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Noticiário 05 03 2016

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WANDERLEY GIL

WANDERLEY GIL

ESTATÍSTICA APONTA CRESCIMENTO DE CRIMES

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO RECUA 7% EM UM MÊS

RECEITAS SUPERAM MARCA DE 2015

POLÍCIA, PÁG.6

ECONOMIA, PÁG.5

POLÍTICA, PÁG.3

R$ 1,00 Macaé (RJ), sábado 5 de março de 2016 Ano XL, Nº 8958 Fundador/Diretor: Oscar Pires

O DEBATE

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www.odebateon.com.br

DIÁRIO DE MACAÉ

Excesso de receitas do ISS e ICMS superam R$ 34 milhões neste ano Ao consolidar arrecadação de mais de R$ 320 milhões em pouco mais de dois meses, Macaé mantém em alta o recolhimento de fontes das receitas próprias. Superávit ajuda a equilibrar as contas públicas no ano da crise O balanço fiscal das contas da prefeitura aponta que o governo recolheu R$ 34 milhões a mais de receitas geradas pelo Imposto Sobre Serviço (ISS) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre janeiro e feve-

reiro deste ano. O valor representa o excesso de arrecadação alcançado pelas duas principais fontes das chamadas 'receitas próprias', que servem como base para o custeio da folha de pagamento e dos orçamentos da Saúde e Educação, seguindo os

índices previstos pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica. Relativos à contribuição da indústria na geração de uma das maiores arrecadações do país, o ISS e o ICMS atingiram em janeiro e fevereiro patamares não imaginados pelo governo, que man-

tém uma visão pessimista quanto ao desempenho da economia baseado nas operações do petróleo. De acordo com dados atualizados, nesta semana, pelo Portal da Transparência, R$ 20,6 milhões foram contabilizados como excesso de arrecadação apenas

em janeiro. Deste total, R$ 5 milhões foram relativos ao valor excedente dos repasses feitos pelo governo do Estado em relação ao ICMS. Já mais de R$ 15,5 milhões foram somados pelo ISS, além do que foi estimado pelo governo. PÁG. 3

CIDADE

POLÍTICA

NOVOS FOCOS DE RISCO Lancha abandonada e terreno baldio sujo integram o retrato crítico da cidade na luta contra o Aedes aegypti

Demanda da indústria depende do aporte de R$ 20 milhões Um investimento de R$ 20 milhões ainda é o maior passivo do poder público com a indústria do petróleo local, que segue na briga pela concretização das obras de reforma da pista do Aeroporto de Macaé. Na noite da última quinta-feira (3), membros da Comissão Municipal da Firjan e da ACIM cumpriram mais uma etapa do novo compromisso assumido pela instituição de classe, na batalha pela consolidação de uma das mais importantes ações de apoio às atividades econômicas locais: a cobrança por uma reação política diante da inércia que se abateu sobre o projeto nos últimos dois anos. PÁG. 3

KANÁ MANHÃES

WANDERLEY GIL

Moradores do Jardim Franco fazem alerta sobre índice de infestação do mosquito

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m bairro totalmente esquecido pelo poder público. Essa é a realidade do Jardim Franco. Sem receber manutenção e limpeza regularmente, o loteamento tem atraído cada vez mais um novo morador: o Aedes aegypti. Além dos terrenos baldios, chamou atenção da nossa equipe de reportagem a existên-

cia de uma embarcação de médio porte abandonada na Rua 10. O presidente do bairro diz que o problema já foi notificado à prefeitura. Apesar de cerca de 80% dos focos estarem dentro dos imóveis, a nossa equipe de reportagem já fez vários flagrantes em áreas externas, inclusive em áreas públicas, onde a prefeitura deveria ser mais atuante.

POLÍCIA

DIVULGAÇÃO PM

Se você conhece algum local que possa estar servindo de criadouro para o mosquito, entre em contato com o jornal O DEBATE. As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone (22) 99731-1955 e enviar uma mensagem com nome , lugar onde mora e data de nascimento. PÁG. 2

ESPORTE

Suspeito é preso com drogas pela Polícia

Maratonista da Ascom participa de competição

Drogas foram encontradas em residência após denúncia PÁG. 6

Atleta ficou em 4º lugar geral na Meia Maratona das Pontes em Brasília PÁG. 2

POLÍCIA

Morto a tiros em estrada da região Homicídio foi registrado na Estrada de Rio Dourado PÁG. 6

Suspeito e material encontrado foram levados para a delegacia ECONOMIA

Pão francês pode ficar 10% mais caro Variação do dólar aumenta preço do produto PÁG. 5

POLÍTICA

CADERNO DOIS

Cadeia offshore de 15 anos de braçadas, olho em oportunidade risos e alegrias Empresas da cidade miram no Porto do Açu PÁG. 3

Indústria quer solução

Academia dos Anormais realiza super café da manhã CAPA

WANDERLEY GIL

Joseilton celebrou resultado

TEMPO

ÍNDICE

Máxima 35º C Mínima 23º C

EDITORIAL

4 CRUZADINHA

C2

PAINEL

4 HORÓSCOPO

C2

GUIA DO LEITOR

4 CINEMA

C2

ESPAÇO ABERTO

4 AGENDA

C2

COTAÇÃO DO DÓLAR

Compra R$ 3,7597 Venda R$ 3,7607

Anuncie: (22) 2106-6060 (215)


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Cidade Maratonista da Ascom participa de competição á cinco anos atrás se alguém dissesse que Joseilton Silva, conhecido como “Papa Léguas”, que trabalha como pedreiro, estaria competindo nas principais maratonas no país nem ele mesmo acreditaria. Nascido no nordeste, o atleta veio morar em Macaé há alguns anos sonhando em conseguir melhorar sua vida. E foi aqui que ele começou a desenvolver o seu amor pelas corridas. No último dia 28, ele conquistou o 4º lugar geral na Meia Maratona das Pontes, em Brasília (DF). O “macaense de coração” enfrentou cerca de 2 mil pessoas em uma corrida de 21 km com muitas subidas. Ele conseguiu garantir o seu lugar no pódio após fazer todo o percurso em 1 hora 19 minutos e 37 segundos. Apesar do nível alto da competição, ele conta que o maior obstáculo foi conseguir chegar até lá. “Até próximo da data eu não tinha certeza se iria par-

Moradores reclamam de buracos. Rua principal no Bosque Azul está há meses em situação crítica.

