MACAÉ (RJ), QUARTA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2014 • ANO XXXVII • Nº 8343 • FUNDADOR/DIRETOR: OSCAR PIRES • NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE
C4 Lounge: percepção de requinte Imagem sofisticada do C4 Lounge anima as vendas da Citroën entre os sedãs médios Pág. 5 VITRINE
AUTOMUNDO
DIVULGAÇÃO
Amplo espectro Salão de Genebra vira palco de grandes lançamentos mundiais com apostas em vários segmentos
O
s grandes motorshows internacionais formam uma espécie de Grand Slam do automóvel. E, como nos torneios de tênis, cada um deles valoriza determinada área de
excelência. O Salão de Detroit seria o Australian Open: é o que inicia os trabalhos a cada ano. O Salão de Tóquio é como o US Open, menos tradicional. O charme da dobradinha Paris/Frankfurt seria,
analogamente, o Torneio de Rolland Garros, que é o de maior repercussão. Já a grama sagrada de Wimbledon, na Inglaterra, é comparável ao Salão de Genebra: são antigos e fleugmáticos. Pág. 8
DIVULGAÇÃO
Chegou a nova geração do Corolla
Novo Corolla chega para disputar a liderança do segmento. Modelo vem equipado com câmbio CVT e visual renovado Pág. 11
2 Automóveis
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AUTOTAL
DUCATI
Mais diabólico A fabricante de motocicletas italiana Ducati pegou carona no Salão de Genebra para mostrar uma nova versão do modelo Diavel. A Diavel Carbon traz farol com led em formato mais arredondado e o assento sofreu alterações para melhor acomodação do piloto. Outra diferença está
nos defletores que cobrem o radiador, que tiveram suas entradas de ar redesenhadas, e o novo sistema de escape é o da moda, assinado pela empresa eslovena Akrapovic. O motor dois cilindros, Testastretta 11º, de 1.198 cc, continua a entregar 162 cv, mas agora a 9.250 rpm – antes a
potência máxima aparecia aos 9.500 giros. A Ducati, que é controlada pela Audi, melhorou a entrega de torque, que foi de 13 para 13,3 kgfm, nas mesmas 8 mil rotações. A expectativa é de que a linha 2015 já esteja disponível no Brasil antes do segundo semestre.
VOLVO
Renegade confirmado A
Fiat-Chrysler admitiu no Salão de Genebra que o Jeep Renegade será o primeiro modelo a ser produzido na fábrica que a Fiat já ergue em Goiana, Pernambuco. O SUV compacto chegará ao mercado nacional em 2015 e usa a mesma plataforma dos modelos 500L, 500X – ainda inédito – e Punto europeu, da Fiat. Com isso, é possível que a minivan e o
crossover também entrem em produção no país. O modelo de entrada da Jeep vai enfrentar, no Brasil, Ford EcoSport, Renault Duster e Chevrolet Tracker. Com 4,23 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 2,57 m de entreeixos e porta-malas de 350 litros, o Renegade será produzido inicialmente na Itália. Ano que vem, será a vez da fábrica em Pernambuco e em 2016
Aventuras em série
será feito na China. O modelo traz algumas novas soluções mecânicas, como o Jeep Active Drive Low. O sistema funciona como se fosse uma tração reduzida e será de série. O modelo também terá uma versão com câmbio de nove marchas. Serão 16 combinações de propulsores e transmissões para atender todos os mercados – no total, o carro vai para mais de 100 países.
Depois de trazer para o Brasil o V40 em junho do ano passado, a Volvo agora desembarca aqui a versão aventureira do hatch alongado. Com o nome Cross Country, o carro chega ainda neste mês e as principais diferenças em relação ao V40 “normal” são a altura para o solo – 4 cm a mais –, apliques de plástico sem pintura pela carroceria, rack no teto, grade no formato de colmeia e rodas exclusivas. A motorização deve ser a mesma que empurra o V40 por aqui. Ou seja, um motor 2.0 turbo cinco cilindros em linha. Ele gera 180 cv de potência a 5 mil rpm
e um generoso torque de 30,6 kgfm disponível entre 2.700 e 4 mil rotações. Aliado ao
propulsor estará uma transmissão automática de seis marchas.
