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Automóveis 17 05 2017

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Macaé (RJ), quarta-feira, 17 de maio de 2017, Ano XLIl, Nº 9309

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

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Modelos que estão com projetos engavetados por causa da crise Como o ciclo médio de desenvolvimento da indústria é de quatro anos, os resultados do freio de mão puxado virão em breve. PÁG. 6 VENDAS

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1.200 km de Honda WR-V Jetta, Focus Sedan e EcoSport são os campeões do desconto Existe um mito na indústria automobilística de que o Chevrolet Onix é líder de vendas devido aos grandes descontos praticados pela GM, mas uma pesquisa da Jato Dynamics revela o contrário. PÁG. 5

Os carros que têm os maiores descontos são os que mais vendem, certo? Não necessariamente. Segundo a empresa Jato Dynamics, especializada em pesquisas sobre a indústria automobilística, os campeões de desconto no primeiro trimestre de 2017 foram o Volkswagen Jetta, o Ford Focus Sedan e o Ford EcoSport. Porém, nenhum deles é o mais vendido de suas categorias. Já o Chevrolet Onix, bicampeão e líder disparado de vendas no mercado brasileiro, é um dos carros que menos tiveram desconto. A Jato Dynamics apresentou uma pesquisa de quatro segmentos

no VIII Fórum da Indústria Automobilística, organizado pelo site Automotive Business em São Paulo. Os sedãs médios registraram uma média de descontos de R$ 6,3 mil e um volume de vendas abaixo de 30 mil unidades. Em seguida, os SUVs médios aparecem com descontos médios de R$ 4 mil e vendas de 60 mil carros, mesmo volume apurado para os sedãs compactos pesquisados, mas com descontos abaixo de R$ 3 mil. Os hatches compactos também têm uma média de pechincha de R$ 2,8 mil, mas com quase 160 mil carros vendidos.

Das Cataratas do Iguaçu até São Paulo, foram 1.000 km ao volante do mais novo “SUV” da Honda. Depois, outros 200 na cidade. E assim o crossover japonês provou que será mais um sucesso de vendas. PÁG. 3

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CURIOSIDADE CRÉDITO

Conheça a máquina gigante que vende carrões em vez de salgadinhos Clientes podem escolher entre 60 supercarros expostos em showroom de 15 andares

Como foi escolhido o nome do Fiat Argo Designação foi selecionada para o futuro hatch da Fiat brasileira, que substitui Punto, Bravo e versões mais caras do Palio Nome escolhido para o futuro hatch da Fiat brasileira, que substitui Punto, Bravo e versões mais caras do Palio, Argo é um nome que remete ao mito grego de Jasão e aos Argonautas, que viajavam a bordo da nau Argo. E a marca italiana explicou o processo que levou a escolha deste nome. As máquinas de venda automática de produtos são uma febre na Ásia. Mas uma loja de carros exóticos seminovos em Singapura decidiu trocar os refrigerantes e salgadinhos por mercadorias mais, digamos, interessantes. Construída pela Autobahn Motors, a “máquina” nada mais é do que um showroom de 15 andares com capacidade para abrigar 60 veículos. Basta que o cliente escolha em uma

tela sensível ao toque qual carro gostaria de conhecer e um elevador leve o veículo até o térreo. “Nós precisávamos de um local grande o suficiente para abrigar vários carros e, ao mesmo tempo, queríamos ser criativos e inovadores na construção de nosso showroom”, afirmou o diretor geral da empresa, Gary Hong. O acervo da Autobahn é bastante variado, incluindo

superesportivos modernos e veículos antigos difíceis de encontrar, como um Morgan Plus 4 1955, Mini Coopers da década de 60, edições especiais do Porsche 911 e muitos RollsRoyce, Mercedes, Audi, BMW… Apesar de inusitada, a ideia não é nova. Sediada nos Estados Unidos, a Carvana inaugurou em março deste ano um edifício de oito andares com capacidade para 30 veículos em San Antonio, no Texas.

De acordo com o fabricante, o processo é dinâmico e multidisciplinar, envolvendo diferentes áreas do fabricante, como Brand, Design e Pesquisa. Para cada novo modelo, um grupo é formado com a missão da escolha de um nome, tendo como base informações sobre o veículo, porte, diferenciais e concorrentes.

