DIVULGAÇÃO PM
O DEBATE
SUSPEITOS PRESOS POR TRÁFICO DE DROGAS
CONSELHO DE ARQUITETURA PROMOVE AÇÃO NA CIDADE
MACAÉ DÁ ADEUS A HAYEL BARRETO
POLÍCIA, PÁG.6
ECONOMIA, PÁG.5
OBITUÁRIO, PÁG.6
R$ 1,00 Macaé (RJ), quarta-feira 22 de fevereiro de 2017 Ano XLI, Nº 9252 Fundador/Diretor: Oscar Pires
O DEBATE
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DIÁRIO DE MACAÉ
Revolta dos servidores vai ganhar as ruas de Macaé Assembleia geral extraordinária dos servidores fortalece união da categoria com vereadores independentes e passa a mobilizar a população para apoiar manifestação contra dívidas e rotina perversa do governo PÁG. 7 POLÍTICA WANDERLEY GIL
Briga política emperra ciclo de prosperidade na Capital do Petróleo Indefinição sobre promulgação de lei que amplia Zonas Industriais interfere na consolidação do novo porto da cidade, com capacidade de abrir 10 mil postos de trabalho
I
mpasse que se arrasta desde o final do ano passado, a promulgação da lei 019/2016, de autoria do prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB), emperra a concretização de um novo ciclo de prosperidade em Macaé, através da instalação do novo porto, no São José do Barreto. Principal pauta ontem da sessão ordiná-
POLÍCIA
Polícia Civil mantém paralisação parcial de atendimento em Macaé A greve das categorias da Polícia Civil, agentes, inspetores, papiloscopistas e peritos oficiais segue sem previsão de término. Há mais de um mês com a paralisação, a Polícia Civil indica à população o registro on-line como alternativa para quem deseja obter o boletim de ocorrência para relatar situações de pequenos furtos, entre outros. Os servidores exigem o pagamento do 13º salário, o RAS (regime adicional de serviço), plano de metas para os policiais civis da ativa e acerto dos débitos com aposentados e pensionistas (13º e aposentadoria/pensão). O Governo do Estado ainda não deu uma previsão para o pagamento dessas exigências. PÁG. 6
WANDERLEY GIL
ARQUIVO
Ainda não há previsão para o término da greve dos policiais civis
Jovens já representam 60% dos desempregados Os dados são preocupantes principalmente para aqueles que estão saindo do Ensino Médio, já que do total de desempregados na cidade de Macaé 60% têm entre 18 e 25 anos. A informação do Cadastro Geral
KANÁ MANHÃES
Ciclofaixa é tema de reunião na ACIM
Problema obriga moradores a contratar e pagar por caminhões-pipa PÁG. 2
Fim de estacionamento na Teixeira de Gouveia vai ser avaliado PÁG. 5
Barra Green enfrenta problemas com escassez de água GERAL
Marinha segue com Christino recebe inscrição de concurso Alexandra no Rio Vereadora apresentou demandas de Quissamã PÁG. 7
POLÍTICA
CADERNO DOIS
Vereador cobra auxílio Bloco do Bombeiro de servidores anima a folia Luiz Fernando reforça demanda do Sindservi PÁG. 3
de Empregados e Desempregados (Caged) aponta para mais de 17 mil desempregados na cidade, entre janeiro a dezembro de 2016. De um total de 17.560 desempregados, cerca de 9 mil ainda buscam ocupação. PÁG. 5
ECONOMIA
Bairros da cidade sofrem com falta d'água
Processo abre vagas para aprendiz de marinheiro PÁG. 6
ECONOMIA
Crise prejudica profissionais que se preparam para o mercado
CIDADE
POLÍCIA
ria da Câmara, o poder da Casa do Povo em efetivar as alterações nas Zonas Industriais da cidade, garantindo o suporte técnico necessário para a consolidação do Tepor, foi resumido em uma batalha de egos políticos, que colocou em lados opostos até mesmo vereadores que integram a base aliada do prefeito. PÁG. 3
Grupo vai pular Carnaval na próxima segunda (27) PÁG. 11
KANÁ MANHÃES
Medida adotada pelo governo divide opiniões de clientes
TEMPO
ÍNDICE
Máxima 33º C Mínima 22º C
EDITORIAL
4 CRUZADINHA
C2
PAINEL
4 HORÓSCOPO
C2
GUIA DO LEITOR
4 CINEMA
C2
ESPAÇO ABERTO
4 AGENDA
C2
COTAÇÃO DO DÓLAR
Compra R$ 3,0918 Venda R$ 3,0924
Anuncie: (22) 2106-6060 (215)
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Cidade
NOTA
Vias importantes sofrem com a falta de manutenção. Faltando quatro meses para Brasil Offshore, acesso no entorno do Centro de Convenções é precário
BARRA GREEN
FERIADÃO
tem esquema População sofre Rodoviária especial de Carnaval com problemas no abastecimento Movimento maior deve ser na sexta-feira. Empresas vão disponibilizar ônibus extras
Falta d'água, que tem se tornado comum no loteamento, obriga que moradores busquem alternativas Marianna Fontes
KANÁ MANHÃES
marifontes@odebateon.com.br
C
om as temperaturas chegando próximo dos 40ºC, o consumo de água acaba sendo maior nessa época do ano. E é durante o verão que a Capital do Petróleo enfrenta um outro transtorno: a ineficiência do abastecimento. Passa o tempo e o poder público não consegue encontrar uma solução para o problema em Macaé. Essa semana, algumas pessoas procuraram o jornal para relatar as dificuldades que têm enfrentado por conta da falta d'água em suas casas. Uma dessas localidades é o Parque Aeroporto, um dos bairros mais populosos da cidade. Quem relata o problema é Maria José, que mora no loteamento Barra Green. Segundo ela, assim como seus vizinhos, os moradores estão há vários dias sem abastecimento em suas residências. “Já não sabemos mais o que fazer. Estamos há dias sem uma gota na torneira, tendo que comprar água para beber, tomar banho e dar conta dos afazeres domésticos.
A Nova Cedae diz que é preciso informar os endereços para enviar uma equipe ao local
Não aguento mais isso. É um gasto a mais que compromete o nosso orçamento, porque a gente também paga a conta da Cedae todo mês. No entanto, pagamos por um serviço precário e ruim. Infelizmente, estamos de mãos atadas. Não temos como ficar sem água. Eu, por exemplo, tenho crianças e idosos na minha casa. É um transtorno toda vez que isso acontece”, relata ela. Maria José explica que o problema sempre aconteceu, mas se agravou nos últimos tempos. “Antes acontecia de vez em quando. Agora é quase que sempre. Piorou muito. Ouvi na rádio que a Cedae estava em greve, mas isso não é justifica-
tiva porque já ocorria bem antes. É desculpa. A população macaense está cansada dessa safadeza. Fico revoltada”, desabafa. A nossa equipe entrou em contato com a comunicação da Nova Cedae. Em nota, eles explicaram que precisam dos endereços detalhados para poder enviar uma equipe, visando averiguar as denúncias. A empresa ressalta que alguns dados precisam ser checados antecipadamente, por exemplo se o imóvel consta como cliente. A companhia enfatiza que os clientes que tiverem algum tipo de problema podem entrar em contato através do número: 0800-282-1195.
