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Automóveis 09 07 14

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Macaé (RJ), quarta-feira, 9 de julho de 2014, Ano XXXIX, Nº 8443

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

A grande novidade da linha 2015 do Gol Rallye é mesmo o motor EA211 1.6 16V. Ele entrega mais vigor ao carro e seus 120/110 cv, com etanol/gasolina

Força interior Novo motor 1.6 16V soma esportividade ao visual lameiro do Volkswagen Gol Rallye

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té para justificar os valores pedidos, em geral as fabricantes buscam entregar uma certa exclusividade às suas versões de topo. No caso da configuração Rallye do Gol, a tática da Volkswagen foi a de estrear nele – e na picape Saveiro Cross – o novo propulsor 1.6 16V. Da mesma família EA211, do 1.0 de três cilindros do Up e do motor 1.4 Turbo do Golf, este motor entrega 15% mais potência que o velho 1.6 8V, da famíla EA111,

usado em todos os demais veículos produzidos no Brasil. Com a mudança, o Gol Rallye passou dos 104 cv máximos para 120 cv, sempre com etanol. Com com gasolina, agora são 110 cv contra os 101 cv anteriores. Uma diferença que não chega a mudar profundamente o comportamento do modelo, mas o deixa um pouco mais condizente com a esportividade sugerida pelo “guarda-roupas” lameiro. O trem de força pode ser

completado pela transmissão manual de cinco velocidades ou pelo câmbio automatizado de cinco marchas, batizado de I-motion. Bloco e cabeçotes são feitos em alumínio e as bielas pesam cerca de 26% menos, contribuindo para uma melhor eficiência energética. Outro ponto que favorece a economia de combustível é o comando de admissão variável – o que também melhora as respostas em baixas rotações. PÁG. 4

O novo EA211 1.6 16V, tem bloco e cabeçote em alumínio e sistema variável de válvulas na admissão

AUTOPERFIL

MOTOMUNDO

DIVULGAÇÃO

Na rota da competitividade DIVULGAÇÃO

Novo Sandero herda a identidade global da Renault e incorpora modernidades para crescer no Brasil

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esde que foi lançado, em 2007, o Renault Sandero desenvolveu uma trajetória interessante. O design da “versão hatch” do sedã compacto Logan foi desenvolvido no Renault Design América Latina, em São Paulo – o que deu ao Brasil a prerrogativa de realizar o lançamento mundial do modelo. Na Europa, o Sandero é vendido com a marca Dacia, fabricante romena que criou o Logan e que é controlada pela Renault. Por aqui, o hatch não demorou a se tornar o veículo mais vendido da marca do losango – foram mais de meio milhão de unidades nesses sete anos. PÁG. 6

Polaridade verde O Sandero 1.6 sempre teve um conjunto mecânico interessante. Aparentemente, nada se perdeu nessa nova geração – mesmo porque, a parte mecânica foi pouco alterada

Motocicletas seguem tendência dos automóveis e vão no caminho da motorização elétrica PÁG. 7


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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Tudo novo no Ford Edge A Ford apresentou a segunda geração do utilitário Edge, modelo global que será vendido em mais de 100 países – incluindo o Brasil. O SUV passa a contar com um motor 2.0 EcoBoost turbo de quatro cilindros, capaz de entregar 245 cv de potência e 37,3 kgfm de torque máximo. Montado sobre a plataforma do sedã Fusion, o Edge 2015 parece um EcoSport “vitaminado”. Ganha uma nova e larga grade frontal, capô com vincos destacados, spoilers, novos faróis com xenônio e leds na posição dos faróis de neblina. No perfil, chamam atenção

as saias laterais e novas rodas de liga leve. Atrás, o utilitário esportivo incorpora lanternas que se ligam pela tampa do porta-malas e aerofólio com brake-light, além de um novo para-choque com difusor de ar e dupla saída de escape. O modelo será vendido em quatro versões: SE, SEL, Sport e Titanium. Além do 2.0, o veículo também estará disponível com os propulsores V6 2.7 litros EcoBoost – com 300 cv – e V6 3.5 aspirado, este sem especificações técnicas reveladas. Todas as versões acompanham transmissão automática de seis velocidades e tração integral.

