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MACAÉ, QUINTA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 2013
COMEÇOU ONTEM A RODADA DE NEGÓCIOS DA BRASIL OFFSHORE Segundo Alfredo Renault, superintendente da ONIP, essa é uma oportunidade para as empresas estarem em contato Rodada Tecnológica estreia na Brasil Offshore 2013
Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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Rodada de Negócios costuma ser o momento mais aguardado da Brasil Offshore. E não é para menos. Durante os dias da rodada, muitos negócios podem surgir, movimentando ainda mais a economia do setor petrolífero. Uma das novidades da feira deste ano foi a Rodada Tecnológica, onde pequenas empresas de bases tecnológicas que desenvolvem novos produtos apresentaram suas soluções para os grandes contratantes.
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“Na terça-feira, as empresas de grande porte, de serviços ou de petróleo, tiveram oportunidade em assistir a apresentação de diversas empresas, com produtos novos e inovações tecnológicas”, explicou Alfredo Renault, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). Segundo ele, essa é uma primeira oportunidade para as grandes empresas conhecerem as tecnologias que estão disponíveis e em desenvolvimento no Brasil. “Isso pode, inclusive, fomentar parcerias entre as empresas demandantes desses produtos e contri-
buir na própria evolução do desenvolvimento tecnológico.” Após essas apresentações, começou ontem (12) a Rodada de Negócios, em seu formato tradicional das edições anteriores, onde as pequenas empresas têm contato direto com grandes companhias para apresentar seus produtos e serviços, gerando futuros negócios. De acordo com Alfredo, esse já é um formato que está mais centrado na realização efetiva de negócios e contratos, deixando um pouco de lado a questão tecnológica. “As grandes empresas apresentam quais são as suas de-
mandas prioritárias em que elas sentem falta de fornecedores e nós buscamos no mercado potenciais fornecedores para entrarem em contato com essas empresas”, destacou Alfredo. Durante a aber tura da feira, o vice-presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, Paulo Otávio Pereira de Almeida, afirmou que a expectativa é que sejam gerados R$ 200 milhões em negócios, um crescimento significativo em relação ao ano passado, quando o volume foi de R$ 170 milhões. Na avaliação de Alfredo,
esse número previsto foi apenas uma regra de três em função do número de encontros da última reunião para essa. “Foi um valor tirado como uma estimativa a partir do incremento que nós teremos em número de encontros. É um número inicial, que pode flutuar para mais ou para menos. O importante é a dimensão que esse encontro tem e, principalmente, o fato de que é uma grande oportunidade para as pequenas empresas estarem em contato com companhias maiores. Isso é tão importante quanto o volume de negócios que pode ser gerado.”
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PORTO DE R$ 1,5 BILHÃO SEGUE PARA ANÁLISE NA ANTAQ Projeto pode estar entre os registrados nos últimos dias junto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br
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consolidação do projeto de construção do novo porto, cujo investimento pode alcançar R$ 1,5 bilhão, em área do São José do Barreto registrou nos últimos dias mais uma fase positiva. O Terminal Logístico de Macaé (Terlom), proposta que visa atender as demandas de logística de empresas que atuam na exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos, pode estar entre os novos pedidos de autorização em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo dados divulgados nesta semana pela Agência, entre as em-
presas que apresentaram projetos para autorização está a Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios, responsável pela elaboração e consolidação do projeto final do novo porto de Macaé, cujo potencial já despertou o interesse, não oficializado, da maior companhia petrolífera em atividade na Bacia de Campos, a Petrobras. Para garantir a realização das obras, o Terlom precisa passar pela avaliação de uma série de órgãos ligados a legislação federal e estadual referente a instalação de terminais portuários na costa brasileira. Além da Antaq, o projeto deve ser analisado pela Nacional da União, assim como pela Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), devido a movimentação de materiais para unidades
de exploração e produção, e a Receita Federal, para questões alfandegárias. Em fevereiro deste ano, foi iniciado o processo de licenciamento ambiental do projeto. A expectativa é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre do próximo ano, com previsão de conclusão em 2017. No mês passado, o Terlom foi apresentado pela equipe técnica da Queiroz Galvão Desenvolvimento de Negócios durante a reunião da Comissão Municipal da Firjan. O encontro contou também com a participação do governo municipal, que defende a construção do porto como um dos grandes empreendimentos projetados através do Macroplan, pacote de obras que estão sendo planejadas para alavancar o desenvolvimento da cidade.
Parte da área para instalação do novo porto já foi doada pela Prefeitura
Elaborado ao longo dos últimos dois anos, o novo porto passou a ser o principal projeto para instalação de bases marítimas, voltado a indústria do petróleo, na região Norte Fluminense. A expectativa
é que, além de atender as atuais demandas das empresas offshore, a base seja capaz de dar suporte logístico às operações direcionadas a exploração e produção de petróleo nas reservas do pré-sal.