FOCOS

CORRIDA

Atleta foi 40 lugar geral na Meia Maratona das Pontes em Brasília

NOTA

ticipar por conta das dificuldades financeiras. Mas graças a Deus, e a ajuda de algumas pessoas, eu consegui apoio. Enfrentei 17 horas de ônibus e todo o cansaço. Posso dizer que tudo isso valeu a pena no final”, diz ele, que aproveita para agradecer alguns parceiros. “Quero agradecer a Vera Mota e ao Aprígio da Associação dos Corredores de Rua de Macaé (Ascom), ao Fernando Melo Maradona, que me acolheu em sua casa, a Cris Faria, Márcia e Ziza, ambos de São Paulo. Sem vocês, eu teria desistido. Muito obrigado”, frisa. Joseilton conta que, em 2015, chegou a ficar um período sem praticar o esporte que mais ama. “Parei no ano passado por conta da crise financeira, e também por que fui muito criticado. Mas o amor pelas corridas falou mais alto e eu consegui dar a volta por cima”, diz orgulhoso. A recompensa veio logo em seguida. Um dos motivos que o fez começar a competir foi o sonho de participar da São Silvestre, em São Paulo. “Fui pela primeira vez e fiquei em 129º lugar. Fiz o tempo de 57 minutos. Foi um sonho realizado.

WANDERLEY GIL

Jardim Franco sofre com o Aedes aegypti Moradores relatam diversas situações que estão contribuindo com a proliferação do mosquito

Após vencer em Brasília, Joseilton se prepara para corrida em Aracaju no dia 17

Espero poder participar esse ano novamente”, conta. A próxima competição será no dia 17 de março, em Aracajú (SE). “Vou aproveitar para visitar minha terra e competir na Corrida da Cidade, que tem 25 km”, diz. Para isso, ele tem intensificado a sua rotina de treinos. Ele corre de segunda a sexta-feira de 2h a 3h por dia. “Do dia 1º de fevereiro até o dia 17 percorri 350km só treinando na cidade. Fiz isso para me preparar para Brasília. Eu vou do Parque Aeroporto até a Orla dos Cavaleiros. Treino na rua porque não tem um local adequado na cidade”, relata o atleta. Assim como muitos, ele depende de patrocínio e apoio para continuar competindo. Os interessados em ajudar podem entrar em contato com Joseilton através do telefone: (22) 99784-6087, por e-mail: josei_lton21@hotmail.com ou no Facebook: Joseilton da Silva Silva Santos.

Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br

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m bairro totalmente esquecido pelo poder público. Essa é a realidade do Jardim Franco. Sem receber manutenção e limpeza regularmente, o loteamento tem atraído cada vez mais um novo morador: o Aedes aegypti. “A prefeitura limpa as áreas nobres mas deixa os bairros periféricos emporcalhados. Como combater o mosquito desse jeito?”, questiona o presidente da Associação de Moradores, Dilson Jordão. Ele ressalta que, enquanto o poder público faz vista grossa, a população adoece. “Tivemos 10 casos de dengue aqui no bairro. Com medo desse número aumentar, os moradores estão queimando o lixo nos terrenos. Isso acaba gerando mais problemas. Recentemente, fogo ateado em uma área na entrada prejudicou a visibilidade do trânsito, e também quase causou um acidente, pois o fogo, por pouco, não atingiu a casa de uma moradora”, conta Dilson. Além dos terrenos baldios,

chamou atenção da nossa equipe de reportagem a existência de uma embarcação de médio porte abandonada na Rua 10. “Essa lancha está abandonada há um bom tempo. A gente procura o proprietário e ele nos ignora. Na verdade, ele nem é morador do bairro. Em junho tive dengue. Fiquei muito mal e tenho medo de contrair a doença novamente. Tenho criança em casa e há vizinhos com bebê em casa”, diz uma moradora que pede para não ser identificada. O presidente do bairro diz que o problema já foi notificado à prefeitura. “Os vizinhos estão reclamando. E com razão. Isso acumula água e está servindo de criadouro. Já fiz uma denúncia no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mas não vieram. Não adianta só bater de porta em porta, até porque o mosquito que nasce ali fora virá aqui para dentro de casa”, alerta. Os focos do Aedes aegypti podem estar nos lugares mais inesperados. Qualquer ambiente com o mínimo de água parada pode se transformar em um criadouro para o mosquito transmissor da dengue, febre

chikungunya e do zika vírus. Diante disso, o jornal O DEBATE está percorrendo toda a cidade em busca desses possíveis focos. O objetivo é alertar a população sobre o risco de uma epidemia das três doenças, visando cobrar do poder público uma ação efetiva no combate ao vetor, uma vez que já foi anunciada uma força-tarefa em todo o município. Apesar de cerca de 80% dos focos estarem dentro dos imóveis, a nossa equipe de reportagem já fez vários flagrantes em áreas externas, inclusive em áreas públicas, onde a prefeitura deveria ser mais atuante. Se você conhece algum local que possa estar servindo de criadouro para o mosquito, entre em contato com o jornal O DEBATE. As denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone (22) 997311955 e enviar uma mensagem com nome completo, lugar onde mora e data de nascimento, além da reclamação, fotos e/ou vídeos. Caso deseje, a sua identidade não será divulgada na reportagem.