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Automóveis 3
4 Automóveis
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AUTOTAL
Quase normal A
Nissan apresentou em Genebra a primeira reestilização do seu crossover Juke. O modelo está cotado para chegar ao Brasil no final do ano. No face-lift, o carro manteve o visual “exótico”. A principal diferença está no conjunto ótico dianteiro, que agora invade o capô do carro. Grade, rodas e
para-choques também foram redesenhados. As lanternas receberam novas lentes. Além do visual, a versão de entrada do Juke agora está de motor novo. O antigo 1.6 litro, de 117 cv, deu lugar ao 1.2 litro turbo, de 115 cv. Segundo a fabricante japonesa, o novo propulsor é mais econômico que o de maior cilindrada e
faz 18,2 km/l. Já o mais potente, 1.6 litro DIG-T, de 190 cv, foi retrabalhado e ganhou taxa de compressão maior e novas tecnologias de baixa fricção, para entregar os seus 24,4 kgfm de torque a apenas 2 mil rpm. A Nissan afirma ainda que a tração integral do modelo também foi aperfeiçoada e recebeu o câmbio CVT.
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Automóveis 5 O Citroën C4 Lounge chama a atenção nas ruas. Entre os sedãs médios, é um dos que mais esbanja beleza por onde passa. E o mesmo pode se dizer de sua cabine, que recebe um revestimento emborrachado luxuoso. Mesmo o volante de grandes dimensões, que causa certo estranhamento à primeira vista, tem seu charme. E não prejudica a busca pela melhor ergonomia em função da eficiente regulagem de altura e profundidade
AUTOPERFIL
DIVULGAÇÃO
Percepção de requinte Imagem sofisticada do C4 Lounge anima as vendas da Citroën entre os sedãs médios Por Márcio Maio Autopress
A
concorrência entre os sedãs médios é das mais acirradas no mercado brasileiro. Foi exatamente para recuperar a boa fatia que tinha neste segmento que a Citroën lançou, em agosto último, o C4 Lounge. Na época, sua função era reconquistar as vendas do antecessor C4 Pallas nos áureos tempos das 1.200 unidades mensais, no final da década passada, e ainda acrescentar 25% ao total. A realidade, porém, teima em desmentir projeções. O sedã da marca francesa tem cumprido a média de 900 emplacamentos por mês. Melhor que as 500 unidades do antecessor no fim de vida, mas longe das 1.500 previstas. Do total entregue até agora, 57% tem motorização 2.0 16V. Em toda a linha, a versão Tendance responde por 49%, a top Exclusive responde por outros 49% e para a básica Origine sobram apenas 2%. Esse desequilíbrio entre as versões, a favor das mais luxuosas, tem um bom motivo: os modelos Citroën são vistos no Brasil como sofisticados. Foi essa imagem, inclusive, que sustentou o mercado para o extinto Pallas. Nesse ponto, o Lounge cumpre muito bem o papel sucessório, com a vantagem de ter um desenho bem mais equilibrado. No total, o modelo atual é 15 cm menor, mas mantém a mesma distância entre-eixos, de 2,71 metros. A frente ostenta a identidade visual global da marca usada atualmente, com grade emoldurada por frisos cromados que desenham, ao
