioria da população almeja. O sonho, a inovação, a felicidade, o bem-estar, os objetivos alcançados e, além de tudo, justiça social, como o Partido dos Trabalhadores promoveu a nível nacional, com o Bolsa Família, por exemplo, que era Bolsa Escola no governo anterior, transformado. Nasceu aí a nova classe C ou D, mas a maioria dos eleitores entendeu assim e aprovou. Ou até com o BNDES, investindo no porto Mariel lá em Cuba, ao custo de 1 bilhão de dólares, que acaba exportando “Mais Médicos” para o Brasil. Existem mudanças que, mesmo a pessoa não desejando, ela acaba induzida e agrega para o lado do bem. Para o lado do mal, talvez, nem tanto assim, embora a vontade arraigada de promover a mudança, acaba selando compromissos que, embora não escusos, podem acabar como obstáculo, se não houver procedimentos capazes de fazer entender para onde, para quando, como, e para quê. A palavra mudança, segundo o mais simples dos dicionários da língua portuguesa (Michaellis), ensina: “Ação ou efeito de mudar. Ação ou efeito de fazer passar ou transportar alguém ou al-

guma coisa de um lugar para outro. Substituição”. Simples assim. Mudar, significa uma amplidão de ações difíceis de entender quando um líder começa a sonhar com a mudança e valoriza as ações dos seus liderados que se empenham, mudam, se transformam em super-homens, quase esgotando todas as energias para, ao fim da batalha, ver selado o objetivo social e austero que deve ser alcançado após a vitória. Pessoas comuns, mudam, porque reféns das mudanças, acompanham a maré da mudança. Mas elas não se afogam, ou pelo menos, a maioria delas, não. Mas dão braçadas contra a maré e não morrem na praia. Sempre foi assim – a História comprova – não há mal que se sobreponha ao bem. Quem se deixou enganar ou se levar por promessas benevolentes não concretizadas, amargam de arrependimento. Quem acreditou na seriedade de um planejamento e não o viu cumprido, apenas aguarda o desfecho de um ciclo para começar outro. Quem se viu enganado, mal tratado, jogado às feras, por conluios que não vão deixar de existir na vida política, sempre aguarda a próxima vez. Compromissos, são compromissos. A gestão política também é curta, para aqueles que imaginam mas não sabem enganar, ou pensam que sabem. Afinal, o povo não é bobo. E sabe o que quer. “Vox Populi, Vox Dei” (A voz do povo, é a Voz de Deus).

***

Tudo é Carnaval Faltando exatamente um mês para que o reinado de Momo possa deixar a alegria extravasar – é a ocasião em que todos se abrem de maneiras diferentes satirizando políticos, poderosos, famosos, e fazem a festa tal qual a sua maneira – a população brasileira e, em especial a macaense, aguarda mais um bom período de folga para tirar pequenas férias e aí o bairro chic de Macaé – Armação dos Búzios – vai “ferver” de macaenses nativos ou os aqui radicados, que vão deleitar durante todo o tempo com belas praias, e encontros na tradicional Rua das Pedras. Enquanto até as escolas de samba do Rio de Janeiro vêm enfrentando dificuldades sérias para o desfile tradicional na Marquês de Sapucaí, tudo no Rio será muito animado. Segundo um satírico gaiato informa que, também por aqui, a “Marquês de Sapucaé” vai estar animada, e muito animada. Até por que, as manifestações populares que devem ser engrossadas outra vez em junho, quando o Brasil estará sediando a Copa do Mundo, podem acabar dando dor de cabeça para os governantes, ou autoridades que ainda não estão preparadas para enfrentar eventos de tamanha envergadura, não fosse o pacato povo brasileiro que “está com sede de fazer valer a seriedade dos homens públicos”. Enquanto em Brasília, considerada a “ilha da fantasia”, ninguém está se

entendendo – para explicar melhor, a classe política, através dos poderes Executivo e Legislativo, e o poder Judiciário que vem sofrendo um tremendo desgaste com os últimos acontecimentos do “mensalão” – e as lideranças políticas casuisticamente vêm tentando mudanças para manter o poder e facilitando possíveis manobras que possam manter o atual “status”, não vai ser apenas o período de Carnaval que vai atenuar possíveis consequências nefastas. A inflação que já galopa, o custo milionário dos estádios de futebol construídos para a Copa do Mundo, a falta de políticas públicas sérias que possam oferecer à população (já cansada), melhor saúde, educação, transporte, segurança, habitação, proteção ao meio ambiente, e tantas outras listadas ao longo dos anos, principalmente o combate à corrupção (agora com lei punitiva que vigora a partir deste mês), preocupa e muito o trabalhador que vê o minguado salário esvair-se pelo ralo com altas cargas de impostos em cascata, sem receber em troca os benefícios esperados. Enfim, este é o mês do Carnaval que começa e acaba em março. As escolas de samba de Macaé, os blocos de bois pintadinhos, com a festa de Momo comemorada no período – e não fora de época – vão fazer a alegria do povo, com um intervalo no período escolar. Depois, salve-se quem puder.

PONTADA Igual ao mensaleiro e ex-presidente do PT, José Genoíno, que conseguiu fazer uma “vaquinha” pela internet para pagar mais de R$ 600 mil de multa aplicada na condenação da Ação Penal 470, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), também o ex-tesoureiro Delúbio Soares, trabalhando na CUT como assessor, conseguiu, em apenas nove dias, obter mais de R$ 1 milhão. Quem está pagando a conta? Para entender o custo da tarifa cobrada pelo transporte coletivo por aqui, não precisa ir muito longe. Ao lado de Macaé, linhas intermunicipais com ônibus novos e itinerário mais longo, o custo da passagem é R$ 2,90 enquanto as Vans cobram apenas R$ 1,90. Aqui, os valores são mais de R$ 3,00 custando R$ 1 a passagem por causa do subsídio que custa, no mínimo, uma creche por mês à prefeitura. Quanto?

18.179.462,91. Na média diária de geração de recursos públicos, Macaé chegou em janeiro a quantia de R$ 6.368.384,43, cerca de R$ 500 mil a mais que o registrado no mesmo período, no ano passado: R$ 5.781.949,92. Por cada um dos mais de 2010 mil habitantes, Macaé é capaz de gerar atualmente R$ 779,87, enquanto em 2013 o valor era de R$ 741,89. A direrença é de R$ 37,90. Para 2014, o governo prevê

uma arrecadação histórica de R$ 2,2 bilhões, quantia que deve chegar a mais de R$ 2,4 bilhões diante do superávit estimado. Procedimentos promovidos pela secretaria municipal de Fazenda no ano passado, como a implantação do programa de Refinanciamento Municipal (Refim), que prevê a recuperação de parte dos R$ 400 milhões calculados como dívida ativa da prefeitura, também ajudarão a Macaé ampliar as

previsões orçamentárias. De acordo com o Impostômetro, os recursos recebidos por Macaé em janeiro são suficientes para promover a construção de 14.205 salas de aula equipadas, adquirir 2,4 mil ambulâncias equipadas, asfaltar 170 quilômetros de estradas, implantar mais de 5,6 mil casas populares de 40 metros quadrados, erguer 681 postos de saúde e construir mais de 2,1 mil quilômetros de redes de esgoto.

Durante o encontro do prefeito de Macaé com o vice-governador Pezão que assume o cargo de Sérgio Cabral em março para ser candidato à reeleição, além dos protocolos de intenções, estava em jogo o apoio político para as eleições deste ano. Além de secretários, apenas os vereadores da base aliada, menos os do PT, foram apresentados como possíveis cabos eleitorais. Compromisso é compromisso. Aproveitando a maré das oportunidades, o geofísico Eduardo Neiva, presidente do PSDC, adiou para março a eleição do diretório. Animado com a pré-candidatura para deputado federal, está percorrendo quase todos os municípios para contatos com correligionários. Esta semana, depois de Teresópolis, foi a Baixada Fluminense e também Barra Mansa. Seu celular não para. Nem ele. Haja fôlego e tempo. Até domingo.


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MACAÉ, DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2014

Opinião EDITORIAL

FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL

Mudança econômica A oscilação da balança comercial brasileira, que sofre os efeitos da redução do processo de produção e exploração de petróleo na Bacia de Campos, tem gerado ondas não muito positivas também para as contas de Macaé.

P

orém, em meio à tempestade, a previsão de bonança para os próximos meses aponta uma possibilidade de recuperação. O jeito é esperar. Os royalties passaram a ter peso efetivo da arrecadação de Macaé há cerca de 13 anos, quando os recursos oriundos do volume de produção registrado pelas unidades de exploração operadas pela Petrobras e demais empresas petrolíferas, as quais atuam no litoral fluminense, passaram a ser a maior fonte de receita recebida pelos cofres públicos. A importância desses recursos foi concretizada através da realização de obras grandiosas, entre elas o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, o Ginásio Poliesportivo, as unidades do Sistema Integrado de Transporte (SIT), o Hospital Público Municipal (HPM), as Linhas Verde e Azul e o Parque da Cidade.

Porém, para que o planejamento do governo não ficasse atrelado apenas aos volumes de produção, Macaé desenvolveu um modelo próprio de tributação, identificando um potencial ainda maior de receita através do ambiente favorável de negócios gerado pela própria indústria do petróleo. A partir daí, o município se viu em uma verdadeira transformação econômica, tendo o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), como uma das maiores fontes de recursos, cujas variáveis de cobrança poderiam ser manipuladas, a partir da eficácia de tributação do próprio governo. Os efeitos do mercado nacional e internacional, porém, precisam ser acompanhados, para que essa oscilação comercial não acabe comprometendo as diretrizes do orçamento.

ESPAÇO ABERTO A “Esmeralda de Macaé” e as Origens Míticas de uma Cidade O primeiro registro de que se dispõe sobre as terras onde atualmente se encontra o município de Macaé se deve a André Thevet, em 1555.

