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Macaé, sábado, 28 e domingo, 29 de janeiro de 2017. Ano XLI, Nº 9235
Fundador/Diretor: Oscar Pires
EDUCAÇÃO O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
REMANEJAMENTO DE NOVOS ALUNOS SERÁ FEITO NO DIA 7 Medida permite que estudantes possam frequentar escolas mais próximas de suas casas. PÁG.2
PAIS DEVEM PESQUISAR PREÇO DE MATERIAL ESCOLAR Procon Macaé realiza pesquisa e conclui a grande a diferença de preços entre os estabelecimentos. PÁG.3
COMO ESTUDANTE AUMENTOU NOTA DA REDAÇÃO DO ENEM EM QUASE 400 PONTOS PÁG.4
Como melhorar a memória e turbinar seus estudos Você conhece os segredos da mente para melhorar seus estudos e conseguir excelentes resultados? Então leia até o final e descubra. PÁG. 10
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Remanejamento de novos alunos será feito no dia 7 Medida permite que estudantes possam frequentar escolas mais próximas de suas casas
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ais e responsáveis pelos novos alunos que se matricularam na rede municipal de ensino poderão solicitar remanejamento das escolas no dia 7 de março. A possibilidade é direcionada aos estudantes que foram atendidos na pré-matrícula e devidamente matriculados, mas desejam a transferência do espaço escolar. O setor de pré-matrícula vai avaliar todos os casos no mês de fevereiro. A terceira etapa da pré-matrícula foi encerrada na sexta-feira (20).
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Durante o cadastro de prématrícula, o responsável apresentou três opções diferentes de unidades escolares. No processo, a rede municipal prioriza a preferência ao candidato que necessitar de atendimento educacional especializado (educação especial), além do acesso à escola em áreas e setores administrativos próximos da residência. De acordo com o secretário de Educação, Guto Garcia, o remanejamento é um procedimento que permite a mudança da escola ao estudante. A rede
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municipal registrou cerca de cinco mil estudantes alocados na primeira e na segunda fase da pré-matrícula, realizadas respectivamente no mês de novembro para candidatos às vagas de maternal I (dois anos) e maternal II (três anos) e dezembro aos candidatos a partir de quatro anos. “No ano de 2016 a rede municipal atendeu 8,5 mil novos alunos. Já na primeira e segunda etapa da pré-matrícula, houve registro de um total de 5.483 pré-matrículas de novos alunos. Estamos nos preparando para melhor atender alunos de todos os segmentos”, ressaltou o secretário. O município atende à determinação legal que estabelece obrigatoriedade de todas as crianças com quatro anos estarem matriculadas nas escolas. Os responsáveis que tiverem dúvidas quanto ao remanejamento dos novos alunos também podem procurar a Ouvidoria da Educação. O
Rede municipal de ensino já registra mais de 40 mil alunos matriculados
setor conta com uma equipe que recebe demandas de forma presencial no térreo, sala 8 da secretaria, ou pelo telefo-
ne 2762-2373. A Secretaria de Educação funciona na Rua Antero Perlingeiro, 402, Macaé, Centro, das 8h às 17h.