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Política

NOTA

O Aeroporto de Macaé está desde o ano passado em voos comerciais regulares

SUPERÁVIT

Governo recolhe R$ 34 milhões a mais do previsto para ISS e ICMS Receitas arrecadadas em janeiro e fevereiro superam marcas estimadas pela prefeitura Márcio Siqueira

KANÁ MANHÃES

marcio@odebateon.com.br

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balanço fiscal das contas da prefeitura aponta que o governo recolheu R$ 34 milhões a mais de receitas geradas pelo Imposto Sobre Serviço (ISS) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre janeiro e fevereiro deste ano. O valor representa o excesso de arrecadação alcançado pelas duas principais fontes das chamadas 'receitas próprias', que servem como base para o custeio da folha de pagamento e dos orçamentos da Saúde e Educação, seguindo os índices previstos pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica. Relativos à contribuição da indústria na geração de uma das maiores arrecadações do país, o ISS e o ICMS atingiram em janeiro e fevereiro patamares não imaginados pelo governo, que mantém uma visão pessimista quanto ao desempenho da economia baseado nas operações do petróleo. De acordo com dados atualizados, nesta semana, pelo Portal da Transparência, R$ 20,6 milhões foram contabilizados como excesso de arrecadação apenas em janeiro. Deste total, R$ 5 milhões foram relativos ao valor excedente dos repasses feitos pelo governo do Estado em relação ao ICMS. Já mais de R$ 15,5 milhões foram somados pelo ISS, além do que foi estimado pelo governo. Os R$ 34,9 milhões de superávit foram calculados por O DEBATE com base em duas

EXCESSO

Receitas também superam marca de 2015 Além de ultrapassar o total de recursos estimados para serem arrecadados pelo governo neste ano, as receitas já recolhidas pela prefeitura apenas com o Imposto Sobre Serviços (ISS) e com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chegam a ser superiores ao total de recursos recebidos pelos cofres públicos da cidade, no primeiro bimestre do ano passado. Neste ano, as duas principais fontes das receitas próprias somaram R$ 3,5 milhões a mais que o total de recursos gerados entre janeiro e fevereiro de 2015. Apesar de parecer modesto, o superávit anima as expectativas quanto ao desempenho da economia da cidade, principalmente para os setores de compras e serviços, que atendem a complexa e pesada máquina administrativa de Macaé. Enquanto isso, o governo prevê perdas de mais de R$ 400 milhões, incluindo royalties e Participação Especial para este ano. WANDERLEY GIL

Em dois meses, mais de R$ 62 milhões em receitas próprias foram aplicados pelo governo no custeio da folha de pagamento

ferramentas criadas pelo próprio governo: o Portal da Transparência e o quadro de metas mensais de arrecadação, publicado junto à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016. Juntos, o ISS e o ICMS já renderam aos cofres públicos mais de R$ 192 milhões. Com o ISS, o governo prevê arrecadar mais de R$ 500 milhões neste ano. Já com o ICMS, a estimativa total é de R$ 308

milhões em 12 meses. Também de acordo com o Portal da Transparência, o governo já recolheu mais de R$ 335 milhões até esta semana. Deste total já foram gastos mais de R$ 133 milhões, sendo mais de R$ 62 milhões aplicados no custeio da folha de pagamento referente aos dois primeiros meses do ano. Essa quantia foi paga com base nas receitas próprias.

EXCESSO

Arrecadação do ISS e ICMS Mês Janeiro ICMS ISS Fevereiro ICMS Total

Previsão

Arrecadado

Superávit

R$ 31.881.753,00 R$ 36.914.338,28 R$ 5.032.585,28 R$ 51.279.612,00 R$ 66.848.968,98 R$ 15.569.356,98 R$ 26.623.223,00 R$ 32.083.579.,01 R$ 5.460.356,01 R$ 48.076.164,00 R$ 56.969.292,19 R$ 8.893.128,19 R$ 157.860.752,00 R$ 192.816.178,46 R$ 34.955.426,46

LOGÍSTICA

Demanda da indústria depende de investimento de R$ 20 milhões

Indústria mantém operações

AGRICULTURA

Macaé precisa estar mais próxima do Porto do Açu

WANDERLEY GIL

Valor estimado para reformar obras de pista do Aeroporto será buscado por Lindbergh Um investimento de R$ 20 milhões ainda é o maior passivo do poder público com a indústria do petróleo local, que segue na briga pela concretização das obras de reforma da pista do Aeroporto de Macaé. Na noite da última quintafeira (3), membros da Comissão Municipal da Firjan e da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) cumpriram mais uma etapa do novo compromisso assumido pela instituição de classe, na batalha pela consolidação de uma das mais importantes ações de apoio às atividades econômicas locais: a cobrança por uma reação política diante da inércia que se abateu sobre o projeto nos últimos dois anos. Na sede do Senai Macaé, os conselheiros empresariais reuniram-se com o senador Lindbergh Farias (PT). O encontro, agendado pelo vice-prefeito Danilo Funke (REDE) e pelo vereador Marcel Silvano (PT) teve como principal conexão a contribuição já consolidada de Lindbergh na concretização de uma outra proposta antiga da indústria, também relativa ao Aeroporto de Macaé: a construção do novo terminal de passageiros que vai ser concluído dentro dos próximos 60 dias.

