DIVULGAÇÃO PM
KANÁ MANHÃES
POLÍCIA ESTOURA NOVO BINGO CLANDESTINO
IMPASSE DE PROGRAMA DE ESTÁGIO SEM SOLUÇÃO
EXTRAÇÃO ILEGAL DE AREIA É FLAGRADA
POLÍCIA, PÁG.6
ECONOMIA, PÁG.5
GERAL, PÁG.7
R$ 1,00 Macaé (RJ), sábado 9 de julho de 2016 Ano XLI, Nº 9066 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Tepor é garantia de Macaé atrair capital internacional da indústria de óleo e gás Novo porto privado fortalece posição estratégica da cidade diante da expectativa de abertura do mercado nacional, através do projeto analisado no Congresso que propõe flexibilização de regras do petróleo PÁG. 3
Anuário cria marco para a cadeia produtiva de petróleo A o p r o m ov e r ava l i ações e dados referentes ao ritmo de produção de petróleo, áreas para exploração, investimentos e perfil do mercado de trabalho, o Anuário do Petróleo do Rio de Janeiro cria um novo parâmetro de atividades para o setor de óleo e gás, principalmente para as empresas baseadas em Macaé. "O Anuário torna-se o principal instrumento para que as empresas possam planejar negócios e buscar novos cami-
nhos no mercado. Sem dúvida, o estudo serve como base para a economia, não só de Macaé, mas da região", afirmou o presidente da Comissão Municipal da Firjan, Marcelo Reid. Karine Fragoso, ao destacar a participação de instituições como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) apontou que o Anuário possui relação total com as operações do petróleo em Macaé.
CIDADE MARIANNA FONTES
"Estamos na cidade que mais exerce influência sobre todos os dados que foram avaliados pelo Anuário. Portanto, esse estudo é destinado como ferramenta para que as empresas da região possam avaliar cenários. E, a partir dele, nos comprometemos a estar mais próximos da cadeia produtiva local", afirmou Karine. O fórum, seguido da apresentação do Anuário, contou também com a participação de Luciana Nunes, analista econômica do IBP. PÁG. 3
KANÁ MANHÃES
Alfredo Renault, Karine Fragoso e Luciana Nunes participaram de fórum no Senai Macaé
GERAL
Moradores do Parque Aeroporto cobram finalização de obras Mais um serviço realizado em Macaé que ainda não foi concluído conforme previa o governo municipal. Após iniciar o recapeamento na Rua 64, uma das principais do Parque Aeroporto, a prefeitura não conseguiu terminar a
WANDERLEY GIL
frente de trabalho dentro do prazo estabelecido - dia 1º de julho. Sem qualquer tipo de operação das máquinas, moradores do bairro temem que o projeto tenha sido abandonado antes de ser concluído. PÁG. 2 MARIANNA FONTES
Trechos da rua ainda não foram recapeados pela prefeitura
O processo de raspagem do asfalto antigo já foi feito. Falta a nova aplicação
EDUCAÇÃO
KANÁ MANHÃES
PM firma nova parceria na cidade
Serão oferecidas duas vagas e os interessados poderão se inscrever pela internet PÁG. 7
Iniciativa visa utilizar a educação como ferramenta de prevenção PÁG. 5
POLÍCIA
ESPORTE
GAT encontra base do Campeonato chega à tráfico no Barreto segunda rodada Drogas estavam escondidas em cemitério PÁG. 6
Futebol Amador promove disputa na cidade PÁG. 2
POLÍTICA
CADERNO DOIS
Excessos de receitas Amanda Amado e somam R$ 64 milhões Mistura Rica em alta Governo acumula superávit com ISS e o ICMS PÁG. 3
Desrespeito no uso de vagas especiais A cidadania é construída através dos direitos e deveres de cada um. Respeitar o próximo é um dos princípios para que a sociedade possa viver de forma harmoniosa. E no trânsito isso não pode ser diferente. Um exemplo disso é o uso das vagas especiais, destinadas a idosos e deficientes físicos. Apesar de a multa para quem desrespeitar a regra ter sofrido um aumento de 140% em janeiro desse ano, muita gente ainda continua fazendo uso indevido desses espaços em Macaé. Um dos locais onde isso é mais evidente é na Região Central. Muitos usuários que têm esse direito reclamam, pois, em geral, não conseguem estacionar seus veículos. PÁG. 2
POLÍCIA
UFRJ abre vagas para programa de bolsas Trabalho de pesquisa será realizado na Cidade Universitária
Flagrante foi feito ontem no Centro
Nomes da música macaense vão animar festa CAPA
WANDERLEY GIL
Agentes da PM unem forças com equipe da Educação
TEMPO
ÍNDICE
Máxima 25º C Mínima 14º C
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
COTAÇÃO DO DÓLAR
Compra R$ 3,2930 Venda R$ 3,2945
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
2
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Cidade
NOTA
Juros das operações de crédito alcançam patamar recorde. Segundo relatório da Anefac, em junho, modalidade chegou a 447% ao ano
PARQUE AEROPORTO
ESPORTE
Moradores cobram conclusão Campeonato de Futebol Amador de recapeamento na Rua 64 chega à segunda Segundo a prefeitura, o prazo dado para finalizar o serviço nos 1.325 metros era no último dia 1º Marianna Fontes
MARIANNA FONTES
Evento promovido pela Liga Macaense de Desporto é um dos mais tradicionais
marifontes@odebateon.com.br
M
ais um serviço realizado em Macaé que ainda não foi concluído conforme previa o governo municipal. Após iniciar o recapeamento na Rua 64, uma das principais do Parque Aeroporto, a prefeitura não conseguiu terminar a frente de trabalho dentro do prazo estabelecido, que era no último dia 1º. O trabalho, iniciado em junho, que é de responsabilidade da secretaria de Serviços Públicos, propõe a recuperação de um trecho de 1.325 metros de extensão. Esse problema, comum em vários bairros e distritos do município, sempre foi alvo de reclamações por parte de moradores do Parque Aeroporto, principalmente daqueles que moram na rua. Na manhã de ontem (8), a nossa equipe de reportagem foi ao local, a pedido de alguns moradores, que questionam quando o serviço será finalizado. Um deles, que pede para não ser identificado, relata que isso tem gerado alguns transtornos. “Essa via é uma das mais movimentadas, pois corta o bairro todo. Estava há um bom tempo sem receber melhorias, cheia de buracos. Quando anunciaram que iam recuperar o pavimento, os moradores ficaram
Problema dos buracos na pista foi alvo de reclamações durante a reportagem do jornal O Debate em abril
felizes, pois é algo esperado pela maioria aqui. Começaram mas não terminaram. Fica ai a dúvida se vão finalizar e quando isso vai, de fato, acontecer. Tem um bom trecho onde já fizeram a raspagem, mas até agora nada do asfalto novo. Falaram que poderiam ocorrer atrasos em caso de chuva, mas o tempo tem estado estável. Hoje (ontem) mesmo está sol e não tem ninguém aqui. Poderiam estar trabalhando para agilizar o processo”, conta o morador.
