2 Dia da Mulher
MACAÉ, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2014
Mulheres empreendem mais Elas já formam a maiores rede empreendedora do Brasil
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undada em 2010 a Rede Mulher Empreendedora já é um exemplo de que mulheres reunidas podem mudar o mundo ao seu redor! Hoje a rede conta com mais de 50 mil empreendedoras cadastradas, e é atualizada diariamente com informações, conteúdos, dicas e notícias sobre empreendedorismo, sendo uma plataforma de serviços que tem como objetivo unir e apoiar as mulheres empreendedoras de todo país no desenvolvimento do seu negócio. Por meio de cadastros gratuitos, as empreendedoras publicam um perfil do seu negócio, acessam dicas e notícias importantes e ainda participam de fóruns de discussões. A idealizadora do projeto e mantenedora Ana Lúcia Fontes vai além, e participa ativamente de vários eventos em que a RME é convidada para levar informações e representar essas mulheres cada vez mais valorizadas por empresas e entidades do setor de empreendedorismo e negócios.” A cada evento que participo representando os interesses dessas mulheres, conquisto mais participantes e co-
Ana Fontes aponta principais erros
laboradoras que só acrescentam experiências e sabedoria à nossa rede, e é exatamente isso que buscamos!” afirma Ana Fontes. Não satisfeita em somente participar, Ana Fontes também realiza importantes eventos de empreendedorismo, como a Virada Empreendedora que acontece uma vez por ano em abril, e o Fórum Empreendedoras que acontecerá no dia 12 de novembro em São Paulo. A Rede Mulher Empreendedora tem uma base de membros
multiplataforma: mais 20 mil cadastros no site; mais de 50 mil “fãs” na página do Facebook e mais de 4.500 membros no grupo de debates. A rede prioriza a colaboração o conhecimento e a troca de informações entre as mulheres donas de seus próprios negócios de todo Brasil. A Rede é mantida pela não só pela fundadora Ana Fontes, mas através de voluntárias empreendedoras que dispõe do seu tempo para ajudar outras empreendedoras.
Saiba Mais Quais os principais erros que a empreendedora deve evitar: 1º Não fazer um plano de negócios. Ou fazer um muito complexo, difícil de explicar. Existem ferramentas como Canvas eficientes na organização de um modelo de negócios 2º Não entender o mercado onde vai atuar 3º Misturar as finanças da empresa com as pessoais 4º Pensar primeiro na estrutura, no escritório, na cadeira, no local e depois no modelo de negócios 5º Idealizar o negócio e não dividir com ninguém, perdendo a oportunidade de obter dicas importantes 6º Acreditar que se o negócio não existe no Brasil vai dar certo no Brasil 7º “Se achar” acima de qualquer coisa e não buscar capacitação para ser empreendedor 8º Achar que ter trabalhado em grandes corporações dá credenciais para ser empreendedor 9º Fazer sociedade por amizade e não por competência 10º Entrar num mercado ou negócio porque acha que vai dar dinheiro, mas não gosta 11º Não fazer uma reserva de sobrevivência até que o negócio se estabeleça 12º Fazer dívidas nos bancos para financiar o negócio 13º Contratar parentes por afinidade e não por competência 14º Não selecionar bem os funcionários,preferindo uma equipe mediana Fonte: Ana Fontes
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Uma empresária destemida de bem com a vida P
alavras para de fini-la, ninguém as têm. Por isso, torna-se difícil, no Dia Internacional da Mulher, definir a mulher. Cada um a vê de uma maneira. Mas, nos tempos atuais, na era em que a tecnologia ultrapassa os limites da amplidão do universo, observa-se a cada instante, a velocidade nas mudanças não só da tecnologia, como nas ações das mulheres, principalmente as mais entusiastas, como Lilian Almeida, mineira de nascimento que se tornou macaense de coração e não abre mão de, aos quatro cantos, cantar em prosa e verso, o sucesso, tornado sua marca estampada em seu largo sorriso e sempre de bem com a vida. Lilian Almeida que gerencia sua principal marca da moda feminina, Cantonata, instalada no Shopping Plaza
Macaé, sabe como ninguém, atrair boas amizades. Como anfitriã, é uma pessoa alegre e de bem com a vida. Nas reuniões sociais, destaca-se pela impressionante desenvoltura e perfeccionismo em tudo que realiza. Empresária das mais conceituadas, ainda encontra tempo para participar ativamente como membro de diversas entidades sociais e de cunho beneficente. Não tem hora nem dia para demonstrar suas diversas nuances. Para a empresária Lilian Almeida, o respeito, a moral e a ética, devem ser colocados acima de qualquer situação. Mas quem mantem com ela contato das mais diferentes formas, sabe que está lidando com uma mulher destemida nos seus desejos e que está diante de uma pessoa que dificilmente sucumbe ante
qualquer desafio. Pelo contrário, ela cria forças e, vitoriosa, atinge seus objetivos, sempre direcionado para o bem. Habituada a aproveitar os bons momentos da vida, ela corre mundo e já tem planos para viajar. A Riviera Mexicana, depois Los Angeles, Costa do Pacífico e Nova York, faz parte do próximo roteiro, prometendo até o fim do mês retornar a Macaé, ou melhor, no dia 1º de abril, e confraternizar com familiares, aos quais se dedica, e amigos mais íntimos. E não pensem que, acabaram ai os compromissos. São muitos agendados para o decorrer do ano. No Dia Internacional da Mulher, todas as honras para Lilian Almeida. Será sim, mais um dia em que, celebrar a vida, representa muito mais do que uma mudança de hábito.