Desse grupo sai uma lista de dez nomes, todos com uma justificativa para a sua indicação para o novo modelo. Nomes que não foram escolhidos podem vir a serem utilizados em futuros carros da empresa. Segundo a Fiat, os nomes do Mobi e da picape-crossover Toro foram escolhidos seguindo o mesmo procedimento.


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1.200 km de Honda WR-V Das Cataratas do Iguaçu até São Paulo, foram 1.000 km ao volante do mais novo “SUV” da Honda. Depois, outros 200 na cidade. E assim o crossover japonês provou que será mais um sucesso de vendas Flavio R. Silveira MOTOR SHOW

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ez da manhã. Saímos em três Honda WR-V de Foz do Iguaçu (PR), e teríamos 1.038 km até São Paulo. A versão é a topo de linha EXL, de R$ 83.400, razoavelmente alinhada com os rivais. Por pouco menos que o irmão HR-V em sua versão automática mais básica, o WR-V é mais equipado, porém menos potente e um pouco menor. E muitos dizem que se trata apenas de um Fit enfeitado. Mas, para o consu-

midor comum, o que importa é o resultado. E se o antigo Fit Twist era de fato um Fit cheio de adereços, o Honda WR-V vai além: tem grade e faróis novos, capô mais alto, traseira modificada, chassi retrabalhado. Ganhou identidade e, aos olhos da maioria, é um carro distinto. Pelo menos por fora, já que na cabine e ao volante, as mudanças em relação ao Fit são mais sutis. O que é bom, pois o monovolume é um ótimo carro. De cara, senti falta de mimos como ar-condicionado automático e bancos de couro. Acomo-

dei águas, balas e salgadinhos nos inúmeros porta-copos e objetos – herança do Fit, nesse ponto melhor que o HR-V (há até um porta-copos em frente à saída de ar para manter a bebida fresca). Ajeitei banco e volante, ambos com ajustes amplos, e tentei conectar o telefone, mas não havia Android Auto (nem Apple CarPlay). A central agradou pelos recursos e pela tela visível sob sol forte, mas peca na interface. Em pista dupla de asfalto bom, o WR-V mostrou suavidade, desde que contivesse o pé na DIVULGAÇÃO

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metade do curso do acelerador. Assim, ganhava velocidade sem ultrapassar 3.500 rpm e a 110 km/h rodava na faixa de 2.000 a 2.500 rpm, silencioso. No trecho seguinte, porém, pista única com muitos caminhões, foram necessárias muitas ultrapassagens. O WR-V respondia bem, mas quando a transmissão CVT deixava o motor acima de 4.000 rpm, seu ruído invadia a cabine. Cerca de 400 km depois, pouco cansado graças ao ótimo suporte do banco, chego a Maringá (PR). O anel viário foi bom para testar as suspensões reforçadas: com muitas crateras, calombos e lombadas, é um desafio mais real que estradinhas de terra. O WRV mostrou o bom trabalho da engenharia, com bem mais robustez e conforto ao rodar que no Fit, e sem batidas secas. Fez valer seu lado “SUV”. Mais adiante, na serra de Cornélio Procópio (PR), voltou a se mostrar SUV, porém pelo lado negativo. Nas curvas rápidas, por culpa da altura elevada – e apesar do amplo retrabalho nas suspensões –, a carroceria deitava demais. Não chegava a assustar de verdade, mas um controle de estabilidade garantiria mais tranquilidade. Outro lado negativo apareceu no consumo, por culpa da aerodinâmica. Na estrada, fez 8,9 km/l com etanol e 12,5 km/l com gasolina, números piores que os do Fit. Mesmo assim, na categoria só perde para o Nissan Kicks. Dez da noite, chegamos a São Paulo. O WR-V fora aprovado na estrada, embora não seja o cenário ideal para ele – como ficou claro depois de rodar uns dias (e outros 200 km) na buraqueira da cidade grande, disputando vagas e carregando filhos e tralhas. Então ele mostrou seu maior valor. O consumo foi apenas razoável, 10 km/l de gasolina, mas o crossover conquistou pelo conforto ao enfrentar pisos ruins e valetas e pela praticidade, graças à dirigibilidade acertada e às dimensões externas mais compactas – e com espaço interno surpreendente. No fim, o WR-V convenceu pelo que de fato é: um Fit com cara de aventura e muito mais robustez. Porque nem todos precisam de um HR-V.

