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Especial Aniversário de Macaé 203 anos 2016

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2 Aniversário de Macaé | 203 ANOS

Macaé, sexta-feira, 29 de julho de 2016

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FUTURO

Macaé alcança os 203 anos à espera de dias melhores Após encarar as crises do mercado do petróleo, município busca em sua essência a oportunidade de retomar o caminho do crescimento e do desenvolvimento Márcio Siqueira

marcio@odebateon.com.br

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oucas são as cidades no país capazes de encarar de frente uma crise sem precedentes, com variáveis internacionais que afetam diretamente a rotina da economia baseada nas operações do petróleo. Porém, ao longo dos últimos anos, Macaé demonstrou ser maior que a atividade que a projetou no país e no mundo, capaz de superar até erros administrativos de governos que ainda não souberam aproveitar a riqueza extraída da Bacia de Campos, como um combustível capaz de tornar o município uma referência em qualidade de vida. Mas há a certeza de que melhores dias virão. Apesar de ainda manter pendências que elevam os custos das operações da cadeia produtiva do petróleo, o município é capaz de projetar investimentos especulados pelo capital internacional da indústria de óleo e gás. No centro das discussões políticas que ocorrem em Brasília, referentes ao mercado do petróleo, Macaé vive hoje a perspectiva de retomar o seu posto de direito, de seguir como o campo mais próspero para a geração de negócios baseados na principal matriz energética global. “A essência econômica da cidade está na sua capacidade de concentrar as principais e maiores empresas de petróleo do mundo, um parque logístico

que se manteve mesmo neste período de instabilidade do mercado. Isso não pode ser tirado da cidade porque faz parte da sua essência como Capital Nacional do Petróleo. E pelo interesse de novas empresas do setor, isso vai se perpetuar por mais tempo”, avalia o membro da Comissão Municipal da Firjan, ex-presidente do conselho empresarial, Francisco Navega. E da indústria do petróleo surgem as 'boas novas' do município, relativas a um novo ciclo de pujança e prosperidade, baseadas no otimismo do mercado que aposta no potencial geológico, concentrado na própria Bacia de Campos. “Sem dúvidas, Macaé voltará a se beneficiar de um novo ciclo do petróleo. Mas, as questões que envolvem as regras do jogo, precisam estar bem definidas, para que as empresas possam garantir seus investimentos e trazer para a cidade mais oportunidades de negócios”, aponta o secretário executivo da Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), Gilson Coelho. Ao ocupar posição de destaque no "Anuário do Petróleo no Rio de Janeiro", pelo Sistema Firjan, Macaé vive também a certeza de dias melhores através da perspectiva da base da economia local, que se demonstra preparada para produzir riquezas, gerar empregos e contribuir com mais qualidade de vida para as pessoas.

KANÁ MANHÃES

Capital Nacional do Petróleo se reinventa e busca novas oportunidades com base em sua essência KANÁ MANHÃES

Após aprovação do CECA, lincença prévia para construção do Tepor garante novos caminhos para a cidade

Licença prévia do Tepor soma grandes novidades para Macaé Após dois anos de espera, projeto Tepor ganha viabilidade através de autorização do Inea Márcio Siqueira

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A licença prévia para a implantação do Terminal Portuário de Macaé (Tepor), publicada no mês passado pelo Diário Oficial do Estado, é o primeiro grande passo para a construção do novo porto da cidade, na região do São José do Barreto. A consolidação do projeto vem somar às 'grandes novidades' conquistadas por Macaé nesse novo processo de reaquecimento do mercado offshore. Requerida em 2013, a licença prévia foi expedida pelo presidente da CECA, Maurício Couto César Júnior. O documento garante ao projeto, hoje assumido pela Empresa BR-RIO - Engenharia Especializada, integrante do gru-

po EBTE Engenharia, a busca pela licença de instalação, que permitirá a realização das obras de construção do novo terminal. A aprovação da licença prévia do Tepor ocorreu após a Comissão Estadual promover as duas audiências públicas referentes à participação da sociedade macaense, e da região, nas discussões relativas ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). A primeira audiência pública sobre o EIA/RIMA do Tepor foi realizada no dia 16 de janeiro de 2014, no Ciep Leonel Brizola, na Barra de Macaé. A discussão foi conduzida por Maurício Couto, o mesmo que assinou a licença

expedida ontem. Já a segunda audiência pública sobre o EIA/RIMA do Tepor aconteceu no dia 16 de julho de 2014, promovida no salão principal do Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho A publicação da licença prévia foi recebida com otimismo pelos representantes das instituições que atuam no mercado do petróleo da cidade. A Comissão Municipal da Firjan apontou que a autorização da CECA vem somar às 'grandes novidades' registradas pela cadeia produtiva do petróleo nas últimas semanas, como a carta da Petrobras que garante a permanência de todas as bases de operações do petróleo da Bacia de Campos.


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ARRECADAÇÃO

Arrecadação do governo deve superar a previsão de R$ 2.086 bilhões

KANÁ MANHÃES

Receitas em excesso garantem a Macaé privilégio entre as demais cidades da região que encaram déficits com as perdas do petróleo Márcio Siqueira

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esmo com a crise, que reduz o volume de negócios relativos às operações do mercado do petróleo, Macaé comemora, em seus 203 anos de emancipação política e administrativa, de ser o município com a maior arrecadação entre as demais cidades do Norte Fluminense. Considerada como a garantia de uma gestão pública eficiente e de qualidade, a arrecadação da cidade já chega ao patamar superior à casa dos R$ 1.200 bilhão, o que permite ao município projetar valores que deverão superar a casa dos R$ 2.086 bilhões, a meta orçamentária fixada pela prefeitura para o segundo ano da crise. E essa projeção positiva, que rebate a expectativa pessimista do governo que previa perdas gerais de mais de R$ 500 milhões para Macaé neste ano, está pautada pelo desempenho positivo das receitas próprias, baseadas principalmente no Imposto Sobre Serviços (ISS) e no Imposto de Circulação de Mercadorias e

NÚMEROS

1.180 bilhão Arrecadação geral do governo alcançada entre janeiro e a primeira quinzena de julho

330 milhões Receitas geradas ao governo apenas pelo ISS

210 milhões

Arrecadação garantida pelo ICMS aos cofres públicos neste ano

Serviços (ICMS). Apesar da cidade registrar um déficit de pouco mais de 30% nos repasses dos royalties e da Participação Especial do petróleo, perdas que deverão ser acentuadas nesta semana, quando uma nova parcela será paga pela Secretaria de Tesouro Nacional, o governo mantém a segurança tributária baseada no desempenho das operações mantidas na Bacia de Campos, que segue como a principal área de produção

Operações na Bacia de Campos geram mais receitas para o governo que ainda enfrenta dificuldades para equilibrar as contas

de óleo e gás do país. Oriunda da atuação da cadeia produtiva do petróleo, a arrecadação do ISS já proporcionou a Macaé um total de mais de R$ 330 milhões entre janeiro e junho deste ano. No mesmo período, a prefeitura previa arrecadar apenas R$ 290 milhões. Com isso, a gestão atual passa a contar com R$ 40 milhões a mais

gerados apenas pelo Imposto Sobre Serviços. Com o ICMS, a prefeitura recolheu R$ 210 milhões em repasses feitos pelo governo do Estado no primeiro semestre de 2016. Para o período, estava previsto ser arrecadado pouco mais de R$ 185 milhões, o que representa um excesso de receitas de mais de R$ 24 milhões.