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Conselho empresarial vai traçar estratégia em busca de incentivo a conteúdo local

Comissão e Lindbergh uniram forças para tentar movimentar projeto e garantir investimento

Com base no histórico do trabalho político realizado pelo senador, com a atuação e mobilização liderada pelo vereador Igor Sardinha (PRB), o Aeroporto de Macaé registra hoje a conclusão de um dos maiores investimentos aportados pela Infraero em bases aéreas com perfil regional do país. "Eu e o Igor percorremos Brasília, fomos a Infraero, nos reunimos com ministros e conseguimos destravar esse projeto do terminal. Mas Macaé precisa de mais, e eu estou aqui pronto para ajudar", disse Lindbergh. Mas hoje esse mesmo terminal torna-se o fiel de um novo ponto de equilíbrio perseguido pela indústria ao longo dos últi-

mos três anos. "Temos um terminal que vai ficar pronto. E corremos o risco de ter uma obra consolidada, mas sem passageiros. O senador possui uma relação próxima com esta pauta devido ao seu histórico na luta e consolidação da expansão do Aeroporto. Precisamos, mais uma vez, desse esforço político para que a reforma da pista também aconteça", destacou Marcelo Reid, presidente da Comissão Municipal da Firjan. Os primeiros contatos em Brasília já foram feitos por Lindbergh durante a reunião com a Comissão da Firjan e a ACIM. O senador deve cumprir agenda junto à equipe da Infraero na próxima

Diante da consolidação das operações de apoio logístico às atividades realizadas nas Bacias de Campos e do Espírito Santo, o Porto do Açu, em São João da Barra, é visto como um celeiro de oportunidades de negócios para a cadeia produtiva do petróleo macaense. E com as expectativas de expansão das atividades de produção de petróleo na camada do pré-sal, a conexão entre a Capital Nacional do Petróleo e um dos maiores terminais portuários da América Latina passa por dois projetos distintos: a duplicação da BR 101 e a retomada dos voos comerciais no Aeroporto de Macaé.

De acordo com representantes da indústria, a Capital Nacional do Petróleo mantém a sua posição privilegiada para a logística offshore, já que se encontra no centro do eixo entre o Rio de Janeiro e São João da Barra. E nesta semana a Comissão Municipal da Firjan iniciou estudos para buscar, junto ao Porto do Açu, a ampliação da abertura da política de compras do terminal, e de todo o seu parque industrial, incluindo Macaé. Hoje, a estratégia de conteúdo local aplicada pela Prumo Logística atende a São João da Barra e a Campos dos Goytacazes. Através da Representação Regional Norte Fluminense, a Comissão da Firjan buscará essa nova negociação com a Prumo, o que pode reaquecer a cadeia offshore local.

semana, com objetivo de buscar detalhes sobre o projeto construtivo da reforma da pista. "Macaé possui hoje um grande problema de mobilidade. E ir na Infraero é importante para reiniciar essa luta, que não é só da indústria do petróleo, mas de todos os setores da economia da nossa cidade", destacou Cliton da Silva Santos, membro da Comissão da Firjan. O vereador Marcel Silvano (PT) ficou encarregado de promover a integração entre as ações de Lindberg em Brasília para serem reportadas à Comissão da Firjan. "A cidade clama por esse projeto", disse Francisco Navega, Comissão buscará novo fomento à cadeia do petróleo local membro da Comissão.

MÁRCIO SIQUEIRA


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Opinião

Petrobras começa a acertar primeiras vendas de ativos. Após aprovar andamento de negociações de subsidiária na Argentina, ontem, companhia também anunciou venda de campos terrestres.

FOTO LEGENDA KANÁ MANHÃES

EDITORIAL

NOTA

Projetos de poder A história mundial está recheada de acontecimentos que marcaram a ascensão de monarquias, ditaduras e governos planejados, não no pensamento coletivo, mas sim na construção e perpetuação de projetos de poder nocivos à prosperidade e ao desenvolvimento de cidades, estados e até de países. Como também relata o passado, a queda dessas estratégias políticas aconteceram a partir do momento em que houve reação popular contrária à corrupção e à impunidade, não necessariamente representada por manifestações e ocupações das ruas, mas sim por ações individuais de pessoas que acreditam na construção de um futuro democrático, na mais saudosista e romântica conceituação da palavra. A história traduz que todos os modelos de governo surgem a partir da mesma premissa: a de representar a ascensão ao poder de classes menos favorecidas, ou insatisfeitas com a condução política atual, na tentativa de ocupar a posição de líderes que se acomodaram com o poder e que se afastaram cada vez mais da realidade do seu povo, cercando-se daqueles que representam a escória das regras sociais, abrindo espaço para estratégias que, a todo custo, tentam manter firme o projeto de poder. Os relatos do passado demonstram ainda que, ao ser colocado sobre o interesse

coletivo, esses projetos de poder acabam sacrificando a qualidade de vida do povo, em detrimento da manutenção de acordos políticos e partidários baseados nos estufados e abarrotados cofres públicos. De migalha em migalha, esses projetos do poder manipulavam bajuladores e marionetes que cumpriam um papel execrável: o de ludibriar com falsas verdades as mazelas sofridas pela parte da sociedade que está mais distante do clã do poder, exatamente aqueles que mais necessitavam de auxilio e do compromisso verdadeiro daqueles que chegaram ao topo da esfera política. Hoje, passados tantos anos e vividas tantas histórias, fatos lendários ajudam a contextualizar a realidade encarada por tantos macaenses que apostaram na transformação política e social para expurgar maldições e pragas que seguem encrustadas nas riquezas provenientes do petróleo. E o fato principal é saber que, de tempos em tempos, a mesma história se repete.

