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Automóveis 01 02 2017

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www.odebateon.com.br

Macaé (RJ), quarta-feira, 1º de fevereiro de 2017, Ano XLl, Nº 9237

Fundador/Diretor: Oscar Pires

automóveis O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

divulgação

Avaliação: Honda Civic 2017 é ousado, afiado e sofisticado A nova geração do sedã japonês avança em dirigibilidade, acabamento e mecânica. Mas cobra caro por isso. Já aceleramos as versões EXL 2.0 e Touring 1.5 turbo. pág. 3

CARROS USADOS

TECNOLOGIA divulgação

Dez itens que você não percebeu, mas estão em extinção nos novos carros

É possível fazer um bom negócio comprando um carro que saiu de linha em 2016? O tema é polêmico porque vejo que algumas pessoas têm medo de comprar carros usados.

pág. 5

As mudanças são imperceptíveis, muitas vezes, mas ocorrem de maneira constante e, quando vemos, determinada tecnologia à qual ficamos tão acostumados já virou coisa do passado. pág. 6 divulgação


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AUTOMÓVEIS

Macaé (RJ), quarta-feira, 1º de fevereiro de 2017

O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

AUTOTAL divulgação

Alemanha aprova legislação “mais moderna do mundo” e libera carros autônomos Em uma iniciativa inédita, o governo da Alemanha aprovou um projeto de lei que autoriza carros autônomos a circularem pelas estradas do país. De acordo com as informações divulgadas pela agência EFE, o objetivo é adequar a legislação atual aos novos tipos de veículo, tornando-se a mais avançada do mundo nessa área. O projeto tem como foco os carros altamente automatizados, aqueles em que o motorista não precisa ficar o tempo todo de olho na direção e o sistema avisa quando é necessário assumir o controle de veículo. Apesar disso, a norma diz que os motoristas não ficam isentos de suas responsabilidades ao volante. Apresentada como a “lei de tráfego mais moderna do mundo”, a legislação iguala juridicamente o motorista e o computador que comanda o carro. “Os veículos autônomos são a maior revolução na mobilidade desde a invenção do automóvel”, ressaltou Dobrindt, ministro dos transportes. Ele destacou a importância do sistema autônomo que, além de ser seguro, permite ao motorista tirar as mãos do volante e navegar na internet ou até mesmo enviar e-mails com o carro em movimento.

O projeto tem como foco os carros altamente automatizados, aqueles em que o motorista não precisa ficar o tempo todo de olho na direção e o sistema avisa quando é necessário assumir o controle de veículo


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Macaé (RJ), quarta-feira, 1º de fevereiro de 2017

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honda civic 2017

Avaliação: Honda Civic 2017 é ousado, afiado e sofisticado A nova geração do sedã japonês avança em dirigibilidade, acabamento e mecânica. Mas cobra caro por isso. Já aceleramos as versões EXL 2.0 e Touring 1.5 turbo Flavio R. Silveira motorshow.com.br

H

avia uma nostalgia na Honda – ou pelo menos entre boa parte dos fãs de sedãs – em relação ao New Civic de 2005. Na época, ele ousou no design (externo e interno) e na dirigibilidade. Com painel futurista e direção afiada, conquistou consumidores mais jovens e logo assumiu a liderança do segmento. Mas a festa não durou muito: as mesmas características – aliadas ao portamalas diminuto – espantaram o cliente conservador e, por isso, seguiu-se em 2011 um Civic mais pacato e “careta”. Agora, a nova geração une características marcantes das anteriores e, ainda, uma dose inédita de sofisticação e requinte. Mas cobra caro por isso. O Civic 2017 chega com design bastante ousado – a linha de teto decrescente lhe dá um certo ar de “cupê de quatro portas”, e preços altos, entre R$ 87.900 e R$ 124.900 (na linha 2016 ele ia de R$ 75.700 a R$ 94.100). Para nosso primeiro e breve contato, porém, a Honda liberou só as versões mais caras: EXL, de R$ 105.900, e Touring, de R$ 124.900. Avaliamos ambas no interior de São Paulo. A ousadia do design é só externa. No interior, o painel careta se inspirou no City e o acabamento melhorou bem – principalmente no painel, onde abusava de plásticos duros. Nas versões avaliadas, as superfícies são todas cobertas de couro e materiais macios. Já o cluster mantém o velocímetro digital cercado do conta-giros, mas iluminação e design são mais discretos e há uma tela central multifunção (versões avaliadas). No espaço liberado pelo novo freio de mão elétrico (com auto-hold), há um enorme e versátil porta-objetos – de dois níveis, como no HR-V, mas com um (necessário) passa-fios entre conexões e porta-objetos.