Dia da Mulher 3 ARQUIVO
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O que elas ensinam para eles
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Saiba o que os homens de negócio devem aprender com as mulheres
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busca por igualdades salariais continua, mas a verdade é que como profissionais de vendas, as mulheres são mais eficazes do que os homens. Segundo Cláudio Tomanini, Professor de MBA da FGV e especialista em Vendas e Marketing, autor do livro “Venda Muito Mais” (Editora Gente, 2012), isso acontece por conta das características intrínsecas da mulher, inclusive aquelas provenientes da herança préhistórica que tornam homens e mulheres tão diferentes. “Em meus trabalhos de consultoria e palestras, instigo os homens a aprenderem mais com suas colegas e a desenvolverem características essencialmente femininas, mas que se usadas no trabalho, são armas extremamente eficazes de networking e vendas”, diz Tomanini. Emoção As mulheres são mais emotivas que os homens, o que significa que elas agem mais movidas a emoção do que razão – o contrário dos homens, que possuem o lado pragmático muito mais desenvolvido. “É essa emoção que move as conquistas femininas. Elas sabem usufruir de suas realizações, gostam de assumir suas vitórias e se deleitam em querer mais, justamente por saberem aproveitar o prazer da conquista”, diz Tomanini. “Além disso, atender um cliente com emoção aumenta as chances do vendedor de proporcionar uma verdadeira experiência de compra e não uma simples transação comercial”. Ou seja, a emoção ajuda na geração de Relacionamento – fundamental para a manutenção da fidelidade do cliente.
Visão periférica Por ser biologicamente programada para proteger a prole, a mulher desenvolve a visão periférica, enquanto o homem, que tinha como dever ir à caça de comida, desenvolveu a visão de mira, linear e focada em um único ponto. Para as mulheres essa é uma arma e tanto nas vendas. “Com mais pessoas em um ambiente ou em eventos sociais, as mulheres são capazes de identificar oportunidades em todo o seu redor, dosando conversas e otimizando o tempo de contato com cada interlocutor. Por isso elas são excelentes fazendo networking.”, explica. Mais delicadeza e atenção O instinto feminino de cuidar, sempre com delicadeza e atenção aos detalhes (no caso de bebês, por exemplo), as torna extremamente flexíveis na hora de lidar com diferentes perfis de clientes. Vendedores agressivos costumam ter sua parcela de clientes fiéis, porém, a atenção que as mulheres dedicam às regras é imbatível e transforma seu trabalho em uma atividade super profissional. Empatia Condicionadas a compreender as necessidades da família mesmo antes da capacidade de verbalizar dos filhos, as mulheres têm o poder de ler nas entrelinhas das atitudes e linguagem corporal das pessoas. Essa característica possibilita que durante uma venda, a mulher consiga se alinhar mais rapidamente e objetivamente com o cliente, acertando em cheio ao ler suas reais necessidades.
“Vender pelas características do produto nunca foi suficiente. É preciso vender pelas necessidades do consumidor, entendê-lo e saber o que o seu produto pode oferecer para ajudá-lo a atingir seus objetivos”, explica Cláudio Tomanini. Saber ouvir Mulheres sabem ouvir. Falam muito, mas também ouvem mais. “Ouvir é uma condição básica nas vendas. Como é que você vai dizer
que o cliente precisa daquilo, se não sabe o que ele quer?”, completa Tomanini. “Só por isso, as mulheres já saem na frente”. A boa notícia é que estudos recentes comprovam que tanto homens quanto mulheres podem ter comportamentos mais femininos ou mais masculinos de acordo com a quantidade de testosterona a qual são expostos durante a gravidez. A ideia de que as mulheres desenvolvem mais o lado direito do cére-
bro e os homens o esquerdo já não é tão contundente assim. “Ou seja, muitos homens possuem essas habilidades tipicamente femininas, e eles devem colocá-las em prática no trabalho e no relacionamento com clientes”. Enquanto os homens aprendem a elaborar certos comportamentos e estratégias de vendas baseados em características tipicamente femininas, Cláudio aconselha todos fazerem o mesmo em suas palestras e aulas.