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FIRJAN APOSTA EM UMA RODADA DE NEGÓCIOS SIGNIFICATIVA Para Alexandre dos Reis, Brasil Offshore impulsiona a indústria como um todo Rodada Tecnológica estreia na Brasil Offshore 2013
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do Rio de Janeiro (Firjan), esteve presente no primeiro dia da Brasil Offshore, na última terceira maior feira terça-feira, e disse que a insde petróleo e gás do tituição aposta muito no evenmundo não movimen- to. “Aqui conseguimos tratar ta apenas os negócios a questão da indústria como onshore e offshore, mas os se- um todo. A feira está melhor, tores da economia como um maior, as empresas expositotodo. Hotéis com ocupação ras estão com mais qualidade máxima, comércio e restau- e acreditamos que temos tudo rantes registram movimento para ter uma rodada de negóintenso, taxistas faturam com cios muito boa.” os turistas e por aí vai. Durante a abertura, Paulo Alexandre dos Reis, diretor Otávio Pereira de Almeida, da Federação das Indústrias vice-presidente da Reed Exhi-
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“Não sei se chegamos a R$ bitions Alcantara Machado, organizadora do evento, afir- 200 milhões, mas se o resultamou que a expectativa para a do dessa rodada regional ficar Rodada de Negócios neste ano acima de R$ 100 milhões já é um belíssimo valor. O mercado de petróleo e gás está muiaqui conseguimos tratar to aquecido e ficou ainda mais a questão da indústria animado com as rodadas dos como um todo. a feira leilões”, avaliou Alexandre, da está melhor e as empresas Firjan. estão com mais qualidade Segundo ele, além de estimular a economia macaense, a feira atinge o estado do Rio de Janeiro de um modo geral. é que sejam gerados R$ 200 “O evento mexe com tudo. milhões em negócios. Empresas de diversas cida-
des vêm para cá. Os serviços de todos os setores acabam sendo impactados.” Hotéis estão com a ocupação máxima, vendas do comércio estão aquecidas e o movimento dos restaurantes é grande. Esses são apenas alguns exemplos de como a Brasil Offshore mexe com o município de um modo geral e não apenas os negócios que acontecem na própria feira. A cidade inteira comemora a chegada do evento, após meses de preparação.
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ESPAÇO DA FEIRA FOI REFORMADO PELA PREFEITURA Órgão municipal afirma que ações de manutenção visam manter o local pronto para grandes eventos
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sucesso da Brasil Offshore começou antes mesmo do evento acontecer. Isso porque a feira movimenta diversos setores do município, o que beneficia a população macaense de uma forma geral. Entre as áreas mais influenciadas estão: rede hoteleira, comércio, restaurantes e turismo. No entanto, para receber milhares de visitantes durante o período, a cidade precisa se preparar. O Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho recebeu uma série de ações de manutenção durante os últimos meses. Segundo a Prefeitura, as medidas não visam apenas a realização da feira,
mas também têm o objetivo de manter o espaço pronto a receber grandes eventos. Entre as ações, foram feitas a recuperação dos elevadores e dos mastros de bandeira, recuperação de troca das grades e do muro de contenção do estacionamento e uma preparação da área para receber as tendas e os participantes da feira. O local também recebeu a revisão e a recuperação das instalações elétricas, hidráulicas e das caixas de bombeiro. O restaurante, a cozinha, os banheiros, o auditório, as instalações de ar condicionado, o pavilhão dos portões e toda a estrutura da lanchonete também estão sendo restaurados. Em sua 7ª edição, a Feira e Conferência Internacional da
Centro de Convenções recebeu manutenção para Brasil Offshore 2013 Indústria de Petróleo e Gás já está com 90% do seu espaço total de exposição vendido. Organizado e promovido
em conjunto pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)
e Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), o evento começa hoje e vai até o dia 14 de junho.
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PARQUE CIENTÍFICO BUSCA MUDAR O PERFIL DA ECONOMIA MACAENSE Lançamento será feito nesta sexta-feira durante a Brasil Offshore
Parque Científico será um ambiente de compartilhamento e de troca de experiências
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onhecida por sua importância no setor de petróleo e gás, Macaé vem aos poucos se desenvolvendo em outras áreas e mostra que é um município com potencial. Uma das novidades que será apresentada no próximo dia 14 de junho, das 15h30 às 16h30, no Auditório Macaé, durante a Brasil Offshore, é o lançamento do Parque Científico e Tecnológico de Macaé. “O projeto é uma transformação do perfil econômico do município, que atualmente é focado no petróleo. É importante que as empresas que estão em Macaé desenvolvam suas tecnologias aqui na região. Nosso objetivo é mudar esse perfil de ser uma cidade que apenas presta serviço de produção para um município que dissemine suas próprias tecnologias”, explicou Carlos Eduardo da Silva, assessor da Subse-
cretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Macaé. Segundo ele, além dos recursos naturais e da mão de obra já presente na cidade, é preciso utilizar e disseminar o conhecimento existente. “Para isso, o parque será uma hélice tríplice, com a integração do governo municipal, empresas e universidades. A transformação deve ser através do conhecimento.” Carlos Eduardo afirmou que o Parque será um espaço físico onde os projetos serão desenvolvidos. “Quase todas as cidades têm um parque tecnológico, mas a maioria não dá certo por diversos motivos, mas principalmente porque é preciso implantar uma cultura empreendedora no local. As pessoas precisam estar dispostas a buscarem inovação. Por isso, esse é um projeto de longo prazo.” Assim, o objetivo principal do Parque Científico, segundo Carlos Eduardo, será gerar
um ecossistema de inovação. Tornar o parque um local atrativo para desenvolver pesquisas tecnológicas e criar uma cultura mais empreendedora. “Para gerar inovação não basta apenas dinheiro e tecnologia, mas também é fundamental a troca de experiências e um contexto mais social. Por isso a importância da cultura da sociedade”, afirmou Ramon Baptista Narcizo, assessor da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Macaé. Segundo Carlos Eduardo, a maioria das cidades que implanta um Parque Científico pretende atrair mais empresas e gerar emprego. “O foco de Macaé é diferente, porque as empresas já estão aqui. Nós queremos abrigar centros de pesquisa e criar mecanismos para desenvolver novas empresas.” Sobre o local onde o Parque será implementado, Carlos Eduardo disse que ainda há uma indefinição sobre isso,