Destoam do conjunto as alavancas simples junto ao volante, o apoio de braço baixo, a falta de luzes de leitura e o incômodo comando para zerar o computador de bordo (direto no painel). Já o espaço na cabine cresceu bem, pois o sedã está maior. Os 10 cm extras no comprimento, o entre-eixos maior (2,700 m, medida padrão do segmento hoje, contra os 2,668 m de antes) e os balanços reduzidos permitiram aumentar o espaço no banco traseiro e o porta-malas (de excelentes 519 litros). Em equipamentos, o Civic capricha nos itens de segurança (sempre tem sete airbags, controles de tração e estabilidade, isofix, etc.), mas falha em conforto e conveniência. A versão EXL, apesar de superar R$ 100.000, não tem sensor de estacionamento dianteiro nem de chuva e não conta com retrovisor antiofuscante, bancos elétricos e entrada/partida sem chave – itens exclusivos da Touring, que ainda tem faróis fullLED, teto-solar e monitor de ponto-cego (uma câmera mostra a imagem da estrada na tela central, mas só do ponto-cego do lado direito). Já o sistema de áudio é completo e compatível com Android Auto e Apple CarPlay, mas tem comandos pouco intuitivos e opções de botões apenas no volante. A adotação da nova plataforma, com bitolas 5,5 cm maiores, deixaram o Civic mais assentado em curvas e a suspensão traseira multilink não foi abandonada. Pelo contrário: agora conectada ao subchassi, minimiza as movimentações laterais e tem buchas hidráulicas (na frente e atrás no Touring, só na frente nos demais) para diminuir aspereza e ruído. Os pneus de perfil maior (50, mantendo o aro 17) deixaram o sedã mais confortável sem sacrificar a já tradicional ótima dinâmica. Aliás, ela foi aprimorada também pela nova direção elétrica com relação variável: menos direta

ao centro para garantir conforto, fica mais rápida conforme se esterça (são apenas 2,2 voltas no total). Combina, assim, a suavidade da geração que sai de linha (3,2 voltas) e a pegada esportiva em curvas do Civic de 2005 (2,6 voltas). Também ajuda nas cuvas o novo sistema de vetorização de torque por frenagem (pinça os freios da roda interna da curva para ajudar na trajetória). Pena que o downsizing da Honda tenha ocorrido só na versão topo de linha. Ela ganhou o novo motor 1.5 turbo (só a gasolina) de 173 cv. Com mais força – e em rotações bem mais baixas –, garante uma tocada mais esportiva, que combina melhor com esse chassi tão afiado. É mais que suficiente para fazer o sedã acelerar de 0-100 em 8 segundos e ter fôlego de sobra em retomadas e ultrapassagens. Outra novidade é que todos os Civic (exceto a versão Sport manual, com seis marchas) agora têm câmbio CVT (continuamente variável), que substitui o automático tradicional de cinco marchas da geração anterior. Ao volante da versão turbo, notamos que felizmente a monotonia típica desse tipo de transmissão é aliviada ao se optar pelas trocas de marcha manuais (por aletas no volante) ou se pisar mais fundo no acelerador – pois em ambos os casos são simuladas sete marchas. A 110/120 km/h constantes, a agulha do conta-giros do Civic 1.5 marca 2.200/2.300 rpm e o consumo fica facilmente próximo de 16 km/l. Já o resto da linha tem o velho 2.0 flex, que ganhou melhorias. A versão mais vendida deve ser a EXL, que, com esse motor aspirado, tem uma tocada bem mais pacata (0-100 em 10,2 segundos e retomadas bem mais lentas). Seu câmbio também tem o modo de trocas sequenciais que simula sete marchas, mas no modo Drive é um CVT comum. As saídas são