Além de atrapalhar o trânsito e colocar em perigo a segurança de motoristas e pedestres, os buracos trazem vários prejuízos para os proprietários de veículos. Na última reportagem, publicada em abril, moradores contaram que há casos de pessoas que sofreram danos por conta do problema. Vale ressaltar que a manutenção das vias está prevista dentro do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante que é dever das autoridades
TRÂNSITO
Desrespeito ao uso de vagas especiais WANDERLEY GIL
Mesmo com fiscalização, situação ainda faz parte do cotidiano da Capital do Petróleo A cidadania é construída através dos direitos e deveres de cada um. Respeitar o próximo é um dos princípios para que a sociedade possa viver de forma harmoniosa. E no trânsito isso não pode ser diferente. Um exemplo disso é o uso das vagas especiais, destinadas a idosos e deficientes físicos. Apesar de a multa para quem desrespeitar a regra ter sofrido um aumento de 140% em janeiro desse ano, muita gente ainda continua fazendo uso indevido desses espaços em Macaé. Um dos locais onde isso é mais evidente é na Região Central. Muitos usuários que têm esse direito reclamam, pois, em geral, não conseguem estacionar seu veículo. “Antes, isso ocorria com mais frequência mas, mesmo com fiscalização, ainda acontece. Para ter esse direito é preciso fazer um cadastro na secretaria de Mobilidade Urbana, onde é emitido um cartão que deve ser colocado no painel do veículo ao estacionar. Eu já cansei de ver pessoas que não têm o direito parando mesmo assim. Uma vez fui avisar uma mulher, aparentemente com a idade entre 30 e 40 anos, que era uma área exclusiva e ouvi vários desaforos dela. A pessoa está errada e ainda é mal-educada. Já aconteceu também casos da pessoa falar 'que seria só por cinco minutinhos'. Sejam 5 minutos ou uma hora está errado”, relata uma idosa, que pede para não ser identificada.
rodada
Uso desses espaços só pode ser feito por aqueles que têm a autorização da prefeitura
Com a mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração nesse caso deixou de ser leve e passou a ser considerada grave. O condutor que desrespeitar as regras estará sujeito à perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e terá que pagar uma multa de R$ 127,69. Além disso, como medida administrativa, o veículo infrator também poderá ser removido pelos órgãos competentes. Com uma população que ultrapassa os 230 mil habitantes, em Macaé parte dos habitantes é composta por deficientes físicos e idosos. De acordo com dados informados em 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 3 mil pessoas com algum tipo de deficiência motora e mais de 20 mil idosos (entre 60 e 99 anos) vivem no município. O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO
O art. 47 da Lei nº 13.146/15 diz que “em todas as áreas de estacionamento aberto ao pú-
blico, de uso público ou privado de uso coletivo e em vias públicas, devem ser reservadas vagas próximas aos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoa com deficiência com comprometimento de mobilidade, desde que devidamente identificados”. Elas devem equivaler a 2% (dois por cento) do total, garantida, no mínimo, 1 (uma) vaga devidamente sinalizada e com as especificações de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes de acessibilidade. A legislação reforça que os “veículos estacionados nas vagas reservadas devem exibir, em local de ampla visibilidade, a credencial de beneficiário, a ser confeccionada e fornecida pelos órgãos de trânsito, que disciplinarão suas características e condições de uso”. De acordo com a Lei nº 10.741/03 são reservadas 5% das vagas regulamentadas para o uso exclusivo de pessoas com mais de 60 anos.
promover um trânsito seguro e de qualidade. De acordo com o Art. 1º "O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito".
