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Edição 9342 04 07 2017

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WANDERLEY GIL

CABINE DA PM NÃO INTIMIDA BANDIDOS

DELAÇÕES DO TCE LEVAM A ESQUEMA DE ÔNIBUS

DIÁRIA A R$ 1 É PROPOSTA POR DR. EDUARDO

POLÍCIA, PÁG.6

ECONOMIA, PÁG.5

POLÍTICA, PÁG.3

R$ 1,00 Macaé (RJ), terça-feira 4 de julho de 2017 Ano XLII, Nº 9342 Fundador/Diretor: Oscar Pires

O DEBATE

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www.odebateon.com.br

DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé arrecada R$ 158 milhões a mais que o esperado pelo governo Em menos de seis meses, município contabiliza receitas próprias e do petróleo em excessos que superam o orçamento total de cidades pequenas do Norte Fluminense. Município deve fechar ano com R$ 2 bilhões PÁG. 3 GERAL

ECONOMIA

Crateras são 'armadilhas' nas ruas do Jardim Vitória Na última semana, moradores do Jardim Vitória denunciaram o descaso do órgão municipal e da Cedae com a infraestrutura do bairro, diante dos buracos que ocupam a Rua Santa Maria, onde a Cedae havia iniciado uma obra que prejudicou a passagem dos veículos. Na última quinta-feira, a Cedae informou que havia feito dois reparos de vazamentos em ramais prediais na via e que na manhã do mesmo dia, os funcionários estavam concluindo a reposição do pavimento nos trechos onde foi necessário escavar para realizar o conserto. No entanto, nesta segunda-feira (3), mais uma vez os moradores voltaram a procurar a redação do Jornal. Segundo eles, o que estava ruim, ficou ainda pior. PÁG. 7

SYLVIO SAVINO

Sem contar com incentivo fiscal, unidades do setor mudam gestões e demitem funcionários

Rua está intransitável por conta de crateras que ocupam o trajeto dos moradores do bairro

POLÍTICA

SIT já recebeu do governo R$ 29,8 milhões com subsídio da passagem Empresa deve receber até o final do ano mais de R$ 52 milhões, segundo orçamento

E

m seis meses, a SIT já recebeu dos cofres públicos do governo um total de R$ 29,8 milhões relativos à manutenção do subsídio da passagem de ônibus. Os recursos foram repassados pelos cofres públicos do governo através de quatro cotas pagas entre fevereiro e maio deste ano. O maior volume de receitas repassadas pela administração

Novo cenário de negócios muda a rede hoteleira

WANDERLEY GIL

municipal para a empresa que detém o monopólio do transporte público de Macaé até 2025, ocorreu em março: R$ 10,9 milhões. Com a prorrogação do contrato de concessão, assinado pelo governo em setembro de 2016, a SIT tem garantido a permanência do subsídio da passagem a R$ 1 até 2020, quando encerra o mandato do atual governo. PÁG. 3

O fechamento das portas de um dos principais hotéis de Macaé, situado na orla da Praia Campista, demonstra a penúria ainda encarada por empresários e empresas do setor que, a duras penas, sustentam a segunda maior rede de meios de hospedagem do Estado do Rio de Janeiro. Suspendendo as atividades no último dia 30, o hotel integra a lista de outros quatro grandes estabelecimentos de hospedagem de Macaé que fecharam as portas desde 2014, por não suportarem a queda da procura por vagas antes preenchidas pela dinâmica do 'turismo de negócios', impulsionado pelos investimentos da Petrobras na Bacia de Campos. Mesmo ainda sendo um grande negócio para o setor, Macaé registra a mudança de bandeiras na gestão de grandes hotéis. PÁG. 5 SYLVIO SAVINO

Tarifa base cobrada pela SIT vai aumentar a partir de 2018

Hotel que fechou dia 30 deve mudar de bandeira

ESPORTE

DIVULGAÇÃO

POLÍCIA

REPDORUÇÃO

GERAL

Macaé vence e se afasta da lanterna

Assassinato com indício de vingança na região

Campanha solidária arrecada cobertores

Time derrotou o Mogi Mirim por 1 a 0 no Moacyrzão em partida pela Série C PÁG. 2

Paulo César Gomes, de 64 anos foi morto a tiros em seu supermercado PÁG. 6

Crime chocou distrito

Itens serão distribuídos pela Paróquia São João Batista, em Macaé PÁG. 7

TEMPO

ÍNDICE

Máxima 24º C Mínima 15º C

EDITORIAL

4

PAINEL

4

GUIA DO LEITOR

4

ESPAÇO ABERTO

4

POLÍCIA

Dois são detidos pela PM após assaltos Ação foi registrada em Barra de São João PÁG. 6

Após duas vitórias consecutivas em casa, o Macaé luta pelo G4 CIDADE

Vila Soares vive a rotina do abandono Obras de infraestrutura estão paradas há três anos PÁG. 2

POLÍTICA

Educação recebe aporte de R$ 2,2 mi Receitas foram repassadas com base em superávit PÁG. 3

CADERNO DOIS

Comédia anima a tarde das mamães CineMaterna acontece nesta terça-feira (4) PÁG. 11

COTAÇÃO DO DÓLAR

Compra R$ 3,2985 Venda R$ 3,2991

Anuncie: (22) 2106-6060 (215)


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 4 de julho de 2017

Cidade

NOTA

Esgoto jorra há mais de dois meses no Riviera. Moradores contam que já entraram em contato com a Prefeitura e Odebrecht, porém não foram atendidos.

NOVA ESPERANÇA

Moradores sofrem transtornos por conta de problema de esgoto Enquanto obras do PAC não são concluídas, população está sendo obrigada a descartar os dejetos em terrenos Marianna Fontes

MARIANNA FONTES

marifontes@odebateon.com.br

O

saneamento básico é um item fundamental para promover a melhoria na qualidade de vida da população. Na Nova Esperança, uma das áreas mais carentes do município, nem mesmo os milhões investidos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2 conseguiram mudar a realidade dos cerca de 10 mil habitantes, que continuam sofrendo com o esgoto a céu aberto. Boa parte da comunidade conta hoje com as redes de esgoto e água. O problema é que nenhuma das duas funciona como deveria. No caso do esgotamento sanitário, a tubulação não tem destinação, ou seja, os dejetos acabam voltando para as casas e também para as ruas. Com isso, o jeito é apelar para as fossas. Essa semana, um morador, que não quer ser identificado na matéria, procurou a nossa equipe de reportagem com o intuito de fazer um apelo às autoridades para resolver o problema na comunidade. Ele relata que a falta de assistência tem resultado em vários problemas para as milhares de famílias que vivem ali. “A situação aqui dentro é séria. Os dejetos estão sem

Com as obras do PAC não concluídas, problemas com o esgoto afetam a rotina de cerca de 10 mil pessoas

ter para onde escoar, ou seja, estão voltando para as casas e transbordando pelas ruas da Nova Esperança. Estamos vivendo uma situação de calamidade pública”, alerta ele, ressaltando que os órgãos responsáveis não atuam como deveriam. “A prefeitura, apesar

de alegar que manda os caminhões suga-fossa, na realidade não faz isso. Pelo menos não como deveria. Você liga para os órgãos e não consegue fazer a solicitação. Já fui informado que só tem um caminhão e ele só atende até às 12h. Você agenda, falam que vão no dia

seguinte e não aparecem. É uma bagunça”, reclama. O morador ainda faz uma denúncia grave. “Há uns tempos atrás os responsáveis pela administração do bairro orientaram a gente a jogar tudo no terreno dos outros. É uma ideia sem fundamento,

que ainda pode trazer desgastes com os vizinhos”, relata. Já Vando Emanuel, que mora no local e já foi líder comunitário, alerta que a saúde da população acaba comprometida com esse tipo de situação. “Está realmente fora de controle as coisas aqui dentro.

Os moradores estão sendo obrigados a jogar os dejetos nos terrenos. Na área do PAC 1 alguns estão pegando o esgoto com baldes e jogando nas sarjetas. A gente fica preocupado pois estamos correndo o risco de pegar doenças, muitas delas graves. As crianças vão soltar pipa, brincar na rua e acabam tendo contato direto com esses dejetos”, conta. De acordo com a Lei Complementar do município nº 076/2006, o “saneamento básico é o conjunto de serviços que compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem das águas pluviais, de infraestruturas e instalações operacionais que visam melhorar a vida da comunidade”. A legislação informa que, para reduzir a poluição nos corpos hídricos pela eliminação dos lançamentos irregulares, enquanto não houver abastecimento do sistema de esgotamento sanitário, caberá ao poder público disponibilizar veículos tipo limpa-fossa. A nossa equipe entrou em contato com a prefeitura, no entanto, a secretaria de Comunicação não se pronunciou sobre o caso até o encerramento desta edição.