centro, os “chevrons” do logotipo da Citroën. Vincos bem pronunciados no capô e nas laterais empregam ao carro um toque mais agressivo e, ao mesmo tempo, imponente. Na frente, luzes diurnas de led formam um “L”, enquanto a traseira ostenta lanternas bipartidas com filetes de leds ligadas por um friso cromado. Tudo bem requintado. Assim como o exterior, o interior do C4 Lounge também chama atenção pela beleza. O painel de todas as suas versões traz um material emborrachado similar usado no luxuoso hatch premium DS4. Mas além da estética refinada e do acabamento esmerado, faltam motivações tecnológicas para elevar o valor do carro a quase R$ 70 mil. Há apenas dois airbags frontais e o rádio, apesar de contar com CD player, MP3 e Bluetooth, tem um aspecto simples demais, sem muito charme. Destaca-se o ar-condicionado dual zone com saídas traseiras. O motor é o robusto 2.0 16V flex que animava o Pallas e que empurra a versão Allure do sedã Peugeot 408. O propulsor entrega 143 cv abastecido com gasolina e 151 cv com etanol no tanque. E tem seu torque máximo em 20,2 kgfm e 21,7 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil rpm. O trem de força se completa com a transmissão manual de cinco ou automática de seis marchas, bem superior à utilizada no C4 Pallas, que tinha apenas quatro velocidades. Sem opcionais disponíveis, o C4 Lounge Tendance Auto 6 tem preço de R$ 68.990. O francês encontra como principais concorrentes justamente os
conterrâneos, em função da proximidade de preços. O 408 Allure automático custa R$ 67.990, enquanto o Renault Fluence sai a R$ 69.899 na versão Dynamique 2.0 CVT. Mesmo assim, a liderança no segmento de sedãs médios ainda está nas mãos de Honda Civic e Toyota Corolla, que têm preços bem mais elevados e motores mais fracos. Na sequência do ranking, vem o Chevrolet Cruze – nas três primeiras posições estão os sedãs médios “made in Brazil”.
NÚMEROS
e 7,9 km/l e 11,2 km/l com etanol e gasolina em ciclo rodoviário. Nota 5. › CONFORTO – O carro é bastante silencioso, mesmo em velocidade mais altas. A suspensão, apesar de firme, absorve razoavelmente os impactos provocados pela baixa qualidade das vias nacionais. Os bancos até são agradáveis para viagens longas, mas o lugar para o quinto passageiro não é dos mais ergonômicos. Nota 8. › TECNOLOGIA – O C4 Lounge é feito sobre a plataforma da segunda geração do C4 hatch francês, lançado na Europa em 2010. Trata-se de uma evolução da base usada no primeiro C4 e ainda é razoavelmente moderna. Já o motor é
robusto, porém antigo – já nem é utilizado na Europa. Além disso, não há maiores recursos tecnológicos no modelo. Nota 7. › HABITABILIDADE – Com portas grandes e bom ângulo de abertura, a entrada no sedã é fácil mesmo para ocupantes acima de 1,85 m. O espaço interno é generoso e o porta-malas tem boa capacidade de 450 litros. Falta uma quantidade maior de porta-objetos. O espaço abaixo do apoia-braço dianteiro é pequeno, assim como o localizado à frente do câmbio. Nota 8. › ACABAMENTO – A cabine causa boa impressão. O painel é revestido com material emborrachado e o tecido das portas tem um toque suave. Os materiais plás-
2.0 16v 151 cv
O motor é o robusto 2.0 16V flex
143 cv abastecido com gasolina e 151 cv com etanol
21,7 kgfm torque máximo com etanol
Ponto a ponto › DESEMPENHO – Os 143/151 cv
com gasolina e etanol gerados pelo motor 2.0 se mostram justos na hora de mover os 1.489 kg do C4 Lounge. A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em bons 9,6 segundos (8,9 s na versão com câmbio manual) e a velocidade máxima é de 208 km/h. As arrancadas são bem eficientes, mas as retomadas nem tanto. Mesmo pequeno, há um “delay” perceptível entre as pisadas no acelerador e as respostas do câmbio que aparece principalmente nas ultrapassagens. Nota 7. › ESTABILIDADE – A suspensão do C4 Lounge é firme e gerencia bem os movimentos da carroceria. Mesmo sem controle eletrô-