mas a ideia é que esteja próximo a Cidade Universitária, no bairro Novo Cavaleiros. “Em Macaé, há três polos industriais. Um no Parque dos Tubos, um no Novo Cavaleiros e um em Cabiúnas. A ideia inicial é que o parque fique em um terreno da Prefeitura às margens da Linha Verde, no Novo Cavaleiros. Mas ainda não é certo, pois o prefeito está analisando as opções.” A estrutura do Parque será composta por uma administração, feita pela Prefeitura de Macaé, núcleos tecnológicos das universidades e uma incubadora de empresas, que será um espaço de auxílio aos empresários para desenvolver as novas empresas para enfrentarem o mercado. “A incubadora será um ambiente de compartilhamento e de troca de experiências.” Além do Parque Científico, a Prefeitura pretende implantar projetos complementares, como o Museu do Petróleo, o
Espaço da Ciência, para uma maior integração da sociedade, e um Jardim Botânico, criando também uma área biológica. “A ideia é não criar algo muito grandioso. O Parque terá um modelo modular, visando incentivar a cultura nas pessoas aos poucos. Não adianta criar algo enorme de repente, sem a população, as universidades e as empresas tenham essa consciência empreendedora”, ressaltou Carlos Eduardo. Joelson Rodrigues, subsecretário de Ciência e Tecnologia, afirmou que Macaé precisa aproveitar esse momento para ir além da produção do petróleo e investir parte dos recursos dos royalties em conhecimento. “O petróleo pode um dia acabar e as empresas vão embora. Se aproveitarmos esse momento e utilizarmos todo esse conhecimento que está aqui, a cidade continuará se desenvolvendo.”
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11ª RODADA DA ANP ARRECADA R$ 2,8 BILHÕES
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Durante o leilão, foram arrematados 142 dos 289 blocos ofertados
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11ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de licitações de 289 blocos, em 23 setores, totalizando 155,8 km2, distribuídos em 11 bacias sedimentares, arrecadou R$ 2,8 bilhões. A rodada ocorreu após quatro anos e meio sem nenhum leilão licitação de novas empresas exploradoras de petróleo e gás no país. De acordo com dados da ANP, a rodada teve recorde em arrecadação de bônus de assinatura (valor pago pelas empresas na assinatura do contrato), somando R$ 2,8 bilhões. O ágio de 797,81% tam-
bém foi recorde, assim como a previsão de investimentos do Programa Exploratório Mínimo a ser cumprido pelas empresas vencedoras, que é de R$ 6,9 bilhões. De acordo com a ANP, o objetivo da 11ª Rodada é promover o conhecimento das bacias sedimentares, desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda. Foram arrematados 100,3 mil km 2 dos 155,8 mil km 2 ofertados. Ao todo, 39 empresas de 12 países participaram, das quais 30 foram vencedoras, sendo 12 nacionais e 18 estrangeiras. Ainda segundo
a ANP, foram arrematados 142 dos 289 blocos oferecidos. O conteúdo local médio da 11ª Rodada foi de 62,32% para a Fase de Exploração do contrato de concessão e de 75,96% para a Fase de Desenvolvimento. Francisco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan, acredita que essa é uma grande oportunidade para novas empresas entrarem no mercado. “Apenas quatro ou cinco empresas tomam conta da exploração do petróleo e gás atualmente. Isso torna o mercado muito concentrado. Com os leilões, as empresas aumentam e, consequentemente, fortalece o mercado. No final de janeiro, o se- gia, Marco Antonio Martins cretário de Petróleo e Gás do Almeida, disse que o governo Ministério de Minas e Ener- esperava arrecadar até R$ 10
Durante o leilão foram arrematados 100,3 mil km2 dos 155,8 mil km2 ofertados
bilhões com essa 11ª rodada de leilão de blocos para exploração de petróleo e gás.
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MOVIMENTO NOS RESTAURANTES DEVE AUMENTAR EM 80% DURANTE A FEIRA Polo Gastronômico acredita que faturamento cresça entre 40% e 50%
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inalmente chegou a feira mais aguardada pelo município. Começou terçafeira a 7ª edição da Brasil Offshore e os restaurantes da orla do Cavaleiros já comemoram a chegada dos visitantes e expositores do evento. A maioria deles acredita que o movimento deve aumentar em 80% durante os quatro dias do evento. “Vamos contratar recepcionistas bilíngues para atender os clientes internacionais. Nessa época, a frequência aumenta
cerca de 80%. É uma época já trabalham com reserva, como muito boa”, contou Gerdeval, o Durval e o Ilhote Sul. gerente do restaurante Durval. De acordo com o empresáJaime, gerente do Parada rio e diretor de gastronomia do Chopp, compartilha da mesma expectativa, mas avalia que não será necessário contratar temporários, pois arrecadação financeira já trabalham com uma equipe do município, com a movimentação de para atender a casa cheia. A expectativa do Polo Gastro- turistas que visitam o nômico Praia dos Cavaleiros é evento, deve chegar a que o movimento nos restauran- R$ 330 milhões tes durante o período da feira aumente consideravelmente, algo em torno de 40% a 50% a mais sobre o faturamento normal. Al- do Macaé Convention Visiguns estabelecimentos, inclusive, tors Bureau (CVB), Renato
Nicolli, as reservas este ano aumentaram 40% em relação à edição anterior. “Algumas empresas já ligaram para fazer as reservas. Elas preenchem o cadastro até mesmo por telefone, mas, antes do evento, algum responsável deve comparecer pessoalmente para formalizar a reserva.” Segundo ele, as empresas normalmente reservam em média lugares para 60 a 90 pessoas. “A Brasil Offshore é como o carnaval para cidade do Rio de Janeiro e a Festa de Peão Boiadeiro para Barretos em São Paulo”,
afirmou o presidente do Macaé CVB, Leonardo Anderson. “Por isso contribuímos com a organização fornecendo dados e listagem de nossos mantenedores para os expositores da feira”, completou. A Capital Nacional do Petróleo deve lutar para tornar a feira ainda mais respeitada. O espaço para a realização do evento deve ser cenográfico”, disse Leonardo Anderson. Segundo ele, a arrecadação financeira do município neste período, com a movimentação de turistas que visitam o evento, deve chegar a R$ 330 milhões.
