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Automoveis 20 11 13

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MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2013 • ANO XXXVII • Nº 8247 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

C4 Grand Picasso: riqueza de detalhes

Na Alemanha, nova geração do Citroën se apresenta e mostra um aprimoramento generalizado Pág.9 AUTOTAL

MOTOMUNDO

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Sede de modernidade Narcisismo radical Harley-Davidson mostra linha 2014 com motor mais sofisticado e arrefecido a líquido para motos “touring”

Volkswagen coloca kit estético no Tiguan, mas preço elevado da versão R-Line impressiona mais

A Harley-Davidson é a marca mais tradicional da indústria de duas rodas. Isso, porém, não significa que deva ficar presa ao passado. Desde que seja com o aval dos consumidores/fãs, é

O mercado de utilitários no Brasil sempre foi mais ligado à aparência do que à aptidão off-road. Instigar o desejo do consumidor por uma vida fora da estrada oferece muito mais

claro. A linha 2014 da marca de Milwaukee foi, segundo a própria fabricante, desenvolvida com base em opiniões de clientes através do chamado Project Rushmore – ação na qual pro-

fissionais da marca foram para a estrada ouvir motociclistas sobre o que poderia ser melhorado nas motos. Os modelos até passaram por alguma atualização estética. Pág. 11

retorno para as fabricantes do ponto de vista mercadológico. E, no caso do Tiguan R-Line, a Volkswagen encontrou uma maneira de apostar tanto no lado utilitário quanto no es-

portivo. O carro oferece tração nas quatro rodas, como a versão normal, mas tem indícios de esportividade – ao menos, visuais – ressaltados por adereços. Pág. 10


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MERCEDES-BENZ

Uma dúzia A gama do novo MercedesBenz Classe S não estaria completa sem uma opção esportiva e desproporcional, com um motor V12 sob o capô. Depois da já superlativa S63 AMG, a marca alemã apresentou oficialmente a S65 AMG, a variante com 12 cilindros “mexida” pela preparadora oficial da fabricante. O carro será mostrado ao público no fim de novembro, durante o próximo Salão de Los

Angeles, nos Estados Unidos. Além do visual agressivo, com rodas de 20 polegadas cromadas – mas que ainda mantém a classe digna a um Mercedes topo –, o principal argumento do carro está mesmo no trem de força. O motor é o mesmo V12 biturbo usado na S65 anterior, mas foi retrabalhado para render 638 cv e 102 kgfm de torque – 9 cv a mais que a antecessora –, enviados sempre

às rodas traseiras. O câmbio é automatizado de dupla embreagem e sete marchas. O conjunto é suficiente para levar o supersedã de zero a 100 km/h em 4,3 segundos e à velocidade máxima limitada eletronicamente de 250 km/h. Ele, no entanto, é mais lento na aceleração que o V8, o S63, que cumpre a prova em 3,9 segundos. A justificativa é o peso maior do propulsor V12.

Atrás do mercado Novata na lama A TRIUMPH

Honda não quer ficar de fora do filão dos utilitários compactos no Brasil. A aposta da marca é em um novo jipinho que será feito sobre a plataforma da terceira geração do Fit – já lançada no Japão e na Europa e que deve desembarcar no Brasil em breve. O modelo terá muito do protótipo Urban Concept, mostrado em janeiro no Salão de Detroit.

A versão final dele já estará no motorshow de Tóquio, no fim de novembro. A versão de produção do Urban terá os mesmos traços básicos: linha de cintura alta e jeitão esportivo, com direito a maçanetas das portas traseiras embutidas na coluna. Ele também será o primeiro produto feito na nova fábrica da Honda, que será erguida em Itirapina, a 214 km da ca-

pital paulista e próximo da cidade de São Carlos. Ela terá a missão de aumentar a capacidade produtiva da marca no Brasil e abrir espaço para novas linhas de montagem. A unidade é fruto de um investimento de R$ 1 bilhão. O Urban, com cerca de 4,30 m de comprimento, terá na mira carros como o Ford EcoSport, Renault Duster e o recémlançado Chevrolet Tracker.

Depois da apresentar vários modelos no último Salão Duas Rodas, em outubro, a Triumph começa a distribuir as novidades às concessionárias. A primeira a chegar é a Tiger 800, que ocupa a base da gama Adventure da marca e custa R$ 35.900. A motocicleta de uso misto é equipada com um motor três cilindros de 799

cm³, capaz de produzir 95 cv e 8,1 kgfm de torque. As rodas são de 19 polegadas na frente e 17 atrás e há freios a disco nas duas rodas com ABS – que pode ser desligado para uso em pisos de baixa aderência. O visual é agressivo, com as travessas do quadro aparentes e pintadas em vermelho. O peso chega a 210 kg com o

tanque cheio e o piloto ainda dispõe de comodidades como computador de bordo e ajustes de altura de guidão e assento – que varia entre 81 e 83 cm do chão. A Triumph ainda oferece uma linha de acessórios para a motocicleta, como bagageiros, sensores de pressão para os pneus, cavalete central e protetores para as mãos.