O movimento de passageiros deve aumentar na Rodoviária de Macaé a partir de quarta-feira (22). Isso é o que afirma a empresa Auto Viação 1001. E tudo se dá por conta do feriado de Carnaval, quando muita gente pretende aproveitar os dias de folga para viajar. Como a rodoviária é a principal porta de entrada e saída da cidade, a tendência é que o número de pessoas circulando pelo local seja normalizado apenas no final da próxima semana. Assim, as empresas que operam no local estão disponibilizando carros extras para atender toda a demanda nesse período. A Auto Viação 1001, por exemplo, diz que a expectativa é de um movimento maior de saída do que de chegada. Ao contrário de municípios próximos, como Rio das Ostras e Cabo Frio, onde o fluxo é de entrada, Macaé sofre um aumento no número de pessoas deixando a cidade. A empresa informa que serão colocados em atividade 464 ônibus, a partir de hoje e até o dia 26, sendo 48 extras, para diversas cidades do Estado, além da capital. São esperadas mais de 18 mil pessoas embarcando nos ônibus da empresa no município. Entre os destinos mais procurados está o Rio de Janeiro. A previsão para a capital é de 223 partidas. O dia de maior movimento deve ser sexta-feira (24), com 60
ônibus, sendo 8 extras, partindo para a capital. Os passageiros para os municípios das regiões Norte, Noroeste e Serrana do estado como Campos, Itaperuna e Friburgo, terão 187 ônibus à disposição. Para Campos serão 89 partidas para atender a demanda. Os ônibus para Cabo Frio terão partidas, na maior parte do dia, a cada 15 minutos. A 1001 ressalta que a procura pelas passagens é grande, mas ainda há bilhetes disponíveis para todos os destinos. O número de ônibus extras ainda pode aumentar de acordo com a demanda de passageiros. A principal orientação é de que os passageiros comprem as passagens com antecedência. Vale lembrar que a compra no guichê é apenas uma das opções. A maioria das empresas disponibiliza a compra pela internet ou telefone. No caso da
1001, o bilhete pode ser adquirido pelo site da empresa: www.autoviacao1001.com.br. A compra também pode ser feita nas agências credenciadas de venda de passagens, evitando assim as filas na rodoviária. MOVIMENTO EM RIO DAS OSTRAS SERÁ DE CHEGADA
Ao contrário de Macaé, em Rio das Ostras, cidade vizinha, a movimentação maior será de chegada. O transporte rodoviário deve trazer pouco mais de 13 mil turistas em 307 ônibus, sendo 211 extras, até o domingo de carnaval. Só do Rio de Janeiro são esperados 271 ônibus, sendo 152 extras. O maior movimento de retorno dos passageiros deve acontecer na terça-feira (28), com o total de 271 ônibus, sendo 152 extras, à disposição dos passageiros até o dia 5. KANÁ MANHÃES
Empresas orientam os passageiros para que comprem as passagens com antecedência
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de favereiro de 2017
Política
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NOTA
Val Barbeiro (PHS) cobrou da Mesa Diretora da Câmara a inclusão de suas indicações na ordem do dia
IMPASSE
Câmara retrocede em discussão sobre lei que ajuda Macaé a gerar 10 mil postos de trabalho Presidente da Casa se nega a promulgar normativa ao desafiar risco de crime de prevaricação Márcio Siqueira
marcio@odebateon.com.br
M
esmo com os argumentos sobre o potencial de contribuir com a geração de 10 mil postos de trabalho, diretos e indiretos, em Macaé, por dar suporte à instalação do novo porto do São José do Barreto, o presidente da Câmara de Vereadores, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), se negou ontem (21) a cumprir diretrizes previstas na Constituição Federal e promulgar a lei 019/2016, não sancionada pelo prefeito Dr. Aluízio Junior (PMDB), que prevê a ampliação dos limites das Zonas Industriais 3 e 4 da cidade, situadas no extremoNorte do município. E os argumentos apresentados por Dr. Eduardo, que desafiaram até mesmo os riscos de crime de prevaricação, alimentam um imbróglio que se arrasta na Câmara de Vereadores desde a votação do projeto, reagistrada em dezembro de 2016, ainda no mandato passado do poder Legislativo. Mesmo com nova composição, o Legislativo voltou a avaliar os efeitos da aplicação da lei que prevê alteração do Código de Urbanismo, proposta pelo próprio prefeito
Dr. Aluízio Júnior (PMDB), que não vetou, nem o projeto nem as emendas apresentadas pelos parlamentares, na legislatura passada. Mas, desconfiado de "interesses escusos" que estariam alimentando o projeto elaborado pelo próprio chefe do Executivo, e seu aliado político, Dr. Eduardo foi sistemático ao se negar a promulgar o projeto, antes mesmo de a discussão de dois requerimentos que reacenderam o debate sobre a ampliação das Zonas Industriais. "Eu não promulgo a lei. Podem me acusar de crime de prevaricação. Vamos à Justiça! Lá eu explico porque eu sou contra esse projeto. No dia da votação, teve segmentos do governo orientando vereadores a votá-lo. Eu não votei, mesmo o projeto sendo de autoria do prefeito", disse. Dr. Eduardo foi ainda mais além ao sugerir que o projeto, assinado e não vetado por Dr. Aluízio, defende o interesse com base em tráfico de influências. "O projeto passa a beneficiar alguém que teve informação privilegiada para beneficiar grandes donos de terras. Eu votei contra e, por isso, eu não promulgo a lei", se posicionou Dr. Eduardo.
WANDERLEY GIL
POSIÇÃO CEGA
O posicionamento assumido por Dr. Eduardo foi rebatido pelo vereador Maxwell Vaz (SD), autor do requerimento aprovado ontem pelo plenário que cobrou do presidente da Câmara a promulgação do projeto de lei 019/2016. "Estamos discutindo uma questão legal, prevista na Constituição e que representa ato contínuo. Não estamos debatendo uma opinião de vereador. Promulgar a lei é uma atribuição do cargo de presidente da Casa, e não cabe neste contexto a opinião pessoal de quem o ocupa", disse o vereador. Maxwell considerou também o fato do prefeito não ter vetado o projeto de lei, e nem as emendas questionadas por Dr. Eduardo, para enfatizar a necessidade da Câmara cumprir a legalidade na tramitação do projeto. "O prefeito tinha todas as prerrogativas legais de vetar o projeto e as emendas. Se houvesse essas dúvidas de tráfico de influência ou de benefícios privados, por que então ele mesmo não vetou o próprio projeto? A discussão do mérito da proposta ocorreu em dezembro, no mandato passado. Agora, o que está em debate é o ato contínuo Constitucional de promulgação da lei", disse o vereador.
Presidente se nega a promulgar lei e coloca a Câmara diante de impasse jurídico e político ABERRAÇÃO JURÍDICA
Os aspectos jurídicos, que colocam em xeque o posicionamento de Dr. Eduardo em se negar a promulgar o projeto de lei 019/2016, também foram apresentados pelos vereadores que defenderam a alteração das Zonas Industriais. "Ou a Câmara é independente, ou é preciso rasgar o Regimento Interno. Estamos diante de uma aberração jurídica, uma afronta à Constituição que prevê o princípio do ato contínuo. O projeto foi aprovado, o prefeito não vetou e não sancionou, o presidente tem
a obrigação de realizar a promulgação tácita", apontou o vereador Luiz Fernando (PT do B). E o retrocesso imposto pelo presidente da Câmara, na discussão sobre a promulgação do projeto, foi apontado também pelos vereadores que se abstiveram na votação do requerimento apresentado pelo vereador Julinho do Aeroporto (PMDB), solicitando audiência pública para discutir o projeto, aprovado pela Câmara no mandato passado e não vetado pelo prefeito. "Essa audiência não se jus-
tifica porque a matéria não está em discussão. O projeto de lei foi aprovado, inclusive com o meu voto contra. Mas não cabe outra tamitação, senão a promulgação. O que falta à Câmara é autonomia de poder independente, de representatividade. Por conta dessas situações, impostas pelo governo, a Câmara perde a credibilidade diante da opinião pública", afirmou Marcel. O vereador defendeu a promulgação da lei e apontou que as alterações necessárias sejam realizadas pelo governo.
AVANÇO
Maxwell faz defesa constitucional de projeto Requerimento do vereador pode levar presidência a rever posição irredutível Ao aprovar o requerimento 249/2017, de autoria do vereador Maxwell Vaz (SD), por 14 votos favoráveis e uma abstenção, o plenário da Câmara de Vereadores deu uma nova chance para garantir que o projeto de lei 019/2016, que altera dispositivos do Código de Urbanismo da cidade, possa enfim ser promulgado pela
presidência da Casa. Ao promover a defesa constitucional do projeto, considerando fatores jurídicos, Maxwell afirmou que todos os trâmites regimentais foram cumpridos para que o projeto fosse aprovado dentro da legalidade. "O projeto teve prazo regimental para avaliação dos vereadores e apresentação de emendas. Nós realizamos audiência pública, com convocação feita por publicação em jornal. Estranho é perceber que a própria bancada do governo faz levantamentos sobre
a legalidade da proposta que é assinada pelo prefeito, e não foi vetada por ele", disse. Maxwell reafirmou o potencial da proposta para a criação de um novo ciclo de prosperidade para Macaé, ao oferecer suporte técnico para a instalação do novo porto da cidade. "As pessoas precisam de esperança que é gerada pela possibilidade de instalação deste porto. Eu não defendo projeto. Eu defendo a oportunidade de emprego para as pessoas que estão sofrendo com a crise. Essa precisa a ser
principal preocupação desta Casa", disse Maxwell. Através da aprovação do requerimento, Maxwell se comprometeu também a promover a articulação política necessária para que a lei possa ser promulgada. "A minha defesa é baseada no ato contínuo da Constituição. O projeto foi discutido por esta Casa, votado pelo plenário e não vetado pelo governo. Nós precisamos avançar e ajudar Macaé a construir um novo caminho de desenvolvimento. Sem embates políticos", disse Maxwell.
