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Macaé (RJ), domingo, 29 e segunda-feira, 30 de maio de 2016, Ano XLI, Nº 9031
Fundador/Diretor: Oscar Pires
CADERNO DOIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
O fantástico mundo da dança de salão agita Macaé Acontece em Macaé a prática de dançar a dois, sob o comando da Escola de Dança Jaime Arôxa Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br
O
delicioso ritmo "dois pra lá e dois pra cá" ganha os salões da cidade, rolando em clima de animação, romantismo e muitos rodopios ao som de deliciosas melodias. Assim, acontece em Macaé a prática de dançar a dois, sob o comando da Escola de Dança Jaime Arôxa, inclusive sendo considerada uma forma divertida de se exercitar O fantástico mundo da dança de salão vem sendo a grande sensação do momento, atraindo a participação de inúmeras pessoas em pontos de encontro da cidade. Aliás, merece lembrar que a prática da dança de
salão possui todas as vantagens: é saudável, emagrece, diverte, e ainda é um instrumento para fazer novos amigos. Administrada pelos sócios Amanda Lopes e Rodrigo Cancella, a Escola de Dança Jaime Arôxa funciona em Macaé provisoriamente no Hotel Blue Tree, na Praia do Pecado, oferecendo aulas dos seguintes ritmos: samba de gafieira, forró, bolero, zouk, kizomba, salsa, bachata, soltinho. PIONEIRISMO EM MACAÉ
A Escola de Dança Jaime Arôxa em Macaé realiza um projeto social, constando de seleção de bolsistas, preferencialmente da rede pública de
ensino para aprenderem e se desenvolverem, gratuitamente, nesta arte encantadora, podendo chegar à condição de professores da Escola. A unidade Macaé também é pioneira na abertura da primeira turma de Dança de Salão Infantil da cidade, para crianças de 7 a 12 anos. “Queremos formar corpo de baile e também formar professores em Macaé”, declarou Amanda Lopes, esclarecendo ainda que, para atender às peculiaridades do público macaense, a escola implantou opções diferenciadas de aulas para embarcados ou pessoas com dificuldades de horário e possibilidade de aulas para estrangeiros.
Jaime Arôxa Atuante na dança de salão desde a década de 80, Jaime Arôxa, paralelamente à sua vida de professor faz coreografias de peças, filmes, novelas, shows, comissão de frente de Escolas de Samba, atuando, ainda, como jurado em grandes eventos e programas de televisão etc. Hoje, existem unidades Jaime Arôxa em várias cidades do Brasil. Coreografou e dançou na abertura da novela Kananga do Japão, e participou de outras novelas e séries como: Rainha da Sucata, Salsa e Merengue, Celebridade, JK (minissérie), Andando nas Nuvens, Esplen-
dor, Você Decide, A Vida Como Ela É, Vida ao Vivo Show, Vídeo Show, Gente Inocente, além de outras atividades artísticas. Estudou salsa em Cuba e Costa Rica, viajou por diversos países da Europa estudando dança de competição. Estuda tango há mais de dez anos em Buenos Aires, na Argentina. Estudou jazz e ballet clássico e desenvolveu seu conhecimento teatral. Além da dança, faz palestras para os mais diversos setores como: fisioterapia, educação física (ENAF ), didática e liderança, desenvolvendo vários temas utilizando antropologia, fi-
losofia e sua experiência de vida. Realiza duas vezes por ano o famoso Curso de Professores, recebendo público de todo o Brasil. Tem como filosofia ensinar seus alunos mais do que a repetição de passos e sequências, mas sim um conhecimento de seu próprio corpo, musicalidade, sensualidade, postura e tecnicas de condução. Formou inúmeros profissionais de dança que, hoje, atuam nas unidades Jaime Arôxa, ou possuem sua própria Escola, alguns atuando no exterior. É amado e respeitado por todos os seus milhares de alunos e pelos outros colegas de profissão. Jaime Arôxa e Monique Marculano no baile de encerramento do workshop
Amanda Lopes e Jaime Arôxa
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CADERNO DOIS
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 29 e segunda-feira, 30 de maio de 2016
EDUCAÇÃO NA PONTA DO LÁPIS por AMÉLIA AUGUSTA GUEDES MARINHO amelia.guedes@uol.com.br
NÚMEROS Segundo a pesquisa Atitudes pela educação, que ouviu 2002 pais e responsáveis por estudantes de 4 a 17 anos, 27% dos pais de alunos dialo-
gam frequentamente com os filhos, mas não aconpanham tão incisivamente a rotina escolar. Por outro lado, 25% dos entrevistados acompanham
LIVROS & CIA de perto a vida estudantil dos filhos, mas não conversam com eles. 19% foram classificados como distantes - ou seja, não acompanham nem
dialogam com os filhos - ,17% receberam a classificação intermediária (relação com os filhos e com a vida escolar boa, mas abaixo da graduação
máxima) e 12% foram considerados comprometidos, com um forte vínculo com os alunos e seu desempenho na escola.