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ASTON MARTIN

Sustentável leveza A Aston Martin está se tornando famosa por criar alguns conversíveis de estética memorável.O último da linhagem foi apresentado esta semana: o Vanquish Volante. O novo conversível topo de linha da empresa inglesa é o primeiro com carroceria completamente feita em fibra de carbono. Assim, mesmo trazendo os reforços estruturais indispensáveis a um descapo-

Sintonia fina

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Fiat já entrou em 2014. Na mesma semana, mostrou pequenas alterações nas novas linhas da Idea e do Freemont. Esteticamente, o único que recebeu reais modificações foi o monovolume. As versões Attractive e Essence ganharam nova grade dianteira, do tipo colmeia, e alguns detalhes cromados no topo do para-choque a nas portas. Por dentro, mudanças pontuais, como nas saídas de ar. O

ar-condicionado, por sinal, passa a vir de série na Idea Attractive, que custa R$ 43.290. A Essence 1.6 recebe retrovisores elétricos e sai a R$ 45.370, enquanto a Adventure 1.8 ganha volante multifuncional e tem preço de R$ 52.400. Já o utilitário Freemont, que parece ter mudado menos, tem algumas novidades mais importantes. Na parte mecânica, o antigo câmbio automático de quatro velocidades

foi substituído por um mais moderno, com seis relações e opção de trocas sequenciais. Outro item novo é o sistema de entretenimento com GPS e tela sensível ao toque de 8,4 polegadas. Junto com as mudanças, o Freemont ficou também bem mais caro. A versão de entrada, com cinco lugares, saiu de R$ 87.160 para R$ 95 mil, enquanto a mais cara, com sete lugares, passa de R$ 93.160 para R$ 105 mil.

tável, o Volante pesa apenas 9 kg a mais que o cupê em que é baseado – são 1.844 kg no total. As melhorias de arquitetura e mecânicas fazem do Vanquish Volante um carro 14% mais rígido e com porta-malas 50% maior do que o do antecessor, o DBS Volante. Outra maneira de reduzir peso foi a adoção do teto de lona, bem mais leve que o rígido. Feito com material macio de tripla camada, ele

pode ser rebaixado ou levantado em 14 segundos. No resto, o conversível é quase idêntico ao Vanquish fechado. O motor V12 de 6.0 litros se manteve inalterado. Ele gera 573 cv e 63,2 kgfm de torque e é aliado a uma transmissão automática de seis velocidades. O belo conversível atinge os primeiros 100 km/h em 4,1 segundos e atinge 284 km/h de velocidade máxima.

F-1

Fase minimalista A temporada de 2014 da Fórmula 1 vai ser bem diferente. Por causa do novo regulamento, as equipes terão de fazer grandes mudanças em seus bólidos. A principal delas, sem dúvida, está no motor. Saem de linha os V8 aspirados de 2.4 litros para a entrada dos mais “ecológicos” V6 turbinados de 1.6 litro. A primeira fornecedora a mostrar o seu novo propulsor foi a Renault, que fornece motores para a atual

campeã Red Bull Racing, por exemplo. A grande novidade é que o conjunto mecânico passa a ser tratado praticamente como um híbrido. É que o sistema de recuperação de energia cinética, o chamado Kers, vai ganhar muito mais importância. Ele agora passa a desenvolver 160 cv, o dobro do atual, e é mais presente – não será usado só para ganhos eventuais de potência. O motor a combustão

em si ficou mais fraco. Sai de cerca 750 para 600 cv e será mais econômico. A Renault estima a queda no consumo de combustível em torno de 35%. O limite de giros caiu de 18 mil para 15 mil rpm e a injeção de combustível passa a ser direta. Vale lembrar que o uso de motores V6 turbo já foi comum na Fórmula 1. Era muito usado durante as décadas de 1970 e 1980 na categoria.


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BMW

Otimização dos lucros A BMW não parece muito interessada em manter seus preços baixos até começar a produzir Brasil. A marca alemã revelou recentemente a sua nova tabela de preços com alguns aumentos consideráveis. Agora, o modelo mais barato da linha, o 116i e seus 136 cv, custa R$ 99.950. Um acréscimo de R$ 10 mil, correspondente a 11%. A BMW justifica dizendo que

Casa nova A

Mercedes-Benz não quer ficar para trás. A Daimler, controladora da marca da estrela de três pontas, confirmou que irá construir uma nova fábrica no Brasil, assim como Audi e BMW. O anúncio foi feito durante o Salão de Frankfurt, em conferência junto à imprensa brasileira. O CEO da gigante alemã, Dieter Zetsche, afirmou que a empresa

deve se decidir ainda em 2013 sobre o local onde as instalações serão erguidas. Até então, os maiores palpites rondam entre os estados de São Paulo e Santa Catarina – este já deverá abrigar a fábrica da BMW. Para Dieter, ter uma linha de montagem no Brasil é fundamental para a participação da Mercedes-Benz no segmento compacto – que

segundo o próprio, compreende Classe A, B, o utilitário GLA e o sedã CLA. No entanto, os modelos a serem montados aqui ainda não foram confirmados. Ainda segundo o CEO, não seria lucrativo para a Mercedes-Benz importar para o Brasil carros desse segmento, que seria determinante para o crescimento da marca num mercado emergente.