nico de estabilidade, o carro não decepciona nas curvas quando está em velocidade de cruzeiro. O conjunto eficiente transmite segurança na estrada. Nota 8. › INTERATIVIDADE – Os comandos essenciais são bem posicionados e têm leitura clara. O volante multifuncional chama atenção pelo tamanho exagerado, mas não chega a prejudicar a direção. Até passa a impressão de se tratar de um carro com proporções maiores que as reais. Nota 7. › CONSUMO – O InMetro classificou o Citroën C4 Lounge Tendance com câmbio automático como “D” tanto em sua categoria quanto na listagem geral, com média de 5,7 km/l e 8,3 km/l na cidade com etanol e gasolina
FICHA TÉCNICA
C4 Lounge 2.0 Auto6 Tendance › MOTOR 2.0: A gasolina e etanol,
dianteiro, transversal, 1.199 cm3, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico. › TRANSMISSÃO: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré.. Tração dianteira. › POTÊNCIA máxima: 143 cv e 151 cv com gasolina e etanol a 5.250 rpm. › ACELERAÇÃO 0-100 km/h: 9,6 segundos. › VELOCIDADE máxima: 208 km/h. › TORQUE máximo: 20,2 kgfm e 21,7 kgfm com gasolina e etanol a 4 mil. › DIÂMETRO e curso: 77,0 mm x 78,9 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. › SUSPENSÃO: Dianteira tipo Pseudo McPherson, independente, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Traseira de travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Não possui controle de estabilidade. › PNEUS: 225/45 R17.
ticos usados também transmitem a sensação de qualidade. Há uma certa atmosfera de requinte no interior. Nota 8. › DESIGN – Os vincos acentuados do capô transmitem uma imagem imponente à visão frontal do C4 Lounge, assim como os laterais inseridos nas caixas de rodas traseiras. A grade dianteira é harmoniosa, com frisos cromados de um farol a outro que formam os “chevrons” da Citroën, e a traseira, também de bom gosto, foge do lugar-comum. Mas é no desenho do perfil que mora a elegância do sedã francês, com sua muscultaura muito bem entalhada. Um conjunto que chama atenção nas ruas. Nota 9. › CUSTO/BENEFÍCIO – Na farta
› FREIOS: Discos ventilados na
frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EDB. › CARROCERIA: Sedã em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,62 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,50 m de altura e 2,71 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais. › PESO: 1.414 kg em ordem de marcha. › CAPACIDADE do porta-malas: 450 litros. › TANQUE de combustível: 60 litros. › PRODUÇÃO: El Palomar, Argentina. › LANÇAMENTO no Brasil: 2013. › ITENS de série: ar-condicionado automático dual zone com saídas traseiras, volante multifuncional, computador de bordo, freios ABS com EBD, trio elétrico, airbags frontais, faróis de neblina, direção eletro-hidráulica, rádio/CD/MP3/Bluetooth, sensores de estacionamento traseiro, crepuscular e de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. › PREÇO: R$ 68.990.
disputa do mercado de sedãs médios, o C4 Lounge Tendance tem uma lista de equipamentos que não chega a impressionar, mas também não decepciona. E sai das concessionárias por R$ 68.990. Um Peugeot 408 com o mesmo conjunto mecânico é ligeiramente mais barato, por R$ 67.990, enquanto o terceiro franco-argentino do segmento, o Renault Fluence, vai a R$ 69.899 na versão Dynamique 2.0 CVT, com seis airbags. Na Toyota, um Corolla custa cerca de R$ 9 mil a mais, diferença que em um Honda Civic, cai para R$ 6 mil. Nota 7. › TOTAL – O Citroën C4 Lounge 2.0 Auto6 Tendance somou 74 pontos em 100 possíveis.
