WANDERLEY GIL
DIVULGAÇÃO
MORTES DE PM NO ESTADO SUPERAM A GUERRA
COMÉRCIO JÁ FECHOU 2 MIL VAGAS NESTE ANO
PSDB REELEGE GLAUCO LOPES
POLÍCIA, PÁG.5
ECONOMIA, PÁG.8
GERAL, PÁG.12
R$ 1,50 Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017 Ano XLI, Nº 9293 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Mobilização para salvar Macaé vai ganhar as ruas da cidade Lideranças sindicalizadas, membros da sociedade civil e agentes políticos organizam ato público que marcará fase de apoio ao novo porto da cidade. Mobilização acontece na manhã desta terça-feira (25) PÁG. 3 GERAL
KANÁMANHÃES
Veículos oficiais surgem em meio aos escombros do Ginásio Os desabamentos recentes registrados nesta semana, no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, revelaram um outro cenário de abandono e de sucateamento do patrimônio público municipal. Escondidos em alas que antes foram utilizadas por equipes que travaram grandes duelos na arena esportiva da cidade, estão quatro veículos que pertencem a frota oficial da prefeitura. E pelos adesivos desbotados, dá para perceber que eram utilizados pela extinta Fundação de Esportes (Fesporte) e pela
Coordenadoria da Defesa Civil. Os veículos, escondidos em meio aos escombros que se soltam do prédio abandonado, são relativamente novos. O ano de fabricação varia entre 2009 e 2010. Porém, apesar de terem pouco mais de seis ou sete anos de uso, os carros estão inutilizados por falta de manutenção ou por simples reposição de peças. Um dos casos mais emblemáticos é da caminhonete Ranger, ano 2009, avaliada em pouco mais de R$ 40 mil, que era utilizada pela Defesa Civil. PÁG. 7
Gol Power, ano 2009/2012, está em um dos acessos do prédio
KANÁMANHÃES
O Gol Power 2010 está escondido sob a arquibancada
KANÁMANHÃES
A Kombi 2010 também está parada em um dos acessos do prédio
KANÁMANHÃES
Caminhonete não pode auxiliar o trabalho da Defesa Civil
BAIRROS EM DEBATE
KANÁ MANHÃES
Malvinas: vida alheia ao progresso do petróleo Essa semana, o BAIRROS EM DEBATE visitou uma comunidade que muita gente já ouviu falar, mas que poucos realmente conhecem: a Malvinas. Malvinas também abriga um grande número de pessoas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 20 mil moradores, que têm que conviver com a falta de infraestrutura que reina nas cerca de 20 ruas e vielas que compõem a região. A última visita da equipe de reportagem foi em junho de 2013, no entanto, problemas relatados pela população há quase quatro anos parecem
não ter sido solucionados, pelo contrário, a situação ali tem piorado cada dia, segundo o relato dos moradores. “Entra ano e sai ano e a situação aqui não muda. A nossa comunidade está abandonada. A prefeitura não tem feito as melhorias necessárias aqui dentro. Precisamos que o poder público olhe com mais atenção para a gente aqui dentro, não apenas em época de eleição”, diz o presidente da Associação de Moradores, Uelington da Silva Souza, popularmente conhecido como “Juvenal”. PÁG. 9
GERAL
WANDERLEY GIL
CIDADE
Escola Olga Benário seguirá inacabada
Vida de Gabriel nas mãos da Justiça
Secretaria ainda não tem previsão de quando obras serão retomadas PÁG. 10
Bebê diagnosticado com AME depende de remédio especial PÁG. 6
POLÍCIA
Imóveis desocupados serão foco de ação Medida visa evitar criação de esconderijos de suspeitos PÁG. 5
Moradores dizem que comunidade não recebe melhorias e infraestrutura há mais de três décadas
Escola cria contraste com orçamento bilionário da prefeitura ESPORTE
POLÍTICA
Vereadores querem explicação após incidente no Ginásio PÁG. 3
Karine Leite recorreu à Justiça para garantir tratamento do filho
CADERNO DOIS
Liga inicia campeonato Câmara vai votar Samba da Vila anima amador - Série A convocação do prefeito a noite macaense Competição acontece no Estádio Expedicionário PÁG. 11
KANÁ MANHÃES
Charlles André será a grande atração do evento CAPA
ÍNDICE TEMPO
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
Máxima 30º C Mínima 21º C
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
Cidade
NOTA
Nesta semana, Macaé deverá ser sacudida pela mobilização que tenta salvar a cidade, ao defender a consolidação do novo porto do São José do Barreto. Ao reunir diversas lideranças sindicais, membros da sociedade civil organizada e agentes públicos, a manifestação popular surge através do Macaé Porto Já.
SEMANA EM DEBATE
O DEBATE EM MEMÓRIA EDIÇÃO Nº 382 DE 17-08-1982 KANÁ MANHÃES
INAMPS não instala Posto de Assitência Médica em Quissamã por falta de verba
Agentes da Defesa Civil realizaram ontem a remoção dos escombros presos no telhado do prédio
Desabamento revela abandono do patrimônio público de Macaé O
desabamento de parte do telhado do Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, registrado na tarde da última segunda-feira (17), revelou o estado de abandono de parte do patrimônio público que deveria ser preservado e mantido pelo governo 'da mudança'. Ao invés de reforma e da manutenção, a quadra que um dia foi palco de partidas memoráveis do vôlei e do basquete, foi transformada em um depósito de escombros e peças que se soltaram
da estrutura completamente deteriorada do Ginásio. Além disso, a parte interna do prédio abriga também veículos inutilizados, mas que pertecem a frota oficial da prefeitura, além de placas enferrujadas que viraram sucata, após serem utilizadas em eventos esportivos externos. Ontem (18), a equipe da Defesa Civil, que se alojava em uma das alas do prédio condenado, realizou a remoção dos escombros que ficaram presos no telhado do Ginásio. Devido a interdição do imó-
vel, os agentes da segurança da cidade, mais os servidores da secretaria municipal de Esportes, foram removidos para o Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho. O prédio segue também sem o sistema de iluminação, já que um curto provocado pelo incidente que acabou na morte de uma pessoa, ainda está sendo investigado pela polícia. Até o momento, a prefeitura não anunciou a realização de qualquer reforma do local, ou obras de contenção.
Em oficio encaminhado à Câmara Municipal de Macaé e lido no expediente da reunião de quintafeira passada, o Sr. Julio Disckistein, Presidente do INAMPS, informou que lamentavelmente não há perspectiva conhecida de programação voltada para a expansão da rede de unidades assistenciais de saúde para o presente exercício, reportando-se ao Ofício do Poder Legislativo.
PMDB solicitou registro de candidatos O Secretário da Comissão Executiva do Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB informou ontem que foi solicitado ao Juiz Eleitoral da 109ª Zona o registro de todos os candidatos, que tiveram seus nomes homologados na convenção realizada no dia 4 passado.
Professor recebe indicação do Conselho Estadual de Cultura O Professor Antonio Alvarez Parada, que leciona no Colégio Estadual Luiz Reid, e pesquisador do passado histórico da cidade de Macaé, obteve o reconhecimento pelo seu trabalho de pesquisa, em publicação no Diário Oficial por indicação do escritor e Vice-Presidente do Conselho Estadual de Cultura.
O livro “Imagem de Macaé Antiga” foi avaliado pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura, como sendo de utilidade, e será adquirido e distribuído em todo o Estado do Rio de janeiro.
Feira de Informação Ocupacional visa futuro de alunos em todos os níveis A direção do Centro Regional de Educação e Cultura - CREC está promovendo, na sede social do Fluminense, a II Feira de Informação Ocupacional, que será encerrada às 20 hs do dia 19, quinta-feira. Estão participando do evento várias entidades que montaram ‘stands’ nas dependências do clube,visando a informação dentro de cada área profissional.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
Política
NOTA
Presidente da Câmara ainda não promulgou a lei que amplia as Zonas Industriais 3 e 4 de Macaé
FUTURO DIVULGAÇÃO
PONTO DE VISTA Tremendo nas bases Desde antes da recomendação ao prefeito, feita e assinada por todos os membros do Ministério Público Estadual, para que o Chefe do Executivo não efetuasse a manobra política de pagar o 13º salário dos policiais militares do 32º Batalhão da Polícia Militar, ele não atendeu sequer à decisão do juízo, incluindo aí a Câmara Municipal, de abster-se de dar continuidade ao processo legislativo que buscava dar legalidade a um ato ilegal.
Representantes do Sintpicc, de trabalhadores da área offshore e o vereador Maxwell Vaz conclamam a sociedade para mobilização
Mobilização para salvar Macaé ganhará as ruas da cidade nesta semana Lideranças sindicalizadas, membros da sociedade civil e agentes políticos organizam ato público que marcará fase de apoio ao novo porto da cidade Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
S
alvar Macaé! Com esse objetivo, lideranças sindicais se unem a membros da sociedade civil e agentes políticos na organização da maior mobilização pública já realizada no município, com objetivo de dar apoio à consolidação do projeto que demonstra ser o pricipal caminho para a cidade reconstruir o ciclo de prosperidade através do petróleo: o novo porto do São José do Barreto. A partir da mobilização iniciada nas redes sociais, a união de forças com objetivo claro de garantir ao município novas oportunidades de negócios para empresas sediadas na cidade, permitindo assim a criação de mais vagas de emprego, vai ganhar as ruas de Macaé nesta semana, através de um ato que pretende reunir sindicatos que representam o setor mais afe-
tado pela crise do mercado do petróleo nacional: os trabalhadores offshore. Conforme a decisão do comitê integrado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Pintura Industrial e Construção Civil de Macaé (Sintpicc), pelo vereador Maxwell Vaz (SD) e por representantes dos Sindicatos dos Metalúrgicos, dos Vigilantes, dos Marítimos e dos Comerciários, o ato público foi agendado para terça-feira (25), a partir das 9h, com concentração marcada para o trecho da Avenida Rui Barbosa, situado em frente a Praça Veríssimo de Mello. No local irão se reunir todas as lideranças que apoiam a consolidação do novo porto do São José do Barreto, proporcionando a Macaé infraestrutura capaz de atrair investimentos de empresas internacionais do mercado offshore, através das novas regras de exploração e produção de pe-
OFFSHORE
tróleo no país. "Estamos unidos por um mesmo propóstio: salvar Macaé do colapso econômico que já extinguiu milhares de postos de trabalho, encerrou as atividades de dezenas de empresas, impactando diversos setores como o comércio e a construção civil. Precisamos fazer algo para ajudar Macaé a se reconstruir. Por isso apoiamos a instalação do novo porto", defendeu o vereador Maxwell Vaz (SD). Em apenas uma semana, quase mil assinaturas foram recolhidas pela petição digital que será anexada ao abaixoassinado que reforçará o posicionamento da sociedade macaense em defesa da consolidação do projeto. "As pessoas precisam de emprego e o porto dá a Macaé condições necessárias para garantir que mais oportunidades de trabalho sejam criadas.
