www.odebateon.com.br
Macaé (RJ), quarta-feira, 15 de outubro de 2014, Ano XXXIX, Nº 8527
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
FOTOS DIVULGAÇÃO
Caráter superlativo Motor menor não reduz o poderio da BMW M4, sucessora da mítica M3 Coupé
A
nova nomenclatura da BMW provocou a chegada de vários modelos à gama da marca alemã. Nos anos 90, a montadora só utilizava números ímpares em seus modelos, como Série 3, Série 5, X1 ou X3, por exemplo. Até a (re)criação da Série 6 em 2003. A partir daí, voltou a reservar os números pares para modelos de duas portas ou que apresentassem traços de cupê. A divisão Motorsport não ficou de fora e criou o M4, sucessor de M3 Coupé. O esportrivo traz novas armas para continuar a ser uma das principais referências no mundo de versão esportiva para modelos normais de linha. O M4, inclusive não deve demorar a desembarcar por aqui – já foi flagrado em testes
por estradas nacionais recentemente. O primeiro contato visual para os brasileiros será no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece no fim do mês, e a comercialização deve iniciar em 2015. Na base da receita entra o design. O M4 é mais “parrudo” que a versão “civil” da Série 4. Os parachoques são mais largos, com tomadas de ar generosas e detalhes que aprimoram a aerodinâmica do modelo. Atrás, o destaque fica no extrator e nas quatro saídas cromadas do sistema de escapamento. O perfil baixo e as rodas de 18 polegadas – as de 19 são opcionais – completam as referências esportivas. Tudo ainda muito evidenciado pelo caimento da carroceria duas portas. PÁG.6
A estética “bruta” e o motor “bravo” contrastam com o interior sofisticado. O habitáculo traz a elegância de um BMW com detalhes em couro, alumínio e inserções de fibra de carbono no painel
AUTOMUNDO
MOTOMUNDO
Esportividade sem culpa
DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
VW Golf GTE é uma versão “verde” da configuração mais poderosa do hatch médio alemão A Volkswagen não deixa de fora nenhuma alternativa para o Golf. O hatch médio alemão passa a ter disponível de série uma gama de motores que abraça todas as possibilidades viáveis atualmente: a gasolina, diesel, gás natural, elétrico e, agora, plug-in hybrid GTE. Nesta sétima geração, a plataforma modular permite essas invencionices. Aliás, em Wolfsburg, onde o esportivo é fabricado, ainda está em estudo uma versão com célula de combustível de hidrogênio. Na Alemanha, o GTE custa 36 mil euros. Na Europa, as vendas devem começar entre o final deste ano e o início de 2015. A configuração traz de série praticamente tudo que é possível adicionar a um Golf. PÁG. 4
Zona quase confortável Diretor geral da Harley-Davidson no Brasil analisa situação das motos de alta cilindrada PÁG. 10
2
AUTOMÓVEIS
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Esportividade sustentável Tentando associar potência e eficiência, a Volkswagen levou para o Salão de Paris, na França, o XL Sport. O conceito é baseado no XL1, o modelo que tem autonomia de 111 km com apenas 1 litro de combustível. Só que no XL Sport, a marca alemã deu preferência ao desempenho. Com a Ducati sob seu guarda-chuva, a Volkswagen trocou o motor 0.8 litro diesel de 48 cv e botou no lugar um propulsor da 1199 Superleggera: V2 1.2 litro de 200 cv. Este motor atua em conjunto com outra unidade elétrica, cuja potência não foi revelada. Dotado de uma transmissão automatizada de sete marchas
e duas embreagens, de acordo com a Volkswagen, o XL Sport cumpre o zero a 100 km/h em apenas 5,7 segundos. A velocidade máxima fica em 270 km/h. Já os números de consumo não foram divulgados e a fabricante alemã também não confirmou se o modelo chegará às linhas de montagem. NÚMERO
5,7 segundos de acordo com a Volkswagen, o XL Sport cumpre o zero a 100 km/h em apenas 5,7 segundos
Combinação de fatores Mais espaço, luxo e esportividade. Assim a Audi apresenta o novo A8 L, que acaba de desembarcar no Brasil. O sedã chega em duas versões com motores diferentes. A primeira traz um V6 3.0 litros que gera 310 cv e custa R$ 457.300. A outra unidade de força é um W12 6.3 litros de 500 cv de potência – o preço atinge R$ 749.900. Com tração nas quatro rodas e câmbio automático de 8 marchas, as configurações levam 5,9 segundos e 4,6 s, respectivamente, para chegar ao 100 km/h. O “L” presente no nome de-
nomina que o sedã é uma versão alongada. Tem 5,26 metros de comprimento – 13 cm a mais que o A8 original. Ambas as versões trazem start/stop e na mais potente há um sistema que desliga seis dos 12 cilindros para minimizar o gasto de combustível. Há também itens sofisticados como volante com aquecimento, controle de cruzeiro adaptativo, portas com fechamento automático e ionizador de ar. Algumas comodidades ainda podem ser acrescentadas – caso da mesa dobrável, bar e geladeira.
