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Macaé (RJ), domingo, 18 de dezembro de 2016, Ano XLI, Nº 9205
Fundador/Diretor: Oscar Pires
EDUCAÇÃO O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
FOTOS DIVULGAÇÃO
DEPUTADOS DECIDEM PELA VOLTA DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NA MP DO ENSINO MÉDIO PÁG.3
MEC PRORROGA PARA DIA 30 PRAZO DE RENOVAÇÃO DO FIES
PISA: BRASIL AUMENTA INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO MAS CONTINUA NO GRUPO DOS ‘LANTERNAS’
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Mais de 470 mil alunos renovam matrículas na rede estadual Previsão é que as aulas nas escolas estaduais comecem em março de 2017. PÁG. 6
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Governo libera pagamento de novembro do salário-educação
AGêNCIA BRASIL
Benefício foi creditado na conta dos trabalhadores da rede pública na última quarta-feira
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governo federal liberou R$ 912,4 milhões para estados, municípios e Distrito Federal para o pagamento da parcela de novembro do salário-educação. Os recursos estão disponíveis nas contascorrentes dos beneficiários desde quarta-feira (14). De acordo com Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram
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destinados R$ 495,6 milhões para as redes municipais e R$ 416,7 milhões para as redes estadual e distrital. Ao lado do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o salário-educação é uma das principais fontes de recursos para a manutenção e o desenvolvi-
Profissionais da rede pública de ensino recebem recursos do FNDE
mento do ensino. O salário-educação é resultado da contribuição social recolhida de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência
Social. A alíquota é de 2,5% sobre a folha de pagamento. Após a arrecadação, feita pela Receita Federal, cabe ao FNDE repartir os recursos. A distribuição é feita com base
no número de matrículas no ensino básico. A cota estadual e municipal é depositada mensalmente nas contascorrentes das secretarias de Educação.
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Deputados decidem pela volta de Filosofia e Sociologia na MP do ensino médio Conteúdos das disciplinas serão ensinados na Base Nacional Comum Curricular
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epois de incluir Artes e Educação Física entre as disciplinas obrigatórias do ensino médio, a Câmara dos Deputados aprovou na noite da última terça-feira, 13 de dezembro, por 324 votos a favor e cinco contra, uma emenda para incluir também as disciplinas de Filosofia e Sociologia na Medida Provisória do Ensino Médio (MP 746/2016). A exclusão das disciplinas de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia do ensino médio era o ponto mais polêmico da MP. O texto original da Medida Provisória retirava os artigos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que tratavam da obrigatoriedade dessas disciplinas.
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No texto original da MP, a obrigatoriedade das disciplinas de Artes e Educação Física ficavam restritas ao ensino infantil e fundamental. Já o inciso IV do artigo 36 da LDB, que falava sobre o ensino de Filosofia e Sociologia, tinha sido substituído pelo ensino opcional de Ciências Humanas. BNCC
Com as aprovações das emendas, Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia farão parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), cujo conteúdo será definido até meados de 2017. Isso significa que essas disciplinas não serão ensinadas de forma isolada, mas terão conteúdos den-
tro da BNCC. Também existe a possibilidade de Filosofia e Sociologia estarem presentes na área de Ciências Humanas. O conteúdo da BNCC será ensinado durante todo o ensino médio em paralelo a área específica escolhida pelo estudante. O relatório aprovado pela Câmara divide a carga horária do ensino médio em 60% para a BNCC e 40% para as áreas específicas, que podem ser: Linguagens e suas Tecnologias; Ciência da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; Matemática e suas Tecnologias; e Formação Técnica e Profissional. Em cinco anos, a ampliação será das atuais 800 horas anu-
ais para 1.000 horas. Após isso, a meta será de 1,4 mil horas ao ano, mas o texto aprovado pelos deputados não estipula prazo. Nos três anos do ensino médio, a carga horária total destinada à BNCC não poderá ser maior que 1.880 horas.