É por isso que defendemos o projeto", afirma João Rodrigues, presidente do Sindpicc. Na última semana, convites foram enviados aos representantes de instituições da cidade que compartilham o desejo de Macaé voltar a gerar negócios e empregos na área offshore: Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Rede-Petro Bacia de Campos e a Comissão Municipal da Firjan. Todos os 17 vereadores, incluindo secretários da administração municipal, também foram convidados para fazer parte do movimento que acontecerá nesta semana. "Isso aqui não é bandeira política, mas sim um grito para salvar Macaé", disse Maxwell. A mobilização visa também pressionar os processos burocráticos que travam a liberação das licenças necessárias para que o novo porto possa ser construído.
IMPASSE
Complexo Logístico Convocação do de Macaé garante prefeito volta a ser licença de instalação votada na Câmara Projeto do CLIMA começa a ser consolidado no município O projeto CLIMA - Complexo Logístico Industrial de Macaé, recebeu nesta semana a licença de instalação, o que ajuda a consolidar um dos principais empreendimentos voltados a marcar um novo ciclo de atividades offshore na cidade. A licença é um dos passos principais para a realização das obras do projeto que prevê a instalação de novas empresas ligadas ao setor do petróleo em Macaé. O Complexo, com mais de 6 milhões de m2, será construído às margens da rodovia RJ-168, principal via de acesso para che-
gada de cargas a Macaé, situada a 7 km do Centro da cidade e a 4 km da BR 101. O CLIMA é um empreendimento sob a responsabilidade da Agrivale Incorporação e Construção S.A., em parceria com a empresa Empreendimentos Imobiliários Santa Clara, incorporadora do Grupo EBTE Engenharia. O complexo permitirá que empresas e indústrias se instalem fora do núcleo urbano mais adensado de Macaé, possibilitando, ainda, que empresas já instaladas no centro urbano do município sejam realocadas para o Complexo, desafogando a zona residencial. A estimativa é que, em pleno funcionamento, o Complexo abrigue cerca de 40 mil trabalhadores.
Requerimento entrará em discussão na sessão extraordinária da Câmara Extraordinária por conta da necessidade do Legislativo enxugar a pauta de requerimentos e indicações, a sessão agendada para esta segunda-feira (24) pela Câmara de Vereadores vai ser marcada pela retomada da discussão do requerimento 217/2017 que convoca o prefeito Dr. Aluízio (PMDB) a dar explicações sobre as anulações orçamentárias que impediram a realização das obras de reforma do Ginásio Poliesportivo nos últimos quatro anos. A votação do requerimento foi suspensa na sessão da última quarta-feira (19), diante da
manobra dos vereadores aliados do prefeito, que deixaram o plenário durante a discussão da matéria. Por pressão dos vereadores da "bancada independente" que conclamaram regras do Regimento Interno da Casa, o presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), afirmou que o requerimento vai ser incluido na pauta de votação da sessão desta segunda-feira. Para entrar em votação emergencial, o requerimento já tinha recebido a assinatura de sete vereadores. Agora, para ser aprovado, precisa ter, no mínimo, mais dois votos favoráveis, garantindo assim a maioria absoluta do plenário. E esse deve ser um dos momentos mais intensos da sessão extraordinária.
Somada esta ação a outras, os olhares mais aguçados dos profissionais da Justiça, estão voltados para a administração que vem cometendo uma série de erros e arbitrariedades. Não precisamos citar, porque, diariamente, as redes sociais tratam de dar palpites, a favor ou contra, fazendo denúncias, mas são muitas as ações nefastas que agora, sob a lupa utilizada pelo Ministério Público e, levando em consideração a desobediência à Justiça, o Chefe do Poder Executivo vai caindo nas malhas que ele mesmo sempre escondeu, mas que, aos poucos, vão se tornando públicas. Dar uma de santinho, como é habitual, tirar de perto os que são considerados algozes, ou mesmo “amigos” que são desconsiderados, não foi por falta de aviso que o tremor de Brasília com a delação da Lava Jato, acabou
chegando a Macaé e fazendo as bases tremer, com uma investigação que ainda vai chegar longe. Apenas nos últimos cinco meses (ou pouco mais), foram várias as denúncias de improbidade além da delação de um gerente da Odebrecht que afirmou ter dado dinheiro ao time de cima da prefeitura. Agora, vai caber ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, dar continuidade ao processo. Alguns servidores privilegiados não cansam de informar que compraram celulares mais possantes para, quando a casa ruir, fazer flagrantes e disparar na internet, como ocorreu nos dias que se passaram após ter o ex-gerente regional da Odebrecht, na sua delação, ter afirmado que fez doações por conta da PPP do esgoto, fora do período das eleições. Ou seja, ficou bem claro que não foi caixa dois e, sim, propina. Ou não?
O porto, sai ou não sai? Outra situação que está fazendo tremer as bases, é a decisão da prefeitura de impedir que a lei de zoneamento aprovada pela Câmara Municipal e que sofreu algumas emendas não vetadas, fosse promulgada pelo presidente ou pelo vice-presidente do Poder Legislativo. Algumas matérias foram “plantadas” na mídia dando a impressão de que haveria interesses escusos para que a lei fosse sancionada. Nos bastidores, troca de impropérios entre interessados e não interessados. Com a decisão do Poder Executivo de não andar com o processo, o tão sonhado e esperado Terminal Portuário a ser construído em São José do Barreto, que abriria empregos e o investimento previsto de R$ 1,5 bilhão poderia ser multiplicado, vai ficando mais difícil de sair do papel, levando agora o vereador Maxwell Vaz a encabeçar movimento pelo “Porto Já”, mobilizando a população para um projeto que poderia dar a Macaé uma projeção maior no mundo da indústria do petróleo e gás. Pelo que foi planejado pelos envolvidos no projeto do Porto de Macaé, caso a lei de zoneamento tivesse sido sancionada, o mês de março passado poderia ter sido o marco da implantação do canteiro de obras e, quem sabe, daqui a dois anos, estar o município alavancando o progresso. Mas, nem sempre é assim. Difícil entender os políticos
que parecem colocar dificuldade em tudo. Será que, para levar vantagem? Que o Poder Legislativo não seja atingido pelos respingos do Congresso Nacional que, com grande número de parlamentares envolvidos em caso de corrupção, dificultam a aprovação das reformas tão necessárias para colocar o país em ordem. Não dá mais para Macaé ser governada com a administração olhando pelo retrovisor. Enquanto as autoridades municipais fecham os olhos para tão importante projeto, o Porto do Açu, em São João da Barra, vai ampliando suas negociações e deixando o terminal portuário de Imbetiba às moscas, se de fato todas as operações forem transferidas para São João da Barra. A construção do Terminal Portuário de Macaé só depende de duas assinaturas. Uma, do presidente da Câmara promulgando a lei já aprovada. Outra, do prefeito municipal concedendo a licença para início das obras.
PONTADA Rapidamente, tão logo o prefeito foi entrevistado no RJ-TV, e não respondendo com exatidão às perguntas, a gravação do vídeo ganhou a internet e pelas redes sociais muitos se manifestaram. Difícil entender como o “chefe” está perdendo o controle da azeitada máquina por falha de comunicação. Como sempre, perguntas que ficaram sem respostas e os telespectadores... O advogado François Pimentel, que assina coluna neste jornal nos finais de semana, abordando temas importantes, compareceu terça-feira na FM-95 para ser entrevistado pelo radialista Robson de Oliveira, campeão de audiência no horário matutino, foi sabatinado para explicar o que é improbidade. Caiu no gosto do povo e suas explicações foram bem assimiladas pelos ouvintes. Versões diferentes nos bastidores explicam a morte de um cidadão no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, que está entregue às traças. Uma delas de que ele morreu eletrocutado porque foi furtar cabos de eletricidade. Outra, de que ele fora “contratado” para consertar o sistema de energia e... Problema maior foi ter caído uma das paredes do ginásio, quase causando vítimas.
Até domingo.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
Opinião
Crise sufoca classe empresarial e comerciantes pedem apoio de autoridades. Uma das sugestões dos lojistas da área central de Macaé para atrair consumidores e aquecer as vendas é a necessidade de revitalização do Calçadão.
FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL
EDITORIAL
NOTA
Alerta vermelho O colapso administrativo enfrentado pelo governo do Estado nos últimos meses tem afetado diretamente três vértices fundamentais ao cotidiano da sociedade: Educação, Saúde e Segurança. E diante das incertezas sobre uma 'luz no fim do túnel', a população macaense sente os efeitos de um cenário que ainda deve piorar ao longo dos próximos anos. Para entender a real situação dos serviços públicos estaduais, presentes no cotidiano da Capital Nacional do Petróleo, é preciso promover uma volta aos tempos em que as receitas provenientes das atividades do petróleo inflavam os orçamentos dos governos privilegiados pelo boom das operações offshore na Bacia de Campos. Ao longo dos últimos 20 anos, as administrações públicas do Estado e de Macaé se acostumaram com as benesses proporcionadas pelas receitas progressivas do petróleo, criando uma acomodação tributária que, hoje, pesa de forma significativa para o equilíbrio e a sustentação das contas públicas. Enquanto as receitas eram abundantes, a máquina pública era pressionada pelo inchaço de cargos públicos e por contratos cada vez mais caros, comprometendo, assim, a evolução sa-
dia do orçamento, não sendo pautado pelo crescimento verdadeiro da economia estadual e municipal. Gênese da corrupção, os acordos políticos tramados para garantir vitória nas urnas comprometeram cada vez mais as receitas que passaram a inchar os cofres públicos, chegando ao ponto de comprometer o orçamento antes mesmo da arrecadação ser efetivada. Agora, por mais que os cofres públicos estejam sacrificados, as mesmas medidas erradas adotadas nos tempos áureos do petróleo acabam sendo mantidas por um único e simples motivo: o comprometimento para a manutenção de projetos de poder. Com isso, servidores da rede estadual estão sem receber e sem a perspectiva de equilibrar o orçamento familiar em virtude da falta de dinheiro nos cofres públicos do Estado.
ESPAÇO ABERTO
Acesso à Universidade e Populismo É interessante observar que, diante das dificuldades econômicas de um país, quanto maiores elas forem, maior será o sonho dos jovens em se preparar para ingressar no mercado de trabalho, ou seja, quanto menos emprego, mais sonho. E é exatamente ao nos depararmos com essa condição natural, como o é a ascensão social, que surgem ideias e programas eleitoreiros, para não dizer traiçoeiros. Um exemplo disso foi o famoso Financiamento Estudantil (FIES), que o petismo implementou e em cujas contas uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu um rombo estimado em R$ 20 bilhões entre os anos de 2009 e 2015, cifra que coloca em xeque um dos principais programas do Ministério da Educação. Como estamos diante de uma condição assombrosa de corrupção no Brasil, descobrindo que não há mais nenhum partido político sério, uma vez que a maioria dos políticos brasileiros está sob suspeição, já não temos a certeza de que determinados setores, por “pretextos sociais”, estejam sendo poupados, como ocorreu com a indústria automobilística, entre outras. A grande verdade é que, em vez de o governo, já desprestigiado, desacreditado, se preocupar, por exemplo, com a reforma da previdência, que poupa servidores públicos e forma castas sociais no país, poupa também essa farra da gastança chamada FIES, visando a agradar o poderoso lobby das Universidades, pois o maior beneficiário desse programa - por meio do qual as mensalidades se tornam
“lucro certo” vindo do Tesouro Nacional, cujo custo global só em 2016 chegou a R$ 32,2 bilhões - são os grandes grupos universitários internacionais e nacionais, que transformaram o sonho do pobre em ser “doutor” num rombo de 20 bilhões, como apurado pelo TCU. A saída para estancar tal sangria seria acabar de vez com o Programa, que parece estar fora de controle contábil, e repensar um novo projeto de viabilização do acesso dos jovens carentes à Universidade, aumentando o número de vagas nas Universidades Federais e Estaduais, construindo novas Universidades Públicas e evitando o comprometimento do erário público, pois, diante da forte inadimplência desse programa ilusório e mercantilista, quem perde é o país e quem ganha são os comerciantes da educação. É mister salientar que nem sempre a presença do Estado em alguns setores é ruim, pois pior, ao meu ver, são as manobras educacionais políticas que punem os mais carentes, aproveitando-se do sonho de uma vida melhor, num país com altas taxas de desemprego. Infelizmente, no Brasil, vender sonhos impossíveis ainda é a melhor forma de negócio... Aliás, diga-se de passagem, um ótimo negócio. Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, mestre em Direitos Fundamentais
À espera de um milagre vivem os empresários que atuam no Calçadão da Avenida Rui Barbosa, que apostam todas as fichas agora com a venda dedicada ao Dia das Mães. A crise cria oportunidades de boas compras para os clientes, que encontra bom preço e produtos de qualidade no coração do setor varejista da cidade.
PAINEL Oportunismo
Impacto
Segurança
Denúncia
Ocupação
HPM
Porto
Lixo
Abandono
Tem gente tentando se aproveitar desse momento de tempestade, encarado pelo prefeito Dr. Aluízio (PMDB), para reaver as assessorias fantasmas, cortadas desde a reforma administrativa. Na vontade de se valorizar, passa a colocar o gestor da cidade em uma imagem de “santo atormentado”, apostando que, como uma fênix, ressurgirá ao resistir às investidas da Operação LavaJato. É difícil entender que os ratos do poder serão sempre descartáveis.
E não deve ser fácil para o presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) encarar todos os dias de sessão, o autor da denúncia que gerou o processo da Justiça, resultando no bloqueio dos seus bens e os de sua filha. Mas há quem acredite que nem mesmo o líder do parlamento municipal saiba que está por trás do seu próprio “inferno astral”. Como não é novidade em Macaé, não é difícil de identificar quem se alimenta e sobrevive apenas de migalhas.
Nesta semana, Macaé deverá ser sacudida pela mobilização que tenta salvar a cidade, ao defender a consolidação do novo porto do São José do Barreto. Ao reunir diversas lideranças sindicais, membros da sociedade civil organizada e agentes públicos, a manifestação popular surge através do Macaé Porto Já, ação iniciada nas redes sociais que promete ganhar as ruas do município em breve. O ato é preciso para tirar o governo municipal da zona de conforto.
Mais lojas situadas na Rua Teixeira de Gouveia não devem resistir ao impacto provocado pela extinção das mais de 140 vagas de estacionamento, substituídas pela ciclofaixa pintada pela prefeitura há dois meses. Sem acesso aos veículos, os consumidores acabam preferindo ir para o shopping, evitando assim as lojas do centro comercial. Os empresários do setor se preparam para realizar mais uma manifestação nas ruas contra o governo.
Falando nisso, as vagas espalhadas pelo Centro da cidade, que não são exploradas pelo estacionamento rotativo, passam a ser reservadas para os carros de lotada que promovem o transporte irregular de passageiros, entre Macaé e cidades da região. E não adianta brigar, já que muitos motoristas piratas são agressivos e ameaçam os cidadãos comuns. O ato irregular ocorre na frente de todo mundo, inclusive das autoridades.
O descarte irregular do lixo toma a conta de bairros e comunidades da cidade. Agora, até mesmo espaços urbanizados após as obras da macrodrenagem passam a registrar o acúmulo de lixo e de entulhos. Mais de R$ 70 milhões gastos anualmente pela prefeitura com o serviço de limpeza, não garante ao cidadão uma cidade limpa e de qualidade. Pelo visto, quem sempre paga a culpa é a sociedade que espera por dias melhores.
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A Polícia Militar intensificou as rondas na região da Comunidade da Linha, onde um confronto acabou em confusão durante o feriado prolongado da Páscoa. Diariamente, viaturas circulam pela Avenida Fábio Franco, na tentativa de coibir atos irregulares. Outros pontos da cidade merecem esse mesmo tipo de ação tática, como os bairros Glória, Sol Y Mar e Riviera, onde assaltos continuam acontecendo.
Antes referência em todo o Estado, o atendimento de média e alta complexidade do Hospital Público Municipal (HPM) passa a ser alvo de reclamação da população. Com demanda crescente de casos de emergência, a unidade passa a enfrentar problemas como a falta de insumos e medicamentos, e até de profissionais. E isso agrava a situação de pacientes que dependem da rede pública para sobreviver.
O entorno do Parque da Cidade é motivo de preocupação para os moradores da Praia Campista. Escuro e sem segurança, o local passa a ser área preferencial para bandidos e pessoas que praticam atividades proibidas. As crianças não podem mais utilizar as quadras esportivas, que ainda resistem ao estado de abandono do local. Sucateado, o espaço já foi um dia referência de cultura e do esporte, socializando as pessoas. Lamentável!
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
Polícia
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NOTA
Imóveis abandonados são alvos de denúncias pela população. Integração entre GAOp e Polícia Militar ajuda no fortalecimento das ações de combate à criminalidade.