Três de três Depois da naked Brutale e da esportiva F3, a família de 800 cc da MV Agusta no Brasil ganha mais uma integrante: a Rivale. Considerada um dos modelos mais bonitos do mundo, a moto chega com o preço sugerido de R$ 55.500. Além do design ímpar, a moto traz um motor tricilíndrico de 798 cm3 com duplo comando de válvula no cabeçote. Ele é capaz de produzir 125 cv a 12 mil rpm e 8,6 kgfm de torque a 8.600 giros. A Rivale ainda vem com bastante tecnologia embarcada. Ela conta com o chamado MVICS, ou sistema de controle integrado de motor e veículo, que converge os sistemas de ignição e injeção de combustível. Isso dá ao modelo quatro mapeamentos que alteram a curva de torque, o limite de rotações do motor, a sensibilidade do acelerador e o freio motor: Normal, Sport e Rain. O quarto é personalizável de acordo com as preferências de quem comanda a Rivale.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
AUTOMÓVEIS
3
VITRINE FOTOS DIVULGAÇÃO
Equipado com motor 1.6 turbo, o “carrinho” entrega seus 200 cv a 6 mil rpm e tem seu torque máximo de 24,5 kgfm disponível já a partir dos 1.750 giros
Um sopro de malícia Versão R. S. 200 EDC transforma o compacto Renault Clio em um esportivo furioso
A
postar em uma divisão esportiva certamente ajuda a melhorar a imagem de uma marca automotiva. Em geral, as criações são feitas com base nos modelos normais de linha, que em seu estado convencional não chegam a inspirar tamanha esportividade. Caso do Renault Clio RS 200 EDC, versão que recheia o hatch compacto da fabricante francesa com muita tecnologia e, consequentemente, emoções de competição.
Equipado com motor 1.6 turbo, o “carrinho” entrega seus 200 cv a 6 mil rpm e tem seu torque máximo de 24,5 kgfm disponível já a partir dos 1.750 giros. Completa o trem de força a transmissão automatizada de seis velocidades e dupla embreagem, com borboletas no volante para trocas manuais. O conjunto é suficiente para levar o Clio endiabrado de zero a 100 km/h em apenas 6,7 segundos e atingir a velocidade máxima de 230 km/h. De acordo com a
Renault, ao sair da inércia, bastam 27,1 segundos para que se percorra uma distância de 1 mil metros. Três modos de direção ficam à mão do condutor. No primeiro, o Normal, suavidade e conforto são priorizados, com sensibilidade normal no pedal do acelerador e direção elétrica suave. Ao mudar para Sport, a dinâmica é mais apurada. Os tempos de resposta se reduzem e entra em funcionamento o controle de largada, que
traz mais eficiência às saídas da inércia. Mas é ao selecionar Race que a direção se torna, de fato, esportiva. As trocas de marcha acontecem em apenas 150 milésimos de segundo, o acelerador ganha sensibilidade, enquanto a direção se torna mais firme e os sistemas de controle de estabilidade e tração são desligados. Externamente, o Clio segue o mesmo design de sua última geração, mas com forte apelo esportivo. A versão “raivosa”
ganhou pára-choques específicos e soleiras, escapamento duplo e rodas esportivas. A carroceria é de quatro portas, mas isso não chega a comprometer seu visual esportivo. É que os puxadores dos acessos traseiros estão disfarçados nas colunas de trás. Por dentro, detalhes em vermelho – incluindo os cintos de segurança – se misturam a acabamentos cromados. Os bancos e volante são em couro, com costura aparente em vermelho, e os pedais, de
alumínio. Produzido em Dieppe, na França, o hatch “envenenado” é vendido na Europa a partir de 27.090 euros, o equivalente a R$ 81.700. Um valor que pode parecer alto, por se tratar de um Renault Clio. Mas com os incremento feitos pela divisão Renault Sport Technologies tanto no trem de força quanto em seu visual, é bem difícil que esta versão R.S. se confunda com qualquer outro Clio “civil” nas ruas.