O Campeonato Macaense de Futebol Amador 2016, promovido pela Liga Macaense de Desportos, começou com tudo na última semana. Na primeira rodada, o Barrense enfrentou o Colorado e venceu o adversário por 1 a 0. Já o Amfe foi um dos destaques após vencer o Praia Campista por 4 a 0. A competição continua neste final de semana com as seguintes partidas: no sábado, às 13h, entra em campo o Selefogo e o Córrego do Ouro. Já às 15h, o jogo é entre o Independente e Unidos da Aroeira. No domingo, jogam o Macaé Futebol Clube contra o Atlântico e o Colorado contra o Amfe, às 13h e 15h, respectivamente. O presidente da Liga Macaense de Desportos, Wanderson Agostinho, faz o convite à população macaense para prestigiar o campeonato, que acontece sempre no Estádio Expedicionário, situado na Rua Lira dos Conspiradores, no bairro Cajueiros. “É um
dos eventos mais tradicionais da cidade. Contamos com a presença da população, lembrando que a entrada é gratuita”, explicou. Esse ano, além das quatro equipes da primeira rodada, ao todo serão dez times (todos do município) participando: Atlântico, Córrego do Ouro, Macaé F.C, Independente, Unidos da Aroeira e Unidos Selefogo. O futebol ainda é a paixão nacional. Em Macaé, isso não é diferente. Segundo Wanderson, essa é uma das competições mais antigas da região, por isso é fundamental o apoio da sociedade para que essa tradição seja mantida por muito mais tempo. “São mais de 110 anos. Cada edição fica mais acirrada. É importante a gente prestigiar”, diz. A Liga Macaense de Desportos foi fundada em 30 de setembro de 1942. A instituição é responsável pela regulamentação do Campeonato Macaense de Futebol de diversas categorias. Para acompanhar as novidades, o interessado pode acessar a página nas redes sociais: https://www.facebook.com/ligamacaense.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Política
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NOTA
Bloco de oposição segue com a composição de seis, dos 17 parlamentares da Câmara de Vereadores
CENÁRIO
Tepor é garantia de Macaé atrair capital internacional da indústria do petróleo
KANÁ MANHÃES
Porto privado fortalece posição estratégica da cidade diante de expectativa de abertura do mercado nacional Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
A
consolidação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor) garantirá ao município uma posição estratégica diante das previsões de atração de investimentos da indústria internacional do petróleo, a partir da abertura do mercado nacional de óleo e gás, e também das rediscussões sobre o posicionamento da Petrobras dentro da nova política energética do país, baseada principalmente nas reservas produtivas da Bacia de Campos e do pré-sal. O destaque sobre a importância do Tepor em garantir a Macaé uma 'posição privilegiada' nas especulações já promovidas por gigantes internacionais do setor, como a Shell, foi considerado pelo superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Alfredo Renault, que formou o fórum técnico e qualificado promovido pela Firjan, na noite da última quinta-feira (7), no Senai Macaé, ao apresentar o Anuário do Petróleo do Rio de Janeiro.
Renault explicou que, a partir da consolidação das mudanças nas regras de participação da Petrobras, com base no projeto cujo texto foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados também ontem, passa a garantir ao mercado nacional do petróleo uma competitividade bastante interessante para o mercado internacional de óleo e gás. "A Petrobras seguirá como uma das gigantes do petróleo no mundo. Mas ela não tem condições de investir. Portanto, é preciso deixar que o mercado entre em atividade. Existe uma gama de poços de petróleo já descobertos, inclusive na Bacia de Campos, e que precisam ser explorados. O mercado internacional do petróleo está de olho em nosso potencial de produção", explicou Alfredo. E nessa mudança de posição e de comportamento do mercado nacional do petróleo, Macaé ganha destaque por implementar um processo de 'pluralidade' de atividades que já é utilizado em outras áreas de produção de petróleo no mundo, como na Noruega.
"Os portos privados são utilizados como uma parte da logística do petróleo, em diferentes lugares de exploração no mundo. Essa questão de estatização só ocorre em lugares onde o mercado do petróleo é atrasado. Macaé, ao ter a possibilidade de viabilização de um novo porto privado, passa a integrar um modelo internacional que estimula investimentos das grandes empresas do setor", explicou Renault. O especialista no segmento de óleo e gás declarou ainda que Macaé será um dos principais municípios beneficiados pela flexibilização das regras do petróleo nacional. "Com a flexibilização das regras e com a instalação do novo porto, Macaé pode recuperar a prosperidade da sua economia. É preciso trilhar esse caminho para chegar lá", disse Renault. O fórum de discussão sobre as operações do petróleo no Estado foi conduzido por Karine Fragoso, gerente de petróleo, gás e naval do Sistema Firjan, que elaborou o Anuário, documento que cria um marco para a cadeia local de óleo e gás.
Alfredo Renault, Karine Fragoso e Luciana Nunes participaram de fórum no Senai Macaé
Anuário cria marco para a cadeia local de óleo e gás Ao promover avaliações e dados referentes ao ritmo de produção de petróleo, áreas para exploração, investimentos e perfil do mercado de trabalho, o Anuário do Petróleo do Rio de Janeiro cria um novo parâmetro de atividades para o setor de óleo e gás, principalmente para as empresas baseadas em Macaé. "O Anuário torna-se o principal instrumento para que as empresas possam planejar negócios e buscar novos caminhos no mercado. Sem dúvida, o estudo serve como base para a economia, não só de Macaé, mas da região", afirmou o presidente da Co-
missão Municipal da Firjan, Marcelo Reid. Karine Fragoso, ao destacar a participação de instituições como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) e do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), apontou que o Anuário possui relação total com as operações do petróleo em Macaé. "Estamos na cidade que mais exerce influência sobre todos os dados que foram avaliados pelo Anuário. Portanto, esse estudo é destinado como ferramenta para que as empresas da região possam
avaliar cenários. E, a partir dele, nos comprometemos a estar mais próximos da cadeia produtiva local", afirmou Karine. O fórum, seguido da apresentação do Anuário, contou também com a participação de Luciana Nunes, analista econômica do IBP. "Depois de tantas dúvidas, algumas ainda sem respostas, estamos diante de um estudo que traça um novo perfil para a indústria do petróleo no Estado. O Anuário permite conhecer oportunidades. E isso é tudo o que o setor do petróleo espera", apontou Luciana.