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1º DIA DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DISCUTE INTEGRIDADE DOS POÇOS Com um público de 150 pessoas, palestras trouxeram novidades tecnológicas na área Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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esta quarta-feira (12) começaram as palestras da Conferência Internacional, sob o tema integridade nas operações offshore, organizada pela Society of Petroleum Engineers (SPE) e pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Combustíveis (IBP). Neste ano, as palestras são gratuitas aos técnicos que se cadastrarem no site da feira. Segundo Guilherme Castro, gerente de manutenção e integridade na Petrobras e diretor da Society of Petroleum Engineers (SPE), a primeira plenária teve um público significativo, com 150 pessoas, e as discussões acerca da integridade do processo do poço ao reservatório foram pro-
dutivas. “Todos os palestrantes vieram e as novidades são ótimas. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou que neste ano irá dobrar de tamanho no que diz respeito ao seu quadro de colaboradores. Além disso, o órgão informou que terá uma legislação mais focada na gestão da integridade das operadoras, o que dará liberdade para que as empresas implantem novas tecnologias.” Durante a plenária, a Petrobras, que estava representada por Virmondes Alves Pereira, gerente geral de construção de poços da estatal, mostrou as tecnologias e as ações que estão fazendo para este ano. Já a Baker Hughes e a Schlumberger apresentaram novas tecnologias para poços mais antigos, visando manter a integridade do
Segundo Guilherme Castro, ANP informou que irá dobrar de tamanho neste ano
setor petrolífero. “A primeira sessão do dia é uma visão dos profissionais que estão na liderança da área de integridade na indústria do petróleo.
Depois da abertura, acontecem as sessões paralelas, onde o foco será mais técnico e sobre as novas tecnologias”, contou Guilherme.
Na tarde de ontem palestrantes e técnicos discutiram sobre perfuração, completação de poços e a integridade do desenvolvimento ao abandono.
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SUCESSO DA FEIRA ESTÁ RELACIONADO A PRODUÇÃO DA BACIA DE CAMPOS Segundo a organização, são cerca de 720 expositores presentes, sendo esperados 55 mil visitantes Sétima edição da Brasil Offshore deve atrair 51 mil visitantes e abrigar 700 expositores neste ano
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omeça hoje a terceira maior feira mundial de petróleo e gás do mundo e as expectativas são as melhores possíveis. A sétima edição do evento, que começa hoje e vai até o dia 14 e junho, no Macaé Centro, pretende atrair quase 55 mil visitantes compradores e abrigar 720 expositores. São 720 expositores presentes e entre as principais marcas estão Odebrecht,
Honeywell, Cameron, Mobil, Technip, FMC, Shlumberger, OTC e Wartsila. A organização espera um crescimento médio de 20% em relação à edição anterior, que contou com 636 expositores. O motivo do sucesso, segundo dados da organização, está na evolução positiva e significativa da produção da Bacia de Campos, que impacta a economia local e internacional. Atualmente, existem no município cerca de 4.500 empresas que trabalham no segmento de petróleo e gás, e aproximadamente 65 mil profissionais estão vinculados com carteira assinada a empresas do setor petrolífero.
Além disso, o evento apresenta mais de dez pavilhões internacionais, como Reino Unido, Estados Unidos, Dinamarca, China, Alemanha e Noruega, que representam mais de 100 empresas internacionais. Um dos destaques deste ano será a conferência técnica, desenvolvida pelo IBP e SPE, que pela primeira vez será gratuita aos representantes da indústria, e que espera receber mais de 1 mil engenheiros e compradores de equipamentos. Já a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), entidade que representa os atuais fornecedores do setor, será novamente responsável pelas rodadas
de negócio, as quais geraram mais de R$ 170 milhões em negócios na última edição da feira, em 2011. Organizada em conjunto pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Society of Petroleum Enginee (Sociedade de Engenheiros de Petróleo - SPE), a feira irá debater durante os quatro dias a eficiência operacional e o crescimento do setor petrolífero, reunindo especialistas para discutir disciplinas técnicas relativas ao tema. Os índices de satisfação registrados pelos organizadores são de 93% para ex-
positores e 96% por parte dos visitantes da última edição. A 7ª Brasil Offshore - Feira e Conferência Internacional da Indústria de Petróleo e Gás é realizada a cada dois anos em Macaé, base das operações e responsável por mais de 80% da exploração Offshore do Brasil. O evento atraiu, em 2011, uma visitação superior a 52 mil profissionais e 700 expositores, sendo 155 internacionais. O evento é exclusivo para profissionais do setor. Dessa forma, o visitante que comparecer a feira sem convite ou sem o pré-credenciamento deverá fazer sua inscrição no local. A entrada custará R$ 55.