O dinheiro 'de sobra', recolhido pelo governo fora das previsões de arrecadação, ajuda a cobrir as despesas excedentes, geradas pela nova demanda de serviços públicos buscados pela população diretamente afetada pelo principal impacto da crise do petróleo: a queda na geração de postos de trabalho. No entanto, apesar do fôlego

garantido pelo excesso de receitas, o governo ainda enfrenta dificuldade de equilibrar os gastos, ao ferir os índices preconizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal, principalmente com os gastos relativos à folha de pagamento dos mais de 15 mil servidores. A previsão é de que o orçamento atual chegue a R$ 2,150 bilhões.


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TURISMO

Turismo pode ser alternativa para o novo desenvolvimento da cidade Potencial de negócios baseado em belezas naturais tornam o município um novo atrativo para o turismo de negócios no país Márcio Siqueira

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lém de Capital Nacional do Petróleo, Macaé também é conhecida como a “Princesinha do Atlântico”. Ao todo, são 23 quilômetros de litoral, divididos em nove praias: Pecado, Cavaleiros, Campista, Imbetiba, Forte, Barra, Aeroporto, Barreto e Lagomar. E este cenário propicia a construção de um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o município. Considerado o point dos praticantes de esportes, a Praia do Pecado é ideal para a prática de surf, kite surf e bodyboad, sendo o local escolhido para os campeonatos dessas modalidades. Além disso, essa praia também atrai muitos banhistas, que lotam as areias nos finais de semana, feriados e período de férias. Próximo dali fica outra praia também muito famosa, a dos Cavaleiros. Ela é famosa pela rica variedade gastronômica.

É possível sentar à beira-mar e desfrutar da culinária japonesa, italiana, brasileira, entre outras variedades. Para os amantes de corrida e caminhadas ao ar livre, o calçadão atrai muitas pessoas no início da manhã e final da tarde. É também no Cavaleiros que se concentra grande parte dos hotéis da cidade, reunindo as maiores bandeiras do mundo. Colada nela está a Praia Campista, que é menos frequentada por ser mar aberto. Ela é utilizada para a pesca, que é considerada a segunda maior atividade econômica do município. Com apenas 500 metros, a Praia do Farol tem águas calmas e claras. Ela está localizada junto a uma encosta rochosa onde estão as ruínas do velho Farolito. É possível ver tartarugas marinhas, espécies ameaçadas de extinção, nadando no local. Antes do Cavaleiros, nas décadas de 70 e 80, a praia mais popular de Macaé era a Imbe-

tiba. A chegada do progresso à cidade fez com que ela sofresse constantemente com o problema de balneabilidade. Quando está liberada para o banho, é nas suas águas que os praticantes de natação da “Academia dos Anormais” se exercitam. Já as praias do Forte e da Barra sofrem constantemente com a poluição. Esse problema ocorre por conta dessas praias estarem situadas onde o Rio Macaé desagua, trazendo resíduos e esgoto sem tratamento. O crescimento desenfreado das últimas décadas fez com que Macaé perdesse muitos pontos quando se trata da questão ambiental. Apesar disso, é comum flagrar pessoas, inclusive crianças e jovens, tomando banho nessas águas, o que é desaconselhável. Já as praias do Barreto e Lagomar são consideradas de mar aberto, sendo pouco frequentadas, apesar de serem bairros com alto índice populacional.

ILHAS KANÁ MANHÃES

Arquipélago de Sant'Anna Além das praias, o litoral macaense também conta com o Arquipélago de Sant´Anna, localizado apenas a 8 km da costa. Ao todo, são três ilhas: Ilhote Sul, Santana e Francês (única liberada para visitação), que são rodeadas pelas águas verdes e transparentes do Oceano Atlântico. Considerada uma Área de Proteção Ambiental (APA), as ilhas são compostas por uma extensa biodiversidade e formam um Parque Municipal, protegidas pela Lei Municipal nº 1216/89, e regulamentado pelo decreto 018/2011. A existência de animais como o sanhaço, sabiá-da-praia, canários, fragatas, galinhas-d'água, preás, pacas e o sagui diversificam a fauna do local. Mas quem pensa que para visitar é só pegar um barco e ir, está enganado, e pode cometer uma grave infração. Para proteger essa região, pro-

porcionando à população uma opção de lazer sustentável, a Secretaria de Ambiente criou regras para a visitação. Para isso foi criada a Instrução Normativa, que faz parte da Lei Complementar Municipal 027/2011 (Código Municipal de Meio Ambiente). Essa Instrução visa regular as visitas à ilha do Francês e também fiscalizar o uso indevido de objetos, como churrasqueira, som, entre outros, no local. Essa Instrução Normativa foi feita para regulamentar o uso. Não foi para proibir, apenas cria algumas restrições, já que antigamente muitas pessoas faziam o mau uso do local, degradando ambientalmente e colocando todo o ecossistema em risco. Caso as pessoas não atendam essa Instrução, elas estarão sujeitas a Lei Complementar Municipal 027/2011. Nesse caso, poderão ter equi-

pamentos e utensílios apreendidos e ainda sofrer algum tipo de multa por crime ambiental. As Instruções para quem deseja visitar a ilha do Francês são: o limite de visitantes na ilha é de 200 pessoas por vez; é proibida a prática de qualquer tipo de esporte nas praias; as embarcações só têm autorização de aproximar até 15 metros das praias para embarque e desembarque; não é permitido o acesso de animais de estimação; o horário de visitação é das 8 às 18 horas; não é permitido ao visitante o ingresso nas praias do arquipélago portando objetos de vidro, aparelhos de sons, churrasqueiras, barracas de acampamento, produtos que possam causar incêndio e óleos bronzeadores e cada pessoa é responsável pelo recolhimento de seus dejetos.

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WANDERLEY GIL


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ARQUITETURA

Traços do eterno Niemeyer estão imortalizados na Capital do Petróleo

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Batizada recentemente de Prédio Prefeito Alcides Ramos, sede administrativa do governo vira marco da arquitetura

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ênio da arquitetura moderna do país, Oscar Niemeyer deixou marcas do seu talento na Capital Nacional do Petróleo. Hoje batizada como 'Prédio Prefeito Alcides Ramos', a sede administrativa do governo ajuda a reverenciar a importância do município para o estado e o país. Segundo dados históricos, o projeto consta oficialmente como iniciado no ano de 1985, mas sua contratação foi em 1983 quando o ex-prefeito Alcides Ramos imaginou, no seu terceiro mandato, edificar uma nova prefeitura com oito pavimentos no coração da cidade e uma edição de O DEBATE registrando o fato também foi colocada na pedra fundamental. Porém, o Plano Cruzado do governo Sarney, acabou levando a informações desencontradas e quando os pilares e vigas atingiam o quinto pavimento (um deles subterrâneo), o contrato foi rescindido e paralisada a obra. Foram cerca de 18 anos de exposição do "esqueleto", criticado pelos oposicionistas da época. Ele demorou a sair do papel por falta de verba

do poder público, embora os royalties começassem a jorrar dinheiro nos cofres da prefeitura. Entre idas e vindas, a inauguração da sede aconteceu somente no mês de julho do ano de 2004, durante a terceira gestão do ex-prefeito Silvio Lopes. A sede possui cinco pavimentos, dentre os quais um subterrâneo em uma área de cinco mil metros quadrados. Segundo estimativas divulgadas durante a inauguração, o valor total da obra foi de R$ 9 milhões. Informações reveladas na época da inauguração apontam que são quatro pavimentos, além do andar térreo, terraço e subsolo, divididos da seguinte forma: o pavimento semi-enterrado possui 678,45 m2, onde foram instalados: garagem, arquivo geral, subestação, cisterna, hall de elevadores, geradores e sanitários de serviço; o pavimento térreo possui 1.096,79 m2, distribuídos em hall de acesso principal, com salão de exposições e auditório com capacidade para 94 pessoas; os outros pavimentos possuem 619,52 m2 cada um, com distribui-