ESPAÇO ABERTO Tragédia e consequências Antes que grandes obras de engenharia e infraestrutura saiam do papel, deve-se preceder um profundo trabalho de comunicação que visa avaliar e minimizar impactos ambientais e riscos de segurança à população, maximizar benefícios socioeconômicos, bem como estabelecer redes de relacionamentos transparentes com a comunidade e a sociedade civil. O desastre ambiental de Mariana em Minas Gerais, que completou três meses nesse começo de fevereiro, prova o quanto essa legitimação é prioritária e essencial na condução de um trabalho ético e sustentável entre empresa, meio ambiente e sociedade. Este acidente sem precedentes é um caso emblemático, e que nos faz refletir e questionar sobre as ações que vem sendo tomadas na condução deste caso no âmbito socioambiental. Para aquelas pessoas que sofreram perdas diretas com essa tragédia, o qual é considerado o maior desastre ambiental do Brasil, esses sentimentos são exponencialmente mais fortes. Perdas humanas e danos ainda incalculáveis na biodiversidade do Rio Doce e arredores, bem como na base de subsistência de centenas de famílias, não foram o suficiente para que as empresas responsáveis - Samarco, Vale e BHP Billiton - agissem rapidamente de forma globalizada. Ainda hoje sentimos falta de informações claras e um tratamento humanitário dirigido às pessoas e grupos impactados, que vão além de relatórios, mas que sejam pautados em relações de confiança, seriedade, transparência e respeito. Três meses depois ainda esperamos uma comunicação coordenada e oficial do governo e das empresas responsáveis, apresentando ações factíveis sobre o destino de milhares de pessoas que esperam reconstruir suas vidas. É certo que houve falhas no plano de contingência da Samarco relativo a questões técnico-

ambientais e a falta de um planejamento de comunicação e gestão de crises eficazes para guiá-los em uma situação de calamidade como essa. Sem falar na falta de líderes. O fato é que nunca foi previsto ou esperado um acidente com tamanha proporção. Porém, aconteceu. E o que foi feito? O que ainda será feito? Quais são as causas do desastre? Quem irá pagar e responder por tamanhas perdas? Precisamos que tanto a Samarco quantos os órgãos ambientais que falharam na fiscalização sejam responsabilizados. Em resposta às críticas do organismo internacional, o governo brasileiro prontamente informou as medidas que foram tomadas, entre elas: atendimento emergencial às vítimas, abastecimento de água às cidades afetadas, monitoramento 24 horas do Rio Doce, multa à Samarco, recuperação do Rio Doce, força-tarefa para salvar animais ameaçados e Ação Civil Pública indenizatória de R$ 20 bilhões. Esperamos que o ano de 2016 não comece somente em junho para a população que necessita de soluções imediatas em prol de uma vida digna. Uma coisa é clara: não há rota alternativa para postergar e não dar a devida importância para um diálogo aberto e ativo, que estabeleça relações de confiança entre as pessoas, os cuidados ambientais e o cumprimento das normas. É o mínimo que esperamos enquanto sociedade. Carolina Modesto e Backer

Ribeiro são Relações Públicas e associados da Communità Comunicação Socioambiental.

Moradores do Bairro da Glória ainda convivem com os transtornos deixados pelas obras de saneamento realizadas ao longo do ano passado. Já houve a cobrança para a recomposição do pavimento das vias. Mas o novo asfalto ainda não chegou.

PAINEL Verdade I

Nepotismo

Outro lado

Verdade II

Arma

Bolso

Verdade III

Pista

VLT

O que parecia ser uma simples decisão administrativa acabou expondo o quadro real da saúde pública da cidade. O pedido de demissão de mais de 10 médicos concursados pela Fundação Municipal Hospitalar representa um equívoco profundo na relação entre a carga horária a ser cumprida pelos servidores e os registros do ponto biométrico. Quem paga o preço desse imbróglio é a sociedade que busca atendimento no Hospital Público Municipal (HPM).

Luvas de proteção, papel higiênico e copos descartáveis já fazem parte da lista de materiais que passaram a ser comprados por servidores para exercer as suas funções em diversos quadros da prefeitura. A situação torna-se mais preocupante quando chega às unidades da rede de saúde. Até mesmo os salgados e refrigerantes para celebrar mais um ano de implantação do Centro de Oncologia municipal precisam ser doados por funcionários e pacientes. Realmente, não está fácil.

E a prefeitura passou a encarar como inverdades os relatos dos próprios servidores quanto à precariedade em diversos setores de atendimento à população. Os milhões gastos com a Saúde e a Educação servem como resposta para cada questionamento feito pelos cidadãos, principalmente nas redes sociais. Mas o que não é dito é que 90% desses 'investimentos', na verdade representam o custeio da folha de pagamento que ainda está defasado.

E apesar de terem sido praticadas algumas adequações e acomodações no alto escalão do governo, ainda são recorrentes as denúncias de apadrinhamentos ligados ao nepotismo. No ano passado, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado entre o governo e o Ministério Público Estadual, que prevê multa caso os assessores enquadrados nessas condições não fossem exonerados. Mas um simples rastreamento de sobrenomes comprova que ainda há cabides de emprego.

Há quem diga que, no apagar das luzes de novembro deste ano, o governo apresentará à sociedade a decisão pelo armamento da Guarda Municipal, conforme previsto na lei federal em vigor desde 2014. O que pouca gente sabe é que parte dos agentes já possui porte de arma autorizado, mesmo que isso não esteja efetivado em suas atribuições oficiais. Grande parte da tropa já passou, também, pelo curso de tiro, semelhante ao da Polícia Militar.

Apesar de ainda nem ter sido escolhido, o novo ocupante do posto de Ministro da Aviação Civil já tem 'engatilhada' a primeira pauta de trabalho: fazer andar o projeto de reforma da pista do Aeroporto de Macaé. O senador Lindbergh Farias (PT) está empenhado em garantir, junto à União, esse investimento, cobrado pela Comissão Municipal da Firjan durante reunião com o parlamentar realizada na tarde de quinta-feira (3).