FUTURO
"Precisamos reassumir posições políticas", afirma Maxwell Vaz Presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara avalia novos projetos Ao presidir a Comissão Permanente de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico da Câmara de Vereadores, Maxwell Vaz (SD) participou da apresentação do Anuário do Petróleo no Rio de Janeiro, realizada na noite de quinta-feira (7) pela Firjan, no Senai Macaé. E ao acompanhar as expectativas positivas da indústria offshore, diante das novas discussões que podem ampliar a
oferta de negócios na região, Maxwell apontou que Macaé precisa assumir novas posições políticas em defesa de projetos que podem alavancar o setor de óleo e gás na cidade. "A indústria está traçando metas, discutindo oportunidades, avaliando cenários. O poder público que representa a cidade mais estratégica para o petróleo deveria não pensar apenas em medidas imediatistas. Hoje, o governo municipal só quer embarcar no sucesso alcançado pelo próprio setor offshore, atribuindo para si avanços importantes conquistados pela atuação de institui-
ções como a Firjan e a própria iniciativa privada, sem ao menos fazer a sua parte", avalia Maxwell. Como presidente da Comissão, o parlamentar atua na defesa pela consolidação do Tepor, projeto citado pela indústria como essencial para garantir à cidade a atração de investimentos do capital internacional do petróleo. "Mas o Tepor não fará todo o trabalho sozinho. O governo municipal precisa preparar a cidade para a retomada desse novo crescimento. E, pelo que vemos depois de três anos e seis meses, e de mais de R$ 1,5
bilhão de dinheiro dos royalties e de Participação Especial, esse governo já comprovou que não tem capacidade para transformar Macaé em uma verdadeira Capital Nacional do Petróleo", avaliou Maxwell. Para o parlamentar, pendências deixadas pela atual gestão municipal, como a Estrada de Santa Tereza e, de quebra, o abandono das duas composições do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), demonstram a falta de planejamento de uma política de desenvolvimento econômico. "Essa gestão já perdeu a sua oportunidade", disse Maxwell.
WANDERLEY GIL
Maxwell Vaz preside a Comissão de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico da Câmara
POSITIVO
Excessos de receitas somam R$ 64 milhões Governo acumula superávit com as duas principais contribuições da indústria Além de atuar na busca de alternativas que levem Macaé a alcançar um novo caminho de pujança e de prosperidade, a indústria do petróleo segue como
a maior 'financiadora' do equilíbrio tributário registrado pelo município, no ano 'da crise'. E por conta do desempenho positivo das duas principais receitas atribuídas às operações da indústria - o ISS (Imposto Sobre Serviços) e o ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) -, o governo passa a ter nas mãos R$ 64
milhões a mais de receitas arrecadadas acima do que estava previsto para ser recolhido de janeiro a junho deste ano. O superávit primário é gerado com base no comparativo entre o volume de receitas arrecadadas pelo governo com o ISS e o ICMS no período - equivalente a R$ 540 milhões - e o valor estimado pelo governo na
RECEITAS
Arrecadação de ISS e ICMS gera superávit Imposto ISS ICMS Total
Previsão R$ 290.224.757,00 R$ 185.744.587,00 R$ 475.969.344,00
Arrecadado R$ 330.404.307,74 R$ 210.386.010,58 R$ 540.790.318,32
Superávit R$ 40.179.550,74 R$ 24.641.423,58 R$ 64.820.974,32
Lei Orçamentária Anual (LOA): R$ 475 milhões. Hoje, o ISS segue como a principal fonte orçamentária de Macaé, proporcionando ao governo excessos de receitas que ajudam a tapar o buraco deixado pelo déficit nos repasses do petróleo (royalties e Participação Especial), que somam hoje cerca de 23%. Apenas com o ISS, o governo já arrecadou mais de R$ 330 milhões, superando em mais de R$ 40 milhões, o que estava previsto para ser recolhido no primeiro semestre do ano. Já o ICMS, repassado pelo governo do Estado, Macaé arrecadou R$ 210 milhões, enquanto a previsão era de R$ 185 milhões, O superávit gerado apenas por esse imposto chega à casa dos R$ 24 milhões, de janeiro a junho deste ano.
KANÁ MANHÃES
Indústria do petróleo garante o equilíbrio tributário do município
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Opinião
Solenidade de posse da nova direção da UFRJ Macaé acontece este mês. Evento será realizado no próximo dia 20, às 15h, no Auditório do Bloco B da Cidade Universitária
FOTO LEGENDA KANÁ MANHÃES
EDITORIAL
NOTA
Compasso Há um ano, a 'feira da superação', como ficou conhecida a edição de 2015 da Brasil Offshore, trouxe para Macaé o nascedouro de uma discussão nacional, capaz de desatolar o mercado brasileiro de óleo e gás, garantindo à Capital Nacional do Petróleo o retorno da pujança e da prosperidade registradas ao longo de 30 anos. Passado esse tempo, só agora o Congresso dá passos firmes no caminho certo para a retomada de investimentos do segmento capaz de tirar o país do sufoco econômico. A aprovação do texto do projeto que visa retirar da Petrobras a obrigatoriedade de adquirir parte de todos os blocos de concessão, colocados em leilão pela Agência Nacional do Petróleo, representa um marco importante na relação entre a indústria offshore e o governo federal, uma sinergia essencial para a reestruturação da economia diferenciada de Macaé. Antes aprovado pelo Senado, o projeto está sendo preparado para entrar em votação na Câmara dos Deputados. Apesar de ser reconhecido como a 'arena dos abutres políticos', a expectativa é que o plenário do Legislativo não trave a pauta, propondo barganhas com o governo. Afinal, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) assume com destaque esse papel entre os poderes. Mas, apesar de ainda existir um longo caminho a ser percorrido, até que o mercado do petróleo brasileiro volte a ser competitivo, aos olhos do capital estrangeiro da indústria de óleo e gás, o passo dado pela Comissão Especial da Câma-
ra dos Deputados já é motivo de celebração, pelo menos, para os representantes das instituições que defendem os interesses das empresas que atuam no setor do petróleo, no estado do Rio de Janeiro. No fórum qualificado e amplamente técnico, promovido pela Firjan no Senai Macaé, na última quinta-feira (7), a superação voltou a ser o tom das declarações sobre uma nova visão futura do mercado do petróleo no país. Apesar da política energética adotada pelo governo federal nos últimos anos, que sucateou a Petrobras, ainda gere sérios impactos à economia do petróleo, ainda há esperança de que o Brasil, com a indústria instalada no Rio de Janeiro, e a expertise da cadeia offshore de Macaé, consigam alavancar negócios a partir de uma visão mais pluralista, baseada nas oportunidades criadas pelo mercado internacional de óleo e gás. E, enquanto as discussões caminham em Brasília, Macaé precisa assumir suas responsabilidades e fazer a sua parte, não cumprida pelo governo 'da mudança'.