A Prefeitura está localizada na Avenida Presidente Sodré, conhecida como Rua da Praia

ção livre para divisórias, copa e banheiros. A área total construída é de 4.410,79 m2. Toda história de Oscar Niemeyer mostra o tamanho da grandeza de seu trabalho. Nascido no Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1907, em Laranjeiras, Niemeyer formou-se em arquitetura e engenharia em 1934 pela Escola Nacional de Belas Artes. Filho de Oscar Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro de Almeida. Casou-se aos 21 anos com Annita Baldo, com quem teve sua única filha, Anna Maria, falecida aos 82 anos. O arquiteto ficou viúvo em 2004 e, em 2006, casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira. Niemeyer começou a frequentar o escritório de Lucio Costa ainda em 1934. Em

1936, participou da comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob supervisão de Le Corbusier, a quem assistiu, como desenhista, durante sua estada de três semanas na cidade. Entre 1940 e 1944, projetou, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se configura num marco de sua obra. Em 1947, foi convidado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Em 1955, fundou, no Rio, a revista Módulo, e, no ano

seguinte, a convite do então presidente da República, JK, começou a participar da construção da nova capital, cujo plano urbanístico foi confiado a Lucio Costa. Em 1958, Niemeyer foi nomeado arquiteto-chefe da nova capital e transferiu-se para Brasília, onde permaneceu até 1960. Em 1972, abriu um escritório em Paris. Autor de extensa obra no Brasil, Niemeyer realizou também grande número de projetos no exterior, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, em 1967; a Universidade de Constantine, na Argélia, em 1968; e a sede da Editora Mondadori, em Milão, também em 1968. Sobre as obras feitas em Brasília, Niemeyer disse: “Quem for a Brasília pode não gostar dos

palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitetura é isso - invenção”. Para o arquiteto macaense, Luís Vieira, Niemeyer foi o responsável por engrandecer a arquitetura brasileira. “A arquitetura hoje amanheceu de luto. Perdemos um revolucionário, dotado de uma capacidade singular em entender e influenciar várias gerações de brasileiros e de tantos outros povos de diferentes culturas mundo afora. Niemeyer foi o principal responsável pelo papel de destaque ocupado pela arquitetura brasileira. É sem dúvida uma perda inestimável não só para toda a classe de arquitetos, como para o País e também para o Mundo”, afirmou Luís Vieira, em 2012, após a morte de Niemeyer.


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HISTÓRIA

Museu do Legislativo resgata a memória política de Macaé Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo volta a ser referência como patrimônio da cidade Márcio Siqueira

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e sede dos Poderes Executivo e Legislativo a local de preservação da memória do político mais ilustre de Macaé. O Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo ganha uma nova referência como patrimônio histórico e cultural da cidade, ao sediar o Museu do Legislativo. Com objetivo de resgatar a história política da cidade, a Câmara de Macaé entregou à sociedade macaense no dia 30 de junho, um espaço dedicado a preservar registros de um século de trabalhos de vereadores. Nos últimos meses, a Câmara concentrou esforços na coleta de acervo, de docu-

mentos e imagens, além da produção de um vídeo com ex-vereadores que fizeram parte de momentos históricos, como a luta pelos royalties e a instalação da Escola Técnica, hoje chamada de Instituto Federal. “O Museu do Legislativo é fruto do empenho do vereador Maxwell Vaz (SD), que idealizou o projeto. O primeiro passo foi dado, e este é o início do resgate da nossa história. Após a inauguração, o espaço ficará aberto para visitações e pesquisas”, declarou o presidente Eduardo Cardoso (PPS). Antes de se tornar um espaço público, o prédio foi residência de importantes autoridades, ainda no século XIX. Com o passar dos anos,

reformas e ampliações adequaram o local à nova realidade do município. Por um período, foi sede tanto da Câmara quanto da prefeitura e serviu de tribunal do júri da Comarca de Macaé. Neste período, serviu de locação para a novela “O Bem Amado”. O público poderá conferir, entre os documentos expostos, a réplica da ata de instauração da Câmara Municipal de Macaé e papéis contábeis com mais de 100 anos. A cadeira de engraxate do Senhor Tziu, trabalhador que por muitos anos engraxou os sapatos das principais figuras políticas da cidade, faz parte da exposição. O móvel original foi doado para fazer parte do acervo do museu.

WANDERLEY GIL

Museu do Legislativo foi inaugurado no dia 30 de junho com sessão solene

POLÍTICA

Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo: símbolo da política macaense ARQUIVO

Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo passou por duas grandes reformas desde sua construção

Márcio Siqueira

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Mais que um marco arquitetônico, em virtude dos belos desenhos, o Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo surge como o símbolo maior da política macaense ao sediar, em parte dos seus 177 anos de história, as atividades de dois poderes fundamentais à gestão da Princesinha do Atlântico de outrora: o Executivo e o Legislativo. Situado em um dos pontos mais importantes da cidade, o Palácio já foi palco de atos políticos e populares que marcaram a história do município, recebendo atualmente o nome de uma das mais expressivas lideranças políticas que proporcionou a Macaé projetos e investimentos que, na era da Capital do Petróleo, ainda fa-

zem a diferença na rotina da população macaense: o ex-prefeito e ex-deputado estadual Cláudio Moacyr de Azevedo. O prédio, prestes a se tornar um museu da política local, passou por diversas obras de restauração e deixou, no segundo semestre de 2015, de ser a sede das reuniões semanais, assim como os trâmites cotidianos do parlamento municipal. O Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo é considerado como um dos prédios mais antigos e preservados da cidade, perdendo apenas para o Forte Marechal Hermes. De acordo com informações do Acervo do Patrimônio Histórico de Macaé, ligado a Fundação Macaé de Cultura (FMC), o prédio foi construído em 1837 sob a responsabilidade do mestre de obras Filomeno Borges.

A construção foi projetada para ser a residência oficial de Francisco Domingues, pai do Visconde de Araújo, que ainda possui parentes morando na então Vila de Macaé. Devido a imponência dos traços e a qualidade do material utilizado em sua elaboração, o prédio logo em seu início já era considerado como o mais belo e rico monumento da cidade. Segundo o projeto inicial, a entrada do prédio era voltada para o Pontal do Rio Macaé, um dos mais belos cenários proporcionados pela Princesinha do Atlântico. Já no final do século XIX, o prédio foi transformado em ponto de comércio de revenda de água mineral. O produto vinha diretamente do Solar Monte Elísio, casa de veraneio do Visconde de Araújo, hoje conhecido pela maioria da população macaense como Castelo, o prédio onde funciona o Instituto Nossa Senhora da Glória e a Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora. No ano de 1906, acabou se tornando oficialmente a sede da Câmara Municipal, que passou suas atividades para o prédio que abrigava, paralelamente, a biblioteca da cidade. A partir da realização das reuniões parlamentares, o prédio, cuja estrutura já era centenária, acabou apresentando ainda mais problemas em função da circulação intensa de mora-

Cláudio Moacyr de Azevedo: ícone da representação política

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láudio Moacyr de Azevedo (1935-1995) nasceu em Macaé. Formado em Direito, atuou como advogado e foi também Procurador do Estado. Durante a década de 1960 foi secretário-geral da União Fluminense dos Estudantes e presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF). Em 1967, foi empossado como prefeito de Macaé. Elegeu-se deputado estadual em 1970, sendo líder da oposição na Assembleia. Eleito pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para a Constituinte estadual, em 1974, foi líder do partido e depois presidente da Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj), entre 1977 e 1978. Foi novamente eleito pelo MDB em 1978 e tornou-se líder da bancada do bloco parlamentar do PP em 1980. Reelegeu-se em 1982 pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro

ARQUIVO

Cláudio Moacyr foi empossado prefeito de Macaé em 1967

(PMDB) e foi líder do partido em 1985. No ano seguinte, passou a integrar o Partido Democrático Trabalhista (PDT), sendo eleito nesta legenda na legislatura de 1987. Dois anos depois, exerceu a liderança da bancada do parti-

do, mas em 1990 renunciou ao mandato para integrar o Conselho Estadual de Contas do Município. Presidiu o Conselho até sua extinção por uma emenda constitucional em 1991. Faleceu no dia 04 de agosto de 1995, em São Paulo, vitimado por problemas cardíacos.

dores, que acompanhavam as reuniões da Câmara. Durante o seu governo, o prefeito Coronel Sizernando de Souza promoveu a primeira grande reforma no local, para que fosse possível também concentrar as atividades administrativas da prefeitura. Para isso, em 1927, foi levantado o segundo pavimento voltado já para a Avenida Rui Barbosa.