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PLANO DE GESTÃO DA PETROBRAS DEVE ESTIMULAR ECONOMIA MACAENSE Segundo Marco Navega, da Firjan, 60% dos investimentos serão para área de exploração e produção Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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lguns dias depois de a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter anunciado uma queda de 8,5% na produção de petróleo em fevereiro, a Petrobras anunciou o seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, com investimentos na ordem de US$ 236,7 bilhões em atividades do setor. Apesar de a notícia ser positiva para a Capital Nacional do Petróleo, há ainda alguns alertas que podem prejudicar o desenvolvimento da cidade. Segundo Marco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan, a boa notícia é que aproximadamente 60% dos investimentos anunciados pela estatal serão destinados à exploração
e produção de petróleo, o que beneficia diretamente Macaé. “Até 2017, eles pretendem dobrar a produção. Essa nova ordem da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, potencializa a exploração e produção e isso é ótimo para o município.” Para este ano, a Petrobras anunciou que a previsão é de que a produção fique em torno de 2,022 milhões de barris por dia, com uma oscilação de 2% para cima ou para baixo. Além disso, a partir do segundo semestre, é esperado que sete novos sistemas entrem em produção, fazendo com que, em 2017, a produção atinja 2,75 milhões de barris por dia. No entanto, Navega alerta para o atraso do cronograma das plataformas, o que coloca em dúvida as metas de produção da companhia. “Algumas novas plataformas já deveriam estar prontas. Isso prejudica a produção e, consequentemente, o setor como um todo. Esse
Atraso no cronograma das plataformas pode prejudicar metas de produção da Petrobras
é um momento sensível para a Petrobras e qualquer queda na produção afeta o caixa da empresa.” No total, serão 53 novos poços, sendo 15 destinados ao pré-sal e o restante ao pós-sal. De acordo com Navega,
isso significa que a expectativa para vermelha para esse cenário otimista: a Macaé continua muito positiva. E a aproximação da OGX com a Petrobras. previsão é que, até 2020, a produção “Essa relação pode fazer com que muina cidade seja de 2 milhões de barris tas operações sejam transferidas para por dia. Campos dos Goytacazes, o que seria No entanto, um alerta acende a luz prejudicial para Macaé”, avalia Navega.
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PREFEITURA MONTA ESQUEMA ESPECIAL PARA O TRANSPORTE No ano passado, feira atraiu mais de 52 mil pessoas ao município
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esde o início do ano, o jornal O DEBATE vem notificando uma das maiores preocupações da população macaense em relação à 7ª edição da Brasil Offshore, que começou dia 11 e vai até o dia 14 de junho. Principal problema nas grandes metrópoles brasileiras, Macaé vem enfrentando a mesma dificuldade com os intensos tráfegos pela cidade e o transporte público é alvo de frequentes reclamações, sem apresentar soluções concretas. Para tentar melhorar a situação, a Coordenadoria de Projetos e Fiscalização de Trânsito, da Secretaria de
Mobilidade Urbana, definiu o traçado que os ônibus de fretamento farão das empresas offshore, nos polos de Imboassica e Novo Cavaleiros, até o Centro de Convenções, durante os quatro dias da feira. Com isso, os funcionários das empresas que atuam no Parque de Tubos e imediações não precisarão utilizar automóveis individuais para chegar até a feira, desafogando assim o trânsito da cidade. Segundo a Prefeitura, eles terão acesso por linhas diretas de ônibus fretados pelas empresas das 14h às 22h. Além disso, a organização do evento também disponibilizará ônibus executivos gratuitos para os participantes credenciados em pontos próximos aos hotéis oficiais. Para facilitar o transporte
dos visitantes que não terão ônibus fretados pelas empresas, o Sistema Integrado de Transporte (SIT) informou que irá operar nos quatro dias da feira com 73 coletivos e uma frequência de cinco minutos passando em frente ao evento e no sentido Centro da cidade. Serão dois ônibus por hora fazendo Central X Evento direto, além dos coletivos que normalmente já fazem este itinerário. Os ônibus estarão identificados com a placa para a Brasil Offshore, visando facilitar a vida dos usuários. Na última edição, segundo dados da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), foram gerados aproximadamente R$ 170 milhões em negócios para os próximos 12 meses. Realizada a cada
Ônibus fretados pelas empresas e 73 coletivos da SIT devem desafogar o trânsito
dois anos em Macaé, base das operações e responsável por mais de 80% da exploração offshore do Brasil, em 2011, o
evento atraiu uma visitação superior a 52 mil profissionais e 700 expositores, sendo 155 deles internacionais.