4
AUTOMÓVEIS
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
AUTOMUNDO
Esportividade sem culpa
FOTOS DIVULGAÇÃO
A VW promete um baixo consumo: roda 100 quilômetros com apenas um litro e meio de gasolina. Ou 66,7 km/l
VW Golf GTE é uma versão “verde” da configuração mais poderosa do hatch médio alemão por Carlo Valente Auto Press
A
Volkswagen não deixa de fora nenhuma alternativa para o Golf. O hatch médio alemão passa a ter disponível de série uma gama de motores que abraça todas as possibilidades viáveis atualmente: a gasolina, diesel, gás natural, elétrico e, agora, plug-in hybrid GTE. Nesta sétima geração, a plataforma modular permite essas invencionices. Aliás, em Wolfsburg, onde o esportivo é fabricado, ainda está em estudo uma versão com célula de combustível de hidrogênio. Na Alemanha, o GTE custa 36 mil euros. Na Europa, as vendas devem começar entre o final des-
te ano e o início de 2015. A configuração traz de série praticamente tudo que é possível adicionar a um Golf. Ou seja, tem a mesma lista de itens do e-Golf, a versão elétrica. Na híbrida, só o navegador é oferecido como opcional. O Golf GTE é equipado com um motor turbo 1.4 a gasolina que entrega 150 cv e outro elétrico que atinge 102 cv. Juntos, eles chegam a uma potência combinada de 204 cv. Essa união resulta ainda em um torque máximo de 35,7 kgfm – o mesmo da versão GTI, com propulsor 2.0 turbo de 220 cv. Em modo elétrico, é capaz de rodar em média 50 quilômetros. Mas, segundo a Volkswagen, quando o propulsor elétrico tra-
balha em conjunto com o motor a combustão, a autonomia total com o tanque cheio de gasolina chega a 940 quilômetros. Ainda de acordo com a fabricante, a versão híbrida sai da inércia e chega aos 100 km/h em apenas 7,6 segundos e atinge velocidade máxima de 222 km. Mas certamente não é levando o carro a esses limites que se consegue o baixo consumo prometido pela marca: rodar 100 quilômetros com apenas um litro e meio de gasolina. Ou 66,7 km/l.
Emoção cheia de razão O DNA é aquele de sempre do Golf. Mas com detalhes que deixam o GTE mais sedutor, tanto por dentro quanto por fora. Isso graças aos faróis e lanternas totalmente em leds, às rodas de liga leve opcionais de 18 polegadas, às luzes diurnas e os contornos com iluminação azul no painel das portas e no assoalho. Menos atraente é o padrão xadrez com costura azul do tecido dos bancos. Na estrada, não é possível verificar a velocidade máxima de 222 km, assim como a aceleração de 7,6 segundos no zero a 100 km/h relatado pe-
la marca alemã. Já no que diz respeito ao consumo, os números não batem. Enquanto a Volkswagen promete 66,6 km/l, a média registrada durante a avaliação foi de 34,5 km/l. Ou seja, quase o dobro do consumo informado pela fabricante. Ainda assim, é um resultado impressionante diante do carro analisado. O GTE é um Golf “exagerado”, o que dá à versão híbrida um posto extremamente interessante na categoria de esportivos. Ele entrega um desempenho invejável com uma consciência ambiental que soma pontos ao modelo.
