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Macaé (RJ), quarta-feira, 12 de novembro de 2014, Ano XXXIX, Nº 8551
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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De fora para dentro Versão Turbo do Veloster, que chega em 2015 ao Brasil, dá mais fôlego ao cupê de três portas da Hyundai
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Hyundai Veloster é um autêntico carro de imagem. Em todos os sentidos. O modelo causou surpresa com sua carroceria de três portas e visual esportivo. Porém, essa agressividade não ultrapassava a casca. Sob o capô, havia apenas o mesmo motor 1.6 que equipa as versões de topo do brasileiro HB20, com 128 cv. Essa potência impressiona no hatch, mas deixava demais a desejar no cupê. Agora, a marca confirmou a retomada das importações do Veloster – interrompidas no início do ano – no segundo semestre de 2015. Dessa vez, virá a configuração Turbo vendida nos Estados Unidos, capaz de atingir 204 cv. Na Europa, o modelo con-
templa versões menos “apimentadas”. Caso da T- GDi Style com o mesmo motor 1.6, mas que rende apenas 186 cv a 5.500 rpm e 27 kgfm aos 1.500 giros. Com esta regulagem, o Veloster é capaz de sair do zero e chegar aos 100 km/h em 8,6 segundos. E atingir uma velocidade máxima de 214 km/h. A diferença nos dados técnicos das configurações europeia e americana se dá em função de uma característica do povo do Velho Continente. Isso porque lá eles preferem saídas mais rápidas, o que fez com que a fabricante coreana ajustasse o propulsor para entregar o torque – sempre de 27 kgfm, em ambos os continentes – mais rapidamente. PÁG. 6
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Tempos modernos Subcompacto Peugeot 108 é resultado de esforço conjunto entre PSA e Toyota A crise vivida nos últimos anos impactou diretamente o setor automotivo na Europa. Fábricas foram fechadas, empregados dispensados e algumas montadoras amargaram grandes prejuízos. Mas esse período de dificuldades também serviu para criar soluções, como novas parcerias ou o estreitamento ainda maior dos “laços” estratégicos entre as fabricantes – principalmente na criação de modelos compactos e de baixo custo. O último caso vale para Peugeot. A empresa francesa renovou o compartilhamento de arquitetura – a parte mais cara de qualquer projeto. Dessa aliança, surgiu o novo carro de entrada: o 108. PÁG. 11
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Estética apimentada Atual líder de vendas, Fiat Palio une visual esportivo, suspensão retrabalhada e conforto na versão Sporting Dualogic PÁG. 6
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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Grandalhão repaginado
Às vésperas de encerrar 2014, a Mitsubishi inicia as vendas da linha 2015 do seu balzaquiano Pajero Full. O visual é quase o mesmo, com mudanças pontuais. Oferecido em versões de duas e quatro portas, o utilitário esportivo ganha novos parachoques e grade frontal, além de luzes de leds diurnas, rodas de liga leve exclusivas com seis raios e 20 polegadas e nova capa para o estepe traseiro, na cor preta. Por dentro, acabamento em preto brilhante, pedais em alumínio e um novo pacote que melhora o isolamento acústico se juntam aos já presentes sistema multimídia com TV digital, câmara de ré, sensor de estacio-
namento, DVD, CD, rádio AM/ FM, USB, Bluetooth e GPS. O SUV conta com sistema de tração Super Select SS4-II com quatro modos de operação, controle de estabilidade e tração, suspensão independente nas quatro rodas, assistente para descida e oito airbags, além de outras tecnologias. Sob o capô, há duas opções de motores: um diesel 3.2 de 200 cv e outro a gasolina, um 3.8 litros V6 de 250 cv. O câmbio é sempre automático de cinco velocidades. Os preços começam em R$ 164.990, na versão de duas portas a gasolina, e chegam a iniciais R$ 207.990, na versão quatro portas com motor diesel.