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HOTÉIS JÁ ESTÃO COM OCUPAÇÃO MÁXIMA NO PERÍODO DA FEIRA Representantes do setor esperam um aumento de 60% no número de reservas e serviços
Apesar das altas tarifas, os hotéis em Macaé estão com ocupação completa
parte significativa dos turistas é estrangeira, o que faz com que o aumento do fluxo nos hotéis seja omeça ontem (11) a 7ª ainda maior. edição da Brasil OffshoCristiane Magno, gerente de re e a rede hoteleira de recepção do Hotel Ibis Macaé, Macaé tem motivos destaca que para o período tode sobra para comemorar o dos os quartos do hotel já estão sucesso que a feira traz para o lotados. “Temos 126 apartamenmunicípio. E não é para menos, já tos. Deste total, 80 são bloqueque pessoas de diversas cidades ados para duas empresas que brasileiras fazem questão em temos contrato. O restante já acompanhar de perto todas as está fechado por clientes que novidades do evento. Além disso, vêm para a Brasil Offshore.” SePatricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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gundo ela, mesmo com a tarifa elevada, o hotel consegue vender muito bem nessa época. O Best Western Dubai Macaé também comemora o sucesso da feira. “O evento traz muita gente de fora e isso é ótimo para os hotéis da cidade. Estamos trabalhando com um pacote de cinco diárias, sob o preço de R$ 1 mil por dia. É uma tarifa mais elevada do que o normal, devido à alta demanda que a ocasião tem”, conta Karla Germano, responsável pelo
setor de reservas do hotel. Segundo o recepcionista Mario, os 109 apartamentos do hotel já estão ocupados para o período. A responsável pelo setor de reservas do Comfort Suites Macaé, Daniele, afirma que o dia 12 de junho já está lotado, mas para os outros dias ainda há alguns quartos disponíveis. “Estamos trabalhando com diárias a partir de R$ 990. Nossos hóspedes neste período não são todos para a feira, porque alguns são
fixos já. Mas a grande maioria vem para a Brasil Offshore.” De acordo com os representantes do setor, a estimativa é de que a rede hoteleira da cidade registre um aumento de 60% no número de reservas e serviços, não apenas durante os quatro dias de realização da feira, mas também ao longo da semana em que o evento acontece. Prova disso é que grande parte dos hotéis da cidade já não possui mais vagas.
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PLANO DIRETOR DA BACIA DE CAMPOS: RECUPERAÇÃO DA EFICIÊNCIA DE UNIDADES Dispêndio de US$ 5,6 bilhões garantirá manutenção de unidades e sistemas de produção
Márcio Siqueira marcio@odebateon.com.br
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m meio ao processo de evolução do volume de produção de petróleo, a Bacia de Campos se prepara para colocar em prática um procedimento considerado como essencial para se garantir o nível satisfatório de eficiência de unidades e sistemas de produção implantados na região considerada como a mais antiga da UO-BC. Através do aporte de US$ 5,6 bilhões, recursos anunciados no ano passado, a Petrobras apresentou a implantação do Plano Diretor da Bacia de Campos, projeto desenvolvido desde o ano passado e que deverá atingir o seu ápice de manutenção de poços e sistemas submarinos. “Depois de 35 anos explorando e explotando nesta Bacia, com sistemas ficando antigos, nós resolvemos parar para estudar em todos os reservatórios, em todas as unidades de forma integrada. Estamos com uma projeção de médio e longo prazo, chamado Plano Diretor da Bacia de Campos, onde estamos olhando para a vida útil de todos os nossos sistemas”, explicou Joelson Falcão Mendes, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos. Através do plano, a companhia visa recuperar o nível satisfatório de eficiência das unidades e sistemas de produção que desenvolve, há 35 anos, um dos principais papéis de sustentação e ampliação da capacidade da Petrobras em gerar riquezas e fluxo de caixa. “Temos hoje plataformas produzindo com 35 anos, e poços com essa mesma idade. Estamos olhando de forma integrada para toda a Bacia de Campos geológica. E em um trabalho de médio e longo prazo, estamos pensando em quais serão as plataformas que iremos substituir em 2018, 2020, 2025. Estamos fazendo este trabalho pensando em toda a infraestrutura da Bacia
de Campos. Este não é um trabalho de recursos e de forma imediata. É o que chamamos de estruturante”, acrescentou Joelson Falcão. Apesar de buscar resultados a médio e a longo prazo, a implantação do Plano Diretor garante a realização de um procedimento considerado novo pela Petrobras, que revê as prioridades de aplicação de recursos, buscando a elevação da curva de produção. “Recentemente, no início deste ano, percebemos que uma porção, a mais antiga, da Bacia de Campos, a que estou gerenciando, que tem plataformas sistemas que estão variando entre 13 anos a 35 anos, que está com um nível de eficiência operacional abaixo do que a gente entende que deve ser. Entre várias razões, a principal delas é que se acaba levando muito tempo para colocar recursos de manutenção em poços e sistemas submarinos quando tem um problema. Temos uma carteira muito grande de coisas a serem feitas, e evidentemente acaba se priorizando aquilo que garantirá um retorno imediato”, explicou o gerente geral da UO-BC. Ao propor a reestruturação de unidades de produção, o Plano Diretor da Bacia de Campos garantirá a realização de novas contratações de equipamentos e serviços, movimentando também outros setores ligados a indústria do petróleo. “Queremos diminuir o tempo entre intervenções, que sejamos mais rápidos, e isso faz com que tenhamos alguns equipamentos disponíveis e determinados serviços de forma mais rápida. A partir de 2013 teremos um aporte maior de recursos como um todo, e um nível maior de manutenção em nossos poços e sistemas submarinos. Isso reflete na contratação de mais unidades de manutenção e segurança, e tudo que envolve essas questões. Ou seja, serão mais serviços que estarão sendo contratados como um todo”, garantiu Joelson.