A precisão da direção combinada à confiabilidade da plataforma tornam o hatch médio fácil de conduzir e instintivamente ágil. Enfrenta as curvas com graça e só traz certo desconforto para quem precisa se acomodar no banco central traseiro, penalizado por ficar levemente elevado. Mas, de maneira geral, o Golf GTE é um misto de prazer pleno de direção com as vantagens de se ter um carro elétrico. Mas isso inclui também o desapego ao porta-malas, já que a inserção do segundo motor sacrifica 180 dos 313 litros que as versões convencionais levam.
NÚMEROS
1.4 turbo
motor turbo 1.4 a gasolina e outro elétrico
204 cv Potência Máxima
35,7 kgfm Torque Máximo
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
AUTOMÓVEIS
5
6
AUTOMÓVEIS
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
FOTOS DIVULGAÇÃO
A estética “bruta” e o motor “bravo” contrastam com o interior sofisticado. O habitáculo traz a elegância de um BMW com detalhes em couro, alumínio e inserções de fibra de carbono no painel
VITRINE
Caráter superlativo
Motor menor não reduz o poderio da BMW M4, sucessora da mítica M3 Coupé por Raphael Panaro
Sem modos
Auto Press
A
nova nomenclatura da BMW provocou a chegada de vários modelos à gama da marca alemã. Nos anos 90, a montadora só utilizava números ímpares em seus modelos, como Série 3, Série 5, X1 ou X3, por exemplo. Até a (re)criação da Série 6 em 2003. A partir daí, voltou a reservar os números pares para modelos de duas portas ou que apresentassem traços de cupê. A divisão Motorsport não ficou de fora e criou o M4, sucessor de M3 Coupé. O esportrivo traz novas armas para continuar a ser uma das principais referências no mundo de versão esportiva para modelos normais de linha. O M4, inclusive não deve demorar a desembarcar por aqui – já foi flagrado em testes por estradas nacionais recentemente. O primeiro contato visual para os brasileiros será no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece no fim do mês, e a comercialização deve iniciar em 2015. Na base da receita entra o design. O M4 é mais “parrudo” que a versão “civil” da Série 4. Os para-choques são mais largos, com tomadas de ar generosas e detalhes que aprimoram a aerodinâmica do modelo. Atrás, o destaque fica no extrator e nas quatro saídas cromadas do sistema de escapamento. O perfil baixo e as rodas de 18 polegadas – as de 19 são opcionais – completam as referências esportivas. Tudo ainda muito evidenciado pelo caimento da carroceria duas portas. A mecânica é parte funda-
NÚMEROS
3.0 bi turbo seis cilindros em linha 3.0 litros com dois turbos
431 cv
As agressivas linhas do M4 são, sem dúvidas, apenas um preâmbulo do que o cupê esportivo pode proporcionar a quem está atrás do volante – ainda mais na “escandalosa” cor amarela. O ronco do motor não é grave como o do V8 anterior do M3 Coupé. Mas há um rico ruído proveniente do seis cilindros e basta uma pequena pisada no acelerador para despertar toda sua “raiva”. O modo de condução padrão do M3 é chamado Efficient. Nele, a direção e suspensão ficam suaves para o rodar na cidade. A transmissão efetua as trocas sem deixar o propulsor chegar a altas rotações, o que favorece a economia de combustível. Por razões óbvias, este ajuste foi utilizado pouco tempo. Logo a configuração mais “nervosa” – Sport+ – foi acionada. É nela que o M4 proporciona tudo que se espera de um veículo da divisão M. A entrega de potência do modelo anterior era mais progressiva. No atual seis cilindros é possível sentir a violência
da aceleração e o brutal torque chegando às rodas traseiras. A transmissão automatizada de dupla embreagem é ágil. E fica ainda melhor quando o modo manual é selecionado e o motorista passa a efetuar as trocas pelas borboletas atrás do volante. Em trechos de baixa aderência, o controle de tração corta o “barato” e impede o envio de mais força ao eixo traseiro para evitar que rodas patinem e a curva seja comprometida. Há a opção de desligar o auxílio eletrônico, mas com tanta potência o M4 fica de lado muito facilmente. Esta geração da M4 é perceptivelmente mais tecnológica que o M3 Coupé anterior. Prova disso é a suspensão capaz de responder em milissegundos qualquer alteração no asfalto. Isso reflete em enormes níveis de aderência sem ter um carro extremamente rígido o tempo inteiro. Os modos de Comfort, Sport e Sport+ permitem ter um carro genuinamente esportivo, mas também capaz de tornar o cupê confortável em trechos urbanos.