RISCOS
Estudo aponta que número de policiais mortos no Rio é superior ao de militares em guerras mundiais Levantamento foi feito pela Comissão de Análise de Vitimização Policial da corporação Ludmila Fernandes
WANDERLEY GIL
ludmila@odebateon.com.br
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iariamente um policial militar arrisca a sua vida para dar segurança a outro cidadão. Este trabalho tem sido ainda mais complexo para os militares que exercem a corajosa função no Estado do Rio de Janeiro. Casos frequentes de vitimização de policiais militares no estado têm levado a própria instituição de segurança a buscar medidas para minimizar os danos causados a estes profissionais e seus familiares. De acordo com o estudo realizado pela Comissão de Análise de Vitimização Policial, idealizado pelo Fórum dos Policiais Mortos e Feridos, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) já foi composta por 90 mil militares, durante 23 anos. Hoje, ela conta com 47 mil apenas. Em dezembro de 2016, 3.234 policiais foram mortos e 14.452 ficaram feridos. O levantamento apontou também, que o número de mortos ficou em 3,59%, superior ao das principais guerras mundiais do século XX. Sendo este um número maior que as baixas dos Estados Unidos na 1ª Guerra Mundial, que foi de 2,46%, da 2ª Guerra Mundial com 2,52%%, da Coréia com 0,95%, Vietnã com 0,98% e Kwait com 0,02%. Estes dados foram apresentados durante um Fórum que aconteceu na Academia de Polícia Militar D. JOÃO VI, em janeiro deste ano, na capital fluminense. O objetivo do encontro foi a discussão sobre a
Vitimização de policiais militares vem sendo discutido pela própria instituição de segurança que busca medidas para minimizar o problema
situação dos policiais mortos e feridos em serviço e de folga. O estudo apresentado durante o Fórum seguiu os parâmetros norte-americanos e incluiu mortes por suicídios, acidentes de trânsito, por tiros, agressões, explosões, entre outros motivos. O coronel Fábio Cajueiro, chefe do Estado-Maior do Comando de Policiamento Espe-
cializado (CPE) e idealizador do evento, disse que há 765 vezes mais chances de ser ferido no Rio de Janeiro do que lutando nessas guerras e que os policiais militares precisam da ajuda da sociedade, da imprensa e de todos os outros segmentos. Outro levantamento realizado pela PMERJ em parceria com o Instituto de Segurança
Pública aponta que em janeiro deste ano, 18 policiais militares foram mortos no estado, sendo quatro de serviço, 12 de folga e dois seriam aposentados. Já em janeiro de 2016, foram sete militares, sendo um em serviço e seis de folga. Dos 44 policiais militares feridos este ano, 30 estavam em serviço, 13 de folga e um é policial aposentado. Por
CRISE
Policiais militares apontam falhas em medidas da PMERJ WANDERLEY GIL
Diversas situações acabam colaborando para a vulnerabilidade do policial militar Com as atuais discussões sobre o aumento de vitimização de policiais militares no Estado do Rio de Janeiro, medidas aplicadas pela própria instituição de segurança têm sido alvo da contestação de alguns destes profissionais. A missão destes homens é sempre de alto risco e apesar das grandes dificuldades enfrentadas diariamente pelos policiais, neste caso, os militares, eles continuam exercendo a função. Em busca de melhorias, os agentes refutam algumas das medidas que a própria Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) impõem sobre os policiais militares. Segundo alguns deles, algumas destas ações adotadas pela PMERJ colaboram com o aumento da situação de risco dos militares. Para eles, a maior parte das letalidades envolvendo policiais militares acontece durante o deslocamento. “Recebemos apenas R$100 por mês de auxílio transporte. Em muitos casos o policial não vive na cidade do batalhão no qual ele se apresenta, então, precisa ir e vir com frequência de cidades diferentes, e mesmo assim, só tem direito a 100 reais mensalmente. Sendo que, na realidade, um policial que reside no interior e trabalha na capital tem um gasto médio de R$ 1.5 mil só com o transporte mensal;”
Apenas após um ano já trabalhando o policial militar pode portar arma particular na sua folga
Há outras diversas situações que os policiais expõem como forma de vulnerabilidade ao policial. Outro exemplo, é que após formados, e atuando, principalmente nas áreas de risco, como nas UPPs, eles precisam esperar por um ano ou mais para emissão do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), ou seja, apenas após um ano já trabalhando o policial militar pode portar arma particular na sua folga. Além disso, os po-
liciais explicaram que quando há grandes eventos da polícia, os militares que trabalham nas UPPS são escalados para atuar em áreas que desconhecem, ficando ainda mais vulneráveis. Com a crise financeira do Estado do Rio e os salários em atraso dos policiais, a remuneração que já é defasada, segundo os profissionais, não é suficiente às suas necessidades, sendo preciso realizar serviços alternativos na área de segurança.
“Nos arriscamos quando precisamos realizar serviços extras na área de segurança. Quando podíamos contar com o RAS, conseguíamos receber um extra e estar servindo à própria polícia. Acabaram com tudo e o que restou foi o atraso dos nossos benefícios.” A nossa equipe entrou em contato com a comunicação da PMERJ, mas até o fechamento desta edição não recebemos retorno.
fim, a pesquisa apontou que em 2016, 26 policiais foram mortos em serviço e 51 de folga, e que 250 foram feridos em serviço e 107 de folga. A PMERJ, por meio de nota diz que vem tomando providências para reduzir a vitimização policial. A primeira delas é a intensificação da Operação Deslocamento Seguro, que reforça o
policiamento em trajetos onde foi registrada a maior incidência de crimes contra a vida do policial. Outra medida importante é o Programa Permanente de Capacitação Continuada, que tem por objetivo reavaliar as tomadas de decisão dos policiais em momentos de ameaça e perigo. Implementado em dezembro de 2015, o Programa tem duração de quatro semanas e conta com a utilização do Estande de Tiros e Tomada de Decisão Virtual, com vistas a aperfeiçoar as tomadas de decisão dos policiais, especialmente no tiro de defesa. Além dessas ações, uma parceria com o Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SINDICARGA) vem promovendo a recuperação de veículos blindados que se encontram fora de operação por avarias. No entanto, em meio à crise econômica vivenciada pelo Estado do Rio de Janeiro, muitos cortes já foram feitos às instituições de segurança. Além disso, benefícios e salários dos militares seguem em atraso. Porém, mesmo com as dificuldades, a nota afirma que estão sendo realizados investimentos, como os equipamentos de proteção individual (EPI), que a PMERJ hoje dispõe de 38 mil coletes balísticos, sendo que 4.600 em reserva técnica, e com um convênio olímpico firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) serão disponibilizados mais 11.500 coletes à instituição.
INSEGURANÇA
Imóveis abandonados são alvos de denúncias pela população Integração entre GAOp e Polícia Militar ajuda no fortalecimento das ações de combate à criminalidade Na última semana a equipe do Grupamento de Apoio Operacional (GAOp) da Guarda Municipal de Macaé, foi acionada para verificar uma invasão de pessoas a um imóvel abandonado no bairro Imbetiba. A situação gerou insegurança aos vizinhos que buscaram por ajuda para verificar o ocorrido. De acordo com moradores, o bairro Imbetiba tem diversos imóveis completamente abandonados pelos seus proprietários e a situação tem gerado problemas aos vizinhos, que lidam com os frequentes casos de invasões. No último caso, vizinhos perceberam a presença de pessoas em situação de rua, que estavam tentando saquear um imóvel, onde funcionava um antigo restaurante. Com medo, vizinhos acionaram a Polícia Militar (PM), que solicitou à
equipe do GAOp que verificasse a ocorrência. “Isso tem acontecido com mais frequência na Imbetiba. A gente quer que os donos destes imóveis visitem estes locais, verifiquem se os portões e janelas estão danificados. Porque o total abandono destes prédios nos deixa vulneráveis às ações de criminosos, nós que somos vizinhos.” Ainda não há uma Lei Municipal que pune os proprietários pelo abandono de imóveis. Com isso, vizinhos destas propriedades fechadas se sentem inseguros, sem ter a quem recorrer para solucionar o problema. “Só podemos fazer alguma coisa quando percebemos que tem gente dentro do local. Então, já estamos correndo riscos, porque não podemos descobrir a intenção da pessoa que entra nessas propriedades.” O GAOp continua realizando ações em conjunto com a Polícia Militar e essas operações fortalecem o patrulhamento na cidade, ajudando na prisão de elementos suspeitos. DIVULGAÇÃO
GAOp foi acionada para verificar invasão à propriedade particular abandonada na Imbetiba
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Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
CAMPANHA
Família briga na justiça por tratamento para bebê Gabriel Leite, de um ano e sete meses, foi diagnosticado com o tipo 1 da Atrofia Muscular Espinhal Marianna Fontes
KANÁ MANHÃES
marifontes@odebateon.com.br
C
om um sorriso cativante, o pequeno Gabriel Leite dos Reis, de um ano e sete meses, mostra que é possível ser feliz mesmo em meio às dificuldades. Natural de Macaé, ele vive na esperança de conseguir recursos para a compra do SPINRAZA (Nusinersen). A medicação, disponível apenas nos Estados Unidos, é fundamental para que possa iniciar o seu tratamento contra o tipo mais grave de Atrofia Muscular Espinhal (AME). De acordo com a mãe, Karine Leite Maciel, a doença foi descoberta quando Gabriel tinha apenas 11 meses. “Quando ele tinha cinco meses de vida, ele foi internado pela primeira vez na UTI com uma Hipotonia Generalizada. Ele ficou 14 dias no hospital e foi liberado. Cerca de um mês depois, ele foi novamente internado com uma pneumonia e ficou mais uma semana. Quando teve alta, Gabriel tossia muito. Em maio do ano passado ele voltou para o Hospital Público de Macaé (HPM), onde ficou, mais uma vez, internado. Só que dessa vez precisou ser entubado. Lembro que nesse dia um funcionário disse: 'mãe, prepara a família para o velório porque ele não vai passar dessa não'. Fiquei horrorizada com aquele comentário. 15 dias depois saiu um exame dizendo que ele estava com H1N1. Foi ne-
Sem cura, tratamento é feito com medicamento vendido nos EUA que custa US$ 150 mil a dose
cessário fazer traqueostomia e gastrotomia e, com isso, hoje ele é dependente de ventilação. Quando ele estava quase completando um ano eu bati o pé e pedi o diagnóstico do meu filho. 11 dias depois saiu
a biópsia confirmando a AME Tipo 1”, relata. Sem contar com plano de saúde, a família precisou brigar na justiça para que o bebê tivesse a internação domiciliar. “Ele ficou por nove meses no
HPM. Não queria que ele ficasse lá, pois vi crianças morrerem na espera. Foi difícil, mas conseguimos o home care. Precisamos entrar na justiça para fazer com que a Prefeitura de Macaé arcasse com esse custo. Briguei
até com o prefeito, Dr. Aluízio, que na época me disse que na percepção dele de médico era melhor ele morar no hospital”, conta. Agora Gabriel corre contra o tempo para conseguir o me-
dicamento. “Acredito que com o SPINRAZA ele vai poder levar uma vida normal. Graças a Deus ele ainda consegue mexer a cabeça, os pés e as mãos, além de ter expressões faciais. Mas o meu sonho é vê-lo brincando com a irmã, os amigos”, diz Karina, que entrou na justiça para conseguir o tratamento. “Além disso, iniciamos uma campanha online para ajudar a arrecadar esse valor. Temos uma vaquinha online (https:// www.vakinha.com.br/vaquinha/ame-gabriel) e as páginas dele no Facebook (Ame Gabriel) e no instagram (@ amebiel). Quem puder ajudar, faça a sua doação, não importa o valor”, finaliza. A doação também pode ser feita por depósito bancário em uma das seguintes contas: Santander - Agência: 0943/ Conta Poupança: 0006000.44228 (CPF: 063.709.207-46) ou Itaú - Ag: 5926/ C: 08285-9/500. A AME, também conhecida como doença de Werdnig-Hoffman, que é degenerativa e afeta um a cada dez mil nascimentos no mundo. De origem genética, ela enfraquece os músculos e, com isso, aos poucos, Gabriel vai perdendo os movimentos do corpo. Ela não tem cura, mas tem tratamento. Cada dose do SPINRAZA custa US$ 150 mil. André necessita de seis doses anuais, ou seja, seria necessário desembolsar a quantia de US$ 900 mil (cerca de R$ 3 milhões).