Investimentos devem atrair empresas nacionais e estrangeiras para Macaé
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MACAÉ, QUINTA-FEIRA, 13 DE JUNHO DE 2013
CERIMÔNIA DE ABERTURA CONTA COM AUTORIDADES Feira começa com grande público e uma expectativa de movimentar R$ 500 milhões
Segundo a organização, feira já gerou 17 mil postos de trabalho indiretos e diretos
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omeçou ontem (11) a sétima edição da terceira maior feira mundial do segmento de petróleo e gás, a Brasil Offshore. A abertura do evento contou com a participação de autoridades do setor do petróleo e do governo municipal, como o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio Junior, o viceprefeito, Danilo Funke. “Uma das maiores preocupações era com o trânsito e hoje pudemos ver que os efeitos das nossas ações e da própria população fizeram com que o tráfego fluísse com tranquilidade. Este evento foi planejado e organizado”, disse Aluízio. Em sua avaliação, Macaé é de fato a grande protagonista do cenário do petróleo, com 80% da produção de petróleo e 40% do gás natural. “Só precisamos de um projeto para incorporar esse
conceito de capital nacional do petróleo. O que falta para o nosso município é uma moldura. Já temos a tela e agora precisamos fomentar para criar a moldura final”, ressaltou o prefeito. “O segmento de petróleo é um dos mais estratégicos e, pelos números crescentes da feira, percebemos que a importância do evento está crescendo e atraindo o interesse de todo o mundo. Neste ano, estamos com 720 expositores, sendo que 157 empresas estão expondo pela primeira vez. É muita informação e inovação”, afirmou Paulo Otávio Pereira de Almeida, vicepresidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, durante a cerimônia de abertura. Segundo Paulo, a expectativa da organização é que cerca de 55 mil pessoas visitem a Brasil
Offshore, o que deve impulsionar a economia macaense como um todo. “A feira já está movimentando a cidade e gerou 17 mil postos de trabalho indiretos e diretos.” Em relação à Rodada de Negócios, que tem início efetivamente nesta quarta-feira (12), Paulo acredita que sejam gerados R$ 200 milhões de negócios, um crescimento significativo em relação ao ano passado, quando o volume foi de R$ 170 milhões. “Somando o orçamento que os expositores pretendem gastar e a expectativa dos negócios durante a Rodada, a feira deve movimentar aproximadamente R$ 500 milhões.” “Acredito que mais do que a rodada, o volume e o valor que vamos levantar aqui na feira é em relação ao novo conceito que a indústria do petróleo precisa
ter. O conceito para a sustentabilidade e para a proximidade com a cidade e com a população. Sem a indústria do petróleo, Macaé não caminha. E sem Macaé, a indústria do petróleo também não caminha”, destacou Aluízio. Por isso, segundo ele, os royalties são necessários para investir na infraestrutura da cidade. “É uma troca por tudo o que o município trabalha para o setor.” Maurício Figueiredo, diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), afirmou que a tendência da indústria de petróleo é de crescimento e isso ficou mais uma vez comprovado com o resultado da 11ª Rodada de Leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Após alguns anos sem ter a rodada de leilões, a 11ª rodada demonstrou
a importância do setor para os investidores, porque houve uma grande pulverização dos blocos, com muitas empresas participando das licitações.” Joelson Falcão Mendes, gerente da Unidade de Operações da Bacia de Campos, também comemorou o sucesso da feira e afirmou que as perspectivas são as melhores possíveis. “Estamos completando 60 anos de história e 35 anos na Bacia de Campos, que é hoje o principal polo petrolífero do Brasil. Nos próximos sete anos, nossa produção de petróleo irá dobrar para 4 milhões de barris por dia. Além disso, ainda temos muitos investimentos previstos para os novos campos. Por isso, nosso desafio é cuidar da integridade de todas as instalações para estender a vida das plataformas e forma rentável.”
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INSTITUIÇÕES E PETROBRAS JUNTAS EM PROL DA CADEIA PRODUTIVA DO PETRÓLEO Um dos projetos teve seu convênio renovado durante o segundo dia evento
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esta quarta-feira (12), a Brasil Offshore 2013 foi palco para que empresas e instituições tivessem a oportunidade de concretizar negócios, que beneficiam diretamente o setor empresarial de Macaé e região. Exemplo disso foi a assinatura da renovação do convênio do Projeto “Fortalecimento do APL de Petróleo, Gás e Energia da Bacia de Campos”, realizado no estande da Petrobras, que contou com a presença de diversas autoridades. Segundo o gerente do Setor de Petróleo e Gás do Sebrae, Antônio Batista, muito mais que definir recursos financeiros, o objetivo do projeto é facilitar o dia
a dia do empresário. “O projeto envolve tecnologia, capacitações gerenciais e abertura do mercado, como forma de atração de novas empresas para a região. O projeto também ajuda a mobilizar os empresários para que eles se tornem mais competitivos, fortalecendo assim o arranjo produtivo da cadeia de Petróleo, Gás e Energia”, explicou. A renovação do convênio, que acontece pela terceira vez, foi assinada entre o diretor do Sebrae, Evandro Peçanha e o gerente geral da UO-BC, Joelson Falcão. “O convênio propiciou a capacitação das empresas, principalmente as micro e pequenas. Nosso objetivo é facilitar o acesso dessas empresas a Petrobras e já registra-
mos um resultado significativo. Agradecemos a Petrobras por essa oportunidade de estarmos renovando o convênio”, ressaltou Evandro. Joelson Falcão destacou que a Política de Sustentabilidade, promovida pelo convênio, é de suma importância para a Petrobras. “Hoje o tema Sustentabilidade é importante para todo o país e vai de encontro com a política da Petrobras, que visa promover a cidade e a região na qual está inserida”, declarou. Dentro do convênio existem ações voltadas também para a Rede Petro-BC, apoiando os projetos desenvolvidos pela instituição, previstos em seu planejamento estratégico. Em seguida, foi realizada a assina-
A renovação do convênio foi assinada entre o diretor do Sebrae e o gerente geral da UO-BC tura do Acordo de Resultados ACIM, Rede Petro-BC, Sebrae pelas instituições participantes. Nacional, Sistema FIRJAN e SeSão elas: Organização Nacional cretaria Municipal de Desenvolda Indústria do Petróleo (ONIP), vimento Econômico.