Fichas técnicas

Fichas técnicas

Honda Civic Touring

Honda Civic EXL

●●Preço básico: R$ 124.900

●● Preço básico: R$ 87.900

●●Carro avaliado: R$ 124.900

●● Carro avaliado: R$ 105.900

●●Motor: 4 cilindros em linha 1.5, 16V, duplo

●● Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, duplo comando variável

comando variável, turbo, injeção direta ●●Cilindrada: 1498 cm3 ●●Combustível: gasolina ●●Potência: 173 cv a 5.500 rpm ●●Torque: 22,4 kgfm de 1.700 rpm a 5.500 rpm ●●Câmbio: automático continuamente variável (CVT), sete marchas simuladas ●●Direção: elétrica ●●Suspensão: MacPherson (d) e multi-link(t) ●●Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t) ●●Tração: dianteira ●●Dimensões: 4,637 m (c), 1,798 m (l), 1,433 m (a) ●●Entre-eixos: 2,700 m ●●Pneus: 215/50 R17 ●●Porta-malas: 519 litros ●●Tanque: 56 litros ●●Peso: 1.326 kg ●●0-100 km/h: 8s0 (medição MOTOR SHOW) ●●Velocidade máxima: não divulgada ●●Consumo cidade: 12 km/l ●●Consumo estrada: 14,6 km/l ●●Emissão de CO2: 102 g/km ●●Nota do Inmetro: A ●●Classificação na categoria: A (Grande)

●● Cilindrada: 1997 cm3

Honda Civic Touring

NOTAS: Motor 5 / Câmbio 3,5 / Desempenho 3,5 / Consumo 4,5 / Segurança 4 / Equipamentos 5 / Multimídia 4 / Conforto 4 / Portamalas 4 / Prazer ao dirigir 3,5 / Média: 4,1 RESUMO: O ótimo motor turbinado combina melhor com o chassi afiado. Pena que seja exclusivo da versão topo de linha

mais espertas que a média para esse tipo de caixa, graças à combinação com um conversor de torque. Mas nesse 2.0, como de costume, o motor sobe muito de giro – e se faz ouvir demais – nas acelerações (pois busca o torque máximo, que aparece só perto de 5.000 rpm). A 120 km/h, pelo menos, gira pouco acima de 2.200 rpm. A nova transmissão e carroceria fizeram com que o consumo desse

●● Combustível: flex ●● Potência: 150 cv a 6.300 rpm (g) e 155 cv a 6.300 rpm ●●Torque: 19,3 kgfm a 4.700 rpm (g) e 19,5 kgfm a

4.800 rpm ●●Câmbio: automático continuamente variável (CVT),

sete marchas simuladas (modo manual) ●● Direção: elétrica ●● Suspensão: MacPherson (d) e multi-link(t) ●● Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t) ●● Tração: dianteira ●● Dimensões: 4,637 m (c), 1,798 m (l), 1,433 m (a) ●● Entre-eixos: 2,700 m ●● Pneus: 215/50 R17 ●● Porta-malas: 519 litros ●● Tanque: 56 litros ●● Peso: 1.291 kg ●● 0-100 km/h: 10s3 (medição MOTOR SHOW) ●● Velocidade máxima: não divulgada ●● Consumo cidade: 7,2 km/l (g) e 10,6 km/l (e) ●● Consumo estrada: 8,9 km/l (g) e 12,9 km/l (e) ●● Emissão de CO2: 116 g/km ●● Nota do Inmetro: B ●● Classificação na categoria: A (Grande)

Honda Civic EXL

NOTAS: Motor 2,5 / Câmbio 3,5 / Desempenho 2 / Consumo 4 / Segurança 4 / Equipamentos 4,5 / Multimídia 4 / Conforto 3,5 / Porta-malas 4 / Prazer ao dirigir 3 / Média: 3,5 RESUMO: Impressiona pelo design, acabamento e dirigibilidade, mas decepciona nos mimos e no preço. O motor 2.0 é apenas OK.