Versão de excelência Após antecipar a versão Sport do hatch compacto New Fiesta no Salão do Automóvel de São Paulo, a Ford segue investindo em novas versões para seu line-up. A “boa nova” agora é a versão Titanium Plus, disponível para apenas na carroceria sedã. A intenção é entregar nesta configuração itens de série que normalmente só são encontrados em carros de categorias superiores. A nova versão será a mais completa da linha e terá todos os equipamentos e acessórios já disponíveis na versão Titanium 1.6
PowerShift, que custa R$ 64.590 e traz bancos e volante em couro, rodas de liga leve 16 polegadas, sensor de chuva e de luminosidade, controle automático de velocidade e ar condicionado digital. O “Plus” do nome adiciona sistema de navegação Sync com navegador e câmara de ré com tela “touch” de 6,5 polegadas, teto solar elétrico e sete opções de cores para iluminação interna. A previsão de chegada às lojas é no início de 2015 e o preço deve beirar os R$ 70 mil.
Segurança prioritária A União Europeia acaba de dar mais um importante passo na busca pela redução do número de acidentes e mortes nas estradas. A partir do ano que vem, todos os veículos da região terão obrigatoriamente o controle eletrônico de estabilidade – também conhecido como ESP – dentro de sua lista de itens de série. Atualmente, essa tecnologia já é exigida por lei em carros de passeios e veículos comerciais
leves de até 3,5 toneladas. De acordo com Gerhard Steiger, presidente da divisão Bosch Chassis Systems Control, a medida que tornou o ESP obrigatório já evitou mais de 33 mil acidentes e salvou mais de mil vidas entre países membros da União Europeia. No Brasil, no entanto, essa visão preventiva ainda é limitada. Só a partir de janeiro último se tornaram obrigatórios os airbags frontais e freios ABS nos carros produzidos no país.
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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Esportividade sustentável Tentando associar potência e eficiência, a Volkswagen levou para o Salão de Paris, na França, o XL Sport. O conceito é baseado no XL1, o modelo que tem autonomia de 111 km com apenas 1 litro de combustível. Só que no XL Sport, a marca alemã deu preferência ao desempenho. Com a Ducati sob seu guarda-chuva, a Volkswagen trocou o motor 0.8 litro diesel de 48 cv e botou no lugar um propulsor da 1199 Superleggera: V2 1.2 litro de 200 cv. Este motor atua em conjunto com outra unidade elétrica, cuja potência não foi revelada. Dotado de uma transmissão automatizada de sete marchas
e duas embreagens, de acordo com a Volkswagen, o XL Sport cumpre o zero a 100 km/h em apenas 5,7 segundos. A velocidade máxima fica em 270 km/h. Já os números de consumo não foram divulgados e a fabricante alemã também não confirmou se o modelo chegará às linhas de montagem. NÚMERO
5,7 segundos de acordo com a Volkswagen, o XL Sport cumpre o zero a 100 km/h em apenas 5,7 segundos
Combinação de fatores Mais espaço, luxo e esportividade. Assim a Audi apresenta o novo A8 L, que acaba de desembarcar no Brasil. O sedã chega em duas versões com motores diferentes. A primeira traz um V6 3.0 litros que gera 310 cv e custa R$ 457.300. A outra unidade de força é um W12 6.3 litros de 500 cv de potência – o preço atinge R$ 749.900. Com tração nas quatro rodas e câmbio automático de 8 marchas, as configurações levam 5,9 segundos e 4,6 s, respectivamente, para chegar ao 100 km/h. O “L” presente no nome de-
nomina que o sedã é uma versão alongada. Tem 5,26 metros de comprimento – 13 cm a mais que o A8 original. Ambas as versões trazem start/stop e na mais potente há um sistema que desliga seis dos 12 cilindros para minimizar o gasto de combustível. Há também itens sofisticados como volante com aquecimento, controle de cruzeiro adaptativo, portas com fechamento automático e ionizador de ar. Algumas comodidades ainda podem ser acrescentadas – caso da mesa dobrável, bar e geladeira.
