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Automóveis 28 05 14

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Macaé (RJ), quarta-feira, 28 de maio de 2014, Ano XXXIX, Nº 8407

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

O rendimento do propulsor extrapola flagrantemente a potência e o torque declarados, de 122 cv e 20,4 kgfm

Estratégia de ocupação Audi mostra o A3 sedã 1.4, primeira configuração a ser produzida no Brasil

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Audi está contanto os minutos para voltar a produzir na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Enquanto isso, vai se aplicando em fazer sua base de sustentação no país crescer. A marca tem trazido modelos com preços mais acessíveis, para ganhar volume, mas que não desvalorizem as argolas. O A3 sedã 1.4 é um bom exemplo disso. Ele é empurrado pelo mesmo propulsor de 122 cv que anima as versões de entrada do hatch A3 Sportback

e tem recheio apenas correto para o segmento premium: sete airbags, controles dinâmicos de estabilidade e tração, direção eletromecânica e câmbio de dupla embreagem de sete velocidades. Mais que o recheio, porém, o preço é que será capaz de arrebatar novos consumidores para a marca. O A3 sedã 1.4 começa em R$ 94.900 na versão básica e vai a R$ 99.900 na Attraction – que acrescenta paddle shifts para marcha, som mais sofisticado e acabamento caprichado.

Embora não seja o objetivo assumido da marca, estes valores aproximam o sedã médio de entrada da Audi de versões top de modelos de alto volume, como Toyota Corolla e Honda Civic. Obviamente, o preço se distancia conforme se equipa o A3 sedã. A versão Attraction pode receber opcionalmente sistema multimídia com navegador, teto solar e pintura metálica ou perolizada, o que eleva a conta para R$ 116 mil. PÁG. 8

Segundo a marca, o zero a 100 é feito em 9,4 segundos e a máxima é de 212 km/h

MOTOMUNDO

Star Bolt: estrela orientada Yamaha Star Bolt quer ser a porta de entrada das custom nos Estados Unidos Em alguns aspectos, as motocicletas são parecidas com os automóveis. As fabricantes comercializam um mesmo modelo com diferentes nomes em outros mercados ou até mesmo criam marcas para isso. É o caso da Yamaha. Nos Estados Unidos, a casa japonesa possui uma submarca chamada Star Motorcycles, que cuida dos segmentos de custom e cruiser. Mesmo sem o prestígio da icônica HarleyDavidson, a fabricante dos três diapasões quer ir fundo na disputa pela preferência dos norte-americanos entre as custom de entrada. Com a Star Bolt, a Yamaha tem um alvo bem definido: a Harley-Davidson Iron 883 Sportster. PÁG. 10

AUTOPERFIL

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

O modelo, produzido desde abril em Resende, no Rio de Janeiro, chega com a missão de resgatar os planos de crescimento da marca

Missão resgate O que chama mais atenção em um primeiro contato é o som estrondoso – clássico de motores V2

Nissan aposta na versão nacional do compacto March para crescer (muito) no mercado brasileiro PÁG. 6


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AUTOMÓVEIS

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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Esportividade visual Enquanto o facelift programado para os próximos meses não chega, o Renault Fluence ganha uma nova versão para disputar espaço entre os sedãs médios. Baseada na configuração Dynamique e com o visual do GT, a versão GT Line conta com spoiler integrado ao parachoque, que se equilibra com os faróis de neblina circundados por molduras cromadas. A traseira ganha outro spoiler incorporado à tampa do porta-malas. Com motor 2.0 16V de 143 cv e torque máximo de 20,3

kgfm e câmbio CVT X-Tronic, o modelo traz escapamento envolvido pelo extrator de ar na cor preta. A parte inferior da tampa do porta-malas leva a inscrição da versão abaixo da lanterna direita. No perfil, chamam atenção saias laterais e rodas de cinco raios, com 17 polegadas. De série, o carro tem ar-condicionado digital de duas zonas, partida por botão, quatro airbags, direção elétrica e sistema de som com entradas USB, iPod e conexão Bluetooth. O preço começa em R$ 78.990.

Clube privé

Drible pátrio Sempre há um jeitinho de pegar carona na Copa do Mundo, apesar da ferocidade dos patrocinadores oficiais e da Fifa. A Dafra, por exemplo, acaba de lançar série especial dos modelos Next 250 e Riva 150 com tema Brasil. As nakeds trazem discretíssimos adesivos com novos grafismos que usam as cores da bandeira nacional colados sobre a carenagem em pérola.