ESPAÇO ABERTO Ladrões do seu dinheiro No começo deste milênio, o forte aumento do consumo da China provocou a explosão, entre 2002 e 2010, dos preços dos minérios e das commodities alimentícias que o Brasil exporta. Assim, uma enxurrada de dólares ingressou no país e as reservas internacionais atingiram US$ 370 bilhões, mais que nossa dívida externa. Lula pagou US$ 30 bilhões que o Brasil devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e faturou politicamente (aliás, foi um mau negócio, pois a taxa de juros era de 3% ao ano e a dívida não estava vencida). Após 2010, o bom quadro internacional se inverteu e a euforia acabou. Veio a crise financeira mundial de 2008, a China entrou em retração, os preços das exportações retrocederam, Dilma cometeu erros, e o Brasil entrou em recessão. O Produto Interno Bruto (PIB) terminará 2016 em torno de 7% menor que o PIB de 2013, e a população segue aumentando em 7,2 milhões a cada mandato presidencial de quatro anos. É nesse cenário que perigosos ladrões estão levando seu dinheiro, principalmente se você for assalariado. Destaco quatro deles. O©primeiro é a inflação. Em 2015, a inflação oficial fechou em 10,67%. Os preços sobem quando o governo emite moeda, seja fabricando cédulas ou expandindo os meios escriturais bancários. A inflação é o maior inimigo do seu dinheiro. Ela corrói o poder de compra dos salários e desvaloriza os ativos das pessoas. A inflação é uma das causas de empobrecimento. Os ricos se defendem dela; os pobres não. Depois vêm os impostos. Em 1985, o presidente Sarney reclamou que a carga tributária era de “apenas” 21% da renda nacional. Ao fim do governo Fernando Henrique, em 2002, os tributos comiam 32,6% de toda a renda do país. Lula elevou a carga para 36%. No atual ritmo, em dois anos chegaremos a 40%. Mais impostos significam menos renda pessoal disponível. É você mais pobre. Em terceiro lugar, há o FGTS. O saldo na conta do FGTS é uma via pela qual o governo está comendo seu patrimônio (se você for trabalhador assalariado). A
taxa de juros que o governo paga sobre o FGTS é de 3% ao ano, mais a Taxa de Referência (TR). A TR é manipulada e anda próxima de zero. Somente no ano passado, quando a inflação foi de 10,67%, o FGTS rendeu menos de 4%. Ou seja, você “entregou” ao governo quase 7% de seu patrimônio somente em 2015. No longo prazo, seu dinheiro no FGTS será dilapidado. Isso só não acontecerá se a inflação anual ficar abaixo de 3% ao ano. Alguém acredita? Por fim, vem a Previdência Social. O trabalhador paga até 11% do seu salário para o INSS (limitado ao teto-base de R$ 5.189,82). O patrão paga mais 20%, não do teto, mas sobre o salário total. Nos últimos tempos, você foi informado que a Previdência Social faliu. Se não for funcionário público com direito a aposentadoria igual ao salário integral, não espere que o governo vá cuidar de você na velhice. No passado, o teto do INSS chegava a dez salários mínimos, isto é, R$ 8,8 mil em 2016. Acabou! O teto atual é de apenas 59% desse valor, ou seja, pouco mais de cinco salários mínimos. Diante de tal quadro, o que fazer? Primeiro, não esperar ajuda nenhuma do governo. Segundo, saber que os ladrões de seu dinheiro continuarão agindo. Terceiro, buscar educação financeira para defender-se dos ataques. Quarto, montar seu plano financeiro, construir suas próprias reservas e cuidar de seu futuro. Ou faz isso, ou sua velhice poderá ser dura e triste. José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo
Bueiro situado na calçada do Senai Macaé precisa de manutenção imediata. A tampa da rede de drenagem das águas de chuva foi removida. O buraco foi tapado de forma improvisada por uma peça de madeira, com a sinalização de um cone. Porém, com a circulação intensa de alunos no local, a estrutura torna-se uma verdadeira armadilha. Atenção prefeitura!
PAINEL Privilégio
Perversa
Padrinho
Representatividade
Manutenção
Lava-Jato
Paralisadas
Saúde
Silêncio
Macaé foi a única cidade do Norte Fluminense a receber o fórum qualificado produzido pela Firjan, com a participação da ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) e do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), que traçou uma nova projeção otimista sobre as atividades do segmento de óleo e gás, especialmente na Bacia de Campos. Realizado na noite da última quintafeira (7), no Senai Macaé, o evento torna-se um marco para a reestruturação do setor.
Mas, apesar da importância do fórum, que marcou a apresentação do Anuário do Petróleo no Rio de Janeiro, produzido pela Firjan, a representatividade política de Macaé foi quase nula. A cidade mais importante, e interessada, na retomada dos investimentos do setor, não foi representada pelo seu chefe Executivo que, pelo que parece, possui outras prioridades. Vale destacar a participação do presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara, o vereador Maxwell Vaz (SD).
Depois de ter sido alardeada nas redes sociais, e celebrada pelos moradores do bairro, as obras de recapeamento da Rua 64 do Parque Aeroporto, uma das mais importantes do local, foram paralisadas. O projeto, que não demanda tanto investimento e mão de obra, está suspenso desde o início da semana, como informou pessoas que moram na região. E não há qualquer informação sobre quando serão retomadas, já que o governo está fechado em completo silêncio.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi) voltou a denunciar atitudes do governo contra o pagamento das incorporações, cuja suspensão afeta aposentados e pensionistas. O recurso impetrado pela instituição, para retroceder o efeito do corte do benefício baseado em decisão do Tribunal de Justiça, mantendo o mesmo para quem já teve acesso ao direito adquirido, foi renegado pela Procuradoria da Prefeitura. Foi o que informou o corpo jurídico do Sindicato.