O

frade franciscano francês cabotava a costa do Brasil, então denominada França Antártica, com destino à fortificação francesa na baía do Rio de Janeiro.Singrando a costa no sentido norte-sul, menciona um desembarque, no dia 2 de novembro, na barrado Rio Maqué. Ali sua tripulação foi recebida na praia pelos anciãos da aldeia Tupi do Rio Macaé. Mas é a Jean de Lérya quem se devem as descrições mais detalhadas do sítio de Macaé. Dois anos mais tarde que seu antecessor, passa o Cabo de São Tomé e fundeia para abastecimento de água e carne de caça em um pequeno arquipélago naquele tempo denominado apenas por ilhas de Macaé. Este é o momento em que surge na história do Brasil a referência a um fantástico rochedo, tão reluzente que chamava a atenção dos navegadores, assim descrito nas palavras do próprio navegante francês:“Nessas terras vê-se à beira-mar um grande rochedo em forma de torre, tão reluzente ao sol que pensam muitos tratar-se de uma esmeralda; e, com efeito, os franceses e portugueses que por aí velejam o denominam Esmeralda de Macaé”. Dizia-se na época que a Esmeralda era protegido por uma infinidade de rochedos à flor da água que avançam mar adentro cerca de duas léguas, tornando a aproximação por terra ou por mar impraticável. Entretanto ainda no século XVI, Gabriel Soares de Sousa, em tratado descritivo sobre as terras da América Portuguesa, acrescenta aos acidentes geográficos de destaque na região uma elevada montanha, no interior do continente, vista a grande distância e útil referência para os navegadores, a qual compara à silhueta de um “frade com o capelo sobre as costas”. Estava então, há 427 anos batizado o cume símbolo da Macaé de hoje. Contudo, não há menção à “Esmeralda de Macaé” citada por Jean de Léry. Foi apenas em meados do

XIX (no ano de 1833, mais precisamente) que a “Esmeralda de Macaé” ressurge na historiografia brasílica. Auguste de Saint-Hilaire, induzido pelo relato da montanha verde e reluzente de Léry, comete o equívoco de atribuir o nome Macaé aos vocábulos de origem Guarani (referindo-se a dialeto originário do Paraguai), Maq-hé ou macaé que significariam, em português, Arara verde, fazendo referência ao verde da Esmeralda. Em que pese tenha a seu compatriota antecessor por “ingênuo e verídico Jean de Léry”, Saint-Hilaire sugere delicadamente a existência da esmeralda. Uma análise rápida na cartografia náutica produzida pela Marinha brasileira permite identificar uma série de pequenas lajes e parcéis nas imediações da Ponta de Imbetiba, adjacentes à Ilha dos Papagaios. Seria a Esmeralda a própria ponta do Forte Marechal Hermes? Seria a Ilha dos Papagaios? Igualmente, há pequenos afloramentos de rocha na enseada situada a Noroeste da ponta do Forte (imediações do atual mercado de peixes). Contudo, é impossível precisar a localização da “Esmeralda de Macaé” e sua existência perdese na memória dos tempos. Retomando o relato de Léry e as notícias dadas já a partir do litoral Sul da Bahia e costa do Espírito Santo, há menções a pedras preciosas e sugestão da presença de verdadeiras minas ao pé das serras do interior. Neste sentido, a “Esmeralda de Macaé” parece ser mais uma tentativa de chamar a atenção das coroas europeias para as riquezas do Novo Mundo, prática comumente empreendida por diversos cronistas e viajantes do Brasil colonial, na esperança da concessão de fundos e divisas para o empreendimento do esforço colonialista na busca das preciosas riquezas míticas relatadas. Gustavo Peretti Wagner Diretor de Projetos Socioeconômicos (FUMDEC). Arqueólogo e Historiador, Dr.

Em meio ao conturbado trânsito de Macaé, que registra diariamente milhares de veículos, o uso de bicicletas torna-se uma importante alternativa para quem quer evitar transtornos, além de contribuir com a sustentabilidade. Porém, em alguns espaços, até mesmo esse tipo de meio de locomoção é proibido trafegar, como é o caso do Calçadão da Avenida Rui Barbosa. Avisos existem. E a equipe da Guarda Municipal está no local para coibir esse tipo de prática.

PAINEL Placas I

Ocupação

Segurança

Placas II

Eleições

BR 101

Posicionamento

Aula

IPTU

Diariamente, milhares de pessoas circulam pela principal unidade do Sistema Integrado de Transportes (SIT), o Terminal Central. Principal meio de deslocamento da população, o serviço é utilizado de imediato por pessoas que chegam à cidade para buscar uma nova oportunidade de vida. Porém, essas mesmas pessoas enfrentam dificuldades de saber o itinerante dos coletivos, já que as placas que informam as rotas dos carros foram removidas do terminal. Quem tenta se orientar no trânsito de Macaé através de placas de sinalização fica completamente perdido. Não há informações suficientes para que os motoristas possam se deslocar de todos os pontos da cidade, situação que cria transtornos, principalmente por quem chega à Capital Nacional do Petróleo pela primeira vez. Devido ao ritmo crescente da cidade, até mesmo quem conhece o município, mas passou muito tempo fora, acaba ficando perdido. Equipamento que passou a fazer parte da realidade de muitos motoristas, mapas online através de GPS's são a saída para os condutores que buscam rotas alternativas para se deslocar em Macaé. Porém, quem utiliza os aparelhos de acesso remoto, através de celulares, fica a ver navios. É que, assim como os serviços de discagem, a internet por celular está cada vez mais precária na cidade, isso independente da operadora que presta o serviço.

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores ainda promove a ocupação do Palácio Natálio Salvador Antunes, que deve receber neste ano as sessões ordinárias do Legislativo. Uma série de serviços necessários ao trabalho parlamentar foram licitados, processos que devem ser concluídos até o início dos trabalhos em plenário, marcado para o próximo dia 18. A Câmara prevê a criação do Museu da Política, no Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo. Falando no Legislativo, o segundo ano do mandato dos parlamentares macaenses deverá ser marcado pela disputa eleitoral, a níveis estadual e federal. A participação dos vereadores no processo é importante, porém, a política que envolve o pleito não deve ser colocada em primeira posição, na frente do trabalho de fiscalização e de acompanhamento das ações do poder Executivo. Pelo menos isso é o que se espera dos 17 vereadores. Na próxima quarta-feira (5), os cerca de 40 mil alunos da rede municipal de ensino retornam às aulas. O início do ano letivo movimentará todos os setores ligados à rotina da população macaense, situação que implicará no trânsito, no comércio e em diversas áreas. Já em algumas unidades escolares da rede privada, as aulas serão retomadas na segunda-feira (3). O calendário escolar neste ano será atípico em função dos jogos da Copa do Mundo.

Prefeitos da região se mobilizaram nesta semana com o propósito de contribuir com avanços na segurança pública. Através da parceria com o 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os líderes do Executivo assumem um posicionamento que deveria ser da secretaria estadual de Segurança, mais preocupada em concentrar investimentos para a região metropolitana e a cidade do Rio de Janeiro. A iniciativa é importante! Não deve enfraquecer a pressão exercida nas últimas semanas, tanto pelo setor empresarial, quanto mobilização política, em defesa pela agilização das obras de duplicação da BR 101. A análise detalhada do cronograma de intervenções, e a demora no processo de licenciamento do trecho compreendido entre Macaé e Casimiro de Abreu, são as pautas que não podem morrer. A vida dos milhares de motoristas que trafegam pela rodovia depende disso. O calendário de pagamento do Imposto Sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU) para 2014 já está disponível para os proprietários de imóveis em Macaé. A novidade esse ano é o desconto de 10% para quem pagar em cota única até 28 de fevereiro. Os boletos para o pagamento antecipado já estão disponíveis para emissão no portal da prefeitura (www.macae.rj.gov.br). Para quem pagar a cota única até 31 de março o desconto será de 8%.

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MACAÉ, DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2014

Polícia

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NOTA

Fórum de Macaé ganha 2ª Vara Criminal para atender a população

FISCALIZAÇÃO

WANDERLEY GIL

Caminhões são obrigados a trafegar por vias alternativas Medida vale para caminhões acima de seis toneladas Daniela Bairros danielabairros@odebateon.com.br

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a semana em que uma passarela foi destruída depois que um caminhão basculante trafegou pela Linha Amarela, no Rio de Janeiro, com a caçamba levantada, que matou cinco pessoas e deixou quatro feridas, uma das perguntas a serem feitas no momento: a fiscalização do tráfego de veículos de grande porte em vias é de responsabilidade de quem? No caso do Rio de Janeiro, é da Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela. O acidente ocorreu na últi-

ma terça-feira (28), quando o caminhão derrubou a passarela na via, na altura de Pilares. Um táxi, um pálio e uma moto foram esmagados na queda da estrutura. O veículo trafegava com a caçamba levantada quando derrubou a passarela. O acidente ocorreu por volta das 9h15, horário restrito para o tráfego de caminhões com carga no local. Em Macaé, existe a implantação da sinalização das vias para que os motoristas tenham acesso às vias nos horários de pico. Caminhões acima de seis toneladas estão proibidos de circular pela Rodovia Amaral

Peixoto, das 6h às 8h e das 17h às 20h. Com a medida, os veículos de carga trafegam por vias alternativas, que são as Linhas Verde e Azul, responsáveis pela ligação à região norte e sul da cidade. A medida visa desafogar o trânsito nas ruas da cidade, principalmente da RJ 106, importante rodovia de ligação entre os municípios da Região dos Lagos e Macaé, além de ser uma das principais vias de escoamento da indústria offshore, ligando o Parque de Tubos e sede da Petrobras. Por lei, o tráfego de veículos pesados pode ser feito em rotas

Lei proíbe tráfego de caminhões acima de seis toneladas em Macaé alternativas. Em Macaé, a Lei 3238 ainda permite o tráfego destes veículos pesados na Vila Industrial Natálio Antunes, na Linha Azul e Linha Verde. A lei define multas, por exemplo, a serem impostas aos veículos com mais

de seis toneladas que não cumprirem a lei. A lei nº 3.434/2010 disciplina a circulação e os serviços de carga e descarga em Macaé. Mas, apesar da lei, e mesmo com ações de fiscalização nas ruas do Centro, a equipe de re-

portagem do Jornal O Debate flagrou o tráfego de veículos pesados, de grande porte. A prefeitura informou que a fiscalização está sendo feita e casos irregulares estão sendo autuados e sujeitos às penalidades previstas na lei.

HOMENAGEM

6º Presente das Águas acontece hoje Evento será realizado às 10h com saída em frente à Lira dos Conspiradores domingo, 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, Rainha das Águas. Macaé é cercada por um mar infinito e que gera trabalho e riqueza. Para muitos, é hora de agradecer por tudo o que o mar proporciona. Para celebrar a data, a Comissão de Assuntos e Pesquisa dos Direitos ÉtnicosRaciais realiza hoje o tradicional Presente das Águas, que nesse ano, está em sua sexta edição.