A Next 250 possui motor de 250 cm3 com refrigeração a água e câmbio de seis marchas, que entrega 25 cv de potência máxima. Já a Riva 150 acompanha rodas de liga leve com 18 polegadas e tem 149,4 cm3 com 12,1 cv. Previstos para chegarem às lojas nas próximas semanas, os dois modelos custam R$ 12.290 e R$ 6.390, respectivamente.

A Audi trouxe ao mercado brasileiro uma versão especial e limitada do hatch compacto A1. Chamada de Kult, a edição tem apenas 100 unidades com preço a partir de R$ 79.900. O A1 Kult é baseado na versão Attraction e conta com o motor 1.4 TFSI, com 122 cv e câmbio S-Tronic de sete velocidades com dupla embreagem. O carro chega a 100 km/h em 9 segundos e atinge velocidade máxima de 203 km/h. O A1 Kult pode ser reconhecido pelos emblemas que identificam a série espe-

cial. O modelo tem quatro portas e apresenta o tradicional arco ao longo da c arroceria e o teto com pintura contrastante. As rodas de liga leve de 15 polegada s levam pneu s 2 0 5/ 5 5 . O c a r r o a i n d a vem com ar-condicionado e rádio Concert de série, que é equipado com leitor compatível com CDs em formato MP3 e WMA. H á t a m b é m u m a to m ada auxiliar para conexão de dispositivos de áudio, como MP3 players e leitor de cartão SD.


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CHEVROLET

Camaro: glamour ao vento S

ete meses após trazer a renovada versão cupê do Camaro, a Chevrolet vai ampliar o leque de opções do “muscle car” no

Brasil. Em junho, a marca norte-americana passa a comercializar o esportivo na configuração conversível. Além do teto de lona com co-

mandos elétricos, o modelo tem pequenas diferenças em relação ao veículo fechado. Uma delas é a maior curvatura do para-brisa. A estilo-

sa antena “barbatana” agora está localizada na tampa do porta-malas. S o b o c a p ô, o C a m a r o Convertible terá o mesmo

V8 6.2 litros. O propulsor é capaz de produzir 406 cv e 56,7 kgfm de torque. A potência é gerenciada por uma transmissão automática de

seis marchas. O preço deve superar os R$ 222 mil que a Chevrolet pede atualmente pela variante cupê do Camaro por aqui.


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Missão resgate

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O modelo, produzido desde abril em Resende, no Rio de Janeiro, chega com a missão de resgatar os planos de crescimento da marca no país

Nissan aposta na versão nacional do compacto March para crescer (muito) no mercado brasileiro

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Nissan quer acelerar fundo no Brasil. E a nacionalização do March é encarada como a melhor oportunidade para isso. O modelo, produzido desde abril em Resende, no Rio de Janeiro, chega com a missão de resgatar os planos de crescimento da marca no país, abortados pela entrada em vigor do Inovar-Auto. O compacto, importado do México, foi lançado em setembro de 2011 no país e manteve uma média próxima a 3 mil unidades emplacadas mensalmente até o fim de 2012. As cotas impostas pelo novo regime automotivo inibiram a performance comercial do modelo. Agora, a Nissan quer retomar exatamente aquele mesmo patamar e espera chegar, até o fim do ano, às mesmas 3 mil vendas/mês do novo March – somando aí o modelo feito no Brasil com a versão importada do México, sem face-lift. Em 2016, seriam 5 mil unidades mensais do hatch, o que ajudaria a marca a pular dos atuais 2% para 5% de participação no mercado. Em Resende, o March é montado com 64% de componentes nacionais – a expectativa é chegar a 80% até 2016. São seis configurações disponíveis, sempre com transmis-

são manual de cinco marchas. Três delas escondem sob o capô o motor feito no Brasil, o 1.6 16V flex, que entrega 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 kgfm disponível a 4 mil rpm tanto com etanol quanto com gasolina. Já as outras saem da fábrica fluminense com o propulsor 1.0 16V flex de origem Renault, que atinge 74 cv a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, com ambos os combustíveis. As unidades de força são as mesmas utilizadas no modelo importado, que será vendido a partir de R$ 27.990 em versão básica no segundo semestre, já na linha 2015. Visualmente, as mudanças foram sutis. A frente ficou mais robusta e empresta agressividade ao modelo com a grade dianteira mais larga com o logotipo da Nissan dentro de um “V” cromado – a assinatura atual de design da marca. No teto, dois vincos acentuados “encorpam” o compacto e reduzem o nível de ruídos do habitáculo. Aerofólio com leds, maçanetas cromadas e as rodas de liga nas versões de topo valorizam as linhas do novo March. Por dentro, os materiais melhoraram de qualidade e, nas versões mais abastadas, volante e painel são semelhantes aos do sedã médio Sentra.

