Caderno Dois WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), QUINTA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8016 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES
‘Popcorn’ entra em cena hoje no Teatro do Sesi Macaé Com texto de Jô Bilac, a peça ‘Popcorn’ é encenada nos palcos do Teatro do Sesi Macaé nesta quinta-feira (20)
Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br
E
ntra em cena na cidade um espetáculo, que mostra valores ligados a relacionamentos humanos, comportamentos em sociedade. Trata-se da peça ‘Popcorn’, com texto, trilha sonora e sireção de Jô Bilac, que é apresentada nos
palcos do Teatro do Sesi Macaé na noite desta quinta-feira (20). O ingresso para essa comédia terá preço promocional de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O início do espetáculo está marcado para as 20h. A peça ‘Popcorn’ marca a estreia do dramaturgo Jô Bilac como diretor. No elenco, Cássio Pandolfi, Mabel Cezar,
Sobre o espetáculo escrita por Jô Bilac, a peça conta a história de Márcia, uma dona de casa que, mesmo sem experiência literária, escreve um best-seller e é indicada a um prêmio na Noruega. A trama, desenvolvida em fragmentos, se dá em torno de um jantar em comemoração ao sucesso da nova escritora. Estão presentes Otávio, o pai da autora; Marcos, um professor universitário; e Roni, a espalhafatosa esposa dele. A tranquilidade do encontro é quebrada com a chegada de Barbara O’Donnor, estrela de TV que deseja comprar os direitos autorais do livro para lançar um filme. Com humor, a peça questiona os clichês sobre criatividade e reflete sobre os novos tempos, em que tudo já foi inventado e nada mais se cria. No debate, entram questões sobre direitos autorais,
passando por temas como apropriação, plágio e adaptação. Em “Popcorn”, além das relações familiares ruidosas que geram mal-estar, os personagens, a princípio, parecem algo, mas ao longo da trama revelam uma ambiguidade, sustentando discursos que nem eles mesmos sabem se acreditam ou não. Um pouco da mente de um artista e suas inquietações. Neste texto de Jô Bilac, o público é convidado a conhecer as sutilezas do comportamento humano. A natureza do enredo estimula um pulsar em carne, som, músculo, da experiência teatral, se desprendendo de possíveis artifícios ou truques, nos obrigando a dialogar com a vulnerabilidade do relacionar-se com o outro, do convívio em sociedade.
Maria Maya, Vinícius Arneiro e Xuxa Lopes como Saubara O’donnor. Jô Bilac, 27 anos, é formado pela Escola de Teatro Martins Pena, é dramaturgo e curador do Teatro Maria Clara Machado.