Segundo a historiadora e integrante da comissão, Kátia Magalhães, o evento terá início às 10h, com concentração em frente à Lira dos Conspiradores. Em seguida, o público fará um cortejo até o cais do porto, de onde poderão levar suas oferendas e jogá-las ao mar. Será uma festa aberta ao público. Não importa a religião. “Podem participar todas as pessoas, que de alguma forma agradecerão tudo o que o mar proporciona a Macaé, ou seja, trabalho e riqueza. Devemos agradecer à Iemanjá tudo aquilo que temos, essa natureza maravi-

DIVULGAÇÃO

lhosa, pensando melhor como cuidar do Meio Ambiente. Será um ato litúrgico que vai reunir também simpatizantes de religiões africanas. Todos estão convidados a celebrar o dia da Rainha das Águas e agradecer-lhe por tudo de maravilhoso que nos dá através do mar”. Ainda segundo Kátia, 200 pessoas são esperadas para o evento. “Posso afirmar que são pessoas que zelam pelo planeta, pelo amor, pela natureza e nesse domingo, por meio de um olhar cultural, poderão agradecer à Rainha das Águas, por tudo o que ela nos tem dado.”

SEGURANÇA

Comando da PM discute amanhã segurança regional KANÁ MANHÃES

Ramiro Campos, vai discutir regionalização da segurança das cidades abrangidas pelo batalhão O Comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar de Macaé, Ramiro Campos, reúne-se amanhã (3), às 10h, com prefeitos de municípios vizinhos, para discutir a regionalização da segurança, debatendo o combate ao crime nos seis municípios abrangidos pelo 32º BPM, sendo eles: Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Quissamã, Conceição de Macabu e Carapebus. O encontro será realizado na prefeitura de Rio das Ostras e contará com a participação do prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, prefeito de Casimiro de Abreu, Antônio Marcos de Lemos Machado, do prefeito de Carapebus, Amaro Fernandes e do presidente da Câmara de Carapebus, vereador Juninho, para discutirem também a ampliação da Companhia Escola de Rio de Ostras. Segundo Campos, as autoridades se reuniram em um primeiro encontro para discutir a ampliação da Companhia Escola de Rio das Ostras e o aumento no efeti-

Presente das Águas realizado ano passado atraiu milhares de pessoas no Dia de Iemanjá

APREENSÃO

Traficantes são presos em Rio das Ostras Segundo a Polícia Militar, houve troca de tiros entre policiais e cinco suspeitos policiais militares foram recebidos a tiros por cinco suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Rio das Ostras na madrugada de ontem (1). Após denúncia, os policiais foram até a Estrada do Sem Terra, no bairro Cláudio Ribeiro, para verificar tráfico

de drogas. No local, os policiais foram recebidos a tiros. Os policiais revidaram e conseguiram prender os suspeitos Matheus Antunes Barreto, 21, e Carlos Balikubdember Lemos da Silva, 19. Com eles, foram encontrados dois revólveres calibre 38, ambos com numeração raspada, 887 papelotes de cocaína, 30 buchas de maconha e 353 pedras de crack. Os dois foram presos em flagrantes e encaminhados à 128ª Delegacia de Polícia. DIVULGAÇÃO

Comandante do 32º BPM, Ramiro Campos vo de policiais para atuarem em comunidades. “Nesse primeiro encontro, discutimos como o bandido e o tráfico de drogas está interligado. Infelizmente, na nossa região, traficantes do Rio de Janeiro estão sendo abrigados nas nossas comunidades. Daqui, mandam “braços” de outros traficantes para municípios vizinhos, como Casimiro de Abreu e Conceição de Macabu”, explicou. Ramiro Campos enfatizou também que a Companhia Escola de Rio das Ostras está

formando 100 policiais militares, que já estão trabalhando nas ruas de Rio das Ostras, Macaé, onde fizeram operações na região serrana no último final de semana, em Carapebus e Quissamã. “Ficou acordado pelas autoridades políticas que, ao invés de estarem reivindicando ao governo do Estado mais policiamento, os prefeitos deverão se unir e oferecer ao estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando Geral da Polícia Mi-

litar, uma Companhia Escola em Rio das Ostras maior, com 300 policiais. Portanto, quando esses alunos se formarem, serão 300 policiais a mais e como o batalhão abrange seis municípios, 50 policiais serão deslocados para cada município, sendo eles: Macaé, Carapebus, Quissamã, Conceição de Macabu, Rio das Ostras e Casimiro de Abreu. Mas para conseguirmos esse aumento de policiais é preciso ampliar a Companhia Escola”.

Material apreendido com suspeitos do tráfico: revólveres e grande quantidade de drogas


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Economia

NOTA

Macaé possui quase 7 mil Microempreendedores Individuais, mil a mais que no ano passado

PETRÓLEO

QUESTÃO DE JUSTIÇA

Produção de petróleo e gás natural cresce 0,8% em relação a novembro de 2013

colunaquestaodejustica@gmail.com

Em dezembro a produção chegou a 2 milhões e 362 mil barris diariamente Paty Mendes patriciamendes@odebateon.com.br

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m dezembro, a produção total de petróleo e gás natural no Brasil foi de 2 milhões e 362 mil barris de óleo por dia (boed), 0,8% acima dos 2 milhões 342 mil boe/d extraídos em novembro, quando teve aumento de 1,2% sobre a produção de outubro. Foi uma média de 1 milhão 964 mil barris/dia (bp/d) somente de petróleo e chegou a ser 0, 4% maior que em novembro, quando atingiu uma média de 1 milhão e 957 mil bp/d. A entrada de novos poços nas plataformas P-26 e P56, no campo do Marlim e no campo do Marlim Sul, respectivamente, contribuíram para o aumento da produção. De acordo com a Petrobras, eles compensaram o desvio associado à parada programada da plataforma P-53, iniciada no final de novembro e concluída em dezembro, e a parada de produção da P-20, no campo de Marlim, a partir do dia 27 de dezembro, para reparar danos causados por incêndio no sistema de produtos químicos da plataforma. Essa unidade estava produzindo, até então, 22 mil barris por dia e a interrupção da produção nos últimos cinco dias de

2013 impactou a média de produção do mês em 3.500 bp/d. A estimativa é que ela volte a produzir no primeiro trimestre de 2014. Também em dezembro foi concluída a venda da parcela no Parque das Conchas. Tal operação foi aprovada pela ANP em 18 de dezembro de 2013. Com isso, a partir de 19 de dezembro deixaram de ser computados diariamente cerca de 12 mil bp/d na nossa produção no Brasil, impactando a média mensal em 5 mil bp/d. Em dezembro foi registrado o novo recorde de produção diária no pré-sal, de 371,3 mil barris de óleo por dia, que foi obtida com 21 poços produtores em operação. O poço que mais contribuiu foi da Bacia de Santos, com 184,7 mil bop/d. Já o volume de gás natural que foi produzido no Brasil, em dezembro, foi de 63 milhões e 308 mil metros cúbicos por dia (m³/d). Essa quantidade é 3% maior que a produzida no mês anterior, quando chegou a 61 milhões e 296 mil m³/d, em novembro. É importante citar que o Módulo 3 do campo Roncador, através da P-55, entrou em produção também em dezembro. Além disso, ao longo do ano, novos poços serão interligados

DIVULGAÇÃO

Foram produzidos, aproximadamente, 1 milhão e 900 mil barris/dia somente de petróleo contribuindo cada vez mais para o aumento da produção. Somente neste primeiro semestre está prevista para entrar em produção a plataforma P-58, que está em fase final de instalação.

EMPREENDEDORES

Brasil registrou crescimento de 8,8% no número de empreendedores individuais De acordo com levantamento feito pela Serasa, o Brasil ganhou 1.840.187 novas empresas em 2013, mais de 8,8% que o registrado em 2012, quando 1.690.760 novas empresas foram abertas no país. O levantamento mostra que das novas empresas criadas no ano passado, 68,2% do total foram de microempreendedores individuais, o que quer dizer 1.254.117. Outras 219.560 criações, cerca de 11% do total, foram de empresas individuais. Já as sociedades limitadas ficaram com 14,1% do total, cerca de 259 mil sociedades e outras 106.880 de outras naturezas jurídicas, que significam 5,8% do total. Em Macaé, o número de Microempreendedores Individuais - MEIs - cresceu 20% em 2013, chegando a ocupar o segundo lugar no estado do Rio, por renda per capita, na formalização de pequenos empreendedores. De acordo com o Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (Fumdec), em janeiro de 2013, o número de MEIs era 5.040, em janeiro deste ano, o número subiu para 6.763. Durante todo o ano de 2013, a prefeitura registrou mais de 120 processos. Segundo o presidente do Fumdec, Vandré Guimarães, o governo tem realizado diversas ações para estimular a formalização de microempreendedores. “Além das ações do governo, o município tem disponibilizado diversas ferramentas que facilitam a vida do empreendedor e estimula cada vez mais o aumento do número de micro mpreendedor individuais. O acesso ao crédito, capacitação e educação financeira são um exemplo disso”, comenta. Para Vandré, o aumento é significativo, considerando que nos anos anteriores, o crescimento variava ente 400 e 500 MEIs ao ano. Em 2013, o crescimento chegou a mais de 1000 empreendedores. “O aumento se deve à necessidade da cadeia produtiva de petróleo, que cada vez mais necessita de serviços criando novas oportunidades”, opina o presidente do Fumdec.

Andrea Meirelles

Nova ferramenta contra a corrupção Entrou em vigor, no dia 29 de janeiro, a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13). Espera-se, com a mesma, uma maior eficiência nesse combate, em nosso País. As punições, antes voltadas quase exclusivamente para o corrompido, se voltam agora para o corruptor: multas pesadas podem ser aplicadas para garantir a reposição aos cofres públicos dos valores desviados, além da exclusão da possibilidade de participar de licitações. A grande inovação é a responsabilização da pessoa jurídica, já que as empresas poderão responder pelos atos ilícitos dos seus funcionários. Nas palavras do Ministro-Chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, “não existe nenhum remédio milagroso”, mas espera-se uma “mudança de atitude e mentalidade do empresariado brasileiro”. Afinal as multas podem chegar até 20% sobre o faturamento anual bruto, o que não é pouca coisa, e quando não for possível determinar o seu fatura-

mento, o juiz poderá definir multas de até 60 milhões de reais. Outra penalidade que pode acarretar muito prejuízo e macular para sempre a imagem da empresa, é a possibilidade ser imposta a obrigação de divulgar a condenação em jornais de grande circulação. As penalidades previstas vão desde a proibição de receber quaisquer tipos de recursos de instituições financeiras públicas, e de participar de licitações, até mesmo a suspensão, interdição ou fechamento definitivo da empresa. Além disso, a prova da c o r r u p ç ã o a g o ra f i c o u mais fácil. Antes havia a necessidade comprovar a intenção da empresa, por dolo ou culpa. Agora basta que ela seja beneficiada pelo ato ilícito, e por essa dedução ela poderá vir a ser enquadrada na Lei Anticorrupção. É aguardada para as próximas semanas a sua regulamentação pelo governo federal, mas é necessário ainda mais para se combater a corrupção no país.