8 Automóveis
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AUTOMUNDO
Amplo espectro
Salão de Genebra vira palco de grandes lançamentos mundiais e marcas apostam em vários segmentos diferentes Por Raphael Panaro Autopress
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s grandes motorshows internacionais formam uma espécie de Grand Slam do automóvel. E, como nos torneios de tênis, cada um deles valoriza determinada área de excelência. O Salão de Detroit seria o Australian Open: é o que inicia os trabalhos a cada ano. O Salão de Tóquio é como o US Open, menos tradicional. O charme da dobradinha Paris/ Frankfurt seria, analogamente, o Torneio de Rolland Garros, que é o de maior repercussão. Já a grama sagrada de Wimbledon, na Inglaterra, é comparável ao Salão de Genebra: são antigos e fleugmáticos. O motorshow suíço, que vai até o dia 14 de março, está em sua 84º edição. Desde 1930, a cidade europeia se torna palco de um embate em campo neutro entre modelos europeus. Por isso, fabricantes alemães, italianos, franceses e ingleses escolhem o evento para apresentar alguns de seus veículos mais importantes. Casos de Ferrari, Lamborghini e McLaren. A Casa de Maranello exibiu a nova California T, que marca o retorno de motor turbo nos carros da Ferrari. Já a compatriota Lamborghini
espera repetir com o Huracán LP610-4 o sucesso comercial do Gallardo, que teve 14 mil unidades vendidas. A também italiana Maserati levou para Genebra o Alfieri Concept. O protótipo homenageia um dos fundadores e os 100 anos de existência da fabricante dos irmãos Maserati. O conceito é uma prévia da identidade visual dos futuros carros da marca do tridente. No lado inglês, a McLaren fundiu os conceitos de seus dois carros – MP4-12C e P1 – para criar o 650S, um modelo intermediário que já chega nas versões cupê e conversível. Ainda nas marcas premium, os destaques foram os modelos do trio alemão composto por Mercedes-Benz, BMW e Audi. A marca da estrela levou para Genebra o Classe S Cupê. A versão duas portas do sedã de luxo traz o melhor da fabricante em tecnologia. A BMW quebrou na Suíça uma antiga tradição: apresentou seu primeiro modelo com tração dianteira. A duvidosa honra coube ao Série 2 Active Tourer. Fechando, a novidade da Audi foi a terceira geração do TT. O modelo ganhou nova plataforma, ficou mais leve e, agora, entrega mais potência. O Grupo Fiat-Chrysler tam-
bém foi uma das grandes atrações. Os holofotes se voltaram para a Alfa Romeo, que tratou de levar uma versão conversível do esportivo 4C. Sergio Marchionne, presidente do grupo, ainda deu a entender que a tradicional marca italiana está perto de voltar a ser comercializada no Brasil. A Fiat foi pelo caminho do “rali” com a versão aventureira Cross do utilitário Freemont. Entre as marcas mais generalistas, a Volkswagen apostou no conceito T-Roc. O modelo é uma mistura de cupê com crossover e usa a arquitetura modular MQB, a mesma do Golf. A marca alemã não confirmou a produção em série do veículo e disse apenas que o T-Roc é uma visão dos futuros SUVs da fabricante. Renault e Peugeot apostaram em modelos compactos, bem ao gosto francês, com os subcompactos Twingo e 108.
Principais destaques do Salão de Genebra › ALFA Romeo 4C Spider – A tra-
dicional marca italiana voltou as atenções para a versão Spider do 4C. A retirada do “teto” – que torna o modelo um targa – demandou um reforço na estrutra do carro. A marca decidiu usar muita fibra de carbono para não “engordar” muito o modelo, que ganhou apenas 60 kg. O roadster também ganhou faróis verticais com capa protetora, diferentes do cupê. O sistema de escapamento é assinado pela empresa eslovena Akrapovic. As saídas nas extremidades deram lugar a uma ponteira dupla central de titânio e carbono. A motorização permanece a mesma 1.75 litro turbo com injeção direta. O propulsor libera 240 cv e 35,5 kgfm. O desempenho aponta para um zero a 100 km/h em 4,5 segundos e velocidade máxima de 258 km/h – mesmos números do cupê.