Quando o assunto pedir, vá até pequenos grupos, pergunte se os alunos têm dúvidas e explique o que tiver ficado pouco claro apenas para o grupo que fez a
solicitação. Volta-se para outros grupos e continue trabalhando desta maneira. É uma ótima forma de ganhar o respeito e a simpatia de todos.
DICA
O SEGREDO É O TOM Nem sempre lidar com a conversa paralela é fácil, mas ter um ataque histérico no meio da aula e começar a dizer “umas verdades” para os alunos geralmente só ser-
ve para piorar a situação. A dica, então, é manter - se calmo e constante, olhar nos olhos dos alunos que estão conversando, talvez fixar o olhar neles, até que olhem
para você. Atitudes assim fazem com que os estudantes voltem a prestar atenção na aula, respeitem sua presença em sala e chamem a atenção de colegas mais agitados.
Livros: jornada do Escritor, de Cristopher Vogler. Editora Contexto; ● AFETIVIDADE e Limites: uma parceria entre a família e a escola, de Edileide Castro. Editora: WAK; ● DIFERENÇAS na educação: outros aprendizados, de Richard Miskolci e Jorge Leite Júnior. Editora: Edufscar ●A
● PARADIGMAS
metodológicos em educação ambiental, de Alexandre de Gusmão Pedrini e Carlos Hisoo Saito. Editora Vozes;
DVD: PONTO DE VISTA
● LÁGRIMAS
O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN - Lei n. 9.394/1996), em seu artigo 12 (INCISO I), prevê que, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de ensino, as escolas terão a imcubência de elaborar e executar sua proposta pedagógica, o
que ocorre por meio do projeto político-pedagógico (PPP). Em síntese, o PPP é um documento que deve ser produzido por meio do diálogo entre os diversos da comunidade escolar, com os intuitos de organizar e planejar a rotina administrativo-pedagógica
e de buscar soluções para os problemas diagnostificados. O PPP precisa ter a cara da escola. É como nossa carteira de identidade. A escola tem suas características próprias, que devem estar presentes em seu projeto político-pedagógico, o qual deve ser sua fotografia,
O PPP deve focar nas causas da repetência e da evasão. O PPP é um instrumento de gestão da instituição escolar, tanto na rede pública como na rede privada. O projeto político-pedagógico organiza e prepara a escola e os cursos para desenvolveram
uma política de formação de crianças, jovens e adultos. Sua construção deve ser coletiva, o que instaura na escola o sentido de democracia. Seja participativo ou coletivo, o projeto deve envolver todos os elementos da comunidade escolar.
REVENDO E AVANÇANDO
“A Escola precisa chamar a família para o diálogo e estabelecer claramente os limites de ação de cada uma” NAVEGANDO
POSSO AJUDAR
“Peguei meu aluno colando. Como devo agir nesses casos?” A resposta caberia em poucas linhas: converse com seu aluno para saber se ele entende a função da avaliação (que é justamente o momento de o professor e o aluno tomarem consciência daquilo que
em bordéis; do silêncio; ● TEMPO de despertar; ● MARCAS do Destino; ● EDUCAÇÃO na Berlinda; ● HISTÓRIA da Matemática; ● O Nome da Rosa. ● NASCIDOS
ainda é necessário consolidar do conteúdo abordado). Todavia, a questão não é tão simples. Colar na prova, além de envolver a questão ética (o que deve ser considerado gravíssimo), desvela um aspecto
sinistro da lógica de ensinar e aprender. Uma metodologia mecânica, que exija memorização, pode determinar o ato de colar se a nota for decisiva para aprovar ou reprovar o aluno. Já uma aprendiza-
gem que priorize a reflexão, o pensar e a utilização do que está sendo trabalhado em questões da vida prática dificilmente suscitará a necessidade de recorrer ao colega ou a anotações ilícitas, pois cada
aluno estabelecerá relação do conteúdo trabalhado com suas leituras e experiências de vida. Logo, quando uma turma precisa colar, é bom refletir sobre o que e como se está a ensinar.