TRAMITAÇÃO
Na última terça-feira (13), a Câmara dos Deputados finalizou a votação da MP do Ensino Médio. A matéria seguirá agora para o Senado, que terá até o dia 2 de março de 2017 para aprová-la, caso contrário, a MP perderá sua validade.
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Os segredos de Cingapura, apontado como o país com a melhor educação do mundo Ao fim do primário, alunos fazem exame que determinará se conseguirão estudar na escola que desejam na próxima etapa BBC BRASIL
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ingapura dominou os resultados do Programa de Avaliação Internacional de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), divulgados nesta terça-feira. Cerca de 540 mil estudantes de 15 anos em 70 países participaram do exame, realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). “As provas não só avaliam se o estudante pode reproduzir os conhecimentos adquiridos, mas se é capaz de ir além do que aprendeu e aplicá-los em situações pouco familiares e fora da escola”, diz o comunicado do Pisa. Isso requer a habilidade de “explicar fenômenos científicos, interpretar dados e realizar experimentos.” Com base nestes critérios de avaliação, Cingapura ficou em primeiro lugar nas três disciplinas avaliadas: Ciências, Matemática e Leitura. O Brasil obteve posições baixas em todas elas, com um desempenho inferior à avaliação de 2012, e abaixo da maioria dos países da América Latina que também fizeram parte do teste: foi o 59º em Leitura, 63º em Ciências e 65º em Matemática. Já Cingapura ganhou posições nas três. Em 2012, havia sido o segundo em Leitura e Matemática e o terceiro em Ciências. Mas o que explica esse excelente desempenho dessa ilhaEstado do Sudeste asiático? Brandew Jeffreys, editora de
Educação do site da BBC, foi até lá conferir. Confira seu relato: “Se você pensa que Matemática é difícil, não vai conseguir aprender”, diz Hai Yang, de 10 anos. Junto a outros alunos da turma 4D da escola primária Woodgrove, ele está explicando as aulas da disciplina que eu estava acompanhando. A classe trabalhava em um problema. Os estudantes se revezavam, levantando-se para dizer como haviam resolvido a questão. E faziam isso em inglês, uma das diversas línguas faladas em Cingapura. No fim das contas, havia mais de uma solução correta. O mais impressionante era sua dedicação para entender exatamente como fazer isso. “Se apenas copiarmos a resposta dada pelo professor, quando crescermos talvez a gente não saiba mais como resolvê-lo”, diz outra aluna, Megna. FUNDAMENTOS
Trata-se de uma abordagem conhecida como Domínio da Matemática, usado também em escolas da China e que vem sendo adotado em algumas instituições de ensino de outros países, como o Reino Unido. Essa é apenas uma parte de uma história de sucesso que despertou o interesse do mundo. Cingapura se beneficia de ter um sistema escolar enxuto, no qual professores são reunidos no Instituto Nacional de Educação para serem treinados. Seu diretor, Tan Oon Seng,
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Dominar a matemática no primário é um ponto-chave da educação em Cingapura
me disse que o instituto recruta professores com base no seu grau de conhecimento das disciplinas, e é esperado que eles garantam que cada criança compreenda os elementos básicos do ensino. “Em Cingapura, acreditamos em fundamentos. Para que uma criança seja bem educada, ela precisa aprender a linguagem e gramática de várias matérias, uma linguagem com a qual sejam capazes de ler, uma linguagem com a qual possam entender os números.” Cingapura também tem ensinado bastante sobre como tornar a profissão de professor uma atividade recompensadora. É algo que confere status, porque a competição para tornar-se um mestre é grande. Professores podem seguir uma carreira que os leva a se tornarem diretores, pesquisadores em Pedagogia ou um grande especialista em salas de aula. Eles têm tempo para aprofundar seus conhecimentos e preparar as lições. CRIATIVIDADE
