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Educação 06 11 2016

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www.odebateon.com.br

Macaé (RJ), domingo, 6 de novembro de 2016, Ano XLI, Nº 9169

Fundador/Diretor: Oscar Pires

EDUCAÇÃO O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS: DIVULGAÇÃO

INSG/ CASTELO: GEOGRAFIA UNE NOVAS E VELHAS TECNOLOGIAS PÁG.3

BRASIL NÃO É ÚNICO A TER EXAME NACIONAL. CONHEÇA OUTROS “ENEMS” PELO MUNDO PÁG.2

DISCURSOS LINGÜÍSTICOS A linguagem dos internautas está sendo inserida nas salas de aula, porém de forma errônea, nas redações, por exemplo. Por isso, é tão importante trabalhar em sala os discursos lingüísticos. PÁG.6

O mercado de trabalho exige profissionais atentos, criativos, polivalentes, portanto, a matemática tem como objetivo promover uma educação que coloque o aluno em contato com desafios

A matemática no futuro do aluno De que forma a matemática está ligada com o mundo do trabalho na cultura e nas relações sociais? PÁG.4


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EDUCAÇÃO

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, domingo, 6 de novembro de 2016

Brasil não é único a ter exame nacional. Conheça outros “enems” pelo mundo O nosso exame só perde para o Gaokao, o “Enem chinês”, que teve a participação de mais de 9,4 milhões de estudantes este ano

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ais de 8,6 milhões de estudantes de todos os estados da federação devem comparecer aos mais de 17 mil locais de provas para prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 5 e 6 de novembro. O número faz do Enem o segundo maior exame nacional do mundo que dá acesso ao ensino superior, mobilizando cerca de 600 mil pessoas na preparação e aplicação da prova em todos os rincões do Brasil. O nosso exame só perde para o Gaokao, o “Enem chinês”, que teve a participação de mais de 9,4 milhões de estudantes este ano, segundo agência oficial de notícias da China. Dentre os exames nacionais de ingresso à universidade, o SAT (Scholastic Aptitude Test) é um dos mais famosos. Ele seleciona estudantes interessados em estudar nas concorridas universidades norte-americanas. Mais de 1,3 milhão de estudantes participaram do teste este ano. Confira uma lista com “enems” que existem pelo mundo. Veja as principais semelhanças e diferenças deles com a versão tupiniquim.

SAT (ESTADOS UNIDOS)

O Scholastic Aptitude Test, ou SAT, é um dos principais exames usados por universidades americanas para escolher candidatos. Ao contrário do Enem, que é anual, o SAT acontece seis vezes ao ano, nos meses de outubro, novembro, dezembro, janeiro, maio e junho.

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“É diferente do Enem por serem provas que tentam medir mais as habilidades que conhecimentos. Ela é aplicada também fora dos Estados Unidos, para estrangeiros interessados em estudar em universidades norte-americanas, mas é a mesma para o mundo inteiro”, explica Carolina Lyrio, consultora da Fundação Estudar. O SAT é dividido em dois testes. O primeiro tem 154 questões, além da redação, e avalia a capacidade de interpretação de texto e vocabulário do estudante, assim como sua capacidade de raciocínio matemático. A segunda parte é o SAT Subject Test, ou SAT 2, cujo número de questões pode variar de 50 a 95, dependendo da área da prova, e que avalia conhecimentos específicos. Quem é estrangeiro também precisa comprovar proficiência na língua. Elas não são aplicadas em um fim de semana, como acontece no Enem. Podem ter um intervalo de até um mês entre uma e outra. Acontecem sempre aos sábados, com quatro horas de duração. “Para mim, a prova de Ciências da Natureza do Enem foi mais difícil do que prova com as disciplinas específicas que fiz do SAT”, conta Vinícius Gaby, 18, estudante de medicina da USP (Universidade de São Paulo), aprovado em biotecnologia na Universidade de Michigan. Carolina explica ainda que, diferentemente do Enem, o exame é apenas uma parte da seleção para entrar na universidade. “Além de testes padronizados, as universidades

pedem o histórico escolar, as notas do ensino médio, cartas de recomendação, participação em atividades extracurriculares”, conta. GAOKAO (CHINA)