2.0 melhorasse discretamente (principalmente na cidade). O sedã foi de nota C para B no ranking do Inmetro, porém agora gasta mais com gasolina na estrada (passou de 13,8 para 12,9 km/l) e tem consumo pior que o de todos os novos rivais turbinados (e que o do próprio Civic Touring; detalhes nas fichas técnicas acima). Enfim, o Civic recuperou grande parte da esportividade

e ousadia de 2005 – mas será isso que o consumidor (conservador) de sedãs médios procura? Talvez a maioria deles valorize mais do que isso o que ele ganhou de luxo, tecnologia e sofisticação, mas lamente não ter o motor turbinado em todas as versões (como os rivais Jetta e Cruze). E será preciso convencê-lo a pagar pelo novo Civic valores acima da média do mercado.


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O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ


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CARRO USADO

É possível fazer um bom negócio comprando um carro que saiu de linha em 2016? O tema é polêmico porque vejo que algumas pessoas têm medo de comprar carros usados Felipe Carvalho

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www.cacadordecarros.com.br

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ano acabou de começar e você precisa saber quais são os carros que não serão mais vendidos pelas montadoras em 2017. Vale destacar que um modelo só sai totalmente de linha, mercadologicamente falando, quando o seu nome deixa de ser utilizado. Portanto, isso não vale quando uma nova geração é lançada, embora o novo carro seja totalmente diferente. O tema é polêmico porque vejo que algumas pessoas têm medo de comprar carros usados que saíram de linha por conta de mitos que se criam no mercado. No meu caso, como consumidor e Caçador de Carros, não tenho medo algum adquirir de um modelo que já deixou de ser fabricado. Geralmente ficam mais baratos no mercado de carros usados, uma vantagem para quem valoriza o dinheiro e busca por uma boa relação custo/benefício. Mas também pode virar um casamento no caso de modelos de pouca aceitação. Como sempre digo, cada situação deve ser analisado de forma individual. Dica: não deixe de comprar um carro apenas por ele ter saído de linha. Analise o caso e compare com a concorrência, pois você pode perder um excelente negócio apenas pelo preconceito bobo de ter um carro que não é mais fabricado.

Renault Clio

Sou fã declarado deste carrinho da Renault. Tem qualidades de sobra, mas o seu projeto antigo não conseguiu emplacar bons números de vendas, o que não faz sentido em um carro de entrada. Mas para quem é fã de carros leves e ágeis, a Renault vai lançar neste ano o pequeno Kwid – que a marca insiste em chamar de SUV compacto. Voltando ao Clio: no mercado de carros usados deve continuar como um dos últimos carros de entrada que as pessoas consideram para compra. É uma boa opção entre os compactos, mas deve ser levada em consideração a desvalorização maior que a da concorrência. Já os mais antigos, que tinham motores mais potentes e acabamento mais refinado, têm relação custo/benefício imbatível. Conheça o Clio Privilège e entenda o que estou dizendo.

Chevrolet Classic

Criticado por ter uma das plataformas mais antigas à venda, sempre foi um carro com muitas qualidades. Isso porque a linha Corsa nasceu moderna e soube como poucos atender às necessidades do brasileiro. O Classic tem um bom porta-malas para uma família pequenas, dimensões diminutas que favorecem a agilidade no uso urbano e o baixo peso exige pouco do motor 1.0. Ainda é um ótimo negócio para quem precisa de um carro usado com essas características e dispõe de pouco dinheiro. A mecânica é a mesma de outros modelos da GM, o que facilita a manutenção. Já as peças da carroceria e de acabamento não são mais compartilhadas com ninguém, mas vendeu tanto nos mais de 20 anos de vida, que ainda é possível achar muita coisa para o sedãzinho.