Mas Cingapura não está acomodada em sua posição de prestígio. Em duas escolas de ensino médio, testemunhei tentativas de tornar o aprendizado mais criativo. No colégio Montfort, adolescentes são encorajados a fazer protótipos de produtos que vão desde um sistema para regar jardins a um teclado eletrônico. Usar habilidades científicas e matemáticas para resolver problemas do mundo real é exata-
mente o tipo de capacidade que o Pisa foi criado para avaliar. No Montfort, uma sala vazia está sendo transformada em um “laboratório de inventores”. Ferramentas simples e diversos materiais estão disponíveis para que alunos os usem no tempo livre e criem coisas que podem levar para casa. Se quiserem entender como iluminar seu violão com lâmpadas de LED, é ali que aprenderão isso. “Queremos que o aprendizado esteja ligado à realidade do dia a dia, para que isso melhore a experiência não apenas em Ciências, mas em outras áreas”, diz o professor Ricky Tan Pee Loon. Outro aspecto que chama atenção na educação em Cingapura é que diretores mudam de escola a cada seis ou oito anos. Também há uma grande ênfase na colaboração. Khoo Tse Horng, diretor da escola St. Hilda, diz que o modo de trabalho dos professores também é diferente. Quando ele começou a dar aulas, o mais comum era ser acompanhado por um mentor mais experiente. “Hoje, os professores trabalham em equipe, crescem juntos, pesquisam juntos, trabalham juntos.” CONCORRÊNCIA
Mas a principal colaboração para o sucesso de Cingapura talvez venha dos pais dos estudantes. O sistema é competitivo, e um exame ao fim do primário influencia se a criança conseguirá uma vaga na escola que pretende frequentar na
próxima etapa. No ensino médio, os estudantes têm um currículo acadêmico “expresso” e outro normal, que os leva a obter um diploma técnico ou vocacional. Então, às 20h de uma certa noite, acompanho crianças de até 4 anos estudando matemática usando ábacos (instrumentos antigos de cálculo). Lucas, de 6 anos, parece tranquilo ao correr contra tempo para resolver uma série de problemas. Seus pais, Eric e Nicole Chan, me dizem que trazem os filhos para uma hora de aula adicional para que eles ganhem uma confiança extra. Há um lado negativo, retratado em um filme recente feito por voluntários da agência publicitária Splash, de Cingapura, em que uma menina fica deprimida e estressada na preparação para seu exame ao fim do primário. Jerome Lau, um dos diretores da Splash, diz que se inspirou na experiência de um amigo. “É injusto começar a julgálos e rotulá-los. Toda criança tem o potencial de se dar bem na vida.” O sistema de Cingapura está mudando, em parte por conta do reconhecimento que a concorrência é alta. Então, alterações estão sendo implementadas na forma como a notas são publicadas e usadas para classificar os alunos. É um sistema que reconhece algumas de suas falhas, mas segue comprometido em permanecer entre os melhores do mundo.
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Pisa: Brasil aumenta investimento em educação mas continua no grupo dos ‘lanternas’ Brasil continua nas últimas posições nas três áreas avaliadas: Ciências, Leitura (texto/linguagem) e Matemática BBC BRASIL
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ivulgado nesta terça-feira, o aguardado estudo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) revela o panorama da educação brasileira em uma conta que, aparentemente, não fecha. A avaliação, que testa alunos de 15 anos em 70 países, mostrou que o gasto acumulado do Brasil por aluno foi de US$ 38.190 por ano, ou seja, o equivalente a 42% da média de US$ 90.294 de investimento feito por estudante em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo levantamento. O Pisa é considerado a avaliação educacional mais importante do mundo. Em 2012, última versão do estudo, essa proporção correspondia a 32%. Esse salto de 10%, no entanto, não se refletiu em uma melhora efetiva no ensino. Na realidade, o Brasil continua nas últimas posições nas três áreas avaliadas. Em Ciências, que era o foco do estudo recém-divulgado, o país ficou em 63º lugar (estava em 59º em 2012, quando havia 65 países analisados), caindo de 405 para 401 pontos - apesar de não indicar uma mudança estatisticamente significativa - e ficando na frente apenas de Peru, Líbano, Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e República Dominicana. Singapura, Japão e Estônia ficaram no pódio dessa disciplina. “Se considerarmos os nossos resultados em Ciências, atingimos 401 pontos, enquanto que os alu-