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E, se depender do senador Lindbergh Farias, vai azedar qualquer tentativa de aproximação entre o PT e o projeto de reeleição da administração municipal. Para quem não se lembra, Lindbergh foi a primeira grande liderança política nacional a declarar apoio ao atual governo, ainda no período das eleições de 2012. Mas, com a debandada do grupo do prefeito para o PMDB em 2013, o senador se sentiu traído, assim como o vice-prefeito Danilo Funke, hoje integrante da REDE de Marina Silva.

Do bolso do cidadão macaense já foi direto para as mãos do governo mais de R$ 16,7 milhões referentes ao pagamento do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), repassados pelo governo do Estado a Macaé. Apesar das receitas não serem 'carimbadas' para gastos com infraestrutura, esses milhões elevam ainda mais o grau de insatisfação dos motoristas que encaram todos os dias ruas esburacadas e sem pavimentação.

Mesmo paradas há quatro anos na antiga estação ferroviária do Miramar, as duas composições do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) traz à memória da população macaense a lembrança de um dos maiores desperdícios de dinheiro público, tanto pela aquisição dos trens, quanto pela permanência dos equipamentos na cidade. Hoje, com elevado grau de depreciação, as composições não valeriam a metade dos R$ 15 milhões gastos na sua compra.

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POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Economia

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NOTA

Sorteio definirá ocupação de 543 imóveis do Bosque Azul. Amanhã famílias saberão quais apartamentos irão ocupar do programa Minha Casa, Minha Vida.

OFFSHORE

Produção de petróleo registrou recuo de 7% em janeiro Segundo ANP, Petrobras influenciou diretamente no resultado Guilherme Magalhães guilherme@odebateon.com.br

C

omo mais um indicativo de que neste início de ano o cenário offshore caminha repleto de incertezas, de acordo com o último relatório da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), divulgado ontem (4), em janeiro, a produção de petróleo no país registrou uma redução de 7,1%, na comparação com dezembro. O resultado teria sido principalmente impactado pela queda na extração da Petrobras, que realizou algumas paradas para manutenção em importantes plataformas durante o período, incluindo unidades na Bacia de Campos. Em mais números, segundo os dados registrados pela agên-

cia reguladora, a produção média diária de gás natural no país também caiu cerca de 3,1% no pais em janeiro. Como justificativa para a queda, em nota oficial, a Petrobras reiterou que as paradas programadas para manutenção em algumas plataformas, com elevados índices de produção, como P-58, localizada no Parque das Baleias da Bacia de Campos, e FPSO Cidade de Mangaratiba, localizada no Campo de Lula da Bacia de Santos, tiveram grande impacto sobre o resultado. Poder de produção em decadência Com a franca desaceleração no setor de petróleo, nas últimas semanas também já haviam começado a se consolidar outros números negativos em escala histórica. Ainda segun-

do a ANP, o volume refinado do insumo em território nacional caiu pela primeira vez desde 2008. No último ano, conforme os dados repassados pelo órgão, o país processou aproximadamente 724 milhões de barris - o que também representaria um valor 5,8% inferior na comparação com a produção total de 2014, ou seja, 769 milhões de barris. Como consequência do efeito em cascata, no ano passado, o pagamento de royalties sobre a produção de petróleo para a União, estados e municípios encolheu 25% em comparação com 2014. O resultado foi o menor desde 2011, quando apenas R$ 12,987 bilhões foram recebidos a título de compensação pela exploração do petróleo. Apenas o Rio deixou de ganhar cerca de R$ 900 milhões.

INFLAÇÃO

KANÁ MANHÃES

Produção de gás natural teve redução de 3,1% ante o mês anterior

CONSUMO WANDERLEY GIL

Número de reclamações contra empresas cresce 20% na cidade Segundo ProconMacaé, apenas nos dois primeiros meses deste ano, órgão já realizou quase 2 mil atendimentos

Produto está na mesa do trabalhador diariamente

Pão francês pode ficar até 10% mais caro Devido à instabilidade do dólar, outras massas também podem subir de preço Em época de inflação acima do teto, ao que tudo indica, nem o pão francês de cada dia vai escapar de sofrer aumento de preço. Pelo menos, é isso que prevê o Sindicato de Panificação e Confeitaria do Rio de Janeiro (STINPAN). De acordo com a entidade, o preço de grande parte das massas feitas em máquinas pode ter

um novo reajuste em torno de 10% a 15%, ainda este semestre. Entre as principais justificativas para o aumento estariam a instabilidade do dólar e a elevação de alguns custos extras, como a energia e o preço do combustível das máquinas de produção. “Por se tratar de uma commodity, o trigo é inevitavelmente impactado pelo câmbio do dólar, que atualmente está na casa dos R$ 4. Além disso, embora o governo tenha anunciado que haverá uma nova redução nas contas de energia, já viemos sofrendo nos últimos meses com

a elevação das tarifas extras”, informou o sindicato em nota, ressaltando que a saca do trigo para panificação custa, atualmente, entre R$ 100 e R$ 105. Para o empresário Diogo Gomes, dono de uma padaria localizada no centro de Macaé, além do cenário desfavorável da economia, outros fatores também devem ser levados em consideração para decidir se o produto será aumentado ou não. “Como a maior parte do trigo vem de fora, e estamos em um período de entressafra, o preço geral das nossas compras tem sofrido impacto. Fora isso, o combustível das máquinas aumentou consideravelmente nos últimos meses, mas temos segurado o preço de repasse, visando que o consumidor também não sinta tanto, pois sabemos que se trata de um produto que está na mesa do trabalhador no dia a dia. Porém, acho que não vai ter jeito e deveremos aumentar um pouco o preço do pãozinho até o final de abril”, pontuou.