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Pais devem pesquisar preço de material escolar
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WANDERLEY GIL
Procon Macaé realiza pesquisa e conclui a grande a diferença de preços entre os estabelecimentos
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om a aproximação do início do ano letivo, os preços do material escolar passam a ser preocupação nos órgãos de defesa do consumidor de Macaé. A Coordenadoria Extraordinária realizou, entre os dias 9 e 13 deste mês, uma pesquisa de preços. O trabalho foi feito em quatro estabelecimentos e foi identificado um aumento de 7,5% em relação ao ano de 2016. Na avaliação, os técnicos do órgão relataram que as lojas estão relativamente vazias no momento e existe uma grande oferta de produtos, sendo um bom estágio para realizar as compras. Outra situação constatada pelo órgão foi a grande diferença de preços de um mesmo produto, quando pesquisados em outros estabelecimentos, sendo apuradas
diferenças de mais de 300%. A pesquisa tem como objetivo comparar preços e, ainda, orientar os consumidores macaenses na compra com valores mais acessíveis. Para o coordenador do Procon, Carlos Fioretti, pesquisar preço é fundamental para que o consumidor possa analisar o valor e, consequentemente, economizar. “O objetivo maior é fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças que podem ser encontradas no mercado, chamando sua atenção para a necessidade da comparação de preços antes de realizar a compra. A pesquisa não considerou a marca dos materiais, mas os menores preços de cada item disponível nos comércios visitados”, afirma Carlos Fioretti. As instituições de ensino, conforme lembra Fioretti, es-
tão proibidas pela Lei Federal nº 12.886/2013, de cobrar dos pais qualquer material de uso coletivo. Segundo o Procon Macaé, a lista elaborada pelas instituições de ensino deve conter apenas itens de uso individual que serão utilizados durante o período letivo. “Nesse caso, os itens de uso coletivo, a exemplo de materiais de limpeza e de uso administrativo, são da responsabilidade exclusiva da escola, visto que o valor desses produtos já está inserido no custo das mensalidades escolares”, ressalta. Os pais também devem estar atentos aos produtos proibidos de constar nas listas, mas que algumas escolas insistem em colocá-los, como álcool, algodão, balões plásticos, envelope, fitas dupla face, giz, jogos pedagógicos, entre outros.
Pesquisar é a principal dica para economizar na compra de material escolar
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Leia a redação de Iryna:
Quanto ao tema, Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil, ela diz que não era um assunto que dominava, mas já havia discutido em debates em sala de aula e lido sobre em jornais
Enem: Como estudante aumentou nota da redação em quase 400 pontos Iryna recomenda estudar bastante história e filosofia para produzir um bom texto
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ode não parecer, mas não é tão diferente a preparação para a prova de redação em relação às outras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Tanto uma quanto as outras exigem muito treino e a memorização de preceitos básicos. Por isso, ir bem na redação é uma questão de prática. É o que comprova a estudante Iryna Miréia Nunes Azevedo, de 20 anos, que, após obter pontuação 540 na prova de 2015, teve um salto impressionante para 920 em 2016. Seu segredo? Dedicação. “Ia toda semana aos plantões de redação do meu cursinho. A professora repassava o tema da semana e eu tentava ler tudo que podia sobre o assunto. Também li muitas redações nota mil de anos anteriores,
para entender por que elas tiravam pontuação tão alta”, explica Iryna, que estudou no cursinho Maximize, em São Paulo. Iryna conta que usará a nota do Enem para prestar Ciências Biológicas na Universidade Federal do ABC (UFABC) e na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mas também está tentando uma vaga na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A decisão pelo curso aconteceu há um ano. “Antes disso, eu já estava no cursinho, mas não me dedicava muito porque não sabia o que queria fazer. Pensava em Jornalismo, mas entrei como jovem aprendiz em um jornal e, acompanhando
a rotina da redação, vi que eu gostava mesmo era de ciência, de biologia”, explica. Depois de definir o curso, a decisão por se dedicar ao vestibular veio naturalmente. “Parei de faltar às aulas e estudava todos os dias. Acordava às 9h e ia para o cursinho na hora do almoço, para ficar estudando e tirando dúvidas nos plantões até a hora da aula, que era à noite”, conta. TÉCNICAS DE REDAÇÃO
E o salto de quase 400 pontos na redação? “Na primeira vez que fiz a prova e recebi a nota, foi um baque, porque eu achava que escrevia bem. Sempre fiz escola pública, mas tirava notas boas em português e redação. Só que eu não sabia a estrutura da redação do Enem, não sabia que tinha
Historicamente, a intolerância religiosa sempre esteve presente em nosso cotidiano. Nos tempos em que éramos uma colônia portuguesa, qualquer pessoa que não seguisse a religião oficial da metrópole, era passível de punição física. Atualmente, mesmo existindo leis que condenem essa prática, ela ainda permanece. Nas mídias, diariamente vemos notícias relacionadas ao preconceito religioso, principalmente contra as de origem africana, pelo fato de serem religiões trazidas pelos escravos e altamente condenáveis pela elite da época. Ataques que ocorrem em redes sociais evidenciam tal prática. Além do aspecto cultural em criminalizar socialmente grupos minoritários, a falta de conscientização e informação mostram o porquê desses acontecimentos. Segundo princípios iluministas, o conhecimento traz a luz para o homem. Ou seja, o preconceito é o principalmente fator da ignorância, do medo e da falta de informação. Para que a intolerância religiosa acabe – ou aconteça em menor proporção – o ser humano tem que livrar-se de concepções que favoreçam tais práticas. A família e a escola tem papel importante nesse processo. Com os pais educando seus filhos, ensinando a respeitarem as diferentes crenças e a escola com palestras informativas, apresentando diversos dogmas religiosos, ou mesmo a falta de um, faz a criança crescer habituada com a diversidade que existe em nosso país. Além disso, o Governo, com o Ministério da Cultura, lançando programas midiáticos, divulgando informações e atualizando a sociedade sobre as religiões e a justiça punindo quem comete tais crimes contra a crença individual, será notável a diminuição da intolerância religiosa no Brasil.