O Gaokao, ou Exame Nacional Para o Ingresso no Ensino Superior, é o maior do mundo e este ano teve a participação de 9,4 milhões de estudantes. Assim como o Enem ele é anual e este ano aconteceu nos dias 7 e 8 de junho, uma terça e quarta-feira. Os alunos têm nove horas, em dois dias, para responder às questões. Todos precisam resolver as provas de literatura chinesa, matemática e língua inglesa. Eles precisam optar por duas áreas específicas: ciências sociais e ciências naturais, e fazer as provas correspondentes. Ao contrário do que acontece no Brasil, em que universidades públicas ainda realizam vestibulares próprios, o Gaokao é a única maneira dos jovens chineses entrarem na universidade. Por isso, a nota no exame é fundamental para o futuro acadêmico e profissional dos alunos chineses. Como não há vagas para todos, os dias das provas costumam ser tensos tanto para os estudantes e quanto para os pais. Além disso, fraudar o concurso é considerado crime na China e pode dar uma pena de até sete anos de prisão. PSU (CHILE)

No Chile, os estudantes que estão terminando o ensino médio e querem ingressar na

universidade precisa fazer a PSU (Prova de Seleção Unificada). Assim como o Enem, ela é anual, sempre aplicada no final do ano, em dois dias. No ano passado, aconteceu nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, uma segunda e uma terça-feira. Mais de 250 mil estudantes participaram da edição da PSU de 2015, deles 2.455 eram estrangeiros. O exame é composto por duas provas obrigatórias (Linguagem e Comunicação, e Matemática). O candidato precisa escolher ao menos uma das provas eletivas, sendo elas: História, Geografia e Ciências Sociais; e Ciências, que inclui módulos específicos de Biologia, Química, Física e educação técnico-profissional. “Cada prova tem 80 questões de múltipla escolha e a duração delas variam entre duas horas e meia e duas horas e 55 minutos, dependendo da prova. Não há perguntas em que o candidato precisa escrever uma resposta construída”, explica Alejandra Osses, chefe da Unidade de Desenvolvimento e Análise da Universidade do Chile. BACCALAURÉAT, OU BAC (FRANÇA)

Para entrar na universidade da França, o estudante precisa ter sido aprovado no Baccalauréat, ou Bac, que é bem diferente do Enem, sendo aplicado em dois momentos durante o ensino médio. A primeira parte é aplicada no final do segundo ano, quando os alunos fazem a opção de uma especialidade de

estudos que vai condicionar as provas e a importância delas com relação ao exame. “Por exemplo, na turma “S” (Científica) os alunos fazem uma prova de matemática com duração de quatro horas e com coeficiente entre 7 e 9. Na de “ES” (Econômica e Social), a matemática além de ser uma prova diferente da “S” tem coeficiente 5. Na “L” (Literária), a filosofia tem coeficiente 8, enquanto a mesma matéria tem coeficiente 4 na “ES” e 3 na “S””, explica o diretor do Lycee Français Moliere, Stephane Le Tortorec. Essas provas são aplicadas ao longo de uma semana no mês de junho, na França. No terceiro ano, novos testes são aplicados no final do ano letivo e são essencialmente dissertativos, com duração entre três e cinco horas. Ainda há provas de línguas estrangeiras e francês. “Os programas francês e brasileiro são muito semelhantes, o que os diferencia é o método: o bac francês privilegia a escrita. A redação de uma dissertação que pode ter um total entre cinco e 12 páginas”, afirma. Semelhante ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada) do MEC, Le Tortorec explica que após serem aprovados no bac, os alunos precisam se inscrever no portal do Admission Post Bac, que faz a seleção das candidaturas e disponibiliza vagas para os alunos. “Na maioria dos casos, os critérios são geográficos, ou seja, a inscrição é feita em faculdades próximas dos domicílios do aluno aprovado e não em função das notas obtidas”, diz.

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INSG/Castelo: Geografia une novas e velhas tecnologias

EDUCAÇÃO

PAOLLA ITAGIBA E PAULO CAETANO - ACS

A ideia partiu das Professora Cristiane Dames e Vanessa Siqueira Simone Mendonça Assessoria de Imprensa – ACS

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s novas e as velhas tecnologias dividem o espaço nas aulas de Geografia e de História do 6º ano do Instituto Nossa Senhora da Glória – INSG/Castelo. Os estudantes estão usando um dos games mais populares dos últimos anos, o Minecraft, para fixar os conteúdos de Geografia e de História apresentados em sala de aula. A ideia partiu das Professora CristianeDameseVanessaSiqueira, que perceberam o interesse dos alunos pelo jogo e, a partir daí, criaram o projeto “Aprendendo

setores econômicos no Minecraft”, que sugere atividades criativas utilizando essa ferramenta. O aluno Gustavo Ribeiro, do 6º ano B, ficou motivado com a atividade. - Achei interessante incluir o jogo no projeto porque as crianças de hoje gostam muito de tecnologias. Até eu, que não sou muito de jogar, pude aprender muito com o Minecraft – afirmou o estudante. Antes dessa iniciativa, um outro projeto da Professora Cristiane levou os alunos dessas mesmas turmas a participarem de aulas práticas sobre pontos de orientação usando bússola e posição do sol, nos pátios da escola. - O objetivo foi unir os recursos

“O objetivo foi unir os recursos tecnológicos usados nas aulas com uma prática no ambiente externo, de modo que a aula fique mais atraente e divertida” CRISTIANE DAMES, PROFESSORA

tecnológicos usados nas aulas com uma prática no ambiente externo, de modo que a aula fique mais atraente e divertida – concluiu a Professora Cristiane.