Em Resende, o March é montado com 64% de componentes nacionais – a expectativa é chegar a 80% até 2016

A 1.6 SL, que custa R$ 42.990, conta ainda com mais detalhes cromados e acabamento preto brilhante. O March nacional é um centímetro mais largo e 4,7 cm mais comprido – diferenças que são fruto, basicamente, dos novos para-choques. O entre-eixos se manteve em 2,45 metros, o que é a atual média da categoria de compactos. Mas o maior apelo do modelo é mesmo o

custo/benefício. Desde a versão de entrada, a 1.0 Conforto, que custa R$ 32.990, o carro traz de série ar-condicionado, direção elétrica progressiva, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura e abertura interna do tanque. Na versão mais cara, o ar é digital e há um sistema multimídia com tela touch de 5,8 polegadas, que consegue,

a partir de um celular com conexão 3G, interagir com Facebook e Google. A Nissan quer, mais para frente, ampliar a lista de redes sociais compatíveis com o aplicativo Nissan Connect, que deve ser instalado no smartphone para estabelecer a interação. O que deixa claro que o principal objetivo da fabricante nipônica com o March é se conectar a uma imagem jovem.

NÚMEROS

1.6 16V

motor flex, feito no Brasil

111 cv

de potência máxima

15,1 kgfm disponível a 4 mil rpm


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Vai ser preciso que a Audi promova muitos test-drives para dar ao A3 sedã 1.4 o destino comercial merecido. O rendimento do propulsor extrapola flagrantemente a potência e o torque declarados, de 122 cv e 20,4 kgfm

VITRINE

Estratégia de ocupação Audi mostra o A3 sedã 1.4, primeira configuração a ser produzida no Brasil por Eduardo Rocha Auto Press

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Audi está contanto os minutos para voltar a produzir na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Enquanto isso, vai se aplicando em fazer sua base de sustentação no país crescer. A marca tem trazido modelos com preços mais acessíveis, para ganhar volume, mas que não desvalorizem as argolas. O A3 sedã 1.4 é um bom exemplo disso. Ele é empurrado pelo mesmo propulsor de 122 cv que anima as versões de entrada do hatch A3 Sportback e tem recheio apenas correto para o segmento premium: sete airbags, controles dinâmicos de estabilidade e tração, direção eletromecânica e câmbio de dupla embreagem de sete velocidades. Mais que o recheio, porém, o preço é que será capaz de arrebatar novos consumidores para a marca. O A3 sedã 1.4 começa em R$ 94.900 na versão básica e vai a R$ 99.900 na Attraction – que acrescenta paddle shifts para marcha, som mais sofisticado e acabamento caprichado. Embora não seja o objetivo assumido da marca, estes valores aproximam o sedã médio de entrada da Audi de versões top de modelos de alto volume, como Toyota Corolla e Honda Civic. Obviamente, o preço se distancia conforme se equipa o A3 sedã. A versão Attraction pode receber opcionalmente sistema multimídia com navegador, teto solar e pintura metálica ou perolizada, o que eleva a conta para R$ 116 mil. com a chegada dessa configuração de entrada, a Audi espera aumentar um pouco as vendas, que já iam bem com o A3 sedã 1.8, com média de 210 unidades emplacadas por mês no primeiro quadrimestre. Agora, a expectativa é que este número suba para algo em torno de 350 unidades/ mês e chegue ao fim do ano com algo em torno de 3.500 unidades – 60% na versão 1.4. Por fora, há poucas diferenças notáveis entre as versões 1.4 e 1.8. Além da plaqueta denunciando a motorização na tampa traseira, a versão 1.4 tem pneus 205/55 em aro 16, enquanto o 1.8 usa 225/45 R 17. No mais, mantém a personalidade típica Audi, com linhas bem volumosas e arredondadas, com um caimento na última coluna típica de cupê. Internamente, o A3 sedã segue a lógica dos modelos de entrada das marcas de luxo alemãs, com materiais robustos mas sem grande refinamento. De qualquer forma, a maior qualidade do modelo está mesmo na lógica de construção, que utiliza aços especiais e alumínio na busca do equilíbrio entre rigidez torcional, a resistência correta a impactos em cada área de deformação com o menor peso possível.

