MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014 • ANO XXXVII • Nº 8383 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
Eficiência seletiva
Ford Fusion Hybrid tem charme “ecológico” e enorme arsenal tecnológico Pág. 4 AUTOMUNDO
VITRINE
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Grand Cherokee: Lógica da força
Versão diesel de oito marchas chega para reforçar a linha do Jeep Grand Cherokee
A
Grande Cherokee já está no Brasil nas versões Laredo e Limited sempre a gasolina, mas a grande aposta da Jeep é mesmo na nova versão diesel. Mais especificamente, a Jeep aposta na
afinada combinação do propulsor 3.0 litros CRD Turbo Diesel V6, produzido pela italiana VM Motori, com o novo câmbio automático de 8 marchas da alemã ZF, com acionamento manual através de borboletas
no volante – que substituiu o antigo de 5 velocidades. Com a incorporação total da Chrysler à Fiat – desde janeiro desse ano, ambas formam juntas a Fiat Chrysler Automobiles. Pág. 7
Nas asas do desejo Bentley aposta no luxo, esportividade e conforto com o novo Flying Spur Pág. 6
2 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
AUTOTAL
BMW
Poder da hélice A BMW começou pelo andar de cima a comercialização do Série 4 no Brasil. A versão cupê do sedã Série 3 chega ao mercado nacional na versão “top” 435i M Sport com o preço de R$ 299.950. Ela traz um motor 3.0 TwinPower Turbo, de seis cilindros em linha, que desenvolve 306 cv e 40,8 kgfm de torque. O câmbio automático de oito velocidades joga a potência para as rodas traseiras e permite ao modelo
Renegade confirmado A
Fiat-Chrysler admitiu no Salão de Genebra que o Jeep Renegade será o primeiro modelo a ser produzido na fábrica que a Fiat já ergue em Goiana, Pernambuco. O SUV compacto chegará ao mercado nacional em 2015 e usa a mesma plataforma dos modelos 500L, 500X – ainda inédito – e Punto europeu, da Fiat. Com isso, é possível que a minivan e o
crossover também entrem em produção no país. O modelo de entrada da Jeep vai enfrentar, no Brasil, Ford EcoSport, Renault Duster e Chevrolet Tracker. Com 4,23 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 2,57 m de entreeixos e porta-malas de 350 litros, o Renegade será produzido inicialmente na Itália. Ano que vem, será a vez da fábrica em Pernambuco e em 2016
acelerar de zero a 100 km/h em 5,1 segundos. A velocidade máxima de 250 km/h é limitada eletronicamente Visualmente, o 435i M Sport se difere da Série 3 “convencional” pelos para-choques mais baixos, saídas de ar laterais em forma de bumerangue, caixa das rodas traseiras mais largas, capô e vidros laterais alongados, além de teto mais baixo. O esportivo também vem recheado de equipamentos. Com
teto solar, ar-condicionado automático e conjunto de som premium Harman Kardon, composto por amplificador digital e 16 alto-falantes. Há ainda um sistema de navegação que traz tela de alta resolução de 8,8 polegadas e possui iDrive Controller, uma espécie de touchpad que reconhece sinais e letras na superfície do botão de controle. Outro recurso é a câmara de ré que permite a visualização 360º do carro.
MERCEDES-BENZ
Nem oito nem oitenta será feito na China. O modelo traz algumas novas soluções mecânicas, como o Jeep Active Drive Low. O sistema funciona como se fosse uma tração reduzida e será de série. O modelo também terá uma versão com câmbio de nove marchas. Serão 16 combinações de propulsores e transmissões para atender todos os mercados – no total, o carro vai para mais de 100 países.