que colocar propostas de intervenção, então fiz uma dissertação comum. Já esse ano coloquei três propostas na conclusão”, explica. Durante a preparação no cursinho, Iryna conta que, de tanto ler redações nota mil de outros anos, começou a perceber um padrão nas estruturas dos textos. “O que eu percebi é que a introdução sempre tem uma contextualização histórica. Também costumam colocar algumas correntes filosóficas no desenvolvimento, ou informações da mídia para contextualizar. Aí, na conclusão, duas a três propostas de intervenção e um resumo de tudo que foi apresentado.” Quanto ao tema, Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil, ela diz que não era um assunto que dominava, mas já havia discutido em debates em sala de aula e lido sobre em jornais. “Tentei puxar a questão para o lado das religiões afrobrasileiras. Segui o padrão: fiz uma introdução história e usei algumas ideias do Iluminismo para debater ignorância e intolerância”, conta.
Para quem vai prestar este ano, Iryna diz que manter-se informado é o mais importante. “É preciso ler muito, jornal, revista, tudo. Conhecer bastante história e filosofia também me ajudou no desenvolvimento do texto”, diz. Além disso, sua técnica de ler as redações com nota máxima de anos anteriores ajuda a pegar dicas para elaborar seu próprio texto. “Vale a pena se dedicar, mesmo que isso signifique sacrificar os fins de semana. O resultado final é só alegria.” CAMINHO
Redação do ENEM redações nota mil de anos anteriores ●● MANTENHA-SE atualizado com jornais e revistas ●● ESTUDE história e filosofia para ajudar na construção de argumentos ●● BUSQUE entender o formato da redação do Enem e as exigências da banca corretora ●● LEIA
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Veja dicas de estudante que gabaritou matemática no Enem Nicolas Yamakoshi se dedicou a refazer as provas anteriores do Enem e criou uma estratégia de prova
A
prova de matemática do Enem causa arrepios a muitos estudantes. Geralmente tida como a mais difícil das cinco, a própria teoria de resposta ao item (TRI) – o sofisticado cálculo que pontua as provas do Enem – demonstra isso: todos os anos, as notas mais altas atingidas pelos estudantes estão em matemática (esse ano, foi 991,5, no ano passado, foram incríveis 1008,3), o que significa que essa foi a prova em que a “régua” da TRI atingiu seu patamar mais alto. Gabaritar essa prova não é nada fácil. Para Nicolas Yamakoshi, de 17 anos, acertar todas as questões foi uma tarefa de anos de esforço. “O meu preparo para o Enem começou já no início do ensino médio, mas me dediquei bem mais em 2016, no meu terceiro ano”, explica. O ex-estudante do sistema Ari de Sá já foi aprovado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que pretende cursar. Apesar de se dedicar aos estudos há bastante tempo, Nicolas conta que decidiu focar no Enem no segundo semestre de 2016. “Optei pela biblioteca da escola como local de estudos. Passava a manhã assistindo às aulas e ficava até as 22h na escola, sempre estudando a matéria do dia, revisando os conteúdos atrasados, assistindo a alguma aula extra ou refazendo provas anteriores. Eu mantinha o objetivo de realizar um Enem a cada semana”, explica. Ele diz também que pegou leve nos fins de semana e dividiu bem os momentos de lazer e estudo. DICAS DE MATEMÁTICA
Nicolas não nega que matemática sempre foi uma facilidade, mas explica que, mais do que isso, o hábito de fazer um Enem por semana durante o ano de estudos foi um dos fatores decisivos para a pontuação máxima. “O que mais me ajudou foi a tranquilidade no
