KANÁ MANHÃES
REPRODUÇÃO DE INTERNET
REAJUSTE DA PETROBRAS ELEVA PREÇO DO DIESEL
PRESIDENTE DA ACIM FALA SOBRE PROJETOS
CAMINHÃO CAI DE PONTE E ESPALHA LIXO NO RIO SANA
GERAL, PÁG.6
ECONOMIA, PÁG.8
POLÍCIA, PÁG.5
R$ 1,50 Macaé (RJ), sábado, 7 domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017 Ano XLI, Nº 9220 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Petróleo ainda é a fonte para a superação econômica da região Novos governos enfrentam crise com olhar sobre o futuro das atividades offshore na Bacia de Campos
P
orto, estaleiro e Zona Especial de Negócios (ZEN). Mesmo encarando déficits e rombos herdados por administrações que sucumbiram à queda da arrecadação nos últimos dois anos, os novos
governos das principais cidades envolvidas com as operações da Bacia de Campos avaliam o petróleo como o combustível capaz de promover a superação do cenário crítico que deve ser desenhado também em 2017.
E por conta disso já preparam ações administrativas e políticas que possam alavancar um novo ciclo de desenvolvimento na região considerada como o Emirado do Petróleo Nacional. Macaé, Rio das Ostras e Quis-
samã seguem a tentativa de viabilizar projetos, desenhados há mais de quatro anos, que não foram consolidados por influências políticas externas, ou por batalhas de grupos de poder, nocivas a um novo caminho
WANDERLEY GIL
STATUS DE CONSTRUÇÃO
20%
Área cedida pela prefeitura já é considerada de utilidade pública pelo Estado. Projeto já recebeu licença prévia, e aguarda autorização para iniciar obras.
Governo de Macaé reforça parceria com a EBTE para viabilizar porto
STATUS DE CONSTRUÇÃO
45%
Parte estrutural do estaleiro já foi concluída, como a base dos piers de atracagem das embarcações. Próximo passo é a dragagem de canal.
Fátima Pacheco e Rafael Diniz avaliam retorno de obras de estaleiro
MARIANNA FONTES
Vale Verde: sonho de moradores é substituído por vários problemas em 2017 a sua segunda gestão, conseguiu transformar essa realidade nos últimos quatro anos. O completo estado de abandono mostra que o poder público tão pouco tem passado por ali. PÁG. 9
apresentando ações que promoverão o desenvolvimento a nível regional, uma necessidade que vem sendo discutida desde o início dos tempos áureos do petróleo há mais de 40 anos. PÁG. 10
PHILLIPE MOACYR/ASSESSORIA
BAIRROS EM DEBATE
Mais de uma década. Esse é o tempo que os moradores do loteamento Vale Verde, na área norte da cidade, esperam pelas melhorias em infraestrutura. Nem mesmo o governo da mudança, que inicia
de prosperidade que passa a ser pavimentado a partir das estratégias da Petrobras em se reerguer após o abalo da corrupção. E apesar de buscar a consolidação de projetos distintos, os três municípios acabam
KANÁ MANHÃES
STATUS DE CONSTRUÇÃO
50%
Decretos de desapropriação foram realizados em 2012, porém não continuados na gestão seguinte. Processo administrativo será reeditado.
Carlos Augusto anuncia que retomará projeto de instalação da ZEN II
ECONOMIA
Material escolar com preço mais salgado em 2017
Ruas sem pavimentação é a principal reclamação dos moradores
GERAL
MARIANNA FONTES
Comprar material escolar em Macaé está em média 10% mais caro que em todo o estado. Uma pesquisa realizada pelo O DEBATE revela que, além do reajuste já previsto das mensalidades escolares que envolvem as escolas particulares e as universidades particulares, os preços do material e farda-
POLÍCIA
DIVULGAÇÃO PM
mento escolar também estão altos. A preocupação este ano não será apenas com a mensalidade, mas também com a compra da lista de material escolar exigida pelas escolas. De acordo com a pesquisa, as listas de materiais escolares, se atendidas totalmente, podem, em alguns casos, atingir quase três salários mínimos. PÁG. 8
CADERNO DOIS
Moradores voltam a cobrar reforma
Discussão leva à prisão suspeito de estupro
Show de O Rappa agita verão macaense
Área de lazer na Vila Badejo apresenta vários problemas
Durante abordagem a PM apreendeu um revólver junto com o elemento PÁG. 5
A super festa acontecerá na próxima sexta-feira (13)
PÁG. 7
POLÍCIA
Operações da PM recuperam veículos Dois carros roubados foram encontrados na cidade PÁG. 5
Alambrado ameaça desabar devido a falta de manutenção EDITORIA
Macaense faz bonito em prova nacional Joseilton Silva supera marca pessoal em corrida PÁG. 11
GERAL
CLASSIFICADOS
MEC disponibiliza verbas Confira nesta edição para a rede pública as oportunidades Macaé recebeu cerca de R$ 22 milhões em recursos PÁG. 7
Arma foi levada para a delegacia
Suplemento traz melhores ofertas para negócios
CAPA
ÍNDICE TEMPO
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
Máxima 35º C Mínima 23º C
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Cidade
NOTA
Unamama prossegue atividades em 2017. Meta é ampliar rede de acolhimento a pacientes e disseminar importância de prevenção.
SEMANA EM DEBATE
Prefeito nomeia dois secretários e 74 assessores Secretarias adjuntas de Saneamento e de Agroeconomia passam a ter gestores
O DEBATE EM MEMÓRIA KANÁ MANHÃES
EDIÇÃO Nº 365 DE 19/06/1982
Chagas visita Macaé para iniciar obras de asfalto da estrada Carapebus-Quissamã Governo define novos grupos de trabalho em secretarias
O governador do Estado, Sr. Chagas Freitas, chaga às 9,15 hs de hoje a Macaé, a fim de visitar diversas obras e dar início aos trabalhos de terraplanagem para pavimentação asfaltica da RJ-178, que liga as localidades de Cabiúnas, Distritos de Carapebus e Quissamã, obra de fundamental importância para o desenvolvimento daquela região.
Comemorado aniversário da Nova Aurora Em solenidade realizada em sua sede, a Sociedade Musical Nova Aurora comemorou a passagem do seu 109º aniversário de fundação, quando houve a posse da nova diretoria, tendo sido reeleito para a Presidência o Sr. Cacyco Peçanha.
Presidente do PMDB articula campanha de candidatos Em reunião promovida em sua residência,
com vários membros do Diretório, o empresário Geraldo Mussi, Presidente do PMDB e candidato a Prefeito, sugeriu a abertura de comitês nos bairros e distritos para ampliar a campanha eleitoral.
Fero-Cidade e a crítica A peça de Ricardo Meirelles, Fero-Cidade vai ser apresentada em Macaé nos próximos dias, como parte da comemoração do primeiro aniversário da Associação de Moradores da Praia dos Cavaleiros, com o apoio da Prefeitura Municipal e do jornal O DEBATE. Sob o título acima, transcrevemos nesta edição texto inserido em “A Notícia”, do Rio de Janeiro.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Política
NOTA
Luciano Diniz (PMDB) vai tomar posse como vereador suplente na Câmara nesta segunda-feira (8)
CONTEXTO
Macaé supera a crise com PONTO superávit enquanto rombo é DE VISTA desafio para outras cidades
Perspectivas, de quê?
Excessos de mais de R$ 70 milhões de receitas colocam Macaé em patamar diferenciado de Rio das Ostras e Quissamã, que encaram os efeitos de dívidas acumuladas entre R$ 80 milhões a R$ 250 milhões Márcio Siqueira
KANÁ MANHÃES
marcio@odebateon.com.br
M
acaé, Rio das Ostras e Quissamã formam, juntas, o pilar das operações do petróleo nacional, ao abrigar os principais parques de produção da Petrobras no segmento de óleo e gás. Mas apesar de compartilharem as referências para o mercado offshore brasileiro, as três cidades apresentam cenários distintos quanto à capacidade administrativa. E, neste cenário, a Capital Nacional do Petróleo faz inveja para as demais cidades que iniciam governos contabilizando déficits que geram a necessidade de Decreto de Calamidade Financeira. Única das três cidades a definir as eleições municipais de 2016 com a reeleição do mesmo governo, Macaé entra em 2017 prevendo, não apenas o maior orçamento dentre todos os municípios do Norte Fluminense e Região dos Lagos, mas também a única cidade capaz de gerar excessos de receitas em pleno ano de crise. Em Quissamã, Fátima Pacheco (PTN) iniciou o governo avaliando o tamanho do estrago gerado pela dívida de mais de R$ 80 milhões deixada pela gestão anterior, um déficit que representa a metade da previsão orçamentária do município para 2017, ou seja, R$ 165 milhões. Em Rio das Ostras, o caso ainda é mais grave, já que a dívida de R$ 250 milhões deixada pela gestão anterior pa-
Macaé inicia segundo mandato do mesmo governo que contabiliza excessos de receitas
ra o prefeito Carlos Augusto (PMDB) representa mais da metade do orçamento previsto para a cidade em 2017: R$ 480 milhões, exigindo do governo a necessidade do Decreto de Calamidade Pública que será ratificado pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Já Macaé entra em 2017 com a marca dos excessos de mais de R$ 3,5 milhões, gerados por uma arrecadação que atingiu em 2016 os R$ 2.085 bilhões, enquanto o governo estimava arrecadar pouco mais de R$ 2.081 bilhões. E apesar de compartilhar com os municípios vizinhos a preocupação sobre a ele-
vação dos gastos em despesas da folha de pagamento acima do que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Macaé foi capaz de registrar em 2016 um crescimento de mais de R$ 70 milhões na arrecadação de receitas próprias, o que ajudou a equilibrar as contas públicas em um ano cheio de instabilidade. Como medidas de contenção, Quissamã e Rio das Ostras instalaram auditorias para reduzir as despesas da prefeitura com contratos e licitações. Macaé optou por reduzir secretarias e autarquias, demitindo assessores e comissionados através da redução de cargos.