www.prezi.com <http:// www.prezi.com/> Usado por alunos do Brasil e do mundo, o Prezi oferece apresentações dinâmicas com efeitos de zoom e rotação em um amplo espaço criativo.
DEVER DE CASA
Parece que o dever de casa é da família toda, e não só do aluno Rio - Enquanto aguardava na fila de um caixa eletrônico dia desses, ouvi a conversa de duas mulheres que estavam logo atrás: “Vim correndo pegar o dinheiro pra pagar à faxineira. Fico presa a tarde inteira sem poder sair, pois minha filha tem dever de casa todo dia”. Parece que o dever de casa é da família toda, e não só do aluno. Na essência, o papel do dever de casa é verificar se o aluno realmente aprendeu o conteúdo. Dessa forma, é tarefa do ‘aluno’ e não do ‘filho’. Acho importante fazermos essa distinção. Diante desse contexto, o papel dos pais é proporcionar condições para que o aluno execute a tarefa da melhor forma possível. Cabe ajudar a desenvolver uma rotina, providenciar um local tranquilo, arejado e iluminado e até mesmo supervisionar se a tarefa foi cumprida, pedindo para ver a atividade pronta ao fim. Ensinar o dever de casa não faz sentido, além de que não é tarefa dos pais. Caso a criança ou adolescente sinta dificuldade e erre ao fazêlo, é sinal de que não aprendeu como deveria, e a escola precisa ficar sabendo disso para tomar providências. Caso os pais ensinem ou (por incrível que pareça) façam pelo aluno, o papel do dever de casa estará
sendo distorcido. Em conversa com alguns pais, percebo que ensinam ou fazem as tarefas pelos filhos porque se sentem fracassados, caso o filho erre ou leve a atividade sem fazer. Ao agirem assim, além de tirar da escola a possibilidade de avaliar se o aluno aprendeu, não desenvolvem em seus filhos a autorregulação, que é a capacidade de se autoadministrar para cumprir seus deveres e aprender com os erros. Cenas bastante frequentes nas escolas são mães chegando esbaforidas trazendo o caderno que o filho esqueceu em casa. Ao esquecer um livro, a criança precisa sentir as consequências para que não esqueça seu material outras vezes. Pare de ligar para outras mães perguntando se há dever de casa porque seu filho não sabe informar. Pare de arrumar o material na mochila todo dia. Deixe-o assumir as consequências enquanto aluno. Acompanhe-o de perto, mas não esqueça de que ele precisa cair pra aprender a se levantar. Autor do texto: Júlio Furtado, professor e escritor. Crônica retirada do arquivo do site <http://odia. ig.com.br/>
São os queridos alunos Pedro de Abreu Gomes e Ana Clara de Abreu Pinto Peixoto, que hoje valorizam o nosso espaço educacional. Ele estuda na Escola Municipal Professora Maria Letícia dos Santos Carvalho, e ela, na Escola Parque Municipal Professora Maria Angélica Ribeiro Benjamin. Beijos.
Professor José Henrique da Silva, que está contribuindo para o desenvolvimento do Curso ‘Ponto Redação - Aulas Particulares’. Sucesso, amigo!
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VIP'S por ISIS MARIA
CADERNO DOIS
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“Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem.” (MARCOS 7.15)
isismaria@odebateon.com.br
Comemoração marca Dia da Indústria em Macaé A sede do Sesi foi palco para as comemorações pelo Dia da Indústria, realizada por representantes da economia local. O evento aconteceu na manhã de quarta-feira (25), e na oportunidade a Unidade Sesi Macaé celebrava aniversário de 21 anos de atividades.
