MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 23 DE ABRIL DE 2014 • ANO XXXVII • Nº 8378 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
Kia Soul: de alma nova
Testada na Itália, segunda geração do Kia Soul desembarca no Brasil em junho Pág. 7 AUTOTAL
AUTOMUNDO
DIVULGAÇÃO
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No rastro da juventude
Chevrolet Sonic Effect já responde por 15% das vendas do hatch compacto
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ançar uma série especial pode ter motivações diferentes entre as fabricantes. E no caso do Chevrolet Sonic, a edição Effect cai como uma luva na proposta inicial do carro: atrair mais público
jovem para a marca. O hatch premium ostenta por si só um visual que alia charme e esportividade mesmo nas versões LT e LTZ. A configuração Effect reforça essa ideia e dá ao carro um ar ainda mais agressivo. E
isso já se reflete nas vendas do modelo. Em 2013, a Chevrolet emplacou 7.487 Sonic hatches, média de 624 mensais. No primeiro trimestre de 2014, já foram 2.169 vendidos, cerca de 723 por mês. Pág. 6
Nova era
Nissan inaugurou o complexo de R$ 2,6 bi localizado em Resende, no Sul Fluminense Pág. 2
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DAFRA
Scooter top A primeira aparição foi no Salão Duas Rodas em outubro 2013. Porém, só agora a Dafra começa a vender a scooter Maxsym 400i. Na próxima semana, o modelo feito em parceria com a taiwanesa SYM chega às concessionárias brasileiras por R$ 20.990. Mecanicamente, a Maxsym 400i adota um motor mono-
cilíndrico de 399,3 cc com injeção eletrônica, refrigeração líquida e quatro válvulas. Ele é capaz de produzir 33,3 cv a 7.500 rpm e 3,2 kgfm de torque a 5.500 giros. O câmbio é automático do tipo CVT, com relações contínuas. A moto também traz rodas de liga leve de 14 ou 15 polegadas, freios ABS, bagageiro
iluminado com espaço para dois capacetes integrais e um painel que combina elementos digitais e analógicos. A scooter passa a ser o modelo de maior cilindrada e também o mais caro no portfólio da empresa brasileira. Mesmo assim, a meta é vender cerca de mil unidades em 2014.
LAND ROVER
Asas da imaginação
Nova era A
Nissan está de casa nova no Brasil. Quase dois anos após o anúncio que teria uma fábrica nacional, a marca japonesa inaugurou o complexo de R$ 2,6 bilhões localizado em Resende, no Sul Fluminense. A unidade industrial – com capacidade de construir 200 mil unidades ao ano – será responsável por produzir o compacto March reestili-
zado, que será lançado em maio. O carro foi denominado no Brasil de New March e será vendido como a versão “top” do hatch compacto. O March anterior continua a ser importado do México e agora será o modelo de entrada da linha. No segundo semestre será a vez do sedã Versa – também com novo visual. Além de veículos, a unida-
de fluminense ainda produzirá 200 mil motores. O propulsor é o 1.6 litro 16V flex, que equipará o New March. O motor 1.0 litro continua a vir da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná. Com a nova fábrica, o objetivo da Nissan é atingir 5% de participação no mercado brasileiro em 2016 e assumir a primeira colocação entre as japonesas.
A principal atração da Land Rover no Salão de Nova Iorque – que acontece entre os dias 18 e 27 de abril nos Estados Unidos – será o Vision Concept. O protótipo é uma visão do futuro da família Discovery. Visualmente, o utilitário conceitual lembra os últimos lançamentos da marca britânica, como os Range Rover Vogue e Sport – principalmente quanto ao conjunto ótico. A Land Rover aproveitou o conceito para equipá-lo com modernas tecnologias, que dificilmente estarão presentes na versão final. Uma delas é o capô transparente, que projeta imagens em alta resolução do terreno
na parte dianteira do modelo. Outra é que, em situações de off-road pesado, o motorista terá a possibilidade de controlar o veículo remotamente, ou seja, do lado de fora do
SUV. O carro ainda terá a nova geração do conhecido Terrain Response, que incluirá o escaneamento a laser e o cálculo da profundidade de água em uma área alagada.