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CRIME
Desabamentos no Ginásio revelam carros da prefeitura abandonados Patrimônio público escondido em meio a prédio sucateado está avaliado em quase R$ 110 mil Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
O
s desabamentos recentes registrados nesta semana, no Ginásio Poliesportivo Engenheiro Maurício Bittencourt, revelaram um outro cenário de abandono e de sucateamento do patrimônio público municipal.
Escondidos em alas que antes foram utilizadas por equipes que travaram grandes duelos na arena esportiva da cidade, estão quatro veículos que pertencem a frota oficial da prefeitura. E pelos adesivos desbotados, dá para perceber que eram utilizados pela extinta Fundação de Esportes (Fesporte) e pela Coordenadoria da Defesa Civil.
Os veículos, escondidos em meio aos escombros que se soltam do prédio abandonado, são relativamente novos. O ano de fabricação varia entre 2009 e 2010. Porém, apesar de terem pouco mais de seis ou sete anos de uso, os carros estão inutilizados por falta de manutenção ou por simples reposição de peças.
Um dos casos mais emblemáticos é da caminhonete Ranger, ano 2009, avaliada em pouco mais de R$ 40 mil. O veículo, envelopado com o nome da Defesa Civil, segue parado em um dos acessos do Ginásio sem a roda dianteira esquerda. Já um Gol Power e uma Kombi, ambos com ano de fabricação 2009, seguem escondidos sob a KANÁ MANHÃES
FROTA
Veículos abandonados no Ginásio MODELO Ranger
ANO 2009/09
VALOR R$ 44.212,00
Gol
2009/10
R$ 20.509,00
Kombi
2009/10
R$ 24.371,00
Gol Power
2009/10
R$ 20.509,00
Total
R$ 109.601,00*
*Valores baseados na Tabela FIP
Gol Power, ano 2009/2010, está em um dos acessos do prédio KANÁ MANHÃES
O Gol Power 2010 está escondido sob a arquibancada
KANÁ MANHÃES
A Kombi 2010 também está parada em um dos acessos do prédio KANÁ MANHÃES
Sem uma das rodas, a caminhonete não pode auxiliar o trabalho da equipe da Defesa Civil
arquibancada do Ginásio. Com a aparência de novos, não dá para distinguir a olho nu o problema mecânico que levou à inutiliação dos carros que poderiam auxiliar no transporte de servidores ou de crianças e adolescentes assistidas pelos projetos realizados pela atual secretaria de Esportes. Ao todo, os quatro veículos
inutilizados pela prefeitura valem cerca de R$ 110 mil. Abandonado, esse patrimônio público segue deteriorado pelo tempo e desvalorizado por falta de manutenção. Procurada por O DEBATE, a prefeitura não respondeu se há previsão de manutenção dos veículos para que possam voltar a atender a população.
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Economia
NOTA
Pedido de isenção do IPTU segue até dia 28. Contribuintes devem ficar atentos ao calendário da Secretaria de Fazenda.
DESACELERAÇÃO
Recessão reflete no comércio macaense Setor já fechou mais de mil postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano
O
cenário é nítido ao andar pelo calçadão da Avenida Rui Barbosa, maior símbolo do comércio macaense, quando mal se reconhece o fervor de alguns anos atrás. A pouco mais de 20 dias para o Dia das Mães, não há lojas anunciando a contratação de temporários. Não por acaso, de acordo com dados atualizados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho, apenas no primeiro trimestre desse ano, cerca de 1.130 pessoas foram desligadas no setor dentro do município, enquanto outras 230 foram admitidas, resultando em um déficit de 900 postos de trabalho. Levando em consideração que o balanço resulta de um total de 2.751 estabelecimentos ativos na cidade, a situação fica ainda mais dramática quando os dados revelam que do total de desligamentos 1.130 foram 'sem justa causa', enquanto apenas 394 foram 'a pedido'. Para a presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio em Macaé, Mariáh Silva, o cenário é preocupante. “O que enxergamos é um esvaziamento como um todo da indústria, comércio e atividades offshore. Além disso, o desemprego é grande e o momento é de cautela e preocupação”, disse Mariáh. Como símbolo mais recente do alto grau de competição em busca de empregos na cidade, semanas atrás, três lojas do Centro abriram processo se-
WANDERLEY GIL
Macaé reflete cenário de poucas oportunidades para profissionais qualificados
AGROECONOMIA
COBRANÇA
Vacinação contra aftosa acontece em maio Na próxima semana, a Secretaria de Agroeconomia divulgará o calendário do início da campanha que vai até o dia 31 de maio Os criadores de animais bovinos devem ficar atentos ao calendário. Maio é o mês da primeira etapa da vacinação contra a aftosa e a raiva. Para que o pequeno produtor tenha acesso à imunização, a Secretaria de Agroeconomia estará distribuindo a vacina contra a aftosa gratuitamente para os criadores com até 80 bovinos e bubalinos e contra a raiva para os produtores que possuem até 150 animais. Na próxima semana, a Secretaria de Agroeconomia divulgará o calendário do início da campanha que vai até o dia 31 de maio, e a segunda etapa acontece em novembro. Macaé é um dos poucos municípios que ainda mantém a distribuição gratuita das vacinas. De acordo com a Secretaria de Agroeconomia, são 700 pequenos produtores de bovinos e bubalinos que são responsáveis pela criação de 20 mil cabeças de gado. Ao todo, o número de bovinos e bubalinos de corte e leite no município é de 110 mil. Os produtores que possuem mais de 80 animais devem adquirir as vacinas nas lojas especializadas somente esse mês. A comprovação da imunização dos animais é sempre exigida para a emissão da GTA nos deslocamentos de bovídeos, além disso, evita penalidades
letivo para vaga de assistente administrativo, quando recebeu aproximadamente 200 currículos em apenas um dia. Segundo Mariáh, em outras épocas, a média de currículos recebidos para vagas desse tipo, cujo piso salarial é cerca de R$ 1.400, não passava de 50. “Ficamos muito surpresos com a quantidade de pessoas à procura de trabalho. Entretanto, o que nos deixou surpresos foi o alto grau de qualificação de alguns candidatos. Realmente, é triste ver que pessoas com experiência e preparadas estão nessa situação. Entretanto, as oportunidades ainda existem para quem quer trabalhar e que enxerga na crise uma oportunidade para se reinventar”, contou a gerente da loja Luana Eleutério. Partindo do pressuposto de que, desde 2002, Macaé não apresentava números tão negativos como os registrados desde o ano passado, quando aproximadamente 17 mil postos de trabalho foram suprimidos no município, tudo indica que este ano o resultado será ainda mais negativo, já que o fechamento de vagas acontece em meio à forte queda do nível de atividade e da desaceleração latente de diversos setores, incluindo o de óleo e gás. Prova disso é que, de acordo com dados do Sindicato dos Empregados do Comércio em Macaé, apenas no ano passado o número de trabalhadores demitidos no comércio da cidade ultrapassou a casa de 3 mil.
Pedido de isenção do IPTU segue até dia 28 WANDERLEY GIL
Contribuintes devem ficar atentos ao calendário da Secretaria de Fazenda A secretaria de Fazenda recebe até esta sexta-feira (28), pedidos de isenção de pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O objetivo é dar uma nova oportunidade aos contribuintes que se encaixam nos perfis previstos na lei e estão em situação irregular junto ao município. O contribuinte deverá ficar atento pois os documentos exigidos são diferentes para cada categoria. De acordo com dados da Secretaria de Fazenda, até o momento, cerca de 32% dos cadastrados quitaram seus impostos do ano de 2017, o que representa uma arrecadação de, aproximadamente, R$ 24 milhões. Macaé possui cerca de 87 mil imóveis cadastrados. Destes, cerca de dois mil são isentos. No ano passado, foram arrecada-
dos, em média, R$ 46 milhões, uma taxa de 32% de inadimplência. A expectativa é que, este ano, o índice diminua com o incentivo. Os boletos continuam disponíveis no site da Prefeitura de Macaé e, quem preferir, pode optar pelo parcelamento, sem desconto, em até nove vezes. O valor de cada cota não poderá ser inferior a 25 URM (R$ 79,99). A primeira das nove parcelas vence, também, em 28 de abril, e a última no dia 26 de dezembro. O prazo de 28 de abril também vale para quem pretende pedir isenção do imposto. Serão contemplados os seguintes imóveis: ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira ou viúva do mesmo; casa/sobrado até 70 metros quadrados em Zona Especial de Interesse Social; rendimentos que não ultrapassem 560 URM (R$ 1.791,94); associações; interesse histórico; 60 anos com até 1.120 URM (R$ 3.583,88); entre outros. KANÁ MANHÃES
Após a vacinação, é obrigatória a apresentação da Declaração de Vacinação
previstas na lei como multa e interdição da propriedade. Para ter acesso à vacina, o produtor deve se dirigir à Secretaria de Agroeconomia, no Parque de Exposições Latiff Mussi, com documento de identidade e CPF. É necessário ter cadastro e levar um isopor com gelo para o acondicionamento adequado do medicamento. Em caso de dúvida, é só procurar um dos médicos veterinários da secretaria no
local, ou entrar em contato pelo telefone: (22) 2772-4390 2759-5309. O horário de atendimento é das 8h às 17h. A DOENÇA
A febre aftosa é causada por sete tipos diferentes de vírus altamente contagiosos e pode dizimar criações inteiras. O vírus se espalha através do contato entre os animais, além da contaminação do solo e da água. A doença raramen-
te atinge o homem que tem defesas contra o vírus. Os sinais causados são: febre alta, muita salivação e vesículas nos lábios, gengiva, língua, mamas e patas, sintomas que podem durar dez dias. O rebanho contaminado atinge o bolso do criador e provoca desastres econômicos: o gado com a doença emagrece, produz menos leite e o animal fica proibido de ir para o abate.