Entre os presentes participaram do evento o gerente da representação Regional da Firjan no Norte Fluminense, Luiz Mario Concebida, o empresário Francisco Agostinho, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Antonio Martius Gon-
A gerente operacional da unidade Sesi/Senai em Macaé, Ana Cristina da Mota Sá, entregando a placa de placa ao jornalista Oscar Pires
Também membro fundador da Comissão Municipal da Firjan, Cliton da Silva Santos falou sobre o Dia da Indústira
dim, e o diretor de O DEBATE, jornalista Oscar Pires, que foi homenageado com uma placa de prata comemorativa aos 40 anos de serviços prestados pelo jornal O DEBATE. Na ocasião, o diretor Oscar Pires agradeceu a homenagem pelos 40 anos
do informativo. “Este mês também fizemos aniversário, e para comemorar produzimos 40 mil exemplares de uma edição especial. Agradeço imensamente a homenagem”, resumiu. Ao final do evento, alguns antigos funcionários do Sesi foram homena-
Luenir recebendo as homenagens de Mário Concebida, Gerente Regional da Firjan
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Antonio Martius Gondim, participando do evento
geados pelos muitos anos de dedicação. Estiveram presentes na reunião de homenagens, o empresário Evandro Esteves, o membro da Comissão Municipal da Firjan, Aristóteles Cliton da Silva Santos, e o coordenador da Rede Petro-BC, Evandro Cunha.
A gerente Ana Cristina sendo homenageada pelo membro fundador da Comissão Municipal da Firjan, Francisco Agostinho
Os homenageados do dia, Mário Concebida, Ana Cristina, Oscar Pires e Evandro Cunha, membro da Rede Petro
CIGARRAS DE MACAÉ
MENSAGEM DE FÉ
cigarrasmacae@gmail.com
O Poder das Palavras
por AURORA RIBEIRO
CIGARRAS DE MACAÉ - Neste 29 de maio queremos homenagear nossa querida poetisa YOLANDA UCHÔA.
LEMBRANÇAS DE MIM Yolanda de Souza Uchôa Hoje voltei no tempo. Mergulhei de cara no passado, ser criança novamente me foi dado, não quero curtir sofrimento, não quero lembrar a dor, nem menos um lamento. Vou à casa da amiga Aurinha pra pular amarelinha. Brincar de pique de esconder, Mostrar que sinto prazer em saltar na corda bamba, (o que pode até dar samba). De chicotinho queimado no pé ao de marré, marré, e acender um busca-pé. Gritar: “vão fazer tudo que seu mestre mandar?” - Faremos todos! Soltar a cabra cega e entrar no pega-pega. Eu quero é jogar peteca e correr de seca à Meca. Vou rodar a cirandinha... Cantar: “se esta rua, se esta rua fosse minha...” “Terezinha de Jesus, deu um pulo, foi ao chão...” E mudando a canção:
“escravo de Jó, tocando caxangá...” “O Genofrê, Genofrá,” e muitas outras cantigas. Passar o anel entre amigas, desenhar um sol na rua, à noite contar estrelas e correr atrás da lua... Na praia, a corrida, o salto, o mergulho... As ondas enormes, as boas, furava, Nadava, fugia do caldo, boiava, sonhando feliz , sobre uma câmara de ar... Na areia, castelos tão belos para as ondas levadas, levar... Quero as histórias da Carochinha, contadas pela Dindinha. Quero ninar minhas bonecas: Mariazinha e Lucinha, as duas muito sapecas. Colecionar figurinhas e retratos de amiguinhas. No quintal o cozinhado, de farofa e caruru, servido sobre um baú - era o meu mundo encantado.