BRASILEIRÃO

Macaé vence e se afasta da lanterna DIVULGAÇÃO

Time derrotou o Mogi Mirim por 1 a 0 no Moacyrzão em partida pela Série C Da lanterna para a briga pelo G4. Após um início de temporada regular, o Macaé Esporte parece querer deixar de lado a má fase que vem enfrentando desde o início do ano e caminhar rumo à disputa pelo acesso à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Ao vencer o Mogi Mirim por 1 a 0 no jogo pela oitava rodada no último sábado (1º), no Moacyrzão, o time do norte fluminense deixou a zona de rebaixamento do Grupo B da Série C. Em uma partida equilibrada, ambas as equipes foram pouco ofensivas durante os primeiros minutos. A primei-

Após duas vitórias consecutivas em casa, o Macaé luta pelo G4 em jogo contra o Tombense em MG

ra chance do Leão abrir o placar veio no final do primeiro tempo com um pênalti. No entanto, Pirão acabou desper-

diçando a oportunidade para o time mandante ao chutar a bola para longe do gol do adversário paulista.

Focado na vitória, o Macaé voltou do intervalo bem mais ofensivo. O resultado veio logo em seguida. O primeiro, e único gol da partida, veio aos 22 com uma cobrança de Accioli, que garantiu a vitória em casa. Lembrando que esse foi o terceiro jogo disputado no Mocyrzão no ano, sendo o segundo com as portas abertas aos torcedores, onde venceu duas vezes (Joinville e Mogi Mirim) e perdeu apenas uma (Tupi). “A reabertura do Estádio Cláudio Moacyr era o primeiro grande passo para qualquer outra ação na direção da retomada do caminho aos dias de glórias”, destacou o gerente do clube, Guilherme Kroll. A recuperação do time pode ser associada também a novas contratações feitas pelo clube. Nomes como Pirão, Willain,

Franco e Accioli trouxeram uma nova dinâmica à equipe, que já traz grandes nomes, como Cláudio Maradona e Milton Raphael. “Todos os jogadores passarão a render mais. Quando se recebe um passe mais redondo, se joga muito melhor. É necessário ritmo de jogo e treinamento. A tendência é jogar, a cada jogo, melhor”, diz Guilherme, ressaltando que o Leão tem potencial para disputar o acesso Série B. “Sempre afirmei que estamos jogando para voltar. Queremos chegar entre os dois primeiros colocados do grupo para ter a vantagem do mando na fase decisiva da competição. Estamos a dois pontos do nosso objetivo. Sei que ficamos quase um ano sem motivos para nos alegrar, mas vamos espantar a nuvem negra. Vamos resgatar nossa autoestima, afinal de contas a úni-

ca derrota amarga foi para o Tupi, no Moacyrzão, quando ainda não tínhamos nossos reforços, e nosso artilheiro Maradona não jogou. Olhando a classificação, se tivéssemos ganho deles seríamos os líderes isolados da chave. Isso tem que dizer alguma coisa”, completou. Com o resultado do último jogo, o Macaé passou a assumir o sexto lugar com 10 pontos, três a menos do que o atual líder do grupo, o Botafogo-SP, que está com 13 pontos. O próximo desafio, pela nona rodada da competição, será no próximo sábado (8), às 16h, contra o Tombense`, no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, em Tombos, Minas Gerais. O adversário ocupa atualmente a oitava posição com a mesma quantidade de pontos, contudo tem uma vitória a menos do que o Alvianil Praiano.

URBANIZAÇÃO

Vila Soares vive a rotina do abandono Localidade seria contemplada com obras de infraestrutura paradas há três anos Não é de hoje que o jornal O DEBATE vem mostrando os transtornos enfrentados pelos moradores da região da Granja dos Cavaleiros e do Vale Encantados, bairros que deveriam ser contemplados com as obras de urbanização. Um dos pontos críticos fica na localidade da Vila Soares, onde moradores procuraram a nossa equipe de reportagem em busca de ajuda. Segundo Cláudio, que

vive ali há mais de 30 anos e viu o bairro crescer sem nenhum tipo de infraestrutura, a situação tem ficado cada dia pior com o abandono do poder público. “A gente paga os impostos, que são altos, e nada. Não temos nenhum tipo de melhoria aqui dentro. Estamos abandonados. Na parte final da Vila Soares não passa esgoto, para se ter uma ideia. Não tem um asfalto. Na verdade não tem nada. Estou até pensando em me mudar daqui, mesmo estando esses anos todos. Mas, infelizmente, não tem condições. Penso em abandonar a casa que construi ao longo

desse tempo com muito suor do meu trabalho”, lamenta. Cláudio diz que em dias de chuva é praticamente impossível circular pelo local. “É tanta lama que a gente fica isolado. Quando faz sol são os buracos e a poeira que causam incômodos. A única medida que a prefeitura faz, e isso de vez em quando, é colocar pó de brita para amenizar. Mas a gente quer o asfalto. A gente não aguenta mais. Queremos a retomada das obras”, desabafa. Se há alguns anos as obras de infraestrutura traziam a esperança de dias melhores, o cenário encontrado hoje,

de total abandono, gera preocupação para os moradores dos bairros contemplados pelo Consórcio do Vale Encantado, que cobram do poder público respostas para a paralisação dos trabalhos na região há três anos. Orçadas em mais de R$ 54 milhões, as obras de urbanização foram paradas, segundo a prefeitura na época, por conta de questões burocráticas envolvendo o consórcio responsável. Ela também enfatizou que seria feito um novo processo licitatório para a troca da empresa. O prazo dado para que isso fosse feito, e as obras retoma-

MARIANNA FONTES

das, era de 45 dias, ou seja, expirou em maio de 2015. “A obra da Granja é um sonho e no meio dele tem um poderoso que pode apontar 'faça ou não'.

Pavimentação e saneamento são dois itens priorizados pelos moradores

Ela depende da boa vontade do prefeito para se tornar uma realidade”, desabafou Dirant Ferraz, durante a nossa visita há duas semanas.


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 4 de julho de 2017

Política

NOTA

Câmara de Vereadores entrou em recesso das sessões ordinárias em plenário, que retornam em agosto.

POSITIVO

Macaé arrecada R$ 158 milhões a mais que o esperado pelo governo Em menos de seis meses, município contabiliza receitas próprias e do petróleo em excesso Márcio Siqueira

KANÁ MANHÃES

marcio@odebateon.com.br

A

ntes mesmo de encerrar junho, e concluir o balanço do primeiro semestre de 2017, Macaé foi capaz de arrecadar R$ 158 milhões a mais que o esperado pelo governo, de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017. O número, apurado pela redação de O DEBATE, segue como base dados consolidados pela própria administração municipal, através das informações atualizadas pelo Portal da Transparência, comparadas ao decreto 021/2017, que determina as metas mensais de arrecadação estimadas pela prefeitura. Conforme o quadro elaborado por O DEBATE incluído nesta matéria, a Capital Nacional do Petróleo segue como o único município capaz de manter a arrecadação com excessos em toda a região Norte Fluminense, que ainda enfrenta os efeitos da crise econômica nacional. O maior volume de receitas em excessos contabilizado pela cidade foi registrado em janeiro, quando R$ 52 milhões a mais entraram nos cofres públicos da administração municipal. Macaé manteve a arrecadação em alta durante todos os cinco meses deste ano, o que deve ser consolidado também em junho, a partir da nova atualização do Portal da Transparência. O total de receitas acumulado pela prefeitura em excessos corresponde hoje a quase o total do orçamento estimado pela prefeitura de Quissamã para o ano todo: R$ 169 milhões.

Macaé registra, em média, R$ 26 milhões em excessos de receitas já consolidados pelo governo no primeiro semestre de 2017

O dinheiro arrecadado a mais por Macaé é quase o dobro do orçamento total de prefeituras 'menores' da região, como Carapebus e Arraial do Cabo. De acordo com o balanço feito por O DEBATE, a prefeitura de Macaé conta hoje com uma média de aumento de arrecadação de cerca de R$ 26 milhões por mês, algo que nenhuma outra cidade da região é capaz de alcançar. Nos seis primeiros meses de 2017, a Capital Nacional do Petróleo acumula mais de R$ 67 milhões em excessos de receitas, apenas com os royalties e a Participação Especial.

Macaé acumula também R$ 34 milhões em excessos de receitas gerados por fontes que pertencem a arrecadação própria. No total, R$ 615,4 milhões da arrecadação atual da prefeitura foram gerados pelas receitas que formam o 'tesouro da prefeitura'. A previsão do governo era de obter, no mesmo período, pouco mais de R$ 581 milhões. Atualmente, a prefeitura de Macaé registra um total de R$ 1.073 bilhão já arrecadados. A previsão do governo para o mesmo período era de R$ 917 milhões.