dia da prova, que garanti por já ter experiência e familiaridade com o modelo das questões. Ganhei mais confiança e uma noção melhor do tempo para completar a prova”, explica. O hábito de fazer provas dos anos anteriores também ajuda porque o estudante recebe um retorno sobre seu desempenho e consegue medir os conteúdos que ainda precisam ser revisados e aqueles que já estão devidamente “afiados”. Para ele, outro ponto fundamental é a criação de estratégias para otimizar sua pontuação. “É interessante pesquisar quais são os pesos atribuídos a cada área do conhecimento pelo Sisu no curso desejado”, diz Nicolas. Além disso, ele recomenda que se planeje muito bem a ordem de realização das provas no Enem, já que as áreas com peso maior devem ser priorizadas. Outro método que ele menciona é mapear as questões e dividi-las entre fáceis e difíceis. Alguns professores denominam essa estratégia de “pegavaretas”. “Antes de começar, dê uma rápida lida nas provas inteiras, dividindo os problemas em ‘fáceis’, ‘medianos’ e ‘difíceis’ e, depois, realize-os em ordem de dificuldade para agilizar a realização da prova”, explica. A estratégia também garante que as questões consideradas fáceis e médias sejam resolvidas antes das difíceis, garantindo a coerência nas respostas, que é muito importante para uma boa nota de acordo com a teoria de resposta ao item (TRI) – o método de correção utilizado pelo Enem. A dica final – e não menos importante – de Nicolas é o descanso. “Fiz a divisão clara entre os momentos de estudo e os momentos de lazer, o que tornou o ano menos maçante e me manteve motivado ao longo desse ano de estudos ‘pesados’.”
BRUNO MENEZES
Gabaritar essa prova não é nada fácil. Para Nicolas Yamakoshi, de 17 anos, acertar todas as questões foi uma tarefa de anos de esforço
ESTRATÉGIA
Para ser bem sucedido no Enem por igual todas as matérias. Não deixar de lado as disciplinas em que já é bom o máximo possível de provas anteriores do Enem ●● CRIAR uma estratégia de prova: qual resolver primeiro, quais assuntos priorizar ●● MAPEAR as questões por nível de dificuldade e resolver, em ordem, as fáceis, médias e difíceis ●● RESERVAR momentos de descanso ao longo do ano e relaxar na semana antes da prova ●● ESTUDAR ●● REFAZER
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Vestibular UERJ: novos parâmetros em 2017 Vestibular da UERJ exigirá leitura obrigatória de clássicos literários em 2017
É
bom os vestibulandos que pretendem uma vaga na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) irem já se preparando, pois segundo a revista eletrônica da universidade, o vestibular do ano de 2017/2018 exigirá a leitura prévia de cinco livros, sendo quatro da literatura brasileira e um de literatura de língua portuguesa que não seja do Brasil (Portugal, Angola, Moçambique, por exemplo). A divisão das obras que cairão ficou assim: no 1º E.Q. (exame de qualificação) os contos “A terceira margem do rio” e “O espelho” do livro “Primeiras estórias” de João Guimarães Rosa; no 2º E.Q. “A hora da estrela” de Clarice Lispector; nos exames discursivos “Dom Cas-
murro” de Machado de Assis; e “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago, para quem fará a prova específica de Língua Portuguesa. MEDIDA PARA PRESTIGIAR A LITERATURA
A medida foi tomada para, entre outras questões, prestigiar a literatura no ensino médio e, ao mesmo tempo, aguçar o hábito da leitura entre os educandos para, consequentemente, melhorar sua habilidade nesse quesito, já que é comum a reclamação por parte de educadores de que grande parte dos alunos não consomem literatura. É importante ressaltar que essa medida não é novidade, pois os principais vestibulares do
país já usam da prática. O doutor em Literatura Comparada e professor da UERJ, Gustavo Bernardo, diz em seu texto “Por que cobrar a leitura de livros de literatura no vestibular?” que a falta dessa cobrança, além de desprestigiar a literatura, promove a insuficiência na habilidade da leitura, fato que ocorre há mais de uma geração. MAIS UMA VEZ MACHADO
Um dos livros obrigatórios para as provas será o romance “Dom Casmurro” de Machado de Assis, o autor é “figura carimbada” nos vestibulares da UERJ. Trechos de obras suas, assim como contos e crônicas, não são difíceis de aparecer nos exames, tanto objetivos quan-
to discursivos, por isso, não só a leitura de suas obras são fundamentais, mas também a análise técnica, o estilo e a biografia do autor, pois provavelmente é o que serão cobrados nas provas. CURSOS PREPARATÓRIOS PRECISAM SE MOVER
Com as mudanças, os cur-
sos preparatórios precisam se mover para a adequação de seus programas. Projetos de fim de semana são uma boa opção para oficinas de leitura das obras, tal como a exibição de filmes como “Ensaio sobre a cegueira” de Saramago, pois se trata de uma obra densa.