A Mercedes-Benz decidiu preencher a lacuna entre a versão de entrada A200 e a “apimentada” A45 AMG com a A250 Turbo Sport. Ela custa R$ 163.500 e tem sob o capô o motor 2.0 litros turbinado, que entrega 211 cv. Segundo dados fornecidos pela fabricante alemã, o novo hatch leva apenas 6,6 segundos para chegar aos 100 km/h. Além disso, a velocidade máxima, ele-
tronicamente controlada, é de 240 km/h. Pa ra s e d i f e re n c i a r d a A200, a Mercedes instalou um pacote AMG no A250 Turbo Sport.Isso inclui novos para- choques com maiores entradas de ar, grade frontal exclusiva, detalhes em vermelho junto aos faróis e nos para-choques e rodas de liga leve de 18 polegadas. Já a cabine apresenta bancos revestidos em couro sintético,
teto solar panorâmico, apliques que simulam fibra de carbono e volante esportivo com base achatada. Entre os equipamentos, destaque para os sete airbags, ar-condicionado digital dual zone, controles de estabilidade e tração, faróis bi-xenônio com luzes diurnas de leds, sistema multimídia com GPS integrado, park assist, sistema start/stop, assistente de frenagem de emergência e hill assist.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
Automóveis 3
4 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
VITRINE
Eficiência seletiva
Ford Fusion Hybrid tem charme “ecológico” e enorme arsenal tecnológico
Por Raphael Panaro Autopress
M
ais que um passo em direação a um mundo sustentável, carros “ecologicamente corretos” são produtos de imagem. Em alguns países, eles são tratados de forma “nobre” e até recebem incentivos dos governos. Em outros, como no Brasil, não são encarados como alternativa economicamente viável ao uso de combustíveis fósseis, mas ainda assim agregam valor às marcas. Caso da Ford com o Fusion Hybrid, que retornou ao país em agosto do ano passado na segunda geração do sedã. Por aqui, a versão híbrida vai no embalo das outras duas configurações do carro. Ela corresponde a 6% do share do Fusion, líder absoluto no segmento de sedãs-grandes. São apenas 65 unidades dentre as mil que o modelo emplaca de média mensalmente. Mas é um número bem expressivo para um carro que custa R$ 127.990 – R$ 30 mil a mais que o Fusion de entrada. Visualmente, não fossem as plaquetas alusivas à versão na lateral e na traseira do sedã, seria impossível dizer que se trata de um Fusion “verde”. Isso porque a principal diferença do Fusion Hybrid em relação ao “convencional” está escondida sob o capô – e também no porta-malas. Na parte a combustão, o motor é um 2.0 litros a gasolina capaz de gerar 145 cv de potência e 18,05 kgfm de torque. A Ford continua a usar em seu híbrido o ciclo Atkinson. Neste ciclo, um pequeno retardo no fechamento das válvulas de admissão gera uma potência um pouco menor que no tradicional ciclo Otto, mas proporciona um melhor aproveitamento da força da explosão. Completa o sistema de propulsão híbrida um motor motor elétrico de 88 kW – 120 cv –, alimentado por uma bateria de íons de lítio. O conjunto produz uma potência máxima combinada de 190 cv e usa uma transmissão continuamente variável – CVT. Para maior eficiência e “aliviar” o motor a combustão, o sistema de
ar-condicionado, por exemplo, é totalmente suprido pelo propulsor elétrico. O 2.0 litros a gasolina ajuda a recarregar as baterias localizadas no porta-malas. Mas grande parte da força regenerativa vem dos freios. O Fusion Hybrid usa o chamado KERS – igual ao da Fórmula 1 –, que consegue recuperar até 95% da energia cinética gerada na frenagem do veículo e transformar em carga para as células. Atualmente, o sedã híbrido consegue chegar aos 100 km/h usando somente o motor elétrico – na geração anterior, a partir dos 75 km/h o propulsor a combustão já entrava em ação. Como é um modelo altamente tecnológico, o Ford Fusion Hybrid traz todo arsenal eletrônico que a Ford tem a oferecer. Baseado na versão topo de linha Titanium, o sedã verde tem ar-condicionado duas zonas, teto solar, bancos com regulagem elétrica em 10 posições e memória, park assist, piloto automático adaptativo, volante multifuncional e o completo sistema My Ford Touch, que traz uma tela sensível ao toque de oito polegadas com GPS integrado, Bluetooth e entrada USB. Porém, os equipamentos de destaque são relacionados à segurança. O híbrido traz oito airbags – dois frontais, laterais, de cortina e para o joelho – tanto do motorista quanto do passageiro, controles de estabilidade e de tração, monitor de ponto cego, alerta de colisão e sistema que ajuda a manter o carro na faixa de rolamento. NÚMEROS
2.0 litro
Na parte a combustão, o motor é um 2.0 litros a gasolina
88 kw 190 cv
Na parte híbrida motor elétrico
produz os motores em conjunto