TOYOTA

Marco histórico Pouco depois de apresentar a nova geração do Corolla nos Estados Unidos e Europa, a Toyota comemora a marca de 40 milhões de unidades vendidas no mundo de seu best seller. O modelo, cuja primeira geração foi lançada em 1966 no Japão, foi feito em uma fábrica construída espe-

cialmente para o então novo carro. Atualmente, o Corolla é produzido em 15 fábricas ao redor do mundo e representa um quinto de todos os carros fabricados pela marca. No Brasil, o sedã é vendido desde 1993, quando chegou importado do Japão. Apenas em 1998 ele se tornou nacio-

nal, já na fábrica da marca em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A nova geração do Corolla está marcada para chegar ao país até o primeiro semestre de 2014 e vai ter como missão principal brigar pela liderança do segmento com o "eterno rival" Honda Civic.

o carro agora está mais equipado – tem tela de 6,5 polegadas com bluetooth e farol de neblina – e também por estratégia própria de mercado. O sedã Série 3 também foi afetado. Modelo mais vendido pela fabricante por aqui, teve a sua versão de entrada ajustada de R$ 124.950 para R$ 129.950. Nesse caso, o aumento é justificado apenas pela tal "estratégia própria".

A BMW confirmou recentemente a sua fábrica no Brasil – na cidade de Araquari, em Santa Catarina. Os primeiros modelos começam a sair da linha de montagem em setembro de 2014. A marca ainda não confirmou quais carros serão feitos lá, porém, os mais cotados são os Série 1 e Série 3, exatamente os dois que sofreram os reajustes de preço mais significativos.


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TESTE

Forma e conteúdo

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O novo fôlego do Range Rover Sport vem acompanhada por uma roupagem bem moderna, inspirada no bem-sucedido SUV médio Evoque

Novo Range Rover Sport ganha visual, tecnologia e esportividade sem perder a “pegada” off-road POR EDUARDO ROCHA Autopress

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m geral, a vocação principal de cada marca aparece desde a origem, na fundação da empresa. E nela estabelece sua área de excelência. Esta prioridade pode ser o conforto, a esportividade, o luxo ou, ao contrário, o baixo custo – que redunda em popularidade. No caso dos veículos da Land Rover, o espírito aventureiro é o traço de personalidade indelével. Mesmo que fique aparentemente submerso sob uma grande dose de requinte e tecnologia, como acontece com a linha de luxo da marca, a Range Rover. No caso da segunda geração do Range Rover Sport, além do requinte intrínseco à linha, muito da tecnologia adotada foi no sentido de ampliar a capacidade de enfrentar o asfalto. Isso sem fugir à tradição. O utilitário esportivo desembarca no último trimestre deste ano no Brasil trazendo recursos também impressionantes para a prática do “off-road”. Na verdade, um novo conceito construtivo foi o principal responsável por esta melhora de desempenho tanto da estrada quanto fora dela. O objetivo da engenharia

da marca foi reduzir o peso ao máximo. Para isso, o novo Range Rover Sport ganhou carroceria em alumínio e recebeu a mesma plataforna do Range Rover Vogue, também em alumínio. Braços de suspensão e várias partes dos motores também passaram a utilizar materiais mais leves. No modelo 3.0 V6 turbodiesel, a iniciativa foi extremamente efetiva e a perda de peso em relação ao antecessor foi de espantosos 420 kg – o mesmo que cinco passageiros bem robustos. No caso da versão 5.0 V8 a gasolina, a redução da massa foi menor, mas também expressiva, de 179 kg. Apenas por esta dieta, o desempenho do SUV evoluiu substancialmente. Com os mesmos 510 cv, o modelo com propulsor V8 cumpre o zero a 100 km/h em 5,3 segundos, contra 6,2 s do antecessor. No caso do propulsor diesel, o desempenho é melhorado ainda por um ganho de potência. Passou de 256 cv para 292 cv na nova geração e o tempo do zero a 100 km/h caiu de 8,9 segundos para 6,9 s. A nova geração ainda vai dispor de um terceiro propulsor, 3.0 V6 a gasolina, de 340 cv, que deve equipar uma nova versão de “entrada”, que vai a 100 km/h partindo da inércia em

bons 7,0 segundos. No gerenciamento dessa maior disposição, a Land Rover injetou uma quantidade avassaladora de controles eletrônicos dinâmicos no Range Rover Sport. O Terrain Response de segunda geração é capaz de ler e adaptar o modelo às condições de rodagem, alterando a distribuição de potência nas rodas e atuando sobre a suspensão pneumática. O sistema tem um ajuste especificamente para a pista, que faz a marca afirmar que este é o Land Rover que melhor se comporta no asfalto já feito. Muitos desses recursos ajudam também no fora-de-estrada, como o diferencial traseiro com controle eletrônico, que faz a leitura para fazer uma distribuição mais inteligente do torque. Especificamente para o off-road, o Range Sport ganhou um leitor de profundidade, que mostra na tela de LCD do console central em que ponto do veículo está a linha d’água. Junto com esse leitor, houve um bom aumento na capacidade de submersão, que passou de 70 para 85 cm. O novo fôlego do Range Rover Sport vem acompanhada por uma roupagem bem moderna, inspirada no bem-sucedido SUV médio Evoque. O desenho da pri-

