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Macaé (RJ), quarta-feira, 31 de dezembro de 2014, Ano XXXIX, Nº 8593

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

Primeira classe

Jaguar F-Type, Ford Fusion Hybrid, Honda Civic Si e Nissan March 1.0 brilham em 2014

O

mercado de luxo no Brasil, decididamente, é o mais promissor. Tanto que, apesar da queda geral nas vendas, as chamadas marcas premium estiveram um bocado ativas em 2014. E, claro, acabaram se destacando nas avaliações realizadas pela equipe do noticiário automotivo “Auto Press”. Caso do Jaguar F-Type Coupé R, que teve nota máxima em várias categorias e se tornou um dos grandes destaques entre as novidades que chegaram ao país neste ano. A marca britânica conseguiu com seu imponente cupê marcar presença no desempenho, interatividade, tecnologia e design. E quase abocanhou ainda o quesito acabamento, e levou nota 10 em metade dos quesitos avaliados

durante o lançamento, em abril na Espanha. Para isso, contou o estrondoso motor V8 5.0 de 550 cv e 69,3 kgfm de torque. A Suzuki apostou alto na aderência mecânica do hatch compacto Swift Sport e garantiu sua presença na lista dos melhores do ano na estabilidade, dividindo o posto com a Mercedes-Benz C250 Sport e o Honda Civic Si. Enquanto isso, o ecológico Fusion Hybrid conseguiu encabeçar a lista em duas áreas distintas: interatividade – empatado não só com o F-Type, mas também com o Citroën C3 – e consumo, como já era de se esperar, já que tem o melhor aproveitamento energético aferido pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro, com 1,33 MJ/km. PÁG. 4

MOTOMUNDO

TRANSMUNDO

Caminhos opostos Motocicletas de baixa e média cilindrada seguem o calvário enquanto modelos premium despontam no Brasil O ano de 2014 não será memorável para o setor de motocicletas no Brasil. Especialmente nos segmentos de baixa e média cilindrada, que correspondem a 85% do mercado. Pior: foi um período de significativa retração – varejo e atacado –, produção e exportação. Todo o pessimismo se apoia em números. Segundo a Abraciclo – associação que reúne os fabricantes brasileiros de motocicletas –, entre janeiro e novembro, o setor registrou queda de 5,3% nas vendas – foram 1.301.981 unidades contra 1.374.988 no mesmo período de 2013. PÁG. 3

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DIVULGAÇÃO

Perspectiva histórica Mercado de caminhões registra queda de 12% em 2014 PÁG. 3


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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Tapa silencioso Sem alardes, a Toyota já vende no Brasil o Camry 2015. Reestilizado, o sedã grande da marca japonesa chega importado por R$ 158.600. O modelo traz novidades no visual, principalmente na dianteira com faróis redesenhados, grade, entradas de ar e uma espécie de “bocarra” que compreende os faróis de neblina. Atrás, um friso cromado integra as lanternas e a tampa do porta-malas.

Quantos aos equipamentos, o Camry ag ora vem com novos comandos no volante e ar-condicionado, além de grafismos inéditos no painel de instrumentos. Central multimídia de sete polegadas com leitor de DVD e câmara de ré e também sete airbags são itens de série. A mecânica segue a mesma. Motor V6 3.5 de 277 cv e 35,3 kgfm aliado à transmissão automática de seis marchas.

Exterminador do futuro De olho nos modelos AMG e M de Mercedes e BMW, respectivamente, a Cadillac – marca de luxo da General Motors – antecipou o que será sua principal atração no Salão de Detroit, em janeiro, nos Estados Unidos. Trata-se da terceira geração do CTS-V, a variante mais potente do sedã ianque. Com um motor V8 6.2 turbo sob o capô, o modelo é capaz de despejar 653 cv de força e avassaladores 90 kgfm. A tração é

traseira e a transmissão é sempre automática de oito marchas. O apelo esportivo não deixa a tecnologia de lado e o sedã traz park assist, alertas de colisão frontal, de tráfego transversal traseiro, de ponto cego e de mudança de faixa de rolamento. As rodas são de 19 polegadas e os freios são assinados pela italiana Brembo. Nos Estados Unidos, o novo CTS-V partirá de US$ 64 mil – cerca de R$ 173 mil.