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Mulheres em Luta contra o câncer de mama Projeto busca prestar apoio a pessoas carentes que sofrem da doença
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Uma das maiores conquistas do projeto foi a criação do banco de próteses, sutiãs e perucas em 2013 Marianna Fontes marifontes@odebateon.com.br
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ão importa de que jeito, para ser mulher é preciso peito”. A história que vamos contar hoje é sobre várias guerreiras, que foram unidas por causa do câncer. De um lado, estão aquelas que venceram ou ainda estão lutando contra a doença. Do outro, aquelas que dedicam seu tempo e amor para apoiá-las. No Dia Internacional da Mulher não tem como deixar de citar todas as envolvidas no Projeto Mulheres em Luta, que vem desempenhando um papel importante em Macaé nos últimos meses. A iniciativa é do Movimento Negro Tribo dos Malês que, com apoio de outras pessoas, como a Imane.c pela Paz, o Lions Clube Macaé, o grupo As Sempre Vivas (Maçonaria Gonçalves Ledo) e o Tênis Clube, tem conseguido proporcionar um tratamento menos doloroso para aquelas que sofrem de algum tipo de câncer, principalmente o de mama. Esse tipo da doença é considerado o mais comum entre as mulheres de todo o mundo,
sendo um dos cinco que mais matam no Brasil anualmente. Se a prevenção e a informação fossem feitas desde o início, de maneira eficaz, muitas mulheres poderiam ter outros desfechos de vida. Seu diagnóstico é fácil, porém a deficiência no sistema público de saúde impede que muitas mulheres carentes tenham a oportunidade de identificar o problema desde o início, diminuindo assim, as chances de cura. Quem vivenciou esse drama ressalta a importância de se fazer o preventivo todos os anos. “Eu tive câncer de mama e hoje posso dizer que venci a doença. Eu sempre fiz o preventivo, o que facilitou no diagnóstico e principalmente na cura. Por isso sempre digo a todas mulheres que façam os exames todos os anos. Isso pode salvar suas vidas”, conta Nilceia Santos. O Mulheres em Luta tem como objetivo acompanhar e dar apoio durante o tratamento, buscar assistência médica e medicamentos, promover reuniões periódicas com dinâmicas e oficinas a fim de amenizar as dificuldades do tratamento e arrumar doações de perucas, pró-
teses externas e sutiãs especiais para mulheres que precisaram retirar as duas mamas. “É preciso conscientizar as pessoas sobre a importância de ajudar o próximo. As pessoas precisam ser gentis com os outros. A cada dia mais mulheres com câncer procuram o nosso projeto, elas precisam da nossa ajuda e do nosso apoio. Hoje em dias as pessoas precisam se doar mais”, diz Marilene Ibraim. As mulheres carentes que precisam do suporte, podem procurar os representantes do projeto através do número (22) 99956-4574. Qualquer voluntário que deseje participar e abraçar o projeto também pode entrar em contato. Criação do Banco de Próteses Uma das maiores conquistas do Mulheres em Luta foi a inauguração do banco de próteses, sutiãs e perucas, que aconteceu em julho de 2013. Desde que foi criado, ele já atendeu várias mulheres carentes de Macaé e de outros municípios da região. Os sutiãs e as próteses são frutos de uma parceria com a ONG Viva Melhor, do interior
de São Paulo. Para cada sutiã comprado, uma prótese (feita sob medida) é doada. Já as perucas são emprestadas pelo tempo que for necessário (durante o período de quimioterapia). Vale ressaltar que tudo é doado às pessoas carentes sem nenhum tipo de custo. “Eu conheci o projeto durante a inauguração desse banco e ao ouvir o relato dessas mulheres e isso mexeu muito comigo. Por isso eu resolvi fazer a minha parte. Sabendo do sofrimento que era para elas irem até Campos ou ao Rio para o tratamento, eu resolvi doar meu carro para o Projeto. Se depender de mim, a Irmane.C pela Paz e o Mulheres em Luta vão ter uma parceria para sempre”, ressalta Sandra Wyatt. Uma das assistidas é Rosa Maria, que venceu o câncer de mama há sete anos. “Eu tive que retirar a minha mama por causa da doença e foi muito difícil aceitar isso, pois eu sempre fui muito vaidosa. Esses anos que fiz o tratamento foram muito difíceis para mim, ainda mais porque meu ex-marido não aceitava o fato deu perder a mama e os cabelos. Quando eu precisei de apoio, ele me abandonou. Por sorte tinha
meus amigos e meu filho, que ficaram do meu lado. Cheguei a pensar que não conseguiria encontrar nenhum amor por não ter o seio, mas foi ai que conheci meu atual marido, que me aceitou do jeito que eu sou. Eu até cheguei a fazer cirurgia para colocar a mama, mas tive rejeição. Isso acabou comigo novamente. Foi quando conheci a Marilene e o Mulheres em Luta em 2013. Ela sempre foi uma pessoa calorosa, que te coloca para cima quando você mais precisa. Ela me doou o sutiã com a prótese. Hoje eu nem penso mais em me submeter as cirurgias estéticas, eu aprendi a me aceitar do jeito que sou e o mais importante, a me amar”, conta. Quem reforça isso é Dulceneia França. “Eu usava apenas o sutiã de bojo. Depois que coloquei a prótese minha autoestima foi lá em cima. Eu queria agradecer o projeto pelo trabalho que tem feito e também parabenizar todas essas mulheres guerreiras pelo dia, que é de todas nós. Vale ressaltar também a todas que façam os exames de mamografia e de ultrassonografia todos os anos, pois eles podem ajudar a salvar as suas vidas”, pontua.