Três de três Depois da naked Brutale e da esportiva F3, a família de 800 cc da MV Agusta no Brasil ganha mais uma integrante: a Rivale. Considerada um dos modelos mais bonitos do mundo, a moto chega com o preço sugerido de R$ 55.500. Além do design ímpar, a moto traz um motor tricilíndrico de 798 cm3 com duplo comando de válvula no cabeçote. Ele é capaz de produzir 125 cv a 12 mil rpm e 8,6 kgfm de torque a 8.600 giros. A Rivale ainda vem com bastante tecnologia embarcada. Ela conta com o chamado MVICS, ou sistema de controle integrado de motor e veículo, que converge os sistemas de ignição e injeção de combustível. Isso dá ao modelo quatro mapeamentos que alteram a curva de torque, o limite de rotações do motor, a sensibilidade do acelerador e o freio motor: Normal, Sport e Rain. O quarto é personalizável de acordo com as preferências de quem comanda a Rivale.
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A nova linha 650F chega a um nível surpreendente. A aceleração é tão homogênea e o comportamento é tão neutro que fica difícil acreditar que os modelos desenvolvem realmente 87 cv. Os números, porém, são confirmados quando se acompanha a evolução do velocímetro digital e as subidas de giros
MOTOMUNDO
Realinhamento
lógico
Honda lança linha 650F, mais barata e menos potente que a finada Hornet, para manter domínio no segmento de alta cilindrada por Eduardo Rocha Auto Press
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m qualquer segmento que se olhe, o domínio da Honda entre as motocicletas no mercado brasileiro é evidente. Mas enquanto a marca japonesa é praticamente imbatível entre os modelos de baixa cilindrada. onde detém porções de 80% do mercado, nos nichos sofisticados, a briga é um pouquinho mais acirrada: a Honda fica em torno de “apenas” 30% – quase o dobro da segunda colocada, Yamaha. Nesta faixa de mercado, com modelos de maior preço e rentabilidade, a concorrência ficou mais séria. Nos últimos cinco anos, o número de marcas saltou de 16 para 25. A reação da Honda a esta “invasão” começou com a linha 500 e tem uma segunda etapa agora, com a chegada da linha 650 F. A nova gama chega nas duas versões clássicas: uma naked e uma carenada ou esportiva. CB 650F e CBR 650F chegam por valores bem competitivos. A mais barata é a CB standard, que sai a R$ 28.990. A mais cara é a CBR com ABS, que fica em R$ 32.890. Esses preços a deixam bem abaixo da antecessora 600F, que começava em R$ 32.300 e ia até R$ 36.990 na versão carenada com ABS. Esses valores são muito próximos aos pedidos pelos produtos similares das conterrâneas Yamaha, Suzuki e Kawasaki. E mesmo sendo mais “mansa” que a antecessora Hornet, com 87 cv, a nova Honda ainda é a mais potente do segmento – a que chega perto é a Suzuki, com 85 cv. Com a saída da Hornet, a Honda projeta uma pequena retração na sua participação, das atuais 6 mil vendas anuais para cerca de 5 mil. Mas não tinha outro jeito. A Hornet estava mesmo com os dias contados. O modelo saiu de produção em agosto passado após dominar por uma década a parte inicial do mercado de alta cilindrada e fez história, mas não resistiu às regulamentações em torno das emissões de poluentes.