WANDERLEY GIL
Maxwell Vaz fez a defesa pela geração de empregos na cidade
IMBRÓGLIO
"Prefeito brinca com a Câmara, joga com a Justiça e ilude os Policiais", afirma Luiz Fernando Plenário aprova requerimento de vereador que cobra benefício de servidores "Não podemos deixar passar em branco mais essa peça de marketing do prefeito, que brinca com a Câmara, joga com a Justiça e iludiu as famílias e os policiais militares da cidade". A afirmação fez parte do discurso do vereador Luiz Fernando
(PT do B) que reacendeu, no plenário, a discussão sobre o compromisso assumido pelo prefeito Dr. Aluízio (PMDB), em assumir dívida do governo do Estado, vetado pela Justiça. Luiz Fernando reafirmou que a decisão do Juiz da 3ª Vara Cível de Macaé, em acatar a ação proposta pelo Ministério Público Estadual, expôs o risco fiscal imposto pelo prefeito sobre o futuro administrativo da cidade.
"Tudo o que eu falei, ao apontar a ilegalidade no compromisso do prefeito, está na decisão da Justiça que agiu rápido, para preservar a cidade de um crime fiscal flagrante", disse. Luiz Fernando comemorou também a aprovação do requerimento 301/2017, de sua autoria, que solicitou ao governo o pagamento do auxílio-alimentação dos servidores efetivos da prefeitura, não efetuado pelo governo em dezembro do ano passado.
"É preciso ter mais respeito com os servidores desta cidade. Esses profissionais não podem ser utilizados como massa de manobra para dar base a uma propaganda eleitoral extemporânea. Isso aqui é uma Casa de Leis, e não um espaço a serviço dos desmandos do governo. Eu assumo a minha posição de independência política, de sempre estar ao lado do povo", disse o vereador.
WANDERLEY GIL
Requerimento do vereador, aprovado pela Câmara, cobra do governo o pagamento do auxílioalimentação referente a dezembro do ano passado
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Opinião
Central registra 145 vagas de emprego nesta semana.
FOTO LEGENDA WANDERLEY GIL
EDITORIAL
NOTA
Megalomania A posição de destaque assumida por Macaé, ao longo dos últimos 40 anos, reforça a imagem da cidade como referência mundial nas operações do petróleo, algo que tenta ser conquistado por outros municípios, ávidos por adquirir o potencial tributário projetado pela indústria responsável pela produção da Bacia de Campos. Maior que Macaé existe apenas a certeza de que a cidade ainda será capaz de criar um novo ciclo de prosperidade, projetado especialmente pela vontade das grandes empresas offshore de contribuir com o soerguimento do mercado do petróleo nacional, algo que ainda depende das discussões que ocorrem em Brasília. Superior a isso tudo está o desejo de todo cidadão macaense de voltar a viver em um município reconhecido como o 'Eldorado dos Empregos', polo de qualificação profissional voltado a um setor que sempre foi sinônimo de prosperidade, mas que infelizmente sucumbiu aos efeitos da corrupção investigada pela Lava Jato. No entanto, para que o município volte a crescer, os interesses coletivos da cidade precisam ser colocados em primeiro lugar, algo ainda não compreendido pela classe política que insis-
te em não reconhecer o processo de ebulição de uma nova democracia, que corre nas veias de parte da população mais 'anarquista'. Enquanto a megalomania criar sombra à grandiosidade de Macaé, a cidade está fadada a ser reconhecida, pelo país e pelo mundo, meramente como uma base industrial, sem vida e sem representatividade, alg o que impede a consolidação de projetos importantes, como a reforma da pista do Aeroporto, a consolidação das obras de duplicação da BR 101 e a instalação do novo porto. Macaé não pode estar abaixo de ninguém, porque não há personagem capaz de superar todas as referências que a cidade assumiu nos últimos anos. E isso precisa ser garantido pelo povo, que sofre com os erros políticos e administrativos que freiam a restruturaração da verdadeira Capital Nacional do Petróleo.
ESPAÇO ABERTO E agora? O que faço? Meus dados estatísticos e uma simples análise de projeções para 2,5 ou 10 anos apontavam um crescimento além de nossa capacidade. Fiz estudos, projetos e contratos para atender às demandas futuras. Fui prejudicado já em 2015 com as baixas no mercado, em 2016 mais ociosidade. E agora em 2017? Tenho tudo documentado, e se não fizesse análises em 2013 e 2014 seria taxado de incompetente, pois tudo estava crescendo a passos largos (2 dígitos em alguns casos). Não sabia que era alavancagem. E qualquer contraexplicação julgavam-me pessimista. Nas rodas com amigos, seja nos almoços, happy hours, todos estavam felizes e até mesmo otimistas. A crise é política! É só “ela” sair e tudo melhorará. Ledo engano! Estávamos projetando crescimento em cima de uma perspectiva irrealista. O novo consumidor das classes D e E sem emprego fixo não garantiu o crescimento futuro. Análise de projeção é uma mera estatística, que apenas indica um número. Estimativas dos especialistas foram descartadas como fizeram com lançamentos imobiliários, criando uma falsa demanda. Ações de marketing destruíram muitos sonhos de ganhos fáceis - pura especulação. Quem aposta nem sempre ganha, ou melhor, tem 2/3 de chances de errar logo de partida. Então generalizou-se com a palavra crise! Que crise se todos estavam numa banca de apostas? Em
paralelo, houve os escândalos denunciados pela Lava-Jato etc, que só serviram de bode expiatório. Mudou o governo, e dai? A globalização está ameaçada pelos nacionalistas de qualquer país. O buraco é bem maior e está lá embaixo, bem mais profundo. Não adianta chorar pelo leite derramado. Agora é tarde. Estimativas sem uma base fundamental, orgânica, é pura especulação. Alguns ganham e a maioria perde. Jornais noticiam tudo, seja uma ou outra expansão, ou crises generalizadas. E agora o que fazer? Reveja todas as suas projeções. Pise em terra firme. Estoure as bolhas que você ajudou a inflar. Caia na real! Nada acontece ao acaso. Mais cedo ou mais tarde veremos que muitos artifícios foram ilusões eleitoreiras. Estatística é uma mera ferramenta que auxilia outros indicadores e opiniões de especialistas. Inclusive dos otimistas que só querem ouvir boas notícias! A vida é assim, não caia na tentação de belas palavras em frases de efeito. Reinaldo Moura é engenheiro e mestre em Ciências e Engenharia de Produção
A gincana da pesca, um dos poucos eventos tradicionais de Macaé que não foram extintos pelo progresso do petróleo, animou o final de semana da cidade com a competição que atraiu diversos praticantes da modalidade artesanal na Praia Campista.
PAINEL Privilegiado
Pedalada
Transporte
União
Carnaval
Empréstimos
Dívida
Segurança
Arrumação
A cada colaboração premiada homologada pela Justiça, junto aos presos pela Operação Lava Jato, cresce o desejo de muitos políticos da região de viabilizar campanhas eleitorais com objetivo de conquistar mandato, e foro privilegiado, na Câmara dos Deputados. E nesta briga, que antecipa o pleito que só ocorrerá em outubro de 2018, o prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB) tenta sair na frente. E não faltam estratégias de marketing para concretizar o seu desejo.
A assembleia geral extraordinária realizada ontem (21) pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi) serviu para aparar as arestas entre subgrupos de representação dos 14 mil funcionários efetivos da administração municipal. Pelo tamanho do adversário - o governo -, a categoria precisa estar mais unida do que nunca. Além de contar com a manifestação da Justiça, os servidores ganharam voz também no plenário da Câmara, através dos vereadores independentes.
Mas, o que precisa ganhar destaque nos cenários político e jurídico de Macaé é a dívida de R$ 30 milhões acumulada pelo governo desde outubro do ano passado com o Instituto de Previdência Municipal, o Macaeprev. O débito, referente a encargos patronais não repassados pela prefeitura, representa um desfalque no dinheiro que garante a aposentadoria dos servidores, assim como aos inativos e aos pensionistas. Imagina se isso vira uma bola de neve!!!
Cálculos extraoficiais indicam que o governo deixou de pagar cerca de R$ 20 milhões em despesas ao cortar o auxílio-alimentação dos servidores efetivos e não liberar o 13º salário para assessores, comissionados, conselheiros tutelares e beneficiários de programas sociais. Esse pode ser o tamanho da pedalada fiscal criada pelo Executivo com objetivo de se adequar às diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fugindo da improbridade administrativa.