NÚMEROS
70 milhões
Excessos de receitas obtido por Macaé ao longo de 2016, através da arrecadação própria
80 milhões
Dívida herdada pelo novo governo de Quissamã nas contas da prefeitura neste ano
250 milhões Rombo identificado pelo novo governo de Rio das Ostras em dívidas de contratos
NOVIDADE
Saúde vira prioridade com orçamento de R$ 500 milhões Secretaria passa a ser administrada pelo próprio prefeito em fato inédito na região A prerrogativa de ser o ordenador de despesas fixadas por uma previsão orçamentária de R$ 1.903 bilhão facilita o desafio assumido pelo prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB) de responder, pessoalmente, pela gestão da secretaria municipal de Saúde. Mas transformar cerca de R$ 500 milhões reservados apenas para a rede municipal de assistência médica, em qualidade real de um serviço que é utilizado por quase todos os 240 mil moradores da cidade, é uma provação que requer muita além de experiência e de devoção, especialmente em um ano ainda pautado por incertezas políticas e econômicas no país e no Estado. Quem acompanha as decisões adotadas pelo atual governo, durante o mandato passado, chega a perceber que ao longo dos últimos quatro anos a gestão da Saúde foi preparada para ser assumida pelo atual chefe do Executivo. Da implantação do ponto
biométrico, da reorganização da assistência de média e alta complexidade até a definição de uma estratégia focada na atenção básica, o prefeito utilizou da experiência de nomes como do vereador Márcio Bittencourt (PMDB), do médico Dr. Newton José e de ex-secretários que conduziram a pasta, Flávio Antunes e Pedro Reis, para organizar uma rede que chega a promover, por ano, mais de 2 milhões de procedimentos, uma demanda de tamanho regional, e que torna Macaé reconhecida como polo no interior do Estado, sem receber verbas estaduais e federais por isso. E o desafio vai muito além de redefinir a estrutura de assistência ao cidadão, através da mudança da sede do antigo 0800, que funcionava na Rua Benedito Peixoto, no Centro, para a Avenida Agenor Caldas, onde será implantado o novo quartel general da Saúde. Para os próximos quatro anos, o prefeito/secretário assume a responsabilidade de restabelecer o sistema de exames médicos que ainda não consegue suprir a demanda que surge da próxima rede básica da Saúde, de reestruturar o Polo Onco-
WANDERLEY GIL
Passados os primeiros oito dias do mês de janeiro do novo ano, parece que até as comemorações do réveillon onde normalmente as pessoas extravasam alegria e “não comem ave porque cisca para trás e dão preferência aos leitões porque fuça para a frente, acompanhado de arroz com lentilhas”, ficaram mesmo entre famílias e parentes, comedidos na gastança que se faz, habitualmente, quando não há crise.
Agora, quem aguenta uma crise dessas, em que estão todos endividados até o pescoço, o desemprego continua desenfreado, empresas fechando as portas, a carga tributária elevada, e somente quem está bem são os políticos e apaniguados porque vivem do erário público? Mesmo ainda, sem haver no horizonte uma previsibilidade para que o país retome a normalidade, até os candidatos a prefeito, que venceram as eleições ano passado, esqueceram dos programas de governo e acabaram tomando atitudes inusitadas como, por exemplo, um prefeito do Norte do país e, copiando a mesma atitude, o de Santo Antônio de Pádua, Josias Quintal, que decidiram baixar decretos, ambos entregando a Deus o destino do governo. Ora, todos nós sabemos e estamos carecas de receber informações no sentido de que todas as peças orçamentárias são fictícias. Apesar de serem obrigados
a seguir a Lei de Diretrizes Orçamentária, acabam distorcendo completamente os objetivos e desviando as ações para benefícios de quem e para quê. O prefeito de Pádua justificou no decreto “os perigos da corrupção que pairam sobre os regulamentos públicos", sendo que outros sequer justificaram qualquer ação, mantendo sob sua tutela a maioria das Câmaras Municipais, vereadores eleitos que deveriam representar a população mas que, na verdade, não resistem ao “toma-lá-dácá”, como acontece a nível federal e estadual. Evidente que existem exceções mas, o eleitor que já viu desaparecer das ruas, e das redes sociais, os então candidatos que gastaram sola de sapato prometendo que poderiam “mudar” o quadro atual, ficaram mudos, calados, e só fazem o que o chefe manda. Enfim, o jeito é aguardar para ver quais as perspectivas futuras, mas isso só depois do Carnaval.
E por falar em Carnaval... Não está fácil para ninguém bancar festa sem o apoio do poder público. Mas, será que realmente é assim que acontece? Deixando o saudosismo de lado, e apenas relembrando alguns fatos, o município de Macaé, que antes da chegada da Petrobras por aqui, tentando explorar mais o turismo pelas suas belezas naturais e, também, sua população extravasando alegria, conseguia fazer a cidade sacudir de felicidade e tinha até Rei Momo (quem lembra do último deles, o Agenor Pinheiro, que muito gordo era apelidado de Pingo?), atraindo blocos de outras cidades como Niterói, a antiga capital do Estado, que explodia as festas nos principais clubes tradicionais como Tênis Clube, Fluminense e Ypiranga? As escolas de samba? Havia, sim, disputas pelo título de campeã, graças à solidariedade das pessoas que não mediam esforços para que a alegria de Momo reinasse. Como estamos a cerca de 50 dias para acontecer o Carnaval, e não terem as entidades carnavalescas dado nenhum sinal de estarem vivas - pelo menos as quadras de ensaio estão sem movimento quem está faturando alto são as agências de viagens e o bairro
chic de Macaé - Armação dos Búzios, para quem não conhece -, principal point dos empresários de Macaé que, entra ano, sai ano, encontram-se “casualmente” na famosa Rua das Pedras daquele lugar. Como não vamos ter o Carnaval por aqui, a não ser que “Deus ilumine a cabeça do prefeito” e ele mude de ideia, a iniciativa de Samuel Marques Junior de reviver os carnavais da década de 80, para não ir muito longe, colocando vários blocos nas ruas, pode ser uma alternativa para reunir aqueles que adoram (e quem não gosta?) Carnaval. Vamos lá, turma do Bloco dos Bombeiros, Boi Capeta, Bloco das Piranhas e outros. Vamos reunir forças e fazer a festa. Nem que seja na concentração (quem não lembra do bloco “Concentra mas não sai?) deve haver reunião daqueles que desejam, sim, fazer a alegria reinar, porque chega de crises, de notícias de briga de facções em presídios, de inflação, de desemprego e de políticos metendo a mão no dinheiro do governo. Senão, a Operação Lava Jato não vai acabar nunca.
PONTADA
Mudança do 0800 faz parte das primeiras medidas na Saúde
lógico, que deixou de atender a novos pacientes em 2016 por falta de repasses do município, de reorganizar a frota de veículos que promovem a assistência de emergência na cidade, assim como o deslocamento de pacientes em tratamento nos polos espalhados pela região, entre outras questões que merecem um tempo extra do gestor, que precisa também organizar um novo rumo político para a cidade, em tantos outros setores da esfera administrativa. Em entrevista coletiva concedida nesta semana, da qual a equipe de O DEBATE não foi
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convidada pela secretaria de Comunicação, o prefeito apontou qual será a linha principal da sua gestão na Saúde: enfatizar a importância da assistência básica (prevenção), para que sejam reduzidas, cada vez mais, as despesas com procedimentos de alta complexidade (urgência). Tão inédito quanto árduo, o desafio passa a ser a grande aposta também dos eleitores que garantiram a confiança de reeditar um governo que reconhece erros, na busca de acertos, mas que ainda precisa encontrar caminhos.
Bem, como é período de férias escolares, e também de muitas famílias que aproveitaram o bom tempo para colocar o carro na estrada e viajar, não está fácil para ninguém encontrar as pessoas que exercem cargos públicos em órgãos federal e estadual. Até os celulares são desligados e o Zap Zap... Os pichadores que utilizam tintas de alta qualidade para “bagunçar” a cidade, atitude criminosa que deveria ser combatida pelas autoridades, continuam a causar prejuízos ao patrimônio público e privado. Muros, placas de sinalização e prédios são alvos das facções que disputam quem é pior. E por falar em pichadores, o vereador Valdeci Brandão Willemen foi autor, no final da década de 70, de um projeto - que virou lei - proibindo o comércio de vender sprays e, quando feita a compra, o comerciante cadastrasse o nome, endereço e outras informações. Mas, cadê a fiscalização?