Fiat Siena EL e Palio Fire

Assim como o Classic, os pequenos sedã e hatch da Fiat também têm muitos anos de mercado, com ótimos números de vendas. O Siena nasceu meio desajeitado, mas ganhou uma bela traseira em 2001, e de lá para cá foi um sucesso. Ganha em espaço interno e de porta malas do Chevrolet Classic, mas perde em desempenho. Dirija um Classic e um Siena, ambos 1.0, e perceberá

a diferença. Já o Palio Fire vai bem por ser mais leve. Como qualquer carro da linha Palio, ainda são bons negócios no mercado de carros usados e sempre terão compradores para eles nos próximos anos. A mecânica deve ficar para o passado em um futuro próximo, já que a Fiat começou a equipar os seus compactos atuais com o novo FireFly 1.0 de três cilindros. Ainda assim, é muito simples e barato manter qualquer um deles devido o grande volume de vendas em todo o Brasil. Como modelos de entrada, prefiro um usado deles do que um apertado Fiat Mobi 0km, por exemplo. Fiat Bravo e Linea

Não é novidade que a Fiat tem dificuldade de emplacar carros médios no nosso mercado. Justo ela que reinou absoluta por muitos anos seguidos como a marca de maior número de vendas. O problema, como vocês devem saber, é o histórico negativo com seus antecessores, os hatches Tipo, Brava e Stilo e os sedãs Tem-

pra e Marea. Eu gosto de todos eles, mas convenhamos, poucos querem saber deles no mercado de carros usados. Assim deve ser com o Bravo e o Linea, que são lindos, em minha opinião, mas não conseguiram emplacar bons números de vendas. Mais uma vez, volto a falar do câmbio automatizado da Fiat, que certamente prejudicou as vendas desses modelos. Para quem gosta deles e não se preocupa com revenda, vá em frente. Já se você é daqueles que não quer perder dinheiro, esqueça Bravo e Linea. Fiat Freemont

O sétimo modelo desta lista mostra que a Fiat, no mínimo, pretende renovar a sua linha. No caso do Freemont, só é Fiat nos logotipos, pois sabemos que se trata de um Dodge Journey menos equipado e mais barato. Pode ser uma boa compra para quem precisa de um carro com sete lugares, mas o motor 2.4 deixa a desejar devido o porte e peso do crossover. O desempenho é modesto, afinal, são apenas 172

cv para puxar umas duas toneladas e meia (quando carregado) e, como consequência, o consumo de gasolina é elevado – não tenho dúvidas que o Journey, com seu ótimo V6 de 280 cv é uma escolha mais acertada. O fim das vendas do Freemont no Brasil prepara o terreno para o lançamento do SUV de sete lugares baseado na Fiat Toro, que estreia em 2018. Ford Fiesta Sedan

Diferentemente do nacional hatch, o sedã era importado do México. A Ford informa que apenas suspendeu a importação e que deve voltar mais para frente. Mas os números de vendas em 2016 não devem animar para que isso aconteça: o hatch vende em 30 dias mais que o sedã vendeu em um ano inteiro! Qualidades não faltam ao Fiesta Sedan, pois é dos mais seguros e completos da categoria, com sete airbags, controles de estabilidade e tração e mais uma série de equipamentos. As reclamações do câmbio PowerShift, um automatizado de dupla embreagem, contribuiu

para a queda nas vendas. Como compra no mercado de usados, é uma ótima opção, mas veja se a transmissão foi avaliada ou reparada no recall da Ford, que estendeu a garantia do componente. Nissan Altima

Alguém lembra dele? Já viu nas ruas? Bem, estou exagerando, pois até tem alguns rodando, mas são tão raros que tenho certeza que algumas pessoas não o conhece. Na verdade, é um baita carro, com dimensões de sedã grande, motor 2.5, design matador e preço bem abaixo do que realmente vale. Mesmo assim, não emplacou. Uma pena, pois se eu sonho com a volta do Nissan Maxima ao Brasil, essa experiência negativa com o Altima deve fazer com que a marca reveja o modo de trabalhar nesse segmento. Só vale a pena comprar se você é daqueles que gostam de um carro de “presença” e não se preocupa com revenda. Para passar um Altima usado para frente, só dando um bom desconto para o comprador.