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TRANSMUNDO

Perspectiva histórica

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Mercado de caminhões registra queda de 12% em 2014 por Márcio Maio Auto Press

É

inevitável a decepção quando se trata das vendas de caminhões no Brasil. Os primeiros 11 meses de 2014 registram queda de 12% – passou das 140 mil unidades de 2013 para 123 mil, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea. Mas o clima nesse final de ano não chega a ser de desânimo. As perdas nos emplacamentos atingem todos os tipos de veículos automotores no país, porém há um consolo entre os caminhões. “Nos pesados e semipesados, teremos um recuo de pouco mais de 10% em relação a 2013. Mesmo assim, se trata do quarto melhor ano da história”, avalia Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil. “Temos um mercado total de caminhões que caiu em volume de vendas. Por outro lado, a indústria fica num patamar excelente se compararmos com o passado”, engrossa o coro o diretor de vendas de caminhões da Scania no Brasil, Victor Carvalho. A queda registrada pela Anfavea entre janeiro e novembro é explicada por especialistas em função da desaceleração da economia e, principalmente, pela demora na oficialização do PSI, Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, que oferece taxas vantajosas no financiamento de caminhões. Como a liberação do PSI só ocorreu no final de janeiro, quase dois meses de vendas foram perdidos. Este fato retardou a aprovação

dos pedidos de financiamento que estavam acumulados desde o ano passado. Mas outros fatores foram decisivos nessa inibição de vendas. “A deterioração em vários indicadores macroeconômicos, a Copa do Mundo e as eleições presidenciais impactaram o mercado de forma negativa”, atesta Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina. Entre outros transtornos, o mundial de futebol realizado no país inseriu feriados atípicos. E a disputa presidencial gerou um clima de incerteza a respeito do futuro. “Foram menos dias de produção e vendas e muita indefinição no cenário econômico. Tivemos de readequar processos para nos mantermos competitivos”, explica Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America. Poucas foram as novidades que surgiram no mercado de caminhões brasileiro em 2014. A Volvo lançou uma edição especial em comemoração aos 20 anos de sua linha FH e também inseriu o câmbio I-Shift no line-up de seu modelo VM. Já a Mercedes-Benz sofisticou os seus Axor, Actros e Atego. Itens como cabine com cama dupla, assentos e suspensão, já presentes no extrapesado Actros, foram inseridos no pesado Axor e no semipesado Atego. A versão topo do Atego, 2430, e a linha Axor passaram a contar com o opcional câmbio automatizado PowerShift e Axor, Actros e Atego 2430 receberam melhorias no eixo traseiro. A Ford relançou o semileve F-350 e o leve F-4000 – que haviam sido encerrados em 2011 – e ainda deu ao último uma

Poucas foram as novidades que surgiram no mercado de caminhões brasileiro em 2014

versão 4X4, tornando-o o único caminhão leve com tração integral comercializado no Brasil. E a Iveco lançou, no mês passado, o Tector 150E21 Economy 4X2, que a marca italiana tenta posicionar em um nicho entre os médios e os semipesados. O Peso Total Bruto do novo caminhão é 15.400 kg e o modelo é destinado para entregas urbanas e também para curtas e médias distâncias rodoviárias. As fabricantes são unânimes ao apontar o Brasil como um dos principais mercados globais não só de caminhões, mas também de ônibus. Tanto que algumas marcas que só trabalham com modelos importados no país já começam a instalar fábricas por aqui. Caso da chinesa Foton Beiqi, que tem mais de 25 concessionários implantados nas principais regiões brasileiras e se prepara para inaugurar, em 2016, sua unidade fabril em Guaíba, no Rio Grande do Sul. “Importamos em 2014 1.300 unidades da China, o que nos coloca como o segundo mercado da empresa na América Latina”, avalia Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente da

Foton Caminhões no Brasil. Já o mercado de ônibus encerrou novembro com vendas acumuladas em 25,2 mil unidades, também segundo a Anfavea. Esse resultado representa uma retração de 15,2% frente ao mesmo

período em 2013, quando foram registradas 29,7 mil vendas. “Para que toda a cadeia progrida, é necessário que haja o comprometimento das lideranças políticas em relação ao transporte como um todo”, acredita Ricardo Alouche,

da MAN. A torcida por uma ajuda federal é unânime. “Com incentivos e juros baixos, o mercado já provou que reage bem”, enfatiza Eduardo Monteiro, responsável por vendas de chassis urbanos da Scania do Brasil.


