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Automóveis 07 06 2017

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www.odebateon.com.br

Macaé (RJ), quarta-feira, 7 de junho de 2017, Ano XLIl, Nº 9324

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

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Novo Mini Countryman O novo Mini Countryman está maior, mais equipado e tecnológico. Tudo isso, sem perder a típica dirigibilidade dos modelos da Mini.

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NISSAN

AUTOTAL DIVULGAÇÃO

Nissan Kicks passa a ser fabricado no Brasil e ganha mais versões com pintura em dois tons SUV japonês melhora a conectividade, ganha sistema anticolisão opcional e terá versão com câmbio manual. Preços vão de R$ 70.500 a R$ 94.900. PÁG. 6

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ntes importado do México, o Nissan Kicks agora é fabricado em Resende (RJ). A Nissan subestimou a procura pelo modelo no primeiro trimestre e acabou ficando sem carro para entregar. Por isso, teve de correr passar pelo julgamento de qualidade da fábrica (uma norma interna da Nissan) e acele-

rar a produção. O Kicks nacional mantém seus dotes mecânicos. O motor é 1.6 flex de 114 cavalos (gasolina e etanol) e o câmbio é CVT (automático com marchas continuamente variáveis). Por isso, não há modificações mecânicas, mas sim alguns pequenos ajustes e melhor conectividade.

Toyota Corolla sofre recall para troca de cinto de segurança Falha no cinto de segurança traseiro direito afeta unidades do Corolla produzidas entre 20 de dezembro de 2016 e 24 de fevereiro de 2017. PÁG.2 DIVULGAÇÃO


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Toyota Corolla sofre recall para troca de cinto de segurança Falha no cinto de segurança traseiro direito afeta unidades do Corolla produzidas entre 20 de dezembro de 2016 e 24 de fevereiro de 2017 DIVULGAÇÃO

Mini Countryman atinge cinco estrelas no Euro NCAP Crossover obteve a pontuação máxima nos testes de impacto promovidos pelo órgão independente europeu Recém-lançado no Brasil, o Mini Countryman de segunda geração atingiu a pontuação máxima de cinco estrelas nos testes de impacto realizados pelo Euro NCAP, órgão independente

Uma falha no cinto de segurança traseiro direito motivou um recall anunciado nesta segunda-feira (5) para unidades do Toyota Corolla produzidas entre 20 de dezembro de 2016 e 24 de fevereiro de 2017. De acordo com o fabricante, uma falha na produção da peça de

ancoragem do cinto pode provocar a ruptura do componente em caso de colisão. Para outras informações, acesse o site do fabricante ou ligue para 0800 703 0206. CONFIRA ABAIXO A NUMERAÇÃO DE CHASSI DOS VEÍCULOS AFETADOS:

Código alfanumérico 9BRBDWHE últimos 8 dígitos do chassis H034333 – H0346204 Código alfanumérico 9BRBDWHE últimos 8 dígitos do chassis H0097419 – H0104445 Código alfanumérico 9BRBD3HE últimos 8 dígitos do chassis H03040380 – H0346194

europeu que avalia a segurança dos automóveis vendidos no continente. De acordo com o órgão, a cabine do crossover permaneceu estável durante os testes de impacto frontais, com

proteção boa ou adequada para a cabeça e membros inferiores. No teste de impacto lateral, o Countryman atingiu a pontuação máxima, com boa proteção para os ocupantes.


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LANÇAMENTO DIVULGAÇÃO

Uma das grandes diferenças para o modelo antigo está nas dimensões maiores

Novo Mini Countryman O novo Mini Countryman está maior, mais equipado e tecnológico. Tudo isso, sem perder a típica dirigibilidade dos modelos da Mini

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em diferente do modelo antecessor, o Mini Countryman mudou de para-choque a para-choque e, no Brasil, chegou nas versões Cooper (R$ 144.950), Cooper S (R$ 164.950) e Cooper S All4 (R$ 189.950) – essa última, à venda desde abril deste ano. Construído sobre a plataforma modular UKL, a mesma dos BMW Série 1 e Série 2 Active Tourer, além dos Mini Hatch, Cabrio e Clubman, por exemplo, o Countryman passou a ter 4,299 m de comprimento, 1,822 m de largura, 1,557 m de altura e 2,670 m de entre-eixos. Só para comparar, o antigo tinha 4,097 m, 1,789 m, 1,544 m e 2,595 m, na ordem. O porta-malas espichou de 350 para 450 litros (ou 1.390 litros com o banco traseiro rebatido). O corpinho mais avantajado do Countryman beneficiou a cabine, que ficou mais espa-