Vedação das doações de empresas nas eleições O próximo passo deveria ser a redução da influência econômica nas eleições, com a aprovação da vedação do financiamento das empresas. A matéria aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal, que irá decidir a questão através da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A OAB sustenta que as empresas não se enquadram no conceito de “povo”, o qual abrange o empresário como sujeito de direitos e não sua empresa. Alega-se também, no processo, que o atual sistema possui um controle deficiente, possibilitando doações ilegais e abuso de poder econômico, ferindo de morte a igualdade política dos cidadãos. De fato, nosso atual mo-

delo permite que os mais ricos exerçam influência desproporcional sobre a esfera política. E mais, seu funcionamento alimenta a promiscuidade política, pois permite que os representantes do povo possam ser movidos pelos interesses econômicos dos seus financiadores. Até o momento, quatro dos onze ministros votaram a favor da ação, concordando com a vedação de doação de empresas: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Dias Toffoli. Caso o julgamento aconteça até o mês Junho, o que é bastante improvável, o novo entendimento já seria válido para as eleições de Outubro de 2014. Se tal não ocorrer, a inovação se dará somente para as eleições de 2016.

O sistema Judiciário e a prescrição Mas nenhuma Lei Anticorrupção irá realmente funcionar se os processos prescreverem durante sua tramitação no judiciário. O atual sistema permite diversas manobras jurídicas que prorrogam indefinidamente um processo, até que finalmente chegue sua prescrição. A prescrição é um instituto que regula a perda do direito pelo decurso do tempo, ou seja, transcorrido um determinado tempo sem que o processo seja julgado, ele será considerado prescrito, isso quer dizer que mesmo que o fato ilícito tenha sido comprovado, nenhuma penalidade poderá ser aplicada. O aparelhamento do poder judiciário não acompanha o crescimento populacional, isso acontece em todo Brasil. E não poderia ser diferente em Macaé, exemplo disso, é que a população praticamente dobrou em dez anos, mas o judiciário mantém a mesma estrutura desde

2002. Apenas agora, em 2014, recebemos a notícia da criação da 2ª. Vara Criminal na cidade, que deverá ser instalada nos próximos meses, segundo informes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Observe como tudo isso se conecta. A legislação se aperfeiçoa, a população tem uma maior participação nos debates com as recentes manifestações e com a popularidade das redes sociais, mas em compensação, ainda falta investir e muito no sistema judiciário brasileiro. Para que se tenha efetividade, é preciso inverter este funil, para possibilitar maior celeridade nos processos judiciais. É necessário - e urgente, uma reposição do número de serventuários, pois faltam juízes e técnicos judiciários, mas ainda é mais importante, o investimento na qualificação destes agentes, afinal, caberá a eles a aplicação final desta nova legislação.


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EVENTO

DIVULGAÇÃO

Técnicos do IMMT realizam os testes para os ensaios de comparação

IMMT participa de evento de Senai do Ceará Atividades visam ampliar a qualidade técnica do trabalho de aferição Maárcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

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Instituto Macaé de Metrologia e Tecnologia (IMMT), através de convite do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Senai, Departamento Regional do Ceará, Unidade do Centro de Educação e Tecnologia Alexandre Figueira Rodrigues - CETAFR, está participando da 1ª Rodada de Comparação Interlaboratorial de serviços tecnológicos de certificação de medidores de grandezas elétricas da Rede Brasileira de Calibração. O trabalho foi iniciado em 5 de setembro de 2013 com previsão de término em 6 junho de 2014, de acordo com o Coordenador Técnico do Senai-CE, Eloi Bento de Paulo. O objetivo dessa rodada de comparação entre os mais conceituados laboratórios de metrologia do país é exata-

mente promover o Ensaio de Proficiência, que determina o desempenho das atividades de calibrações de todos os laboratórios envolvidos (neste caso, um total de 12 em todo o território nacional), visando identificar as diferenças interlaboratoriais para a melhoria da qualidade desses serviços no Brasil, esclarece Roberto Lemos, Físico e Metrologista do IMMT. A participação em atividades de Ensaio de Proficiência, Programas de comparação Interlaboratorial, que é um dos mecanismos de controle da qualidade dos resultados previstos na norma NBR ISO/IEC 17025 - Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, permite avaliar o desempenho dos laboratórios brasileiros, orientando na detecção de erros e propiciando o aprimoramento de técnicas operacionais, melhoria da qualidade das medi-

ções e uma maior confiabilidade dos resultados obtidos, segundo Pedro Peixoto, Servidor e Gerente Técnico do IMMT e Dilson Fiúza, Técnico em Metrologia do Instituto. O convite do Senai do Estado do Ceará se trata de mais uma confirmação e reconhecimento da credibilidade técnica do IMMT. “Felizmente conseguimos recuperar neste ano a credibilidade técnica que sempre tivemos. Afinal, do ponto de vista técnico isso fornece uma confiança adicional aos clientes do Instituto. Do ponto de vista institucional e da imagam do Município de Macaé se configura verdadeiramente como uma gestão pública profissionalizada e seguindo as melhores práticas do mercado, o que engrandece o nosso funcionalismo público e coloca Macaé num alto padrão de imagem, tendo em vista que são ações que têm o reconhecimento de diversas organiza-

ções internacionais, inclusive pela Organização Mundial do Comércio, no que tange aos aspectos de barreiras técnicas ao Comércio Exterior”, afirmou o Físico Eduardo Neiva, atual presidente do IMMT. Eduardo destacou ainda a importância das parcerias já firmadas pela instituição para garantir a qualidade no trabalho técnico. “Estamos recuperando a imagem e atividades estratégicas do IMMT e reconduzindo esse importante órgão da estrutura do Município no caminho que deveria estar trilhando. Agradecemos o esforço de toda a equipe técnica do Laboratório de Elétrica que vem conduzindo estes trabalhos e anunciamos que em breve, após a sua recuperação, incluindo equipamentos e procedimentos, este laboratório voltará a prover e oferecer serviços para as empresas da região”, finaliza Eduardo Neiva.

PESCADO

Produção da Colônia de Pescadores chegou a 590 mil quilos em dezembro WANDERLEY GIL

Pescadores esperam que aumente a produção nos próximos meses Quando o verão se aproxima, a presença de alguns tipos de peixe aumenta nas costas macaenses. De acordo com o levantamento feito pela Colônia de Pescadores de Macaé, no mês de dezembro, por exemplo, os pescadores conseguiram pescar cerca de 72 mil quilos do peixe “mistura”. A época do ano é um dos principais motivos para o aumento da incidência dessa espécie de peixe na região. Não só o “mistura”, mas, peixes como “corvina”, “maria mole” e “dourado” também fazem parte da turma que adora um calorzinho. A produção de dezembro dos pescadores da colônia, referente a esses quatro tipos de peixes, somou mais de 220 mil quilos. O peixe “dourado”, um dos mais caros atualmente desde seu reajuste no início do ano, custa no barco, cerca de R$ 12, já nas peixarias, ele é vendido por R$ 25, em média. Dessa forma, somente o “dourado”, rendeu mais de R$ 580 mil para os pescadores no mês de dezembro. O peixe “mistura” rendeu R$ 72 mil apenas, pelo fato de ter um preço de venda muito baixo. No barco, ele é vendido

Peixe mistura, corvina e maria mole tendem a ficar mais baratos em fevereiro

para os revendedores por R$ 1 e revendido para os consumidores finais por R$ 3, apenas. O “corvina” rendeu R$ 343 mil em dezembro, já que a produção no mês passado chegou a 49 mil quilos. O “maria mole" teve a mesma quantidade que o “corvina” em produção, mas por ser um peixe mais barato, rendeu aos pescadores, cerca de R$147 mil. No total, foram pegos mais

de 590 mil quilos de peixe em dezembro. “A previsão é que esse mês de janeiro seja bem melhor que o mês passado”, comenta Marcelo Pereira, presidente da Colônia. Ele conta que muitos caminhões partem do cais de Macaé, abarrotados de diferentes espécies de peixes rumo ao Rio de Janeiro e a Niterói. “Cerca de 30% é distribuído pelo município e 70% é enviado

para outras regiões”, explica o presidente. Como dizem os pescadores, o preço do peixe é igual a dólar, sobe de acordo com a procura, então, para os próximos meses, os peixes que tiveram maior produção, consequentemente terão reduções no valor da venda. Uma ótima oportunidade para quem gosta de uma “carne branca” saudável e quer economizar.

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8 Geral

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BAIRROS EM DEBATE Jardim Vitória

Falta de infraestrutura deixa moradores de área nobre indignados Jardim Vitória I e II sofrem com a falta de limpeza, esgoto a céu aberto e buracos Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

“I

ntenção sem ação é ilusão.” Considerados uma área nobre, os loteamentos Jardim Vitória I e II, são famosos pelas ruas tranquilas e belas residências, mas por trás dessa imagem de bairro modelo se escondem diversos problemas de infraestrutura. O bairro fica localizado em um ponto pouco frequentado, mas a poucos minutos da região central. Apesar de ter sofrido um forte crescimento nos últimos anos, é comum ver grandes quantidades de casas ainda sendo erguidas. Os diversos terrenos vazios demonstram que a tendência é que o número de residências aumente ainda mais nos próximos anos, diante disso, é importante que alguns serviços sejam feitos a curto prazo, a

FOTOS: WANDERLEY GIL

fim de evitar que eles se agravem com o passar do tempo. Há cerca de cinco meses, o Bairros em Debate esteve no local, onde, junto aos moradores, pôde relatar a realidade de quem vive ali. Essa semana, a pedido da própria população, a equipe voltou ao bairro para ver como está a situação por ali. Apesar de promessas, o estado encontrado é de total descaso e abandono. Pequenos problemas se acumulam, tornando-se um verdadeiro transtorno para a população. O que chama atenção é que alguns deles poderiam ser resolvidos rapidamente. Durante a visita, foi possível perceber que a situação não só segue praticamente da mesma maneira, como tem piorado. Entre as reclamações estão o problema na rede de esgoto, os buracos e a ineficiência dos serviços de limpeza pública.