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O F-Type Coupé R carrega toda a tradição da Jaguar e do segmento de superesportivos. O carro ostenta surpreendentes 550 cv de potência e 69,3 kgfm de torque, uma combinação que leva seu motor V8 5.0 litros turbocomprimido a entregar uma força brutal em todas as faixas de giros

TESTE

Primeira classe

Jaguar F-Type brilha em 2014 enquanto Volkswagen Up decepciona nas vendas por Márcio Maio Auto Press

preciso manter o carro com as rodas fincadas no chão e na direção certa. A Suzuki apostou alto na aderência mecânica do hatch compacto Swift Sport e garantiu sua presença na lista dos melhores do ano na estabilidade, dividindo o posto com a Mercedes-Benz C250 Sport e o Honda Civic Si. Enquanto isso, o ecológico Fusion Hybrid conseguiu encabeçar a lista em duas áreas distintas: interatividade – empatado não só com o F-Type, mas também com o Citroën C3 – e consumo, como já era de se esperar, já que tem o melhor aproveitamento energético aferido pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro, com 1,33 MJ/km. Neste quesito, o Nissan March também se destacou com a motorização 1.0, que obteve índice de 1,59 MJ/km, na mesma avaliação do InMetro. E o hatch, que se tornou brasileiro em 2014, reinou sozinho ainda no que diz respeito a custo/benefício. Seguindo a ideia de oferecer mais por menos, a Nissan oferece itens só disponíveis em modelos acima de R$ 50 mil e custa 10% menos que os

O

mercado de luxo no Brasil, decididamente, é o mais promissor. Tanto que, apesar da queda geral nas vendas, as chamadas marcas premium estiveram um bocado ativas em 2014. E, claro, acabaram se destacando nas avaliações realizadas pela equipe do noticiário automotivo “Auto Press”. Caso do Jaguar F-Type Coupé R, que teve nota máxima em várias categorias e se tornou um dos grandes destaques entre as novidades que chegaram ao país neste ano. A marca britânica conseguiu com seu imponente cupê marcar presença no desempenho, interatividade, tecnologia e design. E quase abocanhou ainda o quesito acabamento, e levou nota 10 em metade dos quesitos avaliados durante o lançamento, em abril na Espanha. Para isso, contou o estrondoso motor V8 5.0 de 550 cv e 69,3 kgfm de torque, os comandos e mostradores inspirados na aviação, controle de estabilidade, suspensão esportiva com sistema adaptativo e modo dinâmico configurável, injeção direta com pulverização direcionada (SGDI), distribuição variável dupla independente (DIVCT) e seu desenho imponente e sedutor. Outros dois cupês importados conquistaram nota máxima em desempenho. O Audi S7 surpreendeu com seu V8 4.0 de 420 cv capaz de levar o modelo de zero a 100 km/h em apenas 4,5 segundos, 0,4 s a menos que o britânico – e

rivais diretos. Conforto é uma característica que normalmente se espera de um sedã. E foi isso que a nova geração do Toyota Corolla apresentou, ao ganhar bons 10 cm no entreeixos. Isso junto com a Chevrolet Trailblazer, que ostenta 15 cm a mais de entre-eixos que o japonês e ainda conta com uma terceira fileira de bancos. Algumas investidas dão certo, outras não. A Volkswagen apostou alto no pequeno Up!. Afinal, o carrinho é moderno, eficiente e simpático. O problema é que a marca alemã acreditou que ele seria um sucesso instantâneo e que venderia as 12 mil unidades mensais necessárias para justificar o investimento na fábrica de Taubaté. Não foi. Esse papel foi protagonizado este ano pelo simpático Ford Ka. Resultado: a Volkswagen não conseguiu substituir à altura o finado Gol G4 e perdeu a liderança mantida pelo seu compacto por mais de um quarto de século. Com isso, o Fiat Palio conseguiu se fechar 2014 como o campeão de emplacamentos nacional.