Carga chinesa A Lifan já iniciou as vendas da picape Foison, segundo modelo da marca chinesa no mercado brasileiro e que insere a fabricante no segmento de veículos urbanos de carga. Com motor 1.3 a gasolina, o Foison entrega 85 cv de potência máxima e 11,3 kgfm de torque. E um diferencial do modelo é o tamanho de sua caçamba de aço, que tem 2,80 metros de comprimento, 1,52 m de largura e 3,35 m de altura. O veículo tem capacidade para transportar até 800 kg de carga. Em versão completa, a picape

conta com direção elétrica e ar-condicionado, além dos itens já presentes em sua configuração de entrada – como rádio com entrada auxiliar, tomada 12 V, ar quente e luz de leitura. O interior da cabine tem forração de borracha no piso para facilitar a limpeza e o revestimento dos bancos é em tecido impermeável. Apresentado apenas na versão de cabine simples e caçamba de aço, o Foison é montado na unidade fabril da Lifan Motors no Uruguai e chega ao Brasil nas cores branca e prata a partir de R$ 34.990 – para a versão completa, a etiqueta cresce em R$ 3 mil.


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TESTE

Força interior Novo motor 1.6 16V soma esportividade ao visual lameiro do Volkswagen Gol Rallye por Márcio Maio Auto Press

A

té para justificar os valores pedidos, em geral as fabricantes buscam entregar uma certa exclusividade às suas versões de topo. No caso da configuração Rallye do Gol, a tática da Volkswagen foi a de estrear nele – e na picape Saveiro Cross – o novo propulsor 1.6 16V. Da mesma família EA211, do 1.0 de três cilindros do Up e do motor 1.4 Turbo do Golf, este motor entrega 15% mais potência que o velho 1.6 8V, da famíla EA111, usado em todos os demais veículos produzidos no Brasil. Com a mudança, o Gol Rallye passou dos 104 cv máximos para 120 cv, sempre com etanol. Com com gasolina, agora são 110 cv contra os 101 cv anteriores. Uma diferença que não chega a mudar profundamente o comportamento do modelo, mas o deixa um pouco mais condizente com a esportividade sugerida pelo “guarda-roupas” lameiro. O trem de força pode ser completado pela transmissão manual de cinco velocidades ou pelo câmbio automatizado de cinco marchas, batizado de I-motion. Bloco e cabeçotes são feitos em alumínio e as bielas pesam cerca de 26% menos, contribuindo para uma melhor eficiência energética. Outro ponto que favorece a economia de combustível é o comando de admissão variável – o que também melhora as respostas em baixas rotações. Externa e internamente, o Gol Rallye 2015 é basicamente igual ao modelo anterior. O carro é 28 milímetros mais alto que suas versões “civis” – 23 mm deles são resultado de molas e amortecedores distintos, os outros 5 mm vêm dos pneus 195/50. As rodas de liga

leve escurecidas saem de fábrica com 16 polegadas. Junto com o para-choque com a parte central inferior em plástico pintado de prata fosca e os avantajados faróis de neblina, transmitem um ar mais enfurecido à configuração. A grade mantém o formato de colmeia, mas agora traz a inscrição “Rallye” do lado direito. Nas laterais, os para-lamas têm molduras escuras, as carcaças dos retrovisores são prateadas e adesivos que simulam respingos de lama adornam a parte inferior das portas. E um aerofólio se destaca na traseira. A lista de itens de série não chega a ser extensa. O modelo sai de fábrica com freios ABS com EBD, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico, airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores elétricos com função tilt-down no lado do passageiro e luzes de seta integradas, sistema de som com rádio AM/FM, CD-Player, Bluetooth, MP3 player e entradas USB e auxiliar, vidros e travas elétricos e volante multifuncional. Com isso, seu preço parte de R$ 50.820. Novidade nesta versão, a

cor Laranja Canyon – ou a já conhecida Amarelo Solaris – adiciona mais R$ 1.688, enquanto as opções metálicas acrescentam R$ 1.140. Para ter as laterais dos bancos e os revestimentos das portas parcialmente em couro é preciso desembolsar mais R$ 671. Além disso, há disponível o kit Tecnologia, que engloba controle de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, limpador do para-brisa com temporizador e sensores de chuva e crepuscular, pelo qual a Volkswagen cobra R$ 762. A marca vende o Gol Rallye completo por R$ 53.941. Quem opta pela transmissão I-motion paga mais R$ 2.970, totalizando R$ 56.911. Seja pela quase exclusividade do motor ou pela “roupa” aventureira, investir no apelo offroad do Gol pode até ser divertido. Mas é uma brincadeira bem cara. NÚMEROS