Após a morte do ex-prefeito Cláudio Moacyr de Azevedo, no dia 04 de agosto de 1995, em São Paulo, a sede do Legislativo recebeu o nome do político macaense que atuou também na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Mais de um século depois de se tornar sede da Câmara, o Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo passou por um gran-

de processo de restauração, realizada pelo então presidente do Legislativo, o vereador Paulo Antunes, na época em seu quarto mandato à frente do parlamento municipal. Hoje, com a construção do Palácio Natálio Salvador Antunes, nova sede do Legislativo, o Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo se transformou em sede do museu da política macaense.


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EMANCIPAÇÃO

Três Distritos que se tornaram cidades

DIVULGAÇÃO

Conceição de Macabu foi o primeiro a conquistar a emancipação. A criação efetivou-se em 15 de março de 1952

Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus deixaram de ser distritos de Macaé e conseguiram a tão sonhada emancipação

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ntes de alcançar o status de Capital Nacional do Petróleo, a história econômica e cultural de Macaé foi construída por meio da participação de antigos distritos, que se transformaram em cidades por meio do processo de emancipação, e atuam hoje em parceria para o desenvolvimento do Norte Fluminense. Na relação estão os atuais municípios de Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus que conseguiram a tão sonhada emancipação e então deixaram de ser distritos de Macaé. O primeiro a conquistar sua independência foi Conceição de Macabu - um município localizado entre a serra e o mar na região norte do estado do Rio de Janeiro, constituído por serras de altitudes que oscilam de 300 a 989 metros. A criação efetivou-se em 15 de março de 1952, quando foram desanexados os 5º e 10º distritos de Macaé (Conceição de Macabu e Macabuzinho), que passaram a constituir o 1º e o 2º distritos do atual município. Sua expansão econômica contou com rodovias e os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina, que liga a capital ao

DIVULGAÇÃO

norte do Estado, e o norte ao Espírito Santo. Em seguida foi a vez de Quissamã, que começou a sua luta por volta de 1952, quando aconteceu o primeiro encaminhamento à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de uma representação assinada por 1.166 eleitores reclamando a autonomia do então distrito de Macaé. Mas a resposta veio 38 anos depois (1989) e de 4º distrito de Macaé, Quissamã foi elevada a município. E por último está Carapebus. O município foi reconhecido como distrito de Macaé a partir de 1831, sendo o terceiro a alcançar a emancipação, seguindo os passos de Quissamã e Conceição de Macabu. O ano de sua emancipação foi 1995. O ato para consolidar a autonomia municipal aconteceu no Real Clube de Carapebus no qual foi desenvolvido um plebiscito no dia 13 de março de 1994, com o resultado a favor da emancipação, por uma maioria esmagadora de 3.497 contra 148 votos. Para oficializar, o Tribunal Regional Eleitoral aceitou o plebiscito em maio de 1995, e então instituiu definitivamente o município de Carapebus.

Quissamã começou a sua luta por volta de 1952 e foi consagrado município em 1989

DIVULGAÇÃO

Carapebus foi o terceiro a alcançar a emancipação, em 1995, seguindo os passos de Conceição de Macabu e Quissamã


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PATRIMÔNIO HISTÓRICO WANDERLEY GIL

Nova Aurora: Patrimônio Histórico tombado por lei Sociedade Musical Nova Aurora ainda é referência histórica para o município

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undada em 8 de junho de 1873, a Sociedade Musical Nova Aurora se constitui num dos maiores patrimônios culturais de Macaé. Seu primeiro presidente foi o Sr. Manoel Guedes Junior. Em dezembro de 1882, em decorrência de uma crise social, alguns dos diretores deixaram a Nova Aurora e partiram para fundar a Sociedade Musical Beneficente Lyra dos Conspiradores. Ho-

je, ambas trilham o mesmo caminho e vivem os mesmos sacrifícios em prol da sobrevivência das bandas de música de Macaé. Sob a regência do maestro Benedito Passos (Maestro Tinho), a Nova Aurora foi a Bi-Campeã do nosso Estado, e, em nível Nacional, no programa apresentado para todo o país pela Rede Globo ela ultrapassou os limites de Macaé para se tornar a Banda

de Musica do Rio de Janeiro. A Sociedade Musical Nova Aurora atualmente é presidida por Hélio Rodrigues, que também é o maestro da Banda Sinfônica, sendo o principal responsável pela modernização da banda de música. A Banda Sinfônica da Sociedade Musical Nova Aurora já se apresentou em varias cidades do Estado, inclusive na tradicional Sala Cecília Meirelles, e no Teatro Municipal

do Rio de Janeiro, além de realizar concertos nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A Sociedade Musical Nova Aurora apresenta uma trajetória de atividades de amor à música, ao oferecer aulas de música gratuitas para a comunidade. Além de emprestar os instrumentos para os alunos, a entidade tem um leque de opções de estudo dos seguintes instrumentos: percussão

sinfônica, trombone, trompete, trompa, tuba, clarineta, flauta transversa e saxofone. E a Banda Sinfônica Nova Aurora se destaca no cenário artístico nacional, sob a batuta do Maestro Titular e presidente Hélio Rodrigues. HISTÓRIA DE MACAÉ

A Capela de Santa Cecília, no interior da Sociedade, reforça o valor sóciocultural e religioso da sede. No passa-

do, no aniversário da entidade, pela manhã, o Coral Santa Cecília, acompanhado pela banda, recolhia pelas ruas da cidade contribuições para a capela. Esse dia era finalizado com um baile no Salão Nobre da Sociedade, que deu origem a muitos casamentos. A Festa da padroeira dos músicos, Santa Cecília, em 22 de novembro, também era um marco no calendário cultural da época.