manual de seis marchas ou automatizado de sete relações e duas embreagens. Tração traseira. Oferece controle eletrônico de tração. ● POTÊNCIA máxima: 431 cv de 5.500 rpm a 7.300 rpm ● ACELERAÇÃO 0-100 km/h:
4,3 segundos com câmbio manual de 4,1 segundos com transmissão automatizada. ● VELOCIDADE máxima: 250 km/h ou 280 km/h com o opcional M Drivers. ● TORQUE máximo: 56,8 kgfm entre 1.850 e 5.500 rpm. ● DIÂMETRO e curso: 89,6 mm x 84,0 mm. Taxa de compressão: 10,2:1.
Potência máxima
56,1 kgfm Torque máximo
mental da personalidade dos modelos “preparados” pela divisão Motorsport e na BMW M4 foi totalmente renovada. A suspensão foi refinada e recebeu uma barra de reforço em fibra de carbono ligando a cabeça dos amortecedores. Além disso,
o antigo propulsor V8 4.0 litros naturalmente aspirado de 420 cv e 40,8 kgfm de torque, usado no antecessor M3 Coupé, foi substituído por um seis cilindros em linha 3.0 litros com dois turbos, injeção direta e sistema que controla a admissão da mistura
ar-combustível pela variação de curso das válvulas. Apesar do downsizing, o M4 ficou mais potente. São 431 cv de 5.500 a 7.300 rpm e um robusto torque de 56,1 kgfm, disponíveis integralmente entre 1.850 e 5.500 rpm. Para gerenciar tudo isso, o modelo recebe, de série, um câmbio manual de seis marchas. O automatizado de sete marchas e dupla embreagem fica como opcional. A estética “bruta” e o motor “bravo” contrastam com o interior sofisticado. O habitáculo traz a elegância de um BMW com detalhes em couro, alumínio e inserções de fibra de carbono no painel. O volante esportivo tem costuras vermelhas e azuis – cores da divisão de alto desempenho da marca. Aliás, desde os bancos em formato concha até a alavanca do câmbio, tudo recebe um toque de esportividade que reforça o mito da divisão Motorsport. FICHA TÉCNICA
BMW M4 Gasolina, dianteiro, longitudinal, 2.979 cm3, seis cilindros em linha, biturbo, quatro válvulas por cilindros e comando duplo em cada cabeçote com válvulas variáveis. ● TRANSMISSÃO: Câmbio ● MOTOR:
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
AUTOMÓVEIS
7
8
AUTOMÓVEIS
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
AUTOMUNDO
Sinal dos tempos
FOTOS DIVULGAÇÃO
Salão de Paris reflete crise europeia e concentra novidades em modelos pequenos e racionais
S
e os dias dourados da economia recomeçassem hoje, levariam pelo menos dois anos para se tornarem visíveis em algum motorshow importante. O Salão de Paris, aberto no último dia 4 de outubro, traduz perfeitamente o que foram estes anos recentes 0para a indústria. Com o mercado retraído, as marcas se juntaram para reduzir os custos de novos projetos. Muitos deles, de modelos pequenos, que exigem menos investimento no desenvolvimento. Estão nesse caso Citroën C1, Peugeot 108 e Toyota Aygo, que renovaram o compartilhamento de plataforma e carroceria, iniciada na geração anterior, em 2005. A aliança Renault-Nissan e a alemã Daimler também criaram uma parceria envolvendo arquitetura e motores para a produção das novas gerações do Smart ForTwo e do Renault Twingo. Paris, de fato, é o lugar certo para o lançamento de modelos que pretendem ter um volume de vendas grande. É o Salão que mais recebe público no mundo – até o encerramento, dia 19 de outubro, espera-se que tenha sido visto por mais de 1 milhão de visitantes. Em anos de fartura, as montadoras aproveitavam a boa plateia para exibir seus protótipos mais ousados ou seus modelos mais glamourosos. Desta vez, foram pouquíssimos de um e de outro gênero de carro. As francesas, como anfitriãs, se esforçaram um pouco mais e apresentaram conceitos como Peugeot Exalt e La Divine DS. Já os almães foram protocolares. A Mercedes-Benz exibiu o AMG GT, sucessor do