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3.0 V6 420 kg 6,9 s motor turbodiesel

mais leve que seu antecessor

0 a 100 km/h em menos de 7 segundos

meira geração ressaltava principalmente a robustez do modelo, com uma frente reta e volumosa e a traseira truncada. Agora, as linhas exaltam a esportividade, com a parte frontal mais angulosa e o para-brisa bem inclinado. O conjunto ótico esticado nas laterais em direção ao para-lamas acentua a ideia de velocidade. As colunas em preto reduzem visualmente os 1,78 metro da altura do modelo. Como no Evoque, o novo Sport oferece combinações de cores diferentes para o teto e a carroceria. Os preços para o Brasil ainda não estão definidos, mas não devem se afastar muito dos atualmente praticados. E que vão de R$ 340 mil, para o modelo diesel, a R$ 440, para o V8 a gasolina completo.

FICHA TÉCNICA

Land Rover Range Rover Sport › MOTORES: 3.0 diesel: Diesel,

dianteiro, longitudinal, 2.993 cm3, biturbo, seis cilindros em “V”, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção Common Rail e acelerador eletrônico. › POTÊNCIA máxima: 292 cv a 4 mil rpm. › TORQUE máximo: 61,2 kgfm a 2 mil rpm. › ACELERAÇÃO de zero a 100 km/h: 7,2 segundos. › VELOCIDADE máxima: 210 km/h. › DIÂMETRO e curso: 84,0 mm X 90,0 mm. Taxa de compressão: 16,1:1. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático com oito marchas à frente e uma a ré. Tração permanente nas quatro rodas com diferencial central e traseiro blocantes. Oferece controle eletrônico de tração. › SUSPENSÃO: Dianteira do tipo double wishbone com dois braços inferiores e molas pneumáticas. Traseira independente do tipo multilink com molas pneumáticas. Oferece controles eletrônicos de altura e de estabilidade. › PNEUS: 275/45 R21. › FREIOS: Discos ventilados na frente e atrás. Assistidos por ABS, ETC, DSC, HDC, EBD e EBA. › CARROCERIA: Utilitário esportivo em monobloco de alumínio com quarto portas e cinco lugares. Com 4,85 metros de comprimento, 1,98 m de largura, 1,78 m de altura e

2,92 m de distância entre-eixos. Tem airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para motorista e passageiro. › PESOS: › 3.0 diesel: 2.115 kg › CAPACIDADE do porta-malas: 784 litros. › TANQUE de combustível: 105 litros. › ALTURA mínima do solo: 20,0 cm (26,5 cm no modo off-road). › ÂNGULO de ataque: 25,8º (31º no modo off-road). › ÂNGULO de saída: 26,4º (30,9º no modo off-road). › CAPACIDADE de imersão: 85 cm. › PRODUÇÃO: Solihull, Inglaterra. › LANÇAMENTO da atual geração: 2013. › ITENS de série: Ar-condicionado de duas zonas (três na topo V8), direção assistida, trio elétrico, bancos com ajuste elétrico, memória e aquecimento, cruise control, sensor de luminosidade e de chuva, sistema de auxílio de funcionamento off-road automático, medidor de profundidade, sistema de som Meridian com 29 altofalantes, tela central sensível ao toque, GPS, monitoramento de ponto cego, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho, faróis de xenon, rádio/CD/DVD/ MP3/USB/iPod/Bluetooth, câmara de ré, duas telas adicionais atrás dos bancos dianteiros, ABS, ETC, DSC, HDC, EBD e EBA. › PREÇO estimado Entre R$ 340 mil e R$ 440 mil.


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VITRINE

Riqueza de detalhes

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A Citroën elegeu a C4 Grand Picasso para estrear um novo motor diesel. Trata-se de um 2.0 litro BlueHDI, já em conformidade com as normas antipoluição Euro 6 – que entrará em vigor somente em setembro de 2014 na Europa. Ele produz 150 cv e, quando aliado à transmissão automática de seis marchas e rodar até 23,8 km/l de diesel

Na Alemanha, nova geração do Citroën C4 Grand Picasso se apresenta e mostra um aprimoramento generalizado POR CARLO VALENTE Autopress