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Como melhorar a memória e turbinar seus estudos
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érebro pode ser estimulado em qualquer época da vida para melhorar a memória. Exercícios mentais diários e atividade física estão entre as dicas. Conheça outras! “O cérebro é plástico”. A frase da neurologista Sônia Maria Brucki, da Faculdade de Medicina da USP é uma ótima notícia para quem está preocupado com a própria capacidade de memorizar coisas. Mas, como assim? É que órgão tão nobre, explica a médica, pode ser trabalhado em qualquer idade e responderá bem aos estímulos. Para melhorar a memória, portanto, o segredo é colocar o cérebro para se exercitar e afastar causas que podem prejudicá-lo.
É MAIS DIFÍCIL LEMBRAR DAS INFORMAÇÕES ÀS QUAIS DAMOS MENOS ATENÇÃO!
A memória é uma função muito complexa, tanto que até hoje os cientistas não co-
nhecem todas as funcionalidades desse órgão vital. Dentro dos conhecimentos atuais, no entanto, sabe-se que alguns fatores que prejudicam a memória não são modificáveis. A idade, por exemplo, é implacável, diz a especialista. É considerado absolutamente natural ter uma queda na capacidade de memorização na terceira idade. Além disso, a genética também não pode ser revertida. Outros fatores, no entanto, são controláveis e podem garantir uma memória saudável por mais tempo. Manter a pressão arterial dentro dos níveis adequados, controlar o diabetes e os níveis de colesterol no sangue, bem como não fumar, manter-se dentro do peso ideal, fazer exercícios físicos, ter uma dieta saudável e rica em ômega 3 e exercitar o cérebro com atividades cognitivas ajudam a manter as lembranças turbinadas. A professora da USP escla-
rece que o consumo de ômega 3 tem um papel importante na proteção do cérebro. Além dele, o ômega 6, 9, a vitamina E e o ácido fólico são amigos da memória. Uma dieta adequada, associada eventualmente à suplementação de ômega 3, também ajudam. O neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, Custódio Michailowsky, explica que a memória é dividida em três partes: a ultra recente, a recente e a cristalizada. “Essa memória cristalizada é algum fato ou técnica que alguém adquire e armazena em determinadas áreas do cérebro”. Esse armazenamento, conta o médico, é parecido com aquele que se vê em bibliotecas. Há inúmeras estantes de livros, que são encontrados facilmente por meio de organização e catalogação cuidadosos. O cérebro faz o mesmo caminho para procurar a me-
mória que deve ser encontrada, isso que chamamos de memória 360 graus. O estresse, a depressão e outros fatores, porém, prejudicam, e muito, a busca pelo “livro”. “É como se tivesse acontecido um blecaute cerebral. Muitos circuitos estão sendo utilizados que chega até a esquentar o cérebro, dificultando a realização da atividade corriqueira”, diz o neurologista. O médico alerta que não é possível resgatar uma memória se ela não foi armazenada com carinho. “É preciso ter interesse e foco naquela coisa que estamos tentando reter”, diz. Michailowsky conta que os lapsos de memória são situações fisiológicas e estão vinculados ao estado emocional da pessoa, ao estresse e ao alto nível de cortisol (hormônio do estresse) em conjunto com a adrenalina (outro hormônio). “A pessoa não consegue res-
gatar aquela informação que estudou, aprendeu ou adquiriu. O estresse faz com que ela fique bloqueada”. Quando a situação é natural, basta o indivíduo se acalmar que a lembrança vem à tona. Se os lapsos se tornarem frequentes, mesmo em situações em que não há estresse, é necessário procurar um médico para afastar outras causas, como a demência senil, nos casos dos maiores de 65 anos. “O esquecimento é sinal de alerta quando ele prejudica as coisas básicas da vida diária. Por exemplo, a pessoa começa a esquecer o carro no estacionamento, perde objetos de grande valor, começa a perder dinheiro”, alerta o neurologista. Se você quer melhorar sua capacidade de memorização confira o curso de Renato Alves, recordista brasileiro de memorização. Curso memória 360.