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FICHA TÉCNICA

Honda WR-V EXL básico: R$ 79.400 avaliado: R$ 83.400 ● MOTOR: 4 cilindros em linha 1.5, 16V, comando simples, variável i-VTEC (desativação de válvulas) ● CILINDRADA: 1497 cm3 ● COMBUSTÍVEL: flex ● POTÊNCIA: 115 cv a 6.000 rpm (g) e 116 cv a 6.000 rpm (e) ● TORQUE: 15,2 kgfm a 4.800 rpm (g) e 15,3 kgfm a 4.800 rpm (e) ● CÂMBIO: automático CVT (continuamente variável), modos Sport e Low (“reduzida”) ● DIREÇÃO: elétrica ● SUSPENSÕES: McPherson (d) eixo de torção (t) ● FREIOS: disco ventilado (d) e tambor (t) ● TRAÇÃO: dianteira ● DIMENSÕES: 4,000 m (c), 1,734 m (l), 1,599 m (a) ● ENTRE-EIXOS: 2,555 m ● PNEUS: 195/60 R16 ● PORTA-MALAS: 363 litros (bancos rebatidos, até a tampa: 1.045 litros) ● TANQUE: 45 litros ● PESO: 1.130 kg ● 0-100 km/h: 12s0 (g) e 11s5 (e) – medição MOTOR SHOW) ● VELOCIDADE máxima: 175 km/h (estimada) ● EMISSÃO de CO2: 111 g/km ● CONSUMO cidade: 11,7 km/l (g) e 8,1 km/l (e) ● CONSUMO estrada: 12,4 km/l (g) e 8,8 km/l (e) ● NOTA do Inmetro: B ● CLASSIFICAÇÃO na categoria: A (Utilitário Esportivo Compacto)

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VENDAS

Jetta, Focus Sedan e EcoSport são os campeões do desconto Existe um mito na indústria automobilística de que o Chevrolet Onix é líder de vendas devido aos grandes descontos praticados pela GM, mas uma pesquisa da Jato Dynamics revela o contrário

O

s carros que têm os maiores descontos são os que mais vendem, certo? Não necessariamente. Segundo a empresa Jato Dynamics, especializada em pesquisas sobre a indústria automobilística, os campeões de desconto no primeiro trimestre de 2017 foram o Volkswagen Jetta, o Ford Focus Sedan e o Ford EcoSport. Porém, nenhum deles é o mais vendido de suas categorias. Já o Chevrolet Onix, bicampeão e líder disparado de vendas no mercado brasileiro, é um dos carros que menos tiveram desconto. A Jato Dynamics apresentou uma pesquisa de quatro segmentos no VIII Fórum da Indústria Automobilística, organizado pelo site Automotive Business em São Paulo. Os sedãs médios registraram uma média de descontos de R$ 6,3 mil e um volume de vendas abaixo de 30 mil unidades. Em seguida, os SUVs médios aparecem com descontos médios de R$ 4 mil e vendas de 60 mil carros, mesmo volume apurado para os sedãs compactos pesquisados, mas com descontos abaixo de R$ 3 mil. Os hatches compactos também têm uma média de pechincha de R$ 2,8 mil, mas com quase 160 mil carros vendidos. A grande surpresa da pesquisa ficou exatamente entre os hatches compactos. Apesar de ter vendido cerca de 42 mil unidades, o Chevrolet Onix teve uma média de descontos abaixo de R$ 3 mil. Na casa de R$ 2 mil de abatimento, aparecem o Hyundai HB20 (24 mil vendas), o Renault Sandero (15 mil) e o Fiat Mobi (10 mil). Acima do Onix, entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, estão o Ford Ka (21 mil vendas), o Volkswagen Gol (16 mil) e o Toyota Etios (9 mil). Os campeões de descontos nessa categoria foram o Fiat Palio (8 mil vendas)