1.6 16V

o novo propulsor 1.6 16V

120 cv

de potência máxima com etanol

PONTO A PONTO ● DESEMPENHO

– A grande novidade da linha 2015 do Gol Rallye é mesmo o motor EA211 1.6 16V. Ele entrega mais vigor ao carro e seus 120/110 cv, com etanol/gasolina, se traduzem em um desempenho de fato mais instigante que os 104/101 cv do propulsor antigo. O torque máximo de 16,8/15,8 kgfm só aparece a 4 mil rpm, mas 85% dele já se mostra a 2 mil giros. Ou seja, o hatch entrega boa agilidade nas ultrapassagens e retomadas. O câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos e trabalha em boa sintonia com o motor. Nota 8. ● ESTABILIDADE – O apelo off-road da versão Rallye deixa o modelo 28 milímetros mais elevado que a versão convencional do Gol. Com isso, as rolagens de carroceria parecem mais perceptíveis, embora sutis. A suspensão tem uma calibragem mais rígida, o que favorece o condutor nas estradas. O resultado é um veículo bem ajustado e na mão do motorista. Nota 8. ● INTERATIVIDADE – O Gol não é um carro recheado de recursos. Seu quadro de instrumentos é relativamente simples. Todos os comandos estão ao alcance das mãos e são bem intuitivos. O volante multifuncional entrega conforto e praticidade. Nota 7. ● CONSUMO – O InMetro não recebeu nenhuma unidade do Gol Rallye para medição. Durante a avaliação, o carro conquistou média combinada (entre cidade e estrada) de 8,3 km/l com etanol no tanque. Nota 7. ● CONFORTO – O entre-eixos de 2,47 metros não confere ao Gol um espaço generoso. Para quem vai à frente, é fácil

se acomodar bem sem se preocupar com o comprimento das pernas, por exemplo. Mas os ocupantes de trás dependem da “generosidade” dos passageiros dianteiros para desfrutarem de algum conforto. O motor mais propício a trabalhar em giros elevados – o torque máximo só aparece aos 4 mil giros – implica em um isolamento acústico menos eficiente. E a suspensão firme não absorve com competência as irregularidades do asfalto brasileiro. Nota 6. ● TECNOLOGIA – O Gol Rallye é feito a partir de uma simplificação da plataforma usada no hatch Polo, com 13 anos de vida. Já o motor é o novo EA211 1.6 16V, que com bloco e cabeçote em alumínio e sistema variável de válvulas na admissão, só é utilizado, até o momento, nesta configuração do Gol e na Saveiro Cross. Em relação à segurança, o Gol oferece o mínimo exigido por lei. Não estão disponíveis nem airbags laterais, nem controle de estabilidade, por exemplo. Nota 7. ● HABITABILIDADE – As portas têm um bom ângulo de abertura e há muitos porta-objetos espalhados pelo carro capazes de atender às necessidades dos passageiros. A posição de dirigir é facilmente encontrada, pelas regulagens nos bancos simples e eficientes. Mas a altura baixa do teto prejudica principalmente os ocupantes mais altos que tentam se acomodar no assento traseiro. E em função do entre-eixos de 2,47 m, não há muito espaço para pernas e joelhos. O portamalas tem capacidade de 285 litros, na média da categoria. Nota 7. ● ACABAMENTO – Os arremates são precisos, sem rebarbas aparentes. Os

materiais plásticos parecem de boa qualidade, mas sem requinte. O volante multifuncional tem desenho interessante e o rádio recebe um acabamento em preto brilhante em seu contorno. Mesmo assim, o interior do Gol Rallye é simples demais, levando-se em consideração sua faixa de preço. Não há qualquer atmosfera de sofisticação em seu habitáculo. Nota 6. ● DESIGN – A linha 2015 do Gol Rallye mantém o mesmo design do ano anterior. Alinhado à identidade visual da Volkswagen, o carro ganha charme extra com os apliques estéticos “lameiros”, enormes faróis de neblina na frente e rodas de 16 polegadas escurecidas. É sem dúvida mais interessante que as configurações sem apelo aventureiro da marca alemã, mas poderia ter se renovado esteticamente para marcar a mudança. Nota 7. ● CUSTO/BENEFÍCIO – Com o câmbio manual da versão avaliada, o Gol Rallye se situa em uma faixa de preço que começa nos R$ 50.820. Completo,na cor especial laranja, chega a R$ 53.941 e é o mais caro entre os rivais diretos. O moderno Hyundai HB20X, que parte de R$ 49.325, chega ao máximo de R$ 53.120 na cor especial marrom, mas que tem sistema de áudio com navegação e motor mais potente. Já o Toyota Etios Cross tem preço ainda menor. Parte de R$ 48.240, mas não tem muitos recursos – sequer um simples computador de bordo – e é bem menos potente. Completo vai a R$ 50.590. De qualquer forma, o Gol Rallye é o mais caro de todos. Nota 6. ● TOTAL – O Volkswagen Gol Rallye somou 69 pontos em 100 possíveis.