Como indicativo de que o município ainda tem muito que melhorar para os consumidores, segundo o Procon-Macaé, apenas nos dois primeiros meses deste ano, o órgão já registrou quase 2 mil atendimentos de pessoas com alguma queixa contra empresas prestadoras de serviços como telefonia, TV por assinatura e instituições bancárias. Na comparação com o mesmo período de 2015, a elevação foi de 20%. Repassados para o relatório do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério da Justiça, para o secretário de Defesa do Consumidor, Carlos Fioretti, os dados não deixam dúvidas e indicam que a cidade ainda tem muito que melhorar na prestação de serviços. “Oferecemos um serviço gratuito, de qualidade, buscando resolver as demandas dos consumidores, evitando a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário. O objetivo é orientar,

educar, proteger e defender os consumidores contra abusos nas relações de consumo” disse Fioretti, explicando que o atendimento consiste no recebimento e processamento de reclamações administrativas contra fornecedores de bens ou serviços, orientação aos consumidores e fornecedores sobre direitos e obrigações nas relações de consumo, fiscalização do mercado consumidor para fazer cumprir as determinações da legislação, entre outros procedimentos. Atualmente, o Procon-Macaé conta com quatro unidades disponíveis à população na cidade: Centro, Barra de Macaé, Córrego do Ouro e Sana. O primeiro

fica localizado na Avenida Presidente Feliciano Sodré, 466, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Em Barra de Macaé, o atendimento acontece toda sexta-feira, das 9h às 14h, na Rodovia Amaral Peixoto, em frente ao Moacyrzão. Já na região serrana, os atendimentos são realizados na sede do Macaé Facilita. Por fim, além do atendimento presencial, o Procon-Macaé também orienta e esclarece dúvidas pelos telefones 2796-1068 ou 2796-1091. Na internet, os consumidores têm à disposição o site macae.rj.gov.br/defesaconsumidor e o email procon@ macae.rj.gov.br, onde podem ser registradas ocorrências.

Ranking das empresas mais reclamadas nos primeiros dois meses de 2016 ●1

- Telefônica Brasil S/A - 195 atendimentos - Telemar Norte Leste S/A - 139 atendimentos ● 3 - Via Varejo S/A - 123 atendimentos ● 4 - Embratel TVSAT Telecomunicações Ltda (Claro TV) - 100 atendimentos ● 5 - Ampla S/A - 74 atendimentos ● 6 - SKY Brasil Serviços Ltda - 61 atendimentos ● 7 - Banco Itaú Unibanco S/A - 60 atendimentos ● 8 - Claro S/A - 56 atendimentos ● 9 - OI Móvel S/A - 56 atendimentos ● 10 - Banco Itaúcard S/A - 38 atendimentos ●2

WANDERLEY GIL

Em Macaé, o Procon conta com quatro unidades disponíveis à população


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Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Polícia

NOTA

Polícia segue com operações de combate às contravenções penais. Em Macaé, Rio das Ostras e Conceição de Macabu diversos materiais de “jogo do bicho” e mídias piratas foram apreendidos

BALANÇO

ISP divulga índice de criminalidade de janeiro

WANDERLEY GIL

Números são divulgados de acordo com os Registros de Ocorrências nas delegacias Ludmila Fernandes ludmila@odebateon.com.br

O

Instituto de Segurança Pública divulga, mensalmente, as incidências criminais no Estado do Rio de Janeiro. Os índices são baseados nos registros de ocorrências realizados nas delegacias dos municípios. O objetivo é assegurar o máximo de transparência e o amplo acesso às informações relativas a notificações criminais. Nesta semana, o ISP divulgou o balanço do mês de janeiro deste ano. Na área do 32º Batalhão da Polícia Militar (BPM) que, além de ser responsável pela segurança de Macaé, também abrange os municípios vizinhos de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Conceição de Macabu, Carapebus e Quissamã, em

comparação com janeiro de 2015, houve uma alta nos registros de ocorrência na 123ª DP. Segundo os dados foram 933 registros contra 846 em janeiro do ano passado. Pode-se constatar que o roubo e o furto são as principais reclamações dos moradores de Macaé, enquanto que também um aumento nos índices mostrados pelo ISP, comparados com o do ano passado. Neste ano foram registrados 179 roubos e 228 furtos; em 2015 foram 114 roubos e 190 furtos. É importante ressaltar que a diferença entre roubo e furto se dá de acordo com a ação do criminoso, ou seja, quando há violência ou grave ameaça no ato o crime é qualificado como roubo; quando não há violência ou ameaça à vida da vítima é considerado furto.

O roubo/furto de aparelhos de celular e assaltos a transeuntes estão entre as principais queixas da população. O ISP mostra que a 123ª DP registrou 32 ocorrências de roubo de celulares e 90 a transeuntes, em janeiro deste ano. São 14 roubos de celular a mais que no mesmo período do ano passado. Já de assaltos a transeuntes foram 52 registros. Também é importante frisar que o roubo de aparelhos de celular, mesmo sendo uma das principais causas de reclamações, costuma aparecer com números baixos no balanço do ISP. Isto se dá porque os dados informados pelo Instituto são daqueles que vão à delegacia registrar a ocorrência, o que dificilmente acontece, já que grande parte da população acredita que o registro não é importante,