SLS, e a BMW mostrou os Série 2 e 4 Cabrio e a segunda geração do X6. Nada muito impactante. Para os brasileiros, alguns dos modelos apresentados despertam interesse, pois em breve devem estar sendo oferecidos por aqui. Casos do Ford Mustang e do Jeep Renegade. Não são exatamente inéditos, mas devem desembarcar no Brasil ano que vem. O primeiro vindo dos Estados Unidos, o segundo como fruto do início da produção da Jeep em Pernambuco. Coisa parecida pode ocorrer com o Land Rover Discovery Sport, cotado para ser produzido em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. Inéditos também são Suzuki Vitara, Volvo XC90 e Mini hatch quatro portas, que já devem aparecer no Salão de São Paulo, no final deste mês. DESTAQUES DO SALÃO
Citroën C1 – Como acontecia na geração anterior, o novo subcompacto C1 compartilha a plataforma com o Peugeot 108 e com o Toyota Aygo. La Divine DS – As linhas do futuro DS4 estariam sendo traçadas pelo protótipo Divine. Mas com a independência da DS como uma terceira marca do Grupo PSA e a promessa de três novos modelos nos próximos anos, o La Divine pode ganhar as ruas paralelamente. Fiat 500X – O 500X é o quarto modelo da família 500, depois do 500, 500 L e 500 L Living, de sete lugares. Ele é um crossover que vai substituir em algum tempo o hatch Sedici – versão da Fiat para o Suzuki SX4 .
La Divine DS – As linhas do futuro DS4 estariam sendo traçadas pelo protótipo Divine. Mas com a independência da DS como uma terceira marca do Grupo PSA e a promessa de três novos modelos nos próximos anos, o La Divine pode ganhar as ruas paralelamente. Claro que com o devido realismo. O conceito apresentado tem no interior tecidos e grade dianteira com cristais Swarowski incrustados, faróis dianteiros em laser e painel central revestido com uma camada de ouro branco. O motor é o conhecido THP de quatro cilindros e 1.6 litro, mas na versão mais poderosa, com 270 cv e 33,7 kgfm de torque
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
AUTOMÓVEIS
9
10
AUTOMÓVEIS
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
MOTOMUNDO
Zona quase confortável Diretor geral da Harley-Davidson no Brasil analisa situação das motos de alta cilindrada por Márcio Maio Auto Press
A
Harley-Davidson defende a ideia de que não comercializa simplesmente motos, mas um estilo de vida. É nesse espírito que a marca celebra seu terceiro Harley Days no Brasil, evento que reúne amantes do segmento de duas rodas de diversos estados do país e que, desta vez, acontece em São Paulo – as últimas duas edições, em 2011 e 2012, ocorreram no Rio de Janeiro. E um dos mais entusiasmados com o encontro, que acontecerá nos dias 18 e 19 de outubro no Sambódromo do Anhembi, é o diretor geral da fabricante no país, o gaúcho Longino Morawski. Com 18% de market share entre os modelos acima de 600 cc, a marca segue com média de mais de 600 exemplares emplacados por mês, com destaque para a touring Ultra Limited e para as esportivas 1200 Custom e Iron 883. Uma situação que já coloca o país como o quarto principal mercado da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, Canadá e Japão. “Estamos com 18 concessionárias abertas e a de número 19 será inaugurada provavelmente em novembro, em Cuiabá, no Mato Grosso”, valoriza o executivo. Longino começou sua carreira no meio automotivo na General Motors, atuando inicialmente na área de vendas, em Porto Alegre, sendo depois transferido para São Paulo no cargo de Gerente de Marketing. Em seguida, passou oito anos na Toyota, como gerente geral da área comercial. A mudança para a Harley-Davidson aconteceu em 2010, já no posto de diretor geral da marca no Bra-
DIVULGAÇÃO
sil. “Há quatro anos, estávamos com mais ou menos 10 ou 12% das vendas de alta cilindrada aqui. Agora trabalhamos com uma expectativa em torno de 20%, que é praticamente o que já temos. Estamos estabilizados no mercado brasileiro”, avalia. P – As duas primeiras edições do Harley Days no Brasil, em 2011 e 2012, aconteceram no Rio de Janeiro. Ano passado não houve o evento e, neste ano, será em São Paulo. Por que a mudança?