NÚMEROS

1.4 turbo

mesmo propulsor que anima as versões de entrada do hatch A3 Sportback.

122 cv Potência máxima.

20,4 kgfm Torque máximo.

Como o torque é pleno entre 1.400 e 4 mil giros – ou seja, em praticamente toda a faixa útil do motor –, os ganhos de velocidade, em acelerações e retomadas, são sempre vigorosos. Segundo a marca, o zero a 100 é feito em 9,4 segundos e a máxima é de 212 km/h

FICHA TÉCNICA

Audi A3 Sedan 1.4 TFSI

segundos. ● VELOCIDADE

máximo: 20,4 kgfm entre 1.400 e 4 mil rpm. ● PNEUS: 205/55 R16. ● FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. ● PESO: 1.215 kg. ● TANQUE de combustível: 50 litros. ● PREÇO:R$ 94.800. ● TORQUE

Gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm3, quatro cilindros em linha e quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbocompressor e comando variável de válvulas. ● TRANSMISSÃO: Câmbio ● MOTOR:

automatizado com sete velocidades à frente e uma a ré. Dupla embreagem. Tração dianteira. Oferece controle de tração. ● POTÊNCIA máxima: 122 cv a entre 5 mil e 6 mil rpm. ● ACELERAÇÃO 0 a 100 km/h: 9,4

máxima: 212

km/h


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O que chama mais atenção em um primeiro contato é o som estrondoso – clássico de motores V2. O propulsor, aliás, é bastante elástico e há torque em todos os momentos

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Star Bolt: estrela orientada Yamaha Star Bolt quer ser a porta de entrada das custom nos Estados Unidos por Raphael Panaro Auto Press

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m alguns aspectos, as motocicletas são parecidas com os automóveis. As fabricantes comercializam um mesmo modelo com diferentes nomes em outros mercados ou até mesmo criam marcas para isso. É o caso da Yamaha. Nos Estados Unidos, a casa japonesa possui uma submarca chamada Star Motorcycles, que cuida dos segmentos de custom e cruiser. Mesmo sem o prestígio da icônica Harley-Davidson, a fabricante dos três diapasões quer ir fundo na disputa pela preferência dos norte-americanos entre as custom de entrada. Com a Star Bolt, a Yamaha tem um alvo bem definido: a Harley-Davidson Iron 883 Sportster. A briga é tanta que a Star Bolt tem um “quê” de Harley. O desenho é “vintage” com poucas partes cromadas – muito comuns em motos desse estilo – e propulsor todo à mostra. O design é simples, apenas com as discretas inscrições “Bolt”, no tanque, e “Star”, no filtro de ar. Ela pode ser encontrada nas cores branco e preto, além de ter superfícies metálicas. Completam o visual, as rodas de 19 polegadas na frente e 16 atrás. Apesar do estilo “old school”, a Bolt tem alguns traços de modernidade, como luzes traseiras de led e painel de instrumentos digital. A Star Bolt tem dimensões

enxutas. São 2,29 metros de comprimento, 0,69 de altura do assento, 0,94 de largura, 1,12 de altura e 1,57 de entre-eixos. A altura em relação ao solo é de apenas 13 cm. É um modelo compacto e no “chão” – algo que ajuda a ter um centro de gravidade igualmente baixo. Ela pesa 245 kg e o tanque de combustível comporta 12,2 litros – o que permite uma autonomia entre 210 e 260 km, dependendo do quão se é agressivo com o acelerador. Os freios são a disco, mas não há a opção de ABS. Quem movimenta a Bolt é o motor de 942 cm3, presente na Midnight Star produzida atualmente no Brasil. Com dois cilindros em “V” e dispostos a 60°, o propulsor quatro tempos tem comando único no cabeçote, injeção eletrônica e sua refrigeração é a ar. A Yamaha não divulga potência nem torque, mas não fica longe da Midnigth Star, que tem 53,6 cv a 6 mil rpm e torque de 7,83 kgfm a 3 mil giros. A transmissão é manual de cinco marchas. Pelo conjunto, a Yamaha cobra US$ 7.990 – o equivalente a R$ 17.650. Nos Estados Unidos, ainda há uma versão mais atraente da Bolt. Chamada R-Spec, ela dispõe das cores cinza fosco e verde exército, além de ter uma suspensão traseira mais refinada, com amortecimento a gás e grafismos especiais. Com a mesma mecânica, a Bolt R-Spec custa US$ 8.290 – cerca de R$ 18.300.