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PRAZER DE LER Prepare a pipoca. O livro está aqui.
A garota no trem
“O livro do cinema” (Globo Livros), décimo volume da coleção ‘As grandes ideias de todos os tempos’, explora os personagens, diretores, roteiros e temas-chave de mais de cem dos maiores filmes já feitos. É escrito em linguagem simples e recheado de imagens icônicas, pôsteres e infográficos. Só falta a pipoca! Vamos ler?
Os contos de Edney Silvestre Jornalista experiente, escritor premiado e de sólida carreira literária, Edney Silvestre fez o caminho inverso, já que escreveu três romances (“Se eu fechar os olhos agora”, “A felicidade é fácil”, “Vidas provisórias”) para, então, enveredar pelo gênero do conto. O livro “Welcome to Copacabana & outras histórias” (Editora Record) traz uma mistura envolvente de crônica social e dilemas morais, através de textos curtos com personagens marcantes e cheios de subjetividade – o autor faz o leitor acreditar que eles existem. A
Ilcimar Abreu
narrativa tem início no turístico bairro carioca, passando pelo subúrbio, por suas misérias, por países como França e Itália, até chegar a outra galáxia. Depois, Copacabana novamente, onde tudo parece mesmo se misturar, do começo ao fim. E sem esconder a proximidade que sente em relação às suas criaturas, é como se cada conto reinaugurasse a cumplicidade estabelecida entre o autor e os seus personagens. De forma tão original, sincera e envolvente que passamos a cúmplices também.
A Editora Record trabalhou um ano e meio este livro de Paula Hawkins, e o resultado é uma trilha de sucesso. Uma espécie de Janela Indiscreta no trem com uma protagonista alcoólatra, numa história contada do ponto de vista de três mulheres. Não tem psicopatas que saem matando todo mundo, nem muita violência, mas prende pela voz e humanidade de Rachel. Você se apega a ela. Suspense crescente recheado de relações tóxicas e aparências que enganam. A narrativa de “A garota no trem” é um thriller digno de Hitchcock que merece ser devorado. Um best-seller internacional que deu origem ao filme de mesmo nome.
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Leituras recomendadas para o ENEM
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“1984”, de George Orwell, volta ao ao topo dos mais vendidos da Amazon após declaração de assessora de Donald Trump Vendas do livro disparam no site da Amazon após Trump e sua equipe contestarem relatos da imprensa e oferecerem “fatos alternativos”. História se passa num regime totalitário de constante vigilância e manipulação FOTO: REUTERS
Paralelos com o livro foram feitos após Trump alegar que milhões de votos ilegais foram contados contra ele na eleição presidencial
Alguns clássicos e autores aclamados são essenciais para entender a literatura brasileira e chegar preparado para as provas. A seguir, uma lista de títulos indicados por diversas universidades brasileiras. 1. Capitães da Areia, de Jorge Amado 2. São Bernardo, de Graciliano Ramos 3. Bom Crioulo, de Adolfo Caminha 4. Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu 5. Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo 6. Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna 7. Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade
Educação Os 152 textos produzidos pelos estudantes e finalistas da 5ª edição da “Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro” foram reunidos em um e-book, disponibilizado no site Escrevendo o Futuro. Estudantes do 5º ano do Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio escreveram sobre O lugar onde vivo em forma de poemas, crônicas, memórias literárias e artigos de opinião. Os autores estiveram em São Paulo para a cerimônia que premiou os 20 vencedores, cinco em cada gênero literário. O Programa, realizado pela Fundação Itaú Social em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), tem o objetivo de aprimorar a didática dos docentes de Língua Portuguesa para desenvolver a escrita em seus alunos e contribuir com a melhoria do ensino público no País. Ao todo, foram enviadas mais de 50 mil redações de estudantes de quase 40 mil escolas. Os alunos vencedores, assim como seus professores receberam a medalha de ouro, um notebook e uma impressora. Suas escolas serão contempladas com dez computadores, impressora, projetor multimídia, telão de projeção e livros para a biblioteca. ”