MÊS

RECEITA

Janeiro

R$ 52.820.162,35

Fevereiro

R$ 35.389.247,55

Março

R$ 42.162.519,56

Abril

R$ 18.479.349,67

Maio

R$ 9.632.850,93

Junho

Não concluído ainda

Total

R$ 158.484.130,06

Presidente da Câmara garante que depósito municipal cobre diária a preço simbólico de R$ 1

caé. A população não pode ser mais penalizada pela falência do Estado. Por isso eu proponho a diária a R$ 1", defendeu Dr. Eduardo. Desde o início da tramitação do projeto na Câmara, Dr. Eduardo já havia assegurado a apresentação da emenda que fixa a diária dos veículos levados para o depósito municipal a R$ 1. Já que a proposta do governo é de beneficiar a população, que então faça o mesmo modelo adotado na passagem municipal e do restaurante popular", disse Dr. Eduardo. O projeto foi aprovado pela Câmara com outras emendas apresentadas por vereadores,

Com um orçamento total fixado em mais de R$ 453 milhões para este ano, a super-secretaria municipal de Educação recebeu no final de semana (3) mais um aporte financeiro, garantido pelo governo através de receitas arrecadadas em excesso neste ano. De acordo com o decreto 094/2017, assinado pelo prefeito Dr. Aluízio (PMDB), mais de R$ 2,2 milhões foram direcionados para a Educação, para despesas relativas ao Prograna Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Segundo o decreto, os recursos direcionados para a secretaria são oriundos de receitas arrecadadas pelo município a mais de repasses realizados pelo governo federal através de convênios. Segundo o Portal da Transparência, apenas neste ano, a prefeitura já aportou cerca de R$ 30 milhões a mais no orçamento estimado para a Educação, que deve receber neste ano receitas totais na ordem dos R$ 483 milhões. WANDERLEY GIL

Reforço para o ensino básico

KANÁ MANHÃES

A polêmica maior do projeto já aprovado pela Câmara era de que toda a receita recolhida por Macaé ao assumir o serviço, seria repassada pelos cofres públicos do Estado. Nem mesmo o custo da prefeitura em exercer a função municipalizada seria coberto pelo governo estadual. Durante a tramitação na Câmara, o projeto de lei recebeu algumas emendas dos vereadores, entre elas a registrada por Dr. Eduardo que fixou o valor da diária dos veículos em R$ 1. "Não há razão para que a prefeitura assuma um serviço e ainda gere mais dinheiro para o Estado que é deficitário em diversos serviços para Ma-

Educação recebe aporte de R$ 2,2 mi

Superávit acumulado por Macaé

"Diária a R$ 1 justificaria a municipalização de depósito" A garantia de que proprietários de veículos de Macaé possam pagar R$ 1 pela diária de carros e motos rebocados pela Polícia Militar e o DETRAN, para o depósito que pretende ser municipalizado pela prefeitura, foi defendida pelo presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) através de emenda a projeto polêmico, aprovado pelo Legislativo há duas semanas. O projeto do governo solicitou à Câmara autorização para a celebração do termo de cooperação congênere, a ser assinado entre a prefeitura e o governo do Estado, para que o terreno que pertence ao patrimônio de Macaé, situado no São José do Barreto, possa receber veículos apreendidos em blitzen da PM e operações de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). Através do termo, a prefeitura assumiria a responsabilidade pela prestação de serviços como a disponibilidade de reboques para atuarem junto às operações da PM e do DETRAN, a segurança dos veículos armazenados no pátio e também pelo recolhimento das diárias e tarifas previstas pela legislação estadual.

REFORÇO

BALANÇO

EFEITO

Dr. Eduardo é autor de emenda a projeto do Executivo que muda serviço estadual

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SERVIÇO

SIT já recebeu do governo R$ 29,8 milhões com subsídio Empresa deve receber, até o final do ano, mais de R$ 52 milhões, segundo orçamento Em seis meses, a SIT já recebeu dos cofres públicos do governo um total de R$ 29,8 milhões relativos à manutenção do subsídio da passagem de ônibus. Os recursos foram repassados pelos cofres públicos do governo através de quatro cotas pagas entre fevereiro e maio deste ano. O maior volume de receitas repassadas pela administração municipal para a empresa que detém o monopólio do transporte público de Macaé até 2025, ocorreu em março: R$ 10,9 milhões.

Com a prorrogação do contrato de concessão, assinado pelo governo em setembro de 2016, a SIT tem garantido a permanência do subsídio da passagem a R$ 1 até 2020, quando encerra o mandato do prefeito Dr. Aluízio (PMDB). Até dezembro a SIT deve receber da prefeitura um total de R$ 52 milhões, conforme está estimado na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano. A partir de 2018, a SIT deve receber cotas maiores dos cofres públicos de Macaé, com o subsídio. Já que, além de prorrogar o contrato de concessão com a empresa, a prefeitura permitiu também que o valor base da tarifa do transporte público, congelado em R$ 3,06 há quatro anos, seja reajustado no início do ano que vem.

como a de Cesinha (PROS), que assegura que os veículos apreendidos em Macaé permaneçam na cidade e não sejam encaminhados para Casimiro de Abreu, como acontece atualmente. “A PM possui um convênio com um pátio privado para receber os veículos apreendidos naquele município. Queremos que isso seja feito aqui na cidade, em um depósito público”, disse. Apesar de ter sido aprovado pela Câmara há duas semanas, em tramitação de caráter de urgência, a lei que registra a criação do termo de cooperação ainda não foi sancionada. Tarifa base cobrada pela SIT vai aumentar a partir de 2018

WANDERLEY GIL


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 04 de julho de 2017

Opinião

Consumidores reclamam de problemas em atendimento do Procon. População tenta registrar queixas no órgão contra empresas, porém o sistema está fora do ar há duas semanas.

FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL

EDITORIAL

NOTA

O que está por vir? Com o andamento da agenda do petróleo, tocada pela indústria offshore junto ao governo federal, Macaé volta a sonhar com tempos onde o ouro negro brasileiro será o combustível para a retomada de todos os negócios que envolvem as operações de óleo e gás na Bacia de Campos. E essa projeção de prosperidade cresce até 2019. Os leilões programados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para os próximos três anos significam o retorno das atividades de exploração de reservas de petróleo em abundância, uma atividade que mexe diretamente com a rotina das empresas sediadas na região, que se desenvolveram a partir das demandas da Petrobras. Em tempos quando a estatal injetava, por ano, algo em torno de R$ 9 bilhões na aquisição de materiais e na contratação de serviços, Macaé surfou na onda do petróleo e alcançou patamares invejáveis para diversas cidades do país e do mundo, algo que tende a se repetir com as projeções da política energética nacional, com base no planejamento do Ministério de Minas e Energia. Com a realização da 14ª rodada de leilões de concessão de reservas, Macaé pode registrar já em 2018 a recontratação de profissionais que

irão atender as demandas da cadeia produtiva de óleo e gás local, que já vislumbra o crescimento de receitas pelos próximos três anos. Como principal legado deixado pela nona edição da Brasil Offshore, essas diretrizes de concessões traçadas pelo governo federal podem trazer para o país investimentos na ordem de US$ 80 bilhões, uma grande parte direcionada às futuras operações da Bacia de Campos. Berço da gêneses do petróleo nacional, Macaé se consolida mais uma vez como a terra das oportunidades para as empresas que atuam na principal atividade econômica do país, que possui condições reais de tirar o Brasil do atoleiro, e devolver à população a dignidade através de oportunidades de emprego em uma escala crescente. E na visão de especialistas, esse novo futuro de Macaé já começou a ser escrito.

ESPAÇO ABERTO

Os russos de hoje e o passado comunista Cada país tem sua singularidade, mas a Rússia tem algo de diferente. É enigmática pelos mitos, pelas lendas e pelas versões sobre fatos históricos que a diferenciam do que aprendemos nos livros didáticos. Em parte, é decorrência da bipolarização que se estabeleceu entre os Estados Unidos e aliados contra o regime comunista dominante por cerca de sete décadas na antiga União Soviética, extinta em 1991. Em seis impactantes dias em Moscou e São Petersburgo, convivemos intensamente com professores, guias turísticos e com russos de extratos sociais distintos. Sem o rigor de uma pesquisa científica, buscava compreender o sentimento que os russos têm atualmente em relação ao regime comunista implantado em 1917. Atrevo-me a dividir as opiniões em dois grandes grupos. Primeiramente, há os saudosistas, para os quais o comunismo oferecia mais qualidade em saúde e educação, bem como maior segurança na aposentadoria. Para esse grupo, não havia desemprego - ainda que, se um engenheiro não tivesse trabalho, que fosse quebrar pedras - e quem não trabalhasse era muito mal visto. O sentimento antinorte-americano é mais forte. Por que os Estados Unidos soltaram duas bombas atômicas no Japão em 1945?, perguntam. Sim, o objetivo principal foi intimidar os soviéticos. E essa é a razão de as estações de metrô serem tão profundas serviriam de abrigos antiatômicos. Ademais, justificam, foram os soviéticos, com Stalin à frente, que venceram os nazistas na Segunda Guerra Mundial, e não os norte-americanos. Com a perda de 27 milhões de civis e militares, foi uma vitória com muito sangue e heroísmo, pouco reconhecida no Ocidente, queixam-se. E as atrocidades e os 2 milhões de soviéticos mortos pelo regime?, pergunto. E eles respondem com outra pergunta: Quem os contou? Os números são muito menores e as mortes foram essencialmente cometidas por Stálin, que já foi punido, embora tenha sido um grande patriota, afirmam. De fato, rememorando a história, Stalin faleceu em 1953 e no 20º Congresso do Partido Comunista, realizado em 1956, seu sucessor, Nikita Kruschov, em um célebre discurso, denunciou seu antecessor pelas brutalidades e abusos de poder: “Stalin descartou o método leninista de convencer e educar. Ele abandonou o método de luta ideológica para que prevalecesse a violência, repressões em massa e terror”. Ademais, como punição, além da liquidação moral,