› AUDI TT – A Audi levou para
Genebra uma nova geração do TT mais leve e mais potente. Ele adotou a plataforma modular MQB – mesma do A3 – e manteve várias partes em alumínio. No final, o peso caiu 50 kg. O design é uma evolução do antecessor e ganham destaque o novo arranjo dos faróis de led e a grande grade dianteira. Por dentro, a novidade é o painel de instrumentos concentrado em uma generosa tela de LCD de 12,3 polegadas. Os motores foram retrabalhados e o 1.8 turbodiesel tem agora 184 cv e o 2.0 turbo, 230 – antes tinham 160 cv e 211 cv, respectivamente. O propulsor 2.0 TFSi da “nervosa” TTS passa a entregar 310 cv – eram 272 cv.
› BMW Série 2 Tourer – O Série 2
Tourer é um carro histórico para a BMW. Trata-se do primeiro modelo com tração dianteira da marca – uma decisão basicamente comercial, mas uma clara heresia para os fãs. Mas, além disso, ainda faz a marca ingressar em um segmento desprovido de qualquer charme:
o de minivans. O design segue basicamente o conceito Active Tourer, mostrado no Salão de Paris de 2012. Um dos rivais é o desajeitado compatriota Mercedes-Benz Classe B. Entre as motorizações, três opções: 1.5 litro, de três cilindros, com 136 cv – também usado no Mini –, 2.0 litros de 170 cv e 2.0 diesel com 150 cv.
› FERRARI California T – Para riva-
lizar com a Lamborghini, a Ferrari renovou a oferta do seu carro de “entrada”. A nova California T traz de volta os motores turbo à linha da fabricante de Maranello – o que não fazia desde 1987. O propulsor em questão é um V8 3.8 litros de 560 cv e 77 kgfm. A potência aumentou em mais de 70 cv e o torque cresceu quase 50%. Gerenciada por uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas, a California T cumpre o zero a 100 km/h em apenas 3,6 segundos – 0,2 a menos que a antecessora. Já a velocidade máxima chega a impressionantes 316 km/h.
› FIAT Freemont Cross – O espi-
rítio aventureiro “pegou” o Fiat Freemont. Mas nada de nome Adventure, como são conhecidos os carros pseudo-lameiros da marca italiana no Brasil. Na Europa, o utilitário vai se chamar apenas Freemont Cross. O apelo de aventura se dará pelos faróis, grade e lanternas, que ganharão um tom escurecido. Acabamento em preto também estará nas novas rodas de 19 polegadas com design exclusivo para a versão. Por lá, o Freemont Cross adotará motor 2.0 diesel de 140 cv ou 170 cv. A transmissão poderá ser manual ou automática, ambas com seis relações. O anúncio veio logo depois da Dodge – controlada pelo Grupo Fiat – levar para o Salão de Chicago no início do ano, a versão Crossroad do Journey – carro em que se baseia o Freemont.
› LAMBORGHINI Huracán – A Lam-
borghini aposta alto no Huracán LP610-4. Com visual agressivo, que remete ao Aventador, o novo esportivo da marca italiana adota um motor V10 5.2 litros naturalmente aspirado – mesmo do finado Gallardo – de poderosos 610 cv a 8.250 rpm – e não mais 560 cv. Toda potência agora é gerenciada por um sistema de tração integral. Com a transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas, o Huracán leva apenas 3,2 segundos para fazer o zero a 100 km/h. A máxima é de 325 km/h. O preço partirá de 169.500 euros – cerca de R$ 540 mil.