Macaenses das antigas estão com as fantasias prontas para pular o Carnaval nos blocos de rua, resgatados através da iniciativa de empresários locais, aliados ao governo. A festa começa nesta sexta-feira (24), na Praia dos Cavaleiros, integrando também restaurantes do Polo Gastronômico do litoral sul da cidade. Já do outro lado de Macaé, moradores de bairros e comunidades animam os ensaios dos bois pintadinhos, que não irão desfilar por causa de incentivos da prefeitura.
Com o compromisso de pagar a dívida do Estado, iniciativa barrada pela Justiça, o prefeito Dr. Aluízio (PMDB) poderia ser pioneiro e assumir, como único gestor da região, o pagamento do Proeis (Programa Regional de Integração na Segurança), “comprando” a folga dos policiais militares, garantindo que eles possam permanecer nas ruas da cidade, reforçando assim os vencimentos dos agentes públicos que também são vítimas da crise financeira do Rio de Janeiro.
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O transporte público ainda é motivo de dor de cabeça para os milhares de macaenses que dependem do serviço para trabalhar ou estudar. Diariamente, os coletivos superlotados cruzam a cidade deixando para trás dezenas de passageiros nos pontos de ônibus. O déficit do sistema acaba gerando prejuízo para a economia da cidade, que nem o subsídio da passagem a R$ 1 é capaz de cobrir. Quem usa o transporte sabe muito bem como é a provação diária.
Servidores ainda denunciam que o desconto do empréstimo consignado é realizado no pagamento da prefeitura, mas o dinheiro não está sendo repassado para a instituição financeira. No ano passado, uma enxurrada de denúncias sobre o caso foram parar no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindservi), que prometeu providências. Mas, até hoje, o governo faz silêncio sobre o problema que tem deixado servidores com o nome sujo na praça.
Quem pretende visitar Macaé durante os dias da folia vai se assustar com as péssimas condições do asfalto, em ruas e avenidas importantes para a mobilidade urbana da cidade. Se a prefeitura pretende investir no turismo, é preciso garantir primeiro a arrumação da casa, cuidando da urbanização e da infraestrutura da cidade que estão cada vez mais precárias. Fica a dica também para a preparação da nona edição da Brasil Offshore.
GUIA DO LEITOR
Telefones úteis
POLÍCIA MILITAR 190 POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 191 SAMU 192 CORPO DE BOMBEIROS 193 DEFESA CIVIL 199 POLÍCIA CIVIL 123º DP 2791-4019 DISQUE-DENÚNCIA (POLÍCIA MILITAR) 2791-5379 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (24 HORAS) 2796-8330 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (OPERAÇÕES) 2796-8320 DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL (PASSAPORTE/VISTO) 2796-8320 CÂMARA DE MACAÉ 2772-2288 HPM 2773-0061 CEDAE: 2772-5090 AMPLA 0800-28-00-120 PREFEITURA MUNICIPAL 2791-9008 DELEGACIA DA MULHER 2772-0620 GUARDA MUNICIPAL 2773-0440 AEROPORTO DE MACAÉ 2763-5700 CARTÓRIO ELEITORAL 109º ZONA 2772-3520 CARTÓRIO ELEITORAL 254º ZONA 2772-2256 CORREIOS (SEDE) 2759-3390 CORREIOS CENTRO 2762-7527 CEG RIO 0800-28-20-205 RÁDIO TAXI MACAÉ 2772-6058 CONSELHO TUTELAR I 2762-0405/ 2796-1108 PLANTÃO: 8837-4314 CONSELHO TUTELAR II 2762-9971/ 2762-9179 PLANTÃO: 8837-3294 CONSELHO TUTELAR III (SERRA) 2793-4050/2793-4044 PLANTÃO: 8837-4441
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Economia
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NOTA
Central registra 145 vagas de emprego nesta semana
CRISE
Juventude já representa 60% dos desempregados em Macaé Caged aponta a dificuldade dos jovens em se encaixarem em postos de emprego na cidade. Falta de experiência e qualificação são as principais causas, e o setor do comércio vira oportunidade
O
s dados são preocupantes, principalmente para aqueles que estão saindo do Ensino Médio, já que 60% do total de desempregados em Macaé têm entre 18 e 25 anos. A informação, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta para mais de 17 mil desempregados na cidade, entre janeiro a dezembro de 2016. De um total de 17.560 desempregados, cerca de 9 mil continuam em busca de ocupação. O número aponta para a importância da qualificação nesta faixa etária. números acompanham a tendência apontada pela recente Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, os postos de trabalho ocupados para jovens entre 18 e 24 anos caiu 5,8% em seis anos. É a segunda pior média das regiões pesquisadas. O ponto crucial
agora é saber se esta baixa na área metropolitana do Estado é acompanhada também em Macaé - mesmo com o montante de 60% dos desempregados sendo jovens. Para o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no caso de Macaé houve queda na colocação de jovens no mercado de trabalho. “Claro que nem todos estão habilitados, já que o mercado de trabalho na cidade é exigente”, ressalva o coordenador do MTE, Antônio Carlos. De qualquer forma, a média de jovens desempregados em Macaé é bem superior à média nacional. No Brasil, esta faixa etária sem trabalho representa cerca de 45%, de acordo com dados do escritório nacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O reflexo pode ser constatado, semanalmente, na Agência de Trabalho, Educação Profissional e Renda (Agetrab) em
ARQUIVO
Por exigir menos experiência, comércio acaba sendo o principal empregador de jovens na cidade
Macaé, onde muitos jovens buscam uma vaga de trabalho na área offshore ou indústria.
A agência divulga, regularmente, as vagas disponíveis e raramente são ocupadas pelos
profissionais devido à falta de qualificação. No início da semana, a fila
é extensa para a realização de cadastro, sendo que, segundo a Agetrab, a juventude que busca o seu primeiro emprego acaba conseguindo uma oportunidade no comércio. Há 15 anos, este setor acompanhou, de certa forma, o desenvolvimento da cidade, sempre de olho na grande força da economia do município. Com a crise econômica que acertou em cheio a Capital Nacional do Petróleo, o setor varejista foi um dos mais prejudicados, onde as vendas despencaram e impulsionaram a onda de demissões. No final das contas, é o comércio que sinaliza um pouco de esperança para a juventude desempregada. Mesmo com a recessão no mercado, na cidade, segundo dados da Agetrab, atualmente quem mais proporciona emprego aos jovens são os setores de serviços, comércio, telecomunicações, transporte e hotelaria.
AÇÃO
Ciclofaixa é tema de reunião na diretoria da ACIM Representantes da Associação Comercial irão discutir implantação do cicloviário na Rua Teixeira de Gouveia Diante de várias polêmicas levantadas por comerciantes, que se queixam da instalação de quase dois quilômetros de ciclofaixa, na Rua Teixeira de Gouveia, provocando queda nas vendas comerciais, a diretoria da Associação Comercial Industrial de Macaé (ACIM) discute as reivindicações dos lojistas da área central, nesta quarta-feira (22), às 17h30, na ACIM. Sem as 87 vagas que existiam antes da criação da ciclofaixa, condutores e comerciantes pedem que a administração municipal repense o planejamento que, segundo eles, foi mal executado. A preocupação dos lojistas
da Rua Teixeira de Gouveia é que boa parte da população que utiliza automóvel evite ir ao Centro com frequência, já que as vagas foram extintas e removidas para as ruas transversais. Na semana passada, A ACIM informou, por meio de nota, que ouviu os empresários e que irá se pronunciar sobre a redução das vagas públicas de estacionamento somente após a reunião de diretoria. Após a implantação da ciclofaixa, comerciantes também cobram a posição do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luiz Henrique Fragoso, que não quis se pronunciar sobre o assunto até o fechamento desta edição. “Boa parte dos comerciantes da cidade são conveniados a esses dois órgãos. Precisamos de amparo de ambos os presidentes, pois diante da recessão no mercado devido a crise econômica nenhum estabelecimento
comercial vai conseguir sobreviver com queda nas vendas, que já chega a 30% após a instalação da ciclofaixa na Teixeira de Gouveia”, disse um comerciante que preferiu não se identificar. “A prefeitura adotou uma atitude totalmente autoritária. Dois dias antes da instalação da ciclofaixa, o prefeito solicitou uma reunião com a Associação Comercial e com CDL, e os órgãos não debateram com o poder público sobre o prejuízo que os lojistas poderiam ter”, enfatizou um morador da Rua Teixeira de Gouveia, que está mobilizando a vizinhança para discutir ações que possam fazer a prefeitura reverter o circuito. “Quero deixar claro que não sou contra ciclovias, tanto que utilizo três bicicletas constantemente. Sou contra, sim, a ciclofaixa em locais inapropriados e que prejudicam a vida de pessoas, sem ao menos comunicar aos moradores e lojistas”, finalizou.