Video-game real A combinação design e eficiência faz do Ford Fusion Hybrid um carro bastante interessante. O estilo com linhas bem definidas, capô “vincado” e a tradicional grade se aliam ao sistema de propulsão híbrida. Mas até apertar o botão de partida, o Fusion Hybrid não se distingue das outras versões 2.5 flex e 2.0 EcoBoost. Isso porque se não fosse a “luzinha” indicativa no canto do quadro de instrumentos, seria impossível notar que o carro está ligado. Tudo “culpa” do motor elétrico, o primeiro a se apresentar ao condutor. Mantendo uma certa cautela ao pressionar o pedal do acelerador, o sedã “desliza” pelas ruas sem emitir qualquer ruído. A Ford diz que ele permanece assim até os 100 km/h, mas é difícil não fazer o motor a combustão entrar em ação antes da hora. A ideia acaba sendo manter as letras “EV” acesas no painel de instrumentos, que conta com duas telas de LCD configuráveis de acordo com a preferência de quem vai
ao volante. Até quem tem o hábito de acelerações vigorosas se rende ao desafio de economia na tela, que premia o modo mais sustentável de conduzir com o grafismo de folhas que surgem ou somem de acordo com a eficiência no uso da energia do Fusion Hybrid – recurso chamado de Ecoguide. Com esses repentes, não demora muito para o 2.0 litros de 145 cv entrar em cena. Sob influência do motor a combustão, o Fusion Hybrid não decepciona, mas mostra um comportamento calmo. “Anestesiado” pela transmissão continuamente variável sem simulação de marchas – eCVT –, o sedã não tem rompantes de aceleração. A movimentação dos 1.650 kg do carro é feita de forma suave e dócil. O velocímetro sobe gradativamente, acompanhado pelo conta-giros. A aceleração de zero a 100 km/h, segundo a Ford, é feita em corretos 9,3 segundos. Mas, no Fusion Hybrid, o interessante mesmo é o duelo pela eficiência.
FICHA TÉCNICA
Ford Fusion Titanium Hybrid › MOTOR: a combustão: A gasolina diantei-
ro, Ciclo Atkinson, transversal, 1.999 cm3, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Comando duplo de válvulas no cabeçote, com sistema variável de abertura das válvulas de admissão. Injeção eletrônica e acelerador eletrônico. › MOTOR elétrico: 88 kW – 120 cv –, alimentado por baterias de íons de lítio. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático continuamente variável do tipo CVT. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 145 cv a 6 mil rpm no motor a combustão e 88 kW ou 120 cv no motor elétrico. Potência máxima combinada: 190 cv. › TORQUE máximo: 18,05 kgfm a 4.250 rpm. › DIÂMETRO e curso: 87,5 mm x 83,1. Taxa de compressão: 12,3:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente com braços longos e curtos, barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais. Traseira independente tipo multilink com barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
› FREIOS: Discos na frente e atrás com sistema regenerativo, ABS e EBD.
› PNEUS: 235/45 R18 › CARROCERIA: Sedã com quatro portas e
cinco lugares. Com 4,87 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,49 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. Oferece oito airbags: dois frontais, dois laterais dianteiros, dois do tipo cortina e para os joelhos. › PESO: 1.650 kg em ordem de marcha. › CAPACIDADE do porta-malas: 392 litros. › TANQUE de combustível: 53 litros. › PRODUÇÃO: Hermosillo, México. › LANÇAMENTO mundial: 2012. › ITENS de série: Direção elétrica, rodas de alumínio de 18 polegadas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, freio de estacionamento elétrico, painel de instrumentos com duas telas de 4,2 polegadas, sistema de entretenimento com tela central de oito polegadas, GPS, faróis de neblina, ABS com EBD, assistente de partida em rampa, oito airbags, retrovisor interno eletrocrômico, ar-condicionado automático, sensor de estacionamento traseiro com câmara de ré e controles de estabilidade e tração. › PREÇO: R$ 127.990.
No Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro consta um teste do Ford Fusion Hybrid. O sedã “ecológico” norteamericano registrou médias de 16,8 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada. Esses números comprovam a eficiência do modelo em trajetos urbanos, onde o motor elétrico atua mais intensamente. Em relação às notas, o híbrido obteve “A” tanto em seu segmento quanto na classficação geral
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
AUTOTAL
C-Max Solar Energi: novidade sob o sol A
Ford apresentou uma solução interessante para o “problema” de carregamento das baterias de carros híbridos ou elétricos. Durante a Consumer Electronics Show – CES –, a maior feira mundial de tecnologia, a marca norte-americana mostrou um protótipo de veículo movido a energia solar. Batizado de C-Max Solar Energi Concept, o monovolume médio – feito na plataforma do Focus – é um híbrido plug-in que não fica limita-
do à rede elétrica ou combustível para recarregar sua bateria. Com a incidência de raios solares durante um dia inteiro, o modelo consegue atingir uma autonomia de até 1.000 km – além dos 33,8 km somente no modo elétrico. Para conseguir tal desempenho, o C-Max especial foi desenvolvido pela Ford em conjunto com a Sun Power – empresa especializada em tecnologia solar – e com o Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos.