Macaé possui cerca de 87 mil imóveis cadastrados. Destes, cerca de dois mil são isentos
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BAIRROS EM DEBATE Malvinas
Serviços básicos não chegam a Malvinas Moradores dizem que a falta d'água e o lazer são alguns dos principais problemas na comunidade Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
E
ssa semana, o BAIRROS EM DEBATE visitou uma comunidade que muita gente já ouviu falar, mas que poucos realmente conhecem: a Malvinas. Malvinas também abriga um grande número de pessoas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 20 mil moradores, que têm que conviver com a falta de infraestrutura que reina nas cerca de 20 ruas e vielas que compõem a região. A última visita da equipe de reportagem foi em junho de 2013, no entanto, problemas relatados pela população há quase quatro anos parecem não ter sido solucionados, pelo contrário, a situação ali tem piorado cada dia, segundo o relato dos moradores. “Entra ano e sai ano e a situação aqui não muda. A nossa comunidade está abandonada. A prefeitura não tem feito as melhorias necessárias aqui dentro. Precisamos que o poder público olhe com mais atenção para a gente aqui dentro, não apenas em época de eleição”, diz o presidente da Associação de Moradores, Uelington da Silva Souza, popularmente conhecido como “Juvenal”. “Sou nascido e criado aqui. Há mais
FOTOS KANÁ MANHÃES
de 30 anos não fazem obras. A população quer a urbanização da Malvinas. Se não puder fazer isso no momento, que a prefeitura, pelo menos, atenda com mais respeito e agilidade as pendências do dia a dia. Senão a população vai para as ruas fazer manifestação”, completa.
Moradores dizem que comunidade não recebe melhorias e infraestrutura há mais de três décadas
ÁGUA É RARIDADE EM ALGUNS PONTOS
Em meio a tantas reclamações, no topo da lista está a falta d'água. Mas se onde o abastecimento é precário, onde a rede não chega é ainda pior. Nessas localidades, a prefeitura fornece água nas residências uma vez a cada 15 dias, quantidade que, segundo os moradores, não atende à demanda. “Estou há 18 dias sem água. Era para a prefeitura colocar hoje (segunda-feira, 17), mas até o momento nada. Falaram que não tem para fornecer. A gente tenta puxar do poço, mas ela sai barrenta, imprópria para o consumo. Não tem condições de ficar em casa assim. Pelo visto terei que ir para a da minha filha até que a situação se normalize”, relata Lenir Lima. De acordo com a moradora Ana Lúcia Nogueira, o problema já ocorre há mais de 10 anos. “A gente fica dependendo da prefeitura e quando ela não atende somos obrigados a comprar água. É um custo médio de
R$ 40 por mil litros. Agora, como é que a gente faz para pagar isso toda semana? Tira um feijão, um arroz que iria alimentar a nossa família para poder pagar. É a única coisa que queremos: água. Um direito de qualquer ser vivo, que aqui dentro é negado. A nossa Malvinas está abandonada pelo poder público. Vivemos um estado de calami-
dade, onde a prefeitura promete e nunca cumpre”, desabafa. Segundo o relato da moradora Maria da Conceição, o atendimento é muitas vezes desumano. “Os próprios funcionários acham que estão fazendo um favor para gente. Tratam a população com ignorância. Já teve um caso que um deles disse que se quisesse iria jogar toda a
água no rio. Ficam humilhando a gente”, conta. “O que eles fornecem não dá para fazer quase nada. A gente não pode tomar um banho direito, lavar a roupa, fazer uma boa faxina na casa. É um problema de saúde pública no final das contas. Água é tudo. Muita gente acaba pegando água do rio para jogar no quintal. É um
sufoco o que a gente passa aqui dentro”, relata Luciene. Paralelo a isso, o presidente do bairro diz que luta há meses para que a Nova Cedae faça o reparo em um vazamento na Rua D. “Desde 2016 isso vem ocorrendo e já pedi a eles, mas nada. É um absurdo ver uma cena dessa sabendo que muitos aqui sofrem com a falta d'água”, diz.
Alagamentos geram prejuízos Se em dias de sol os problemas se acumulam, quando chove a situação é de preocupação para alguns moradores. Algumas pessoas relatam que poucas horas de chuva já são suficientes para que o bairro fique debaixo d'água.
“No Beco da Felicidade, os moradores fizeram há cerca de três semanas um calçamento para evitar os alagamentos. Antes a água entrava dentro das casas, causando muitos prejuízos. Cansados disso, eles resolveram se unir e fazer uma vaquinha”,
diz o presidente. E é na Rua da Felicidade, na altura com a Rua H, que forma um dos principais “piscinões” quando chove. Juvenal diz que é preciso criar uma rede de drenagem mais eficaz, já que a existente não supre a vazão.
Saúde da população em risco com esgoto a céu aberto
População reclama de rede de esgoto Outro problema apontado foi o esgoto. Devido a falta de manutenção da rede, os moradores convivem com a dificuldade na porta e dentro de suas casas. “Há vários pontos na comunidade que o esgoto está transbordando no meio da rua. Quando chove acaba se misturando com a água da chuva, o que compromete a saúde da população”, alerta Juvenal. Cortado por um dos braços
do Rio Macaé, algumas pessoas dizem que em alguns pontos o esgoto chega a ser jogado diretamente nele, sem nenhum tipo de tratamento. O esgoto bruto correndo a céu aberto é um risco, tanto do ponto de vista ambiental quanto de saúde pública. Quando despejado em algum córrego d'água, os impactos ambientais gerados são diversos, entre eles, alto consumo de oxigênio da água, causando
desequilíbrio no ecossistema e podendo causar a mortandade de peixes. Além disso, os custos com tratamento de mananciais degradados são muito mais elevados. O esgoto também pode transitar pelo solo, comprometendo lençóis freáticos. Esse destino acontece geralmente em locais não servidos por redes coletoras de esgoto, como zona rural, região de praia e periferias da cidade.
Em alguns trechos formam-se bolsões d'água
Área de lazer segue abandonada
CEU abandonado
Comparada a outras comunidades do município, espaço para o lazer nas Malvinas não falta. O que falta é a vontade de revitalizar a praça principal. No local tem um enorme campo de futebol e um parquinho, porém, ambos clamam por manutenção há um bom tempo. Sem condições de uso, já que os brinquedos estão quebrados, pichados e sujos, o parquinho segue colocando em risco a segurança das crianças. Isso é resultado da falta de cuidado, tanto do poder público, quanto de alguns vândalos. Enquanto isso, as crianças brincam no entorno e em locais totalmente desapropriados. Já o campo de futebol é a situação menos crítica, mas também é alvo de reclamações. “Há anos a gente vem cobran-
Inaugurado no ano passado, o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) é mais um reflexo do abandono do poder público. Atualmente funciona apenas a biblioteca, o parquinho e a quadra. Já o teatro e o cinema estão desativados, segundo o presidente. “A prefeitura inaugurou e já está tudo depredado. Isso acontece porque o espaço não está funcionando como deveria. O teatro e o cinema, que poderiam servir de entretenimento para a população, estão sem funcionar. Não entendo o motivo, pois a estrutura necessária tem”, explica. Já o campo de areia nos fundos também precisa de atenção da prefeitura. “A gente estava pedindo areia para treinar, mas nada. Vendo que
Praça principal apresenta problemas devido à falta de manutenção
do a melhoria na iluminação, no gramado e nos alambrados. Essa é a nossa principal opção de lazer e ela se encontra nessas condições”, conta Juvenal, que pede também a ligação de energia da sede da Associação
de Moradores, situada nas dependências da praça. “A nossa ideia é lutar para revitalizar esse espaço. Estamos pintando as arquibancadas e vamos trazer campeonatos esportivos e a feirinha de agricultura”, enfatiza.
Parte da estrutura já está depredada devido ao abandono
o poder público não vai fazer nada, os moradores estão arrecadando dinheiro para comprar dois caminhões de areia para jogar lá. O presidente lamenta que a estrutura, construída pelo Governo Federal, não esteja atendendo às expectativas da
população. “O projeto inicial, apresentado há alguns anos, era de que iria contemplar uma área de sete mil metros quadrados. Só que depois isso foi reduzido para menos da metade: três mil. Era para ser uma Vila Olímpica e hoje está abandonada”, lamenta.
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Geral
NOTA
Denúncia de precariedade em atendimento em escola estadual. Estudantes que optaram pela instituição para concluir os estudos, falam dos problemas.
PROJETOS
Cobertura e reformas de quadra não irá contemplar Olga Benário
KANÁ MANHÃES
De acordo com informações apresentadas pelo secretário de Educação durante sessão na Câmara, o Olga Benário não está entre as unidades contempladas Juliane Reis
juliane@odebateon.com.br
R
ecentemente o Jornal publicou uma matéria onde alunos e profissionais do Colégio Municipal Olga Benário solicitavam, entre outras melhorias para a unidade, a cobertura da quadra poliesportiva, Mas parece que o atual líder de governo não deu muita atenção ao pedido dos alunos. Na semana seguinte após a matéria ser publicada o secretário de Educação apresentou em sessão solene na Câmara de Vereadores algumas ações previstas para esse ano, entre elas a construção e reforma de quadras poliesportivas.