KANÁ MANHÃES
Após questionamentos sobre a ciclofaixa, diretores da ACIM vão apresentar propostas para o poder público
BENEFÍCIO
CAU/RJ oferece atendimento itinerante em Macaé O serviço é destinado para profissionais da área de arquitetura e urbanismo e segue até esta quinta-feira (23) Equipe do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) realiza um mutirão de informação para os
profissionais da área, que acontece desde a última terça-feira (21) e segue até amanhã, quintafeira (23), na secretaria de Obras, que fica localizada na Avenida Camilo Nogueira da Gama, nº 250, bairro Botafogo, Macaé. O objetivo do atendimento itinerante é oferecer palestras e orientação aos profissionais por meio de assessoria, escla-
recimento de dúvidas sobre os procedimentos fundamentais para o exercício das atividades, coleta de dados biométricos e de documentos, emissão de carteira profissional de arquitetura e urbanismo, e também sobre o funcionamento da fiscalização do conselho. Nesta quarta-feira (22), o atendimento se estende das 9h
às 17h. E na quinta-feira (23), o horário será das 9h às 12h. O órgão vem promovendo atendimentos itinerantes em municípios da Região Metropolitana do Rio e interior do Estado. Mais do que levar serviços aos arquitetos e urbanistas sem acesso próximo à sede central, ou aos escritórios regionais, o projeto “CAU Itinerante” foi uma iniciativa para aproximar o Conselho dos profissionais. Conhecer as realidades regionais e abrir o debate sobre os vários assuntos de interesse dos arquitetos e urbanistas no relacionamento com o Conselho, e em relação ao exercício profissional, também é um dos objetivos do projeto. A intenção do CAU/RJ é desenvolver uma inteligência regional sobre as várias cidades, com mais oportunidades de debate e aproximação com os arquitetos e urbanistas de cada município.
ASSESSORIA/CAU
Profissionais participam de palestras sobre o exercício das atividades
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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Polícia
NOTA
No final da tarde de segunda-feira (20), um homem foi assassinado com vários tiros, no bairro Lagomar. Segundo as informações, o homicídio teria ocorrido na W24 e a vítima foi identificada como Will Bomfim. A Polícia Militar esteve no local e o corpo foi encaminhado ao IML de Macaé.
OBITUÁRIO
Falecimento de Hayel Barreto deixa familiares e amigos consternados Sepultamento será hoje às 11h, no Cemitério Memorial da Igualdade onde desde ontem o corpo está sendo velado
O
macaense Hayel Wander Barreto, 85 anos, Fiscal de Rendas aposentado, faleceu ontem pela manhã na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), do Hospital da Unimed, onde estava internado há alguns dias. Ele sofria de insuficiência cardíaca (operou o coração há alguns anos) e recebia atendimento do Dr. Joel Tavares Passos, que registrou o óbito. Hayel que começou sua vida pública como funcionário do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), onde era tesoureiro, posteriormente foi promovido para o cargo de Fiscal de Rendas, quando a fusão dos antigos estados do Rio e Guanabara ainda não tinha sido formalizada. Casado com Bertha Barreto, ele deixa duas filhas, Carla Barreto Poppe e Simone Barreto e o genro Ricardo Poppe. Hayel Wander Barreto residia na Praia Campista e fez uma legião de amigos. Com olhos azuis e sempre otimista, reunia não
WANDERLEY GIL
Hayel Barreto ao lado da esposa Bertha
só a família como amigos que o cercavam de carinho, relembrando as figuras da sociedade macaense e populares, quando a cidade ainda era conhecida como a Macaé antiga. Membro dos principais clubes da cidade, participava de obras sociais sem, no entanto, desejar aparecer. “Fazer o bem, sem olhar a quem” fazia parte do modo de
vida dele. Sempre demonstrou ser carinhoso, gentil e elegante com as pessoas que o cercavam e debatia os momentos políticos vividos em todos os tempos. Certa vez, a uma pergunta por que o sobrenome Wander, até então desconhecido de muitos, a resposta quase satírica na ponta da língua dizia: “Na época da guerra, com certeza meu
pai desejou homenagear algum soldado alemão”, provocando gargalhadas. O corpo de Hayel Wander Barreto, que completaria 86 anos no próximo dia 22 de abril, está sendo velado em uma das capelas do Cemitério Memorial da Igualdade, onde será sepultado com a presença de parentes e amigos.
RIO DAS OSTRAS
GAT realiza operações de combate ao tráfico de drogas e prende suspeitos Duas ações ocorreram no bairro Âncora e a polícia conseguiu apreender dinheiro e drogas A equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) realizou operações no bairro Âncora, em Rio das Ostras, com o objetivo de combater o tráfico de drogas no local. As ações resultaram na prisão de suspeitos e na apreensão de drogas. Uma das operações ocorreu na Rua das Dálias, quando a equipe do GAT II estava patrulhando o bairro e percebeu dois elementos em fuga por um terreno baldio. Os policiais passaram as informações para a outra equipe do GAT I, que conseguiu abordar um dos homens. Ele teria confessado pertencer à facção criminosa “Comando Vermelho” (C.V) e que trabalha para um elemento de vulgo “Paizão”. O suspeito disse ainda que, em sua residência, na Rua 102, havia uma carga de drogas. A equipe foi ao local e encontrou embaixo da geladeira 80 sacolés de cocaína. Diante dos fatos, as equipe do GAT I e II seguiram até a 128ª DP, onde o elemento ficou preso no Artigo 33, da Lei 11.343/06. Já na Travessa das Papoulas, também no Âncora, a equipe do GAT II foi verificar, após uma denúncia, um elemento que es-
taria praticando a venda de entorpecentes. No local, os policiais encontraram dois elementos suspeitos, sendo que um deles correspondia com as características informadas. Os suspeitos, ao perceberem a viatura da Polícia Militar, fugiram para o interior de um supermercado, sendo capturados após tentar dispensar 56 papelotes de cocaína. Além disso, eles também estavam em posse de R$ 45 em espécie. Os envolvidos foram encaminhados à 128ª DP, onde foram autuados por tráfico de drogas e permaneceram presos. LEGISLAÇÃO
Lei 11.343/06, Art. 33: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Pena: reclusão de cinco a quinze anos e pagamento de multa. Art. 35: “Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos Arts. 33 caput e § 1o, e 34 desta Lei”. Pena: reclusão, de três a 10 anos, e pagamento de multa. DIVULGAÇÃO PM
123ª DP
Polícia Civil segue sem previsão para término de greve Orientação para a população é a realização dos registros de ocorrências on-line A greve das categorias da Polícia Civil, agentes, inspetores, papiloscopistas e peritos oficiais segue sem previsão de término. Há mais de um mês com a paralisação, a Polícia Civil indica à população o registro on-line como alternativa para aqueles que desejam obter o boletim de ocorrência para relatar situações de pequenos furtos, entre outros. Os servidores exigem o pagamento do 13º salário, o RAS (regime adicional de serviço), plano de metas para os policiais civis da ativa e os débitos com aposentados e pensionistas (13º e aposentadoria/pensão). O Gover-
no do Estado ainda não deu uma previsão para o pagamento dessas exigências. Assim, as categorias da Polícia Civil mantêm a decisão de que os serviços nas delegacias estaduais continuarão sendo prestados apenas em casos graves e de urgência, como Mandado de prisão, Remoção de Cadáver, Roubo de Veículo, Estupro e Auto de Prisão em Flagrante. O Delegado Titular da 123ª DP, Dr. Filipi Poyes, durante as duas últimas reuniões de segurança pública que aconteceram em janeiro e fevereiro, no município, enfatizou que o serviço de registros on-line pode ser uma boa solução para os relatos. No entanto, o registro precisa ser validado por um agente da delegacia, e com a paralisação nos serviços este trabalho pode demorar a ser feito. Ele afirmou, ainda, em uma reunião, que a
123ª DP passa por dificuldades. Além de contar com apenas duas viaturas, sendo uma caracterizada e outra descaracterizada, a delegacia conta um efetivo reduzido, atualmente trabalhando com três delegados e 28 policiais. Ele também mencionou a falta de materiais essenciais para a delegacia funcionar, como folhas de papel, tinta para impressoras e material de limpeza. Para suprir tais necessidades, a unidade vem contando com doações. DEDIC
O Boletim de Ocorrência on-line pode ser feito através do site da Delegacia de Dedicação Integral ao Cidadão (DEDIC), <https://dedic. pcivil.rj.gov.br/>. Para efetuar o registro é preciso descrever o fato através do preenchimento de um
formulário disponibilizado pela delegacia eletrônica. O serviço só está disponível para comunicantes maiores de 18 anos, que tenham CPF e o CEP do local onde reside. No caso de turistas estrangeiros que não possuem CPF será preciso informar o CPNJ do estabelecimento hoteleiro no qual está hospedado. Após o registro, a ocorrência será analisada por uma autoridade policial, se a ocorrência for de baixa gravidade como: perda ou extravio de documento, por exemplo, o Boletim de Ocorrência será disponibilizado para impressão no próprio site. Caso seja um caso de maior gravidade será agendada uma data de comparecimento a uma delegacia de polícia para a conclusão do registro. Caso o solicitante não apareça, o boletim poderá ser cancelado.