Para continuar em linha, seria necessário introduzir tantos sistemas de controle que tornaria seu preço inviável – ela já custava cerca de 10% mais cara que as rivais da mesma cilindrada. A Hornet já era considerada “over spec” – ou acima das especificações – no segmento. As concorrentes, para chegar aos mesmos 102 cv, recorriam a motores de maior capacidade cúbica, em torno de 800 cc. Modelos na faixa de 600 ou 650 cc rendiam em torno de 85 cv. Exatamente a faixa de potência do novo propulsor quatro-em-linha da 650 F. Apesar de ser a herdeira natural e de ter um propulsor de configuração semelhante, a 650F não traz nenhuma peça da Hornet. Exatamente por conta do controle de emissões, ele gira bem menos. A potência máxima de 87 cv aparece a 11 mil rpm e o torque de 6,4 kgfm surge a 8 mil rpm – na Hornet, os 102 cv eram a 12 mil giros e o torque de 6,53 kgfm a 10.500 giros. O chassi, embora continue do tipo diamond – com o motor fazendo parte da estrutura –, agora tem trave dupla superior, o que aumenta a rigidez torcional e o conforto ao pilotar. As suspensões, por sua vez, foram simplificadas. A dianteira é telescópica convencional e a traseira, monochoque – na Hornet eram, respectivamente, invertida e prolink, até para encarar o comportamento mais esportivo. Com a nova linha 650F, a Honda pretende escalonar melhor seu line-up e criar uma espécie de escadinha para que o motociclista vá passando aos poucos para modelos maiores. Começa com a linha 500 entre R$ 22 mil e R$ 25 mil e vai para a 650 entre R$ 29 mil e R$ 33 mil. O próximo passo nesta escala é a CB 1000 R, que atualmente custa entre R$ 40 mil e R$ 43.500. Ou seja: o cenário está pronto para o lançamento de uma nova linha de 800 cc. Todas seguindo a filosofia atual da Honda, de criar produtos mais fáceis de pilotar e com desempenho mais racional.
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apimentada Atual líder de vendas, Fiat Palio une visual esportivo, suspensão retrabalhada e conforto na versão Sporting Dualogic por Márcio Maio Auto Press
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os últimos quatro meses, o Fiat Palio vem mantendo uma liderança que buscou desde que chegou ao mercado, em 1996. Para alcançar este ponto, a montadora italiana diversifica ao máximo a oferta de seu modelo. Inclui antiga e nova gerações e diversas versões com diferentes características para somar um volume mensal em torno de 15 mil unidades. De acordo com a fabricante, 60% das vendas são de versões do novo Palio e destas, 12% ou aproximadamente 1.150 carros, da configuração Sporting. Como o próprio nome sugere, trata-se de uma estratégia para dar um ar mais apimentado ao modelo. E, com isso, ampliar o lugar ocupado pela marca nesse nicho de esportivos compactos. Para equipar a versão, a escolha foi pelo mesmo motor 1.6 16V e.Torq utilizado pela configuração Essence. São 117 cv e 16,8 kgfm de torque quando abastecido com etanol que, segundo a Fiat, são capazes de levar o hatch do zero aos 100 km/h em 9,9 segundos e à velocidade de 191 km/h. O desempenho com gasolina fica em 9,8 s do zero a 100 km/h e máxima de 193 km/h, com 115 cv de potência e 16,2 kgfm de torque. Apesar do visual esportivo, a versão Sporting é uma das contempladas com a opcional transmissão automatizada Dualogic Plus. Com cinco marchas, o câmbio aceita a inclusão de aletas no
volante multifuncional e adiciona outro item extra ao modelo: piloto automático. E, de acordo com a Fiat, mantém os mesmos números da ficha técnica das versões com câmbio manual de cinco velocidades. O diferencial foi encurtado, para permitir respostas supostamente mais imediatas ao acelerador. Além disso, a direção ficou mais direta e a suspensão foi rebaixada em 5 milímetros. Até as bitolas foram alargadas – 6 mm na frente e 10 mm atrás. A intenção foi dar ao Sporting um comportamento que de fato se pareça com a proposta oferecida pelo nome da versão. A suspensão também foi enrijecida e ganhou molas e amortecedores mais firmes e os freios, redimensionados. Externamente, o visual é mais