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CRESCIMENTO KANÁ MANHÃES

Imbetiba, um dos bairros mais tradicionais, foi uma das regiões que mais sofreu mudanças nas últimas décadas

Progresso impulsiona expansão urbana e dá origem a novos bairros na cidade Crescimento populacional também provocou o surgimento de novas áreas habitadas Márcio Siqueira

marcio@odebateon.com.br

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m 203 anos, muita coisa mudou em Macaé, mas o crescimento da cidade tornou-se bem significante nas últimas décadas. A cada dia, a Capital do Petróleo vai se expandindo e, consequentemente, surgem novos bairros. De acordo com o último reordenamento territorial do município, realizado pela Prefeitura no final de 2012, surgiram novas localidades, como, por exemplo, o Parque União, que compreende Jardim Carioca e Jardim Franco. Outros são tradicionais da cidade, como Imbetiba e Visconde de Araújo. Os próprios bairros tradicionais mudaram sua cara. Em meio às casas e prédios antigos, construções modernas vão nascendo, realçando novas características. O próprio cenário dos

bairros também sofreu alterações, e hoje é lembrado apenas pelas histórias dos moradores mais antigos e fotos da época. Na Imbetiba, por exemplo, a orla que era considerada o ponto de encontro dos macaenses nas décadas de 70 e 80 sofreu uma grande obra de modernização, o que divide até hoje a opinião dos moradores. Mas esse é apenas um exemplo entre tantos outros. A Macaé antiga, onde a renda era quase toda oriunda da pesca, deu espaço à cidade do petróleo. Caminhando pela cidade é possível ouvir diversos sotaques e línguas, isso porque o número de migrantes e imigrantes cresce vertiginosamente. Macaé reúne habitantes brasileiros, noruegueses, americanos, ingleses, entre outras origens. Quanto à sua divisão geográfica, o município está dividido em

Zona Urbana e Rural e Distritos e Subdistritos, que estão separados da seguinte forma: 1º Distrito - Macaé sede, compreendendo: 1º Subdistrito - Barra de Macaé; abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 05; 2º Subdistrito - Parque Aeroporto, abrangendo os bairros contidos nos Setores Administrativos 05 e 06; 3º Subdistrito - Cabiúnas; abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 06; 4º Subdistrito - Imboassica, abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 01; 5º Subdistrito - Centro, abrangendo os bairros contidos nos Setores Administrativos 02, 03 e 04; 6º Subdistrito - Nova Cidade, abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 03; 2º Distrito - Córrego do Ouro; 3º Distrito - Cachoeiros de Macaé; 4º Distrito - Glicério; 5º Distrito - Frade; 6º Distrito - Sana.

Divisão da zona urbana por áreas Os bairros de Macaé, por razões de conveniência administrativa, ficam divididos em 11 (onze) Setores Administrativos, na seguinte forma: Setor Administrativo 01 - Cor Azul, englobando os bairros do Mirante da Lagoa, Lagoa, Imboassica; Bairro da Glória; Granja dos Cavaleiros; Cavaleiros; Praia do Pecado, Vale Encantado; São Marcos; Novo Cavaleiros; Cancela Preta e Jardim Vitória; Setor Administrativo 02 - Cor Amarelo, englobando os bairros do Riviera Fluminense, Novo Horizonte; Sol y Mar; Campo D`Oeste; Visconde de Araújo; Miramar; Praia Campista e Costa do Sol; Setor Administrativo 03 - Cor Verde, englobando os bairros Aroeira, Botafogo, Virgem Santa; Horto; Jardim Santo Antônio (Jardim Santo Antônio e Nova Macaé), Malvinas. Setor Administrativo 04 Cor Vermelho, englobando os bairros do Centro, Imbetiba; Cajueiros e Alto dos Cajueiros; Setor Administrativo 05 - Cor Vinho, englobando os bairros da Barra de Macaé, Nova Esperança; Nova Holanda; Fron-

KANÁ MANHÃES

teira; Ajuda de Baixo; Ajuda de Cima e Parque União (Jardim Carioca e Jardim Franco); Setor Administrativo 06 - Cor Marrom, englobando os bairros do Parque Aeroporto, Parque Atlântico; São José do Barreto; Engenho da Praia; Lagomar e Cabiúnas; Setor Administrativo 07 - Cor Bege, abrangendo o Distrito do Sana; Setor Administrativo 08 - Cor Laranja, abrangendo o Distrito de Glicério; Setor Administrativo 09 - Cor cinza, abrangendo o Distrito de Córrego do Ouro; Setor Administrativo 10 - Cor azul

marinho, abrangendo o Distrito do Frade; Setor Administrativo 11 - Cor Branco, abrangendo o Distrito de Cachoeiros de Macaé; 4º Subdistrito - Imboassica, abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 01; 5º Subdistrito - Centro, abrangendo os bairros contidos nos Setores Administrativos 02, 03 e 04; 6º Subdistrito - Nova Cidade, abrangendo os bairros contidos no Setor Administrativo 03; 2º Distrito - Córrego do Ouro; 3º Distrito - Cachoeiros de Macaé; 4º Distrito - Glicério; 5º Distrito - Frade; 6º Distrito - Sana.


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HISTÓRIA

Trilhos da antiga ferrovia ajudam a contar a história do município

WANDERLEY GIL

Construção de linha férra trouxe o desenvolvimento para a cidade que, anos mais tarde, foi substituido pelo petróleo Márcio Siqueira

marcio@odebateon.com.br

T

odo o escoamento da produção da cana-deaçúcar da região era feito através de embarcações saindo do Porto de Imbetiba. Com a construção e entrega da Estrada de Ferro Macaé/ Campos, o processo passou a ser realizado através do transporte ferroviário. O primeiro trecho da ferrovia, com 33 quilômetros de extensão, entre Imbetiba e Carapebus, passando por Macaé, foi inaugurado no dia 10 de agosto de 1874. Em 14 de junho de 1875 foi inaugurado o trecho até Campos dos Goytacazes, totalizando 96,5 quilômetros de extensão. A inauguração da ferrovia resultou na maior rapidez e menor custo de operação, o que conduziu ao rápido declínio da importância do canal Campos-Macaé, que entrou em decadência. A Estrada de Ferro, também chamada de E.F., fez com que houvesse uma mudança muito grande em relação ao trabalho de produção e o desloca-

mento do que se produzia. Isso porque o trem, sem dúvida nenhuma, era um transporte muito mais seguro, possibilitando transportar uma quantidade muito maior do que as embarcações suportavam. Além disso, o serviço era feito com maior rapidez e mobilidade, fazendo com que o porto fosse entrando num período de decadência, perdendo sua força, deixando de ser, então, o centro econômico, já que toda produção açucareira era transportada via porto. Essa mudança chamou a atenção para duas possibilidades naquela época, a manutenção do porto e ao mesmo tempo o escoamento pela ferrovia. A ferrovia era uma novidade, algo que tinha uma grande força no que diz respeito ao transporte, principalmente quando se falava de segurança. As navegações sempre foram muito sujeitas a chuva, tempestade, apresentando um risco muito grande. Já com o trem, a probabilidade de acidente era muito menor. A partir deste momento começou a se jogar uma

confiança e um investimento muito grande na ferrovia, onde não só era possível escoar a produção basicamente de açúcar, mas também fazer o transporte. Até bem pouco tempo atrás a ferrovia era a principal alternativa. “Até a década de 60 a ferrovia era que nos ligava a Campos e ao Rio de Janeiro. Nós não tínhamos uma estrada que pudesse nos conduzir com segurança até o Rio, sendo que uma viagem naquele período chegava a durar de cinco a sete horas”, completou. VLT PODE REATIVAR ANTIGA LINHA FÉRREA

Um passo fundamental para melhorar a mobilidade da cidade pode trazer de volta à atividade a linha férrea. Foi essa a proposta da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que criado pelo governo passado, acabou não sendo concluido pela atual administração da cidade, deixando como herança as duas composições que seguem paradas na antiga estação ferroviária do Miramar.