seu corpo embalsamado, que até então jazia ao lado do sarcófago de Lenin, na Praça Vermelha, sofreu um downgrade ao ser transferido para as muralhas do Kremlin, ao lado de outros heróis soviéticos. Há um segundo grupo, a quem pouco importa o passado socialista, adotando uma postura pragmática e um modus vivendi similar ao de qualquer outra cidade do Ocidente. Eles valorizam a meritocracia e a capacitação profissional - 53% da população russa têm ensino superior, o índice mais alto do mundo (no Brasil, o indicador é de 11%). Preocupam-se com o desemprego, que ronda os 7%, e com os custos complementares de uma boa educação, saúde e previdência, embora beneficiem-se das moradias doadas pelo Estado - as mesmas que habitavam durante o antigo regime e com direito a repasse aos herdeiros. A Rússia, com o dobro do território brasileiro e contrastes do tamanho de uma Transiberiana, vai muito além de Moscou e São Petersburgo, cidadessímbolo, de per si muito diferentes, porém ambas atraentes, limpas, seguras, sem pichações e mendicância, repletas de gente afável e culta. Nelas, características semelhantes às metrópoles ocidentais, com os preços análogos aos de São Paulo e os irritantes congestionamentos, convivem com uma cultura sui generis e uma historiografia muito interessante, formada por páginas pungentes de heroísmos, traições, luxúria, sangue e sofrimento. Todavia, a locomoção e a compra de ingressos são complexas, poucos falam o inglês e as placas indicativas são somente em russo. Nesse sentido, a realização da Copa do Mundo de 2018 produzirá fortes estímulos ao aprendizado do inglês entre os jovens, recepcionistas, garçons e, possivelmente, promoverá melhorias na sinalização para estrangeiros. Ainda assim, para um merecido passeio neste país singular, prevalece o conselho que recebi: não se meta na Rússia sem um bom planejamento e um guia especializado! Jacir Venturi, coordenador da Universidade Positivo (UP) e ex-professor da UFPR.

Apesar de bela, a Foz do Rio Macaé apresenta um triste cenário marcado por anos de poluição não freados por investimentos em saneamento, que ainda deixam a desejar na Capital Nacional do Petróleo.

PAINEL Porto

Solene

Festa

R$ 1

Corrupção

Luto

Estratégias

Empregos

Arrecadação

Com a consolidação das estratégias que irão retomar as operações do petróleo no país, torna-se essencial para Macaé a construção do novo porto do São José do Barreto. Por isso, o projeto precisa ser prioridade para a classe empresarial e também para os agentes políticos da cidade, contribuindo para desengavetar o projeto de lei do governo que passa a permitir uma série de operações industriais na região onde o terminal será construído.

O presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), será entrevistado nesta semana por Robson Oliveira, no programa 'Show da 95', transmitido todas as manhãs pela Rádio 95 FM. O parlamentar foi convidado a falar sobre a emenda que institui a diária a R$ 1, incluída no projeto de lei proposto pelo Executivo, que visa municipalizar o depósito para reboque de veículos apreendidos pela PM e pelo DETRAN. O governo ainda não sancionou a proposta.

Com o recesso parlamentar, alguns vereadores aproveitam a agenda livre das sessões ordinárias para cumprir encontros políticos, especialmente no Rio de Janeiro. A estratégia é consolidar possíveis candidaturas às eleições de 2018, especialmente para uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Muitos acreditam que, dessa maneira, é possível fortalecer nomes para disputar a sucessão do prefeito Dr. Aluízio (PMDB), em 2020.

Falando na Câmara, o poder Legislativo municipal já prepara a sessão solene que marcará a celebração dos 204 anos de emancipação política e administrativa de Macaé. A cerimônia ocorrerá no dia 29 de julho, e contará com a entrega de Títulos de Cidadania, distribuidos pelos 17 parlamentares. A verdade é que alguns vereadores acabam não indo ao envento que também já registrou ausências do próprio chefe do Executivo.

E a operação realizada ontem (3) pela Polícia Federal, que prendeu personagens de um esquema de corrupção que envolvia contratos de transportes públicos, é o primeiro desdobramento das delações registradas pela Justiça junto aos conselheiros presos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A ação possui ligação também com a Operação Quinto do Ouro, que levou à prisão o ex-governador Sérgio Cabral. Há quem diga que esses desdobramentos também chegarão a Macaé.

Um estudo avaliado pelo Sistema Firjan aponta uma mudança no perfil do mercado de trabalho da cidade. Hoje, 3,7% da mão de obra local atua na indústria criativa: aquitetura, teatro, audiovisual, tecnologia da informação e artes. Os dados revelam que essas atividades ganharam maior projeção após a recessão do mercado do petróleo e da economia em geral. A análise aponta ainda que essas profissões também cresceram a nível nacional.

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E a cidade já vive os preparativos para a celebração dos 204 anos de emancipação política e administrativa, data que marca também a realização da Exposição Agropecuária. A população aguarda o anúncio da grade de shows que serão realizados na semana do dia 29 de julho. Diante dos eventos realizados em outras cidades da região, o povo espera que o aniversário da Capital Nacional do Petróleo seja comemorado em grande estilo.

Começa a se propagar a mobilização realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi) contra a inércia do governo em não apresentar, pelo segundo ano consecutivo, uma proposta de revisão salarial para a categoria. O #Luto pelos Servidores já se espalhou pelas redes sociais e está prestes a ganhar as ruas. Há a previsão de realização de uma nova assembleia com objetivo de discutir qual será o ato público a ser realizado pelo Sindicato.

Com a arrecadação em alta, Macaé deve registrar até o final deste ano um total de R$ 2 bilhões em receitas, obtendo o maior volume da região. Com isso, a Capital Nacional do Petróleo supera as barreiras da crise, não apenas com o aumento das receitas do petróleo, como também dos impostos gerados pelas operações da cadeia produtiva de óleo e gás. E isso é uma motivação para que a cidade possa viver dias melhores.

GUIA DO LEITOR

Telefones úteis

POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441


O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 4 de julho de 2017

Economia

NOTA

Lei que dá desconto em compra à vista já está em vigor. Lojistas poderão dar um descontão em compras à vista, desde que avisem os consumidores sobre as diferenças de preços

ADAPTAÇÃO

CORRUPÇÃO

Cenário econômico muda estrutura da rede hoteleira Sem contar com suporte do governo local, unidades do setor mudam gestões e demitem ao encarar escassez de reservas

O

fechamento das portas de um dos principais hotéis de Macaé, situado na frente da Praia Campista, demonstra a penúria ainda encarada por empresários e empresas do setor que, a duras penas, sustentam a segunda maior rede de meios de hospedagem do Estado do Rio de Janeiro. Suspendendo as atividades no último dia 30, o hotel integra a lista de outros quatro grandes estabelecimentos de hospedagem de Macaé que fecharam as portas desde 2014, por não suportar a queda da procura por vagas antes preenchidas pela dinâmica do 'turismo de negócios', impulsionado pelos investimentos da Petrobras na Bacia de Campos. Setor mais sensível a redução das operações de exploração de novas reservas de petróleo na região, que injetavam por ano cerca de US$ 9 bilhões apenas pela Petrobras, a rede hoteleira de Macaé passa por mudanças profundas em seu perfil de negócios, algo que afeta diretamente a manutenção de empregos para profissionais da área de atendimento e de serviços. O fechamento das portas do hotel da Praia Campista deixa, em situação de insegurança, cerca de 50 profissionais, quadro mantido por grandes hotéis em funcionamento pleno, cenário visto em Macaé até 2014. Outras unidades da cidade também plenejam demissões, reduzindo cerca de 35% a 45% do total de empregados em atividade no momento. Nos últimos três anos, muitos hotéis e pousadas da cidade que atendiam empresas prestadoras de serviços para a Bacia de Campos, reduziram funcionários e cortaram despesas. Alguns chegaram a desativar andares completos, para tentar superar o cenário da crise, cuja tempestade começa a dissipar diante das novas previsões do mercado do petróleo.