çosa e confortável. Já quem viaja atrás encontra bom espaço para as pernas. Ou seja, melhor em relação ao Mini Hatch 5 portas (2,567 m). A posição de dirigir continua agradando, assim como a disposição dos pedais e a boa empunhadura do volante. Uma novidade é o MINI Find Mate. Essa tecnologia consiste é um serviço de localização ativado, via conexão Bluetooth, possibilitando localizar objetos esquecidos na cabine (chaveiros, celular, entre outros) por meio de tags sem fio. Mesmo sendo o primeiro carro de quatro portas do fabricante (lançado no Salão de Genebra de 2010), o Countryman não deixa de transmitir a tão apreciada dirigibilidade dos carros da Mini. Se o modelo antigo era equipado com bloco 1.6 16V turbo de 184 cv e 24,4 kgfm, agora são oferecidas duas novas opções de mo-

tores turbinados. A Cooper traz um três cilindros 1.5 associado a câmbio automático de seis marchas. Esse conjunto entrega 136 cv e 22,4 kgfm permitindo ir de 0-100 km/h em 9,6 segundos e atingir 200 km/h de máxima. Tanto a Cooper S quanto a Cooper S All4 usam propulsor quatro cilindros 2.0 litros de 192 cv e 28,55 kgfm de 1.350 a 5.600 rpm. Nessas duas configurações, a caixa automática é de oito marchas. No Cooper S, o 0-100 kmh é feito em 7,4 segundos, enquanto na All4 dotada de tração integral, em 7,2 segundos. A velocidade máxima é de 225 km/h e de 222 km/h, respectivamente. Ao volante da Cooper S All4 , a sensação é de uma condução precisa, com respostas rápidas ao menor toque no acelerador. Verdade é, que a sensação “Go Kart Feeling” é menor no Countryman

comparado aos demais carros da Mini. Entretanto, o torque disponível em ampla faixa de giro junto do mínimo turbolag (aquele atraso antes do turbocompressor encher) contribuem em uma direção divertida. Os modos de condução Green, MID e Sport podem ser escolhidos por meio do seletor na base da alavanca de câmbio. Eles alteram alguns parâmetros, como direção, transmissão e os amortecedores ficam mais firmes (somente no programa Sport). O Countryman é bom de curva transmitindo muito controle, estabilidade e mínima inclinação de carroceria. No entanto, como tudo tem seu preço… Embora mais amigável que o Countryman antigo, a suspensão ainda tem pouco curso e às vezes “bate seca”, dependendo da irregualaridade do piso, como

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Confira o conteúdo de cada versão Um gráfico mostra o quanto o motorista está sendo aventureiro

COOPER (R$ DIVULGAÇÃO

144.950) A r-condicionado digital Dual Zone, bancos revestidos em couro sintético com ajuste elétrico e memória, rádio MINI Visual Boost com tela de 6,5 polegadas, volante multifuncional esportivo em couro, faróis full LED, rodas de aro 17” com pneus 225/55 R17 e sensor de estacionamento traseiro COOPER S (R$ 164.950) Além dos itens da versão Cooper adiciona bancos em couro, rodas de aro 18” com pneus 225/50 R18 e teto solar

panorâmico. COOPER S ALL4 (R$ 189.950)

Oferece todos os itens das configurações anteriores mais volante John Cooper Works (JCW) dotado de borboletas para trocas manuais, sistema de entretenimento com tela sensível ao toque de 8,8” e HD interno de 20GB, sistema de som Hi-Fi Harman/Kardon, rodas de aro 19” com pneus de 225/45 R19, HUD (headup display), câmera de ré, suspensão adaptativa, tração integral.

pudemos comprovar ao pegar buracos e ao desbravar uma estradinha de terra batida. As grandes rodas de aro 19” com pneus Run Flat de medidas 225/45 ajudam a roubar um pouco do conforto. A tração integral é voltado para o desempenho e não para o fora de estrada. Ela envia 45% da força para o eixo dianteiro e 55% atrás. Segundo o fabricante, o sistema nunca traciona so-

mente as rodas dianteiras ou só as traseiras. Mudado por completo sim, mas sem perder sua idêntidade o Countryman é indicado para aqueles consumidores, que preferem o estilo de vida aventureiro e ainda pegam uma estradinha de terra batida no final de semana. Tudo isso, sem esquecer de esbanjar muito charme e o estilo icônico dos Mini.

FICHA TÉCNICA

Mini Countryman Cooper S All4 básico: R$ 144.950 avaliado: R$ 189.950 ● MOTOR: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, turbo, injeção direta, start-stop ● CILINDRADA: 1998 cm3 ● COMBUSTÍVEL: gasolina ● POTÊNCIA: 192 cv de 5.000 a 6.000 rpm ● TORQUE: 28,5 kgfm entre 1.350 e 4.600 rpm ● CÂMBIO: automático, oito marchas ● DIREÇÃO: elétrica ● SUSPENSÕES: McPherson (d) e multi-link (t) ● FREIOS: discos ventilados (d/t) ● TRAÇÃO: integral ● DIMENSÕES: 4,299m (c), 1,822 m (l), 1,557 m (a) ● ENTRE-EIXOS: 2,670 m ● PNEUS: 225/45 R19 ● PORTA-MALAS: 450 litros ● TANQUE: 61 litros ● PESO: 1.530 kg ● 0-100 km/h: 7s2 ● VELOCIDADE máxima: 222 km/h ● EMISSÃO de CO2: não disponível ● CONSUMO cidade: não disponível ● CONSUMO estrada: não disponível ● NOTA do Inmetro: não disponível ● CLASSIFICAÇÃO na categoria: não participa