Sonho do retorno do transporte ferroviário morreu com o abandono do VLT


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ECONOMIA

Economia se transforma com a chegada da Petrobras Com a vinda da estatal, mais de quatro mil empresas se instalaram na cidade, triplicando a população

A

vinda da Petrobras para o município foi um marco histórico, tanto para a cidade quanto para a região. Desde a década de 70, quando a Petrobras escolheu Macaé para sediar sua sede na Bacia de Campos, a cidade deu um salto no crescimento. O início das instalações da Petrobras em Macaé aconteceu em 1977, em uma área de quase 200 mil metros quadrados, situada na praia de Imbetiba. Nessa época, a empresa já se preocupava com o meio ambiente, porém naquele tempo a conscientização ambiental era algo sem importância. Com a chegada da estatal, mais de quatro mil empresas se instalaram no município e, por conta disso, a população de Macaé triplicou. Atualmente há cerca de 200 mil habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Daí por diante, a cidade não parou mais de crescer: surgiram inúmeros hotéis de luxo, empreendimentos do setor de serviços, principalmente no ramo de restaurantes, aumentando o chamado “turismo de negócios”. Apesar de a empresa ter se instalado na cidade em 1977, a exploração da Bacia de Campos começou no final de 1976, com o poço 1-RJS-9-A, que deu origem ao campo de Garoupa, situado em lâmina d'água de 100 metros. Já a produção comercial começou em agosto de 1977, através do poço 3-EM-1-RJS, com vazão de 10 mil barris/dia, no campo de Enchova. Na segunda quinzena de julho de 1977, inúmeros operários da empresa Nordeste-Subaquática, contratada pela Petrobras, trabalharam na praia de Imbetiba em Macaé sob a orientação de engenheiros, onde foi construído o terminal marítimo para atracação de navios e onde também foi instalada a base auxiliar da Petrobras. Na primeira quinzena de outubro do mesmo ano, teve início a obra do terminal marítimo. Nesta altura, a estatal já havia instalado seu escritório nas dependências da Oficina de Imbetiba da Rede Ferroviária Federal, quando ainda houve a chegada de diversos materiais que eram descarregados no local, onde a empresa instalou seu canteiro de obras e proibiu o acesso ao Antigo Farol pela população. Em abril de 1978, a expectativa era de que 70% do petróleo campista fosse produzido em Macaé, quando a estatal apresentava um esquema de produção que compreendia 69 poços, dos quais 49 eram localizados no município. Na época, a Petrobras ainda anunciava a construção de dois oleodutos e dois gasodutos até a Barra do Furado. A produção do sistema era prevista para 1982, quando a Bacia de Campos estaria produzindo entre 220 a 250 mil barris diários. Em setembro de 1978, o Grupo Executivo de Desenvolvimento da Bacia de Campos, órgão da estatal, se mostrou preocupado com o sistema de escoamento de petróleo e gás natural para o litoral fluminense. Para resolver o problema, seriam construídas partes de armazenamento e de bombeio em módulos e a primeira etapa teria uma capacidade para operar com 200 mil barris ao dia. Em outubro do mesmo ano, a Petrobras anunciou um investimento de 11 milhões de cruzeiros em obras que incluíam, entre outras ações, o Terminal de Apoio à Bacia de Campos em Macaé, com uma verba prevista de 300 milhões de cruzeiros e previsão de conclusão para janeiro do ano seguinte. Foi na mesma época que a empresa anunciou um dos primeiros avisos de contratação de funcionários para Macaé, quando solicitou a inscrição para o

WANDERLEY GIL E KANÁ MANHÃES

Mesmo em crise, a Petrobras ainda é a essência da economia do município

cargo de Instalador Mantenedor de Telefonia, para atuar na Construção do Terminal de Macaé (COTEMA). Este seria o primeiro de muitos outros que se estenderiam nos meses seguintes para vagas de motoristas, contramestre de manutenção de telecomunicações, entre outros. Em dezembro 1978, foi divulgado o sistema definitivo de produção da estatal. Em maio de 1979, o então presidente da empresa, Shigeaki Ueki, deu explicações sobre a obra que estava sendo realizada em Imbetiba. Mas, apenas em agosto, teve fim a construção do Terminal Marítimo da Petrobras, com a instalação três píers, que recebiam, em média, dez embarcações para atender à operação estratégica do litoral Macaé-Campos na prospecção do petróleo. Também estava sendo construído no local o Distrito de Produção do Sudeste, que foi transferido de Vitória (ES) para Macaé. Em junho deste ano, Macaé sediou a 7ª edição da Brasil Offshore, feira que reuniu 720 expositores, atraiu cerca de 51 mil pessoas durante os quatro dias do evento e registrou um poder de compra acima de R$ 300 milhões. Além de ter movimentado diversos setores da economia macaense, como hotelaria, gastronomia e comércio, a feira gerou 17 mil postos de trabalho indiretos e diretos. Os hotéis da cidade registraram ocupação máxima durante os dias do evento e o movimento dos restaurantes da cidade aumentou em 80%. Responsável por impulsionar, a partir de Macaé, a economia de todos os municípios envolvidos com o processo de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos, a Petrobras alcançou, ao longo dos últimos anos, muito mais do que o status de configurar entre as dez maiores empresas petrolíferas do mundo, levando o nome do Brasil como uma das 20 principais nações produtoras do chamado ouro negro no mundo. Passados 36 anos desde a extração dos primeiros barris na Bacia de Campos, a estatal mantém o mesmo espírito inovador e tecnológico. Para este ano, a Petrobras anunciou que a previsão é de que a produção fique em torno de 2,022 milhões de barris por dia, com uma oscilação de 2% para cima ou pa-

ra baixo. Além disso, a partir do segundo semestre, é esperado que sete novos sistemas entrem em produção, fazendo com que, em 2017, a produção atinja 2,75 milhões de barris por dia. Da pesca ao óleo, de Princesinha do Atlântico à Capital Nacional do Petróleo. Macaé hoje é uma das cidades que mais crescem no país. No entanto, à medida em que se desenvolve a economia, reflexos sociais configuram uma cidade de contrastes. Crescimento desordenado, falta de mão de obra local qualificada, ocupações irregulares, violência, corrupção e infraestrutura deficitária são aulguns dos principais problemas encontrados em Macaé, município cuja população chega a mais de 200 mil pessoas, segundo último censo do IBGE. BACIA DE CAMPOS: TESOURO BRASILEIRO

A Bacia de Campos é uma bacia sedimentar com cerca de 100 mil quilômetros quadrados, se estendendo do Espírito Santo (próximo à cidade de Vitória) até Arraial do Cabo, abrangendo 13 municípios do litoral do Estado do Rio de Janeiro. Formada há 100 milhões de anos, a partir do processo de separação dos continentes sul-americano e africano, esta região acabou se tornando um “aterro natural” formado por sedimentos despejados pelo rio Paraíba do Sul no Oceano Atlântico ao longo do tempo que, sob variados níveis de pressão e temperatura, entrariam em processo de decomposição, originando as reservas de petróleo e gás natural, dentro de rochas porosas no subsolo marinho. Em 1974, a Petrobras encontrou um acúmulo de óleo num reservatório marinho que nomeou de Campo de Garoupa. Três anos depois acontecia o grande marco que transformaria um sonho brasileiro em realidade: no dia 13 de agosto de 1977, a 124 metros de lâmina d’água, era iniciada a produção de petróleo na Bacia de Campos. O poço escolhido foi o 3-EN-1-RJS, no Campo de Enchova (terceiro campo descoberto, depois de Garoupa e Namorado), com vazão superior a 10 mil barris diários de óleo, através do Sistema de Produção Antecipada sobre a plataforma semi-submersível Sedco 135-D.