Os melhores em cada ponto – Jaguar F-Type Coupé R, Audi S7 e Renault Mégane RS ● ESTABILIDADE – Suzuki Swift Sport, Mercedes-Benz C250 Sport e Honda Civic Si ● INTERATIVIDADE – Jaguar F-Type Coupé R, Ford Fusion Hybrid e Citroën C3 ● CONSUMO – Ford Fusion Hybrid e Nissan March 1.0 ● CONFORTO – Toyota Corolla e Chevrolet Trailblazer ● TECNOLOGIA – Jaguar F-Type Coupé R e Audi S7 ● HABITABILIDADE – Fiat Strada Adventure CD, Peugeot 3008 e Mercedes-Benz GLA 200 ● ACABAMENTO – Land Rover Range Rover Evoque e Peugeot RCZ ● DESIGN – Chevrolet Camaro SS Sunrise, Mini Cooper hatch e Ja● DESEMPENHO

também empatou com ele em tecnologia. E diretamente da França, com vendas apenas prometidas para o Brasil, o

Renault Mégane RS, com sua ficha técnica um pouco mais “humilde”, se impôs com um “pequeno” 2.0 turbinado ca-

paz de descarregar 265 cv e levar o carro aos 250 km/h, limitados eletronicamente. Mas não basta ter força, é

guar F-Type Coupé R ● CUSTO/BENEFÍCIO – Nissan March

1.6 SL ● A Nissan depende do March para

alcançar a pretensiosa meta de abocanhar 5% de participação no mercado nacional. Daí a estratégia de oferecer mais por menos no modelo. O hatch – que foi nacionalizado neste ano, sendo fabricado agora em Resende, no interior do Rio de Janeiro – custa cerca de 10% menos que outros compactos do mercado com equipamentos semelhantes. E muitos nem dispõem de todos os recursos oferecidos no March, como por exemplo o sistema de entretenimento com GPS, câmara de ré e interligado a redes sociais. Por isso mesmo, reina absoluto no quesito custo/benefício.


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AUTOMUNDO

Adrenalina no ar

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Porsche 911 Targa esbanja vigor, principalmente em sua versão “raivosa” 4S, de 400 cv por José Macário Auto Press

A

história do Porsche 911 Targa começa na década de 1960, quando rumores sobre novas imposições de segurança aos conversíveis pipocavam nos Estados Unidos. Como o sucesso e até a sobrevivência da marca alemã dependiam da viabilidade de uma versão cabriolet de seu modelo mais icônico no mercado norte-americano, foi desenhada e concebida a barra de segurança de alumínio que faz as vezes de “roll-bar”. Até hoje, cinco décadas depois, o arco é considerado uma das mais belas peças já desenhadas pela indústria automotiva. E se mantém na mais recente versão do 911 Targa, revelada em janeiro último, no Salão de Detroit. O esportivo traz um novo sistema de capota de lona – as gerações anteriores usavam vidro – e está disponível em duas versões, a 4 e a 4S. O novo Targa mantém o vidro traseiro mesmo quando o teto está aberto, o que faz com que muitos o chamem de semiconversível. Para baixar a capota, bastam menos de 20 segundos, desde que o veículo esteja parado. A operação é feita eletricamente, a partir de um botão. Ao ser pressionado, ele aciona o comando que levanta a parte de trás do carro e, já dobrada, a capota de lona desliza por baixo. Ao final, ela fica escondida no porta-malas.

O esportivo é oferecido apenas com tração integral, independente da versão escolhida. A “de entrada” acompanha um motor V6 de 3.4 litros capaz de gerar 349 cv e atingir velocidade máxima de 289 km/h, além de cumprir o 0 a 100 km/h em apenas 5,2 segundos. Já a mais potente 4S tem um propulsor V6 3.8 litros que entrega 400 cv e leva o modelo de zero aos 100 km/h em apenas 4,8 segundos, chegando à máxima de 296 km/h. Em ambos os casos, as especificações são para os modelos com câmbio manual de sete marchas. Na 4S com transmissão automatizada, o zero a 100 km/h cai para 4,6 segundos e a máxima, para 294 km/h. As duas configurações podem ter o trem de força completado por uma transmissão manual de sete velocidades ou PDK de dupla embreagem também com sete marchas. O modelo vem de série com o sistema Porsche Traction Management –PTM – em versão aperfeiçoada. Ele controla, de forma precisa e direta, a distribuição das forças propulsoras entre o eixo dianteiro e o eixo traseiro. Na versão 4, as rodas traseiras tem 295 mm de largura, enquanto a “endiabrada” 4S ostenta pneus com 305 mm. Esta última versão está à venda no Brasil, mas definitivamente não é para qualquer um. Para ter um desses na garagem, é preciso desembolsar R$ 739 mil.