Até domingo.
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Opinião
População sofre com atraso dos Correios. Falta de informações e Centro de Distribuidora sem funcionamento gera dor de cabeça para quem precisa do serviço
FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL
EDITORIAL
NOTA
Poeiras É preciso que projetos voltados à infraestrutura em logística do petróleo sejam desengavetados, tanto na esfera estadual, quanto na nacional, para que o município possa se preparar para o novo ciclo do petróleo que está prestes a ser definido em 2017. Mas, para isso falta união política e força de vontade para dialogar com administrações que vivem os seus próprios desafios. Os excessos de receitas obtidos pelo município em 2016, o verdadeiro ano da crise, representam que o planejamento administrativo é capaz de vencer barreiras impostas por variáveis internacionais, marcantes para os cálculos que estabelecem os repasses dos royalties do petróleo e da Participação Especial. Derivado das receitas próprias, mas vinculadas ao desempenho da cadeia produtiva que opera na Bacia de Campos, o superávit precisa fazer a diferença no cotidiano do município, e por isso a pauta de municipalização dos investimentos para a reforma da pista do Aeroporto de Macaé se faz necessária. Orçado em R$ 20 milhões, o projeto poderia ser subvencionado pelo governo municipal, através de um investimento que representa menos de 10% do dinheiro públi-
co que é gasto com a SIT, através da manutenção da passagem a R$ 1. Se a redução da tarifa do transporte público é fundamental para a economia da cidade, imagina o tamanho do impacto positivo que seria gerado para Macaé se os voos comerciais, através da operação das principais companhias aéreas do país, fossem restabelecidos. Hoje Macaé já é procurada como destino turístico para famílias que querem fugir da badalação dos balneários de veraneio da região, e essa migração exige também que as obras de duplicação da BR 101 sejam promovidas o quanto antes. O ano novo traz a expectativa e otimismo de avanços que só serão alcançados após a retirada da poeira de projetos que estão engavetados pela burocracia e pela falta de representatividade política.
ESPAÇO ABERTO O Tempo e a Memória Sob a influência de Marcel Proust (1871-1922), em uma de suas conferências, o escritor argentino Jorge Luiz Borges (1899-1986) teria dito que “só devemos ler o que nos dá prazer”, bem como “a memória também é esquecimento”. Esquecimento no dizer do conferencista de tudo o que vier causar desprazer nas recordações. Foi Marcel Proust em sua Obra clássica “Em busca do Tempo Perdido” quem primeiro trabalhou com a ideia de memória involuntária, a que surge pela identidade ou semelhança de circunstâncias vividas. Assim, ao tomar uma xícara de chá na cozinha de sua residência, através do paladar lhe veio à memória um dos momentos mais prazerosos de sua vida, em que se sentava à mesa, ainda criança, com seus pais para o lanche da manhã e da noite. Razão porque considerava “que o passado mais distante foi ontem”. Proust concebeu o tempo não como al g o cronológico, mas psíquico e emocional. Tempo como existência e vivência. Dizia a amigos que não se lembrava do que havia comido no dia anterior, mas se recordava perfeitamente das refeições realizadas sob os afetos maternos. Seus regressos psíquicos eram seletivos. Reconstitui um tempo psíquico de
belas emoções ocorridas no processo de sua existência. Afastou as emoções malévolas. Associou conhecimento à memória e a memória ao prazer da contemplação. Daí a frase de Borges: “a memória também é esquecimento”. Esquecimento para o resguardo de todas as suas recordações prazerosas. Carlos Drummond de Andrade, na tradução da Fugitiva, Obra de Proust, escreveu um pequeno texto: “É a vida que, pouco a pouco, e caso a caso, que nos permite observar que o mais importante para o coração ou para o espírito não nos é ensinado pelo raciocínio, mas por outros poderes”. Ronaldo Madeira - advogado e professor
Remendos e buracos fazem parte da rotina dos motoristas que cruzam Macaé e Rio das Ostras, através da RJ 106. Em tempos de crise para o governo do Estado, está na hora de as prefeituras dos dois municípios se unirem e garantir, ao menos, o recapeamento dos trechos mais críticos, antes que acidentes graves passem a ser registrados na região por conta do péssimo estado de conservação da Rodovia Amaral Peixoto.
PAINEL Trabalho
Mudança
Praias
Regional
Fantasmas
Fiscalização
Numeros
Subsídio
Buracos
Cerca de 100 requerimentos e indicações já estão sendo protocolados na secretaria da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, para serem apreciados logo no início dos trabalhos legislativos, em março. As solicitações acompanham o volume de demandas que se acumularam pela cidade ao longo dos anos, um déficit que está atrelado especialmente à queda nas receitas do petróleo. Em ano novo e governo novo, a população espera mais do poder público.
Macaé não deve reinar sozinha como expoente político regional, em virtude da importância para a dinâmica do petróleo nacional. Com perfil pró-ativo, prefeitos que assumiram mandatos neste ano em Quissamã, Rio das Ostras e Campos dos Goytacazes estão dispostos a fazer história, não só em suas cidades, mas também na região, ao defender pautas que são comuns aos municípios do emirado do petróleo. E isso representa a verdadeira 'veia política' nata. Entende!
E veja como a situação administrativa é bem diferente na região. Fátima Pacheco (PTN) encontrou na prefeitura de Quissamã uma dívida de R$ 80 milhões. Carlos Augusto (PMDB) em Rio das Ostras encara um déficit de R$ 50 milhões nas contas públicas. Já Dr. Aluízio Júnior (PMDB) inicia o segundo mandato em 2017 com um excessos de receitas de quase R$ 10 milhões. Macaé realmente é capaz de vencer as barreiras da crise.
Os tempos são outros nos bastidores da política macaense. Após o resultado das urnas, não tão favorável a todos do grupo da mudança, os ânimos e os egos estão menos inflados entre os privilegiados em participar das decisões administrativas da prefeitura. Mas, engana-se que a ambição esteja esquecida e sim adormecida, esperando a oportunidade de galgar espaços mais altos. Quem sobreviver até 2020 vai ter a oportunidade de conferir!
Com uma simples canetada, o governo foi capaz de afastar um carma que paira sobre a prefeitura de Macaé desde o início dos tempos de prosperidade do petróleo. Com a redução dos cargos de assessoria e a reabilitação dos servidores efetivos, está faltando espaço na prefeitura para os fantasmas, até mesmo para aqueles que conseguiram vencer a perseguição do ponto biométrico. Tem muita gente precisando reaprender funções laborais após anos só 'mamando na teta'.
Para o vereador Dr. Eduardo Cardoso (PPS), reeleito presidente da Câmara, o governo deveria instituir na cidade a passagem gratuita, elevando o subsídio que gerou no mandato passado mais de R$ 230 milhões em gastos para os cofres públicos. Então, não seria o caso do Executivo criar a Empresa Pública de Transportes e manter, com bem menos custos, uma frota própria e exclusiva para os moradores da cidade? Perguntar não ofende...
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É impressionante o movimento nas praias de Macaé registrado durante a semana. Devido as férias de verão, muita gente tem aproveitado os dias ensolarados e as águas 'caribenhas' do litoral da cidade para se refrescar. Essa seria a oportunidade ideal para que bares e restaurantes situados na orla da Praia dos Cavaleiros pudessem criar promoções especiais para quem vive na cidade e também para quem é de fora, aproveitando o turismo que nasce como alternativa para a cidade crescer.
As equipes da Mobilidade Urbana e da Guarda Ambiental precisam aumentar a fiscalização sobre o acesso de veículos a trechos proibidos do litoral da cidade. Ainda são flagrados motos, triciclos e até caminhonetes nas areias da Praia do Pecado, em direção a Praia das Pedrinhas. Além de causar agressões a espécies nativas da beira-mar, a circulação desses veículos pode causar acidentes a banhistas que frequentam o mesmo local.