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HISTÓRIA

Motta Coqueiro: da maldição ao progresso do petróleo

DIVULGAÇÃO

Motta Coqueiro foi acusado de ser o mandante da chacina que matou Francisco Benedito e toda sua família

História do fazendeiro é considerada como a última execução como pena de morte no país

U

ma das histórias mais conhecidas de Macaé é rodeada de mistérios e chama uma grande atenção de todos, a de Manoel da Motta Coqueiro. Muitos dizem, e acreditam, que ele teria sido o último enforcado no Brasil, em agosto de 1855, mas de acordo com alguns historiadores, depois de Motta Coqueiro mais duas pessoas foram enforcadas. A única diferença é que essas duas pessoas não eram conhecidas publicamente como ele. Dizem que Motta Coqueiro vivia do que plantava e colhia em sua fazenda. Ele era casado com Úrsula das Virgens Cabral e possuía cinco vastas propriedades rurais, entre elas, a fazenda do Bananal, situada no atual município de Conceição de Macabu, que na época fazia parte da Freguesia de Nossa Senhora das Neves, que hoje conhecemos como Macaé. Motta Coqueiro e Úrsula eram quase sempre listados entre os fazendeiros ricos de Macaé, mas mesmo assim, o casal não estava entre os mais importantes da região. Em 1847 eles foram convidados a participar de uma festa realizada em Quissamã, onde Motta Coqueiro chegou a cumprimentar o Imperador Dom Pedro II. A festa foi feita para 300 convidados, o que para a época era considerado um número muito grande.

O que chamou a atenção, foi que Motta Coqueiro foi convidado para a ocasião, mesmo não sendo um dos grandes fazendeiros do município. FILHA DE COLONO ENGRAVIDA DE MOTTA COQUEIRO

Com o fim do tráfico negreiro e a Lei Eusébio de Queirós, assim como vários outros fazendeiros da época, Motta Coqueiro iniciou a prática do regime de parceria com colonos livres. Em uma de suas fazendas foi chamado para trabalhar o meeiro Francisco Benedito da Silva, que levou sua família junto. O que se sabe é que, uma das filhas do colono, que se chamava Francisca teve um caso amoroso com Motta Coqueiro, e após este envolvimento ela ficou grávida. Sabendo do que havia acontecido, o pai de Francisca buscou vantagens junto ao patrão, pedindo dinheiro por conta da gravidez de sua filha. A partir deste momento, vários conflitos surgiram entre os dois. Francisco chegou a agredir Motta Coqueiro com a ajuda de amigos. 1852: COLONO DE MOTTA COQUEIRO E FAMÍLIA ASSASSINADOS DENTRO DE CASA

Em 1852, numa noite chuvosa, o colono Francisco Benedito e toda sua família foram mor-

tos a golpe de facões por um grupo de bandidos, escapando somente Francisca, a filha grávida. Além da chacina, os criminosos ainda colocaram fogo na casa. Contam que naquele dia chovia bastante e o fogo não se alastrou, o que provocou um cenário chocante, onde os corpos não foram totalmente queimados, ficando expostos. Foram ao todo oito pessoas assassinadas, sendo o colono, sua esposa e mais seis filhos, três adolescentes e três crianças. Após o crime, Motta Coqueiro foi considerado o mandante da chacina e era chamado de monstro, ficando conhecido como “A Fera de Macabu”. O mais impressionante disso tudo é que ele, em nenhum momento disse se foi ou não o culpado, simplesmente não se defendeu da acusação. Este mistério, esta coisa enigmática é que dá o sabor a essa história. O que foi especulado na época foi a possibilidade de ter sido sua esposa Úrsula a mandante do crime, já que se sentiu traída e não aceitava o que o marido havia feito. Mesmo assim, Motta Coqueiro foi preso como principal suspeito dos assassinatos. Para intensificar ainda mais todo esse mistério, é que ele teve a possibilidade de fuga quando foi transferido para Campos dos Goytacazes. Fazendeiros de Campos e pessoas da

mesma classe social de Motta queriam fazer com que ele não fosse punido e deram a ele a oportunidade de fugir, pegando um navio para sair do Brasil, mas ele se recusou e ficou preso aguardando o julgamento. 1855: CONDENAÇÃO E EXECUÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA

Em agosto de 1855, Motta Coqueiro foi julgado e condenado pelo crime. Muitas coisas estranhas aconteceram em seu julgamento, uma delas foi o fato de que escravos nunca poderiam testemunhar contra os seus senhores, mas no julgamento dele uma das escravas de Motta Coqueiro testemunhou contra ele,

o que contribuiu e muito para sua condenação. Após ser condenado, Motta Coqueiro voltou a Macaé para a execução, que aconteceu na Praça da Luz, onde hoje está situado o Colégio Estadual Luiz Reid. Motta Coqueiro saiu da Rua Dr. Télio Barreto, onde ficava o Paço Municipal, foi andando com a Guarda Vigilante até o local de execução e foi enforcado em praça pública, na presença de milhares de pessoas. Uma condenação dessas naquele tempo era uma coisa muito exposta, um acontecimento onde todos tinham que comparecer. Muitos dizem que, antes de

ser enforcado, Motta Coqueiro teria jogado uma maldição na cidade, dizendo que Macaé teria 100 anos de não progresso. Por conta desta lenda, muitas pessoas acreditam que de fato esta maldição deu certo. Quando a Petrobras chegou na cidade, coincidiu com os 100 anos. Mas se pegarmos a história de Macaé, antes da Petrobras, já havia um progresso cultural e econômico acontecendo. Embora não tenha nenhuma documentação que comprove isto, os historiadores dizem que é provável que o corpo de Motta Coqueiro tenha sido enterrado nos arredores onde hoje é o Cemitério de Santana.


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POLÍTICA

Lideranças políticas que fizeram história à frente do Executivo Márcio Siqueira

marcio@odebateon.com.br

M

acaé alcançou o patamar de Capital Nacional do Petróleo

através da visão de homens que comandaram a administração municipal nesses 203 anos de emancipação política e administrativa da cidade. Ao passar por períodos

marcantes, que envolveram o golpe da Ditadura Militar, a instalação de um parque ferroviário, a escolha da Petrobras pela consolidação dos primeiros investimentos vol-

tados à exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos, a briga pelo acesso aos recursos gerados pelos royalties e Participação Especial (PE), além de outros fatos conta-

ram com o posicionamento importante de lideranças políticas ilustres cuja memória está imortalizada através do papel cumprido à frente da prefeitura.

Ao todo, 35 prefeitos governaram a cidade desde 1913. Atualmente Macaé é administrada pelo prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB), eleito no dia 7 de outubro de 2012. KANÁ MANHÃES

HISTÓRICO

Galeria dos ex-prefeitos ● JOÃO Francisco Moreira Neto

● ALCIDES Francisco Ramos

● JUVENAL Barreto Junior (1937) ● TÉLIO Barreto (1937 a 1944)

(1913 a 1915) ● JOSÉ de Oliveira Lobo Vianna

● FERRY Jaccoud D'Azeredo (1944) ● OYAMA Muniz (1944 a 1945)

Júnior (1915 a 1923) ● JAYME Afonso (1923);

● ÁLVARO Teixeira da Assunção (1945 a

● JAYME Memória (1923 a 1924) ● SIZENANDO Fernandes de Souza

(1924 a 1927) e (1929 a 1930)

1946) e (1946 a 1947) ● ELIAS Agostinho (1946) e (1951 a

1955)

● FRANCISCO de Miranda

● JORGE Costa (1946) ● RONALD de Souza (1947)

Sobrinho (1927 a 1929) ● BENTO Costa Júnior (1930)

● JOÃO Alves Pedro Sobrinho (1947)

● ÁLVARO Rodrigues da Silva (1930

● MILNE Evaristo da Silva Ribeiro

a 1932) ● FLORIANO Castilho Saddock de Sá (1932 a 1935) ● DURVAL Coutinho Lobo (1935) ● IVAIR Nogueira Itagiba (1935 a 1936) e (1936 a 1937) ● RAUL Garnier da Silva (1936)