VAGAS
Inscrições para concurso Marinha do Brasil terminam em março Estão sendo oferecidas 1.240 vagas para Admissão às Escolas de AprendizesMarinheiros As inscrições para o Concurso Público da Marinha do Brasil terminam no dia 6 de março. As vagas são destinadas para a Admissão às Escolas de Aprendizes-Marinheiros, com exigência de nível médio. Estão sendo oferecidas 1.240 vagas, sendo 248 destinadas aos negros, de acordo com a Lei 12.990/2014. O candidato precisa ser do sexo masculino, solteiro, com 18 anos completos e menos de 22 anos no dia 1º de janeiro de 2018, além do ensino médio completo. A inscrição pode ser feita através dos sites: www.ensino.mar.mil.br ou www. ingressonamarinha.mar.mil.br e
em um dos endereços de Postos de Inscrições listados no Edital, que podem ser encontrados no mesmo site. A taxa é de R$ 30. Os rendimentos brutos iniciais após o Curso de Formação são de cerca de R$ 1.900. Em conformidade com o Decreto nº 6.593, haverá isenção do valor da taxa de inscrição para o candidato que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), de que trata o Decreto nº 6.135, e for membro de família de baixa renda, nos termos deste último Decreto. O candidato que desejar solicitar a isenção deverá preencher, datar, assinar e entregar o Requerimento de Solicitação de Isenção de Pagamento de taxa de inscrição, cujo modelo está disponibilizado na página da Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM), na Internet,
na opção “Downloads”, contendo nome completo, a indicação do Número de Identificação Social (NIS), atribuído pelo CadÚnico; data de nascimento; sexo; identidade (RG); data de emissão do RG, órgão emissor; CPF e nome da mãe. É de suma importância que os dados pessoais informados no ato da inscrição sejam idênticos aos que foram informados no CadÚnico. No momento da inscrição, o candidato escolherá, em ordem de prioridade, entre três áreas para se especializar: Apoio, Eletroeletrônica ou Mecânica. A primeira etapa consiste em uma prova objetiva com 50 questões, sendo 20 de Ciências (Física e Química), 15 de Matemática e 15 de Português. Os primeiros colocados serão convocados para as demais etapas, entre elas, inspeção de Saúde, teste de corrida e natação. Os aprovados
irão para o Curso de Formação, que também tem caráter eliminatório e classificatório. CURSO DE FORMAÇÃO
O Curso de Formação acontecerá em duas etapas em uma das quatro Escolas de AprendizesMarinheiros, localizadas em Fortaleza (CE), Recife (PE), Vitória (ES) e Florianópolis (SC), durante 48 semanas, sob regime de internato. A primeira etapa é a Formação Militar-Naval, como Aprendiz-Marinheiro e a segunda, já como Grumete, o aluno fará especialização inicial em uma das três áreas escolhidas, em ordem de prioridade, no ato da inscrição. Durante esse tempo, o aluno receberá uma bolsa-auxílio de cerca de R$ 900. Ao finalizar o Curso de Formação, o Grumete será nomeado Marinheiro.
Durante as operações no Âncora, a Polícia Militar conseguiu apreender cargas de cocaína
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Geral
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NOTA
Macaenses das antigas estão com as fantasias prontas para pular o Carnaval nos blocos de rua, resgatados através da iniciativa de empresários locais, aliados ao governo. A festa começa nesta sexta-feira (24), na Praia dos Cavaleiros.
IMBRÓGLIO
Revolta dos servidores vai ganhar as ruas de Macaé Assembleia geral extraordinária dos servidores fortalece união da categoria com vereadores independentes e passa a mobilizar a população para apoiar manifestação contra dívidas e rotina perversa do governo Márcio Siqueira
WANDERLEY GIL
marcio@odebateon.com.br
A
tensão, causada pela rotina perversa imposta pelo governo sobre o funcionalismo público da cidade, vai ser transformada em combustível para a construção da maior mobilização da categoria contra a gestão do prefeito Dr. Aluízio Júnior (PMDB), ato que começou a ser organizado ontem (21) durante a assembleia geral extraordinária, promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Macaé (Sindservi). Em uma reunião que serviu também para aparar arestas entre grupos sindicalizados que representam diferentes setores dos servidores, a assembleia conseguiu fortalecer o apoio garantido à categoria, pelos vereadores Luiz Fernando (PMDB) e Marcel Silvano (PT), integrantes da bancada de independência política na Câmara, e de enfrentamento ao atual chefe do Executivo. Na assembleia, iniciada às 17h30, Rose Mary Gomes, presidente do Sindservi, afirmou de forma categórica que o principal “inimigo” do servidor público de Macaé hoje é o prefeito, e que isso precisa ser demonstrado para toda a sociedade. “Nunca um governo marginalizou tanto os servidores públi-
Assembleia geral aparou arestas entre a categoria e contou com a adesão de vereadores independentes
cos. O nosso principal problema hoje é o prefeito, que coloca a população contra o servidor, ao utilizar a mídia paga, afirmando que nós recebemos muito e trabalhamos pouco. Somos reféns de um governo ditador, que sa-
be fazer marketing, colocando o povo contra nós. Por isso, precisamos informar a sociedade macaense que somos vítimas de uma rotina perversa que já gerou perdas salariais, de autoestima e de esperança”, disse Rose.
APOIO
Autor do requerimento que cobra do governo o pagamento do auxílio-alimentação dos servidores efetivos da prefeitura, referente a dezembro de 2016, Luiz Fernando (PT do B) afirmou que os vereadores indepen-
dentes têm exercido um papel de resistência no Legislativo, para fazer valer o direito do funcionalismo público contra a gestão municipal. “Não concordo com falsos profetas. Nunca vão me conve-
cer a votar a favor de aberrações jurídicas, como foi o caso do projeto que o prefeito mandou para a Câmara, às pressas, tentando tapar o rombo do governo do Estado. Os servidores precisam ser a nossa prioridade, porque são eles que transformam o serviço público em benefício para a população”, disse o vereador. Marcel Silvano afirmou que é preciso garantir diálogo e integração entre os servidores, visando fortalecer a luta contra o governo. “Precisamos entender a nova configuração política da cidade. Na Câmara, nós independentes precisamos falar mais alto para sermos ouvidos. Marginalizar e dividir os servidores é a estratégia do prefeito para precarizar a categoria, algo que o prefeito aprende com os aliados do seu partido, no Estado e em Brasília”, disse Marcel. Na reunião foi reforçada a lista das dívidas acumuladas pelo governo com os servidores: o reajuste salarial de 2016, triênio que não é publicado desde junho do ano passado, cortes de gratificação de plantão e adicional noturno e erros no pagamento do 13º salário. “Vamos dar início a uma greve branca, mobilizando a categoria e buscando a adesão da sociedade. Precisamos estar unidos contra o grande inimigo dos servidores: o prefeito”, disse Rose.