› MASERATI Alfieri Concept – O
conceito da marca italiana presta homenagem a Alfieri Maserati, piloto e irmão de Ettore e Ernesto Maserati, que fundaram a fábrica há exatos 100 anos em Bolonha. O protótipo também é a visão de futuro para o visual da empresa, hoje estabelecida em Modena. O desenho fluido é marcado pelos novos faróis mais finos, para-choques volumosos com tomadas de ar na saia e a grande grade com o logotipo no meio. O conceito foi construído a partir do modelo Gran Turismo MC Stradale e tem 4,59 metros de comprimento, além de estar pronto para rodar com um motor V8 4.7 litros de 460 cv de potência.
› MERCEDES-BENZ Classe S Cou-
pé – Depois de várias aparições como conceito, o modelo duas portas do Classe S ganha uma versão definitiva. Como o Classe S é a grande vitrine tecnológica e de estilo da marca alemã, ela buscou os detalhes para diferenciar o modelo dos demais da gama. Caso dos 47 cristais Swarovski aplicados em cada conjunto óptico. Entre os novos equipamentos da Classe S Coupé há uma suspensão a ar inteligente, que usa radares e câmaras para “ler” o piso. A partir dessa leitura, o computador define o melhor acerto de suspensão possível.
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Automóveis 9 DIVULGAÇÃO
AUTOMUNDO
Citroën C4 Grand Picasso: riqueza de detalhes Na Alemanha, nova geração do Citroën C4 Grand Picasso se apresenta e mostra um aprimoramento generalizado
A
o lançar a nova geração das minivans C4 Picasso e C4 Grand Picasso, a Citroën promoveu uma evolução substancial nos dois modelos. A gama familiar francesa adotou uma nova plataforma modular – a EMP2, compartilhada com a segunda geração do Peugeot 308 –, cresceu em tamanho e ganhou tecnologia, com mais “gadgets” no interior do que nunca. Pouco depois da variante com cinco lugares, a maior, que ganha o prefixo Grand, acaba de ser lançada na Europa para substituir a geração anterior. A missão é se colocar frente a concorrentes de peso, como Kia Carens, Opel Zafira Tourer e Ford S-Max.
Com 4,59 metros de comprimento – o mesmo que a geração anterior –, a nova Grand Picasso é 17 cm maior que a versão de cinco lugares, da qual se destingue não apenas pelo tamanho. Para completar o visual quase futurista, o modelo maior tem arcos – que formam os bagageiros de teto – pintados em cinza e que terminam envolvendo a última janela lateral, como uma grande letra “C”. Além disso, as lanternas traseiras também são no formato da terceira letra do alfabeto e se destacam, num conjunto bastante moderno. A enorme área envidraçada, assim como a menor altura da carroceria, completam o visual robusto e muito elegante. Na
frente, o vinco que atravessa a dianteira e forma o emblema da marca entre capô e grade dianteira domina a vista e também agrupa os filetes de leds diurnos. Os faróis são separados e ficam em posição mais baixa. Sob o capô, mais novidades. A Citroën elegeu a C4 Grand Picasso para estrear um novo motor diesel. Trata-se de um 2.0 litro BlueHDI, já em conformidade com as normas antipoluição Euro 6 – que entrará em vigor somente em setembro de 2014 na Europa. Ele produz 150 cv e, quando aliado à transmissão automática de seis marchas, pode emitir somente 110 g/km de CO2 e rodar até 23,8 km/l de diesel. Para conter as emissões,
o propulsor utiliza o sistema SCR, de redução catalítica dos gases emitidos, semelhante ao já visto em caminhões e ônibus. O restante da gama é composta pelo conhecido 1.6 litro a gasolina com variantes de 120 cv e 155 cv – esta última turbinada. Há ainda outros dois diesel, com 90 cv e 115 cv. O mais fraco é acoplado a um câmbio automatizado de seis marchas para produzir 98 g/km de CO2 e ser isento de taxas para circulação em alguns centros urbanos europeus. O interior também foi totalmente revisto e tem elementos trazidos de outros Citroën recentes. O volante de quatro raios – que abandonou o miolo