Título original: “1984”, de Orwell, lidera lista de mais vendidos nos EUA. O romance de George Orwell 1984 voltou às listas de livros mais vendidos nos Estados Unidos na última terça-feira (24/01), após uma série de declarações incorretas ou imprecisas terem sido feitas pelo presidente Donald Trump e membros de sua administração. Publicado pela primeira vez em 1949, o clássico de Orwell é um conto distópico que tem lugar numa sociedade onde os fatos são distorcidos e suprimidos numa nuvem de “novilíngua”. O livro chegou ao topo da lista de mais vendidos da Amazon na terça-feira. Paralelos com o livro foram feitos após Trump alegar que milhões de votos ilegais foram contados contra ele na elei-
ção presidencial. A conexão foi reforçada neste domingo, quando Kellyanne Conway, uma assessora do presidente, falou de “fatos alternativos” para se referir às declarações do porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, de que a posse de Trump teve o maior público da história. A declaração provocou enorme controvérsia nas redes sociais, envolvendo até mesmo o dicionário MerriamWebster, que, após um aumento repentino da pesquisa pelo significado da palavra “fato”, ressaltou que um fato é uma informação baseada na realidade objetiva. A demanda pelo livro é tão grande que a editora Penguin programou uma impressão adicional de 75 mil cópias. A revista The Hollywood Repor-
ter também noticiou que um filme está sendo preparado pela Sony e o diretor Paul Greengrass, o que seria a terceira adaptação do livro. Mas 1984 não é o único livro escrito há décadas a invadir as listas dos mais vendidos esta semana devido a eventos políticos. O romance escrito por Sinclair Lewis em 1935 It Can’t Happen Here (Isso não pode acontecer aqui) sobre a eleição de um presidente autoritário nos Estados Unidos, está no lugar 46 da lista dos mais vendidos desde 25 de janeiro. O romance distópico de Aldous Huxley Admirável mundo novo, publicado em 1932, ocupa a posição 71, enquanto a obra de não-ficção de Hannah Arendt Origens do totalitarismo tem apresentado um aumento nas vendas.
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Consegue adivinhar qual é o livro preferido de Donald Trump? O presidente recém-empossado dos EUA confessa não ter muito tempo para ler, mas garante que gosta de o fazer
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ão permitam que estas breves passagens vos impeçam de saborear em profundidade os conselhos que se seguem”. Quem o diz é Donald Trump, ou melhor, escreve. Para além de empresário multimilionário, político controverso e cara conhecida de uma infinidade de programas de televisão, o presidente eleito, ainda antes de pensar em candidatarse ao cargo, dedicava-se aos livros. Tanto à leitura como à escrita. Sim, porque o novo presidente dos EUA escreve e não apenas discursos. Donald
Trump é autor de duas dezenas de livros sobre os mais variados temas (memórias, autoajuda na gestão de negócios e de pendor político). Alguns deles bestsellers. A (auto) biografia The Art of the Deal, escrita pelo presidente e pelo jornalista Tony Schwartz, é um exemplo disso. Embora não seja, como Trump alega, o livro de negócios de maior sucesso no mundo, vendeu mais de um milhão de cópias. “Eu gosto de um monte de livros. Gosto verdadeiramente de ler. Agora não tenho muito tempo para o fazer. Leio passagens… capítulos”,
afirma Donald Trump. Quando questionado sobre qual seria o seu livro preferido, durante um comício com membros do partido republicano, Donald Trump foi peremptório na resposta. Para além da sua própria biografia, The Art of the Deal, o livro preferido do magnata novaiorquino é “a Bíblia”. “Nada supera a Bíblia, nem mesmo o The Art of the Deal. Nem de perto”, afirma Donald Trump, com o polegar levantado. “Já o The Art of the Deal, esse é o meu segundo livro preferido ao longo de todos os tempos”.
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