Na Avenida Evaldo Costa, as deformações da pista surgem a todo momento, surpreendendo motoristas que passam pela Riviera e pelo Visconde, em direção ao Centro. Nesta semana, a manutenção de rede de água deixou uma cratera que obriga motoristas a desviarem, quase subindo na calçada. A prefeitura precisa agilizar a recomposição do trecho do asfalto, assim como em outros locais da via que é bastante movimentada.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Polícia
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NOTA
Grávida é autuada por dar entrada no HPM com documento de outra mulher. Jovem pretendia dar o filho após o nascimento para mulher que emprestou o documento
TRÁFICO
Denúncia colabora com informações que levam à detenção de quatro suspeitos
DIVULGAÇÃO PM
No Lagomar, a Polícia Militar realiza operação e apreende drogas que estavam com menores de idade
A
través de informações do Disque-Denúncia a Polícia Militar conseguiu informações para a realização de duas operações de combate ao tráfico de drogas. As ações ocorreram na Ajuda de Cima e no Lagomar e resultaram na apreensão de drogas e detenção de suspeitos. Na Ajuda de Cima uma de-
núncia relatou que elementos armados estariam na Rua São José do Operário e a equipe do Serviço Reservado (P2) foi ao local verificar. No endereço, os policiais avistaram vários suspeitos que ao perceberem a equipe fugiram. A guarnição conseguiu abordar quatro dos elementos. Em uma casa, dois dos suspeitos, sendo um me-
nor de idade, teria informado aos policiais que fugiram por pertencer a facção criminosa “Comando Vermelho” (C.V) e acharam que estavam sendo atacados por facção criminosa rival. Com eles, nada de ilícito foi encontrado. A equipe da P2 realizou buscas em um terreno baldio em frente à residência onde os suspeitos foram encontrados, e no local foi encontrado um carregador de 9 mm, 17 munições de calibre 9 mm e 125 pinos de cocaína. A ocorrência foi registrada na 123ª DP, onde os quatro suspeitos foram autuados e permaneceram detidos. LAGOMAR
Informações do Disque-Denúncia relatou que estaria ocorrendo tráfico de drogas na Rua W30. Uma guarnição foi ao local verificar e observou vários elementos suspeitos, que fugiram com a aproximação da viatura. Os policiais conseguiram abordar três menores de idade, que estavam entrando em uma residência abandonada. Foi feita re-
vista pessoal sendo encontrados 23 pinos de cocaína e 19 buchas de maconha. Indagados sobre as drogas, eles teriam informado ser usuários. Os suspeitos foram encaminhados à 123ª DP, onde foram ouvidos e liberados. O material foi apreendido. LEGISLAÇÃO
Lei 11.343/06, Art. 33: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Pena: reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de multa. Art. 35: “Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos Arts. 33 caput e § 1o, e 34 desta Lei”. Pena: reclusão, de três a 10 anos, e pagamento de multa.
O material encontrado nas duas operações foi apreendido pela Polícia Militar
CENTRO
Discussão leva a polícia até homem que teria cometido estupro Vítima com apenas 15 anos, teria sido abusada sexualmente no dia 31 de dezembro A Polícia Militar foi informada sobre uma discussão entre três homens na Rua Teixeira de Gouveia, no Centro. Uma guarnição foi ao local verificar e conseguiu apreender um revólver e autuar um elemento
suspeito de estupro. Segundo as informações, ao chegar ao local, os policiais avistaram os três homens em desavença. Foi feita a abordagem e revista pessoal sendo encontrado com S.V.S, 30 anos, um revólver de calibre 38 com cinco munições, sendo uma deflagrada. Indagado sobre o motivo da discussão, o homem teria informado que E.S.N, 59 anos, havia abusado sexualmente de uma
adolescente de 15 anos, no dia 31 de dezembro. De imediato, a guarnição foi até a residência da vítima, e junto com a sua genitora, os envolvidos foram encaminhados à 123ª DP. Na delegacia, o homem que estava armado foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de calibre permitido e por lesão corporal, sendo ele preso até o pagamento da fiança. O suspeito de ter estuprado a adolescente foi ouvido, autuado
e liberado e o outro homem que estava junto na discussão, foi ouvido e liberado. COLABORAÇÃO
Para ajudar a Polícia Militar no combate à criminalidade e violência em toda a área do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), qualquer cidadão pode denunciar pessoas e situações suspeitas. Basta entrar em contato com o Disque-Denúncia
32º BPM
Operações da Polícia Militar recuperam veículos roubados Dois carros foram recuperados nos bairros São José do Barreto e Glória O 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelos municípios de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Carapebus e Quissamã, segue realizando operações que objetivam a recuperação de veículos roubados. Nas últimas ocorrências, dois carros foram recuperados em Macaé. No bairro São José do Barreto, informações do Disque-Denúncia relataram que elementos em atitude suspeita estavam trafegando em um carro roubado. Durante patrulhamento no local, guarnição localizou o veículo Fiat/Uno, placa KOC-1913, com três elementos. No entanto, com a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram em direção ao bairro Lagomar, não sendo possível alcançá-los. Os policiais perma-
neceram em busca dos homens fugitivos. E, já na Rua da Praia, no Barreto, o carro foi localizado abandonado em um terreno baldio. Dentro dele, estavam os pertences do proprietário do veículo. A ocorrência de recuperação do carro foi registrada na 123ª DP. Também em Macaé, no bairro da Glória, guarnição foi verificar um veículo abandonado na Rua Sidnei Vasconcelos Aguiar, sendo localizado um Fiat/Uno Mille, placa LUT2385. Após consulta, verificou-se que se tratava de produto de roubo/ furto no dia 31 de dezembro na orla dos Cavaleiros. A ocorrência de recuperação do veículo foi registrada na 123ª DP. DADOS
De acordo com as informações, Macaé está na frente, em número de roubos/furtos, dos outros cinco municípios abrangentes do 32º BPM. De janeiro a setembro de 2016, Macaé apresentou 207 registros deste tipo de crime. Em segundo lugar ficou Rio das Ostras com 125 casos.
DIVULGAÇÃO PM
Os veículos roubados foram recuperados em operações da Polícia Militar em Macaé
Ainda em Macaé, fevereiro e julho foram os meses com a maior incidência de roubos de veículos, sendo 31 ocorrências deste fato. Em toda área da 32ª AISP, o relatório informou que foram, ao todo, 374 casos até o mês de setembro. Quanto à ação policial na recupe-
ração destes veículos, os dados são favoráveis à Polícia Militar (PM). No total dos seis municípios, foram recuperados 298 veículos roubados/ furtados. Em Macaé, 162 ocorrências foram registradas na 123ª DP quanto à recuperação dos veículos; e em Rio das Ostras, 87 casos.
ACIDENTE
Caminhão de coleta de lixo da prefeitura cai em rio no Sana Má conservação da ponte é alvo de reclamações dos moradores Na tarde de sexta-feira (6), um caminhão de coleta de lixo da Pre-
feitura de Macaé caiu no Rio Sana, após a ponte ceder, devido às suas condições precárias de conservação. O acidente deixou feridos os funcionários da empresa de coleta de lixo. O Corpo de Bombeiros não foi acionado, e o atendimento
médico foi realizado pela unidade de saúde do distrito. Além dos feridos, o acidente acabou gerando um crime ambiental. Os resíduos se espalharam pelo rio e foram levados pela correnteza das águas. Os moradores ficaram assustados com a situação.
A estrutura de madeira dá acesso às cachoeiras do local, e sempre foi alvo de reclamações da população, pela precariedade e os riscos de acidentes. No entanto, os pedidos de melhoria para a ponte não foram solucionados pelo governo municipal.
da Polícia Militar, através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população 24 horas por dia para atender todos os chamados, e não é preciso se identificar. Além das ligações, os cidadãos também podem passar informações pelo WhatsApp, através do número 98168-2344. Ou por e-mail para: denuncie@32bpmrj.org <mailto:denuncie@32bpmrj. org>.
LEGISLAÇÃO
Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido: Art. 14: “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”: Pena - reclusão, de 2 a 4 anos, e multa.
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Geral
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Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
MAIS REAJUSTE
Petrobras anuncia aumento de 6% no preço do diesel Nos últimos meses, a estatal tem realizado constante revisão nos preços dos combustíveis, o que vem pressionando a inflação
A
Petrobras anunciou, na noite de última quinta-feira (5), um aumento de 6,1% no preço do diesel nas refinarias. O novo valor já começou a valer desde ontem (6). Segundo a estatal, não haverá reflexos no preço da gasolina. Desde novembro do ano passado, o combustível nos postos do município de Macaé disparou com muita frequência. O valor médio da gasolina chegou a custar R$ 3,79 no mês de novembro, e hoje está sendo comercializado por R$ 4,15. No mesmo período do ano passado, o valor máximo da gasolina, que antes custava R$ 3,99, hoje já chega a quase R$ 4,30. De acordo com a Petrobras, se o reajuste for integralmente repassado, e não houver alterações nas
demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode subir 3,8%, ou cerca de R$ 0,12 por litro, em média, nas bombas. No entanto, de acordo com a Petrobras, o impacto no preço depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores. Em nota, a estatal diz que o reajuste se deve à elevação dos preços do petróleo nos mercados internacionais, à valorização do real desde a última revisão de preços e a ajustes na competitividade da empresa no mercado interno de gasolina e diesel. “As revisões anunciadas hoje refletem também movimentos sazonais nas cotações globais
WANDERLEY GIL
Como se não bastasse a elevação dos preços da gasolina, agora é a vez do diesel aumentar
dos derivados, com os preços do diesel respondendo a uma maior demanda em função de inverno no Hemisfério Norte. A Petrobras reafirma sua política de revisão de
preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade”, informou a companhia por meio de nota.