Apesar de ser considerada uma área nobre, o loteamento sofre com diversos problemas

Falta de limpeza e descarte irregular lideram a lista de reclamações

Terrenos e calçadas viram depósito de entulhos No topo das reclamações está um dos problemas mais antigos, e talvez o que mais tem sido relatado nas páginas do jornal nos últimos anos. Os terrenos e calçadas do bairro continuam sofrendo com o descarte irregular. Quem vive no bairro diz que não aguenta mais conviver com o problema gerado pelos entulhos e lixo depositados em locais inapropriados. Como o bairro cresce a cada dia, os ter-

renos baldios têm virado depósitos, causando muitos transtornos para os vizinhos. Em uma das ruas, a equipe chegou a ver uma grande quantidade de entulhos, sacos plásticos e madeira acumulados na calçada, impedindo o acesso dos pedestres. “O bairro não tem calçada em todas as ruas e onde tem, estão obstruídas pelo entulho. O jeito é andar pelo meio da pista, rezando para não ser atropelado”, explica Renan Torres.

Segundo os moradores, essa prática tem acontecido com frequência em todo o bairro, gerando diversos tipos de danos para quem vive nas proximidades. “A prefeitura já esteve aqui várias vezes, limpou, mas o problema volta. Muitas vezes são alguns moradores que jogam. Acho que eles não pensam que vão morar ali, ou então devem gostar de viver no meio da sujeira, o que não é o caso da maioria. Também

temos um problema com um terreno no Jardim Vitória II que tem virado um lixão a céu aberto. Antes era em uma área mais abaixo, porém foi cercada e, o que parecia ser a solução, acabou só servindo para que o lixão fosse deslocado para outro local próximo. Isso é uma questão de educação e de saúde pública. As pessoas precisam parar com isso”, relata Patrícia Fernandes. Desta forma, consequente-

mente, surgiu o problema de zoonoses. A moradora conta que já apareceu dentro de sua casa ratos e baratas. Por conta disso, ela resolveu pagar uma empresa para dedetizar sua residência. “Tive que gastar um dinheiro para tentar resolver esse problema dentro da minha casa, porque está ficando insuportável. Agora, se os vizinhos fizessem a sua parte, a gente não precisaria estar apelando para essas medidas”, frisa.

Esgoto corre a céu aberto Não bastasse a sujeira, quem mora próximo a descida do ponto final de ônibus na Nova Macaé, também precisa conviver com outro problema desagradável, o esgoto a céu aberto. Segundo um morador, que pede para não ser identificado, ele já chegou a entrar em contato com a prefeitura, mas até hoje nada foi feito. “A entrada do bairro nesse

trecho está uma verdadeira lagoa de esgoto a céu aberto, que brota da galeria de águas pluviais interligada à Nova Macaé. Entrei em contato com a ESANE e fui solicitado e procurar a empresa Foz, que ficou de verificar em 48 horas, porém, a situação permanece e lá se vai quase um mês”, reclama. Não bastasse o mau cheiro, a exposição desse dejeto

compromete a saúde dessas pessoas, podendo vir a causar doenças, como, por exemplo, desinteria, leptospirose, dengue, varíola, amebíase, bouba, tétano, difteria, ascaridíase, dentre outras. Além de que contribui para diversos problemas ambientais, entre eles, a poluição do lençol freático. Ele também serve de criadouro para insetos, como mosquitos e também de ratos.

O que diz a prefeitura

Esgoto corre a céu aberto na entrada do bairro

Ruas do bairro estão cheias de buracos Caminhar por algumas ruas do bairro requer uma atenção redobrada, tudo isso por conta dos buracos. Essa situação foi relatada várias vezes no jornal, inclusive em uma reportagem publicada há cerca de uma semana. Um dos trechos mais críticos fica próximo ao ponto final de ônibus. Quem passa por ali, mal consegue acreditar que a via é pavimentada. Após anos sem receber manutenção, a pista ficou deteriorada e tomada pelos buracos e o barro. A prefeitura chegou a afirmar recentemente que ações de drenagem estão sendo feitas no local para retirar um vazamento. Após o término desse serviço, o trabalho será concluído com a pavimentação da área afetada.

Vale ressaltar que a manutenção das vias é um direito de todo cidadão e está prevista dentro do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que garante que é dever das autoridades promover um trânsito seguro e de qualidade. De acordo com o Art. 1º, “o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito”. A lei também ressalta que a velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.

Mas não é só a sujeira que tem causado transtornos. A falta de capina nos terrenos e ruas tem piorado a situação. “Tem terrenos que o mato chega a ficar maior do que você. Se a prefeitura diz que a responsabilidade dentro das áreas particulares é do proprietário, cabe a ela fiscalizar e cobrar isso. Enquanto fica o jogo de empurra a gente sofre as consequências aqui”, pontua Bruno Reis.

Muitas ruas do Jardim Vitória I e II sofrem com os buracos

Quanto ao problema do esgoto, a prefeitura diz que a equipe da Esane disse que estaria ainda na sexta-feira (31), para avaliar o problema. Já em relação ao problema de limpeza, uma a secretaria de Limpeza Pública irá mandar uma equipe até o local para verificar a situação. A prefeitura por meio da secretaria de Limpeza Pública ressalta que ela oferece o serviço de Cata Bagulho, que deve ser solicitado pelo telefone 2796-1235. Sobre os ratos e baratas, o Centro de Controle de Zoonose irá mandar uma equipe até o local. O CCZ informa que o telefone 27726461 está à disposição da população para a solicitação desse tipo de serviço. Já a manutenção das ruas esburacadas, ela diz que o local está incluído no cronograma de ações de tapa buraco.


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MEIO AMBIENTE

Geral 9 DIVULGAÇÃO

Influência humana é clara no aquecimento do planeta IPCC divulga estudo comprovando que as três últimas décadas foram as mais quentes desde 1850 Martinho Santafé

O

aquecimento do planeta é "inequívoco", a influência humana no aumento da temperatura global é "clara", e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções "substanciais e sustentadas" das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema. Os cientistas do IPCC - que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 - fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. "A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático", afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal au-

tor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. O documento serviu de base durante a Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre o Clima em Varsóvia, na Polônia, no final do ano passado. Em 1500 páginas, cientistas de todo o mundo se debruçaram sobre as bases físicas das mudanças climáticas, apoiados em mais de 9 mil publicações científicas. "O relatório apresenta informações sobre o que muda no clima, os motivos para as mudanças e como ele vai mudar no futuro", disse Stocker. A versão final divulgada nesta quinta é um texto revisado e editado e não tem muitas mudanças em relação ao documento apresentado em setembro do ano passado, que elevou o alerta pelo aquecimento global e destacou a influência da no processo.

"A influência humana no clima é clara", afirma o texto. "Ela foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, nas mudanças nos ciclos globais de precipitação, e nas mudanças de alguns extremos no clima." Segundo o IPCC, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas no clima não tiveram precedentes nas décadas de milênios anteriores. "A atmosfera e os oceanos estão mais quentes, o volume de neve e de gelo diminuíram, os níveis dos oceanos subiram e a concentração de gases poluentes aumentou", diz um resumo do documento. "Cada uma das últimas três décadas foi sucessivamente mais quente na superfície terrestre que qualquer década desde 1850. No hemisfério norte, o período entre 1983 e 2012 provavelmente foi o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 800 anos", prossegue.

Nível médio dos mares aumenta O grupo de cientistas também lembra que o aquecimento dos oceanos domina o aumento de energia acumulada no sistema climático, e que os mares são responsáveis por mais de 90% da energia acumulada entre 1971 e 2010. "É praticamente certo que o oceano superior (até 700m de profundidade) aqueceu neste período, enquanto é apenas provável que tenha acontecido o mesmo entre 1870 e 1970", diz o relatório. O nível dos mares também aumentou mais desde meados do século 20 que durante os dois milênios anteriores, segundo estima o IPCC. Entre 1901 e 2010, o nível médio dos oceanos teria aumentado cerca de 20 centímetros, diz o documento.

As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e protóxido de nitrogênio (conhecido como gás hilariante) aumentaram, principalmente por causa da ação humana. Tais aumentos se devem especialmente às emissões oriundas de combustíveis fósseis. Os oceanos, por exemplo, sofrem acidificação por absorver uma parte do CO2 emitido. A temperatura global deverá ultrapassar 1,5ºC até o final deste século em comparação com níveis estimados entre 1850 e 1900. O aquecimento global também deverá continuar além de 2100, mas não será uniforme, dizem os cientistas do clima. As mudanças nos ciclos da água no mundo também não serão homogêneos neste século, e

o contraste entre regiões secas e úmidas e regiões de seca e de chuvas deverá aumentar. O resumo do texto ainda constata que a acumulação de emissões de CO2 deverá ser determinante para o aquecimento global no final do século 21 e adiante. "A maioria dos efeitos das mudanças climáticas deverão perdurar por vários séculos, mesmo com o fim das emissões." Até outubro, o IPCC ainda vai publicar mais duas partes do relatório e também um documento final. A segunda parte será divulgada em março, no Japão, e detalhará os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade a mudanças climáticas. Em abril, Berlim será palco das conclusões do IPCC sobre mitigação.

Fundações comprometidas a não investir em combustíveis fósseis O Banco Mundial anunciou ano passado que limitaria seus financiamentos para projetos de carvão, medida que foi seguida pelo governo norte-americano, que afirmou que só ajudaria iniciativas de carvão em outros países caso não exista outra opção energética viável. Também em 2013, um estudo da Universidade de Oxford

identificou 41 fundos de pensão e grupos de investimentos que já possuíam algum tipo de ação para diminuir a participação de petróleo e carvão em seus portfólios. Agora, 17 fundações norteamericanas, que juntas somam US$ 1,8 bilhão em recursos, se comprometeram nesta semana a não investir mais em empresas de combustíveis fósseis.