nos dos países da OCDE obtiveram uma média de 493 pontos. É uma diferença que equivale a aproximadamente ao aprendizado de três anos letivos”, destaca Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna. TEXTOS E CONTAS
Em Leitura (texto/linguagem), o Brasil caiu de 55º para 59º, perdendo três pontos. Na terceira e última matéria avaliada, Matemática, o cenário é ainda mais duro: o país caiu 14 pontos e despencou da 58ª para a 65ª. posição, sendo o último país da América Latina neste ranking. Outros países da região, inclusive, investem por aluno a mesma quantia ou até menos do que o Brasil, mas tiveram resultados melhores em 2015. O Chile, por exemplo, tem um gasto semelhante ao brasileiro (US$ 40.670, ou seja, cerca de US$ 2 mil a mais por ano) e obteve uma pontuação bem melhor (477 pontos) em Ciências. Colômbia, México e Uruguai também ficaram na frente do Brasil, apesar de terem tido um menor custo médio por aluno. “O desempenho dos alunos no Brasil está abaixo da média dos alunos em países da OCDE nas três áreas. Aumentos no investimento em educação precisam agora ser convertidos em melhores resultados na aprendizagem dos alunos”, afirma o relatório do Pisa. Mas o que o Brasil precisa fazer para sair da estagnação e evitar ficar abaixo inclusive de países
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que investem menos por aluno? Os especialistas ouvidos pela BBC Brasil apontam algumas possíveis soluções: Investir mais, com complemento da União se necessário. Valorizar o professor, tornando a carreira mais atrativa. Rever a maneira como as disciplinas são ensinadas. FOCO NO PROFESSOR
Para a diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, que dá aulas na prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (e foi secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro), todos os caminhos de avanço passam pela valorização do professor. “Deveríamos nos inspirar no que a Finlândia fez há 35 anos, quando estava patinando na educação apesar dos esforços: tornar o curso de professores profissionalizante. Hoje no Brasil, a nossa faculdade (de Pedagogia) é excessivamente centrada nos fundamentos, como Sociologia e História da Educação, e muito pouco em como você ensina na prática.” Em paralelo, Claudia defende a valorização do professor, a começar por um aumento de salário, que permitiria ao docente se dedicar mais à escola, entre outros incentivos. “Nesse ponto, infelizmente, a PEC 55 (que limita o teto dos gastos públicos à inflação do ano anterior) deve atrapalhar. Porque congelar a forma como gastamos hoje não vai resolver o problema dos salários.” Mas, para ela, o desafio não passa somente por um salário mais atraente, mas também em elevar os requisitos para alguém se tornar um professor. “Isso atrai gente mais qualificada. Fazendo o pacote completo, e não só com o acréscimo no salário, se atrai uma nova geração de jovens que querem ser professores”, afirma Claudia. MAIS INVESTIMENTOS
Para Maria Rehder, coordenadora de Projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (que reúne organizações da sociedade civil em prol da promoção da qualidade do ensino), embora tenha crescido entre as duas avaliações do Pisa, o investimento brasileiro em educação ainda é “muito insuficiente”. Além de ressaltar o fato de que o Brasil direciona menos da metade do que a média dos países da OCDE, a especialista cita outra comparação sobre por que o
Especialistas apontam erros de investimento que explicam piora ou estagnação em provas de ciência, matemática e leitura