As pedras estilo "portuguesas", que ornamentam o calçadão que une o Visconde de Araújo a Riviera Fluminense, estão se desprendendo. Apesar dos pequenos buracos formados pela avaria no piso por onde circulam centenas de pessoas todos os dias, a prefeitura pintou a Ciclofaixa sem promover a devida manutenção do espaço. A falta de cuidado com os espaços públicos da cidade vem se tornando recorrente, apesar dos milhares de reais arrecadados pelo governo com o petróleo.
O impasse sobre o atendimento da Unidade de Emergenciais Pediátricas (UEP) ainda prevalece, após um mês das declarações do governo ao anunciar a 'reestruturação' do atendimento infantil na cidade. Depois de ser referência na região, o hospital passa a prestar apenas serviço ambulatorial. Os casos mais graves são direcionados para o Hospital Público Municipal (HPM), já abarrotado de procedimentos de média e alta complexidade.
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Após anunciar a sua renúncia da presidência da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) passa a ter tempo livre para atuar em projetos internos do seu partido. Ele deixa de ser o segundo sucessor da presidência da República, hoje ocupada por Michel Temer (PMDB), para garantir, ao menos, o seu mandato parlamentar. Enquanto isso, há a esperança de que ele caminhe em Macaé para lançar a pré-candidatura do governo 'da mudança' à reeleição. Alguém duvida?
Lava-Jato está mesmo em alta em Macaé. A atividade econômica ganha espaço em diferentes bairros e comunidades da cidade, cujas propagandas chamam atenção por fazer alusão às investigações do maior esquema de corrupção da história do país. Como a cidade ganhou envolvimento com o caso, após a divulgação das planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal, os "lava-jatos" caíram na graça popular.
O retorno da 'lei da mordaça', implantada pelo governo para todos os secretários e presidentes de autarquias tem criado grande insatisfação, principalmente para os nomes recém-chegados ao governo 'da mudança'. É que, com a estratégia de fazer marketing com os projetos executados pela prefeitura, muitos membros do alto escalão da atual gestão reclamam de não poder disparar, para a mídia local, matérias institucionais. O clima está cada vez mais pesado.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
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Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Economia
NOTA
Preço do feijão pode aliviar em agosto. Segundo Acebra, nova colheita anual de safra do produto deve aumentar oferta no mercado
IMPASSE ETERNO
Caso de Jovens Aprendizes da Petrobras se arrasta até hoje Dois anos após problema judicial que congelou verbas do programa, estudantes ainda reclamam falta de pagamento Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br
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mbora os estudantes do Programa Petrobras Jovem Aprendiz (PPJA) tenham voltado a trabalhar e a receber desde maio de 2015, por meio de uma nova edição do projeto social da petrolífera, dois anos após o problema judicial que congelou as verbas destinadas aos pagamentos de aproximadamente 850 participantes - 500 somente em Macaé - da edição do programa em 2014 na região, o caso não tem previsão para ganhar um ponto final. Após diversos desdobramentos que acontecem desde maio de 2014, quando os estudantes pararam de receber, em junho de 2015, a 20ª Câmara Cível da Justiça Estadual do Rio de Janeiro decidiu que o convênio com a Fundação
Cultural e de Radiodifusão Valença Filho - ex-parceira da petrolífera no projeto - deveria ser retomado e a verba retida liberada ainda naquele mês pela companhia. Entretanto, logo em seguida, a Petrobras recorreu da decisão e, desde então, o caso segue estagnado. Como resultado do impasse, a maioria dos jovens envolvidos já não sabe de mais nada. Entre as inúmeras incoerências da situação, segundo eles, as carteiras permanecem assinadas no mesmo turno pela Fundação Valença Filho e pela UBEE-Marista - atual parceira na execução do programa. “Hoje, os salários estão certinhos, mas aqueles relativos à época da Fundação Valença Filho continuam atrasados.” disse uma das jovens envolvidas no caso, ressaltando que foram mais de sete meses trabalhados sem pagamento. Na época, o valor
ARQUIVO
dos salários dos estudantes do programa era de R$ 650 mais alimentação, o que fazia o valor final do pagamento subir para quase R$ 800 por mês. Oriundos de Macaé, Campos dos Goytacazes, Rio das Ostras, Carapebus, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã, São Fidélis, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, atualmente, todos os 739 jovens da 4ª edição do PPJA participaram da edição anterior e aguardam os salários não pagos. A atual edição do programa vai até maio de 2017. Procuradas para atualizações sobre o caso, até o fechamento desta edição, nem a Petrobras nem os representantes da Fundação Valença Filho se posicionaram. ENTENDA O CASO
A polêmica entre a Petrobras e a Fundação Valença Filho começou em abril de 2014, quando a justiça determinou que a petrolífera suspendesse os repasses à instituição, apontada pelo Ministério Público (MP) como irregular. O contrato havia sido firmado pela Petrobras em 2013 no valor aproximado de R$ 45 milhões para atender 850 jovens até 2015, sendo 350 em Campos e 500 Macaé. À época, de acordo com a segunda promotoria de fundações do MP do Rio de Janeiro, responsável por fiscalizar organizações sociais no Estado, a Petrobras errou por ter eleito como parceira uma pessoa jurídica que estava em total irregularidade. Desde 2002, ano de sua fundação, a Valença Filho não teve nenhuma conta aprovada. Além disso, a instituição se apresentava com outro nome - CR3 -, abrindo duas filiais sem autorização do MP, o que também não é permitido por lei.