Na virada do ano, outro grande hotel da cidade passou por mudanças de gestão. O Sheraton Four Points, situado no alto do Bairro da Glória, um dos principais símbolos do progresso do petróleo na cidade, mudou de 'bandeira', e passou a ser administrado pela rede Grand Nobile. A expectativa é que o mesmo ocorra com o hotel da rede Mércure, que fechou as portas no último dia 30. Embora pessoas ligadas ao setor de hospedagem afirmem que outra empresa assumirá a gestão da unidade, ainda não há previsão de quando isso aconteça. Atualmente, Macaé possui 102 empresas dedicadas ao setor de hospedagem, que somam juntas cerca de 7,7 mil vagas, de acordo com dados consolidados pelo Convention and Visitors Buerou (CVB). Apesar da crise, investir na rede hoteleira de Macaé ainda é um grande negócio. Hoje, dois grandes hotéis estão prestes a serem inaugurados na cidade. Situados no trecho das Praias dos Cavaleiros e Campista, as unidades já prontas aguardam o melhor cenário para iniciar as atividades, algo que começa a ser visto a partir das projeções positivas para o futuro do mercado do petróleo no país. Além dos negócios do petróleo, Macaé começa a despertar o interesse para o segmento do turismo, algo que vem sendo discutido por empresários do setor, instituições que lutam pelo desenvolvimento econômico da cidade e pelo governo. Apesar de acanhado, o reconhecimento de Macaé como um balneário turístico de lazer começa a crescer, indo além das belezas naturais do Sana e dos distritos da Serra. COTA CHEIA DO ISS 'ENFORCA' UNIDADES

Ao se beneficiar com a demanda crescente criada pelo turismo de ne-

MUDANÇA

Estudo da FIRJAN revela novo perfil do mercado de trabalho do município Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil aponta que Macaé Fluminense tem alta concentração de trabalhadores em P&D De acordo com a análise especial para o estado do Rio de Janeiro, do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, 3,7% de toda a mão de obra de Macaé atuam no segmento criativo. Pela configuração econômica do município do Norte Fluminense, amplamente voltada para a atividade petrolífera, o perfil profissional do criativo é muito específico: 76,4% desses trabalhadores atuam no segmento de Pesquisa & Desenvolvimento. O Rio de Janeiro continua sendo o estado com maior concentração relativa aos criativos atuando em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), fato que se justifica pela ampla concentração de universidades e múltiplos institutos de pesquisa. No entanto, por conta do desaquecimento na indústria extrativista e da construção civil, foi registrada uma queda de 5,7% dos vínculos empregatícios no segmento de P&D no estado. Gerente de Indústria Criativa do Sistema FIRJAN, Gabriel Pinto destaca que em períodos de crise, inovar é essencial. Ele alerta que, após a recuperação econômica, é essencial que as empresas estejam preparadas e estruturadas para seguir em frente. “A indústria criativa pode ser essa saída porque contribui para a geração de negócios, valor e significado. O que nós queremos é impactar e conectar os elos produtivos e criativos de toda a cadeia”, explicou. A concentração de empreendimentos de bens e serviços criativos no Rio de Janeiro em relação a toda a produ-

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ção fluminense é, proporcionalmente, a maior do Brasil. O estado do Rio possui 25 mil empresas que têm a criatividade como matéria-prima, o que corresponde a 5,5% de todas as empresas fluminenses. Essa participação é superior à média nacional de 3,7%. O levantamento do Sistema FIRJAN leva em conta dos anos de 2013 a 2015. No período, a indústria criativa fluminense gerou uma riqueza de R$ 24,1 bilhões, o que corresponde a 15,5% do PIB criativo brasileiro em 2015. Em relação à remuneração dos trabalhadores do segmento criativo, o estado do Rio continua mantendo o protagonista no país. O rendimento médio dos profissionais criativos fluminenses foi de R$ 9.826 em 2015, acima da média nacional (R$ 6.270) e três vezes superior à média do mercado de trabalho fluminense (R$ 2.882). O Rio de Janeiro, com 99 mil profissionais atuando na indústria criativa, apresenta as maiores remunerações médias do país em seis dos 13 segmentos criativos: P&D (R$ 16.302), Arquitetura (R$ 10.155), Artes Cênicas (R$ 9.010), TIC (R$ 8.314), Audiovisual (R$ 6.453) e Patrimônio e Artes (R$ 6.219). INDÚSTRIA CRIATIVA CRESCEU 0,1% NO PAÍS

Conforme a quinta edição do “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, entre 2013 e 2015 a indústria criativa teve um incremento de 0,1% - avanço considerado relevante diante do encerramento de quase 900 mil postos no total do mercado de trabalho brasileiro (-1,8%). Como consequência do aumento de vagas neste período adverso, os criativos aumentaram a sua participação no mercado, reforçando seu papel estratégico na economia.

SYLVIO SAVINO

Hotel situado na Praia Campista suspendeu atividades dia 30 e deve reabrir com nova bandeira

gócios, durante a década 2004-2014, a rede hoteleira de Macaé viveu a fase da pujança do mercado de óleo e gás. Para suprir a demanda dos serviços e produtos criada pela Petrobras, diante da meta de ampliação da produção do petróleo na Bacia de Campos, empresas aportaram na cidade e criaram um novo perfil de logística, e sustentaram boa parte da cadeia petrolífera de óleo e gás da região. Mas, com a crise institucional encarada pela companhia, somada à queda do preço do petróleo no mercado internacional, o setor offshore sofreu um desaquecimento voraz, reduzindo contratos e negócios entre as empresas da cidade. Apesar de sofrer o impacto direto da crise, a rede hoteleira não conseguiu firmar com o governo municipal um acordo para a construção de uma política de incentivos fiscais com objetivo de amenizar a carga tributária que segue o mesma do perfil de 2014. A rede hoteleira ficou de fora da Lei

247/2015, instituida pelo governo municipal que reduz à metade incidência do ISS (Imposto Sobre Serviços) para as grandes empresas do petróleo com sede em Macaé, que mantenham 60% de moradores de Macaé em seu quadro de funcionários. E mesmo mantendo a principal prerrogativa criada pelo governo para conceder a redução da alíquota do ISS para as empresas offshore, a rede hoteleira tenta sobreviver hoje a redução do mercado, pagando a cota cheia do ISS, situação que reduz a capacidade das empresas de, ao menos, manterem o quadro atual de funcionários. A redução do ISS cria um atrativo para o setor e segue uma tendência construída em cidades onde o turismo de lazer lucra alto e aquece a economia. Se essa for a meta da cidade para a diversificação da economia, a política de incentivo fiscal para a rede hoteleira precisa se tornar uma realidade. Com urgência!

Operação Quinto do Ouro: delações do TCE levam a esquema de ônibus Segundo a Justiça, mais de R$ 260 milhões foram pagos por empresários a agentes políticos em esquema de propinas As delações apuradas pela Operação Quinto do Ouro, que prendeu em março deste ano cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), levaram a Justiça a descobrir uma nova ramificação do esquema de corrupção, que envolve empresários e políticos do Estado. Através das investigações apuradas também apela Operação Lava Jato, a Polícia Federal realizou ontem (3) prisões de suspeitos de participação de um esquema de pagamento de mais de R$ 260 milhões em propinas, que tinham como pano de fundo contratos de concessão de transportes públicos no Estado. A Operação Ponto Final foi iniciada na madrugada de domingo (2) para segunda (3) , quando começaram a ser cumpridos pela Polícia Federal nove mandados de prisão temporária, expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Federal Criminal/RJ, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. Um dos principais empresários do ramo no Estado do Rio, Jacob Barata Filho, foi preso ainda na noite de domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim tentando embarcar para Portugal. Ontem, foram presos o Presidente-Executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro, Rogério Onofre. Segundo informações do MPF, durante as investigações foi possível identificar vários núcleos e operadores financeiros da organização criminosa e nos depoimentos prestados ao MPF foram confirmados os pagamentos de propinas nos moldes dos realizados pelas empreiteiras, só que dessa vez no setor de transporte público com o objetivo de garantir tarifas e contratos com o Governo do Estado do Rio. As investigações contaram com depoimentos prestados em sede de colaboração premiada, extraídos pela Operação Quinto do Ouro junto também a ex-conselheiros do TCE, que detalharam a forma como era fei-