fixo da geração anterior – concentra boa parte dos comandos do sistema de entretenimento e computador de bordo. Mas o destaque são as duas telas coloridas na parte central do painel. A maior, com 12 polegadas, fica no alto da peça, permite uma infinidade de configurações e exibe informações como velocímetro e GPS. A segunda, de 7 polegadas e sensível ao toque, substitui todos os controles tradicionais para itens como som e ar-condicionado e tem apenas sete botões sensitivos nas bordas – que são atalhos rápidos para as funções mais usadas. As versões mais completas ainda trazem mimos como tampa do porta-malas aciona-
da eletricamente, assistente de estacionamento e o sistema 360 Vision, composto por quatro câmeras que monitoram os arredores da minivan, vigiam pontos-cegos e ajudam no estacionamento. Os preços começam nos 24 mil euros – cerca de R$ 71 mil – para a C4 Grand Picasso Attraction com motor a gasolina e seguem até os 36.770 euros – R$ 110 mil – para a versão Exclusive com o novo motor BlueHDI e câmbio automático. A Citroën brasileira ainda não confirma a chegada do modelo. Mas, como a atual versão vendida aqui é importada da fábrica espanhola de Vigo, a gama não deve demorar a ser atualizada.
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Automóveis 11 DIVULGAÇÃO
NOVIDADE
Toyota lança nova geração do Corolla no Brasil por R$ 66,5 mil
Novo Corolla chega para disputar a liderança do segmento. Modelo vem equipado com câmbio CVT e visual renovado
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Toyota lançou nesta terça-feira no Brasil a nova geração do sedãmédio Corolla. O veículo adotou a dianteira da versão vendida na Europa e chega ainda esta semana nas concessionárias de todo o país com preços a partir de R$ 66.570. O sedã disputa a liderança do segmento com o arquirrival Honda Civic. O novo Corolla é oferecido na versão
Gli manual por R$ 66.570 e R$ 69.990 com câmbio automático CVT. Na opção intermediária, XEi o preço é de R$ 79.990 enqunto topo de linha, Corolla Altis, custa R$ 92.900. O acabamento melhorou muito em relação à geração anterior, com destaque no painel revestido em couro soft, sensível ao toque. O relógio integrado ao painel, porém, destoa do conjunto e
lembra um display da década de 90. Uma novidade é o câmbio CVT Multi-Drive, que emula sete velocidades. Na versão GLi, o sedã possui motor 1.8 flex de 144 cavalos e oferece cinco airbags, direção elétrica, freios a disco com ABS e EBD nas quatro rodas, volante com comandos de som, conexão bluetooth, entradas USB, bancos em tecidos cinza, setas nos
retrovisores externos. O intermediário XEi vem equipado com o motor 2.0 com 153 cavalos de potência e câmbio automático MultiDrive. O veículo possui paddle shift, TV digital, leitor de DVD, câmera de ré, bancos de couro cinza, controle de velocidade de cruzeiro, faróis de neblina, lanternas traseiras em LED e retrovisor interno eletrocrômico. O Corolla Altis
inclui também lanternas traseiras e luzes dianteiras de posição em LED e faróis de xénon, além de acabamento em couro de duas cores. O novo Corolla cresceu em relação ao seu antecessor, com destaque na medida entre-eixos, 2,70 metros, um incremento de 10 cm. Isso foi graças a realocação das caixas de rodas para as extremidades da carroceria,
proporcionando mais comodidade a todos os ocupantes. O Corolla mede 4,62 metros de comprimento ( 8 cm a mais que o anterior), 1,775 metro de largura (+ 15 cm) e 1,475 metro de altura. O Corolla está disponível em sete cores. As já conhecidas Super branco, prata, cinza, preto e azul. O sedã oferece duas novas cores à paleta: vermelho e branco Pérola.
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