governo precisa investir mais dinheiro na educação. “A maior nota do Enem em São Paulo em 2011 foi do colégio Objetivo Integrado, que não é dos mais caros da rede privada. A mensalidade era de R$ 1.800. No mesmo ano, o valor repassado pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) foi inferior a R$ 240 mensal por aluno”, diz. “Então como dizer que dinheiro não faz diferença? A Coreia do Sul, sempre citada como exemplo de qualidade, gasta, por aluno, três vezes mais que o Brasil; a Finlândia, quatro vezes mais.” Assim como a diretora do Banco Mundial, Maria também se mostrou preocupada com as consequências da PEC 55. “É preciso manter um patamar mínimo de investimento. Se a arrecadação não for suficiente, a União tem de complementar, seja com royalties do petróleo, com taxação a grandes fortunas.” MENOS DECOREBA E MAIS RACIOCÍNIO
“É preciso rever o que ensinamos, especialmente no Fundamental II (6º ao 9º ano), com uma reforma para termos menos disciplinas e para ensinar o aluno a pensar”, a professora de Harvard Claudia Costin, diretora global de Educação do Banco Mundial e ex-secretária municipal de Educação do Rio. “Pensar matematicamente, por exemplo, que é muito mais do que ensinar um algoritmo e fazer 40 exercícios iguais. É raciocinar e aplicar os conceitos
- de Ciências, por exemplo - em problemas do dia a dia.” Nas três disciplinas, os alunos brasileiros se saíram melhor em questões que envolviam a explicação de conceitos, mas foram mal em questões mais elaboradas, sobre a aplicação prática deles, ou nas que exigiam interpretação de informação e relacionar dados. ESCOLAS OCUPADAS
Essas informações, na opinião de Maria Rehder, apontam para uma maior necessidade de se debater a reforma do Ensino Médio e valorizar a opinião dos alunos. “É crucial ouvir os estudantes das mais de mil escolas brasileiras ocupadas. O Pisa deixou claro que o aluno quer mudanças, quer receber conhecimento não de forma verticalizada e quer (e precisa) de informação contextualizada. Caso contrário, ele não vai conseguir aplicar os conceitos e teorias, nem em avaliações e nem na vida prática.” Em pesquisa com os alunos, o Pisa identificou que, segundo eles, menos da metade dos professores se adapta à classe conforme o conteúdo é passado. “O modelo atual não dá voz ao aluno.” Segundo Maria, vale lembrar que o Pisa reflete o cenário educacional do ano anterior. Assim, ela espera notas ainda mais baixas para o Brasil na próxima avaliação da OCDE. “Congelando investimentos, colocamos em risco a valorização do professor e a criação de infraestrutura mínima nas escolas.”
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Mais de 470 mil alunos renovam matrículas na rede estadual Previsão é que as aulas nas escolas estaduais comecem em março de 2017
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m todo o Estado do Rio de Janeiro, mais de 470 mil estudantes garantiram vaga para o ano letivo de 2017, previsto para começar em março. O período de renovação de matrículas para alunos que já estudam em escolas da rede estadual de ensino terminou na sexta-feira (9). “Professores e demais servidores da Secretaria de Educação estão preparando as escolas para receber os alunos. Quem já garantiu a vaga pode se planejar para ter um ano de muito estudo”, disse o secretário de Educação, Wagner Victer. Os alunos que desejam mudar de escola e os novos estudantes que pretendem ingressar na rede estadual de ensino devem se inscrever, até o dia 22 de dezembro, por meio do link da página
MARCELO HORN/ASSESSORIA
NÚMERO
470 mil
estudantes garantiram vaga para o ano letivo de 2017, previsto para começar em março
da Secretaria de Educação no Facebook, disponível em www. facebook.com/SeeducRJ, ou diretamente pelo site Matrícula Fácil, preenchendo as informações e escolhendo a escola de sua preferência. A lista com os nomes dos alocados será divulgada no dia 10 de janeiro de 2017, no site do Matrícula Fácil. Após a publicação da listagem, os interessados terão de 12 a 18 do mesmo mês para confirmar a matrícula na unidade em que foram selecionados.