JUVENAL BARRETO

JORGE COSTA

RONALD DE SOUZA

19 47

ALCIDES FRANCISCO

19 6 0 A 19 61, 197 3 A 197 7 E 19 8 3 A 19 8 8

GERSON MACIEL

1970 A 1971

19 8 2 A 19 8 3

193 0 A 1932

19 4 6 E 19 51 A 19 55

RIVERTON MUSSI

2 0 0 8 A 2 012

19 62

CLAUDIO MOACYR

19 67

19 4 4

ANTONIO CURVELLO

19 55 A 19 59, 19 63 A 19 6 6 E 1971 A 197 3

ARISTEU FERREIRA

19 6 6 A 19 67

CARLOS EMIR

197 7 A 19 8 2 E 19 93 A 19 9 6

ELIAS AGOSTINHO

ALVARO RODRIGUES

FERRY JACCOUD

ILTAMIR ABREU

NACIF SALIM

ROMEU PEREIRA

1927 A 192 9

MILNE EVARISTO

19 47 A 19 51

19 61 A 19 62 E 19 62 A 19 63

FRANCISCO DE MIRANDA

TELIO BARRETO

1937 A 19 4 4

1937

19 4 6

SIZENANDO FERNANDES

1924 A 1927 E 192 9 A 193 0

1915 A 192 3

IVAIR NOGUEIRA

193 6

a 1959), (1963 a 1966) e (1971 a 1973) ● EDUARDO Serrano (1959 a 1960) e (1960) ● ANTONIO Otto de Souza (1960)

JOSE DE OLIVEIRA

JOAO FRANCISCO

1913 A 1915

(1947 a 1951) ● ANTONIO Curvello Benjamin (1955

(1960 a 1961), (1973 a 1977) e (1983 a 1988) ● GERSON Maciel Miranda (1961 a 1962) e (1962 a 1963) ● ILTAMIR Honório Abreu (1962) ● ARISTEU Ferreira da Silva (1966 a 1967) ● CLÁUDIO Moacyr de Azevedo (1967 a 1970) ● ROMEU Pereira (1970 a 1971) ● NACIF Salim Selen (1982 a 1983) ● CARLOS Emir Mussi (1977 a 1982) e (1993 a 1996) ● SYLVIO Lopes Teixeira (1988 a 1992), (1997 a 2000) e (2001 a 2004). ● RIVERTON Mussi Ramos (2005 a 2008 e 2009 a 2012)

SYLVIO LOPES

19 8 8

ANTONIO OTTO

19 6 0

BENTO COSTA

193 0

EDUARDO SERRANO

19 59 A 19 6 0 E 19 6 0

OYAMA MUNIZ

19 4 4 A 19 45

Prédio Prefeito Alcides Ramos, sede administrativa do governo


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PATRIMÔNIO

Forte Marechal Hermes 403 anos de história na cidade Espaço foi criado aproximadamente 200 anos antes da emancipação política e administrativa de Macaé e é considerado como um dos maiores patrimônios da cidade

A

o longo desses mais de 403 anos, o Forte Marechal Hermes passou por ciclos distintos e acompanhou movimentos sociais, políticos e econômicos da região Norte Fluminense. Sua instalação ocorreu em 16 de março de 1613 e foi motivada pela necessidade da Coroa Espanhola de povoar a região. E com a ameaça de ser desativado por diversas vezes ao longo da sua história, a construção, que já serviu de cenário para o filme que contou parte da história de um dos personagens mais importantes da história de Macaé, Mota Coqueiro, hoje é símbolo da força e da disciplina militar, atraindo os olhares de visitantes, e despertando o interesse de crianças, jovens e adultos. Segundo dados históricos, a história do Forte Marechal Hermes da Fonseca começou muito antes que a de Macaé. O Forte foi construído no início do século XVII, mais precisamente no ano de 1613 e se divide em duas fases: a primeira com início em 16 de março de 1613 com a instalação do Forte Santo Antônio de Monte Frio, e termina com a sua desativação em 19 de novembro de 1859, e alguns acharam muita coincidência com a praga rogada por Manoel da Mota Coqueiro antes de seu enforcamento, porque não só essa fortificação foi desativada, como outras do Estado do Rio de Janeiro, por

KANÁ MANHÃES

ordem do então Ministro da Guerra, o Coronel reformado Sebastião do Rego Barros "por não serem satisfatórias suas condições defensivas e muito onerosa ao Tesouro Nacional a sua conservação". E não é só isso, os anos se passaram e o segundo ciclo econômico de Macaé gerado pelas construções do Canal e da Ferrovia Macaé-Campos e pela lavoura cafeeira nos Distritos Serranos, fez com que o porto voltasse a ter uma enorme importância comercial no fim do período imperial. Foi então, no ano de 1893, que o Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, concluiu sobre a "necessidade de se fortificar, para proteger um porto, como o de Macaé, tão vizinho à Capital da Nação e de tão fácil acesso", motivando, assim, a inauguração do Forte Marechal Hermes, em 15 de abril de 1910 pelo Ministro da Guerra, o Exmo. General José Bernardino Bormann, na presença do Marechal Hermes da Fonseca, presidente eleito da República e demais autoridades civis e militares. O presidente eleito e sua comitiva foram recebidos pelo Coronel José de Lima, neto de Caxias, seguindo, posteriormente, de carruagem, até o local da inauguração. O porto era de extrema importância na época da cana-deaçúcar, o comércio do café estava

no seu início e o sal que era produzido em Cabo Frio eram todos comercializados através do porto de Macaé, que se tornou na época o 6º porto mais utilizado do Brasil. Os engenheiros que realizaram o projeto do Forte, ajudaram na criação da cidade de Macaé e durante esses 393 anos, o Forte participou e fez história, estando em movimentos sociais, políticos e econômicos da região. Hoje considerado como um marco, o Forte representa as conquistas alcançadas pela cidade, suportando os ataques e os desafios e com isso a 9ª Bateria de Artilharia Antiáerea (Escola) - Forte Marechal Hermes - é a única organização militar representante do Exército Brasileiro na Guarnição, sendo por isso, fiel depositária dos ideais militares de servir à pátria e incólume baluarte de todas as tradições da poderosa Artilharia. “ABRAÇO AO FORTE”

Um dos movimentos populares mais importantes de Macaé aconteceu em 1995: o Abraço ao Forte. A história começou quando o 10º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado no Forte Marechal Hermes da Fonseca foi ameaçado de extinção pelo Comando do Exército, que estava prestes a fechar as suas portas. Na época, a especialização do Forte era Artilharia de Costa e com o plano de modernização

Ao longo desses mais de 400 anos, o Forte viveu ciclos distintos e acompanhou movimentos sociais, políticos e econômicos da região Norte Fluminense

do Exército, essa doutrina seria extinta. O comando militar havia assinado o documento que colocava à venda o local onde ficam as instalações do Forte. O motivo era que este grupo não seria mais necessário, haja vista que a costa é muito extensa e o avanço tecnológico permitiu barcos mais velozes e melhores técnicas navais, e o Forte não

seria o suficiente para a defesa da costa. Além do mais, sua utilidade havia sido maior na época em que o porto tinha uma grande importância, quando as vias marítimas eram mais usadas. Por isso, foi resolvido tornar a artilharia de costa inoperante. Para evitar a venda do Forte, o então prefeito Silvio Lopes Teixeira, encaminhou à Câmara

um projeto de Lei para votação de urgência, o qual visou o tombamento do acervo cultural e histórico daquela unidade militar, e celebrar o convênio com a União, segundo o artigo 1º da Lei nº 9.636/98, visando promover a preservação do sítio onde a instituição está localizada. A proposta era proteger a área do entorno e a edificação.


16 Aniversário de Macaé | 203 ANOS

Macaé, sexta-feira, 29 de julho de 2016

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ


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