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e o Volkswagen Fox (11 mil), com abatimentos de quase R$ 6 mil, portanto bem acima do modelo da Chevrolet. Já entre os sedãs compactos, a GM deu descontos de R$ 3 mil em média para o Chevrolet Prisma, que registrou 13 mil vendas, mas aí sim ele está entre os carros que mais tiveram abatimento de preço, junto com VW Voyage, Toyota Etios, Fiat Grand Siena e Renault Logan. Só o Ford Ka+, com quase R$ 4 mil de pechincha, está um pouco

acima. Esses carros, porém, tiveram vendas entre 4 mil e 10 mil unidades. O Hyundai HB20S teve a menor média de descontos (abaixo de R$ 2 mil) e foi ultrapassado pelo Voyage no ranking da categoria. Mas isso não é regra. Entre os sedãs médios, os descontos do VW Jetta e do Ford Focus Sedan ficaram entre R$ 9 mil e R$ 10 mil, mas ambos venderam menos do que os outros quatro modelos pesquisados. O Toyota Corolla, líder supremo dos sedãs, teve uma

média de abatimento bem alta – cerca de R$ 6 mil, mesmo valor do Nissan Sentra, que vende seis vezes menos. As menores pechinchas foram verificadas no Honda Civic e no Chevrolet Cruze (entre R$ 3 mil e R$ 4 mil). Fiel à sua política de não abrir mão do lucro, a Honda também foi dura nas negociações do HR-V, com descontos na casa de R$ 1,5 mil, um pouco a mais do que seu novo concorrente, o Jeep Compass. Hyundai Creta e Chevrolet

Creta também tiveram pouca pechincha, enquanto o Nissan Kicks ficou na casa do Honda HR-V. Já o Jeep Renegade teve que praticar descontos médios de R$ 6 mil para se manter em terceiro lugar, mas nem essa política generosa de preços salvou o Ford EcoSport, que teve descontos médios de R$ 7,5 mil e vendas de apenas 5 mil unidades (só um pouco mais que o Renault Duster, que abateu R$ 4,5 mil em cada venda.

Todos esses números são aproximados e devem ser usados como referência. Entretanto, a pesquisa da Jato Dynamics revela que o consumidor brasileiro deixou de olhar apenas para o preço dos automóveis. Mais do que a pechincha na concessionária, o que tem decidido a compra é o valor agregado de cada carro e a imagem que passa ao comprador, de acordo com seus principais atributos (confiabilidade, valor de revenda, custo de manutenção e emoção).

CITROËN

Vendas do "Citroën B-Suv" devem começar em outubro Dizem os rumores, ainda não confirmados, que o nome C3 Picasso será aposentado na Europa, a exemplo do que já foi feito no Brasil Dizem os rumores, ainda não confirmados, que o nome C3 Picasso será aposentado na Europa, a exemplo do que já foi feito no Brasil (agora há apenas o Aircross, que antes era uma versão aventureira do monovolume). As vendas do modelo que irá sucedê-lo no velho continente, por enquanto chamado apenas de BSUV (SUV compacto), devem começar em outubro. Resultado de um acordo de cooperação com a GM, ele pode, a exemplo daqui, usar a denominação Aircross. Ainda é incerto se terá, como no C4 Cactus, os interessantes airbumps (protetores laterais de material mole). A dianteira deve usar o mesmo conceito de “dois andares”. O motor será 3 cilindros 1.2 PureTech turbo a gasolina. Há uma grande possibilidade de fabricação no Brasil em 2018 ou 2019.

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A dianteira deve usar o mesmo conceito de “dois andares”


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NOVOS MODELOS DIVULGAÇÃO

Hyundai Creta STC: belo protótipo da picape, apesar de bem aceito pelo público, está com o projeto engavetado

Modelos que estão com projetos engavetados por causa da crise Como o ciclo médio de desenvolvimento da indústria é de quatro anos, os resultados do freio de mão puxado virão em breve