agressivo pela presença de saias laterais e spoilers dianteiro e traseiro. A estética esportiva ainda fica realçada pelas rodas de liga leve exclusivas, com 16 polegadas, que recebem pneus de perfil mais baixo. Os faróis têm máscaras escuras e há apliques plásticos nos arcos das rodas, que remetem a outro hatch compacto com visual esportivo da fabricante, o Punto T-Jet. O interior mantém as características comuns a todas as versões do novo Palio. Porém, adiciona elementos que explicitam a identidade esportiva da configuração Sporting. Cintos, encostos de cabeça, costuras dos bancos e até detalhes no volante são vermelhos, assim como as maçanetas internas e o contorno dos alto-falantes. Os pedais são
esportivos e faixas laterais com a inscrição do nome da versão e uma outra traseira completam o jeito “raivoso” do carro. No painel, há ainda uma faixa com desenho que imita a trama de fibra de carbono. A Fiat cobra pelo Palio Sporting o preço inicial de R$ 44.200. Neste valor, já estão incluídos itens como ar-condicionado, direção hidráulica, airbags frontais, freios ABS, alertas de limite de velocidade e manutenção programada, comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível, computador de bordo, faróis de neblina, vidros dianteiros, travas e abertura do porta-malas elétricos. Além disso, é possível incluir opcionalmente, além da transmissão automatizada com trocas no volante, alarme antifurto, airbags laterais, retrovisores externos elétricos, rádio com CD/MP3/Bluetooth, piloto automático, volante multifuncional, vidros traseiros elétricos, retrovisor interno eletrocrômico, sensor crepuscular, sensor de chuva e teto solar elétrico. Com tudo isso, o carro chega a R$ 56.590. Um valor um tanto alto, mas que deixa o hatch compacto da Fiat com boa tecnologia e certo ar de exclusividade.
Dificilmente o Fiat Palio Sporting passa desapercebido. A estética esportiva consegue diferenciá-lo bastante da linha tradicional do novo Palio. A começar pelas rodas de liga leve com 16 polegadas, os pneus de perfil mais baixo e também a suspensão ligeiramente rebaixada. Elementos que, aliados às faixas decorativas e spoilers dão ao modelo um visual mais encorpado e até raivoso
NÚMEROS
1.6 16V
motor 1.6 16V e.Torq
117 cv
Potência Máxima com etanol
16,8 kgfm Torque Máximo com etanol
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O novo motor do Veloster Turbo não se intimida ao pedido transmitido pelo pé direito. O bom torque de 27 kgfm já disponível aos 1.500 giros deixa o carro sempre pronto para saídas de sinal, ultrapassagens e retomadas de velocidade. A transmissão manual de seis velocidades tem funcionamento preciso e o cupê se mantém colado à estrada e sempre alinhado à vontade do condutor
AUTOMUNDO
De fora
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A habitabilidade é boa, especialmente para quem senta na posição de condução. Atrás, há pouco espaço para a cabeça dos dois ocupantes permitidos, principalmente se eles forem mais altos que 1,80 metro
para dentro Versão Turbo do Veloster, que chega em 2015 ao Brasil, dá mais fôlego ao cupê de três portas da Hyundai por José Macário Auto Press
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Hyundai Veloster é um autêntico carro de imagem. Em todos os sentidos. O modelo causou surpresa com sua carroceria de três portas e visual esportivo. Porém, essa agressividade não ultrapassava a casca. Sob o capô, havia apenas o mesmo motor 1.6 que equipa as versões de topo do brasileiro HB20, com 128 cv. Essa potência impressiona no hatch, mas deixava demais a desejar no cupê. Agora, a marca confirmou a retomada das importações do Veloster – interrompidas no início do ano – no segundo semestre de 2015. Dessa vez, virá a configuração Turbo vendida nos Estados Unidos, capaz de atingir 204 cv. Na Europa, o modelo contempla versões menos “apimentadas”. Caso da T-GDi Style com o mesmo motor 1.6, mas que rende apenas 186 cv a 5.500 rpm e 27 kgfm aos 1.500 giros. Com esta regulagem, o Veloster é capaz de sair do zero e chegar aos 100 km/h em 8,6 