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Sucesso é ter equilíbrio Entre a vida profissional e pessoal, apontam mulheres em pesquisa
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ma pesquisa divulgada pela rede social profissional LinkedIn apontou o novo perfil da mulher moderna em todo o mundo. Segundo o estudo “O que querem as mulheres no trabalho”, 63% delas definem sucesso como ter o equilíbrio perfeito entre trabalho e vida pessoal. No Brasil, a conquista do sucesso profissional e pessoal foi apontada por 71% das entrevistadas como responsável por uma vida gratificante e feliz. E geralmente é a partir dos 30 anos, após conquistar a estabilidade profissional, que elas investem na vida amorosa. E o nível de exigência de uma mulher profissionalmente ativa na faixa de 30 a 45 anos é muito maior. “Elas são bonitas, dinâmicas, inteligentes e independentes. Por isso, querem, no mínimo, alguém com o mesmo nível, inclusive financeiro”, comenta Sheila Rigler, especialista em relacionamentos e proprietária da agência de casamentos Par Ideal. Ainda de acordo com a pesquisa, a satisfação profissional para 45% das entrevistadas brasileiras não está necessariamente relacionada a remuneração no trabalho. Antes da
compensação financeira, as profissionais almejam um trabalho interessante e flexível, que permita a conciliação da vida profissional e doméstica. “Somos constantemente bombardeados pelo estereótipo da mulher madura profissionalmente e atrapalhada na vida afetiva. Mas isso não passa de um mito”, alerta Sheila. “Fracassos na vida amorosa não significam inaptidão afetiva, mas podem estar relacionados a uma exigência mais apurada e a uma recusa em viver relações não satisfatórias”, explica a especialista em relacionamentos, que acredita que padrões frequentemente divulgados na mídia podem assustar os homens. No campo pessoal, 85% das brasileiras pensam que podem conquistar tudo que almejam sem ter que abrir mão de nada. E a proprietária da Par Ideal ressalta que isso já faz parte da realidade de muitas delas. “Elas não abriram mão do casamento e dos filhos, mas ampliaram seu poder de escolha. Elas têm autonomia para optar pela carreira, família e filhos de acordo com seus sonhos e objetivos, não apenas seguindo uma imposição da sociedade”, destaca a especialista.