ta a custódia do dinheiro em espécie em transportadoras de valores para a posterior distribuição de propina a políticos e agentes públicos. Por meio de documentos e planilhas com registros da distribuição de propina entregues, os colaboradores permitiram identificar a estrutura montada pelas empresas de ônibus e Fetranspor para obter vantagens indevidas nos contratos públicos firmados. De acordo com as investigações, entre 2010 e 2016, o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 122,8 milhões. Já Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, recebeu R$ 44,1 milhões em propinas pagas pelas empresas de ônibus. Além dos termos colhidos em sede de colaboração premiada, Luiz Carlos Bezerra, apontado pela Justiça como operador financeiro de Sérgio Cabral, confessou voluntariamente que recolhia propina na sede da empresa Flores, em São João de Meriti. Bezerra admitiu também que codinomes como "Jardim", "Flowers" e "Garden" constantes de anotações de contabilidade feitas em agendas, apreendidas durante a deflagração da Operação Calicute, em novembro de 2016, eram referentes à Companhia Viação Flores, cujo sócio administrador é o empresário José Carlos Reis Lavouras - sócio também de mais 13 empresas ligadas ao ramo de transporte. Lavouras também figura como membro do Conselho de Administração da Riopar Participações SA (Bilhete Único e Riocard) juntamente com o empresário Jacob Barata Filho (na condição de presidente) e Lélis Marcos Teixeira (como secretário da mesa apuradora). Para o MPF, o esquema de corrupção encontra-se organizado a partir de quatro núcleos básicos: núcleo econômico, formado pelos executivos das empresas organizadas em cartel; o núcleo administrativo, composto por gestores públicos do governo do Estado, os quais solicitaram/receberam propinas; núcleo operacional cuja principal função era promover a lavagem de dinheiro desviado; e núcleo político, integrado pelo líder da organização Sérgio Cabral. A operação Ponto Final decorre das investigações das Operações Calicute e Eficiência.


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Polícia

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Macaé, terça-feira, 4 de julho de 2017

ROTINA DO MEDO

Cabine da PM não inibe ação de bandidos no Cavaleiros Audácia dos criminosos chama atenção dos comerciantes, que ficam surpresos sem nenhum tipo de ação da polícia

U

ma onda de assaltos na Avenida Nossa Senhora da Glória, no bairro Cavaleiros tem preocupado comerciantes e assustado moradores de Macaé. O que chama a atenção é a audácia dos criminosos, já que nesta avenida, existe uma cabine da Polícia Militar que, mesmo assim, os bandidos agem sem se preocupar com as imagens registradas pelas câmeras de segurança dos comércios, intimidando moradores do bairro e aproveitam os deslizes para assaltar residências. Um dos últimos crimes na região aconteceu na última sextafeira (30), na Avenida Nossa Senhora da Glória, bem ao lado da cabine da Polícia Militar, onde uma câmera de segurança flagra um bandido sem camisa, arrombando um veículo durante o dia. A ousadia ainda vai além, quando o criminoso termina de arrombar o veículo, ele entra no carro e furta todos os objetos que estavam no interior. A ação foi rápida, durou menos de um minuto. O vídeo foi divulgado nas redes sociais e a população ques-

tiona a falta de policiamento na localidade. Após a postagem do vídeo, internautas comentaram a onda de assaltos na região e um deles relatou: “Eu já fui assaltado com arma na cabeça com meu filho dormindo na cadeirinha dentro do veículo, exatamente no mesmo local, às 14 horas, literalmente em frente a cabine da Polícia Militar. Levaram meu carro e por obra divina eu tirei meu filho, mesmo com o bandido dizendo que me mataria”, disse o empresário. Ainda na semana passada, um assalto foi registrado no mesmo endereço, em frente a uma farmácia do bairro. Uma cliente saía da drogaria e esperava o marido na calçada, porém, devido à demora, dois criminosos que estavam em uma motocicleta abordaram a vítima e roubaram o celular e uma bolsa com documentos e uma quantia de R$ 450. A vendedora da farmácia ficou assustada com a ação criminosa e relatou os fatos. “Foi tudo muito rápido. A cliente entrou no estabelecimento e comprou um produto e ficou

WANDERLEY GIL

Moradores e comerciantes da localidade relatam assaltos ao lado da cabine da Polícia Militar

em frente à farmácia aguardando o carro do marido. A ação foi muito rápida e nos surpreendeu”, disse a funcionária que trabalha no bairro e afirma que diariamente crimes são registrados na localidade e bem próximo à cabine da Polícia Militar. Moradores e comerciantes acreditam que os criminosos

BARRA DE SÃO JOÃO

aproveitam momentos de distração e fragilidade dos moradores para fazê-los vítimas. "Ficamos assustados quando chegamos ou saímos de casa e percebemos movimentação estranha de motocicletas. É bom também não deixar objetos de valor, não sair e deixar a casa aberta”,

declarou uma moradora que preferiu não ser identificada. A equipe de reportagem do jornal O DEBATE entrou em contato diversas vezes com o comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar, Coronel, Marco Aurélio Vollmer, mas até o fechamento desta edição não tivemos nenhuma resposta.

MACAÉ

Quatro pessoas são presas por tráfico de drogas Segundo a PM, os suspeitos estariam comercializando materiais ilícitos no bairro Cajueiros A Polícia Militar segue com as operações de combate ao tráfico de drogas em toda área do 32º Batalhão de Polícia Militar. Uma das últimas ações da PM contra o tráfico aconteceu na Rua Teixeira de Gouveia, no bairro Cajueiros, em Macaé, tendo resultado na apreensão de drogas e quatro homens detidos em flagrantes. Segundo informações, uma viatura realizava patrulhamento nas imediações do bairro, com o objetivo de coibir a venda de entorpecentes e os conflitos de facções criminosas rivais. Na Rua Teixeira de Gouveia, os policiais perceberam quatro suspeitos, em frente a uma residência. De imediato, foi feita a abordagem e revista pessoal, sendo encontrados 8 tabletes de maconha, 25 pedras de crack e R$ 107, em espécie. Segundo a PM, os suspeitos informaram que teriam pego os materiais entorpecentes para comercializar no bairro e que a maioria das vendas era feita por telefone. O caso foi registrado na delegacia de Macaé, e os suspeitos permanecem detidos.

DENÚNCIA

Ex-funcionário é suspeito de Dois são detidos após assaltos matar dono de supermercado FOTO CEDIDA POR MORADORES

Paulo César Gomes, de 64 anos, foi morto com tiro, após uma discussão em frente ao estabelecimento comercial, no fim de semana No último fim de semana, por volta das 13h, um crime chocou a população de Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, quando o empresário de um supermercado, Paulo César Gomes, de 64 anos, foi cobrar uma dívida de um ex-funcionário em frente ao estabelecimento comercial, que fica localizado na Rodovia Amaral Peixoto. De acordo com a informação da Polícia Militar, o ex-funcionário, de 61 anos, teria trabalhado há anos no comércio e que durante a conversa, houve uma discussão já que o suspeito devia R$ 500 para o ex-patrão, vindo a sacar a arma efetuando um disparo em direção à cabeça de Paulo César Gomes, que não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O empresário residia em cima do supermercado, e devido ao barulho do disparo da arma de fogo, familiares desceram do primeiro andar e foram até o supermercado para saber o que teria acontecido.

Empresário foi morto a tiros em frente a supermercado no distrito de Barra de São João

Após o crime, policiais realizaram buscas e encontraram o suspeito na Avenida Amaral Peixoto, próximo ao Hospital de Barra de São João. A polícia afirmou que o homem estava em um veículo Toyota Corolla e com ele foi encontrado um revólver calibre 38, 4 munições intactas e uma deflagrada. Ainda de acordo com a PM, ele confessou o crime, não resistiu à prisão e foi encaminhado para a 128ª Delegacia de Rio das

OBITUÁRIO ●

MARINA Rino Rodrigues Dantas, 87 anos, viúva, pensionista, moradora do bairro Riviera Fluminense. O sepultamento aconteceu ontem (3), às 16h30, no Cemitério Memorial Mirante da Igualdade.

Ostras , mas será investigado pela 121ª DP em Casimiro de Abreu. A polícia declarou, ainda, que o suspeito já possuía duas anotações por lesão corporal. Ainda segundo a polícia, o empresário era pastor de uma igreja evangélica União em Cristo, no município de Macaé. Fiéis e amigos da vítima ficaram comovidos com o fato. O corpo de Paulo César Gomes foi sepultado na tarde de sábado (1º), em Rio das Ostras.

POLÍCIA MILITAR

Um menor de 17anos, e um jovem de 19 foram detidos no fim de semana após praticarem assaltos

No distrito de Barra de São João, em Casimiro de Abreu, um jovem de 19 anos foi preso e um menor de 17 anos, apreendido, sob suspeita de praticar assaltos na região central, na Praça das Primaveras. Os dois suspeitos foram detidos por policiais militares durante uma perseguição, após denúncias anônimas informando sobre os assaltos. Ao serem abordados pelos agentes, os dois tentaram fugir, mas logo foram detidos na ponte da Barra de São João. A polícia afirma que os dois jovens estariam em uma motocicleta, de cor amarela, praticando assaltos na área comercial. Com eles foram apreendidos dois celulares, uma réplica de uma pistola e os materiais furtados. O caso foi registrado na 128ª DP (Rio das Ostras). As vítimas reconheceram os acusados como autores do roubo e eles permaneceram detidos.