segundos. E atingir uma velocidade máxima de 214 km/h. A diferença nos dados técnicos das configurações europeia e americana se dá em função de uma característica do povo do Velho Continente. Isso porque lá eles preferem saídas mais rápidas, o que fez com que a fabricante coreana ajustasse o propulsor para entregar o torque – sempre de 27 kgfm, em ambos os continentes – mais rapidamente. No modelo vendido nos Estados Unidos, ele aparece em 1750 rpm, ou seja, 250 giros a mais. Além das mudanças no desempenho, o Veloster Turbo também ganha um ligeiro “tapa” no visual. O cupê segue exalando esportividade, mas com linhas ainda mais agressivas do que na variante normal. A grade dianteira está maior e adota um formato hexagonal, o que obrigou à reestilização do parachoques, que agora acomoda faróis de neblina redondos. Por baixo ainda existe um spoiler, que garante maior suporte aerodinâmico. De perfil, destacam-se as saias
laterais mais esculpidas e as rodas de liga leve de cinco raios e aro de 18 polegadas. Já a traseira leva um defletor na parte de cima e também para-choques redesenhado. O escapamento duplo avantajado completa a imagem de esportividade. Por dentro, as alterações são menos perceptíveis. Os pedais são em metal e uma tela touchscreen de 7 polegadas facilita a operação do sistema de navegação. De resto, tudo no habitáculo permanece como antes. NÚMEROS
1.6 turbo
Motor 1.6 turbocompressor e duplo comando de válvulas no cabeçote
186 cv
Potência máxima de 186 cv a 5.500 rpm
27 kgfm
Torque máximo de 27 kgfm entre 1.500 e 4.500 rpm
FICHA TÉCNICA
Hyundai Veloster 1.6 G-TDi Style ● MOTOR:
A gasolina, dianteiro, transversal, 1.591 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor e duplo comando de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível. ● TRANSMISSÃO: Câmbio
manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. ● POTÊNCIA máxima: 186 cv a 5.500 rpm. ● ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 8,6 segundos. ● VELOCIDADE máxima: 214 km/h. ● TORQUE máximo: 27 kgfm entre
1.500 e 4.500 rpm. e curso: 77,0 mm X 85,4 mm. Taxa de compressão: 9,5:1 ● SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação. Traseira semi-independente, do tipo eixo de torção com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação. ● DIÂMETRO
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Scania K 400 DD – A Scania exibiu o K 400 8X2 Double Decker, utilizado pelos atletas da Confederação Brasileira de Judô. Para reforçar a ideia de conforto – é quase um hotel sobre rodas –, o modelo conta com uma exclusiva sala de reuniões equipada com TV de leds, Blu-ray player e frigobar
Esforço coletivo TRANSMUNDO
Décima edição da FetransRio reforça a importância do Brasil no mercado de ônibus por Márcio Maio Auto Press
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ala-se muito sobre a crise no setor automotivo nacional e ela envolve todas as categorias. Mas nem por isso o Brasil deixa de figurar entre os principais mercados mundiais. Terceiro do planeta nas vendas de ônibus, o país é foco dos grandes fabricantes globais de chassis – e as encarroçadoras brasileiras competem em condições de igualdade com as melhores do mundo. A importância do mercado brasileiro de transporte coletivo urbano e rodoviário ficou evidenciada na 10ª edição da Feira de Transportes do Rio de Janeiro, a FetransRio, realizada entre os dias 5 e 7 de outubro,
no Rio de Janeiro. A Mercedes-Benz aproveitou o evento carioca para lançar seu chassi OF 1724 com câmbio automatizado, enquanto a MAN direcionou sua atenção para o VW 9.160 OD Piso Baixo. O modelo é o primeiro micro-ônibus dotado desta configuração no mercado e chega ainda com suspensão pneumática, equipado com motor Cummins ISF de 3.8 litros. A Scania preferiu dar destaque a três chassis. O K 310 6X2*4 tem aplicação urbana, 15 metros e eixo de apoio que gira para o lado oposto do eixo das rodas dianteiras, reduzindo o raio de giro em 10%. Já o K 400 6X2, com motor 13 litros de 400 cv, é uma das principais apostas para o incremento das vendas