Ágil, pegava uma bossa as traseiras das carroças, que iam buscar o sal, lá na beira do cais; mas ainda aprontava mais: Subia na ameixeira de segunda a sexta-feira. Virava os bancos da praça e escapava com raça, espantando o jaburu, que no lago do jardim tremia de fazer dó equilibrado num pé só, parecia zombar de mim... E copiando Casemiro “Ó que saudade que tenho da aurora de minha vida...” As brincadeiras, jamais,o os folguedos de criança os tempos do nunca mais, lembranças, muitas lembranças... E a roda-ciranda da vida, rodando, rolando, girando... Tudo se foi, e agora, o meu peito põe pra fora: a saudade da criança, da esperança, da graça, da praça. Saudade de tudo. Da vida, fumaça, que passa... Enfim... Lembranças de mim.
Querida Yolanda, quem teve a oportunidade de viver essas brincadeiras, com certeza voltará no tempo e uma saudade prazenteira lhe trará felicidade outra vez, pois que tem uma boa infância tem suporte para o resto da vida, consegue enfrentar problemas, consegue ser amigo e manter amizades duradouras... Cigarras cantam para Yolanda... cigarrasmacae@gmail.com <mailto:cigarrasmacae@gmail.com>
Aurora Ribeiro Pacheco
por ROBSON OLIVEIRA O poder da palavra é enorme. Ainda que muitas pessoas digam que uma imagem vale muito mais, e embora em certos casos isso possa ser verdade, não se pode esquecer que quando uma palavra sai de nossa boca ela tem um enorme valor. Assim, por menor e insignificante que seja, pode causar um grande dano ou ser muito benéfica, dependendo de quais são as circunstâncias da comunicação. Em muitas ocasiões ouvimos o jargão “uma imagem vale mais que mil palavras”. No entanto, uma palavra pode ter um poder gigante e, quando acompanhada de mais palavras, pode chegar a ser, inclusive, avassaladora. Por isso, é necessário atentar para como podemos utilizar o poder da palavra para que ela se coloque ao nosso favor. Devemos entender como ela pode causar dano ou simplesmente conseguir algo de nosso interlocutor, como fazê-lo feliz. “Como flores charmosas, com cores, mas sem odor, são as doces palavras para aquele que não concorda com elas” -BudaO poder da palavra: palavras que ferem A força das palavras é tanta que não são necessárias muitas delas para causar uma profunda alegria ou uma tristeza melancólica. Muitas vezes basta uma frase que valide uma emoção que estamos sentindo, ou um parágrafo curto que ataque nosso ponto mais fraco. Quem não tem um amigo tóxico ou manipulador que sabe como usar as palavras para tirar de nós o que quiser, ainda que nós não o queiramos? Quem nunca ouviu uma palavra cheia de ira, ressentimento, dor, rejeição ou tristeza? Gostemos ou não, a palavra é a forma mais usada pelos humanos para o ato da comunicação. Além disso, é uma troca que deixa marcas. Quem de nós não se lembra de uma frase que
tenha causado uma grande dor ou que tenha alegrado um dia cinza? O poder da palavra: palavras de amor O poder das palavras não é, no entanto, forte só quando querem machucar. Elas também servem para descrever sentimentos belos como o prazer, a bondade, o amor e o agradecimento. De fato, fomos capazes na história da linguagem de criar algumas das palavras mais bonitas do mundo para falar daquilo que nos agrada como a beleza, a amizade, a solidariedade e tantas outras coisas que nos deixam encantados. O que seria do amor sem a palavra? Há algo mais bonito que dizer a uma pessoa que gostamos de tudo que sentimos por ela? Tudo que a pessoa significa em nossa vida? É evidente que o poder da palavra é enorme para falar com outras pessoas sobre tudo o que é bom e bonito em nossa vida, e esse é provavelmente um dos melhores usos que a palavra pode ter. O poder da palavra: palavras vazias Há, também, pessoas capazes de falar e falar e não dizer absolutamente nada. Alguns jovens, por exemplo, têm discursos muito vazios e de fato podem falar por horas, mas geralmente no fim nada daquilo nos acrescentou algo. Algumas pessoas ficam conhecidas pela capacidade de falar durante um período considerável de tempo sem que se possa extrair nenhuma conclusão clara de suas palavras. Quando essas pessoas ostentam um cargo de responsabilidade, criam uma mescla de raiva, tristeza e impotência nos cidadãos. Raiva porque em sua posição, como representante público, por exemplo, há o dever de fazer sentido e demonstrar suas ações e propostas por meio da comunicação. Tristeza porque se sente parte da sociedade que colocou a pessoa no cargo e impotência porque, apesar dos es-