Lista com a relação dos alunos e turmas de 2017 será divulgada no próximo dia 22 de dezembro
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Para aumentar diversidade, universidade britânica decide facilitar ingresso de alunos de baixa renda Universidade de Bristol vai começar a aceitar notas mais baixas ao examinar casos de alunos locais ou vindo de escolas mal avaliadas
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ma universidade britânica vai flexibilizar seu processo seletivo para facilitar o acesso e, assim, aumentar o número de alunos de baixa renda em suas fileiras. O projeto será lançado pela secretária de Educação do Reino Unido, Justine Greening - a ideia é estimular a mobilidade social e atrair uma variedade maior de estudantes. Entre outras mudanças, aUniversidadedeBristol,nosuldo país, vai começar a aceitar notas mais baixas ao examinar os casos de alunos locais e daqueles vindos de escolas mal avaliadas. Ovice-reitordaUniversidadede Bristol, Hugh Brady, disse tratarse de uma “grande mudança” no sistema de admissões de alunos. CONCORRÊNCIA
Hoje, há oito candidatos disputando cada vaga. Com o novo pro-
grama, a instituição vai oferecer cadeiras que podem ser preenchidas com dois pontos a menos que o padrão exigido, voltadas para alunos de escolas que tiveram pior performance nos exames de admissão. Serão oferecidas ainda cinco vagas para alunos carentes de cada colégio local, ocupadas com base na avaliação do potencial do estudante, em vez de meramente nas notas em provas. Essa análise será feita pelos diretores das escolas. A Universidade de Bristol afirma buscar mais diversidade entre seus estudantes. Recentemente, uma pesquisa mostrou que jovens de famílias mais ricas têm quase quatro vezes mais chances de se candidatar para uma vaga no ensino superior britânico do que os mais pobres. A pesquisa foi feita pela Ucas,
uma instituição que presta serviços para alunos que querem disputar uma vaga em uma universidade do país. Apesar das campanhas para ampliar o acesso, o estudo mostra que grupos como o de jovens brancos de famílias da classe trabalhadora têm taxas de entrada no ensino superior ainda bastante inferiores às de outros estratos da população. Muitas instituições, como a de Bristol, já levam em conta se o estudante teve que superar obstáculos à sua educação na hora de selecionar seus alunos. Mas o novo esquema vai fazer com que algumas vagas já sejam colocadas diretamente à disposição desses alunos, tendo como base o histórico e situação do candidato. ‘MEDIDAS OUSADAS’
O projeto-piloto da Universida-
de de Bristol pretende estimular os estudantes mais carentes, como os que estão sob o cuidado do governo, os que estão entre os cidadãos que podem receber refeições grátis e aqueles que serão os primeiros universitários de suas famílias. “Queremos recrutar os estudantes mais capazes, independente da situação deles”, disse o vice-reitor, Hugh Brady. “Essas medidas são ousadas e visam tratar de um problema visto em todo o setor da educação.” A instituição já investiu 18 milhões de libras (quase R$ 76 milhões) na tentativa de recrutar estudantes mais pobres. “Esperamos que, com o tempo, consigamos uma comunidade de estudantes mais diversificada na Universidade de Bristol; será uma mudança que vai beneficiar a todos e algo que esperamos que
outras universidades considerem imitar”, acrescentou. Marbel Chawatama, de 18 anos, é um dos estudantes beneficiados pelo projeto-piloto - ele vai estudar Direito. “Conheço muitas pessoas que querem entrar na Universidade de Bristol, mas não têm a chance. Sinto-me abençoado”, contou. Les Ebdon, diretor de uma organização independente que defende o acesso mais justo ao ensino superior no Reino Unido, a OFFA, apoia iniciativas como essa e pede uma abordagem mais “criativa” na hora de garantir que todos tenham as mesmas chances. “Ainda há um longo caminho antes que todos com o potencial de ir para uma universidade tenham chances iguais. Gostaria de ver mais universidades pensando de forma criativa sobre como apoiar jovens talentosos.”
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PRAZER DE LER
Ilcimar Abreu
“A livraria Biografia não mágica de autorizada é Paris” para ‘briga boa’ enternecer leitores O livro perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas. O lançamento da Record – A livraria mágica de Paris -, sucesso de público e de crítica, é uma carta de amor aos livros. O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da al-
ma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de
ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. A obra está repleta de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura.