“Cada vez está ficando mais claro para as fundações que, se você possui combustíveis fósseis em seu portfólio, você é em parte responsável pelas mudanças climáticas”, afirmou Ellen Dorsey, diretora do Fundo Global Wallace. Entre as fundações que estão abandonando o carvão e o petróleo se destacam a Park Foundation, que administra US$ 335

milhões, e a Schmidt Family Foundation, com US$ 304 milhões e fundada pelo presidente do Google, Eric E. Schmidt. Outra instituição que deve dar adeus ao carvão é o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com US$ 817 bilhões. Já está em estudo no Parlamento Norueguês a proposta para proibir os investimentos do

fundo em carvão, medida que é apoiada pela maior parte dos legisladores, com exceção da minoria governamental. Porém, mesmo antes de qualquer decisão do parlamento, os gestores do fundo já divulgaram que estão parando de investir em empresas e projetos de carvão. “Limitamos a participação do carvão no nosso portfólio, e nos

últimos dois anos cortamos pela metade esse tipo de investimento”, explicou Yngve Slyngstad, CEO do Banco Norueguês de Gestão e Investimentos (NBIM), que administra o fundo. Segundo Slyngstad, atualmente US$ 405 milhões do fundo estão investidos em carvão, o equivalente a 0,08% do total do portfólio.

Proposta adoção de preço sobre a emissão de GEEs Aos empresários e representantes governamentais reunidos em Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría, apresentou um relatório recomendando a adoção de um preço sobre a emissão de gases do efeito estufa (GEEs) e uma revisão nas políticas de subsídios para os combustíveis fósseis. Segundo a OCDE, entidade que reúne 33 dos países mais ricos do planeta, entre eles Estados Unidos, Japão, Alemanha e França, a con-

centração de GEEs na atmosfera já oferece um risco para a economia e para o meio ambiente, e se seguirmos com o modelo de produção atual a tendência é que esse risco aumente consideravelmente. “É por isso que faço esse forte chamado para que os governos nos coloquem rumo às emissões zero até a segunda metade deste século. Ao contrário da crise financeira, nós não temos disponível um plano B para o clima. Nada menos do que uma transformação do nosso setor de energia é necessária”, declarou Gurriá. De acordo com o documento,

que já havia sido divulgado no final do ano passado, implementar taxas de carbono ou esquemas de comércio de emissões é o primeiro passo que todos os governos devem fazer se estão mesmo comprometidos em reduzir a liberação de GEEs. Em seguida, é necessário repensar toda a política de subsídios para os combustíveis fósseis. Segundo os números da OCDE, os países-membros da organização gastam entre US$ 55 bilhões e US$ 90 bilhões anualmente para ajudar na exploração, produção e distribuição de petróleo, carvão e gás natural. Mesmo as nações que não estão na OC-

DE, como China e Brasil, também fornecem subsídios às fósseis, uma quantia que chegaria a US$ 523 bilhões ao ano. Gurriá reconhece que alterar esse cenário será difícil, mas aponta que deve partir dos governos a iniciativa para mudar a situação. “Existe atualmente uma lacuna de credibilidade entre o que os governos estão falando sobre as mudanças climáticas e as políticas que temos em prática. A maioria das empresas ainda não enxerga seriedade nas ações climáticas governamentais, por sua inconsistência, incoerência e por frequentes altera-

ções. Dessa forma, os empresários ficam relutantes para investir em tecnologias verdes”, afirmou. O secretário-geral da OCDE apresentou números que mostram que ações de adaptação e mitigação aos eventos climáticos extremos são muito mais baratas do que as de reconstrução. As obras de reparação dos estragos do furacão Sandy, que atingiu os Estados Unidos em 2012, e que ainda estão em andamento, custarão nada menos do que 0,5% do PIB do país, um volume de recursos muito superior ao que seria necessário para instalar barreiras

de proteção e outras medidas destinadas a reduzir os impactos de eventos extremos. “Estamos em uma rota de colisão com a natureza. Agora é a hora para decisões ambiciosas. Escolher apenas umas poucas ações não será o suficiente. É preciso que haja progresso em todas as frentes, particularmente no que diz respeito à precificação do carbono. Estou confiante de que líderes surgirão para esse desafio, pessoas que irão combater as mudanças climáticas e aproveitar as oportunidades econômicas que um mundo pós-carbono tem a oferecer”, concluiu Gurriá.

Cidades se unem para reduzir suas emissões O setor de edificações responde por cerca de 40% do consumo de energia dos Estados Unidos, sendo que é também responsável por 75% das emissões de gases do efeito estufa em áreas urbanas. Visando combater esse problema, o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, reuniu nesta semana os dirigentes de dez cidades dos EUA para anunciar os

novos esforços conjuntos destes municípios para reduzir sua poluição climática. “As cidades vão se voltar para a maior fonte de poluição climática nos EUA para atingir essa meta: as edificações”, afirmaram em uma declaração conjunta o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais e o Instituto para Transformação de Mercados,

que lideram o projeto. O programa, intitulado City Energy Project (CEP), é uma iniciativa nacional que foi criada para reduzir de cinco a sete milhões de toneladas de emissões de carbono anualmente - o equivalente à poluição de entre um milhão e 1,5 milhão de carros através do aumento da eficiência energética em edifícios urbanos.

As cidades que participarão do plano são Atlanta, Boston, Chicago, Denver, Filadélfia, Houston, Kansas City, Los Angeles, Orlando e Salt Lake City. As dez cidades foram escolhidas para a execução desse projeto por já trabalharem para tornar suas construções mais eficientes energeticamente. Salt lake City, por exemplo, já havia começado

a formular um plano para edifícios mais ‘verdes’, o ‘Sustainable Salt Lake - Plan 2015’, que será implementado no próximo ano. Los Angeles também já tomou medidas nesse sentido, e em 2013 se tornou a primeira grande cidade e exigir que construções novas ou reformadas tenham telhados que reflitam a luz do sol, a fim de economizar energia e reduzir as

contas de eletricidade. Por sua vez, Boston exige dos proprietários de edificações avaliações de energia. O município, juntamente com Chicago e Filadélfia, aprovou medidas para monitorar a quantidade de energia que as construções estão usando, o que já é um primeiro passo para aumentar sua eficiência.


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SAÚDE

FLÁVIO SARDOU/SECOM

"Uma proposta inovadora, ampla e audaciosa" Consultor da Fundação do Câncer explica ações sobre atendimento oncológico em Macaé

O

mastologista (especialista em doenças da mama) Carlos Frederico Lima é consultor da Fundação do Câncer, e está à frente da implantação do sistema de atendimento oncológico em Macaé. No dia 23 de setembro do ano passado, o governo assinou um convênio inédito com a Fundação do Câncer e, assim, a Capital do Petróleo tornouse a primeira cidade do Brasil a firmar uma parceria com a instituição, que é a principal referência no país em controle, tratamento e prevenção na área de oncologia. Mais importante parceira do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e responsável por colaborar com todas as atividades do Programa Nacional de Controle do Câncer, a Fundação está auxiliando a prefeitura na organização do Plano Municipal de Assistência Oncológica, com ações nas áreas de pesquisa, ensino, diagnóstico precoce, tratamento e cuidados paliativos. O projeto, pioneiro no país, tem como meta tornar a cidade uma referência na assistência de alta complexidade em oncologia, com tratamento amplo e consistente. Nesta entrevista, feita na sede da Fundação do Câncer, no Centro do Rio de Janeiro, o Dr. Frederico fala sobre o trabalho que está sendo desenvolvido na cidade. Para saber mais sobre a Fundação, acesse www.cancer.org.br. Que tipo de atendimento aos portadores de câncer está sendo estruturado em Macaé? desde a primeira conversa que tivemos, para saber se iríamos topar esse desafio de criar uma unidade de referên-

cia de câncer no município, discutimos muito seriamente a necessidade de cumprir os requisitos exigidos tanto pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) quanto pela própria Secretaria de Saúde de Macaé. A premissa básica é que vamos estabelecer um centro de excelência na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) a ser criada em Macaé. UNACON é a denominação que o Ministério da Saúde dá às unidades de saúde vinculadas ao SUS que fazem tratamento oncológico. Nós estamos trabalhando para que Macaé tenha um atendimento oncológico integral e de alta qualidade. No município, esse serviço terá três diferenciais. Os UNACON geralmente não têm um centro de pesquisa clínica, e o de Macaé terá. Este é o primeiro diferencial. O segundo diferencial refere-se à rede de informação para o registro de câncer na região que iremos construir. Seja o registro hospitalar (RH), que é aquele que se obtém porque o paciente procurou o hospital, seja o que denominamos registro de câncer de base populacional (RCBP). É este último que o INCA utiliza quando divulga os informativos de novos casos de câncer no Brasil. Um sistema que absorva toda a informação de pessoas com câncer na região necessita de uma estrutura de coleta de informação, ou seja, necessita de pessoas e de tecnologia. É isso que vai permitir o planejamento num horizonte de 5 a 10 anos. O terceiro diferencial é o trabalho de implantação de um sistema integral, uma linha de cuidados equilibrada nos três níveis, desde a aten-

ção básica, passando pela rede diagnostica e chegando à rede terciária. Ou seja, desde os postos de saúde e dos agentes da Estratégia de Saúde da Família, passando pelos ambulatórios e hospitais, até chegar aos ambulatórios e hospitais de alta complexidade, precisamos treinar equipes, formar as pessoas que irão prestar o atendimento. Para isso, agregamos ao nosso time de profissionais um engenheiro de produção da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ), para que se possa estabelecer um processo de controle de qualidade. A saúde do município está preparada para receber esse sistema integral de tratamento oncológico? Tiramos um retrato verdadeiro da situação. A primeira oficina de apresentação dos resultados dessa avaliação, realizada no gabinete do prefeito no Centro de Convenções, em Macaé, no final do ano passado, mostrou a realidade da saúde no município, e o que precisava ser melhorado. Isso foi estimulado pelo próprio prefeito, e pelo Dr. Flávio, secretário de Saúde. É essa preocupação em fazer o diagnóstico do sistema de saúde no município, resolver os problemas e planejar os próximos 5 anos, 10 anos, que vai fazer com que a população tenha sobrevida maior daqui a uma década. Essa curva de sobrevida será a medida do sucesso do sistema. O senhor poderia explicar o que é esse sistema integral de atendimento? A implantação de um sistema integral prevê o tratamento

IPTU

Orientação e dedicação são destacados pelo Dr. Carlos Frederico Lima das pessoas que já estão doentes e a identificação daqueles que têm a doença mas ainda não foram diagnosticados, e ainda o trabalho de prevenção, que pode reduzir a incidência da doença em até 30%. A prevenção consiste em ações de incentivo à adoção de bons hábitos de vida, como o combate ao tabagismo e ao sedentarismo, e a opção por alimentação saudável. A identificação dos que têm a doença mas ainda não foram diagnosticados exige, por exemplo, a realização de exames de rotina na população de maior risco, como homens e mulheres acima de 50 anos. Portanto, não é só instalar a quimioterapia no Hospital São João Batista. Naturalmente que quem está doente agora quer e deve ser tratado, mas estamos estruturando o sistema para que os pacientes de Macaé não só deixem de ir a Campos ou ao Rio, mas que fiquem curados definitivamente. Isso é inovador. Não há plano oncológico no Brasil que tenha essa proposta.