forços, não se cria qualquer canal de comunicação aberto. O poder da palavra: palavras que mentem Por último, gostaria de me referir ao poder da palavra por sua enorme capacidade de produzir e transmitir mentiras, tratando de captar a atenção do interlocutor para dizer a ele algo que, na realidade, não é nada certo. Assim, ainda que ninguém tenha mentido para você de maneira explícita, somos conscientes de que as mentiras têm um cúmplice muito mais fiel na língua escrita ou falada do que, por exemplo, em nossos gestos. “As palavras são como moedas, ainda que uma valha por muitas, por vezes muitas não valem nada.” -Francisco de QuevedoÉ realmente uma pena que a riqueza linguística que temos seja utilizada muitas vezes para insultar, mentir, discriminar ou falsear a realidade, pois nenhuma palavra desse planeta merece ser utilizada para tanto. A palavra tem um poder enorme. A palavra pode ser fonte de beleza, de poesia, de criação, de amor, de vida, pode ser alimento para a alma e para o positivismo… Mas, como tudo nesse mundo, há um lado obscuro que oprime e tortura, que grita e estrangula. Infelizmente, cada dia parece haver mais vozes que tentam fazer com que sua mensagem fique por cima do resto por meio da elevação do tom ou pela gravidade das ações com as quais tentam respaldar suas palavras. Atacam os outros pensando que a validade de sua mensagem dá resguardo moral suficiente para acabar com as vidas de quem se opõe ou permanece indiferente a certas palavras. A responsabilidade para exercer e desfrutar o poder da palavra é nossa. Utilizá-las para criar, construir, compartilhar, acariciar ou abraçar ao invés de agredir, atacar ou destruir é, no fundo, apenas nossa decisão. Decisão de praticar ou censurar.
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CADERNO DOIS
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, domingo, 29 e segunda-feira, 30 de maio de 2016
O DEBATINHO por KÁTIA GOLOSOV CURE katiacure@bol.com.br
Curiosidades sobre os peixes...
Será que os peixes são capazes de dormir? Os peixes dormem, mas não como os seres humanos, pois,
já que não possuem pálpebras, eles não fecham os olhos. O 'sono' dos peixes é caracterizado pela redução de seus movi-
mentos vitais durante certo período do dia. "Alguns peixes gostam de 'dormir', ou seja, descansar
durante a noite ou quando a água está bem fria. Outros peixes descansam até mesmo durante o dia". Ele é um garotão muito atraente e charmoso!!! Éo Henrique Silva Santos, o orgulho da vovó Tereza Tomaz. Um amorzinho!!!
Ela é como o sol quentinho que nos convida à alegria!!! É a Laura Mattos Zukeran, o abraço gostoso de Marcela e do cardiologista Eduardo Zukeram. Uma inspiração a neném!!!
Ela é a oração que se eleva a Papai do Céu todos os dias!!! É a neném Flora dos Santos Meireles, o acolhimento de carinho, de Danuza Moreira do Santos e Juliano Cascabulho. Docinha a baby!!!
Esse pequeno príncipe é o Frederico Godinho Kohler, o sol que aquece os dias de inverno, de seus papais Thaísa e Carlos Frederico Kohler. O sonho real e perfeito!!!
Esse é o gatinho apaixonante da Família Souza!!! É o Já Rule Souza, curtindo seu dia nas brincadeiras do Parque. Ele é o sorridente garotão de sua seus papais, Ana Paula e Eloir Silva Souza. Muito querido!!!
Esses dois lindos pequenos são fontes que jorram amor!!! São os irmãos Bernardo e Guilherme Espinosa Barboza, os rapazinhos que carregam alegria para o universo, da médica Fabiola e do engenheiro Rodrigo Barboza. Fantásticos!!!
Mesmo durante esse período de 'descanso', os peixes forçam a passagem de oxigênio em suas brânquias com o abrir e o fe-
char da boca. Assim, eles continuam respirando enquanto 'cochilam'. Muito fofos os peixinhos, não é pequenos?!!!