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Por partes Novo Ford Ka deve chegar no começo do segundo semestre e será equipado com um inédito motor 1.0 litros flex de três cilindros capaz de gerar 85 cv
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Ford vem revelando pouco a pouco o novo Ka. Desta vez foi o propulsor. O futuro carrinho da marca norteamericana – que deve chegar no começo do segundo semestre – será equipado com um inédito motor 1.0 litros flex de três cilindros. Este propulsor é da mesma linhagem do EcoBoost, mas sem turbo e sem injeção di-
reta, para baratear a produção. Ele tem quatro válvulas por cilindro com duplo comando independente e variável, que contribui para aumentar o torque tanto em baixa rotação como em regime intermediário e na faixa de potência máxima. A taxa de compressão elevada, de 12,0:1 Ele é capaz de entregar 85 cv a 6.500 rpm e 10,7 kgfm
com etanol e 80 cv/10,2 kgfm quando com gasolina. O propulsor ainda dispensa o reservatório auxiliar para partidas a frio – cada vez mais raro em modelos flex. Com um investimento de R$ 400 milhões, o três cilindros será produzido no Brasil. Mais precisamente em Camaçari, na Bahia, onde a Ford já constrói o compacto.
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AUTOMUNDO
No rastro da juventude Chevrolet Sonic Effect já responde por 15% das vendas do hatch compacto Por Márcio Maio Autopress
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ançar uma série especial pode ter motivações diferentes entre as fabricantes. E no caso do Chevrolet Sonic, a edição Effect cai como uma luva na proposta inicial do carro: atrair mais público jovem para a marca. O hatch premium ostenta por si só um visual que alia charme e esportividade mesmo nas versões LT e LTZ. A configuração Effect reforça essa ideia e dá ao carro um ar ainda mais agressivo. E isso já se reflete nas vendas do modelo. Em 2013, a Chevrolet emplacou 7.487 Sonic hatches, média de 624 mensais. No primeiro trimestre de 2014, já foram 2.169 vendidos, cerca de 723 por mês. E 15% deles na série especial, totalizando 331 exemplares entre janeiro e março. Parece pouco, mas está além da meta de 500 unidades mensais planejada pela fabricante na época de seu lançamento, em 2012. A versão especial é feita em cima da configuração de topo, a LTZ. De diferente, incorpora adesivos nas laterais, capô, teto, traseira e tampa do tanque de combustível em cinza e preto. Além disso, o hatch ganha roda de liga leve de 16 polegadas com pintura escurecida, espelhos retrovisores na cor preta, protetor de soleira com acabamento em alumínio escovado e tapetes de borracha exclusivos. De resto, todos os itens de série que a linha LTZ já traz, como o sistema multimídia MyLink, volante multifuncional, bancos em couro e controle de cruzeiro, entre outros. O espírito jovem e esportivo fica bem marcado na frente do carro. Os faróis são expostos, dando um olhar “naked” ao Sonic, típico
de uma moto esportiva. Os vincos são protuberantes na dianteira e ascendentes nas laterais, subindo em direção à traseira. A inclinação transmite uma ideia de movimento e de agilidade que combina com os adesivos decorativos. Estes são grandes, mas não se tornam exagerados quando combinados com a cor destinada à série especial, branca. E seus 4,04 metros de comprimento se disfarçam no corte abrupto da terceira coluna, com ângulo negativo. Ou seja, o Sonic parece pequeno, mas não é. O motor é sempre o mesmo 1.6 16V que entrega 116/120 cv com gasolina/etanol no tanque de combustível. A potência máxima aparece às 6 mil rpm e seu torque máximo de 15,8/16,3 kgfm se revela apenas em 4 mil giros. O trem de força é completado pela transmissão automática de seis marchas, a mesma que equipa o sedã médio Cruze e a minivan Spin. Há até a possibilidade de trocas manuais, mas são realizadas a partir de um desconfortável botão na alavanca. Aliar contemporaneidade, bons equipamentos e robustez no setor automotivo brasileiro tem seu preço. E o Chevrolet Sonic mostra bem isso. Na série Effect, parte de R$ 59.890, R$ 2 mil a mais que a versão top LTZ. Uma diferença alta por meras mudanças estéticas. Mas se trata de um carro que entrega um design diferenciado e certa exclusividade nas ruas – é bem mais difícil encontrar um exemplar dele do que de seus principais concorrentes, como o Ford New Fiesta e o Hyundai HB20. O que ajuda a explicar que esse preço a mais seja justificável para seus consumidores. Tudo para sair do comum.
