Caderno Dois WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), SÁBADO, 29 DE JUNHO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8124 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES
Livro Fotogramas & Saudade: Uma viagem de emoções Luiz Claudio Bittencourt, o conhecido Dunga, lança a obra ‘Fotogramas & Saudade - Macaé de 1975 a 1985’ neste sábado (29)
Oficinas da Leopoldina na Praia Campista
Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br
A
rtista plástico macaense imprime sua fórmula de arte e beleza, abre o seu acervo fotográfico e lança um livro em homenagem aos 200 anos de Macaé. Tratase de Luiz Claudio Bittencourt, o conhecido Dunga, que lança a obra ‘Fotogramas & Saudade - Macaé de 1975 a 1985’, apresentando as mais belas e expressivas imagens fotográficas da cidade. O livro será lançado em grande estilo, neste sábado (29), quando o autor estará em evidência recebendo convidados para uma noite especial de autógrafos, que vai rolar das 19h às 21h30 no Solar dos Mellos. Dunga lembrou que o seu lado de fotógrafo foi inspirado pelo mestre Antônio Alvarez Parada (Tonito), que lhe mostrou naquela época a urgência de fotografar Macaé, pelas mudanças drásticas que o município estava sofrendo. Ele conta que reproduziu muitas fotos para os livros de Tonito sobre Macaé. Assim, a livro ‘Fotogramas & Saudade’, com diagramação de Camila Moura Beppler, apresenta a cidade de Macaé, através de 190 fotografias abrangendo o período de 1975 a 1985. Segundo Dunga, o livro é patrocinado por ele mesmo, no sentido de celebrar os 200 anos de Macaé. Ele informou ainda que as 40 fotografias que estiveram em exposição no Ypiranga também fazem parte do conjunto deste livro. O livro está sendo vendido por R$ 80 na Ótica Central (Av. Rui Barbosa, ao lado da Galeria Aloha).
UM A VIAGEM NO TEMPO DE ACORDO com Dunga, o livro ‘Fo-
togramas & Saudade’ é uma uma viagem por um tempo que não volta nunca mais, com pedacinhos de saudades recheados de emoção. Em preto e branco, a obra apresenta belas e saudosas imagens das oficinas da Leopoldina na Imbetiba, Praia de Imbetiba, Av. Rui Barbosa, Bar de Dona Aydê, trampolins da Imbetiba, casarões antigos e
mais um tanto de patrimônios bem peculiares dos macaenses. Chamam a atenção as fotos que mostram momentos marcantes da história de Macaé, como a construção da base da Petrobras em Imbetiba; a Praia dos Cavaleiros ainda praticamente virgem; além de imagens aéreas revelando a beleza e simplicidade da Princesinha do Atlântico.
“São imagens que contam a história de Macaé: os transpolins da Imbetiba, onde muitos macaenses têm uma história de ralados ou quebrados; a Av. Rui Babosa onde bate uma saudade dos pães da Padaria Lima, e as Lanchonetes Xodó e Reizinho; e tantos outros pedacinhos que nos falam tanto da nossa Macaé do passado”, lembra Luiz Claudio.
Igreja de Sant'ana
O atual Hospital São João Batista
Depoimentos e emoções no livro, dunga revela que, em fevereiro de 1976, ele estava na Praia de Imbetiba fotografando, quando um senhor se aproximou dele e disse: “Fotografe tudo que puder, tudo que você achar que poderá vir a sofrer alterações. A nossa cidade começou hoje a ir embora, e vem muita coisa por aí - boa e ruim!”. Esta pessoa foi Antônio Alvarez Parada, o Tonito, a quem o autor dedica o livro, seu vizinho e professor. “Agora três décadas após essas fotografias serem feitas, venho mostrar o que achei importante eternizar em fotogramas e papel”, declara o autor, que acrescenta: “A memória tem que sobreviver para um dia poder contar a história.”
Solar dos Melos
As mil faces de um artista nascido em macaé mais precisamente no Hospital São João Batista (pelas mãos da parteira dona Durvalina), Luiz Claudio Bittencourt revelou seus dons atísticos desde muito cedo. Ainda na infância foi aluno brilhante da Escolinha de Artes de Dona Maria José Guedes. Começou tocando violão e desenhando. Autodidata, o conhecido
Dunga ganhou notoriedade como escultor, destacando-se ainda no mundo das artes nas áreas de desenho, literatura, música e fotografia. Segundo Dunga, a atividade de bancário atravessou o seu espírito sem perturbar-lhe a essência que se traduz em paixão por Macaé. Em 1976, Quando foi trabalhar como Bancário em São Paulo, foi apresentado a
arte da fotografia por um japonês, e comprou o primeiro equipamento. Como escultor, o artista começou fazendo entalhe em madeira e granito. No desenho especializou-se em bico de pena. E sua vida gira também no mundo da literatura, da fotografis e da música. “Todas as artes são as paixões de minha vida”, conclui ele.