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o lançar a nova geração das minivans C4 Picasso e C4 Grand Picasso, a Citroën promoveu uma evolução substancial nos dois modelos. A gama familiar francesa adotou uma nova plataforma modular – a EMP2, compartilhada com a segunda geração do Peugeot 308 –, cresceu em tamanho e ganhou tecnologia, com mais “gadgets” no interior do que nunca. Pouco depois da variante com cinco lugares, a maior, que ganha o prefixo Grand, acaba de ser lançada na Europa para substituir a geração anterior. A missão é se colocar frente a concorrentes de peso, como Kia Carens, Opel Zafira Tourer e Ford S-Max. Com 4,59 metros de comprimento – o mesmo que a geração anterior –, a nova Grand Picasso é 17 cm maior que a versão de cinco lugares, da qual se destingue não apenas pelo tamanho. Para completar o visual quase futurista, o modelo maior tem arcos – que formam os bagageiros de teto – pintados em cinza e que terminam envolvendo a última janela lateral, como uma grande letra “C”. Além disso, as lanternas traseiras também são no forma-

to da terceira letra do alfabeto e se destacam, num conjunto bastante moderno. A enorme área envidraçada, assim como a menor altura da carroceria, completam o visual robusto e muito elegante. Na frente, o vinco que atravessa a dianteira e forma o emblema da marca entre capô e grade dianteira domina a vista e também agrupa os filetes de leds diurnos. Os faróis são separados e ficam em posição mais baixa. Sob o capô, mais novidades. A Citroën elegeu a C4 Grand Picasso para estrear um novo motor diesel. Trata-se de um 2.0 litro BlueHDI, já em conformidade com as normas antipoluição Euro 6 – que entrará em vigor somente em setembro de 2014 na Europa. Ele produz 150 cv e, quando aliado à transmissão automática de seis marchas, pode emitir somente 110 g/km de CO2 e rodar até 23,8 km/l de diesel. Para conter as emissões, o propulsor utiliza o sistema SCR, de redução catalítica dos gases emitidos, semelhante ao já visto em caminhões e ônibus. O restante da gama é composta pelo conhecido 1.6 litro a gasolina com variantes de 120 cv e 155 cv – esta última turbinada. Há ainda outros dois diesel, com 90 cv e 115 cv. O mais fraco é acoplado a um câmbio automatizado de seis

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marchas para produzir 98 g/ km de CO2 e ser isento de taxas para circulação em alguns centros urbanos europeus. O interior também foi totalmente revisto e tem elementos trazidos de outros Citroën recentes. O volante de quatro raios – que abandonou o miolo fixo da geração anterior – concentra boa parte dos comandos do sistema de entretenimento e computador de bordo. Mas o destaque são as duas telas coloridas na parte central do painel. A maior, com 12 polegadas, fica no alto da peça, permite uma infinidade de configurações e exibe informações como velocímetro e GPS. A segunda, de 7 polegadas e sensível ao toque, substitui todos os controles tradicionais para itens como som e ar-condicionado e tem apenas sete botões sensitivos nas bordas – que são atalhos rápidos para as funções mais usadas. As versões mais completas

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2.0 litro 150 cv 23,8 km/l BlueHDI motor a diesel

de potência máxima

pode emitir somente 110 g/km de CO2 e rodar até 23,8 km/l de diesel

ainda trazem mimos como tampa do porta-malas acionada eletricamente, assistente de estacionamento e o sistema 360 Vision, composto por quatro câmeras que monitoram os arredores da minivan, vigiam pontos-cegos e ajudam no estacionamento. Os preços começam nos 24 mil euros – cerca de R$ 71 mil – para a C4 Grand Picasso Attraction com motor a gasolina e seguem até os 36.770 euros – R$ 110 mil – para a versão Exclusive com o novo motor BlueHDI e câmbio automático. A Citroën brasileira ainda não confirma a chegada do modelo. Mas, como a atual versão vendida aqui é importada da fábrica espanhola de Vigo, a gama não deve demorar a ser atualizada.

FICHA TÉCNICA

C4 Grand Picasso BlueHDI 2.0 › MOTOR: Diesel, dianteiro,

transversal, 1.997 cm3, quatro cilindros em linha, turbo, quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. › POTÊNCIA máxima: 150 cv a 4 mil rpm. › TORQUE máximo: 37,0 kgfm a 2 mil rpm. › VELOCIDADE máxima: 210 km/h. › ACELERAÇÃO de zero a 100 km/h: 9,8 segundos. › DIÂMETRO e curso: 85,0 mm X 88,0 mm. Taxa de compressão: 16,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson e braço de alumínio e traseira com eixo rígido e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade. › PNEUS: 205/60 R16. › FREIOS: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Ofere-

ce ABS com EBD de série.

› CARROCERIA: Minivan em

monobloco com quatro portas e sete lugares. Com 4,59 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,64 m de altura e 2,84 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.. › PESO: 1.310 kg. › CAPACIDADE do porta-malas: 645 litros. › TANQUE de combustível: 55 litros. › PRODUÇÃO: Vigo, Espanha. › ITENS de série: Ar-condicionado automático dual-zone, direção elétrica, trio elétrico, airbag frontal, lateral e de cortina, sensores de estacionamento, câmara de ré, freios ABS com EBD, controle de estabilidade, volante multifuncional, bancos dianteiros com ajuste elétrico e massageador, sensor de ponto cego, park assist, luzes diurnas de led, central multimídia com tela de sete polegadas sensível ao toque, rádio/CD/MP3/ SD/USB/AUX/Bluetooth. › PREÇO na Europa: 36.150 euros – cerca de R$ 108 mil.