O carro teve o teto substituído por painéis solares de alto desempenho e faz uso de um sistema que potencializa a capacidade de absorção de energia solar do veículo. Trata-se de um concentrador especial que a armazena e, além disso, funciona como um espelho que aumenta a intensidade dos raios solares. Além de absorver até oito vezes mais energia, o painel é capaz de acompanhar o movimento do Sol na atmosfera para otimizar ainda mais a absorção.
Automóveis 5
6 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
AUTOMUNDO
Nas asas do desejo
Bentley aposta no luxo, esportividade e conforto com o novo Flying Spur
Por Márcio Maio Autopress
E
m 2013, a Bentley teve o melhor resultado em seus 95 anos de história. A marca britânica comercializou 10.120 unidades, um crescimento de 19% em relação à 2012. Em sua terra natal, apenas 1.381 veículos foram emplacados. Cerca de 86% da produção foi exportado e um dos principais destinos foi o pujante mercado de luxo chinês, que cresce exageradamente a cada ano. É por isso que a Bentley escolheu o gigante asiático para apresentar a nova geração do Flying Spur, corroborada por Pequim ser a cidade que mais “consome” o sedã no planeta. Executivos da marca acreditam que a China será o maior mercado para a Bentley em 2016 – posto hoje ocupado pelos Estados Unidos. E o modelo é uma das peças fundamentais para tal objetivo. O novo Flying Spur perdeu o nome Continental, mas mantém a sua identidade característica como os faróis dianteiros arrendodados,
NÚMEROS
V12 6.0 L Dotado de dois turbocompressores
625 cv 81,6 kgfm de potência máxima
de torque máximo
que agora ostentam leds. O mesmo acontece na traseira, que apresenta uma temática mais retangular. As linhas elegantes permanecem, mas a Bentley caprichou no ultraluxuoso interior. O habitáculo é digno da realeza britânica. O refinamento é tanto que há madeiras no console que demoram três dias para ficar nos padrões estabelecidos pela Bentley. O acabamento também conta com diversas partes em couro. O design “rústico” da cabine combina com as mais avançadas tecnologias. A fabricante instalou o chamado Multimedia Specification que conta com acesso à internet com sistema de roteamento, onde outros dispositivos podem ser conectados por meio do Wi-Fi do próprio carro. As “regalias” continuam com fones de ouvidos, duas telas LCD de 10 polegadas atrás dos encostos de cabeça dianteiros, entradas HDMI, USB e de cartões de memória, além de ter um hard-disk interno com capacidade para armazenar até 64 gb de arquivos. Na frente, o monitor sensível ao toque é de 8 polegadas e conta com GPS e Bluetooth. O entretenimento pode ainda ficar melhor com o opcional do sistema de som Naim, que traz 8 alto-falantes e 1.100 W de potência. A Bentley também promoveu modificações na estrutura do Flying Spur. A marca britânica usou novos materiais na composição da carroceria e conseguiu uma melhora de 4% na rigidez torcional do modelo, além de reduzir o pe-
so total em 50 kg. O sedã com ares de cupê adota suspensões pneumáticas para compensar as forças aerodinâmicas. São dois estágios. O primeiro “rebaixa” o modelo 5 mm no eixo dianteiro e 10 mm no traseiro quando a velocidade chega a 195 km/h. Aos 240 km/h, mais 8 mm na frente e
13 mm atrás. Essas pequenas mudanças ajudam o Flying Spur a manter a estabilidade do veículo e também diminuir o arrasto aerodinâmico. Quem tem a missão de mover as mais de duas toneladas do sedã é o poderoso motor W12 de 6.0 litros. Dotado de dois turbocompressores, ele
desenvolve 625 cv de potência e avassaladores 81,6 kgfm de torque – entregues logo a 2 mil giros. Tudo é gerenciado pela transmissão automática de oito relações fornecida pela alemã ZF. Ela distruibui a força para as quatro rodas, em condições normais, na proporção 40% à frente e
60% atrás. Mas pode chegar até 85% na traseira para ajuda a manter o sedã na trajetória correta nas curvas. Apesar de toda suntuosidade, o Flying Spur não faz feio no desempenho. Ele alcança os 100 km/h em apenas 4,3 segundos antes de atingir a velocidade máxima de 322 km/h.