O que se tem, em geral, é a estruturação de um hospital para atender câncer. Em Macaé, a proposta é mais ampla e audaciosa. Eu faço um paralelo com a fome: a gente tem que dar comida a quem está com fome agora, mas tem que pensar a longo prazo também, em produzir alimento e distribuí-lo, para que as pessoas não voltem a passar necessidades. A Fundação do Câncer prevê treinamento de forma constante e sistemática dos profissionais envolvidos, inclusive no que diz respeito às ações de prevenção. A prevenção exige mudança de hábitos, e isso não é mesmo fácil. Exatamente. Precisamos introduzir o conceito de vida saudável inclusive na rede de educação básica, em todas as escolas, começar desde cedo para que a criança possa assimilar mais facilmente esse conceito. E temos que treinar o pessoal dos postos de saúde da da Estratégia Saúde da Família. Ou seja, é um processo

paralelo de educação continuada para o profissional e para o leigo. Isso exige pelo menos seis meses de implantação. Mas o sucesso é garantido os resultados obtidos com a campanha anti-tabagismo são a maior prova da eficácia da prevenção. Nas últimas duas décadas, foi possível reduzir em 10 milhões o número absoluto de fumantes no país. A Fundação do Câncer tem atuado em parceria com o INCA no projeto Ambientes Livres do Tabaco. O Brasil é um dos países mais avançados na área de regulação dos produtos derivados do tabaco. Também foi um dos primeiros a fazer restrições legais à propaganda de cigarros. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo, coordenado e executado pelo INCA com suporte da Fundação do Câncer, é considerado um dos melhores do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).Macaé já tem um trabalho muito bom nesse sentido, vamos trabalhar para torná-lo ainda mais eficaz.

Estado do Rio de Janeiro CÂMARA MUNICIPAL DE MACAÉ Comissão Permanente de Licitação

Solicitação de isenção de IPTU já pode ser feita

AVISO DE LICITAÇÃO: ACâmara Municipal de Macaé, por meio de sua Comissão Permanente de Licitação, torna público que, realizará a licitação baixo indicada: PREGÃO PRESENCIAL de nº 023/2013- CPL/CMM. Proc. Nº 01529/ 2013, Objeto: Aquisição de uniforme para atender aos funcionários da Câmara Municipal de Macaé, conforme estabelecido no TERMO DE REFERÊNCIA - ANEXO II.Data/hora Abertura: Dia 13 de fevereiro às 10:30 horas. O recebimento e abertura dos envelopes de Proposta e Documentação será em Sessão Pública a se realizar no salão nobre situado no 1º andar do Edifício- Sede da Câmara, sito à Rodovia do solicitar a isenção do IPTU/ Petróleo - RJ 168, Km 3,5 - Virgem Santa - Macaé/RJ. Os editais e seus TSP 2014. As isenções deverão anexos estão à disposição dos interessados na sala da Comissão Permanente ser solicitadas o dia 31 de de Licitação no horário de expediente (09:00 às 12:00 / 14:00até às 17:00) onde poderão ser consultados e retirados mediante apresentação de e demarço e serão analisadas carimbo contendo CNPJ e Razão Socialferidas e mediante a entrega (uma) nos casosde1 e condições, resma de papel A4. Macaé-RJ, 01 de fevereiro de 2014, PREGOEIRO a partir deThales segunda-feira (3), Andrade. de acordo com a LC 53/2005 OFICIAL: Vinícius Brandão Informações pelonº sítio: os contribuintes poderão dar c/c Decreto nº 17/2010 e Resohttp://www.cmmacae.rj.gov.br/

Contribuintes podem procurar equipe da secretaria de Fazenda

Estado do Rio de Janeiro CÂMARA MUNICIPAL DE MACAÉ Comissão Permanente de Licitação AVISO DE LICITAÇÃO: ACâmara Municipal de Macaé, por meio de sua Comissão Permanente de Licitação, torna público que, realizará a licitação baixo indicada: PREGÃO PRESENCIAL de nº 023/2013- CPL/CMM. Proc. Nº 01529/ 2013, Objeto: Aquisição de uniforme para atender aos funcionários da Câmara Municipal de Macaé, conforme estabelecido no TERMO DE REFERÊNCIA - ANEXO II.Data/hora Abertura: Dia 13 de fevereiro às 10:30 horas. O recebimento e abertura dos envelopes de Proposta e Documentação será em Sessão Pública a se realizar no salão nobre situado no 1º andar do Edifício- Sede da Câmara, sito à Rodovia do Petróleo - RJ 168, Km 3,5 - Virgem Santa - Macaé/RJ. Os editais e seus anexos estão à disposição dos interessados na sala da Comissão Permanente de Licitação no horário de expediente (09:00 às 12:00 / 14:00 às 17:00) onde poderão ser consultados e retirados mediante apresentação de carimbo contendo CNPJ e Razão Social e mediante a entrega de1 (uma) resma de papel A4. Macaé-RJ, 01 de fevereiro de 2014, PREGOEIRO OFICIAL: Thales Vinícius Brandão Andrade. Informações pelo sítio: http://www.cmmacae.rj.gov.br/

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ FUNDAÇÃO DE ESPORTES E TURISMO DE MACAÉ ERRATA No Jornal O DEBATE na edição de nº 8309 de 31 de janeiro de 2014, na publicação da Inexigibilidade de Licitação nº 001/2014, na pág. 07, Onde se lê: "...com base no art. 25, III, da Lei Federal nº 8.666/93..." Leia-se: "...com base no art. 25, caput, da Lei Federal nº 8.666/93..." ANTÔNIO LUIZ PINHEIRO SANTOS Presidente da FESPORTUR

entrada no requerimento para

luções da secretaria municipal

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ FUNDAÇÃO DE ESPORTES E TURISMO DE MACAÉ ERRATA No Jornal O DEBATE na edição de nº 8309 de 31 de janeiro de 2014, na publicação da Inexigibilidade de Licitação nº 001/2014, na pág. 07, Onde se lê: "...com base no art. 25, III, da Lei Federal nº 8.666/93..." Leia-se: "...com base no art. 25, caput, da Lei Federal nº 8.666/93..." ANTÔNIO LUIZ PINHEIRO SANTOS Presidente da FESPORTUR

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ FUNDAÇÃO DE ESPORTES E TURISMO DE MACAÉ PORTARIA No

048/2014

O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DE ESPORTE E TURISMO DE MACAÉ - FESPORTUR MACAÉ, no uso de suas atribuições legais conferidas pelo art. 9 º, XVIII, da Lei Complementar n º 048/2005, RESOLVE exonerar os cidadãos ANTÔNIO LUIZ DE OLIVEIRA VILLAS BOAS CPF: 988.078.977-68 e MARINETE DOS SANTOS FIGUEIRA CPF: 115.085.807-90 nos símbolos CAI/CAIS III e CAI/CAIS IV respectivamente, da Fundação de Esporte e Turismo de Macaé, a contar de 01 de fevereiro de 2014. Macaé, em 31 de janeiro de 2014. Antonio Luiz Pinheiro Santos Presidente da FESPORTUR MACAÉ

de Fazenda nº 005 e 006/2014. carnê do IPTU/TSP 2004. O calendário de pagamento A solicitação deverá ser feita na Coordenadoria de Lança- do Imposto Sobre Propriedade mento Tributário no Centro Territorial Urbana (IPTU) paAdministrativo Luiz Osório ra 2014 já está disponível para (Cealo) que fica na Av. Presi- os proprietários de imóveis em dente Sodré, nº 466, Centro, Macaé. A novidade esse ano é antigo Hotel Ouro Negro. O o desconto de 10% para quem DO RIO DE JANEIRO horário deESTADO atendimento é das pagar em cota única até 28 de PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ fevereiro. 9h às 17h. OFUNDAÇÃO contribuinte deverá E TURISMO DE ESPORTES DE MACAÉ Os boletos para o pagamento retornar à Coordenadoria para PORTARIA 048/2014 estarão disponíveis saber se o requerimento foi de- Noantecipado emissão no portal daDEpreferidoOou indeferido.DA FUNDAÇÃO para PRESIDENTE DE ESPORTE E TURISMO AMACAÉ lista completa dos MACAÉ, contri- no feitura (www.macae.rj.gov.br) a - FESPORTUR uso de suas atribuições legais conferidas 9 º, XVIII, da Lei Complementar n º 048/2005, buintes que pelo têmart. direito a isenção partir da segunda quinzena de também constará, na íntegra, no fevereiro. RESOLVE exonerar os cidadãos ANTÔNIO LUIZ DE OLIVEIRA VILLAS BOAS CPF: 988.078.977-68 e MARINETE DOS SANTOS FIGUEIRA CPF: 115.085.807-90 nos símbolos CAI/CAIS III e CAI/CAIS Destaque legendada Fundação de Esporte e Turismo de Macaé, a contar IV respectivamente, de 01 de fevereiro de DO 2014. ESTADO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ em 31 de janeiro deDE 2014. FUNDAÇÃOMacaé, DE ESPORTES E TURISMO MACAÉ Antonio Luiz Pinheiro Santos EXTRATO DO CONTRATO Presidente da FESPORTUR MACAÉ I - Espécie: Contrato para prestação de serviços - Processo nº 200637/ 2013. II - Objeto: Realização de shows pirotécnicos, piromusicais sincronizados por computador via rádio freqüência, para atender o Município de Macaé nas festividades de Réveillon 2014 na praia do pecado e de três shows pirotécnicos de pequeno porte, para atender as demais localidades do Município - Contrato nº. 032/2013. III - Modalidade de Licitação: Pregão FESPORTUR nº 001/2013. IV - Crédito: Programa de Trabalho nº 278120026.2.854 - Elemento de Despesa: 3.3.90.39.00.00 - Outros Serviços de Terceiros P.J. - Código Reduzido nº 9448. V - Empenho: nº 00239/2013 - Ordinário VI - Valor do Contrato: R$ 391.000,00 VII - Prazo de vigência: A partir da data de assinatura até o exaurimento do objeto. VIII - Partes: Fundação de Esporte e Turismo de Macaé - FESPORTUR e Interfogos, Comércio, Importação e Exportação Ltda-ME. Macaé, 27 de dezembro de 2013. LUIZ RENATO LUCAS MARTINS Presidente da FESPORTUR