O Porsche 911 Targa 4S se mostrou um esportivo extremamente bem resolvido do ponto de vista aerodinâmico


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AUTOMÓVEIS

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Longino Morawski, diretorsuperintendente comercial da Harley-Davidson do Brasil, dá outra visão do segmento de motos de alta cilindrada no país. "Nos modelos acima de 600 cc, o volume de vendas ficou praticamente estável. Mas olhando para o mercado como um todo, esse resultado pode ser considerado positivo", analisa Morawski. O segmento acima das 450 cc abocanhou 34 dos 39 lançamentos de 2014 – em 2013 foram 37 de 57. Nesse quesito, a Harley-Davidson estreou em fevereiro quatro modelos, com destaque para Street Glide e Ultra Limited duas das motos que passaram pelo crivo do Projeto Rushmore, de desenvolvimento de novas tecnologias

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Caminhos opostos Motocicletas de baixa e média cilindrada seguem o calvário enquanto modelos premium despontam no Brasil por Raphael Panaro Auto Press

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ano de 2014 não será memorável para o setor de motocicletas no Brasil. Especialmente nos segmentos de baixa e média cilindrada, que correspondem a 85% do mercado. Pior: foi um período de significativa retração – varejo e atacado –, produção e exportação. Todo o pessimismo se apoia em números. Segundo a Abraciclo – associação que reúne os fabricantes brasileiros de motocicletas –, entre janeiro e novembro, o setor registrou queda de 5,3% nas vendas – foram 1.301.981 unidades contra 1.374.988 no mesmo período de 2013. A Abraciclo projeta que esse encolhimento mantenha a proporção e o ano feche 1,44 milhão de motocicletas emplacadas – frente às 1,51 milhão de unidades de 2013. Com a sequência de quedas desde 2012 e a piora no crédito em 2014, esse cenário já era previsível. “Apenas 20% dos pedidos de financiamento para motocicletas foram aprovados pelas instituições financeiras privadas”, reclama José Eduardo Gonçalves, diretor-executivo da Abraciclo. José Eduardo também aponta outros fatores para a retração. “O consumidor se mostra apreensivo e cauteloso diante do baixo crescimento da economia brasileira, da aceleração da inflação e dos riscos à empregabilidade”, enumera. “Vale lembrar que 85% dos compradores de motocicletas pertencem às classes C e D, justamente as mais suscetíveis a estes fatores”, completa. As vendas sofreram tanto no varejo quanto no atacado. De janeiro a novembro de 2014, o declínio chega a 11,3% quando comparado com 2013 – 1.316.391 unidades esse ano contra 1.483.307. Números

ainda mais baixos foram registrados nos índices de exportações. O número de motocicletas comercializadas para outros países registrou entre outubro e novembro um recuo de 52,8% – caiu de 7.107 para 3.355. Já no acumulado, a queda foi de 16,3%: 98.002 unidades exportadas em 2013 e 82.003 este ano – reflexo, acima de tudo, da queda do mercado argentino. O “baque” também foi registrado na produção. De janeiro a novembro de 2013, o setor atingiu 1,59 milhão de unidades. No mesmo período desse ano, foram 10,2% a menos, ou 1,43 milhão. Segundo a Abraciclo, a retração chegará a 12% até o final do ano. Serão 200 mil unidades a menos: de 1,67 milhão para 1,47 milhão em 2014. O “tombo” do mercado de baixa e média cilindrada se refletiu nos lançamentos de 2014. Foram 39 novos modelos posto à venda em 2014 contra 57 em 2013. Apenas cinco deles entre 150 cm3 e 450 cm3 – a soma chegou a 20 no ano passado. A Honda, detentora de mais de 80% de participação de mercado, atualizou a “best-seller”, a CG 150. A campeã de vendas ganhou um sistema de freios combinados – tradução livre para Combined Breaking System ou CBS. Com este equipamento a motocicleta distribui a força de frenagem entre as duas rodas e aumenta a eficiência em relação ao sistema de freios independentes – esta tecnologia, juntamente com o ABS, será exigida, de forma escalonada, nas motocicletas a partir de 2016. A Suzuki, por sua vez, lançou a Inazuma para tentar dias melhores no mercado nacional. Por R$ 15.900, a naked bicilíndrica de 24,5 cv de potência chegou competir com Honda CB 300R, Kawasaki Ninja 300 e Yamaha Fazer 250.