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Marilene Fernandes: Mulher e mãe que deu vida à AMADA
Atualmente a instituição é considerada pioneira na região no atendimento aos surdos e deficientes auditivos
Juliane Reis Juliane@odebateon.com.br
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a história, o 8 de março é uma data que lembra a luta e a morte de 130 operárias num incêndio de uma fábrica em Nova Iorque, onde elas reivindicavam redução da jornada de trabalho e depois disso, as mulheres de todo o mundo vêm rompendo com a discriminação e conquistando marcos em sua história, buscando seus direitos e ocupando espaços cada vez maiores na sociedade. Em Macaé, cidade conhecida como a Capital Nacional do Petróleo não é diferente e as mulheres cada vez mais fazem suas histórias, deixam suas marcas, cativam novos horizontes, transmitem alegria e promovem a inclusão social. Um exemplo, Marilene Fernandes, a mulher, mãe e guerreira que há doze anos deu vida à Associação Macaense de Apoio ao Deficiente Auditivo (AMADA). Marilene conta que tudo começou com um pedido do filho - que é deficiente auditivo - para que lutasse para que na cidade houvesse algum espaço onde surdos e deficientes pudessem se sentir parte da sociedade, se sentir incluídos. “Ele foi criado no Rio de Janeiro e quando chegamos a Macaé ele estranhou o fato da cidade não oferecer nenhum espaço, nada que pudesse servir de estímulo para ele e as outras crianças, adolescentes e adultos nas mesmas condições e foi a partir daí que comecei, junto ao meu esposo Lafaiete, a pensar em algo que pudesse tornar o sonho dele em realidade”, lembrou. Em meio a emoção Marilene lembra ainda que na época ela tinha na família, além do filho, uma nora deficiente auditiva e foi para ver a alegria deles que decidiu dar vida à Amada e fazer dela uma instituição pioneira na região. “São quase 13 anos de luta, dedicação em prol dessas pessoas. Tenho
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também um neto deficiente, mais novo que a AMADA um ano. Posso afirmar que foi o meu filho e minha nora que me incentivaram nessa nova jornada. E o sonho deles se tornou também o meu sonho. Na época eu trabalhava na Secretaria de Ação Social e comecei a idealizar o projeto. Hoje me sinto muito feliz com o trabalho que realizo na cidade. Costumo dizer que oferecemos atendimento de 0 a 100 anos e contribuir com o nosso município e região tornou-se nosso principal objetivo. Estamos nessa luta e não vamos desistir. Nossa equipe conta com fonoaudióloga, assistente social, psicóloga e estamos também com uma parte pedagógica que está elaborando a área pedagógica de recreação”, disse. Atualmente a AMADA faz trabalho com o Estado por meio de parceria com a Fundação para Infância e Adolescência (FIA), além de contar com parceria da Prefeitura de Macaé. E ano passado teve também parceria com a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários de Instituições Financeiras Públicas Federais (Cooperforte) onde ofereceu cursos de qualificação profissional aos assistidos como foco na inserção deles no mercado de trabalho. “Estamos galgando no momento parceria no Futsal com a Petrobras.” Mais de dez anos de luta em prol dos deficientes auditivos “Ao todo a AMADA tem mais de uma década de luta, desafios e obstáculos superados e nossa vontade é contribuir cada vez mais com o lugar, com o município principalmente com os assistidos que ajudam a construir a história da instituição e, principalmente, a sua história. A alegria e satisfação em realizar este trabalho, representam mais que uma luta, mais que superar desafios e seguir
em frente, pois muito mais do que damos, nós recebemos e, ao longo desses anos, estamos investindo não só nas nossas crianças. Ao longo do caminho novas amizades também são construídas e, nesse momento, gostaria de agradecer a todos que de alguma forma contribuem com nossa ação”, ressaltou Marilene. Fundada em assembleia realizada no dia 17 de outubro de 2001, em Macaé, a AMADA é considerada uma sociedade
civil filantrópica, pioneira na região de caráter bilíngue, cultural, assistencial, educacional, de estudo e pesquisa de pessoas surdas / deficientes auditivas, crianças, jovens e adultos de ambos os sexos, sem restrição de nível econômico-social advindos da comunidade de Macaé e vários municípios vizinhos. Nela, diversos serviços são oferecidos gratuitamente. Tais como reabilitação auditiva, encaminhamento para cirur-
gia de Implante Coclear em Bauru/SP e assistência auditiva, atendimento de serviço social, atendimento psicológico, apoio pedagógico, aprendizado da Língua Brasileira de Sinais - Libras (para ouvintes e surdos), informática, cultura, esporte e lazer e atendimento às famílias visando integrá-las no entendimento da dificuldade auditiva e assim auxiliar no desenvolvimento da vida familiar e social do surdo/deficiente auditivo.
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A primeira mulher presidente da subseção da OAB-Macaé Andréa Vasconcellos Meirelles conseguiu ultrapassar todas as barreiras e venceu
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Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Macaé, fundada há 38 anos, mudou um pouco o rumo das ações. Enfrentando preconceitos por ser mulher e mãe, característica que para alguns opositores a impediriam de exercer o cargo com dedicação por ser mãe de duas filhas, Andréa Vasconcellos Meirelles conseguiu ultrapassar todas as barreiras e venceu. Andrea Vasconcellos Meirelles, nasceu em Macaé, no dia 30 de dezembro de 1971. Filha e neta de macaenses, escolheu a carreira jurídica, na qual se graduou em 1993 pela Faculdade de Direito de Campos. Em 1994 abriu seu próprio escritório de advocacia em Macaé, onde deu início a uma trajetória profissional, tendo assessorado o Sindicato dos Bancários de Macaé, de 1994 a 2013, e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, de 1999 a 2014, com grande dedicação nas áreas trabalhista e de responsabilidade civil. Foi eleita presidente da OAB Macaé em 2009: a primeira mulher a exercer esse cargo em mais de 38 anos de existência da OAB na Cidade. Durante a campanha enfrentou preconceitos por ser mulher e mãe, características que para alguns opositores a impediriam de exercer o cargo com dedicação. Após sua posse em 2010, iniciou um projeto de gestão com atuação efetiva em prol dos advogados e dos Direitos Humanos, destacando-se a realização de cursos e seminários jurídicos inéditos na região, e a luta pela 3ª Vara do Trabalho e pela elevação de Macaé à qualidade de ent-
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rância especial pelo Tribunal de Justiça. Foi reeleita para a gestão 2013/2015. Ocupou os cargos de vicepresidente do COMFARP – Conselho Municipal de Fiscalização da Aplicação dos
Royalties do Petróleo e de Presidente da Comissão da Verdade de Macaé. Em Fevereiro de 2014 solicitou seu afastamento da Presidência da 15ª Subseção da OAB/RJ para assumir a
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Município de Macaé, a pedido do Prefeito Dr. Aluízio. Há cinco anos, quando se candidatou à OAB, dava mais um passo nas lutas cotidianas
que somente enfrentam os que se dispõem a trabalhar pela Justiça Social. Agora deu mais um passo, no mesmo sentido, tendo por alvo a qualidade de vida dos segmentos menos favorecidos da população.