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POLÍTICA

WANDERLEY GIL

Carlos Augusto coloca nome à disposição do PSL Nome do ex-prefeito de Rio das Ostras é cotado para disputar processo eleitoral deste ano Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br

A

experiência política e administrativa, na condução da cidade que mais cresceu em número populacional no país nos últimos anos, e apontada também como referência na aplicação dos recursos gerados pela tributação do petróleo, dentro do conceito constitucional dos royalties, pode garantir ao ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, uma nova trajetória em seus quase 30 anos de atuação política. Nome ainda presente na realidade dos moradores da cidade que ajudou a desenvolver setores como infraestrutura, saúde e saneamento, Carlos Augusto implantou uma gestão reconhecida por outros municípios do Norte Fluminense, cujos gestores se espelham na transformação vivida por Rio das Ostras ao longo dos últimos dois mandatos administrativos, que pesou na decisão de buscar uma nova “casa política”, o PSL. “Fiz questão de cumprir o meu mandato no PMDB, partido que me elegeu e que me ajudou muito na gestão de Rio das Ostras. Mas percebi que precisava trilhar um novo caminho. Daí recebi o convite do PSL, que tinha a proposta de reunir ex-prefeitos de cidades do Estado, com experiência em administração pública. Como o PSL faz parte da base do PMDB

no governo do Estado, decidi assinar com o novo partido”, explicou Carlos Augusto. Diante da formatação de um novo “hall” de gestores experientes, o nome de Carlos Augusto passou a ser cotado pelo PSL para disputar o processo eleitoral neste ano, e segue em destaque na formação de lideranças que podem concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), como também a uma possível dobradinha com o PMDB, na disputa pela sucessão do governo do Estado. “Esse foi um pedido do Jorge Picciani (presidente estadual do PMDB) e do governador Sérgio Cabral, para que eu ficasse na base do governo do Estado. Sem o Sabino (prefeito de Rio das Ostras) na Alerj, a nossa região passou a ter pouca representatividade na Assembleia. Por isso, coloquei o meu nome à disposição do PSL. Rio das Ostras, Macaé, Cabo Frio e Campos são cidades que cresceram muito nos últimos anos, e precisam dessa força política”, destacou Carlos Augusto. O convite foi reforçado nesta semana. No último dia 28, Carlos Augusto se encontrou com o vice-governador Pezão, em reunião realizada em Macaé. Inovador, mas com pé no chão, Carlos Augusto aponta que outras cidades também podem passar a discutir projetos implantados em Rio das Ostras, durante a sua gestão.

“Quando assumimos, Rio das Ostras tinha 35 mil habitantes. Deixamos o governo com uma cidade formada por mais de 120 mil pessoas, número que representa o tamanho do nosso desafio em promover uma gestão focada em atender à demanda de toda essa gente, que ajuda a nossa cidade a crescer, a evoluir. Esse é um cenário bastante parecido com o de Macaé, o de Cabo Frio, Quissamã e Campos, cidades que possuem potencial financeiro para desenvolver projetos audaciosos, como a Parceria Pública Privada (PPP) do saneamento básico. Fomos a primeira cidade do país a implantar esse modelo que não gera ônus ao morador”, apontou o ex-prefeito. Mantendo o mesmo espírito de liderança que o tornou vereador e depois prefeito de Rio das Ostras por dois mandatos, Carlos Augusto inicia a discussão de projetos regionais, que precisam ser pensados entre as cidades que registram o crescimento em um mesmo ritmo. “Pontos como a privatização da água, onde os prefeitos deixam de ser gestores para serem fiscalizadores do serviço, um pacto pela saúde regional, a construção de uma nova rota entre Macaé e Rio das Ostras, aproveitando a Estrada Norte/Sul, precisam ser discutidos. Não dá para prefeitos pensarem em planejamento sem conversar, sem um diálogo aberto. Pautamos

Carlos Augusto participou de encontro com Pezão nesta semana isso em nosso mandato. Buscamos a interação junto à população, como o Orçamento Participativo, e conseguimos sim encerrar um governo que até hoje gera benefícios para a população da nossa cidade”, analisou Carlos Augusto. Diante de tantos reconheci-

mentos, Carlos Augusto arrisca ao apontar um segredo de sucesso na gestão pública. “A nossa preocupação sempre foi buscar uma relação muito próxima com a sociedade. Isso se tornou difícil em Rio das Ostras devido ao grande e rápido crescimento populacio-

nal. Acompanhamos esse fenômeno, mas nunca esquecemos que um político deve atuar pelo povo, sem vaidade, mas com foco. O nosso governo foi o povo que ajudou a construir. E essa mesma ideia segue comigo nessa nova caminhada”, ressaltou Carlos Augusto.

CARLOS AUGUSTO EM NÚMEROS: › R$ 178 milhões foram deixados

em caixa pelo ex-prefeito em 2012, incluindo os valores de restos a pagar e o superávit para o ano que foi de mais de R$ 80 milhões; › 265 km de rede de água, com um total de R$ 102 milhões em investimentos; › 222 km de rede de esgoto, com um total de R$ 356 milhões em investimentos, incluindo a PPP; › 170 km de pavimentação de ruas, com um total de R$ 270 milhões em investimentos.

PLANEJAMENTO E METAS: › OBRAS licitadas e empenhadas:

reurbanização de ruas laterais à Rodovia Amaral Peixoto, construção da sede da PM e do Corpo de Bombeiros e a reurbanização do bairro Liberdade.

ÚLTIMAS OBRAS CONCLUÍDAS PELO GOVERNO EM 2012: › CONSTRUÇÃO de 3 escolas de Ensino Fundamental; › REVITALIZAÇÃO da orla do Bosque; › CONSTRUÇÃO da Vila Olímpica, no Âncora; › OBRA de infraestrutura do Nova Esperança;

OBRAS REALIZADAS NOS DOIS MANDATOS: › PONTE Estaiada sobre o Rio das Ostras › DUPLICAÇÃO da Rodovia Amaral Peixoto (50% da obra com toda a rede de drenagem, água e coleta de esgoto) › PAVIMENTAÇÃO de ruas e travessas no Âncora, Recreio, Jardim Mariléa › AMPLIAÇÃO do Pronto Socorro e construção da Unidade de Dor Torácica › REFORMA do hospital com a implantação do Espaço Mamãe e Bebê e Emergência Pediátrica


MACAÉ, DOMINGO, 2 E SEGUNDA-FEIRA, 3 DE FEVEREIRO DE 2014

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Esporte SUL-AMERICANO

DIVULGAÇÃO

O professor Cláudio Joanino juntamente com o atleta Luan Carvalho que conquistou a medalha de ouro no Rio Open

RIO OPEN

Nova União Macaé Barroco participou do Campeonato Rio Open Os três atletas que representaram a cidade de Macaé conquistaram medalhas Maira Abreu

N

o sábado, 25, a equipe Nova União Macaé Barroco Combat foi a Niterói participar da competição de Jiu-Jítsu Rio Open. Esse campeonato faz parte do Estadual, servindo de preparatório para os atletas que têm como principais metas o Panamericano e o Mundial. A cidade de Macaé teve três atletas representantes, o faixa preta Antônio Barreto (31 anos) que foi campeão pela categoria meio pesado (até 86 kg), Luan Carvalho (22 anos), faixa marrom, campeão pela categoria leve (até 76 kg) e o faixa azul Maicon Ribeiro (25 anos) que conquistou o terceiro lugar na categoria meio pesado (até 86 kg). Luan Carvalho falou sobre

sua vitória na competição: "Foi tranquilo. Achei que meu desempenho foi bom, consegui finalizar na primeira luta com 1 minuto, e na outra luta abri uma grande pontuação sobre o meu oponente". Luan lutará em duas competições, o Panamericano da CBJJ/ IBJJF, na Califórnia, do dia 12 a 16 de fevereiro e o Houston Open/ IBJJF, no Texas, no dia 23 de fevereiro. "Espero estar mantendo o bom nível nas principais competições, pois estarão participando outros atletas de ponta e muito bem preparados", afirmou o atleta. O faixa marrom já foi Campeão Mundial, Panamericano e Brasileiro e vai em busca de defender esses títulos destacados na carreira. Sua preparação vem sendo intensiva, treinando

diariamente, com um total de seis horas de treinos e tendo um bom preparo físico. No mesmo final de semana que o Rio Open, aconteceu o Campeonato Mundial Submisto da CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportiva), na qual Felipe Cirya (25 anos) conquistou a vitória pela categoria meio pesado. A Equipe Nova União Macaé Barroco Combat agradece a seus apoiadores: Laboratório Hemolabes, GSoares, Suple Pak, Pride Fight Wear, Scorpion Fight Wear, Barroco Combat, Academia Vida Ativa, Supermercado Fronteira, Academia Superação / Lagomar, Mini Mercado Carol e Ju, Açaí da Vitória da Barra, Pizzaria Big Anápolis, Academia Biofitness e ao jornal O DEBATE.

Atletas de Macaé brilham no Sul-americano de Jiu-Jítsu Dois atletas participaram da grande competição e trouxeram medalha Os atletas de Macaé da equipe Gordo Jiu-Jítsu/Malafaia Team participaram do Campeonato Sul-americano de Jiu-Jítsu Profissional 2014, que foi realizado no sábado passado (25), com início às 10h, no Ginásio Servita, em Jacarepaguá. Dois atletas que foram ao

campeonato brilharam no cenário das artes marciais, conquistando medalhas. Luciano Malafaia lutou pela Faixa Preta Sênior, conseguindo a medalha de prata em sua categoria. “Fiquei muito tempo sem lutar, já faz cinco anos, sou professor de artes marciais e não tenho muito tempo para me dedicar às lutas, mas estou de volta”, comentou o professor e lutador. Mesmo tendo pela frente lutas duríssimas, o Faixa Preta Caio Marcelo conquistou a

medalha de ouro, pela categoria médio. “Fiz lutas com atletas de alto nível, isso foi muito bom, estou evoluindo cada vez mais e espero representar a cidade de Macaé por mais vezes e trazer títulos”, destacou o atleta. Os atletas agradecem aos seus patrocinadores: Gráfica Real, Restaurante Cantinho do Sabor, Personal Graciane Ferreira, Dr. Carlos Henrique Miranda Barbosa, Lanchonete do Tio Mauri, Quiosque do Ronaldo e ao Jornal O DEBATE. WANDERLEY GIL

Experiente lutador Luciano Malafaia conquista medalha em Sulamericano de Jiu-Jítsu


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