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Caderno Dois WWW.ODEBATEON.COM.BR • MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2014 • ANO XXXVIII • Nº 8365 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES

Leila Pinheiro faz show em Macaé nesta quinta Leila Pinheiro sobe ao palco do Teatro do Sesi Macaé, para um super show que acontece nesta quinta-feira (10) Isis Maria Borges Gomes isismaria@odebateon.com.br

S

ozinha ao piano, cantora entra em cena em Macaé cantando e tocando músicas escolhidas do cancioneiro brasileiro e de sua discografia. Trata-se de Leila Pinheiro que faz show nesta quinta-feira (10), no Teatro do Sesi Macaé, prometendo uma noite de muita beleza musical. O espetáculo tem início às 20h, e os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Os interessados devem adquirir os ingressos na bilheteria do Teatro do Sesi Macaé - Alameda Etelvino Gomes, 155, Riviera Fluminense. Outras informações pelo telefone (22) 2791-9214. A classificação etária é de 10 anos. No show solo, a cantora, compositora e pianista apresenta seus sucessos e clássicos de parceiros, como Tom Jobim, Chico Buarque e Renato Russo. Sozinha ao piano, Leila canta e toca músicas escolhidas do cancioneiro brasileiro e de sua discografia - que inclui 18

álbuns de carreira, três DVDs e incontáveis participações em coletâneas, discos de amigos e de jovens artistas. Entre os compositores frequentes, estão Ivan Lins, Gonzaguinha, Tom Jobim, Chico Buarque, Guinga, Walter Franco, autor de um dos maiores sucessos de Leila (“Serra do luar”) e Renato Russo (“Vento do litoral”), a quem a cantora dedicou um de seus mais recentes CDs - “Meu segredo mais sincero” (2010). O roteiro dos seus shows solo inclui maravilhas de Guilherme Arantes (“Brincar de viver”) e de Flávio Venturini (“Besame”), sucessos também na voz de Leila Pinheiro. Poucas vozes marcantes da nossa música popular se equilibram tão bem entre o canto e a execução de um instrumento quanto Leila Pinheiro. Este, aliás, é um dos trunfos da artista, que reúne muitos de seus compositores favoritos nos roteiros dos shows solo que, há cerca de 15 anos, vem realizando pelo país - e, assim, mostrando a um público variado a sua biografia afetivo-musical.

LEILA PINHEIRO PARAENSE de Belém, Leila Pinheiro começou a estudar piano aos 10 anos. Aos 20 desiste da faculdade de medicina e estreia como cantora no show "Sinal de Partida", mudando-se no ano seguinte para o Rio de Janeiro, onde gravou seu primeiro disco, o independente "Leila Pinheiro" (1983). Dois anos depois, ganha o prêmio revelação no Festival dos Festivais, da TV Globo, em que defendeu a composição "Verde", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto. Em 1987 assina contrato com a Polygram e grava o disco "Olho Nu", que a leva ao Japão, onde ganha um prêmio de melhor intérprete no Festival Mundial Yamaha. Colecionando prêmios, grava mais dois discos, inclusive "Bênção, Bossa Nova", um CD comemorativo dos 30 anos da bossa nova produzido por Roberto Menescal para o mercado japonês, que fez grande sucesso tanto no Japão quanto no Brasil. A partir daí, Leila passa a ser conhecida como intérprete de bossa nova, rótulo que foi reforçado com o CD "Isso É Bossa Nova", de 1994. Dois anos depois grava

um disco completamente diferente, "Catavento e Girassol", exclusivamente com composições da dupla Guinga e Aldir Blanc. No final dos anos 90 fez shows com Ivan Lins nos Estados Unidos e participou do tributo a Tom Jo-

bim realizado no Carnegie Hall, de Nova York. Lança também um disco só de compositores contemporâneos, "Na Ponta da Língua", que a levou em turnês pelo Brasil em 1999 e 2000. Ainda em 2000 entrou em

estúdio e gravou "Reencontro", CD com repertório de Gonzaguinha e Ivan Lins. Também participou de projetos especiais, como o "Tributo a Tom Jobim" (lançado pelo Som Livre) e a "Sinfonia do Rio de Janeiro", de Francis Hime

Em 2001 retornou à antiga gravadora, pela qual lançou o CD Mais coisas do Brasil, o primeiro ao vivo da carreira, também rendeu o primeiro DVD. O repertório trouxe regravações dos antigos sucessos entre outras can-

ções consagradas. Transferiu-se para a independente Biscoito Fino em 2004, onde gravou o CD Nos horizontes do mundo (2005), cujo título provisório era Hoje - que deu título ao álbum lançado por Gal Costa.


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