Geely EC7 e GC2

Aqui não cabe apenas um modelo, mas sim todos da marca chinesa que encerrou as operações no Brasil no ano passado. Para mim, não vale a pena comprar um carro da Geely, pois o risco de “casar” com ele é grande e o divórcio certamente vai custar caro.

BMW Z4

Esses dias eu avaliei um Z4 branco com interior vermelho. Baixei a capota e andei pelas ruas do Jardim Anália Franco, bairro nobre da Zona Leste de São Paulo. Entrei em depressão depois da avaliação, pois o carro não era para mim. Brincadeiras à parte, que carro lindo! Sai de linha depois de bons 14 anos de venda. Deve dar lugar ao inédito Z5, previsto para 2018. Em um carro como esse, comprado com emoção e não com razão, não cabe falar de dinheiro. É certo que se perde muita grana com ele, pois a desvalorização é alta. Mas se você quer se sentir a pessoa mais feliz do mundo como eu me senti com aquele roadster branco, compre!


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A maioria dos carros brasileiros já sai de fábrica com travas elétricas de acionamento remoto. Projetos como Chevrolet Cruze, Nissan Kicks e Honda HR-V acrescentam, inclusive, partida por botão

Dez itens que você não percebeu, mas estão em extinção nos novos carros As mudanças são imperceptíveis, muitas vezes, mas ocorrem de maneira constante e, quando vemos, determinada tecnologia à qual ficamos tão acostumados já virou coisa do passado

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enhum automóvel está imune à (r)evolução tecnológica. Basta comparar um carro dos anos 50 e um atual, por exemplo. Com exceção às rodas, nem parece que estamos falando de produtos de um mesmo gênero. As mudanças são imperceptíveis, muitas vezes, mas ocorrem de maneira constante e, quando vemos, determinada tecnologia à qual ficamos tão acostumados já virou coisa do passado. Quebra-ventos, vidro traseiros fixos, vidros com abertura basculante... tudo coisa de carro clássico e já abandonados na linha de produção. Selecionamos dez itens que ainda podem ser vistos em alguns carros novos, mas estão em processo de extinção. Alguns já podem ser considerados coisa rara num zeroquilômetro, enquanto outros ainda são frequentes, mas não devem viver mais do que cinco ou 10 anos para contar a história. Confira:

Acendedor de cigarro

Fumar era um hábito considerado elegante e refinado há algumas décadas. Nada mais natural, portanto, que os carros (especialmente de luxo) oferecessem um acendedor elétrico como cortesia em suas tomadas 12V. Em tempos de condenação ao tabagismo, raras são as fabricantes que mantêm esta peça. Chinesas como a JAC (na foto, temos um recém-lançado T5) e francesas como a Citroën são algumas exceções.

Cinto de segurança de dois pontos

Padrões cada vez mais elevados de segurança exigidos por governos e também por entidades independentes, caso do NCAP, estão mobilizando as marcas a enfim dotarem

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todas as posições dos carros com encostos de cabeça e cinto de três pontos. Ainda há projetos de baixo custo que resistem à tendência, caso de Chevrolet Onix, Volkswagen up!, Fiat Mobi, Ford Ka, Renault Sandero, Toyota Etios... Vamos ver até quando. Chave fixada na base e sem telecomando

Quando até carrinhos de entrada como o Mobi oferecem chave do tipo canivete e com telecomando para abertura e fechamento das portas, então você pode ter certeza que o velho hábito de conectar e girar a chave à porta ou à ignição para abrir e ligar o veículo está acabando. A maioria dos carros brasileiros já sai de fábrica com travas elétricas de acionamento remoto. Projetos como Chevrolet Cruze, Nissan Kicks e Honda HR-V acrescentam, inclusive, partida por botão.