Mas o que chama a atenção é que na relação apresentada pelo gestor da pasta não consta a Escola Municipal Olga Benário. Na lista estão apenas o Colégio Municipal Dr. Claudio Moacyr de Azevedo; a Escola Municipal Paulo Freire, a Escola Parque Municipal Professora Maria Angélica Ribeiro Benjamim, o Colégio Estadual Municipalizado Raul Veiga e Escola Estadual Municipalizada Polivalente. Desde que foi entregue aos alunos em 2015, a escola ainda não teve suas obras concluídas. Uma situação que vem causando a indignação de alunos e profissionais. A escola na época foi projetada para ser a maior e melhor da rede, mas para os
Desde que foi entregue aos alunos, em 2015, a Escola M. Olga Benário aguarda pela conclusão das obras, entre elas a cobertura da quadra
alunos a sensação é que ela é a maior em termos de descaso, já que nem a cobertura da quadra foi feita, assim como a conclusão de obras da secretaria e da sala dos professores. Para a comunidade escolar, a sensação é de que a instituição segue abandonada e as obras que já deveriam ter sido concluídas seguem estagnadas e sem prazo de conclusão. Na última semana, por meio de uma carta aberta ao líder do governo, os alunos da instituição questionaram se existe
alguma previsão para o término das obras, e relatam que em dias chuvosos, não podem ter aula de educação física porque a quadra não é coberta e quando está muito sol, o calor é insuportável. Mas ao que tudo indica eles ainda não tiveram a resposta que aguardavam e a unidade segue sem prazo para receber melhorias. De acordo com o professor e diretor da escola, pelo segundo mandato consecutivo, Márcio Fidelis, as obras na unidade estão paralisadas desde agos-
to de 2015, o que tem causado prejuízos às atividades escolares. Em entrevista recente ao Jornal ele contou que a falta de acabamento das obras tem resultado em um grande transtorno e causado prejuízos administrativos. “A secretaria escolar, por exemplo, e as salas dos professores seguem inacabadas, mas sobretudo estamos tendo prejuízos pedagógicos. A quadra ainda está descoberta causando transtornos gigantescos à prática de educação física, tanto em dias de sol, quanto de
chuva. Por isso solicitamos ao Prefeito o término da obra, por gentileza”, disse o diretor. A unidade é dotada de quinze salas de aula, de leitura, para professores; cozinha; refeitório; pátio; banheiros para alunos, professores e funcionários; biblioteca; lavanderia e laboratório de informática, mas para tristeza e lamento da comunidade escolar, segue inacabada. De acordo com uma placa instalada em frente a instituição, o valor da obra é de R$ 2.344.377,83.
EDUCAÇÃO
Jurubatiba oferece vagas para aula de educação ambiental KANÁ MANHÃES
Os interessados podem agendar visita à unidade pelo email marcos. jurubatiba@gmail.com O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, apontado por profissionais como um dos principais laboratórios de aula de prática de educação ambiental da cidade e região e também como um dos ecossistemas de restinga mais bem preservado do país, segue com agenda aberta para aulas de educação ambiental. O agendamento da visita pode ser feito pelo email marcos.jurubatiba@gmail. com <mailto:marcos.jurubatiba@gmail.com>. De acordo com o subchefe do parque, Marcos César dos Santos, este ano a unidade de conservação já recebeu cerca de 400 estudantes de 12 instituições diferentes. Mas a previsão é de que a unidade
O Parque é apontado por profissionais como uma das unidades de restinga mais bem preservadas do país
supere as duas mil visitas registradas ano passado. Ao decorrer da visita, os participantes assistem a uma aula no auditório do Centro
de Visitantes, têm acesso à torre de observação de 15m, onde podem ver a restinga de outro ângulo, participam de caminhada na unidade mais
preservada do país e conhecem seus ecossistemas. O Parque, criado em 1998, está situado no norte do estado do Rio de Janeiro, e en-
globa áreas dos municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã. Ele é considerado mais que um reduto da fauna e flora das restingas. Possui um total de 44 km de praias, sendo 18 lagoas costeiras de rara beleza e de grande interesse ecológico. Além das lagoas, ao longo de toda sua extensão, a sua vegetação é considerada de fundamental importância para todo equilíbrio ecológico. Entre os tipos de vegetação encontradas na unidade estão moitas, aquática, pós-praia, florestas pantanosas e periodicamente inundadas. Entre as instituições que já levaram alunos para uma verdadeira aula de campo estão escolas das redes particular e pública de Macaé, Carapebus, Quissamã, Rio das Ostras, Conceição de Macabu e Campos dos Goytacazes. Além de instituições de ensino superior como universidades de Minas Gerais, São
Paulo e Espírito Santo que já trouxeram acadêmicos para suas pesquisas. Vale lembrar que a unidade de Conservação conta hoje com o Grupo Embaixadores do Parque - resultado do Projeto de Fomento do turismo em Unidades de Conservação e na Cadeia Produtiva do Turismo. A iniciativa é promovida pelo Sebrae em parceria com o ICMbio e visa promover competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios, incentivando o empreendedorismo e o fortalecimento da economia no entorno dos Parques Nacionais Restinga de Jurubatiba, Serra da Bocaina, Tijuca, Serra dos Órgãos e Itatiaia. O Projeto conta com o apoio do Instituto Estadual do Ambiente, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Turismo do Estado e Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro.
MACAÉ
IFF oferece vagas para vestibular e cursos técnicos Para Macaé há vagas para os cursos superior de Engenharia de Controle e Automação As ins crições para o vestibular do segundo semestre do Instituto Federal Fluminense (IFF) já estão abertas e podem ser feitas até o próximo dia 12 de maio pelo www.selecoes.iff. edu.br, ou presencialmente no campus. A taxa de inscrição é de R$ 65,00, e deverá ser paga mediante a Guia de Recolhimento da União GRU, conforme orientações do Edital nº 65/2017. No total são 314 vagas em vários campis para os cursos de Arquitetura e
Urbanismo, Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica, Sistemas de Informação, Ciências da Natureza, Educação Física, Geografia, Letras - Português e Literatura, Matemática, Teatro, Design Gráfico, Manutenção Industrial, Engenharia Ambiental e Música. Para Macaé estão sendo disponibilizadas 20 vagas para o Bacharelado em Engenharia de Controle e Automação. O processo seletivo será realizado em duas fases: a Prova Objetiva da primeira fase será realizada no dia 11 de junho de 2017 e a prova da segunda fase será realizada no dia 23 de julho de 2017.
Para este processo seletivo, o IFF está oferecendo vagas para pessoas com deficiência. Esta alteração, segundo o edital, se deve à publicação da Lei nº 13.409, de 28 de dezembro de 2016 e ao disposto na Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, regulamentada pelo Decreto 7.824, de 11 de outubro de 2012. O IFF também está com inscrição aberta para cursos técnicos. As vagas são para os Cursos Técnicos de Nível Médio do Campus Avançado São João da Barra e dos Campi Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos Centro, Campos Guarus, Itaperuna, Quissamã e Unidade de Formação de Cordeiro, para o 2.º semestre letivo de 2017 e o prazo pa-
KANÁ MANHÃES
ra inscrição termina no dia 12 de maio. A taxa de inscrição, no valor de R$ 25,00. No total estão sendo oferecidas 740 vagas em diversos cursos, entre eles Eletromecânica, Informática, Cozinha, Automação Industrial, Telecomunicações, Segurança do Trabalho, Enfermagem e Farmácia. ISENÇÃO DA TAXA DE INSCRIÇÃO DO VESTIBULAR
Os interessados em solicitar a taxa de isenção podem realizar o procedimento até o dia 26 de abril no campus ofertante do curso pretendido e protocolar, por escrito e em envelope lacrado, endereçado à Comissão de Processos Seletivos, os documentos descritos no Art. 31 do Edital.
A inscrição pode ser feita pela internet ou presencialmente
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Macaé (RJ), sábado, 22, domingo, 23 e segunda-feira, 24 de abril de 2017
DESCASO
FUTEBOL
Linha Azul é reflexo de Liga inicia campeonato abandono e insegurança amador - Série A afasta população
DIVULGAÇÃO
Competição tradicional da cidade acontece no Estádio Expedicionário
Apesar de ser uma via que facilita o trânsito na cidade, motoristas optam em rotas alternativas e mais distantes Ludmila Fernandes
ARQUIVO DEBATE
ludmila@odebateon.com.br
C
onsiderada um dos maiores marcos de logística rodoviária da Capital Nacional do Petróleo, a Linha Azul tem deixado de ser a principal escolha do cidadão macaense para agilizar o tempo de viagem. Abandonada pelo poder público, a via expressa tem problemas que variam desde a má conservação do asfalto a problemas com assaltos. Sendo a via um dos principais elos de ligação entre as zonas Norte e Sul da cidade, os assaltos, os acidentes por atropelamentos, a falta de iluminação e o pouco policiamento, tem deixado a população insatisfeita com a situação do local. “Durante o dia eu até me encorajo a trafegar pela Linha Azul, não é a rota que eu mais gosto de fazer, mas às vezes, pra fugir ali do engarrafamento da Ponte Ivan Mundim eu opto em passar pelo local. À noite, eu realmente prefiro não arriscar. Eu conheço várias histórias de roubos e tentativas de roubos ali na Linha Azul. Estou cansada de assistir motociclistas sem capacetes, em motos sem placas, em alta velocidade, e claro, em atitude suspeita, isso é em qualquer hora do dia. Geralmente é um entra e sai destas motocicletas sem placas, das comunidades que dão acesso à Linha Azul, que me deixa insegura. E então, não vejo muito policiamento para a abordagem dessas pessoas que cometem essas irregularidades”, explicou Daniela Fernandes, moradora da Virgem Santa.