P – O cenário hoje não é favorável para motos de alta cilindrada?
R – O Harley Days é um evento feito em vários países para amantes das motos. No Rio foi bem legal, um grande sucesso. No ano passado fizemos uma festa de 110 anos de existência da marca, é uma prática normal a cada cinco anos pela Harley-Davidson. Por isso não teve o Harley Days em 2013. E essa comemoração foi em São Paulo. Baseado no sucesso dessa festa, decidimos reeditar o Harley Days esse ano em São Paulo. Mas a ideia é que seja um evento itinerante.
R - Não é uma zona confortável. O volume de vendas até vinha crescendo alguma coisa em relação ao ano passado. Mas no acumulado de janeiro a agosto registramos queda de 0,1% entre os modelos acima de 600 cc. É claro que com a queda de 6% no mercado de motocicletas em geral, esse número parece bom. Só que não é. Estamos estáveis, sem crescimento ou queda por enquanto. P – E como está a HarleyDavidson nesse mercado de alta cilindrada?
P – Realizar o evento em cidades diferentes é uma estratégia para ampliar mercado no Brasil? R – A ideia não é essa. Os clientes da Harley-Davidson gostam de passear. Se você fizer sempre no mesmo lugar, não vai despertar o interesse de pessoas de outros mercados em fazer sempre a mesma viagem. O Rio é maravilhoso, mas insistir ali seria obrigar a galera de Curitiba, de São Paulo e de outras cidades a pegar sempre a mesma estrada. Quando acontece em lugares distintos,
saram a abrir concessionárias em diversos mercados. Não tínhamos nenhuma no Nordeste, por exemplo, e hoje já são três. Quando você começa a atender melhor o mercado, ganha mais. Além disso, houve uma melhora no poder aquisitivo brasileiro. Muitas compras de modelos premium acontecem a vista. A soma de vários fatores faz esse segmento ficar em situação menos difícil.
Diretor geral Harley-Davidson no Brasil, o gaúcho Longino Morawski
abrimos a possibilidade de o público experimentar novos caminhos. Ano que vem pode ser em Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, enfim, não está decidido. Podemos inclusive voltar a fazer no Rio daqui a uns dois ou três anos. P – Nos últimos anos, as vendas de modelos de alta ci-
lindrada – como os da Harley – caminham na contramão da queda no segmento de duas rodas. A que você atribui esse comportamento? R – Não acreditamos em um único fator. Há cinco anos, esse mercado de alta cilindrada era quase inexplorado. Tínhamos basicamente algumas japonesas
no páreo e o resto era de modelos importados com altos índices de impostos. De lá para cá, houve uma profissionalização do segmento de alta cilindrada. Antes nas mãos de importadores independentes, esses negócios passaram a ser controlados pelas montadoras através de uma subsidiária, que é o caso da Harley. Com isso, as marcas pas-
R – Nossos números estão similares aos de 2013. Tivemos 7.763 unidades vendidas ao longo de 2013. Em 2014, no dois primeiros quadrimestres, registramos 4.963. Nossa expectativa é fechar dezembro com um número bem próximo do conquistado no ano passado. Nosso “market share” é de 18% entre os modelos de alta cilindrada e sempre trabalhamos muito na expectativa de cerca de 20% do mercado. Há quatro anos, estávamos entre 10% e 12%.