Objetos foram encaminhados para a delegacia de Rio das Ostras

A insegurança no distrito é uma das principais reclamações de quem convive diariamente com a violência. Para os moradores de Barra de São João essa é uma triste realidade: assaltos a transeuntes, a residências e até mesmo aos locais públicos, têm

assustado a população local. Segundo relatos de moradores, alguns criminosos vêm agindo sempre em dupla, a pé ou em motocicletas, dificultando a identificação do veículo pela placa, que fica completamente levantada.


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ABANDONO

Moradores voltam a reclamar de buracos no Jardim Vitória

De acordo com os relatos, o que antes eram apenas buracos estão se tornando enormes crateras Juliane Reis

SYLVIO SAVINO

juliane@odebateon.com.br

Na última semana, moradores do Jardim Vitória procuraram a redação do Jornal O Debate para denunciar o descaso do órgão municipal e da Cedae para com os buracos nas ruas do bairro. Na principal rua, Rua Santa Maria - entrada pela Estrada Santa Tereza, eles contaram que a Cedae havia iniciado uma obra, deixando um enorme buraco na via prejudicando assim a passagem dos veículos. Na última quinta-feira, procurada pela redação do Jornal, a Cedae informou que havia feito dois reparos de vazamentos em ramais prediais na via e que na manhã da mesma quinta-feira (29) os funcionários estavam concluindo a reposição do pavimento nos trechos onde foi necessário escavar para realizar o conserto. No entanto, nesta segundafeira (3), mais uma vez os moradores voltaram a procurar a re-

O que antes era um simples buraco, agora tomou toda a rua, e está causando prejuízo aos motoristas

dação do Jornal. Segundo eles, o que estava ruim, ficou ainda pior. “A Cedae voltou a mexer aqui na rua, abriu uma vala de um lado ao outro, acredito que para mexer em um cano, porém

depois que terminaram a obra eles simplesmente jogaram um pouco de areia para tapar o buraco, mas com a chuva dos últimos dias, a areia saiu e agora está impossível dos carros pas-

sarem, pois agarra o fundo, e os motoristas estão tendo que dar a volta pela outra rua. O que estava ruim ficou três vezes pior. Não sabemos até quando vai ficar assim”, disse um morador.

Mesmo sendo um direito previsto por lei através do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), que garante ser dever das autoridades promover um trânsito seguro e de qualidade, o fato é que a população não conta com a manutenção das vias na cidade, um dado que vai contra o que diz o Art. 1º do CBT - "o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito". De Norte a Sul, e de Leste a Oeste, a Capital Nacional do Petróleo deixa a desejar quando o assunto é manutenção das ruas. Além da Rua Santa Maria, no Jardim Vitória, outras ruas do bairro estão com o mesmo problema, assim como toda a cidade. “O fato é que a solução para os problemas da cidade parece um sonho distante de se tornar realidade. Por toda

parte estão os buracos, esgoto jorrando a céu aberto. Nossa cidade está abandonada”, relatou outro morador. Um motorista que prefere não se identificar cobra mais atenção do órgão responsável pela manutenção da vias. “As ruas estão tão danificadas que não dá nem para desviar. É a gente desviar de um buraco para cair em outro”, disse. A redação do Jornal entrou em contato com o setor de imprensa da Prefeitura, mas até o fechamento da edição, o mesmo não havia se pronunciado. Como os próprios moradores relataram que na Rua principal, os buracos foram causados por obras da Cedae, a equipe do Jornal voltou a fazer contato com o órgão que, em nota, informou que foram realizados dois reparos de ramais prediais nesta rua e os mesmos foram devidamente reaterrados. Segundo a concessionária, a parte da Cedae já foi concluída e foi solicitada a reposição asfáltica.

PARCERIA

VAGAS

Campanha solidária arrecada cobertores

Oportunidade para cursos de qualificação a distância

DIVULGAÇÃO INFRAERO

Itens serão distribuídos pela Paróquia São João Batista Com a finalidade de fazer o bem, a Paróquia São João Batista, em parceria com a Infraero, realizou a Campanha Solidária do Cobertor e com um gesto de carinho e solidariedade está contribuindo para um inverno mais quente para muitas famílias. Após arrecadar os itens, recentemente a Infraero realizou a entrega dos cobertores à Paróquia - que ficará responsável pela distribuição dos itens à população carente do município. As atividades fizeram parte do Programa “Ações Educativas e Culturais: Meio Ambiente, Segurança, Saúde e Vocação vão à escola", desenvolvida pela Infraero. A coordenadora do Projeto, Maria Angélica disse que o objetivo foi apoiar a população carente de Macaé através das Instituições Religiosas, Filantrópicas, ONGs e Instituições de diversos segmentos da sociedade macaense e que a campanha contou com uma frase extraída do provérbio 11: “Quem dá com generosidade, vê suas riquezas

Donativos foram entregues à Paróquia para distribuição à população

se multiplicarem; outros preferem reter o que deveriam ofertar, e caem na pobreza". A ação contou com a participação de profissionais das empresas: Top Lyne - Petrobras, Taxistas, Marlim Azul, Omni Táxi Aéreo, Restaurante Pouso Certo, Empresa Iguaçu de Manutenção e Serviços (EIMS), Petrobras, EPTA ME, Loja Santos Dumont e Emar Táxi Aéreo. “Juntos eles fizeram a Campanha acontecer. Foi gratificante ver cada um chegando,

trazendo um cobertor, eles fizeram suas doações e deram um belo exemplo de solidariedade humana. O evento teve como objetivo levar mais qualidade de vida e dignidade à população carente, no momento em que mais necessita do nosso apoio, tendo que enfrentar o inverno e sem muito recurso para se proteger do frio”, ressaltou Maria Angélica. Ela destaca ainda que este ano a Campanha Solidária do Cobertor contou com a partici-

pação de 61 colaboradores solidários, e resultou na arrecadação de oitenta e dois cobertores, 3 sacolas contendo roupas, uma bolsa, uma carteira feminina e duas capas de fronhas. Todo material recolhido foi transportado para Paróquia, e a conferência foi feita por um profissional da Igreja. “O evento foi marcado pela satisfação estampada na face de cada colaborador que, com grande carinho veio trazer as suas doações, na certeza que estavam fazendo a sua parte, levando mais qualidade de vida a cada ser humano que precisa de proteção e esperança, para enfrentar as adversidades da vida”, ressaltou Maria Angélica Francisco de Azevedo, profissional da Infraero. Para finalizar, ela conta ainda que, atendendo ao pedido da empresa aérea, Omni Táxi Aéreo, vai acontecer a segunda etapa do evento solidário. Os interessados em contribuir com a iniciativa têm até o dia 1º de setembro para fazer as doações. Os itens arrecadados serão entregues na Igreja no dia 5 do mesmo mês, selando o compromisso solidário com a Instituição Religiosa.

Do Canal ao Porto: Macaé alcança anos de progresso através das águas Predestinada a se tornar referência em prosperidade, Macaé registra em sua história dois momentos marcantes para a chegada do progresso, que mesmo separados por 100 anos, se complementam ao evidenciar os privilégios que garantem ao município, nesses 204 anos de emancipação política

e administrativa, a garantia da retomada que já começou. Após ser alçada ao status de cidade, a então Vila São João de Macaé tornou-se estratégica aos olhos do Império, diante da evolução da produção de cana de açúcar nas fazendas da região, e também com a instalação de engenhos. WANDERLEY GIL

Ao ganhar status de cidade, Macaé ganhou vantagem comercial com a construção do Canal MacaéCampos

Para escoar a produção local, o Império determinou, em 1872, a construção do canal CamposMacaé, atravessando restingas em um trajeto de 109 quilômetros, utilizando como porto marítimo a enseada de Imbetiba. Nascia assim um importante sistema de transporte fluvial de cargas que ajudou a consolidar e a sustentar a economia fluminense, que seria palco de uma intensa agitação comercial no fim do período imperial. Exatos 105 anos depois, o posicionamento estratégico de Macaé, entre os principais polos de desenvolvimento econômico do Estado e do país, garantiu ao município a chegada da Petrobras, que trouxe com ela 40 anos de prosperidade e de mudanças significativas no perfil do município. Com o início da exploração de petróleo na Bacia de Cam-

pos, na área que deu origem ao campo de Garoupa, a Petrobras decidiu construir na cidade o seu maior complexo operacional, que teve início através do Porto de Imbetiba. As obras do porto foram iniciadas 1977, após operários da empresa Nordeste-Subaquática, contratada pela Petrobras, avaliarem a área para a construção do terminal. Nesta altura, a estatal já havia instalado seu escritório nas dependências da Oficina de Imbetiba da Rede Ferroviária Federal, que funcionava onde hoje opera o Porto de Imbetiba. Em agosto de 1979 ficou pronto o terminal que hoje é responsável pela movimentação de 100 mil toneladas de cargas, que atendem a Bacia de Campos e trecho da Bacia do Espírito Santo.