REGIÃO ASSESSORIA
Ministério Público entrega a Pezão demandas de famílias de policiais Medidas visam abrir diálogo entre o governo e os agentes da segurança pública afetados pela crise Após traçarem a pauta de reivindicações junto às mulheres de policiais militares, representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) estiveram, na segunda-feira (20), no Palácio Guanabara, para apresentar as principais demandas do movimento. O procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, entregou ao governador Luiz Fernando Pezão um ofício solicitando as informações sobre a implementação dos compromissos assumidos no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado entre o Estado e o MPRJ, em 2015. O acordo, proposto pela pro-
motora de Justiça Gláucia Maria da Costa Santana, prevê uma série de políticas que devem ser adotadas para a melhoria das condições de trabalho dos policiais, como saúde, segurança, formação e capacitação. No ofício, o MPRJ requer dados do que já foi cumprido e prazos para os itens que ainda estão sendo implementados. De acordo com a coordenadora do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), procuradora de Justiça Viviane Tavares Henriques, o TAC acolhe diversas demandas apresentadas pelo grupo de mulheres. “O acordo engloba muitas das ações reivindicadas pelas mulheres e que não necessitam de grandes investimentos, como material de proteção para os policiais: uniformes, coletes, armas. Também solicitamos que seja estabelecida uma co-
missão do Estado para acompanhamento do cumprimento das medidas”, disse a procuradora. Ao receber o ofício, o governador comprometeu-se a organizar uma reunião com a equipe de segurança pública e avaliar cada uma das medidas estabelecidas pelo TAC. “Continuamos trabalhando na pauta e fazendo as interlocuções com as esferas do Estado. Aguardamos o retorno dos ofícios enviados aos órgãos para, assim, agendarmos novas reuniões com o movimento das mulheres”, afirmou a coordenadora do Grupo de Mediação e Resolução de Conflitos do MPRJ, procuradora de Justiça Anna Maria Di Masi. Também participaram da reunião o subcoordenador do GAESP, promotor Luiz Fernando de Almeida Rabelo, e o secretário de Estado da Casa Civil, Christino Áureo. ASSESSORIA
Documento entregue por promotores do MP foi recebido por Pezão e por Christino Áureo
Alexandra solicitou a Christino apoio para resolver demandas da cidade
Christino Áureo e Alexandra unidos por melhorias para Quissamã Secretário da Casa Civil recebeu vereadora da cidade, em reunião no Rio A vereadora de Quissamã, Alexandra Moreira, esteve na manhã de segunda-feira (20), no Gabinete do Secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, deputado Christino Áureo, solicitando melhorias para a segurança pública do município. Segundo a vereadora, é preciso reabrir o DPO de Barra do Furado e reforçar o policiamento ostensivo do município, com maior interação entre as polícias civil e militar. "Estamos vivenciando a ocorrência de crimes jamais vistos na cidade, como sequestros-
relâmpago e homicídios bárbaros, ou seja crimes hediondos. É preciso, portanto, uma atuação das forças policiais. O secretário Christino, que conhece bem Quissamã, ligou imediatamente para o Comandante-Geral da Polícia Militar Wolnei Dias, que garantiu tomar providências", disse a vereadora. Christino Áureo, ex-secretário estadual de Agricultura, foi convidado pelo governador Luiz Fernando Pezão para assumir a pasta da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, em janeiro deste ano. Entre as muitas funções da sua pasta está a articulação com os municípios do interior, no sentido de conduzir o projeto de recuperação fiscal e outras ações para melhorar a qualidade de vida da popu-
lação fluminense. Conhecido como Embaixador do interior enquanto ocupava a agricultura, Christino continua recebendo as demandas de lideranças dos municípios rurais. "Nosso estado só irá se recuperar economicamente com o fortalecimento do interior. É uma idéia compartilhada com o governador Luiz Fernando Pezão que, mesmo com a crise, vem dando total atenção às reivindicações dos municípios", afirmou o secretário. O encontro contou também com a participação do ex-prefeito Armando Carneiro, que já executou parcerias com o deputado Christino Áureo em diversas áreas durante o seu governo, entre elas a recuperação da RJ 196.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Política
Macaé, Terça-Feira, 12 de Julho de 2011
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Política
Macaé, Terça-Feira, 12 de Julho de 2011
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Política
Macaé, Terça-Feira, 12 de Julho de 2011
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Macaé (RJ), quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017, Ano XLI, Nº 9252
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Fundador/Diretor: Oscar Pires
CADERNO DOIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Bloco do Bombeiro anima a folia macaense
O agito vai rolar na segunda-feira de carnaval (27), ao som da Banda do Chiquinho em frente do Solar dos Mellos Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br
C
umprindo a proposta de promover o resgate da tradição da cultura carnavalesca macaense, o projeto Carnaval de Rua Macaé puxa o cordão da animação, embalando a folia em vários pontos da cidade e abordando este ano o tema “Samuel Chaplin’s 60 Anos”. Neste clima, muita água e animação vão rolar na segundafeira de carnaval (27), por conta
do Bloco do Bombeiro, que vai agitar a folia ao som da Banda do Chiquinho em frente do Solar dos Mellos, incrementando o resgate do verdadeiro carnaval de rua de antigamente. O caminhão-pipa será o ponto alto do agito, das 16h às 21h. Além do Bloco do Bombeiro, estarão na avenida os antigos Blocos Boi Capeta e Os Inflamáveis, e novos blocos Atura Bebê (da cantora Kynnie Williams); Chaplin’s Bar, Bico da Coruja; entre outros, sacudindo a ani-
mação dos cinco dias de carnaval, rolando nos mais diversos pontos da cidade. O tradicional Bloco do Bombeiro conta com a participação dos seus fundadores, Marilena (Lena) Carvalho e Paulo Gomide, que se conheceram no Bloco do Bombeiro de 1983 e já estão comemorando 34 anos de feliz união. “Hoje, após um período de 10 anos de afastamento, abraçando a ideia de Samuel Marques e dos Resgatadores da Folia, resgatando a lembrança de amigos
que contribuíram imensamente para o sucesso do Bloco, vamos nos reunir novamente buscando reviver os alegres carnavais de rua de Macaé”, disse Gomide. OS FUNDADORES DA FOLIA
“Estamos retomando o carnaval de rua de Macaé, vamos rever os amigos e curtir um bom carnaval agregando jovens, crianças e idosos, numa grande confraternização”, disse Paulo Gomide, lembrando
que os fundadores do Bloco do Bombeiro, além dele são: Marcelão, Julinho, Sandra Hatab, Luís Hatab, Silvio Russo, Henrique Pinheiro, Paes, Gerson, Mônica Cristina, Gisele, Aderbal, Jorge (Bocoió), Vera, Adelaide, alguns amigos do Rio de Janeiro, entre outros. VENDA DE CAMISA
Segundo Gomide e Lena, as camisas são vendidas a R$ 30 e podem ser adquiridas na lo-
ja Dermage, Restaurante Niel, e nos locais de concentraçao de todos os blocos (Solar dos Mellos; Av. Atlântica - em frente ao Hotel Confort; Rua Silva Jardim - em frente ao antigo Chaplin’s; Rua Francisco Portela; Rua Euzébio de Queiroz - em frente do 10 andares); Imprimix - Rua Ten.Cel. Amado, nº 198; Parraro Artesanato - Rua Conde de Araruama, 244 - ao lado Solar dos Mellos; Kiosque Visite Macaé na Praia dos Cavaleiros; ou pelo Facebook.
Nasce o Bloco do Bombeiro Paulinho Gomide lembra que, após um churrasco realizado no Carnaval no início da década de 80, amigos resolveram sair pelas ruas e criou-se o Bloco do Bombeiro. Reunidos na casa de Silvio Russo, na Rua do Sacramento, eles usavam fantasias vermelhas. Paes tinha um calhambeque aberto e providenciou uma escada, uma barrica d’água, uma bomba. Já Everaldo (que era Bombeiro) emprestou uma sirene, e assim partiram em direção à Imbetiba. Com alguns instrumentos musicais e sem repertório variado, a música “Pega ela Peru” foi repetida centenas de vezes pelo caminho. Quando os Gomide e Lena comandam a folia do Bloco do Bombeiro
Programação da folia O ‘Carnaval de Rua Macaé vai cumprir a seguinte programção: dia 24/02 (sexta-feira véspera de carnaval) - Bloco Atura Bebê (Kynnie Williams) na Praia dos Cavaleiros, em frente ao Restaurante Niel / Hotel Comfort, das 18h às 22h; dia 25/02 (sábado de carnaval) - Bloco Os Inflamáveis das 11h às 16h e Bloco do Pe-
cado das 16h às 21h na Praia do Pecado; dia 26/02 (domingo de carnaval) - Bloco Chaplin's Bar na Rua Silva Jardim (em frente ao antigo Chaplin's, hoje Auto Peças D'lemos) das 16h às 21h; dia 27/02 (segunda-feira de carnaval) - Bloco do Bombeiro na Rua Conde de Araruama (em frente ao Solar dos Mellos) das
16h às 21h; e Bloco do Galo da Meia Noite na Rinha das Artes a partir da meia-noite; e Dia 28/02 (terça-feira de carnaval) - Bloco do Boi Capeta na Rua Euzébio de Queiroz (próximo ao edifício 10 andares); Dia 1º/03 (quartafeira de Cinzas) - Bloco do Bico da Coruja na Travessa Benedito Lacerda das 19h até meia-noite.
carros se aproximavam com as janelas aber tas, Silvio Russo logo dava um banho nos passageiros. A partir dali, durante 25 anos, o Bloco do Bombeiro virou tradição seguindo pelas ruas da cidade, agregando jovens, adultos, idosos, crianças, turistas e estrangeiros que se divertiam com banho nos jatos d’água provenientes de caminhões-pipa que refrescavam a todos. Trajetória da folia Segundo Gomide, anos mais tarde foi criado um pré-carnavalesco do Bloco chamado “Banho de Bar”. Sempre com a participação
da Banda do Souza, tocando marchinhas, além das escolas de samba de Macaé e até as tradicionais escolas Unidos da Viradouro e União da Ilha abrilhantaram essa festa. Bloco do Bombeiro Gomide revela que o nome Bloco do Bombeiro surgiu em decorrência da sugestão de uma menina chamada Rose, de Brasília, que orientou os foliões a saírem de Bombeiros, com roupa toda vermelha, um papel laminado na frente do calção e com a seguinte inscrição na camisa: ‘Em caso de Incêndio quebre o vidro e puxe a mangueira’.