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
AUTOMÓVEIS
11
AUTOPERFIL
Baixo impacto
FOTOS DIVULGAÇÃO
A ideia da JAC é emplacar a T8 como van executiva para transfers de luxo. Mas as dimensões “compactas” do modelo dentro deste segmento o transformam em opção viável de veículo para uma família grande
JAC T8 entrega luxo e preço competitivo para transporte executivo, mas bem menos que o esperado por Márcio Maio Auto Press
A
queda nas vendas automotivas registrada no Brasil não foi capaz de diminuir as expectativas de crescimento entre as fabricantes chinesas por aqui. Sempre com a estratégia de entregar mais conforto e lista recheada de itens de série em seus modelos, cada uma aposta em um nicho que possa trazer resultados animadores. A JAC, por exemplo, resolveu pegar carona nos megaeventos programados para o Brasil a partir de 2014 – como a Copa do Mundo Fifa, realizada entre junho e julho, e as Olimpíadas de 2016 – para tentar conquistar um espaço entre as vans de luxo no país. E começou a oferecer, a partir de fevereiro, a maxivan T8. O modelo transporta até sete pessoas e busca se firmar no atendimento a empresas de turismo, hotéis, sindicatos e associações para exercer a função principal de transfer de luxo. Mas a expectativa de vender 2 mil unidades até o fim do ano transformou-se em uma amarga decepção. Nem a redução de R$ 20 mil no preço – o comercial leve chegou por R$ 114.990 e hoje começa em R$ 94.990 – ajudou. Até o final de setembro, o acumulado de emplacamentos do T8 chegou a apenas 102 unidades, menos de 15 por mês. A intenção de se inserir no
mercado de transportes de luxo fica evidente no interior da van executiva. A configuração 2+2+3 tem poltronas individuais e totalmente reclináveis na dianteira e na fileira do meio. As intermediárias ainda giram em 360º e os cinco lugares da parte traseira são removíveis, o que é capaz de ampliar o espaço do porta-malas dos 1.310 litros para sete ocupantes até 4.800 litros na condição de furgão – embora o transporte de cargas não seja a finalidade primária definida pela fabricante. O porte impressiona. São 5,10 metros de comprimento, 3,08 m de entre-eixos, 1,84 m de largura e 1,97 m de altura. O foco no conforto e a comodidade dos passageiros que vão atrás é acentuado pelos seis porta-copos, luzes individuais de leitura, duas tomadas de 12V e ar-condicionado com controle independente. Motorista e o carona têm regulagem elétrica e aquecimento nos bancos, que podem ser de couro por mais R$ 2 mil na conta final do carro. Externamente, o modelo não transmite maiores ousadias. Adota o clássico formato “caixote”, típico das maxivans e furgões grandes, mas o design abusa de cromados. Algo que se evidencia principalmente na dianteira, pelas cinco lâminas e o logo da JAC no topo da larga grade. A lista de equipamentos que saem de fábrica no modelo é extensa. Engloba teto solar
NÚMEROS
2.0 turbo
2.0 litros a gasolina turbinado com intercooler
175 cv Potência Máxima
26,5 kgfm Torque Máximo
elétrico – que, assim como o ar-condicionado digital e automático, tem controle independente na parte de trás –, sensores de estacionamento traseiros, câmara de ré, central multimídia com tela touchscreen e entrada USB, auxiliar e para cartão de memória e Bluetooth, faróis com regulagem elétrica de altura, trio elétrico e direção hidráulica. No que diz respeito à segurança, o JAC T8 conta apenas com os freios ABS e airbag duplo obrigatórios pela legislação
brasileira. Sob o motor, a JAC instalou um 2.0 litros a gasolina turbinado com intercooler. O propulsor rende 175 cv a 5.400 rpm e torque constante de 26,5 kgfm entre 2 mil e 4 mil giros. Acoplado a ele está uma transmissão manual de seis relações, que envia a potência para o eixo traseiro. Com esse conjunto e com o preço redimensionado, a JAC ainda acredita que sua van possa obter a imaginada arrancada nas vendas no Brasil.
12
AUTOMÓVEIS
Macaé, quarta-feira, 15 de outubro de 2014
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