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Geral
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ABANDONO
EDUCAÇÃO
Moradores voltam a cobrar manutenção em praça
MEC disponibiliza verbas para a rede pública
Área de lazer na Vila Badejo apresenta vários problemas. Reforma do campo é uma das prioridades Em 2016, a Prefeitura Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com.br
N
ão é de hoje que o jornal O DEBATE mostra a situação de várias áreas de lazer no município. Um exemplo disso é a praça da Vila Badejo, que há anos aguarda uma reforma. O assunto foi, inclusive, pauta de várias reportagens ao longo de 2016. Desde então, nenhuma providência foi tomada, situação que tem deixado os moradores indignados. Essa semana, o presidente da Associação do bairro, Araken Correia Sabino, entrou novamente em contato com a nossa equipe de reportagem para denunciar a situação do campo de futebol. Uma das maiores preocupações ali é a situação do alambrado do campo. Devido à falta de manutenção e ação do tempo, parte dele chegou a cair, sendo substituído por um novo. No entanto, a estrutura do outro lado foi mantida e, agora, ameaça tombar em cima de transeuntes. O ferro já está todo corroído e escorado por uma árvore. “Se bater um vento forte, ele pode cair tanto para fora,
quanto para o lado de dentro do campo”, diz. O clima no bairro é de insatisfação. Além da segurança, os frequentadores também estão com a saúde comprometida por conta da exposição com o pavimento, que é de areia. “Há anos, a gente cobra a substituição da terra por grama sintética, com o objetivo de evitar riscos de doenças. Muitos moradores já tiveram problemas de pele, principalmente no pé, por conta de contaminação. O local é aberto e sempre entra cachorros e gatos, que fazem as suas necessidades ali. Recentemente, um garoto quase perdeu a perna após pegar uma micose no campo. Eu já cansei de falar que está contaminado o local onde as crianças brincam, mas o poder público não faz nada. Estamos abandonados pela prefeitura”, relata. Mas não é só o campo que compromete a segurança das crianças. O parquinho, que foi inaugurado em 2009, também precisa de uma atenção do poder público. Esse é um dos últimos no município que ainda tem brinquedos de fibra. “Por um lado, a gente prefere esse
MARIANNA FONTES
Alambrado quebrado e campo de areia comprometem a segurança dos frequentadores
tipo de material, pois há relatos de menores que se machucaram nos brinquedos de madeira”, destaca. O presidente do bairro diz que a própria associação tem feito a manutenção do espaço. “A gente chegou a interditar há alguns anos. Nós mesmos, cansados de esperar pela boa vontade do poder público, consertamos o
brinquedo. Como não há Guarda Municipal para zelar pelo patrimônio, a gente colocou uma placa com regras de uso e também limitou o horário das 6h às 21h. A própria associação abre e fecha o playground para evitar o vandalismo. E mesmo assim tem que ficar de olho porque tem gente que pula as grades”, ressalta Araken.
de Macaé recebeu cerca de R$ 22 milhões em recursos federais
Essa semana, o Ministério da Educação (MEC) anunciou que irá destinar R$ 352,5 milhões para serem investidos no ensino público de todo o país. O recurso, que já está disponível na conta dos beneficiários, é oriundo do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). A medida visa contemplar mais de 103 mil unidades de ensino, atendendo a cerca de 28,6 milhões de estudantes de todos os estados e do Distrito Federal. Apesar de o MEC informar que detalhes do valor destinado a cada unidade executora já constarem à disposição no site do FNDE, a nossa equipe tentou acessar o site, mas as informações referentes a 2017 ainda não estavam disponíveis na tarde desta sexta-feira (6). Em contrapartida, informações sobre valores repassados à Prefeitura de Macaé nos anos anteriores ainda estão disponíveis no sistema. Somente em 2016, o município recebeu um repasse de R$ 24.228.867,56 em recursos do fundo para a área da educação.
O montante mais alto foi o de R$ 22.176.162,72 para o pagamento de salários (Quota Estadual/Municipal). Também foram repassados R$ 173.704,28 para o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE); R$ 241.743,50 para a construção de quadra poliesportiva; R$ 660.542,98 para a construção de creche; R$ 791.955,58 para o Programa Nacional de Alimentação Escolar; R$ 181.118,50 para o Projovem-Urbano; e R$ 3.640.00 para manutenção escolar (Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE). Criado em 1995, o PDDE tem a finalidade de prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas da rede pública de educação básica e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O Governo Federal explica que objetivo é promover melhorias na infraestrutura física e pedagógica das unidades de ensino e incentivar a autogestão escolar. Os recursos destinamse a pequenos reparos nas unidades de ensino e à manutenção da infraestrutura do colégio. Também podem ser utilizados na compra de material de consumo e de bens permanentes.
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Economia
NOTA
Casa do Empreendedor funcionará em novo endereço. Atendimento será realizado no Macaé Facilita, em frente ao Estádio Cláudio Moacyr.
PREOCUPANTE
Em crise, comércio e serviços QUESTÃO cortam vagas e fecham portas DE JUSTIÇA FRANÇOIS PIMENTEL
De acordo com dados do Caged, em Macaé, mais de 150 mil pessoas perderam os postos de trabalho, referente aos anos de 2014 a 2016
O
s dois setores que mais empregam em Macaé não tem mais suportado a pressão da inflação elevada, do aumento dos juros e, principalmente, da queda na renda e começaram um ajuste rápido em seu contingente de trabalhadores. Diante da demanda das famílias cada vez mais tímida, comércio e serviços apresentam tendência para que sejam feitos cortes de vagas formais em 2017. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de novembro do ano passado foram fechados 448 postos de trabalho no comércio de Macaé. Ainda segundo dados, de janeiro a novembro do ano passado, ao todo 6.143 profissionais perderam a vaga no comércio. E durante os 11 primeiros meses do ano de 2016, foram admitidas 4.898 pessoas, ou seja, 55,64% dos profissionais da área perderam o emprego. A situação é grave também no setor de serviços no município. Dados do Caged apontam que no
mês de novembro do ano passado foram desligados mais de 5.500 funcionários. Vale lembrar que, de janeiro a novembro de 2016, ao todo 23.555 pessoas foram desligadas do setor, e 16.419 foram admitidas, ou seja, 58,93% dos trabalhadores perderam o emprego, nos primeiros 11 meses do ano. A estatística de desemprego engrossa ainda mais quando comparamos os anos de 2014 a 2016, já que o setor de comércio perdeu mais de 23.500 funcionários. A área de serviços fechou em alta, e o número aponta que mais de 81 mil profissionais deram baixa na carteira de trabalho. Entre 2015 e 2016, mais de seis mil empresas fecharam as portas devido à desaceleração da atividade desde janeiro de 2015. De acordo com o Sindicato de Comércio e Varejistas de Macaé, desde o fim do ano de 2014 o comércio vem enxugando o quadro de funcionários, movimento reforçado mais recentemente pelos outros serviços que reúnem justamente os segmentos de serviços pessoais,
como cabeleireiro e alimentação, mais sensíveis à renda das famílias. Vale lembrar que o levantamento considera tanto empregos formais quanto informais. O número representa 70% das dispensas no período. “Considerando o cenário desfavorável, é mais provável que as pessoas demitidas não tenham conseguido a recolocação”, acrescenta a presidente do Sindicato do Comércio e Varejista, Mariáh Conceição. Na Avenida Rui Barbosa, no Calçadão de Macaé, é fácil a população se deparar com alguns estabelecimentos comerciais que não conseguiram se manter em atividade devido à crise econômica que vem atingindo todo país. “O cenário é muito difícil, em todo o Estado do Rio, e ainda tem um agravante. A economia do nosso município é muito voltada para o petróleo. A queda no preço do petróleo gera menos royalties ao governo, e ainda tem a corrupção na Petrobras”, disse o economista Glauco Nader
Para ele, os escândalos envolvendo a estatal drenaram receitas das prestadoras de serviços, o que deprimiu ainda mais a demanda do comércio local. O comércio e os serviços geralmente são os últimos a demitir, mas o ajuste no mercado de trabalho desses setores tende a ser mais rápido, segundo o economista. Isso porque essas atividades são impactadas por um ciclo vicioso e nada virtuoso. As dispensas, antes concentradas na indústria e na construção, diminuíram a demanda e aos poucos recebem reforços do comércio e dos serviços. Com isso, muito mais gente deixa de receber um salário, o que significa consumo ainda mais fraco e maior incentivo para as empresas continuarem com os cortes de pessoal. “Não há perspectiva de recuperação em 2017. Enquanto houver retração de vagas formais, o ciclo vai piorar”, aponta Glauco. O economista faz uma projeção que indica "algum equilíbrio” nas receitas do comércio apenas no segundo semestre deste ano.