DIVULGAÇÃO

A posição de condução da Star Bolt é muito confortável – especialmente para curtas e médias distâncias

FICHA TÉCNICA

Yamaha Star Bolt ● MOTOR: A gasolina, quatro

● POTÊNCIA máxima:

tempos, 942 cm3, dois cilindros em V, duas válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote e refrigeração a ar. ● CÂMBIO: Manual de cinco marchas com transmissão por corrente.

Aproximadamente 53,6 cv a 6 mil rpm. ● TORQUE máximo: Aproximadamente 7,83 kgf.m a 3 mil rpm ● SUSPENSÃO: Dianteira por garfo telescópico com curso de 120

mm. Traseira bi amortecido com curso ajustável de 70 mm. ● PNEUS: 100/90 R19 na frente e 150/80 R16 atrás. ● FREIOS: Disco tipo Wave com 298 mm na frente e atrás. ● PESO: 245 kg. ● TANQUE do combustível: 12,2 litros. ● PREÇOS nos Estados Unidos: US$ 7.990 – cerca de R$ 17.650.


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A Mercedes batizou o processo de modernização de sua linha com o nome de Econfort – para representar as ideias de economia, conforto e força/ desempenho

Luxo em estado bruto Mercedes sofistica a linha de semipesados Atego e aposta no fascínio da estrela

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o universo dos automóveis, a estrela da Mercedes-Benz sempre apontou o caminho do requinte. Na linha de caminhões, porém, a marca se destacou pela precisão de construção e robustez de seus veículos. Mas isso vem mudando de uns anos para cá. A engenharia refinada e o padrão construtivo continuam lá, mas agora, e cada vez mais, o mercado de carga valoriza o conforto e o luxo dos modelos. Não é um consumo irracional de tecnologia. A eletrônica apli-

cada aos caminhões faz parte de uma equação que maximiza o lucro. Estes novos recursos visam impedir erros na operação, reduzir os custos de manutenção e melhorar a economia de combustível. Junto disso, o aumento do conforto do motorista reduz a fadiga no trabalho, o que melhora a produtividade. Itens como cabine com cama dupla, assentos e cabine com suspensão, já presentes no extrapesado Actros, agora chegam também ao pesado Axor e no semipesado Atego. A versão topo do semipe-

sado Atego, 2430, e a linha Axor ainda têm um requinte a mais: o opcional do câmbio automatizado PowerShift. Além disso, Axor, Actros e Atego 2430 receberam melhorias no eixo traseiro, sempre em busca de uma performance otimizada. O objetivo explícito da empresa é retomar a liderança geral entre caminhões, perdida há mais de uma década para a Volkswagen. Mas o caminho que a montadora busca não é tão óbvio. Em vez de criar produtos de menor custo, que pudessem

aumentar imediatamente as vendas, a Mercedes optou pela sofisticação. Inclusive porque a iminência da chegada de fabricantes chinesas, que têm caminhões mais baratos, dificultaria esta estratégia.. A ideia é ampliar o prestígio de seus produtos e tornar a marca mais desejada, mesmo caminho adotado no segmento de semipesados e pesados por Volvo e Scania. A Mercedes batizou o processo de modernização de sua linha com o nome de Econfort – para representar as ideias de

economia, conforto e força/desempenho. No total, foram implementadas nada menos que 40 novidades, desde a colocação de um cabide novo na cabine até a adoção de eixos sem redução nos cubos. Nessa linha, a marca promete, por exemplo, uma economia de até 6% e redução de custos de manutenção com a aplicação do câmbio PowerShift. A transmissão automatizada tem recursos como EcoRoll, que é uma espécie de “banguela controlada”. Há ainda uma programação específica para

situações que exigem força, a Power, e outra para facilitar as movimentações mais delicadas e lentas, chamada apropriadamente de Manobra. Pelas vantagem alardeadas pela montadora, o custo de R$ 5 mil para o câmbio não chega a ser alto. Ainda mais diante dos valores. O semipesado Atego 2430 custa R$ 235 mil. Já o pesado/ extrapesado Axor começa em R$ 244 mil e vai a R$ 405 mil, dependendo da configuração. Já o extrapesado Actros sai por R$ 335 mil.


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