Perfume francês Ao entrar na nova geração do Grand C4 Picasso, o interior impressiona pela modularidade. Tudo se move e se encaixa em posições diferentes. A segunda fileira de bancos é composta por três assentos individuais que podem ser deslizados para frente ou para trás conforme o tamanho de cada ocupante – também beneficiados pelo entre-eixos maior, de 2,84 m. Na terceira fila, o espaço é menor, mas ainda assim, dois adultos podem fazer uma curta viagem sem problemas. Há espaço para todos, ainda que os ocupantes dos assentos laterais traseiros possam sofrer com a curvatura da carroceria, que invade parte do espaço para ombros e cabeça.

Em movimento, a suspensão consegue realizar um bom trabalho entre absorver as irregularidades do asfalto e ainda entregar um comportamento dinâmico convincente. O nível de conforto é elevado, mesmo em alta velocidade – foi possível atingir cerca de 210 km/h nos trechos sem limite de velocidade das auto-estradas alemãs. O isolamento acústico é muito eficiente, e mesmo a tal velocidade, é possível manter uma conversa sem elevar o tom de voz. No entanto, a altura maior da minivan cobra seu preço e ela balança um pouco sob a ação de ventos laterais. O painel, com dois mostradores digitais grandes, é bonito,

mas demanda um certo tempo para se acostumar – principalmente pela posição central de ambos. Visualizar informações mais básicas, como velocidade e direções do navegador por GPS, pode ser mais difícil num primeiro momento com o carro. O novo motor diesel BlueHDI de 2.0 litros e 150 cv é brilhante, com muita suavidade no funcionamento, força em baixas rotações e consumo relativamente comedido. Nos 250 km percorridos entre Munique e Berchtesgaden, no Sul da Alemanha, a minivan consumiu 15,6 km/l de diesel. Uma boa marca, mas bem menos que os 23,8 km/l anunciados pela Citroën.


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VITRINE

Narcisismo radical

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Por fora, o Tiguan R-Line apresenta rodas de liga leve de 18 polegadas, para-choques exclusivos e aerofólio. No interior, o banco do motorista é aquecível e recebe regulagem elétrica, além de ajuste lombar

Volkswagen coloca kit estético no Tiguan, mas preço elevado da versão R-Line impressiona mais POR MICHAEL FIGUEREDO Autopress

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mercado de utilitários no Brasil sempre foi mais ligado à aparência do que à aptidão off-road. Instigar o desejo do consumidor por uma vida fora da estrada oferece muito mais retorno para as fabricantes do ponto de vista mercadológico. E, no caso do Tiguan R-Line, a Volkswagen encontrou uma maneira de apostar tanto no lado utilitário quanto no esportivo. O carro oferece tração nas quatro rodas, como a versão normal, mas tem indícios de esportividade – ao menos, visuais – ressaltados por adereços que vão desde inserções do logotipo da linha até rodas de liga leve de 18 polegadas e aerofólio traseiro. A agressividade, no entanto, não chegou ao trem de força. A parte mecânica é a mesma do Tiguan "convencional". Porém, enquanto o competente motor TSFI 2.0 turbo e a transmissão automática de seis velocidades formam um conjunto atraente, os quase R$ 150 mil cobrados pelo modelo não ajudam a torná-lo sedutor.

O Tiguan R-Line é um carro caro. Só para inserir o pacote, é preciso acrescentar R$ 20.065 ao preço inicial do Tiguan mais simples. Assim, o modelo parte dos R$ 132.250, valor muito distante até do preço do rival mais caro, o Honda CRV de topo, que parte dos R$ 114.900, e R$ 34 mil a mais que o Hyundai iX35, por exemplo. O mais agravante é que, mesmo nessa faixa de preço, não oferece nada de tão exclusivo. A lista de equipamentos de série traz todo o trivial do segmento. Para piorar, equipamentos que poderiam se traduzir em importantes diferenciais – como o teto solar panorâmico e o Park Assist, por exemplo – são instalados como opcionais que deixam o preço em elevados R$ 148.660. Por fora, o Tiguan R-Line apresenta rodas de liga leve de 18 polegadas, para-choques exclusivos e aerofólio. No interior, o banco do motorista é aquecível e recebe regulagem elétrica, além de ajuste lombar. O volante é diferente, mais esportivo, e os pedais são de alumínio. As soleiras das portas são personalizadas com o logotipo R-Line, a exemplo dos

bancos e da grade frontal. O restante é o mesmo oferecido no modelo base. Estão preservados ar-condicionado de duas zonas, airbags frontais, laterais e de cortina, rádio com tela touchscreen, freio de estacionamento elétrico, trio elétrico, sensores de chuva e luminosidade e detector de fadiga. Mesmo sem qualquer alteração, um dos pontos positivos do Tiguan R-Line continua sendo o trem de força. O TSFI 2.0 de quatro cilindros com turbocompressor produz satisfatórios 200 cv a 5.100 rpm. O propulsor descarrega nas quatro rodas um torque de 28,5 kgfm, que é disponibilizado na ampla faixa dos 1.700