DE OLHO NO PREÇO
Material escolar em Macaé está 10% mais caro Pesquisa realizada pelo O DEBATE aponta que diferença entre valores de livros didáticos em outros municípios chega a 62% Comprar material escolar em Macaé está em média 10% mais caro que em todo o estado. Uma pesquisa realizada pelo O DEBATE revela que, além do reajuste já previsto das mensalidades escolares que envolvem as escolas particulares e as universidades particulares, os preços do material e fardamento escolar também estão altos. A preocupação este ano não será apenas com a mensalidade, mas também com a compra da lista de material escolar exigida pelas escolas. De acordo com a pesquisa, as listas de materiais escolares, se atendidas totalmente, podem, em alguns casos, atingir quase três salários mínimos. A pesquisa mostra a evolução no preço do material escolar efetuada nos dias 04 e 05 de janeiro em lojas
de departamentos, papelarias, livrarias e no mercado popular com aumentos expressivos na maioria dos itens da cesta de material escolar 2017. Um livro de matemática utilizado no 7º ano na maioria das escolas particulares de Macaé, chega a ter uma diferença de 62,69%. No município, o exemplar é vendido por R$ 160,50. Um fator que dificulta a economia dos pais é a tabela exercida nas livrarias macaenses. Quase todas mantêm o mesmo preço. “É uma espécie de cartel, todas utilizam o mesmo preço para que os pais fiquem sem saída na hora de comprar”, revela uma mãe de dois estudantes que ficou assustada ao pesquisar o preço nas papelarias de uma mochila que custa R$ 145 e uma lancheira R$ 122. Comprar cadernos, lápis, canetas, borrachas, mochilas e outros itens do material escolar não será tarefa fácil para os pais, que ainda terão que pesquisar onde comprar mais barato. Além de caros, os produtos têm diferenças de preços que chegam a mais de 260% entre
os locais pesquisados. “Tenho três filhos e como sou professora em escola particular poderia matricular todos eles sem custos. Mas prefiro colocá-los na rede municipal pois o gasto com material no início do ano fica além de qualquer orçamento”, explica o professor Emerson Souza. Dentre os itens pesquisados, o caderno que é um de maior importância dentro da cesta de material escolar, teve um reajuste em relação ao ano passado que varia de 8% até 15%. O caderno pode ser encontrado em todos os formatos e para todos os gostos, com capa flexível ou dura, tipo brochura ou espiral. Os cadernos de capa flexível, dependendo do número de matérias, podem variar entre R$ 17 a R$ 23 (tipo brochura de 96 páginas) ou de R$ 25,90 até R$ 38,90 (cadernos aramados com capa flexível de 10 matérias). Já os cadernos de capa dura podem ser encontrados com preços que vão de R$ 28 até R$ 45, dependendo da quantidade de matérias, do designer e do local de compra. Com temas infantis
também podem ser encontrados com preços que chegam até R$ 40 (dependendo da quantidade de matérias). As mochilas, de acordo com a marca e o designer, podem custar entre R$ 140 a quase R$ 350. Do mesmo modo as lancheiras, que podem ser encontradas com preços que variam de R$ 80 a mais de R$ 130. FAZENDO ECONOMIA
Para tentar economizar, a recomendação é pesquisar antes das compras. Outra forma de fazer economia é os pais se juntarem para comprar em grande quantidade para aproveitar o preço de atacado. Os pais devem ficar atentos aos rótulos de tintas, colas, pincéis atômicos e outros itens, que devem ter informações sobre o perigo que o material pode causar às crianças. Para compras com cheques prédatados, o recomendável é que as datas sejam especificadas na nota fiscal e no verso dos cheques. Isso garante que o depósito seja feito na data combinada com a loja.
EMPOSSADO
Novo presidente da ACIM fala sobre projetos Empresário de Macaé e presidente da Associação Comercial fala sobre expectativas no cargo Desde o dia primeiro de janeiro de 2017, a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) conta com um novo presidente: Emerson Rodrigues Esteves da Silva, 44 anos. A eleição ocorreu no dia 26 de outubro do ano passado, no auditório da instituição, e o novo presidente empossado terá um ano à frente da associação. “É uma responsabilidade muito
grande assumir um cargo como este, mas estou bem disposto para os projetos e sei que poderei contar com toda equipe. O meu objetivo é fazer um excelente trabalho e de qualidade, pensando nos associados e na população”, comentou Emerson. A ACIM, por sua vez, já esteve em um excelente momento quando Antônio Martius Gondim encerrou seu mandato de dois anos, portanto, com um grupo dedicado e presente na elaboração dos projetos, Emerson Esteves já se sente à vontade e bastante confiante em partilhar e compartilhar decisões com a diretoria.
Fator positivo para os bons resultados obtidos pela Associação é o relacionamento estreito e eficaz com todo Sistema Firjan, com a administração municipal e empresas conveniadas, somando cerca de 550 associados. Ainda segundo Emerson, uma instituição deve ser bem representada e preservada. Dentre as metas para serem concluídas neste ano de 2017, podemos listar: fortalecer o comércio do município e incentivar o consumidor local; reduzir custos e agregar mais parcerias entre as empresas - tornando-as conveniadas; fornecer acesso ao sistema fiscal
eletrônico, além de cartão de alimentação e refeição. Outra meta da ACIM, que pretende sair do papel em poucos meses, é fazer uma parceria com uma universidade privada do município, resultando em benefícios e descontos nas mensalidades do curso em ensino superior para os conveniados da associação. Em poucos dias será discutida a possibilidade de realização do projeto de final de ano, como sempre acontece, com a Campanha Natal Premiado. Além disso, novos projetos estão sendo detalhados em parceria com os comerciantes, entre eles, os mais de 550 associados.
odebate@odebateon.com
Aluguel de Temporada
I
nício de ano, férias e viagens com a família nos levam, muitas vezes, a ter que locar algum imóvel na cidade de destino, tendo em vista que hotéis podem representar um custo altíssimo nos orçamentos já apertados na atual conjuntura em que nossa economia se encontra. Desta feita, trago aqui algumas regras para esse aluguel de temporada.
Muitas pessoas estão disponibilizando seus imóveis para locação por temporada, e tanto locadores como os locatários temporários têm muitas dúvidas sobre o assunto. A Lei de Locações de Imóveis Urbanos coloca com bastante clareza as “regras” para este tipo de locação, em três artigos que dispõem o seguinte: “Art. 48. Considera-se locação para temporada aquela destinada à residência temporária do locatário, para prática de lazer, realização de cursos, tratamento de saúde, feitura de obras em seu imóvel, e outros fatos que decorrem tão-somente de determinado tempo, e contratada por prazo não superior a noventa dias, esteja ou não mobiliado o imóvel. Parágrafo único. No caso de a locação envolver imóvel mobiliado, constará do contrato, obrigatoriamente, a descrição dos móveis e utensílios que o guarnecem, bem como o estado em que se encontram.” A regra geral, então, é de que o contrato para temporada é aquele que não excede 90 dias, e serve para residência temporária do locatário, para os mais diversos fins: estudos, lazer, questões de saúde, realização de obras no seu imóvel, entre outros, como por exemplo o Mundial de Futebol ou quaisquer eventos culturais. Normalmente, o imóvel está mobiliado, e por este motivo deve constar no contrato o rol dos móveis e utensílios que ali estão, e o estado em que se encontram, que deve ser vistoriado pelo locatário temporário, para que o mesmo restitua o imóvel com tais itens no mesmo estado em que os encontrou, como obrigatoriedade contratual. “Art. 49. O locador poderá receber de uma só vez, e antecipadamente, os aluguéis e encargos, bem como exigir qualquer das modalidades de garantia pre-
vistas no art. 37 para atender as demais obrigações do contrato.” É de praxe o locador cobrar antecipadamente o valor acertado, e de uma só vez, e ainda exigir uma garantia, como um cheque caução para se resguardar de eventuais danos no imóvel. Esta prática está descrita no artigo acima, e é totalmente aceita neste tipo de transação. “Art. 50. Findo o prazo ajustado, se o locatário permanecer no imóvel sem oposição do locador por mais de trinta dias, presumir- se-á prorrogada a locação por tempo indeterminado, não mais sendo exigível o pagamento antecipado do aluguel e dos encargos. Parágrafo único. Ocorrendo a prorrogação, o locador somente poderá denunciar o contrato após trinta meses de seu início ou nas hipóteses do art. 47. Atenção para este artigo: caso venha o locatário a permanecer por mais de trinta dias no imóvel após o término do contrato, sem que o locador notifique-o para entrega de chaves, fica a locação prorrogada por tempo indeterminado, dentro das regras de uma locação comum residencial, e não mais uma locação para temporada. Não existe previsão em lei para este “aviso” ou “notificação”, pode ser por carta AR (aviso de recebimento), ou até por correio eletrônico (email) com recebimento ou resposta inequívoca. O que não pode ocorrer é o decurso do prazo sem oposição do locador. Detalhe relevante: no caso de locação por pessoa física, o locador só pode denunciar o contrato após trinta meses ou em hipóteses previstas em lei (art.47), tornando-se uma locação comum residencial, mas se o locatário for pessoa jurídica, a mesma se transforma em uma locação não-residencial, onde o locador pode denunciar o contrato a qualquer tempo, mesmo antes dos trinta meses. Fica claro que é vantajoso para o locador celebrar o contrato com pessoa jurídica, mesmo que para fins residenciais temporários, pois caso haja a prorrogação, a denúncia pode ser feita a qualquer tempo. Espero ter contribuído para dirimir algumas das dúvidas porventura existentes, e, aproveito, para desejar uma ótima semana a todos. Grande abraço.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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BAIRROS EM DEBATE Vale Verde
Loteamento segue esquecido pelo poder público Localizado na área rural da cidade, Vale Verde acumula inúmeros problemas de mais de uma década Marianna Fontes
marifontes@odebateon.com
M
ais de uma década. Esse é o tempo que os moradores do loteamento Vale Verde, na área norte da cidade, esperam pelas melhorias em infraestrutura. Nem mesmo o governo da mudança, que inicia em 2017 a sua segunda gestão, conseguiu
mudar essa realidade nos últimos quatro anos. O completo estado de abandono mostra que o poder público tão pouco tem passado por ali. “O Vale Verde continua na mesma, nada mudou. Pelo contrário, só tem piorado. Abandono total da prefeitura. Nem mesmo durante a eleição apareceu alguém aqui. Parece que para eles isso aqui não exis-
FOTOS: MARIANNA FONTES
Loteamento não recebe visita das autoridades há, pelo menos, um ano
te”, lamenta o morador Caetano Fernandes. Enquanto isso, a população relata que todos os anos chegam as contas para pagar. O problema é que os impostos cobrados nunca foram revertidos em melhorias. A pergunta de quem vive ali é unânime: para onde está indo esse dinheiro? “Já informaram que o IPTU está disponível para a gente bus-
car. Agora me questiono por que pago R$ 170 se nenhum centavo vem para cá”, diz o morador. Diante disso, essa semana a equipe de Bairros em Debate voltou ao local para conversar com a população, que diz estar cansada de conviver com problemas de infraestrutura. Esse bairro fica situado em uma área rural, entre o loteamento Itaparica e o condomínio
Brisa do Vale. Ele foi criado há mais de 10 anos e, atualmente, já conta com uma média de 100 residências. No topo das reclamações está a falta de abastecimento de água, uma das prioridades no loteamento. Segundo os moradores, o item essencial para a vida de qualquer ser vivo precisa ser retirado de poços artesianos. Eles também listam a falta de
pavimentação das ruas e áreas de lazer como itens necessários. “É aquele sentimento de abandono. A gente paga os impostos em dia e não vemos nenhum tipo de retorno. Vivemos literalmente no meio do nada. As cobranças chegam, o que não chega é a infraestrutura. O nosso loteamento é todo regularizado e a prefeitura não está nem aí”, relata Caetano.