Em Macaé, alguns jovens participantes do programa
A versão da Petrobras Em seu último posicionamento sobre o impasse, a Petrobras explicou que havia firmado um convênio de 24 meses com a Valença Filho para a operacionalização do programa na Bacia de Campos, não havendo na data da assinatura (outubro de 2013) qualquer impedimento de ordem jurídica ou administrativa em relação à instituição. Entretanto, em fevereiro de 2014, a companhia teria sido notificada pelo MP sobre prováveis irregularida-
des contra a prestadora contratada. Na ocasião, foi informado à estatal que a Fundação estava com as prestações de contas de 2002 a 2012 pendentes. Como consequência, ainda segundo a Petrobras, em abril do mesmo ano, foi determinada pela Justiça Estadual do Rio de Janeiro a suspensão dos repasses para a execução do PPJA, tendo a companhia solicitado à época a adoção dos procedimentos necessários às res-
cisões contratuais de todos os jovens inscritos no programa e dos profissionais vinculados ao convênio do PPJA, bem como o envio à companhia da relação dos valores devidos a cada um dos jovens e referidos profissionais. Desde então, todos os repasses permanecem suspensos por determinação judicial, tendo sido o último pagamento dos jovens efetuado pelo administrador judicial em setembro de 2014.
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Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Polícia
NOTA
Armas são apreendidas em operações em Rio das Ostras. No bairro Palmital e no Centro a Polícia Militar apreendeu revólveres
32º BPM
32º BPM
Polícia Militar realiza Polícia Militar firma ações contra crimes de nova parceria em Macaé contravenção Máquinas de caça-níqueis e material do “jogo do bicho” foram alvos das operações
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perações de combate aos crimes de contravenção penal voltaram a ser alvo da Polícia Militar (PM). Macaé e Rio das Ostras contaram com as ações da polícia que resultaram no fechamento de três bingos clandestinos e apreensão de mídias piratas. No bairro Visconde de Araújo, uma denúncia anônima informou à PM que em um endereço haveria material de contravenção guardado. Guarnição se dirigiu até a Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, onde conseguiu localizar que ao lado de um bar, em uma porta separada, estavam duas máquinas de caça-níqueis. Em seguida, os equipamentos foram encaminhados à 123ª DP, onde ficaram apreendidos. Já na comunidade Nova Holanda, a equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT) II e uma viatura da PM seguiram para a Rua Aurélio Cristiano da Silva para verificar um local que guardava máquinas de jogos de azar. No interior de um bar, as guarnições encontraram quatro máquinas de caça-níqueis que foram apreendidas, o proprietário do local foi encaminhado à 123ª DP, sendo autuado no Artigo 50 da Lei das Contravenções e em seguida liberado. RIO DAS OSTRAS
Através de informações do disque-denúncia, equipe do “Setor P” seguiu para a Rua Julieta Viana, no Centro de Rio das Ostras, para verificar o funcionamento de um bingo clandestino.
DIVULGAÇÃO PM
Desta vez, secretaria de Educação irá promover cursos para preparar melhor efetivo da Pamesp Escolar
O 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) tem trabalhado em busca de atender as necessidades de toda a sociedade. Com este objetivo a Polícia Militar (PM) vem fechando parcerias que beneficiam as suas tropas e a população. Desta vez, a parceria foi realizada entre a PM e a secretaria Municipal de Educação de Macaé (Semed) com o objetivo de aperfeiçoamento das tropas que realizam o Patrulhamento Motorizado Especial (Pamesp Escolar), ou seja,
a Semed estará administrando cursos para os integrantes da Pamesp Escolar a fim de orientá-los neste serviço junto às escolas da rede municipal, estadual e universidades. De acordo com a comunicação da PM, o Pamesp Escolar é um modelo de policiamento no qual uma viatura com dois policiais é designada somente para uma ronda específica nas unidades de ensino, sempre cumprindo um roteiro previamente estabelecido pela seção de planejamento da unidade. Este policiamento busca preservar a segurança e o atendimento imediato às ocorrências das unidades. Com isso, os policiais receberão o curso “Humanização pela Educação: Construindo Comunidades Afetivas pela
Heterogênese Urbana”, aumentando assim o conhecimento destes profissionais nos conceitos de interação com a comunidade.
DENÚNCIAS
Quem puder, e quiser contribuir com o trabalho da polícia, denunciando criminosos, deve entrar em contato com o Disque-Denúncia da Polícia Militar, através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população 24 horas por dia para atender a todos os chamados. Além das ligações, os cidadãos também podem passar informações pelo WhatsApp, através do número 98168-2344, por email para: denuncia32bpm@ gmail.com ou pelo site do 32º BPM: www.32bpmrj.org .
DENÚNCIA
GAT encontra esconderijo do tráfico no Barreto Operações da PM em Macaé e Rio das Ostras combatem os crimes de contravenção
DIVULGAÇÃO PM
Drogas estavam escondidas dentro de No local, os policiais encon- Contravenções Penais, Lei nº traram a porta aberta e no in- 3.688/1941, artigo 50, é ilegal: túmulos em cemitério terior de uma casa, que estava vazia, foram encontradas duas máquinas de caça-níqueis. Em seguida, o fato foi registrado na 128ª DP, onde o material ficou apreendido. Já no bairro Novo Rio das Ostras, uma guarnição que patrulhava a área central do município observou um elemento em atitude suspeita. De imediato foi feita a abordagem e revista pessoal sendo encontrados cinco talões de “jogo do bicho”, dois cadernos de anotações e R$ 37,00 em espécie. O fato foi apresentando na 128ª DP.
LEGISLAÇÃO
De acordo com a Lei das
“Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele. A pena pode variar de três meses a um ano de prisão e multa, estendendose os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local.” Já a Lei de Crimes contra a Economia Popular, Lei nº 1521/51, art. 2º, inciso IX, diz que: “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos, pode gerar detenção, de seis meses a dois anos, e multa.”