A iluminação precária da via expressa, também é um dos fatores apontados pela população. “Quem passa com frequência pela Linha Azul sabe da escuridão que existe no local. São os comércios que iluminam a via, porque iluminação pública, esta que pagamos mensalmente na conta de luz, não tem,” ressaltou Daniela. Após uma década de sua inauguração, atualmente, a Linha Azul é classificada como via de trânsito rápido, onde o seu limite de velocidade é de 80km/h, caracterizada ainda por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível (quebra-molas), sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros (terreno, prédio, casa, sítio, garagem, etc) e sem travessia de pedestres em nível (pela pista). Porém, com o crescimento das comunidades em seu entorno, de comércios e empresas, a via precisou se adaptar às necessidades da população, e atualmente, conta com três semáforos para auxiliar na travessia das pessoas. A sinalização só foi instalada pelo governo municipal, após diversos
Apesar de facilitar o trânsito, a Linha Azul deixa de ser a principal escolha dos motoristas, pelo seu abandono e insegurança
atropelamentos na via, inclusive, com casos fatais. O policiamento da Linha Azul é realizado pela Polícia Militar e diariamente viaturas são deslocadas ao local e patrulham toda a região. Em alguns casos específicos, a polícia também faz baseamentos em pontos estratégicos. No entanto, fatores como iluminação precária e falta de capina colaboram com a insegurança. “A Linha Azul tem vários buracos, não há manutenção das pistas. Aquelas pontes também já precisam de uma atenção. Iluminação é precária, se não fosse por um Motel e o Senai, acho que seria uma pista iluminada pelos faróis dos veículos; o matagal, principalmente pelos acostamentos, estão enormes, apenas aumentando a insegurança dos que moram ali e dos que precisam passar pela via. É um abandono total, é isso que o macaense percebe. Não há nessa cidade qualquer serviço básico sendo feito com qualidade, ou sendo feito. Estamos completamente esquecidos”, refletiu Silvano Morais, morador da Aroeira.
O Campeonato Macaense de Futebol Amador 2017 - Série A, promovido pela Liga Macaense de Desportos, começou com tudo na última semana. Na primeira rodada, o Cajueiros enfrentou o atual campeão Independente e venceu o adversário por 2 a 1. Já o Amfe venceu o Lagomar por 1 a 0. O grande destaque foi o Selefogo, que derrotou o Engenho da Praia por 4 a 2. O Bengala também levou a melhor por 3 a 2 contra o Córrego do Ouro. Fechando a rodada, o Águia venceu o Barrense por 2 a 1. A classificação, até o momento, é a seguinte: Grupo A/ 1º lugar - Águia, Cajueiros e AMFE, ambos com três pontos e diferença no saldo de gols ; 4º lugar - Aroeira, Barrense, Independente e Lagomar sem nenhum ponto marcado. Já no Grupo B/ 1º lugar - Selefogo e Bengala, com três pontos; 3º lugar - ATL Futuro, Macaé, Sinditob, Córrego do Ouro e Engenho, sem nenhum ponto. A competição continua neste final de semana com as seguintes partidas: no sábado (22), às 15h, entra em campo o Cajueiros e o Lagomar. Já no domingo (23) às 13h, o jogo é entre o Unidos da Aroeira e o Águia. Fechando a rodada, às 15h, o Macaé encara o ATL Futuro. O presidente da Liga Macaense de Desportos, Wanderson Agostinho, faz o convite à população macaense para prestigiar o campeonato, que acontece sempre no Estádio Expedicionário, situado na Rua Lira dos Conspiradores, no bairro Cajueiros. “É um dos eventos mais tradicionais da cidade. Contamos
Ao todo 14 equipes disputam a Série A nessa temporada
com a presença da população, lembrando que a entrada é gratuita”, explicou. “Temos uma excelente expectativa para essa temporada em vista do alto índice técnico que foi a Seletiva”, enfatizou. Esse ano estão participando: Córrego do Ouro, Macaé F.C, Independente, Unidos da Aroeira, Águia, Cajueiros, AMFE, ATL Futuro, Barrense, Lagomar, Bengala, Sinditib, Engenho e Unidos Selefogo. O futebol ainda é a paixão nacional. Em Macaé, isso não é diferente. Segundo Wanderson, essa é uma das competições
mais antigas da região, por isso é fundamental o apoio da sociedade para que essa tradição seja mantida por muito mais tempo. “São mais de 110 anos. Cada edição fica mais acirrada. É importante a gente prestigiar”, diz. A Liga Macaense de Desportos foi fundada em 30 de setembro de 1942. A instituição é responsável pela regulamentação do Campeonato Macaense de Futebol de diversas categorias. Para acompanhar as novidades, o interessado pode acessar a página nas redes sociais: https://www.facebook. com/ligamacaense.
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DISCUSSÃO
Câmara se prepara para regulamentar gestão democrática das escolas públicas Proposta do Executivo deve entrar em discussão final e votação dentro de 20 dias
O
Projeto de Lei (PL) 003/2017, conhecido como “Lei dos Diretores”, deverá ser votado, após discussão e emendas, pela Câmara Municipal de Macaé dentro de 20 dias. A previsão foi apresentada pela presidência do Legislativo durante audiência pública realizada nesta semana. Oficialmente chamada Lei Complementar sobre Gestão Democrática na Rede Municipal de Ensino, a matéria teve primeira discussão na sessão de terça-feira (18). A proposta trata das regras criadas pela prefeitura em 2011. Na época, sob gestão do secretário de Educação Guto Garcia (PMDB), que atualmente também ocupa o cargo, foram estabelecidas eleições diretas para diretores de escolas. Desde então, devido a questões ligadas à possibilidade de ingerência do Executivo na definição desses cargos e também às gratificações dos empossados, diferentes legislações sobre o assunto tramitaram entre a prefeitura e o Legislativo. Requerida e presidida por Júlio César de Barros (PMDB), o Julinho do Aeroporto, a audiência teve a presença de 10 vereadores. “Essa lei tem como objetivos garantir a democracia na definição dos diretores e acabar com a inconstitucionalidade da gratificação via regência de classe”, afirmou Marcel Silvano (PT), presidente da Comissão Permanente de Educação.
IVANA GRAVINA/ASSESSORIA
ORGANIZAÇÃO
Glauco Lopes é reeleito presidente da comissão municipal do PSDB DIVULGAÇÃO
Convenção do partido foi realizada na manhã da última quarta-feira (19), após convocação O ex-deputado estadual Glauco Lopes foi reeleito como presidente da comissão municipal do PSDB. A eleição por aclamação ocorreu na manhã de quarta-feira (19), reunindo expoentes de um dos mais tradicionais partidos da cidade. A reunião cumpriu ao calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definiu as novas regras de recomposição dos partidos. A convenção foi realizada após convocação dos militantes filiados a legenda municipal, uma das mais históricas da Capital Nacional do Petróleo.
Glauco Lopes segue à frente da comissão municipal do PSDB de Macaé
"É uma honra seguir à frente de um partido que já garantiu grandes conquistas para a nossa cidade. O PSDB de Macaé passa por um processo de restruturação, com a base dos avanços obtidos no passado, de olho nos novos desafios que serão enfrentados", disse Glauco.
Além do Glauco também foram eleitos os tucano Adeilton Santos para secretário, Sylvio Lopes (Sylvinho) como tesoureiro, Adaleia Souza, Robson Oliveira, Sávio Mussi, Jorge Magalhães e Cícero Zarour como membros efetivos da comissão.
1ª EDIÇÃO
Debate entre diretores, vereadores e secretaria ajudou a aprimorar a proposta do governo
Encontro de Choro celebra os 120 anos de Pixinguinha
Evento acontece neste domingo, na Praça da Ele referia-se à compensação sores”, opinou a diretora Aline financeira dada a profissionais Bittencourt, da Escola Nossa Baleia, em Rio das Ostras pelo contato direto com alunos, Senhora da Conceição. o que não é o caso dos diretores, que formulam propostas para a legislação desde 2014. O PL foi apresentado pelo governo em 2016, retirado por Guto e entregue a um colegiado de 22 diretores. Após consultas a colegas em toda a rede, foi apresentada a versão atual. “Essa lei representa um grande avanço porque supre carências graves no exercício do nosso cargo”, disse a integrante do colegiado Janaína Pinheiro, diretora da Escola Eléa Tatagiba de Azevedo. “Estamos suprimindo a palavra ‘nomeação’ por ‘consonância com a equipe gestora’. Além disso, a regulação da gratificação também garante que o cargo atraia novos profes-
O evento acabou abrindo espaço para outras questões. Foi o caso de uma diretora afastada após, segundo ela, ter denunciado irregularidades. E também o de outro que deixou o cargo para ser secretário de Educação em município vizinho e está tendo seu retorno à função questionado por colegas. Além do secretário de Educação, que respondeu a questionamentos diversos, também participaram da audiência os vereadores Márcio Bittencourt (PMDB), Marvel Maillet (Rede), Val Barbeiro (PHS) - membros da comissão -, Alan Mansur (PRB), Luciano Diniz (PMDB) e Maxwell Vaz (SDD).
O 1 º E n c o n t r o Serra mar de Choro faz parte das comemorações do Dia Nacional do Choro, criado no dia 4 de setembro de 2000, através de uma lei sancionada a partir de um projeto de lei aprovado pelo senador Artur da Távola e a partir de então é comemorado todos os anos no dia 23 de abril, data de nascimento de Alfredo da Rocha Vianna Jr. (1897 - 1973), o Pixinguinha, um dos maiores ícones do Choro e da música popular brasileira. Pixinguinha foi virtuose da flauta, primeiro maestro-arranjador contratado por uma gravadora no Brasil, orques-
trou marchas de carnaval e choros. Ao misturar a então incipiente música dos primeiros chorões com ritmos africanos, estilos europeus e a música negra americana, fez surgir um estilo genuinamente brasileiro. Além de criar as bases melódicas do choro, mais tarde, em outra fase da vida, ao passar para o saxofone, criou as bases do contracanto do choro bastante estudado e adaptado para outros instrumentos como o violão de sete cordas. O Encontro Serramar de Choro se propõe a ser uma grande confraternização entre os grupos mais atuantes da Região dos Lagos e Nova Friburgo além de proporcionar ao público apresentações musicais e informações sobre os detalhes históricos marcantes do Choro. Contará com quatro apresentações regionais e um
show de encerramento com convidados que se destacam no cenário nacional do Choro. Entre os grupos regionais está o Bico da Coruja, de Macaé. Entre as apresentações, o pesquisador e fundador do Instituto Jacob do Bandolim, Sérgio Prata, estará enriquecendo o evento com informações sobre o choro e a vida de Pixinguinha. ENCONTRO DE CHORO
Programação: - Rancho RO - Clube do Choro de Búzios ● 13H - Bico da Coruja ● 14:30 - Moderna Boemia ● 16H - Antônio Rocha e Bruno Rian ● 10H
● 11H30MIN