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CADERNO DOIS
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
MACAÉ FASHION por KÁTIA GOLOSOV CURE katiacure@bol.com.br Um dos Resgatadores da Folia, Santiago César Santiago, no embalo do projeto Carnaval de Rua Macaé
Carnaval de Rua Macaé O projeto Carnaval de Rua Macaé promete reavivar o antigo brilho de grande animação carnavalesca, levando às ruas e avenidas o grande movimento cultural dos blocos que não desfilam há mais de 10 anos, e ainda novas agremiações carnavalescas, colocando Macaé em evidência no roteiro cultural e turístico da região e do Brasil. Assim, o evento vai cumprir a seguinte programação: dia 04/02 - Lançamento do Carnaval de Rua de Macaé
no Solar dos Melos, das 20h à meia noite; dia 24/02 (sexta-feira vespera de carnaval) - Bloco Atura Bebê (Kynnie Williams) na Praia dos Cavaleiros, em frente ao Restaurante Niel / Hotel Comfort) da 18h as 22h; dia 25/02 (sábado de carnaval) - Bloco Os Inflamáveis das 11h às 16h e Bloco do Pecado das 16h as 21h na Praia do Pecado; dia 26/02 (domingo de carnaval) - Bloco Chaplin's Bar na Rua Silva Jardim (em frente ao antigo Chaplin's, hoje Auto Pe-
ças D'lemos) das 16h às 21h; dia 27/02 (segunda-feira de carnaval) - Bloco do Bombeiro na Rua Conde de Araruama (em frente ao Solar dos Mellos) das 16h às 21h; e Bloco do Galo da Meia Noite na Rinha das Artes a partir da meia-noite; e Dia 28/02 (terça-feira de carnaval) - Bloco do Boi Capeta na Rua Euzébio de Queiroz (próximo ao edifício 10 andares); Dia 1º/03 (quarta-feira de Cinzas) - Bloco do Bico da Coruja na Travessa Benedito Lacerda das 19h à meia-noite.
Folia organizada
Samuel Marques
A organização do evento anuncia que será oferecido aos portadores de necessidades especiais área reservada no público, com um membro de apoio da equipe de produção para orientar e auxiliar, bem como banheiro químico adaptado. Segundo eles, foram adotadas as seguintes medidas de democratização de acesso: acessibilidade, no espaço dos blocos às pessoas com deficiência e aos idosos participantes; permissão para captação de imagens dos blocos e autorização da veiculação em redes públicas de televisão; entre outras.
Economista de formação, o homenageado Samuel Marques fundou o Botequim Bar, que funcionou durante pouco tempo, e posteriormente criou o Chaplin's Bar, a casa noturna mais balada de Macaé nos anos 80 e 90. A boate revolucionou a noite macaense, trazendo para a cidade grandes músicos do Brasil e do mundo, como Wagner Tiso, Cássia Eller, Hermeto Paschoal, 14 Bis, Celso Blues Boy, Flávio Ventirini, Cláudio Zolly, e tantos outros nomes consagrados da MPB.
Tânia Schueler curtindo clima carnavalesco na Aberturta do Carnaval no Sentrinho sexta-feira
Os Resgatadores da Folia, Santiago e Agnes Williams, marcando presença na Baile de Máscaras junto à Rainha Queen do Carnaval de Rua Macaé, Luna Galtiery
HETEROGÊNESE URBANA por PAULO DE TARSO PEIXOTO
Ecossistemas afetivos sociais Na semana passada desenvolvemos o tema dos ecossistemas afetivos. Vimos que somos biodiversos: cada ser humano é habitado por uma biodiversidade enorme. Possuímos seres-indivíduos que fazem parte de nosso corpo, tais como bactérias, germes e outros seres. Sem estes a nossa vida não existiria. Daí poderemos dizer que somos um ecossistema que é composto pela biodiversidade, pela diversidade de seres-indivíduos de diferentes naturezas. Poderíamos dizer que a vida nas cidades formaria ecossistemas sociais? Será que as diferenças entre as culturas, entre as religiões, entre os modos de vida totalmente diferentes, poderiam constituir ecossistemas heterogêneos, modos de vida heteróclitos que podem se combinar, podem se compor, podem se unir como um imenso ecossistema afetivo social? Estas questões nos levam a pensar a vida complexa da cidade, seus desafios, seus impasses, suas invenções. Já há muito tempo trabalho com a questão da biodiversidade social e as suas composições na vida da cidade. A vida da cidade é feita por segmentações. Ir de um ponto ao outro na cidade para se fazer alguma coisa; ir de uma instituição à outra para cumprir alguma questão; ir de casa ao trabalho; do trabalho para o supermercado; de um ponto ao outro vamos construindo nossas maneiras de estar na cidade. De pouco a pouco vamos construindo arquiteturas afetivas, arquiteturas emocionais cronificadas, repetitivas, a partir da vida repetitiva
feita pelos modos como nos relacionamos com a vida da cidade. Muitas vezes nos distanciamos de outros ecossistemas sociais-culturais por nosso modo de vida e pelos nossos valores e crenças. Uma cidade é cheia de gentes, de experiências, de modos de ser completamente diferentes. Uma cidade tem tantas faces, quantas são as das pessoas que, nela mesma, habitam. Daí pensar a cidade composta como uma partitura musical com suas tensões, com suas harmonias, com suas melodias em contrapontos. Se cada pessoa é um ecossistema, como cada pessoa poderá tocar, afetar uma outra pessoa para formar um ecossistema afetivo mais complexo? Como será reunir pessoas de culturas, religiões, classes sociais diferentes? Como será agregar e compor suas imaginações, suas ideias, suas maneiras singulares de ver e sentir a vida? Como será imaginar a possibilidade de uma composição da biodiversidade social, da diversidade dos modos de vida da cidade, reunidos
como um só corpo, uma só mente, compondo um ecossistema afetivo social? Como poderíamos imaginar a constituição deste corpo coletivo para a composição de sinfonias de ideias, de sentimentos e suas imaginações criativas e criadoras para se pensar a vida da cidade? Estas questões nos levam à questão da vida social, de suas implicações como um corpo sensível e afetivo em pura composição. Os mundos completamente diferentes e distintos podendo utilizar a capacidade de reunir suas imaginações e suas sensibilidades para compor sinfonias de ideias e soluções para os impasses da vida da cidade. Assim, poderíamos compor o ecossistema afetivo social. Um ecossistema onde as capacidades de composição de desejos formam e escrevem a partir das questões que tocam a todos uma sinfonia complexa de criações e saídas. Ecossistema constituído pela biodiversidade social-cultural. Ecossistema afetivo onde as potências e capacidades de afetação entre cada
pessoa que compõe a biodiversidade social poderá aumentar, pois, a abertura de cada mundo, de cada pessoa, poderá aumentar o grau de união, de proximidade entre as diferenças. Grande abraço, Paulo-de-Tarso
Paulo-de-Tarso de Castro Peixoto Graduado em Musicoterapia - CBM-CEU e em Filosofia - UNIMES, Mestre e Doutor em Psicologia - UFF, PósDoutorado em Filosofia UFRJ - Paris Est Créteil - Paris XII, Professor do Curso de Pós-graduação em Psicologia Clínica - Abordagem Gestáltica - IPGL - RJ, Professor do Curso de Especialização em Saúde Mental do Laboratório de Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS-ENSPFIOCRUZ) e idealizador da Heterogênese Urbana.