Coluna de direção fixa

Já está ficando praticamente impensável comprar um carro zero que não disponha, pelo menos, de ajuste de altura para a coluna de direção. Afinal, somos diferentes, temos tamanhos de pernas, braços e troncos diferentes. Além disso, carros com airbags obrigam que o condutor se mantenha em distância segura do volante e isso só é obtido com ajustes totais, tanto no trilho do banco, quanto na coluna de direção. No Brasil, versões mais básicas de carros de entrada continuam a cometer o pecado de não ter esse ajuste. Em breve, porém, regular altura e também a distância do volante para o painel será praxe.

Faróis halógenos, luzes de neblina...

Estes são itens que devem

resistir por um tempo mais longo num mercado como o Brasil, mas certamente já terão virado peça de museu lá por 2030, ainda bem! Fala a verdade: é muito chato aguentar aquela luz incômoda do motorista sem noção que usa farol de neblina na cidade, seja dia ou noite (e sem ter neblina!). O que o futuro nos reserva é um conjunto óptico integralmente de LED, com acionamento automático e fachos adaptativos, para não ofuscar ninguém e gerar iluminação perfeita em qualquer situação. Isso sem falar no laser, que amplia a visibilidade noturna e já é visto em modelos mais caros das marcas alemãs, mas que deve demorar um tempo bem maior até ganhar corpo em carros mais baratos. Freio de mão por alavanca

Projetos de plataforma compacta, tal qual Nissan Kicks, Honda HR-V e Jeep Renegade, já contam com freios de estacionamento elétricos e acionamento por tecla. Portanto, pode escrever: dentro de não muitos anos aquele ato de fazer força para puxar o freio de mão estará banido de nossas atividades cotidianas. Manivela para abertura dos vidros

Novamente temos aqui um equipamento que só veículos de baixo custo e em versões de base continuam a oferecer. Para falar a verdade, podemos classificar como "raríssimo" um automóvel novo dotado de vidros manuais nas portas dianteiras, embora a velha e obsoleta manivela ainda se faça presente em várias portas traseiras. Pino para abertura das portas

A adoção de travas elétricas

Pode escrever: dentro de não muitos anos aquele ato de fazer força para puxar o freio de mão estará banido de nossas atividades cotidianas

com abertura e fechamento por telecomando, ou até mesmo automático, gerou outra consequência: a morte dos famigerados pinos nas portas. Hoje o comando interno de travamento aparece ora concentrado em um botão único, localizado no apoiador de braço da porta do motorista ou no console central, ora em teclas individuais nas maçanetas. É até uma questão de segurança: quem nunca puxou o pininho com um barbante porque esqueceu a chave na ignição e o veículo ficou bloqueado que atire a primeira pedra.

funcionamento com gasolina ou etanol, a engenharia brasileira adotou uma solução interessante: um tanquinho auxiliar, abastecido sempre com gasolina, seria responsável pelo pré-aquecimento do motor. Foi uma ótima sacada, mas isso é passado: um carro moderno que se preza possui lanças pré-aquecedoras já na galeria de combustível, ou injeção direta. Chevrolet Onix/ Prisma, Renault Sandero/ Logan e Fiat Toro 1.8 (!) são exemplos de quem ainda não se atualizou (ou seria "não se tocou"?).

Tanquinho de partida a frio

Tocador de CD e DVD

Para conceber os carros flex sem tanta discrepância de

O CD está prestes a se tornar item de sebo ou antiquário, isso todos já sabemos.

Mas... tem carro que ainda se vangloria de ter como equipamento de série um tocador de CD ou DVD. Alguns casos são perdoáveis, porque o projeto é mais antigo e vai passar em breve por renovação. Agora, como explicar que modelos novos de marcas como Land Rover (na foto, um slot de Discovery Sport!), MercedesBenz, BMW... ainda usem o dispositivo? Bem, é questão de perfil de consumidor: clientes de carros de luxo são mais conservadores, então surpreendentemente serão os carros desse segmento os últimos a abandonar este item. Nos demais, já há migração em massa para espelhamento e projeção de celulares e de seus apps musicais.


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