Ruas não são pavimentadas Uma das reclamações de quem vive ali é em relação à acessibilidade, tudo isso devido ao fato do bairro não ter suas ruas pavimentadas. Para piorar ainda mais, buracos também tomam conta das ruas. Em algumas delas, crateras chegam a se formar. “Vai chegar o momento que não vamos conseguir mais entrar e sair de casa devido às condições das vias. Nem mesmo máquina
eles passam para amenizar o nosso sofrimento”, desabafa uma moradora, que pediu para não ser identificada. Quando chove, os moradores contam que precisam enfrentar a lama. Já quando faz sol, a poeira invade as casas e gera problemas respiratórios para a população. “Está piorando cada vez mais. Dependendo da situação os carros nem passam. O bairro está um lixo”, conta Caetano.
Área de lazer fica na promessa Quando se trata de diversão, para as crianças e jovens do Vale Verde a única opção é a rua, tudo isso porque o bairro não conta com praças e quadras para os menores aproveitarem suas horas livres. De acordo com a população, as atividades preferidas deles é a pipa e jogar bola na rua. Os moradores contam que existe uma área, entre as ruas K e L, que é da prefeitura e de-
veria ser destinada para construção da praça, mas isso nunca saiu do papel. Sem um lugar adequado, as crianças ficam na rua ou precisam se deslocar para bairros vizinhos. “Chegaram a limpar há alguns tempo atrás parte do terreno porque disseram que iam construir um campo de futebol. Estamos esperando até hoje por isso. Aqui no bairro até a área da prefeitura está largada”, diz Caetano.
Acessibilidade fica comprometida por falta de pavimentação e manutenção das ruas
Limpeza entre as prioridades Se a situação da limpeza pública está ruim em áreas nobres, no Vale Verde ela nem existe. O morador Caetano conta que há mais de um ano não é feita a capina no bairro. Varrição também é outra coisa que não existe ali. No caso de terrenos particulares, os moradores sugerem que eles sejam cercados para evitar o descarte irregular e que recebam manutenção dos proprietários. Para isso, eles contam com a prefeitura, que tem obrigação de fiscalizar. Se não há limpeza, o ambiente se torna favorável para o surgimento de zoonoses. “Tem dado muito rato, cobra, barata e mosquito aqui”, diz o morador. ANIMAIS SOLTOS CONTINUAM TRAZENDO PROBLEMAS
Área de lazer segue servindo apenas como terreno baldio
Apesar de ser uma área rural, no loteamento Vale Verde cavalos e bois têm tirado os moradores do sério há um bom tempo. Esse problema já foi denunciado há mais de dois anos, no entanto, até hoje nenhuma providência foi tomada. Quem vive ali relata que os proprietários dos sítios e fazendas do entorno soltam os animais nos terrenos. A falta de responsabilidade coloca em risco a vida dos bichos e também da população. Além de ser um ato criminoso e cruel, a presença desses animais nas vias aumenta o risco de acidentes, sobretudo de atropelamentos, o que pode causar danos aos veículos e aos condutores.
Serviços básicos, como a limpeza, não são realizados no Vale Verde
“Por conta da chuva, os terrenos se tornaram pastos para esses animais. Com eles vieram os carrapatos, que podem trazer doenças para as pessoas e nossos animais domésticos. Os donos desses bichos não estão nem aí e não respeitam os moradores do bairro”, denuncia Caetano. Apesar de ser crime, muitas vezes a situação fica impune, já que nessas situações é difícil encontrar os donos dos animais. Em uma rua com fluxo intenso,
uma freada brusca pode causar colisões entre veículos, trazendo muitos prejuízos e até a morte dos passageiros. Casos de maus-tratos ao animal é considerado um crime, previsto no Art. 32º da Lei 9.605/98. A pena para esses casos é de três meses a 1 ano, além de multa, podendo ser aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer a morte do animal. Vale ressaltar que o proprietário desses animais pode responder criminalmente, de acordo
com o Art. 31 do Decreto-Lei nº 3.688/41 (Lei das Contravenções Penais). Diz o texto legal que “deixar em liberdade, confiar à guarda de pessoa inexperiente, ou não guardar com a devida cautela animal perigoso” pode causar ao infrator pena de prisão simples, de dez dias a dois meses, ou multa. O parágrafo único ressalta que a pena também é aplicada a quem “na via pública, abandona animal de tiro, carga ou corrida, ou o confia à pessoa inexperiente”.
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Macaé (RJ), sábado, 7, domingo, 8 e segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Região
NOTA
Em Carapebus, novo governo encontra cenário de caos após não conseguir promover transição
COMBUSTÍVEL
Petróleo ainda é a fonte para a superação econômica da região Novos governos enfrentam crise com olhar sobre o futuro das atividades offshore na Bacia de Campos Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
P
orto, estaleiro e Zona Especial de Negócios (ZEN). Mesmo encarando déficits e rombos herdados por administrações que sucumbiram à queda da arrecadação
nos últimos dois anos, os novos governos das principais cidades envolvidas com as operações da Bacia de Campos avaliam o petróleo como o combustível capaz de promover a superação do cenário crítico que deve ser desenhado também em 2017. E por conta disso já preparam
ações administrativas e políticas que possam alavancar um novo ciclo de desenvolvimento na região considerada como o Emirado do Petróleo Nacional. Macaé, Rio das Ostras e Quissamã seguem a tentativa de viabilizar projetos, desenhados há mais de quatro anos, que não
foram consolidados por influências políticas externas, ou por batalhas de grupos de poder, nocivas a um novo caminho de prosperidade que passa a ser pavimentado a partir das estratégias da Petrobras em se reerguer após o abalo da corrupção. E apesar de buscar a consoli-
dação de projetos distintos, os três municípios acabam apresentando ações que promoverão o desenvolvimento a nível regional, uma necessidade que vem sendo discutida desde o início dos tempos áureos do petróleo, há mais de 40 anos. Envolvendo também a cida-
de de Campos dos Goytacazes, esses projetos podem ir além, e atingir investimentos internacionais já prospectados pelas grandes empresas offshore no mundo, que miram o mercado do petróleo nacional, a partir da flexibilização das regras do pré-sal. PHILLIPE MOACYR/ASSESSORIA
Parceria para continuar obras do estaleiro de Barra do Furado O processo de manutenção de unidades de produção situadas na Bacia de Campos, continuado pela Petrobras ao longo dos últimos anos, reforça o potencial de construção do estaleiro de Barra do Furado, projeto que passa a ser prioridade para as políticas de desenvolvimento econômico desenhadas pelos novos governos de Quissamã e de Campos dos Goytacazes. Antes mesmo de assumir o mandato, durante o processo de transição, a prefeita de Quissamã Fátima Pacheco (PTN) afirmou que a retomada do projeto era a principal linha política a ser costurada junto ao prefeito Rafael Diniz (PPS), de Campos dos Goytacazes. Juntos com o Estado, e com base em repasses
federais, os dois municípios fundaram, há oito anos, os alicerces do projeto que pretendia transformar Barra do Furado em uma nova base logística offshore para a Bacia de Campos. "Primeiro, nós precisamos conhecer as condições estruturais do que já foi construído em Barra do Furado. Sabemos que o projeto ainda é viável, por condições técnicas, de licenciamento e da necessidade do mercado do petróleo na região. Agora, nós precisamos avaliar como as obras serão viabilizadas financeiramente", disse Fátima. E o caminho encontrado pelos dois governos é a possibilidade de criação de uma Parceria Pública Privada (PPP) para que os investimentos para a constru-
ção do estaleiro, orçados em R$ 350 milhões, sejam garantidos. "Avaliamos que cerca de R$ 100 milhões já foram investidos no projeto. A PPP pode garantir que a construção seja efetivada", apontou Fátima. E a firmação da PPP já começou a ser costarada nesta semana na região, entre Fátima e Rafael Diniz, realizada em Quissamã. No encontro, técnicos da BR OFFICE, empresa de São Paulo especializada em manutenção de embarcações anunciaram uma parceria, inicialmente de apoio técnico, que está sendo projetada pela companhia, junto a estaleiro internacional, com objetivo de reforçar a possibilidade de retomada das obras do estaleiro.