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TRANSMUNDO

Novidades relativas

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Dez anos depois de lançada, 7a geração da Toyota Hilux cria série especial diesel e versão flex 4X2 automática por Luiz Humberto Auto Press

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segmento de picapes médias tem características bem peculiares em relação ao universo automotivo como um todo. Nele, um veículo pode estar há dez anos no mercado sem mudanças visuais e, ainda assim, ser competitivo em relação aos concorrentes. Seu consumidor é muito menos influenciado pelas novidades de design que aqueles que compram hatches ou sedãs. Características como robustez do conjunto e confiabilidade mecânica são bem mais decisivas. E são exatamente esses atributos que embalam as vendas da decana Hilux. Lançada em 2004, a sétima geração da picape média da Toyota continua vendendo bem – tanto que lidera há 9 anos o subsegmento de motorização diesel, com 37,4% de participação em 2014. Sem previsões para o lançamento da 8ª geração, a Toyota apresenta duas novas versões da picape: a série especial diesel Limited Edition e a flex 4X2 com câmbio automático. Agora, a Hilux passa a contar com 14 diferentes configurações, combinando diversos tipos de motorizações, câmbios, carrocerias e padrões de acabamento. Apresentada em outubro no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Limited Edition chega às concessionárias em novembro para ser a nova versão “top” com motorização diesel. Para reforçar a exclusividade

que aqueles que podem pagar R$ 155.650 por uma picape média costumam valorizar, a série especial terá apenas 3 mil unidades no Brasil. Derivada da antiga SRV Top Diesel 4X4, a Limited Edition incorpora uma série de itens que antes eram vendidos como opcionais. Segundo a Toyota, equipar as SRV Top Diesel 4X4 com os opcionais que agora são de série na Limited Edition elevava bem mais o preço final da picape. Em relação à antiga “top” diesel, a Limited Editon acrescenta a capa de proteção ao para-choque nas cores preto e cinza, novas rodas aro 17 em preto fosco, santantônio Sport cromado com protetores laterais em preto e capota marítima de lona, além de adesivos na traseira. Por dentro, o jogo de tapetes exclusivos da versão e a soleira cromada complementam as inovações da série. O preço de R$ 99.900 já deixa claro que a nova Hilux SRV Flex 4X2 com câmbio automático vem para brigar por um consumidor totalmente diferente do almejado pela Limited Edition. Nesse caso, o alvo é o público mais urbano. A novidade incorpora a tração 4X2 à motorização bicombustível e se posiciona como a única opção de picape média do mercado equipada com câmbio automático e 4X2 vendida abaixo do R$ 100 mil. Lançada em 1969, a Hilux trouxe a proposta de incorporar ao segmento de utilitários características de conforto que na época

A Hilux passa a contar com 14 diferentes configurações, combinando diversos tipos de motorizações, câmbios e padrões de acabamento

só estavam disponíveis em carros de passeio. Seu nome foi inspirado na expressão em inglês “high luxury” – alto luxo. Hoje é comercializada em mais de 170 países – e o Brasil é o terceiro mercado global da picape, atrás apenas da Tailândia e da Arábia Saudita. A Hilux chegou ao Brasil em 1993, na época importada do Japão – hoje o modelo vendido por aqui é produzido na Argentina, na fábrica de Zárate. Em 2013, foram vendidas no Brasil 42.627 unidades da Hilux, que deteve 24,1% de “share” no mercado nacional de picapes médias. Dessas, 38.317 foram com motorização diesel, o que deu à Toyota a liderança nesse subsegmento, com 37,4% de participação. Em 2014, até outubro foram emplacadas 34.521 unidades e a previsão é que as vendas anuais igualem as de 2013. Nada mal para um ano em que a comercialização das picapes médias caiu 7,7% em relação ao ano passado – no mercado automotivo geral, a queda dos emplacamentos chega a 9% em relação a 2013.


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