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RODADA DE NEGÓCIOS DEVE ATINGIR NOVO RECORDE Segundo Francisco Navega, da Firjan, mercado está aquecido e deve fortalecer ainda mais com a feira
Rodada de Negócios garante bons negócios as pequenas e médias empresas brasileiras
Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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s principais expectativas para a 7ª edição da Brasil Offshore, que começa nesta terça-feira (11), são em torno dos negócios que devem ser gerados na Rodada de Negócios deste ano. Em 2011, a feira ultrapassou o recorde registrado em 2009, de R$ 119 milhões, e atingiu R$ 166 milhões, um aumento de quase 40%. Para este ano, a expectativa é que o valor alcance um novo recorde. “O mercado está extremamente aquecido. Para essa
rodada já temos 17 novas empresas, além da Petrobras. Elas querem saber das novidades, participar dos leilões e isso gera investimentos e negócios”, avalia Francisco Navega, membro da Comissão Municipal da Firjan. Segundo ele, o fator de maior importância da feira é em relação aos relacionamentos que são feitos. “Na maioria das vezes, os negócios que são gerados depois da Rodada de Negócios são infinitamente maiores. Isso devido à relação que os fornecedores e os compradores conquistam.” Nesse sentido, a expectativa
de Navega é que neste ano a Rodada de Negócios atinja um novo recorde e fortaleça ainda mais o crescimento do setor. A Brasil Offshore registra a
o mercado está extremamente aquecido. Para essa rodada já temos 17 novas empresas, além da Petrobras cada edição um novo recorde em participação de empresas, número de visitantes e, principalmente, no volume de ne-
gócios. Empresas nacionais e internacionais lotam os espaços no Centro de Convenções com seus produtos e serviços, visando fechar negócios direcionados à indústria do petróleo brasileiro. Além do setor de exposição, a Rodada de Negócios é o ponto alto da feira e a cada evento gera milhões de negócios. “A cada ano o volume de negócios da feira cresce. Existem empresas que já disponibilizam capital para fechar negócios durante a Brasil Offshore e isso é muito bom para o mercado brasileiro. Além disso, toda essa movimenta-
ção contribui e muito para o setor empresarial de Macaé”, avalia Navega. Segundo ele, as projeções são as melhores possíveis e os indicadores apontam que grandes investimentos podem chegar, principalmente, a Macaé, que concentra mais de 80% da produção do petróleo de todo o país. Em abril, a Petrobras anunciou o seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, com um investimento de US$ 236,7 bilhões e um aumento significativo de produção. Isso mostra que o mercado está aquecido e a Brasil Offshore vem para fortalecer ainda mais o setor.
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PETROBRAS GARANTE INVESTIMENTO DE US$ 236,7 BILHÕES Até 2017, mais de 1 milhão de barris de petróleo devem ser produzidos no pré-sal
Até 2017, Petrobras planeja investir US$ 236, 7 bilhões
Patricia Lucena patricia@odebateon.com.br
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m abril, a Petrobras apresentou o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 para investidores, empresários e profissionais do setor. De acordo com a companhia, a previsão é de que, até 2017, sejam produzidos mais de 1 milhão de barris de petróleo só na parte do pré-sal. Para isso, no total, serão investidos US$ 236,7 bilhões (US$
207,1 bilhões para projetos em implantação). A área de exploração e produção receberá US$ 147,5 bilhões, principalmente para desenvolver o pré-sal e a cessão onerosa. O setor de abastecimento é outro destaque do plano, com investimentos de US$ 64,8 bilhões para a ampliação do parque de refine, melhorias operacionais, petroquímica, entre outros. Para atingir tais metas, a Petrobras informou que terá o suporte de planos como o
Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef), o Programa de Otimização de Custos Operacionais (Procop); o Programa de Desinvestimento (Prodesin), o Programa de Otimização de Infraestrutura Logística (Infralog) e o Programa de Redução de Custos de Poços (PRC-Poço). Para este ano, a expectativa é que a produção fique em torno de 2.022 milhões de barris por dia, com oscilação de 2% para cima ou para baixo. A partir do segundo se-
mestre deste ano, sete novos sistemas entrarão em produção. Em 2017, a previsão é que a produção seja de 2,75 milhões de barris por dia, e alcance 4,2 milhões em 2020. Os apontam projeções positivas também para a ampliação da produção de petróleo, que corresponderão a cerca de 69% do total dos investimentos, direcionados principalmente às atividades desenvolvidas na Bacia de Campos, que correspondem a 95% do total do volume de petróleo
extraído nos poços do pós-sal. Cerca de US$ 200 bilhões estimados pelo Plano de Negócios serão aplicados em projetos já em implantação. Já aproximadamente US$ 30 bilhões irão custear projetos em fase de aprovação. A previsão é que cerca de US$ 2,8 bilhões serão destinados para a exploração e produção de petróleo, que possui o maior ritmo na Bacia de Campos atualmente. Cerca de 19% dos recursos serão utilizados no processo de descoberta de novos poços.
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