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Líderes: fortes e empoderadas Nova era do feminismo aponta para uma nova mulher, a líder Por Ramy Arany
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s mulheres estão cada vez mais ocupando cargos importantes e desempenhando papeis de destaques. Isto esta ocorrendo em diversas áreas da sociedade e é um acontecimento mundial. A rapidez com que isto esta acontecendo tem trazido o maior desafio para as mulheres: A liderança feminina. Por outro lado, existe algo que está impulsionando todos estes acontecimentos e abrindo espaço para as mulheres terem e chegarem ao destaque de forma global. Penso, que agora estamos vivendo num novo momento, num novo ciclo de tempo, numa nova era do feminino. Esta nova era tem trazido às mulheres a oportunidade de um novo olhar para as velhas “coisas” e um sentido maior sobre o feminino, sobre a liderança feminina e sobre a missão do feminino. Esta nova era é a era do retorno do feminino a
sua origem, a sua missão. Mas para isto, as mulheres precisam acompanhar esta aceleração, pois são elas que dão visibilidade ao feminino na sociedade, pois na natureza isto é natural. Por milênios a mulher foi comandada pela força masculina e acreditou que não tinha lugar no mundo das ideias, da inteligência, da capacidade de expressão, do prazer, em fim do existir. Acreditou que era inferior e que sua missão no mundo era apenas a de engravidar e parir filhos e de permanecer no mundo doméstico. Desta forma, acreditou que a força feminina era menos e inferior a força masculina e que de todas as formas seu papel era a de estar atrás do homem e de lhe dever obediência. A mulher através dos tempos chorou, sofreu repressão, tortura, maus tratos, desigualdades mas, lutou, cresceu e hoje está frente a maior missão de sua existência como ser feminino: “A missão de reaprender o que
é ser mulher e assim, recolocar o feminino no seu lugar de origem: a liderança natural”. Para esta nova era do feminino é preciso que exista a nova mulher. A nova mulher aprende a partir da visão feminina a ser líder de si mesma e das dimensões em que atua. Desta forma a nova mulher é aquela que de fato é a força feminina e é comprometida com a missão do feminino. Mas, para isto é necessário desconstruir as crenças e os valores que são contrários a mulher e ao feminino. É preciso desconstruir os velhos modelos masculinos de referências. A mulher ainda é um “resultado” de tudo que aprendeu ou seja, da educação masculina, pois a mulher nunca foi educada a partir dos potenciais femininos. Ainda desconhece o que de fato é “ser” mulher e não somente “ter” um jeito de ser mulher. O caminho é longo mas o destino é certo. A mulher precisa descobrir o que ficou oculto por milênios sobre
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o feminino. A mulher hoje precisa querer muito mais que simplesmente permanecer numa origem que não é a sua. A mulher precisa se desenvolver no seu verdadeiro potencial e querer ser a nova mulher e poder manifestar seus talentos a partir do pró-
prio feminino. O momento agora é de fato a mulher assumir o que lhe é de direito: a liderança de um novo tempo. Para você que é a nova mulher o melhor desta nova era! *Ramy Arany: Palestrante, consultora e terapeuta comportamental.
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Mil anos para as mulheres!