LANÇAMENTO A coluna Gente Boa, de O Globo, informa que chegará às livrarias em maio uma nova biografia não autorizada de Roberto Carlos, escrita pelo mesmo Paulo Cesar de Araújo (jornalista, professor universitário e escritor). Desta vez, o livro sai pela Editora Record. “É a biografia completa, sem fugir de nenhum assunto, como no outro livro”, diz o editor Carlos Andreazza. “O
Paulo Cesar assinou um acordo inviabilizando a venda da biografia já lançada. Se não tivesse assinado, eu publicaria exatamente igual”, conta. Andreazza considera que “essa é uma briga que vale a pena ser comprada”. “Roberto e seus advogados vão pensar muito antes de tentar nos processar. E nós não vamos fazer acordo nem desistir. Vamos peitar”, afirma o editor.
PETIT e as novidades editoriais em títulos espíritas A coluna Gente Boa, de O Globo, informa que chegará às livrarias em maio uma nova biografia não autorizada de Roberto Carlos, escrita pelo mesmo Paulo Cesar de Araújo (jornalista, professor universitário e escritor). Desta vez, o livro sai pela Editora Record. “É a biografia completa, sem fugir de nenhum assunto, como no outro livro”, diz o editor Carlos Andreazza. “O Paulo
Cesar assinou um acordo inviabilizando a venda da biografia já lançada. Se não tivesse assinado, eu publicaria exatamente igual”, conta. Andreazza considera que “essa é uma briga que vale a pena ser comprada”. “Roberto e seus advogados vão pensar muito antes de tentar nos processar. E nós não vamos fazer acordo nem desistir. Vamos peitar”, afirma o editor.
A escova de dentes azul Marcos Mion, apresentador de programas televisivos voltados ao público jovem, acaba de lançar o livro “A escova de dentes azul” (Pandabooks). A ideia de escrever a história surgiu depois que ele publicou em sua página no Facebook um texto sobre o presente de Natal pedido pelo filho Romeo, de 11 anos, diagnosticado com autismo. “Quero chegar às crianças e, a partir delas, quebrar preconceitos e medos. Eu usei a criatividade: peguei as qualidades do Romeo e transformei em superpoderes. Disse que ele tem dons que nós não temos”, declara Mion. A história desperta a curiosidade dos pequenos para a lista de presentes de Natal. O que será que as crianças vão pedir de presente? Donatella tinha uma lista organizada com vários itens e Stefano queria os brinquedos mais modernos. Romeo, por sua vez, queria algo muito simples, o que surpreendeu toda a família. Os leitores irão conhecer um garoto muito especial que, com a sua pureza e simplicidade, mostrou a toda sua família o verdadeiro significado do espírito natalino.
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Agentes do GAOP atuam junto aos professores do curso de psicologia da instituição
Corpo vivo: reeducação do movimento A obra, lançamento de Edições Sesc/SP, contém uma síntese do Método Bertazzo, fruto da mistura de estudos do movimento, de técnicas de dança e da percepção corporal das diversas culturas que o autor vivenciou. O livro ensinará como estruturar o corpo nos âmbitos profi ssional, escolar e da saúde em geral, abordando temas como centros de energia, recursos neurológicos para estimulação motora, movimento, apoios, planos e torções. Explicitado por fotografi as e ilustrações, a obra conta com a colaboração das fi sioterapeutas Ana Marta Nunes, Geni Castro, Juliana Storto e Liza Ostermayer.
Educação do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, o resultado geral do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) “é muito ruim em comparação com países como a Colômbia e o México, que tinham um desempenho parecido, e agora já superaram o Brasil”, afirma. De acordo com Maria Helena, é possível “dar um salto de qualidade” desde que haja políticas públicas adequadas. Segundo ela, a formação de professores é chave nesse processo. Ela aposta na definição da Base Nacional Comum Curricular para melhorar o ensino. A base vai definir o mínimo que estudantes devem aprender, desde o ensino infantil até o ensino médio. O documento, que está em discussão para o ensino médio, e em fase final de elaboração para as demais etapas, vai orientar também a formação dos professores.