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uem lê revistas de carros desde os anos 80 deve se lembrar que, naquela época, uma simples reestilização era festejada, ia para a capa e ganhava uma reportagem de muitas, muitas páginas. Eram tempos em que o mercado brasileiro estava fechado para importações. Tempos em que apenas quatro montadoras davam as cartas, salvo alguns fabricantes de modelos fora-de- série. Grandes lançamentos eram raríssimos. Pois bem, esses tempos não voltam mais, já que temos quase duas dezenas de marcas produzindo localmente. Mas teremos algo um pouco parecido com os anos 80 nos próximos anos. A lista de lançamentos nacionais será bem menos extensa do que foi recentemente. Por um bom tempo, teremos uma entressafra com estreias pontuais e muitas variações sobre o mesmo tema, ou seja, reestilizações leves e tentativas de valorizar meras mudanças de ano-modelo. Por que isso? Simples. Desde que a crise político-econômica se instalou no país, ainda no primeiro governo Dilma, os números de vendas vêm despencando, e isso já tem quatro anos. A leve queda de 2013 parecia só um susto, mas a partir de 2014 a situação degringolou, e as montadoras puxaram o freio de mão. Mas por que, afinal, tivemos tantos lançamentos nos últimos anos? Porque é difícil abortar um processo como um lançamento de um carro todo novo, que começa pelo menos quatro anos antes de sua chegada às lojas. O que está sendo lançado hoje teve o martelo batido em 2013. Neste ano ainda teremos lançamentos importantes, como o Fiat Argo, hatch compacto feito em Betim (MG), e o Renault Kwid, minicarro com jeito de SUV feito em São José dos Pinhais (PR). Mas não se iluda,

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Toyota C-HR: cotado para ser feito no Brasil, aguarda decisão em função da situação do mercado no Brasil

meu caro leitor. O ano que vem já será de vacas magras, infelizmente. E AS OUTRAS MARCAS?

A GM, líder do mercado, só deve renovar sua linha compacta na próxima década. Antes disso vem o SUV médio Chevrolet Equinox, mas feito no México. A Fiat terá na virada do ano a versão sedã do Argo, mas ela virá da Argentina. Já a Ford terá reestilizações, começando pelo EcoSport este ano, mas nada de tão novo antes de 2020. As marcas japonesas são ainda mais cautelosas, vide o caso da

Honda, que tem uma segunda fábrica prontinha em Itirapina (SP), mas que só vai começar a operar quando o mercado reagir. A Toyota flerta com a ideia de produzir aqui o CH-R, um SUV que está mais para médio do que compacto. Mas não aposte nele para esta década. E a Nissan vai nacionalizar em breve o SUV Kicks, hoje importado do México, e nada mais no horizonte próximo. Até marcas conhecidas pela ousadia, como a coreana Hyundai, estão cautelosas em relação ao potencial do mercado brasileiro. A picape Creta STC, exibi-

da no último Salão do Automóvel, está na geladeira, apesar dos ótimos números de venda de sua inspiração, a Fiat Toro. Já mostramos aqui em Autobuzz que a Hyundai roda pelo país com duas unidades do pequeno Kia Picanto, em estudos para desenvolver um Hyundai menor que o HB20 (ela é dona da Kia). Mas os planos ainda dependem de um grande investimento na ampliação da fábrica em Piracicaba (SP), ainda não liberado pela matriz. Não espere também por grandes movimentações da dupla francesa Peugeot-Citroën, mui-

to menos das marcas premium que se instalaram recentemente no pais, como Land Rover, Jeepou o trio alemão Audi, BMW e Mercedes. Espere, sim, muitas novidades importadas, para compensar a lacuna de novidades nacionais. Sobretudo de marcas hoje prejudicadas pelo super-IPÌ de 30 pontos porcentuais. Esse castigo acabará na virada do ano, favorecendo sobretudo as chinesas e a coreana Kia. Mas quando afinal as montadoras vão destravar o freio de mão? Isso depende de dois fatores. O primeiro, mais óbvio, é a recuperação das vendas aguar-

dada ansiosamente para o ano que vem. O segundo, igualmente importante, é novo programa automotivo em gestação, para o lugar do Inovar-Auto. Batizado de Rota 2030, ele tem um perfil de longo prazo e de menos protecionismo que o Inovar. Por isso mesmo, espera-se um período de adequação de quatro anos para as novas regras, assim que entrarem em vigor. Ou seja: o ritmo alucinante de lançamentos que tivemos nos últimos anos só deverá ser retomado em... 2022. Com muitas variáveis no meio dessa longa rota de recuperação.


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