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As mulheres chegaram a este século XXI muito melhor preparadas Por Dal Marcondes*, da Envolverde
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inha vida é cercada de mulheres. Em sua maioria pessoas fortes, cheias de vida e personalidade. A começar por minha mãe. Maria Bela é um farol que emana segurança e caráter. Minhas irmãs, as três, são a ternura de que me lembro. Cristina é o sonho, o charme, a insensatez e a liberdade. Adriana é a responsabilidade e a braveza em todos os sentidos do termo. Nira é a harmonia, a alegria e a ternura que fazem sorrir, sempre. Minhas filhas são complementos: Alba é um presente que faz olhar o futuro com esperança. Alice é a certeza de que este futuro será construído de fato, e será um bom lugar para se viver. Entre meus amores há um pouco de tudo, representado hoje por Ana Maria, que tudo agita e faz com que a vida se mova, sempre. Agora, no Dia Internacional da Mulher vamos ler muito sobre isto, apenas espero que não seja mais com a visão romântica de que as mulheres são umas coitadinhas que carregam o mundo nas costas. Claro que há injustiças, e muitas. No entanto, há avanços a serem comemorados. O principal deles é o espaço que as mulheres estão ocupando no campo político. Temos uma mulher Presidente da República, uma demonstração de que estão prontas para assumir responsabilidades que anos atrás eram impensáveis para quem não ostentasse aspecto de liderança viril. A vida tem demonstrado que as mulheres chegaram a este século XXI muito melhor preparadas para as incertezas e novos desafios que os homens.
As meninas estão anos luz de seus contemporâneos masculinos nos quesitos liberdade, consciência e autoconhecimento. Enquanto as moças olham para cima e para a frente, grande parte dos rapazes se encolhe, se acovarda e busca abrigos que os protejam de um futuro incerto. Há, entre os homens, um certo sentimento de “antigamente é que era bom”, quando sabiam seus papéis quase que por “herança genética”. Eram criados para trabalhar, pagar as contas e ter prioridade sobre o controle remoto da TV. Sabiam o que fazer, enquanto, na sua opinião, as mulheres deviam se dedicar a lavar, passar, cozinhar e cuidar das crianças. Bom, tudo mudou. E agora rapazes? A festa não acabou, apenas mudou a música, agora elas trabalham, planejam, mandam e, talvez, sejam melhores que nós nisso. Elas dirigem, compram, pagam e opinam. Elas são mães e com este poder da vida entendem melhor a responsabilidade de deixar viver. O mundo masculino é um mundo de exclusão, de força e de morte. O mundo feminino é de acolhimento e de vida. Qual tem mais a oferecer para o futuro? E não podemos nos equivocar, este mundo-mulher não é fraco, sua força não vem das armas, mas sim da legitimidade. Enquanto os homens se armam para enfrentar a pluralidade da vida, as múltiplas opiniões e a diversidade, as mulheres estão habituadas a mediar as disputas de seus homens sem deixar mágoas e construindo uniões. Acredito que a Terra, planeta feminino, será melhor quanto mais as mulheres ocupem espaços de poder. Neste cente-
nário do Dia Internacional da Mulher faço uma aposta no futuro: que este seja o milênio da mulher. E no ano 3.000 voltaremos a ver se os homens podem voltar a merecer confiança.
* Dal Marcondes é jornalista, diretor da Envolverde, passou por diversas redações da grande mídia paulista, como Agência Estado, Gazeta Mercantil, revistas IstoÉ e
Exame. Desde 1998 dedica-se à cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, educação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental empresarial.
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Data comemora as conquistas Mulheres começaram a lutar pelos seus direitos no início do século XX
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Dia Internacional da Mu l h e r, c o m e morado em 8 de março, teve origem nos primeiros anos do Século XX quando mulheres iniciaram movimentos de luta por melhores condições de vida, trabalho e outros direitos nos Estados Unidos e Europa. Durante o processo de industrialização e expansão econômica das maiores potências mundiais, mulheres ingressaram na força de trabalho da indústria têxtil. As condições de trabalho, em sua maior parte insalubres e perigosas, foram gerando uma revolta. O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América , em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional So-
cialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. Segundo relatos, cerca de 129 trabalhadoras foram trancadas e queimadas vivas. Para a socióloga brasileira, Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher. Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher
foram o estopim da Revolução russa de 1917. Após a Revolução de Outubro na Rússia, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da “heróica mulher trabalhadora”. No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.
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Incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist nos Estados Unidos provocou a morte de 146 mulheres
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Mulheres são maioria entre novos empreendedores 66% das mulheres iniciam uma empresa após identificar uma oportunidade de mercado
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s mulheres estão comandando a abertura de novos negócios no país. Dados revelados pelo Sebrae a partir da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostram que 52% dos novos empreendedores – aqueles com menos de três anos e meio de atividade – são mulheres. A força empreendedora feminina é maioria em quatro das cinco regiões brasileiras. Apenas no Nordeste elas ainda não ultrapassaram os homens, mas estão quase lá, com aproximadamente 49% de participação entre os novos empresários. “A cada ano, o perfil do empreendedor brasileiro se torna mais feminino e mais escolarizado”, destaca o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “As mulheres estão investindo em qualificação, buscam acesso às informações, não permitem amadorismo”, afirma. Prova disso é o índice de escolaridade: 49% dos donos de novos negócios – em que as mulheres são maioria – têm pelo menos o segundo grau completo. Já entre os donos de negócios estabelecidos (com mais de três anos e meio de atividade), – em que os homens são maioria – esse índice é de 41%. A pesquisa GEM aponta ainda que 66% das mulheres iniciam uma empresa após identificar uma oportunidade de mercado. “Elas estão deixando de empreender apenas para complementar a renda da família ou por consequência de um passatempo”, reforça o presidente do Sebrae. Mesmo em um cenário praticamente de pleno emprego, em todas as regiões do país a maioria das mulheres que conduzem suas próprias empresas são movidas pela oportunidade e não pela falta de alternativas.