STATUS DE CONSTRUÇÃO
45%
Parte estrutural do estaleiro já foi concluída, como a base dos piers de atracagem das embarcações. Próximo passo é a dragagem de canal.
KANÁ MANHÃES
Rio das Ostras investirá em ampliação de Zona Especial De olho também nos investimentos da Petrobras em continuidade do processo de produção de petróleo na Bacia de Campos, o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto (PMDB), anunciou nesta semana a primeira medida que será adotada pelo governo para reestruturar a política pública de desenvolvimento econômico da cidade, com base no mercado do petróleo: a reedição de decretos de desapropriação de áreas que irão compor a Zona Especial de Negócios (ZEN) II. Com potencial de dobrar a capacidade de arrecadação do município com receitas próprias, a ZEN II é um projeto desenvolvido por Carlos Augusto
durante a gestão finalizada em 2012. Na época, a prefeitura de Rio das Ostras contabilizava o cadastro de 80 empresas mapeadas e interessadas em compor o polo offshore do município, repetindo o sucesso da ZEN I, de onde são gerados cerca de R$ 50 milhões por ano em Imposto Sobre Serviços (ISS). "Vamos retomar o processo de criação da ZEN II. Nós acreditamos em um novo momento para o mercado do petróleo nacional, a partir da flexibilização do petróleo no pré-sal", apontou Carlos Augusto. Para o novo governo de Rio das Ostras, o foco da política de desenvolvimento baseado no petróleo está na ampliação
do parque industrial composto por empresas que promovem a manutenção de plataformas e navios em operação na Bacia de Campos. Para que novas companhias do mesmo segmento possam se instalar na cidade, o governo de Rio das Ostras prepara também atualizações em legislações locais que versam sobre a tramitação de processos de licenciamento de obras, um passo importante para o novo momento de progresso. "Vamos rever os trâmites dos processos de licenciamento de obras na cidade, estimulando investimentos na área da construção civil, um setor que gera empregos", disse o prefeito.
Fátima Pacheco, prefeita de Quissamã e Rafael Diniz, prefeito de Campos, avaliam retorno de obras de estaleiro
STATUS DE CONSTRUÇÃO
50%
Decretos de desapropriação foram realizados em 2012, porém não continuados na gestão seguinte. Processo administrativo será reeditado.
Carlos Augusto anuncia que retomará projeto de instalação da ZEN II para atrair 80 empresas que já haviam sido cadastradas para ocupar nova área de polo offshore
WANDERLEY GIL
Macaé ainda corre atrás de consolidação de novo porto Em seu primeiro ato como vice-prefeito, e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Vandré Guimarães ligou na última segunda-feira (2) para Fabiano Crespo, um dos representantes da empresa EBTE Engenharia, responsável pelo projeto do Terminal Portuário de Macaé (TEPOR). O ato configura a confirmação de uma parceria pública/privada que tem como desafio garantir a consolidação de um dos principais passos para a reestruturação da participação da cidade no novo ciclo do petróleo nacional. Ao obter ao longo dos últimos quatro anos o reconhecimento do governo do Estado como área de utilidade pública e de in-
teresse para o desenvolvimento econômico regional, o terreno cedido pelo governo ao TEPOR, situado no São José do Barreto, passa a ser visto também como o novo polo de expansão das atividades offshore do município, levando a administração municipal a adotar medidas que possam viabilizar a construção da Transportuária, que interligará a RJ 106 à RJ 178 e, em seguida, ao Parque dos Tubos. "Vivemos agora um novo momento em relação ao projeto do novo porto, que também é um projeto de governo. Avançamos nos últimos quatro anos, mas ainda é preciso garantir que o projeto aconteça, dentro dos novos prazos criados pela nova dinâmica do mercado do pe-
tróleo nacional", disse Vandré Guimarães. Hoje, a empresa que é responsável pelo TEPOR, assim como pelo CLIMA - Complexo Logístico Industrial de Macaé, requer apoio político institucional, para que o licenciamento de instalação possa ser emitido, garantindo assim a realização das obras de construção do porto. "O momento é de parceria, de união de forças para fazer esse projeto acontecer e garantir a Macaé um novo momento de desenvolvimento e de geração de empregos. Isso é o que nós mais queremos", disse Vandré. Outras demandas da cidade, como a reforma da pista do Aeroporto de Macaé, também são discutidas pelo governo.
STATUS DE CONSTRUÇÃO
20%
Área cedida pela prefeitura já é considerada de utilidade pública pelo Estado. Projeto já recebeu licença prévia e aguarda a autorização para iniciar obras.
Novo governo de Macaé reforça parceria com a EBTE para viabilizar licenciamento e a instalação do Terminal Portuário do São José do Barreto
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ESPORTE
Atleta macaense participa da corrida de São Silvestre Joseilton Silva superou o tempo anterior e conquistou o 51o lugar na sua segunda participação na prova Marianna Fontes
DIVULGAÇÃO
marifontes@odebateon.com.br
A
pós um ano de muitas conquistas, Joseilton Silva, conhecido como “Papa Léguas”, encerrou 2016 em grande estilo ao participar da 92ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, no último dia 31, em São Paulo (SP). Competindo com mais de 39 mil pessoas, o atleta terminou a prova de 15 quilômetros em 51º na sua categoria - 35/39 anos. “O resultado foi além do esperado. Essa foi a segunda vez que participei dessa corrida e subi 80 posições em relação ao ano passado. Consegui melhorar meu tempo também. Fiz o percurso dessa vez em 55 minutos e 30 segundos. Muito abaixo de 2015, quando terminei com 57 minutos e 21 segundos. Estou muito feliz com essa conquista, porque fiquei 10 minutos atrás do campeão”, diz ele que para realizar o sonho de estar lá chegou a vender cocadas para conseguir o dinheiro da viagem. “Só para SP levei 400 doces. Alguns eu presenteei amigos, outros eu vendi. A participação em muitas provas só é possível com a ajuda de alguns amigos, na qual eu sou muito grato”, destaca. Nordestino de nascimento e macaense de coração, o atleta carrega com orgulho a missão de representar a sua cidade natal e a Capital do Petróleo. Somente em 2016 ele participou de 26 provas e conquistou 15 pódios. “Mesmo com a crise foi um ano muito aproveitado. Espero que 2017 seja ainda melhor. Espero que os nossos governantes passem a olhar para o esporte com outros olhos, como uma
forma de incentivo para mudar a realidade de muitos no nosso país”, diz. O ultramaratonista destaca que a sua participação nas competições tem sido possível graças à ajuda e apoio dos amigos e familiares. “Primeiramente agradeço a Deus por me dar saúde e forças para continuar correndo. Depois o apoio da família e dos amigos. Isso para mim não tem preço. Saber que tem gente que acredita em mim e torce pela minha vitória é o que me motiva a nunca desistir. Em especial, gostaria de agradecer a uma pessoa que tornou possível a minha ida a São Silvestre, que foi a Critiane Farias, lá de São Paulo. Ela me presenteou com a inscrição. Também agradecer o pessoal da empresa, que me liberou do serviço para poder viajar”, ressalta ele. Já com foco na próxima competição, Joseilton treina diariamente. Antes de conversar com a nossa equipe na última quintafeira (5), ele já tinha corrido 16 quilômetros na parte da manhã. “Continuo conciliando o tempo do trabalho com o esporte. Sempre que tenho um tempinho, ti-
Joseilton Silva completou os 15 quilômetros de prova com o tempo de 55 minutos e 30 segundos
ro para me dedicar aos treinos. É algo que me dá prazer. Estou agora me preparando para a Ultramaratona de Maceió (AL), que acontece no final do mês. Ainda não tenho as passagens para ir, mas se Deus quiser, até lá vou conseguir. Passei a gostar das provas longas e quero me dedicar a elas”, explica. Outra prova que ele vai estar presente é a Ultra no Uruguai, em março. “Não posso deixar de aproveitar essa oportunidade que estou tendo. Quando ela bate na porta tem que agarrar. Uma amiga do Rio, a Carla Mota, está fazendo uma rifa para levantar recursos para custear as minhas despesas na viagem, com passagens e alimentação. Eu já ganhei a inscrição e a hospedagem. Achei legal que nem a conheço, mas tenho um carinho enorme por ela. Não posso deixar de agradecê-la por isso”, ressalta. Os interessados em ajudar/ patrocinar podem entrar em contato com Joseilton através do telefone: (22) 99784-6087, por e-mail: josei_lton21@hotmail.com ou no Facebook: Joseilton da Silva Silva Santos.
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