O Ministério da Educação está oferecendo cerca de 500 mil vagas e os interessados têm até 5 de julho para se inscrever Interessados em conseguir uma das mais de 500 mil vagas gratuitas de qualificação profissional e a distância que estão sendo oferecidas pelo Ministério da Educação (MEC) devem ficar atentos. O prazo para inscrição termina no dia 5 deste mês. As vagas oferecidas são pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec Oferta Voluntária e no total são mais de 80 cursos. Segundo o MEC, o Pronatec Oferta Voluntária é tanto para quem está no ensino médio como para quem já concluiu ou até para quem já está no mercado e quer uma qualificação complementar. Ainda segundo informações, o programa visa ampliar a oferta gratuita de formação profissional.

A idade mínima para participar é de 15 anos. Os cursos têm duração de 160 horas e são focados em uma área de atuação específica. As aulas serão ministradas de julho a dezembro, totalmente on-line. As inscrições para o Pronatec Oferta Voluntária devem ser feitas no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec) <http://sistec.mec. gov.br/meu-cadastro>. Entre as opções de cursos estão: Auxiliar de Laboratório de Saneamento; Auxiliar de Fiscalização Ambiental; Operador de Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos Urbanos; Monitor do Uso e Conservação dos Recursos Hídricos; Operador de Produção de Fármacos e Medicamentos; Auxiliar de Operação de Estação de Tratamento de Águas; Ag ente de Alimentação Escolar; Laboratorista de Materiais de Construção; Operador de Tratamento de Resíduos Sólidos; Monitor do Uso e Conservação dos Recursos Hídricos.

KANÁ MANHÃES

Washington Luis: macaense que chegou a presidir a República ACERVO

Início da instalação do Porto de Imbetiba, pela Petrobras


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Macaé (RJ), terça-feira, 4 de julho de 2017, Ano XLII, Nº 9342

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Fundador/Diretor: Oscar Pires

CADERNO DOIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Comédia anima a tarde das mamães macaenses O CineMaterna acontece nesta terça-feira (4) no Planet Cinemas a partir das 14h30 Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

U

ma história hilária promete fazer o público dar boas gargalhadas na tarde de hoje. Trata-se do filme ‘Um Tio Quase Perfeito’, que entra em cartaz nesta terça-feira (4), no Planet Cinemas, como acontece uma vez por mês no Shopping Plaza Macaé com mais uma edição do CineMaterna.

No longa, o ator Marcus Majella interpreta Tony, um tio pra lá de trambiqueiro que ganha a vida com bicos de estátua viva, falso pastor e aplicando golpes “inocentes” por toda a cidade. A sessão de cinema especial para mães, pais e demais acompanhantes de bebês de até 18 meses vai rolar às 14h30, garantindo uma tarde de muita diversão. A escolha do filme foi realizada em votação através do

site www.cinematerna.org.br, e venceu ‘Um Tio Quase Perfeito’. A classificação etária é livre. Os interessados em participar da escolha dos filmes das

próximas sessões podem acessar o site nos dois finais de semana que antecedem o evento ou, se preferirem, podem receber a enquete por e-mail todo

mês. Basta se cadastrar no site. O CineMaterna é uma das atrações do Shopping Plaza Macaé, que fica na Avenida Aluisio da Silva Gomes, 800 - Granja dos

‘Um Tio Quase Perfeito’ A comédia ‘Um Tio Quase Perfeito’ conta a história de Tony (Marcus Majella), que é um malandro trambiqueiro e que adora se disfarçar para ganhar dinheiro de inocentes. Ele já foi estátua viva, pastor, cartomante - tudo com a ajuda de sua mãe, Cecília (Ana Lucia Torre). Depois de serem despejados de casa, os dois procuram Angela, outra filha de Cecília e com quem eles não falam há anos, que cai na lábia dos dois e se oferece para dividirem o mesmo teto. Após receber uma promoção no emprego que a obriga a passar um tempo via-

jando, Angela decide deixar os seus três filhos sob os cuidados do Tio Tony - o que vai ocasionar muitas confusões. MAIS DETALHES DO FILME

O enredo do filme assemelhase a ‘Quem vê cara não vê coração’ (1989), de John Hughes com algumas boas referências de ‘Uma babá quase perfeita’ (1993), a começar pelo título, mas com piadas que só brasileiros conseguiriam entender e se deliciar como a historinha do BOPE. Piadas essas que passam ilesas para a maioria das crianças

CineMaterna O projeto CineMaterna vem marcando o maior sucesso de público. A sessão de cinema especial é destinada para mães que queiram se divertir na companhia dos seus bebês, com toda tranquilidade e conforto. Em geral, os filmes exibidos têm temática adulta. O objetivo do CineMaterna é facilitar o retorno das mães à vida social e cultural, proporcionando uma oportunidade para que elas troquem experiências sobre a maternidade. A sala de cinema é totalmente adaptada para a ocasião. Uma equipe de facilitado-

ras, também mães, participa de todas as sessões para receber, conduzir e auxiliar mães e bebês em tudo que precis arem. O volume do som é reduzido, o ar condicionado é suave, com a temperatura sempre amena e há trocadores de fraldas dentro da sala. O local também recebe leve iluminação e há um tapete especial na primeira fila para quem quiser ficar ainda mais à vontade. O ingresso para a sessão terá o mesmo preço p r ati c ad o n a s s e s s õ e s normais e poderá ser adquirido na hora.

que lotam as salas, mas que não passam despercebidas pelos adultos, ou seja, no final fica todo mundo satisfeito. A trilha sonora que é uma delícia, embora seja quase toda internacional, torna o filme mais agradável de ver e o carisma de Majella, que sobra em Paulo Gustavo e Cacau Protássio e que falta em Samantha Schmütz (a comédia com a atriz ‘To Ryca’ também foi dirigida por Pedro Antonio), aliados ao bom roteiro de Leandro Muniz, Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart foram elementos essenciais para deslanchar na bilheteria.

Cavaleiros. Mais informações pelo telefone (22) 2141-8200, pelo site www.shoppingplazamacae.com.br ou Facebook www. facebook.com/plazamacae. SERVIÇO

‘Um Tio Quase Perfeito’

Pedro Antonio Marcus Majella, Ana Lucia Torre, Letícia Isnard, Eduardo Galvão. ● COPRODUÇÃO: Morena Filmes, Sony Pictures e Globo Filmes ● PRODUTORES: Mariza Leão, Erica Iootty ● ROTEIRO: Leandro Muniz, Sabrina Garcia, Rodrigo Goulart ● GÊNEROS: Comédia Nacional ● CLASSIFICAÇÃO: Livre ● NACIONALIDADE: Brasil ● DIREÇÃO: ● ELENCO:


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CADERNO DOIS

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

Macaé, terça-feira, 4 de julho de 2017

KELVIN KARVALHO kelvin.karvalho@uol.com.br KELVIN KARVALHO

Diminuiu um pouco

Espetáculo armado

Pelo segundo mês consecutivo, o percentual de famílias endividadas diminuiu em junho, atingindo 56,4% do total de famílias. Em maio, a proporç ão e stava em 57,6%. Já no mesmo período do ano passado, em 58,1%. Os números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mostram ainda que o cartão de crédito é a principal forma de endividamento para 76,9% das famílias com dívidas.

O país se transformou numa guerra interna. O judiciário não se entende com o executivo que ri da cara do legislativo. E os brasileiros mais descrentes que nunca com o legislativo. Hoje em dia ser político não é mais Ibope não. Resta na próxima campanha aparecerem aqueles “mega honestos” nas propagandas que dirão “Vamos limpar o país”. Tudo balela. Voltamos à época do descobrimento, trocando ouro por espelhinhos. Aliás, trocando favores, porque o ouro já foi há muito tempo.

Ficar atentos Tem posto de gasolina com preço mais baixo em Macaé. São centavos, porém conta muito na conta final. Fique atento que tem posto fazendo promoção relâmpago. Mesmo que ainda tenhamos o combustível mais caro do Estado.

Vale

Se seu negócio anda ruim, vale muito a criatividade. Veja o velho Silvio Santos: Suas empresas não fazem nada onde o cliente não ganha um brindezinho. Comprou algo? Vai pra sorteio e ganha nem que seja um perfumezinho de vinte e dois reais. É negociar com a sorte e com promoções. É tentar ganhar na quantidade e não no preço de um só produto. E a fórmula simpática de Silvio Santos funciona há oitenta e seis anos!

Em tempo de festa julina em escola, Ivonete Garcia e os diretores Luzenilda e Weberty


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Edição 9342 04 07 2017 by O DEBATE Diario de Macae - Issuu