Através de informações passadas via disque-denúncia da Polícia Militar (PM), equipe do Grupo de Ações Táticas (GAT) I e II seguiu até um cemitério localizado no bairro Barreto, a fim de encontrar um local onde estariam sendo escondidas drogas. A denúncia informava que um elemento conhecido como “DG”, integrante do tráfico de drogas estava guardando um material entorpecente dentro dos túmulos. Já no local, a equipe realizou buscas e obtive êxito em encontrar dentro de apenas um túmulo, um saco contendo 2.923 pinos de cocaína. O fato foi registrado na 123ª DP, onde o material ficou apreendido.
Drogas estavam escondidas dentro de um túmulo em um cemitério no Barreto
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Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
Geral
NOTA
Judoca macaense se destaca em mais uma competição. Israel Viana venceu no último dia 25 a competição realizada pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro
CRIME
Extração ilegal de areia é flagrado na cidade Flagrante feito pela redação do Jornal esta semana mostra o crime ambiental na Linha Azul Juliane Reis
Juliane@odebateon.com.br
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e acordo com a legislação ambiental, a extração de qualquer tipo de mineral, inclusive a areia, deve atender às normas previstas na lei. Ainda segundo o documento, no caso da retirada sem a licença ambiental, o infrator pode ser penalizado com multa e sofrer detenção. Mas em Macaé a prática tem sido cada vez mais comum. Esta semana um flagrante do crime ambiental foi feito pela reportagem do Jornal na Linha Azul. De acordo com pessoas que passam diariamente no local, esse tipo de crime tem acontecido constantemente. “Sempre que passo por aqui me deparo com esse cena que também é realizada em outros pontos da cidade”, disse um motorista. Ao realizar esse tipo de atividade a pessoa está infringindo o Art. 55 da Lei Federal nº 9.605/98, que diz que “executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo com a obtida” é considerado crime. A pena é de detenção, que pode variar de seis meses a um ano, mais multa. O parágrafo único ressalta que “nas mesmas penas
incorre quem deixa de recuperar a área pesquisada ou explorada, nos termos da autorização, permissão, licença, concessão ou determinação do órgão competente”. Essa prática irregular também pode reduzir a vegetação do local, causar alterações do solo, afugentar espécies de animais nativas e contaminação do lençol freático. Além da extração de areia, o infrator cometia ainda outro ato que vai contra a lei e utilizava animais (cavalo) para fazer o transporte da carga, situação essa que também é apontada como crime segundo a Lei Estadual nº 7.194/16, que proíbe o uso de animais de tração para o transporte de materiais, cargas ou pessoas em charretes. Segundo a legislação, que já está em vigor, a medida não se aplica aos animais utilizados em áreas rurais e turísticas. Com isso, o poder público, por meio dos órgãos competentes, é obrigado a recolher os animais utilizados de maneira que se configure como maus tratos. Mas ao que observa é que a fiscalização não vem sendo feita na cidade, pois diariamente é possível encontrar animais sendo escravizados e os seus respectivos donos não sendo penalizados conforme prevê a legislação. De acordo com a nova lei, quem
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WANDERLEY GIL
De um lado a extração ilegal de areia e de outro o transporte do material em animal de tração
descumprir será penalizado como determina a Lei Federal nº 9.605/98. Ela diz que praticar qualquer tipo de crueldade contra esses animais é crime, podendo pegar detenção de três meses a um ano e multa. Além do crime ambiental de extração de areia, outro crime também registrado em vários pontos da cidade, é o relacionado à degradação dos recursos hídricos. O Rio Macaé, por exemplo, sofre cons-
tantemente com o descarte irregular tanto de efluentes sanitários, quanto aterros e outros tipos de resíduos. Procurada pela redação do Jornal, a Prefeitura informou que no momento, está aguardando definição de como será o retorno à imprensa, tendo em vista a regulamentação eleitoral que restringe alguns de seus serviços e que tão logo tenham essa orientação darão a informação.
VAGAS
UFRJ Macaé oferece bolsas para Programa de Iniciação Cientifica Serão oferecidas duas vagas e os interessados poderão se inscrever pelo leo.qt@hotmail.com Para se inscrever o candidato deve estar com matrícula ativa em curso de graduação na UFRJ, no ano letivo de 2016, e possuir coeficiente de rendimento acumulado (CRA) maior ou igual a 6. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de julho e no assunto do e-mail deve constar o texto: Seleção PIBIC. Já no corpo do e-mail deve conter as seguintes informações: nome completo, curso, currículo e texto explicitando o motivo do interesse em participar dessa atividade. As vagas são para a área de Educação em Ciências. Os selecionados irão atuar no Projeto de Pesquisa denominado “Ciência, tecnologia e o público infantil”. A atividade tem como objetivo analisar a percepção do público infantil com respeito à ciência e à tecnologia, a partir de um espetáculo teatral de temática científica. As atividades estão previstas para começar neste
segundo semestre. A seleção dos candidatos será realizada no dia 20 de julho, das 14h às 16h, e o resultado está previsto para ser divulgado no dia 21. Já a assinatura do termo e entrega de documentos será no dia 25 de julho. De acordo com o professor coordenador das atividades, Leonardo Moreira, essa pesquisa faz parte das atividades do projeto de extensão universitária Projeto Ciência. “Esse projeto articula extensão universitária, pesquisa científica e ensino de graduação e de pós-graduação. No ano de 2016 ele foi contemplado pela chamada CNPq/Instituto TIM nº 2/2015 para a construção de um espetáculo teatral voltado para o público entre 7 e 10 anos de idade. O espetáculo está em fase de montagem e foi nomeado de "Quem roubou meu arco-íris?", com estreia prevista para o segundo semestre de 2016. Além de escolas do município de Macaé, serão atendidas também escolas das cidades de Rio das Ostras, São Francisco de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua e São João da Barra.", disse o professor.
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Macaé, sábado, 9 de julho de 2016
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