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Os estudantes estão usando um dos games mais populares dos últimos anos, o Minecraft


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A matemática no futuro do aluno De que forma a matemática está ligada com o mundo do trabalho na cultura e nas relações sociais?

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aprendizado da matemática deve ter como principal objetivo contribuir na formação da cidadania. A sua evolução está associada à inserção do indivíduo, no mundo do trabalho, no da cultura e no das relações sociais. De que forma a matemática está ligada com o mundo do trabalho na cultura e nas relações sociais? O mercado de trabalho exige profissionais atentos, criativos, polivalentes, portanto, a matemática tem como objetivo promover uma educação que coloque o aluno em contato com desafios que possam desenvolver soluções com responsabilidade, compromisso,

possibilitando a identificação de seus direitos e deveres. Para que o aluno seja inserido no mundo da relação social, a matemática contribui na compreensão das informações, pois a sua aprendizagem vai além de contar, calcular, ela nos permite analisar, medir dados estatísticos e ampliar cálculos de probabilidade, os quais representam relações importantes com outras áreas do conhecimento. No mundo da cultura os conhecimentos matemáticos facilitam no aprendizado de várias outras ciências e conteúdos, como: economia, física, química, biologia, sociologia, psicologia, composição musical, coreogra-

fia, arte, esporte e etc. E para que todos esses conhecimentos sejam bem trabalhados é preciso que o professor e os pais trabalhem em conjunto e utilizem de algumas técnicas que facilitam a compreensão matemática. HABILIDADES

Matemática ● CRIATIVIDADE ● INICIATIVA PESSOAL ● CAPACIDADE de trabalhar em

grupos e resolver problemas ● TÉCNICAS para abordar e

trabalhar problemas.

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Discursos lingüísticos

ARqUIVO

A linguagem dos internautas está sendo inserida nas salas de aula, porém de forma errônea

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ossa língua é um legado de diversidades múltiplas de linguagem e é dividida em duas partes: a fala e a escrita. A princípio se definiu a fala como individual, algo próprio, passível de ser moldada, de acordo com os grupos lingüísticos. Já a escrita é social, a fim de termos uma convenção ao escrevermos, algo que será compreendido ao ser lido em todo âmbito social em que a língua é falada. No entanto, com o passar dos anos, falamos de discursos e tipologia de discurso, ou seja, dos tipos de comunicação existentes. Há tipos de discurso para to-

das as ocasiões: para conversas formais e informais, com os colegas de sala, com os pais, whatsapp, redes sociais etc. Não falamos com o nosso professor assim como falamos com nosso pai, como também não vamos escrever uma carta a um amigo do mesmo modo que se fôssemos escrever ao presidente. A linguagem dos internautas está sendo inserida nas salas de aula, porém de forma errônea, nas redações, por exemplo. Por isso, é tão importante trabalhar em sala os discursos lingüísticos, para que o jovem saiba que há meios sociais adequados para cada tipo de

linguagem. Ainda temos outra gama de conhecimento quando se trata da linguagem não-verbal: os quadrinhos, charges, gráficos, símbolos, arte, os gestos. A linguagem não verbalizada nos diz muito do que acontece em nosso meio social, principalmente através da mídia. Além disso, temos a combinação da linguagem verbal e não-verbal, que resulta na linguagem verbo-visual, muito utilizada pelos publicitários, os quais ao mesmo tempo trazem uma mensagem escrita, juntamente com o chamativo das cores e formas da imagem. É importante trabalhar o

texto não-verbal em sala de aula, para os alunos desenvolverem a crítica a respeito da linguagem subliminar existente nesse tipo de discurso, utilizado além da mídia, também pela política. Logo, a língua portuguesa é

a própria essência de quem somos, já que está a nossa volta a todo tempo e lugar e é necessário trabalhar os vários tipos de linguagem pra que possamos, dessa forma, desenvolver cidadãos reflexivos e críticos de sua própria realidade.


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