Balanço mensal do ISP aponta aumento nos índices de criminalidade comparados com janeiro de 2015

pois na maioria dos casos a PM não consegue recuperar o bem material. Os crimes que mais chamam a atenção são os de homicídio doloso (aquele em que o agente quer tirar a vida de alguém ou assume o risco de fazê-lo), estupros e sequestrosrelâmpago. Neste ano, foram seis homicídios registrados, quatro estupros e um caso de sequestro-relâmpago. Sendo este último, um crime de difícil

ocorrência no município, sendo que não houve registro no mês de janeiro do ano passado. Já os homicídios e estupros tiveram uma diminuição de registros em comparação com o mesmo período de 2015, sendo dois casos a menos de estupro e seis a mais de homicídios. Para ajudar a Polícia Militar no combate à criminalidade e violência em toda a área do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), qualquer cidadão pode

denunciar pessoas e situações suspeitas. Basta apenas entrar em contato com o DisqueDenúncia da Polícia Militar, através do número 2765-7296. O telefone está à disposição da população 24 horas por dia para atender todos os chamados, e não é preciso se identificar. Além das ligações, os cidadãos também podem passar informações pelo WhatsApp, através do número 98168-2344. Ou por e-mail para: denuncia32bpm@gmail.com.

TRÁFICO DE DROGAS

Jovem é preso com cocaína em Rio das Ostras A droga foi encontrada após buscas na residência do suspeito Guarnição em patrulhamento no bairro Nova Esperança, em Rio das Ostras, realizou a prisão de um elemento que estava em posse de cocaína e dinheiro. Segundo a Polícia Militar (PM), equipes do Grupo de Ações Táticas (GAT) I e II receberam informações de que em uma residência no local estaria ocorrendo a venda de entorpecentes e foi ao endereço verifi-

car. No local, foram recebidos pelo suspeito, que permitiu a entrada dos policiais na casa. Após buscas foi encontrada uma sacola plástica com 30 pinos de cocaína e R$ 199,00 em espécie. O suspeito teria confirmado aos policais que trabalhava como “vapor” (responsável pela venda no varejo diretamente aos consumidores) do tráfico de drogas para a facção criminosa do Comando Vermelho (CV), e também que cada pino seria vendido por R$ 20,00. Conduzido à 128ª DP, Matheus da Silva Cerqueira, de 20 anos, permaneceu preso

DIVULGAÇÃO PM

com base no Artigo 33 da Lei 11.343/06. LEI 11.343/06

Artigo 33: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Pena: reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de multa.

Pinos de cocaína e dinheiro foram encontrados na residência do suspeito

32º BPM

Mulher é presa por furtos na região de Rio das Ostras Veículo usado na ação da suspeita foi identificado no Centro de Macaé Mais uma denúncia anônima ajudou a Polícia Militar (PM) na prisão de uma mulher, que é suspeita de cometer diversos furtos na cidade de Rio das Ostras. De acordo com a polícia, a denúncia informava que na

Rua Silva Jardim, Centro de Macaé, estaria um veículo Renault, modelo Scenic, pelo seu possível uso em furtos na cidade vizinha. A guarnição, após constatar o fato, encaminhou Jerusca Silva Martins, de 46 anos, que estava em posse do carro, para a 123ª DP, que possui em seus arquivos filmagens referentes aos furtos cometidos pela acusada, que foi detida para apreciação do Delegado.

CASIMIRO DE ABREU

Homem é morto a tiros na Estrada de Rio Dourado de arma de fogo na cabeça. O O corpo ainda não foi de cor parda tinha taidentificado pela polícia homem tuagens nos braços e ombros. A Polícia Militar encontrou o corpo de um homem caído à margem da Estrada Velha de Rio Dourado, no distrito de Casimiro de Abreu. De acordo com a polícia, a vítima ainda não identificada estava com uma camisa branca, bermuda e seis perfurações

A vítima estava sem documentação, por isso não foi possível fazer a identificação. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Macaé e a ocorrência registrada na 121ª DP. A polícia ressaltou que não havia testemunhas na cena.


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Macaé, sábado, 5 de março de 2016

Geral

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CELEBRAÇÃO WANDERLEY GIL

Paróquia comemora o seu 20º aniversário no dia 8 de março

Paróquia Santo Antônio comemora 20 anos Grande festa começa hoje e termina na próxima terça-feira No próximo dia 08 de março, a Paróquia Santo Antônio completa 20 anos. Localizada no bairro Visconde de Araújo, e compreendendo mais 6 bairros do município de Macaé, a Paróquia da Forania II da Diocese de Nova Friburgo é atualmente administrada pelo padre Gleison Lima, com apoio do vigário padre Amauri Silva. Com proporções sempre amplas, a Paróquia desenvolve um trabalho pastoral intenso e voltado à evangelização da população macaense.

Em constante crescimento, a Paróquia Santo Antônio atualmente passa por obras, o que não alterou o calendário de eventos. Assim, para celebrar o momento especial, foram preparados quatro dias de comemoração. No dia 05 (sábado), às 19h, será iniciado o Tríduo de Santo Antônio. Já no dia 06 (domingo) haverá carreata pelo território paroquial, seguida do Tríduo, Santa Missa e do já tradicional festival de pastel. Na segunda-feira

(07) haverá Santa Missa às 19h, seguida do Tríduo com o Terço dos Homens. No dia do aniversário (08) está programada a Procissão e Bênção dos Lírios de Santo Antônio, às 19h, que serão sucedidos por Santa Missa Solene e show com o cantor Beto Rodrigues. A festa dos 20 anos inicia o ano comemorativo da Paróquia Santo Antônio, cujo calendário de eventos será divulgado à comunidade ao longo de 2016.

SERVIÇO ● Endereço:

Travessa Padre Pedro, s/nº - Visconde de Araújo, Macaé/RJ - Telefone (22) 2772-5149 ● Facebook - Paróquia Santo Antônio Macaé


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Macaé, sábado, 5 de março de 2016

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Noticiário 05 03 2016 by O DEBATE Diario de Macae - Issuu