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Na rota da competitividade Novo Sandero herda a identidade global da Renault e incorpora modernidades para crescer no Brasil

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esde que foi lançado, em 2007, o Renault Sandero desenvolveu uma trajetória interessante. O design da “versão hatch” do sedã compacto Logan foi desenvolvido no Renault Design América Latina, em São Paulo – o que deu ao Brasil a prerrogativa de realizar o lançamento mundial do modelo. Na Europa, o Sandero é vendido com a marca Dacia, fabricante romena que criou o Logan e que é controlada pela Renault. Por aqui, o hatch não demorou a se tornar o veículo mais vendido da marca do losango – foram mais de meio milhão de unidades nesses sete anos. Agora, a nova geração do hatch chega às 275 concessionárias brasileiras da Renault. Traz o atual visual global da marca, criado pelo designer Laurens van den Acker, e incorpora algumas tecnologias. A meta é crescer expressivamente no segmento responsável por mais de 50% das vendas de carros no país: o de hatches compactos. Depois da apresentação da nova geração do Logan no Brasil, em novembro do ano passado, criou-se a expectativa pelo novo Sandero – o que não abalou as vendas do hatch, que se manteve entre os 10 carros de passeio mais vendidos do país. Suas vendas embalaram a Renault a atingir os inéditos 7% de “market share” em junho. Em termos estéticos, o novo Sandero traz o atual “family face” mundial da Renault, já apresentado no Brasil com o Clio, no final de 2012, e o Logan.

Lá está o grande logo na parte central da grade frontal, com os frisos cromados que se estendem até os faróis. No perfil, permanece a linha de cintura elevada e a principal mudança aparece apenas no modelo topo de linha: a incorporação da luz de seta às carenagens dos espelhos externos. Já na traseira, as lanternas foram redesenhadas – agora lembram os conjuntos óticos traseiros dos concorrentes Volkswagen Gol e Chevrolet Onix. E os para-choques traseiros ficaram mais volumosos. Por dentro, o painel foi reestilizado. Mas a novidade mais vistosa do novo Sandero é opcional, inclusive na versão “top” Dynamique. Trata-se do Media Nav 1.2, que é como a Renault chama a nova central multimídia que oferece GPS, sistema de som, Bluetooth e as funcionalidades “verdes” Eco-Coaching e Eco-Scoring, que dão orientações e dimensionam a economia de combustível. Seu interface é uma tela touchscreen de sete polegadas. Em termos de motores, poucas novidades. Os propulsores 1.0 16V e 1.6 8V, de uma família que a Renault chama de Hi-Power, são basicamente os mesmos. Preservam até o tanquinho de gasolina para partidas a frio, indefectíveis nos primeiros modelos flex e já abolidos em alguns compactos concorrentes. O 1.0 16V, que estreou em 2012 no Clio e é oferecido também no novo Logan, fornece potência máxima de 80/77 cv e 10,5/10,2 kgfm, com etanol/ gasolina, e dá ao novo Sandero

a nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, que classifica os automóveis de acordo com o consumo. Já o 1.6, também partilhado com o Logan, libera 106/98 cv e 15,5/14,5 kgfm, respectivamente com os combustíveis vegetal e fóssil. Dentro da lógica de reforçar a competitividade, a Renault não aumentou os preços de tabela do Sandero. Começam na versão básica 1.0 16V Autentique de R$ 28.990, que traz direção hidráulica, volante com regulagem da altura, ar quente, desembaçador do vidro traseiro, brake light, retrovisor com regulagem interna, aberturas internas do porta-malas e re-

servatório de combustível, além dos agora obrigatórios airbags frontais e ABS. Passam pelas intermediárias Expression com o mesmo motor 1.0 16V, por R$ 34.990, ou com motor 1.6 8V, oferecida por R$ 38.590. A “top” Dynamique 1.6 8V custa R$ 42.390, mas já vem com ar-condicionado, rádio CD/MP3/USB/Bluetooth, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas das portas, alarme perimétrico, computador de bordo, retrovisor e maçanetas externas na cor carroceria, coluna B com acabamento em preto, rodas em liga leve, faróis de neblina, vidros elétricos traseiros, piloto automático, luzes

indicadoras de direção nos retrovisores, comando elétrico dos retrovisores e volante revestido em couro. Media Nav 1.2 e sensor de estacionamento são opcionais nas versões Expression e na “top”. Já o arcondicionado automático só é oferecido como opcional na Dynamique. A Renault preferiu não projetar números de vendas para o novo Sandero, mas espera que, em breve, ele se posicione entre os três primeiros do segmento. Para desalojar o Onix da atual terceira posição entre os hatches, o Sandero teria de vender mais do que as 11 mil unidades que o com-