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014
Automóveis 7 DIVULGAÇÃO
Quando a questão é de força, o propulsor entrega 56 kgfm de torque – quase 60% a mais que os 35,6 kgfm do V6 a gasolina. É nas horas difíceis, nas trilhas mais sinistras, que o “motorzão” prova seu valor. O ótimo trem de força junto com a suspensão robusta e confortável e o aparato tecnológico sofisticado credenciam o novo Grand Cherokee diesel a ostentar com justiça o nome Jeep
VITRINE
Grand Cherokee: Lógica da força Versão diesel de oito marchas chega para reforçar a linha do Jeep Grand Cherokee
A
Grande Cherokee já está no Brasil nas versões Laredo e Limited sempre a gasolina, mas a grande aposta da Jeep é mesmo na nova versão diesel. Mais especificamente, a Jeep aposta na afinada combinação do propulsor 3.0 litros CRD Turbo Diesel V6, produzido pela italiana VM Motori, com o novo câmbio automático de 8 marchas da alemã ZF, com acionamento manual através de borboletas no volante – que substituiu o antigo de 5 velocidades. Com a incorporação total da Chrysler à Fiat – desde janeiro desse ano, ambas formam juntas a Fiat Chrysler Automobiles –, o intercâmbio de tecnologias entre as marcas do grupo tende a se in-
crementar. A VM Motori é uma subsidiária da FPT, tradicional empresa de motores do Grupo Fiat que tem grande expertise na produção de propulsores diesel para automóveis na Europa, onde o combustível é fartamente utilizado em carros de passeio. Agora incorporada à linha 2014, a motorização diesel fabricada na cidade de Cento, na região italiana da Emilia-Romagna, vai continuar a tarefa de dividir por aqui as vendas da linha Grand Cherokee com o Pentastar V6 a gasolina – esse sim 100% Chrysler. O vigoroso “cuore italiano” do utilitário é um Multijet II, com turbo de geometria variável e sistema de injeção common-rail de última geração. Ele é capaz
de render 241 cv a 4 mil rpm e 56 kgfm de torque entre 1.800 e 2.800 rpm. Com diversos componentes em alumínio, o novo propulsor de 3.0 litros tem seis cilindros dispostos em duas bancadas em V a 60°. Segundo o Grupo Chrysler, o off-road de quase 2.400 kg tem aceleração de zero a 100 km/h em apenas 8,2 segundos e velocidade máxima de 202 km/h. O Grand Cherokee diesel promete uma espantosa autonomia de 1.433 km – aproximadamente a distância entre o Rio de Janeiro e Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul. Nas versões a gasolina, a autonomia fica em 1.135 km. Para isso contribui a ótima média rodoviária prome-
tida – 15,4 km/l – e também o gigantesco tanque de 93,1 litros. Na cidade, a Jeep fala em impressionantes 10,8 km/l, com 13,3 km/l de consumo combinado. Afinado com a cartilha “ecologicamente correta”, o marketing da empresa ainda afirma que a emissão de CO² baixou 10% em relação ao modelo antigo: agora é de 198 gramas por quilômetro, em ciclo combinado cidade/estrada. Até um recurso Eco Mode, que prioriza sempre a marcha mais alta possível, foi introduzido na linha 2014 para reduzir o índice de consumo e de emissões. Ele é ativado automaticamente quando se liga o carro e pode ser desativado através de um botão no painel, quando se quer mais
desempenho. No asfalto, para ter ainda mais diversão sem se preocupar com ecologia, basta acionar o modo Sport no botão Selec-Terrain. A caixa de transferência Quadra-Trac II conta com 4X4 integral e reduzida. Já conhecida desde o modelo anterior, a tecnologia Selec-Terrain permite que o motorista adapte o sistema de tração integral de acordo com as condições do solo. Operada através de um botão giratório no console central, coordena eletronicamente as diferentes combinações do conjunto motor/transmissão, sistemas de frenagem, controle de aceleração, mudança de marchas, caixa de transferência, controle de tração e controle eletrô-
nico de estabilidade. O Grand Cherokee diesel desembarca no Brasil apenas na versão “top” Limited. No interior redesenhado, também está presente o novo sistema multimídia com GPS da Garmin e tela sensível ao toque de 8,4 polegadas, já apresentado em janeiro nas versões a gasolina.. No console, destaca-se a nova alavanca do câmbio de oito marchas, revestida em couro – revestimento que se espalha pelo habitáculo, pontuado por detalhes cromados e em madeira. Tudo para justificar os vultosos R$ 239.900 pedidos pelo Grand Cherokee Limited diesel nas concessionárias - R$ 20 mil a mais que a Limited 3.6 V6 a gasolina.
8 Automóveis
MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 30 DE ABRIL DE 2014