● NA AVALIAÇÃO DA SECRETÁRIA EXECUTIVA
Faculdade Salesiana faz convênio com GAOP Integração de agentes da Guarda Municipal contribui na formação de alunos
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Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora (FSMA) recebeu integrantes do Grupo de Apoio Operacional (GAOP) da Guarda Municipal para a apresentação dos resultados de um convênio entre as duas instituições. A parceria é estabelecida através da disciplina de Estágio Supervisionado Profissionalizante em Psicologia do Trabalho, ministrada pela Professora MSc. Denize Nogueira. No estágio, oito acadêmicas do curso de Psicologia atuaram no mapeamento de competências de 54 guardas deste grupamento que trabalha em conjunto com as Polícias Federal, Civil e Militar em Macaé. O trabalho foi coordenado pela Psicóloga do órgão, Monalisa Poiares, que conduziu as alunas da FSMA em todo o processo realizado com o
grupo, abrangendo entrevistas, dinâmicas e testes psicológicos. “Depois de passarem por um treinamento, as estagiárias me auxiliaram nas etapas de aplicação e correção de testes, dinâmicas e apresentação do laudo. Essa parceria foi fundamental nesse trabalho e permitiu avaliarmos o perfil do grupo, de acordo com traços de personalidade, níveis de atenção, tendência à agressividade, entre outros aspectos”, explicou Monalisa Poiares. Para a acadêmica Aline Ybanez, a experiência do estágio na Guarda Municipal foi transformadora, dentro de sua perspectiva de atuação na área de Psicologia Organizacional. “Sair da sala de aula e ir a campo me proporcionou um outro olhar, além de muito co-
“Sair da sala de aula e ir a campo me proporcionou um outro olhar, além de muito conhecimento. E principalmente consolidou minha decisão de seguir nessa área organizacional” ALINE YBANEZ, ACADÊMICA
nhecimento. E principalmente consolidou minha decisão de seguir nessa área organizacional. No estágio, pudemos confirmar o quanto a atuação do psicólogo é importante dentro das organizações, possibilitando aos trabalhadores uma ressignificação do seu espaço - afirmou Aline.
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Macaé, domingo, 18 de dezembro de 2016
MEC prorroga para dia 30 prazo de renovação do Fies Crédito educativo garante acesso de estudantes a universidades privadas em todo o país
O
prazo para a renovação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) será prorrogado, pela segunda vez, para o dia 30 de dezembro. Inicialmente, o processo seria encerrado em 31 de outubro, mas já havia sido adiado para o dia 15 de dezembro. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a portaria com o novo adiamento foi publicada na última terça-feira (13) no Diário Oficial da União. Além do adiamento, a portaria também autoriza os agentes financeiros do Fies a receber até 29 de dezembro os Documentos de Regularidade de Matrícula (DRMs) emitidos a partir do dia 25 de novembro último e que estejam com o prazo expirado para comparecimento ao banco.
Os contratos do Fies precisam ser renovados todo semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas faculdades. Em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições no SisFies. No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa ainda levar a documentação comprobatória aos agentes financeiros do Fies (Caixa ou Banco do Brasil) para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema. Os aditamentos, normalmente feitos no início do semestre, ficaram congelados devido à
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Renovação garante aos estudantes continuidade na formação acadêmica
falta de recursos. No entanto, após a aprovação de crédito suplementar para o programa pelo Congresso Nacional, o sistema foi liberado para renovações. O investimento nos financiamentos é de R$ 8,6 bilhões, já garantidos no Orçamento, de acordo com o MEC. A pasta informou
que, para 2017, o governo federal já enviou ao Congresso Nacional Projeto de Lei Orçamentária que contempla R$ 21 bilhões para o Fies, o que garantirá a continuidade dos financiamentos e a manutenção dos contratos com os agentes financeiros do fundo. De acordo com o Fundo Na-
cional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dos 1,5 milhão de estudantes que devem renovar o financiamento 1,2 milhão fizeram isso até a última segunda-feira (12). Segundo o FNDE, o prazo foi estendido para que nenhum estudante seja prejudicado.
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