para operação de linhas rodoviárias e de turismo. Por fim, o K 310 4X2 é o mais emplacado da sueca no Brasil, voltado para fretamento e linhas curtas. A FetransRio também foi palco da entrada da Iveco no mercado de ônibus brasileiro. A marca mostrou seu chassis 170S28, projetado e fabricado no Complexo Industrial localizado em Sete Lagoas, em Minas Gerais. O modelo de 17 toneladas tem foco no transporte urbano e fretamento e seus testes de desenvolvimento envolveram mais de 1,2 milhão de quilômetros para validação dos componentes e constatação da disponibilidade do uso, além de 600 mil km percorridos por empresas do transporte de passageiros. BYD K9 – A chinesa Build Your Dreams, BYD, exibiu o coletivo elétrico K9, montado sobre chassi Spartan K2. O ônibus já passou por testes em circulação no Brasil e tem piso baixo e rampas de acesso
DESTAQUES DA FETRANSRIO K9 – A chinesa Build Your Dreams, BYD, exibiu o coletivo elétrico K9, montado sobre chassi Spartan K2. O ônibus já passou por testes em circulação no Brasil e tem piso baixo e rampas de acesso. O modelo se move a partir de baterias de fosfato de ferro e a autonomia é de até 320 km. Recentemente, a marca anunciou a intenção de construir uma fábrica em São Paulo. ● COMIL Campione 3.25 – A Comil mostra a reestilização de seu Campione 3.25, que atua no segmento de fretamentos e linhas rodoviárias intermunicipais. O veículo conta com opção de sanitário, iluminação em leds no interior e no conjunto ótico, com luzes diurnas, e transporta até 52 passageiros. Pode ser montado sobre chassis VW 17.230 OD, Mercedes-Benz OF 1721 e OF 1724 e Volvo B270F. ● COMIL Campione DD – Indicado para trajetos longos, o Campione Double Decker reúne sofisticação e conforto na carroceria de dois pisos da Comil – exibido sobre o chassis Volvo B 420R. O modelo pode se tornar sala de reunião com sofás ou virar um ambiente de diversão com mesa de jogos e bar. ● BYD
170S28 – A Iveco Bus estreia no Brasil com o chassis 170S28, montado no evento com carroceria Marcopolo G7. Fabricado em Sete Lagoas, Minas Gerais, o modelo de 17 toneladas chega em duas configurações: urbano e fretamento. O chassi recebe o motor N67, da FPT Industrial, com seis cilindros em linha, 6.7 litros e sistema SCR, capaz de gerar 280 cv. A transmissão utilizada é ZF, manual, de seis marchas. ● SCANIA K 400 DD – A Scania exibiu o K 400 8X2 Double Decker, utilizado pelos atletas da Confederação Brasileira de Judô. Para reforçar a ideia de conforto – é quase um hotel sobre rodas –, o modelo conta com uma exclusiva sala de reuniões equipada com TV de leds, Blu-ray player e frigobar. Freios ABS e proteção antitombamento, além da válvula de segurança de freio de estacionamento e freio auxiliar Scania Retarder, reforçam a segurança das viagens. Também contribuem para o conforto dos passageiros as suspensões dianteira e traseira pneumáticas. ● VOLVO Hibribus – A marca sueca levou para a FetransRio sua “vedete verde”: o Hibribus, que alia ● IVECO
motores diesel e elétrico e tem sistema start/stop. Os dois têm o mesmo torque de 81,5 kgfm. Para o público conferir as diferenças no funcionamento dos dois motores, um simulador foi instalado no estande da fabricante. ● VOLKSBUS 15.190 ODR – A marca alemã comemorou a liderança nas entregas para o programa “Caminho da Escola” de seus mais de 15 mil Volksbus 15.190 ODR. O modelo atende às normas do ORE2, sigla para Ônibus Rural Escolar Reforçado Médio, pensado para chegar aos lugares mais remotos. O veículo tem equipamentos de acessibilidade, porta larga, vidros temperados verdes, dispositivos passa-balsa, lixeiras, porta-mochila no teto e rede nas costas dos assentos para acomodação do material escolar e é feito exclusivamente com carroceria Marcopolo. O eixo traseiro com bloqueio do diferencial facilita a transposição de atoleiros e de trajetos de difícil acesso. Já a suspensão “jungle bus” proporciona uma altura mais elevada ao veículo, tornando-o ideal para operações fora de estrada. O motor é um MAN D08 4.6 litros de 4 cilindros e 186 cv. O torque é de 71,4 kgfm.