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CLASSE MÉDIA Boa parte desse resultado pode ser creditado à força do mercado interno brasileiro, fortalecido pela expansão da classe média. Mas, o fator determinan-
te para o aumento do número de mulheres que empreendem é a flexibilidade para administrar o próprio tempo: gerenciar a própria empresa permite que elas consigam dividir o trabalho com outras atividades da vida
familiar. “Isso não quer dizer que elas trabalhem menos, mas ganham autonomia para escolher seus horários”, completa. Para a realização desta pesqusia, foram entrevistadas 10 mil pessoas de 18 a 64 anos, de
todas as regiões, e 85 especialistas em empreendedorismo. Entre os ouvidos pela GEM estão desde pessoas que estão se preparando para iniciar um empreendimento até os que já estão estabelecidos no mercado.
14 Dia da Mulher
MACAÉ, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2014
MACAÉ, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2014
Isabel da Conceição: 103 anos de puro vigor
Dia da Mulher 15
Desde 1979 está entre as 46 mulheres idosas na Liga Beneficente de Macaé Mantenedora da Casa do Idoso
Daniela Bairros danielabairros@odebateon.com.br
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ão fases da vida: nascer, crescer, envelhecer e morrer. A mulher madura pode ser definida de várias maneiras: inteligente, calma, com um bom emprego e poder aquisitivo, um casamento e família perfeitos. Enfim, é uma série de classificação. Mas e o envelhecimento? Como envelhecer bem e ser uma mulher de 103 anos de vida e muito bem vividos? Milhares de mulheres, sem dúvida nenhuma, merecem não só hoje, mas todos os dias, lindas homenagens repletas de alegria. Já paramos para pensar o quanto podemos viver? Principalmente nós mulheres, consideradas nos dias de hoje, próativas, exercendo, diariamente, muitas tarefas ao mesmo tempo. A dona Isabel da Conceição, com 103 anos, com uma dicção
muito delicada devido à idade, é um verdadeiro exemplo de mulher apaixonada pela vida. Desde 1979 está entre as 46 mulheres idosas na Liga Beneficente de Macaé Mantenedora da Casa do Idoso. Dona Isabel recebeu a equipe de reportagem do Jornal O Debate com muito entusiasmo e bem disposta. Fez questão de mostrar o quanto se preocupa com a aparência. Muito bem vestida e maquiada, Dona Isabel, ao lado da querida amiga que fez na instituição, dona Editi Apolinário, que está na entidade há cinco meses, contou uma pouco dos longos anos que já viveu e espera viver mais. Dona Isabel da Conceição é natural de Barra de São João e solteira. Diz, taxativa, que sempre foi apaixonada por si própria, pois segundo ela, “homem” dá trabalho. Muito imperativa também, dona Isabel, no momento da entrevista, queria a amiga Editi por perto para ajudá-la a lem-
brar de algumas fases importantes da vida, principalmente as direcionadas ao trabalho. “Sempre gostei muito de trabalhar e até hoje não paro não. Aqui no asilo lavo, limpo, varro, tiro do lugar, limpo de novo e coloco tudo de volta. Sempre fui assim”, comenta com alegria Dona Isabel. Com mais de 100 anos de experiência de vida, dona Isabel mostra que saúde e disposição sempre andam lado a lado com ela, sempre transmitindo também aos colegas da Casa do Idoso seus ensinamentos para a longevidade. “Meu único defeito: fumo demais, mas se já vivi mais de 100 anos, posso viver mais.” Dona Isabel contou ainda que adora dançar e caminhar pelas dependências da instituição. Nas festas que a Casa do Idoso promove, se destaca nas comemorações juninas. “Adoro dançar nas quadrilhas. Coloco minha roupa de caipirinha e caio na dança”.
KANÁ MANHÃES
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Isabel da Conceição com 103 anos de vida e a amiga Editi Apolinário, no auge dos 82 anos. Mulheres, que apesar da idade, mostram muita disposição
16 Dia da Mulher
MACAÉ, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2014