NÚMEROS

TSFI 2.0 motor de 4 cilindros com turbocompressor

200 cv 28,5 kgfm de potência máxima

de torque máximo

rpm aos 5 mil giros. O conjunto é acoplado a uma transmissão automática de seis velocidades. A composição leva os 1.585 kg do Tiguan partirem do zero até os 100 km/h em 8,5 segundos. A velocidade máxima é de 207 km/h. Mesmo em um dos segmentos mais crescentes do país, o valor cobrado ainda é determinante para a composição do mercado. Mais caro de todos os competidores, o Tiguan tem emplacado uma média mensal de 480 unidades – mix que engloba as versões convencional e R-Line somadas. O topo do ranking é ocupado pelo Hyundai IX35, com uma média de 890 unidades por mês – quase o dobro do utilitário da Volkswagen.

FICHA TÉCNICA

Volkswagen Tiguan R-Line › MOTOR: Gasolina, dianteiro,

transversal, 1.984 cm3, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível, acelerador eletrônico e turbocompressor com intercooler. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático sequencial de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração integral. Oferece controle eletrônico de tração. › POTÊNCIA máxima: 200 cv a 5.100 rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 8,5 segundos. › VELOCIDADE máxima: 207 km/h. › TORQUE máximo: 28,5 kgfm entre 1.700 rpm e 5 mil giros. › DIÂMETRO e curso: 82,5 mm x 92,8 mm. Taxa de compressão: 9.8:1. › SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo Fourlink, com braços sobrepostos, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade de série. › PNEUS: 235/50 R18. › FREIOS: A discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS e EBD. › CARROCERIA: Utilitário esportivo médio em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. Com 4,42 metros

de comprimento, 1,81 m de largura, 1,66 m de altura e 2,60 m de entre-eixos. Oferece airbags duplos frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina. › PESO: 1.585 kg com 645 kg de carga útil. › CAPACIDADE do porta-malas: 470 litros. › TANQUE de combustível: 63,5 litros. › PRODUÇÃO: Wolfsburg, Alemanha. › LANÇAMENTO mundial: 2007 › LANÇAMENTO no Brasil: 2009. › REESTILIZAÇÃO: 2011. › ITENS de série: Ar-condicionado de duas zonas, airbags frontais, laterais e de cortina, ABS, EBD, controle de estabilidade e de tração, rádio com tela touchscreen, freio de estacionamento elétrico, trio elétrico, sensor de chuva e luminosidade, bancos dianteiros aquecíveis, ajuste de altura e apoio lombar elétricos no banco do motorista, aerofólio traseiro, volante multifuncional com espátulas de comando de marchas, display colorido do computador de bordo, conexão Bluetooth e para iPod no rádio, detector de fadiga, rodas de liga leve de 18 polegadas com dispositivo antifurto, pedais de aço inoxidável. › PREÇO: R$ 132 mil. › OPCIONAIS: Partida por botão, Park Assist, GPS, faróis bi-xenon com led, bancos de couro, ajuste elétrico do banco para o motorista e teto solar panorâmico. › PREÇO completo: R$ 148.660.

Dinâmica dos números Não houve qualquer alteração mecânica no Tiguan R-Line. Mas os adereços, por mais simples que sejam, criam uma atmosfera que inspira a acelerar um pouco mais. E os 200 cv do motor não decepcionam. O torque, sempre de prontidão, aparece já desde as 1.700 rpm, o que garante grande vigor nas arrancadas, e mantém o utilitário alemão sempre "acordado" para retomadas, já que permanece presente na longa faixa até as 5 mil rpm. A transmissão também realiza bom trabalho e não deixa espaços entre as trocas. O acerto da suspensão do Tiguan R-Line – rigorosamente o mesmo da versão convencional

– garante notável estabilidade, mesmo quando se trafega em alta velocidade. Em áreas sinuosas o utilitário se mantém o tempo inteiro sob controle e nem mesmo a estatura elevada atrapalha. A tração nas quatro rodas também favorece a neutralidade do SUV nas curvas. E apesar do ajuste, o conforto não foi prejudicado. A "buraqueira" enfrentada diariamente por qualquer motorista brasileiro é bem assimilada pela suspensão. Comportamento dinâmico à parte, a vida dentro do Tiguan R-Line é interessante. O teto solar panorâmico deixa o ambiente bastante agradável e a ergonomia é favorecida pelos

diversos ajustes elétricos de altura, distância e da lombar oferecidos pelo banco, além da possibilidade de regular o volante em altura e profundidade – manualmente. O já conhecido Park Assist da Volkswagen é outro item de conveniência que melhora muito a relação com o carro. O dispositivo – opcional – identifica vagas e estaciona o carro com precisão sem qualquer necessidade de interação do motorista com o volante. E a direção eletronicamente assistida é leve nas manobras e firme em velocidades elevadas. Sustos mesmo, só ao olhar a etiqueta de preço, demasiadamente exagerada para o segmento e para o produto.


MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2013

Automóveis 11

VITRINE

DIVULGAÇÃO

Sede de modernidade

Harley-Davidson mostra linha 2014 com motor mais sofisticado e arrefecido a líquido para motos “touring” POR MICHAEL FIGUEREDO AUTO PRESS

A

Harley-Davidson é a marca mais tradicional da indústria de duas rodas. Isso, porém, não significa que deva ficar presa ao passado. Desde que seja com o aval dos consumidores/fãs, é claro. A linha 2014 da marca de Milwaukee foi, segundo a própria fabricante, desenvolvida com base em opiniões de clientes através do chamado Project Rushmore – ação na qual profissionais da marca foram para a estrada ouvir motociclistas sobre o que poderia ser melhorado nas motos. Os modelos até passaram por alguma atualização estética. Mas entre as principais novidades está a adoção do arrefecimento líquido em parte do motor. Em 110 anos de história, a casa norte-americana sempre utilizou propulsores com refrigeração totalmente a ar. O sistema mis-

to foi adotado em dois modelos da linha touring – o triciclo Tri Glide Ultra e a CVO Limited –, que devem ser vendidos no Brasil junto com as novas CVO Breakout e XL 1200X Forty-Eight. O novo motor com o sistema de refrigeração mista é o TwinCooled High Output Twin Cam 103, com 1.690 cilindradas. A principal diferença para o já conhecido propulsor Twin Cam 103 está no que a empresa chama de “refrigeração líquida de precisão”, mecanismo através do qual o arrefecimento ocorre diretamente nos cabeçotes. Segundo a Harley-Davidson, com o novo sistema, o motor rende 10,7% mais torque do que a versão refrigerada somente a ar. A linha 2014 também apresenta mudanças que vão do design à tecnologia embarcada. As motos influenciadas pelo Project Rushmore passam a oferecer sistema multimídia com tela sensível ao toque e reconhecimento de voz

com rádio, GPS e conectividade Bluetooth. As estradeiras têm ainda alterações visuais na proteção dianteira, uma das características mais marcantes dos modelos, chamada de “asa de morcego”. De acordo com a fabricante, o formato diminui a turbulência na cabeça do motociclista. O motor deve chegar ao Brasil com o Tri Glide Ultra, que fará sua estreia no país em 2014. O triciclo, derivado da linha touring da Harley-Davidson, também foi alvo das melhorias e, além do propulsor, ganhou novo sistema de embreagem hidráulica, para dar maior suavidade nas trocas de marchas. O modelo, de 2,67 metros de comprimento e 535 kg, é impulsionado pelos 14,6 kgfm de torque do motor, entregues às 3.500 rpm. A família de estradeiras equipadas com o novo propulsor e que recebe todo o “upgrade” resultante da pesquisa da marca conta ainda

com a CVO Limited, também cotada para o mercado nacional, e CVO Ultra Limited. A linha “sportster” da marca no Brasil, apesar de não ter mudanças em relação à motorização, também terá novidades em 2014. Trata-se da FortyEight, que deve chegar ao país no próximo ano, e mostra que a fabricante, apesar de buscar modernizar a parte mecânica, ainda se inspira no passado. O modelo, lançado nos Estados Unidos em 2010, é influenciado pelas motos das décadas de 1930 e 1940, que tinham rodas mais largas, e traz pneus de 130 mm na dianteira e 150 na tra-

seira. O aspecto “retrô” é realçado pelos paralamas curtos e o clássico tanque de combustível. Outra moto inspirada em modelos antigos e que também deve vir ao país é a CVO Breakout. Lançada neste ano, a “softail” é empurrada pelo enorme motor de dois cilindros em “V” Screamin’ Eagle Twin Cam 110B de 1.803 cc e torque de 15,5 kgfm a 3.500 rpm e conta com piloto automático e freios ABS. As outras motos atualizadas após a pesquisa nas estradas foram as estradeiras Road King e Electra Glide Ultra Classic. Ambas receberam alterações na suspensão que aumenta o

diâmetro dos amortecedores dianteiros. O item passa de 43,1 mm para 49 mm – 14% a mais. As duas mantêm o motor Twin Cam 103, arrefecido somente a ar, mas contam com o novo sistema de embreagem. O freio ABS com EBD é de série na Electra Glide Ultra Classic, mas aparece apenas como opcional na Road King. A Harley-Davidson aproveitou a apresentação da linha 2014 e confirmou algumas baixas pra o ano que vem. A XR 1200X e as versões Limited da Sportster XL 1200C Custom – CA e CB – sairão de linha em 2014 em todos os mercados onde a marca atua.


12 Automóveis

MACAÉ, QUARTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2013


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