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O novo Soul mostrou um comportamento dinâmico impecável. Entre subidas, descidas e curvas fechadas, o crossover enfrentou o desafio sem medo. Apesar de ser um carro mais “altinho”, o Soul mostrou grande estabilidade e a suspensão se revela um dos pontos fortes do modelo produzido na Coreia do Sul
VITRINE
Kia Soul: de alma nova
Testada na Itália, segunda geração do Kia Soul desembarca no Brasil em junho
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s próximos meses vão ser agitados para a Kia Motors do Brasil. A marca coreana – representada no país pelo Grupo Gandini – finalmente aderiu ao novo regime automotivo brasileiro, o Inovar-Auto. Para isso, a Kia se comprometeu a reduzir expressivamente os níveis de emissões dos veículos que vende por aqui. Em contrapartida, passa a ter direito de importar a cota máxima de 4.800 unidades por ano sem a sobretaxação de 30 pontos percentuais extras no Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI. O resultado é que a entrada no programa vai possibilitar à Kia trazer dois modelos novos para o mercado. O primeiro é o luxoso Quoris, que chega em maio para
ser o modelo topo da marca. Um mês depois é a vez da nova geração do Soul. O crossover – que é o segundo carro mais vendido da Kia no mundo – desembarca por aqui com visual repaginado e recheado de tecnologias, mas deve manter o mesmo conjunto mecânico do atual modelo. A segunda geração do Kia Soul foi apresentada pela primeira vez no Salão de Nova York, nos Estados Unidos, em 2013. Visualmente, o crossover foi altamente influenciado pelo conceito Track’ster – mostrado em 2012. Entretanto, o hatch manteve sua proposta estética, com linhas “quadradas”, mas agora ostenta uma frente mais chapada. Os faróis ganharam um novo formato: são mais longos e
receberam luzes diurnas de leds. A característica grade “focinho de tigre” – criado pelo designer e atual presidente da marca, Peter Schreyer – está lá. Porém, mais fina e “espichada”. A parte em preto brilhante do para-choque também foi alongada e traz os redondos faróis de neblina para perto. Atrás, o destaque é o conjunto de lanternas, que continuam verticalizadas e com novo arranjo interno. Nova também é a arquitetura. O Kia Soul de segunda geração usa a plataforma do recente Cee’d – hatch médio vendido na Europa. Além de deixar a carroceria quase 29% mais rígida, segundo a fabricante, a estrutura permitiu ao modelo crescer em algumas dimensões em relação ao antecessor. Caso
da distância entre os eixos, que subiu 20 mm e agora são 2,57 metros. A largura passou de 1,78 m para 1.80 m e o comprimento ganhou outros 20 mm – subiu para 4,14 m. A altura de 1,61 m continua a mesma. A Kia também investiu em tecnologia com o novo Soul. Uma das novidades é o sistema chamado FlexSteer. Ele possibilita o motorista escolher entre três ajustes – Comfort, Normal e Sport – o modo de direção mais conveniente. Entre itens de série e opcionais, o carro conta com sistema multimídia com tela de 8 polegadas sensível ao toque, teto panorâmico, banco do motorista elétrico, aquecido e com ajuste para a lombar, som premium, start/stop, botão de ignição, alerta de mudança de faixa de rolamento,
assistência de estacionamento e arcondicionado digital. Na parte mecânica, o Soul que chega às concessionárias brasileiras no final de maio deve manter o motor 1.6 litro flex de 122/128 cv de potência e 16,0/16,5 kgfm de torque com gasolina e etanol, respectivamente, que equipa o modelo atual. Em outros mercados, o renovado crossover tem opção de propulsor 2.0 litros a gasolina de 166 cv e 20,8 kgfm de torque em versões mais caras – além de configurações diesel. Tanto lá quanto aqui, a transmissão pode ser manual ou automática, ambas de seis marchas. A Kia também afirma que as suspensões do carro foram revisadas para uma melhor dirigibilidade. Na Europa, o novo Soul com mo-
tor 1.6 litro somente a gasolina de 132 cv custa iniciais 18.500 euros – cerca de R$ 57 mil. Atualmente, o modelo parte de R$ 67.900. É um dos carros que fazem parte da estratégia da Kia de comercializar cerca de 30 mil unidades em 2014 – um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Além dos 4.800 veículos sem o IPI, a fabricante ainda projeta 6 mil “caminhõeszinhos” Bongo – montados no Uruguai – e mais 20 mil carros com a supertaxação. Meta que ainda fica longe da média obtida entre 2010 e 2012, quando a Kia emplacou 52 mil veículos anuais. Outros modelos esperados para o Brasil, como a minivan Carens e as versões hatch e cupê do Cerato, devem ficar para longo prazo.
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