O Sandero 1.6 sempre teve um conjunto mecânico interessante. Aparentemente, nada se perdeu nessa nova geração – mesmo porque, a parte mecânica foi pouco alterada. Com etanol, o motor oferece 106 cv em 5.250 rotações e 15,5 kgfm

pacto da Chevrolet emplacou em média em 2014. Otimistas 38% acima das 8 mil unidades mensais vendidas esse ano pelo Sandero antigo. NÚMEROS

1.6 8V Motor Flex

106 cv

de potência máxima

15,5 kgfm de torque máximo


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Polaridade verde Motocicletas seguem tendência dos automóveis e vão no caminho da motorização elétrica por Raphael Panaro Auto Press

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ode não parecer mas, assim como os automóveis, as motocicletas contribuem para a poluição do ar. Segundo a revista “Torrents Research”, da Espanha, uma motocicleta a gasolina pode emitir de 10 a 20 vezes mais hidrocarbonetos e o triplo de monóxido de carbono que um carro. Em alguns casos, supera até a contaminação promovida por um ônibus a diesel. Esses aspectos só assumiram maior expressão recentemente, devido ao grande aumento do número de veículos de duas rodas nas cidades.. Para tentar solucionar essa questão, as fabricantes automotivas não chegaram a um fator comum e “atiram” para todos os lados, com carros elétricos, híbridos, movidos a gás de xisto ou a hidrogênio. Entre as motocicletas, parece haver um consenso e a propulsão elétrica ganha força. No Brasil, esse tipo de motorização ainda “engatinha”. Por aqui, os modelos mais relevantes à venda são scooter e CUBs da Kasinski, com preços entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. São motos pequenas, com baixa potência e pouca autonomia, para serem usadas em trajetos curtos. Lá

fora, a mais recente novidade que vai “engrossar” o segmento de motocicletas elétricas é a adesão da Harley-Davidson à ideia. A marca de Milwaukee começou a desvendar o protótipo que se tornará seu primeiro modelo do gênero. Antes de mostrar a versão de produção, a Harley-Davidson fará uma turnê com a motocicleta pelos Estados Unidos pela tradicional Rota 66, onde passará por mais de 30 concessionárias até o final do ano para ter um feedback dos clientes. Em 2015, será a vez do Canadá e Europa. Outra marca conhecida que também promete entrar na “onda verde” é a Yamaha. Em 2016, a marca do diapasão vai botar dois modelos no mercado: uma naked e outra off-road. Sem potência definida, as motos terão como ponto forte a autonomia, que deve beirar os 200 km – próxima à de um modelo normal. A propulsão elétrica também serve como nicho para fabricantes voltarem à ativa e um mercado ainda em construção e não saturado. Caso da espanhola Bultaco, que retorna à cena das motocicletas em 2015 com dois modelos sustentáveis batizados de Rapitán e Rapitán Sport. A fabricante fundada em 1958 por Francisco Xavier Bultó, então diretor da Montesa – outra marca “Made

In Spain” –, havia encerrado as atividades definitivamente em 2001 e volta agora, ressuscitada pela nova onda elétrica. O advento das motos elétricas abre espaço para conceitos suntuosos que dificilmente serão vistos nas ruas. A desconhecida marca francesa Voxan mostrou, no final do ano passado, a supermoto futurista Wattman, de 203 cv, que será feita apenas por encomenda. Passando da “futurologia” para o presente, algumas motocicletas elétricas já são realidade nos dias de hoje. Em 2013, a BMW apresentou ao mundo a maxiscooter C Evolution – à venda na Europa por 15 mil euros, cerca de R$ 50 mil. A KTM não fugiu das raízes e sua primeira moto zero emissões é a off-road Freeride Electric com 44 cv. Existem também as marcas que só fabricam veículos elétricos. Nos Estados Unidos, “berço” desse tipo de tecnologia, espera-se que até 2018 sejam emplacadas 265 mil motos elétricas – em 2011 foram 90 mil, segundo a mesma “Torrents Research”. E é dos Estados Unidos que vem a marca devotada a esse segmento: Zero Motorcycles, fundada em 2006. Atualmente, a fabricante californiana comercializa quatro modelos, entre naked, trail e enduro – que custam entre US$ 10 mil e US$ 17 mil.

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