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Nesta configuração, o 108 ganha outro apelo graças ao teto em lona de abertura integral e comando elétrico. Não se trata de um carro verdadeiramente conversível, mas esta esta solução permite desfrutar do prazer ter os cabelos ao vento por uma verba relativamente contida
Subcompacto Peugeot 108 é resultado de esforço conjunto entre PSA e Toyota por Raphael Panaro Auto Press
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crise vivida nos últimos anos impactou diretamente o setor automotivo na Europa. Fábricas foram fechadas, empregados dispensados e algumas montadoras amargaram grandes prejuízos. Mas esse período de dificuldades também serviu para criar soluções, como novas parcerias ou o estreitamento ainda maior dos “laços” estratégicos entre as fabricantes – principalmente na criação de modelos compactos e de baixo custo. O último caso vale para Peugeot. A empresa francesa renovou o compartilhamento de arquitetura – a parte mais cara de qualquer projeto. Dessa aliança, surgiu o novo carro de entrada: o 108, que divide a base com o Citroën C1 e com o renovado Toyota Aygo. Mostrado pela primeira vez no Salão de Genebra, na Suíça, em março –, o 108 chega para suceder o 107, ser o carro de entrada a fabricante francesa e competir com a nova “leva” de subcompactos que surgiram no continente europeu como o Volkswagen Up, Renault Twingo e Fiat Panda. No aspecto visual, o 108 traz a identidade “animal” apresentada pela Peugeot no 308. A frente tem faróis com luzes diurnas de leds
que lembram um olhar felino, acompanhados da grade de três filetes e o nome da marca na borda superior. Na traseira, as lanternas remetem mais ao 208, com três fileiras – e alusão às garras de um leão. O design é completo pela tampa do porta-malas de vidro, e segue a tendência dos novos – e rivais – subcompactos, como o Renault Twingo e o Volkswagen Up europeu. Alinhada ao tamanho do carro está a motorização. O 108 conta apenas com propulsores de três cilindros. As versões de entrada são equipadas com um 1.0 litro que produz 68 cv de potência, equanto as mais potentes vem com um 1.2 litro de 82 cv. A transmissão pode ser manual ou automática, ambas de cinco marchas. Mas talvez a grande novidade do sucessor do 107 seja a inédita configuração Top. Além das quatro portas, o carrinho traz um retrátil teto solar de tecido com rebatimento elétrico, que se estende até os bancos traseiros – semelhante ao do Fiat 500C. Apesar de ser um carro de entrada da Peugeot na Europa, o 108 pode vir com interessantes equipamentos para o segmento. Ar-condicionado digital, botão de partida, seis airbags, controle de estabilidade, rodas de liga leve de 15
polegadas, além de um tela de LCD de 7 polegadas que agrega as funções da central multimídia e sistema start/stop.
O modelo francês ainda pode ser totalmente personalizado. Carroceria em dois tons, rodas, adesivos e interior
vêm de acordo com o gosto do proprietário. Com duas portas, o 108 parte de 10.150 euros – cerca de R$ 32 mil –
em sua terra natal e chega até os 16.050 euros – em torno de R$ 50.100 – pela “top” Féline com quatro portas.
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AUTOMÓVEIS
Macaé, quarta-feira, 12 de novembro de 2014
O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