● PREÇO

● CARRO

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Posição de dirigir agrada, pois volante tem ótima empunhadura


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CURIOSIDADE

Misturas automotivas indigestas Nem sempre a união de duas marcas resulta em um produto com as melhores qualidades dos seus pais... FOTOS: DIVULGAÇÃO/ARQUIVO

FORD MAVERICK (6 CILINDROS)

No início dos anos 1970, a Ford precisava de um produto para competir com o bemsucedido Chevrolet Opala no mercado brasileiro. E a solução de custo mais baixo foi lançar, em 1973, o compacto americano Maverick. Mas se o GT com o motor V8 302 é cultuado até os dias atuais, a decisão de equipar as versões mais pacatas com um 3.0 de seis cilindros herdado da Willys Overland acabou custando caro para o modelo. O propulsor veterano era robusto, mas foi muito criticado na época devido ao desempenho ruim e ao alto consumo de combustível. VOLKSWAGEN APOLLO

Os anos 1980 foram bem difíceis para a indústria automobilística na América do Sul. E dentro desse espírito de crise, Ford e Volkswagen formaram em 1987 a Autolatina, uma joint venture que tinha como objetivo o compartilhamento de tecnologias e o desenvolvimento conjunto de veículos. E um dos primeiros produtos dessa união foi o Volkswagen Apollo, um Ford Verona com visual e modificações mecânicas para ganhar um ar mais esportivo. Apesar das alterações, o Apollo tinha um estilo típico dos carros da marca americana e não agradou ao comprador tradicional dos VW. Durou apenas dois anos (de 1990 a 1992), sendo substituído pelo Logus.

Alfa Romeo Arna

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RENAULT ALLIANCE

A americana AMC (American Motors Corporation) estava em péssima situação financeira no final dos anos 1970. Mesmo com as boas vendas dos utilitários da Jeep (marca que então era propriedade do grupo), os carros de passeio da empresa encalhavam nas lojas. E a solução veio do outro lado do Atlântico: uma joint venture com a Renault. O primeiro carro da parceria foi o Alliance. Lançado em 1982, era um Renault 9 produzido nos Estados Unidos com estilo local, mas mantendo o conjunto mecânico francês. O que parecia ser a salvação da companhia acabou se mostrando um desastre, já que o carro sofria com vários problemas de qualidade. Quando a AMC foi comprada pela Chrysler, em 1987, a primeira coisa que os novos donos fizeram foi matar os Renault americanos.

Renault Alliance

ALFA ROMEO ARNA

Uma das maneiras de se fazer um carro perfeito seria unir um afinado conjunto mecânico japonês a uma carroceria de belas linhas italianas. Mas a Alfa Romeo conseguiu fazer exatamente o contrário nos anos 1980, com o Arna. Produzido entre 1983 e 1987, o hatch era a aposta da marca italiana para combater os carros japoneses. É uma pena que o compacto unia a carroceria sem graça do Nissan Cherry com o conjunto mecânico um tanto problemático da marca. O resultado do desastre: a marca famosa pelos seus carros de corrida acabou adquirida pela Fiat.

Volkswagen Apollo

JAGUAR X-TYPE

A marca britânica é conhecida pelos seus sedãs, cupês e conversíveis de apelo esportivo. Mas nem sempre acertou a mão com os seus modelos. Um desses carros que não tem a admiração dos fãs da marca é o sedã X-Type. Produzido entre 2001 e 2009, quando a Jaguar era da Ford, o modelo era o mais acessível da linha e era montado sobre a plataforma do Ford Mondeo, modelo com o qual compartilhava diversos outros componentes. Visualmente, o X-Type até parece um típico Jaguar. Mas não era o suficiente para agradar quem gosta (e podia comprar) os carros da empresa.

Ford Maverick (6 cilindros)

Jaguar X-Type


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Nissan Kicks passa a ser fabricado no Brasil e ganha mais versões com pintura em dois tons

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Os preços do Kicks e suas novas versões são os seguintes

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SL 1.6 CVT (R$ 94.900) SV 1.6 CVT (R$ 85.600) S 1.6 MANUAL (R$ 70.500) PDV (R$ 69.900)

SUV japonês melhora a conectividade, ganha sistema anticolisão opcional e terá versão com câmbio manual. Preços vão de R$ 70.500 a R$ 94.900

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ntes importado do México, o Nissan Kicks agora é fabricado em Resende (RJ). A Nissan subestimou a procura pelo modelo no primeiro trimestre e acabou ficando sem carro para entregar. Por isso, teve de correr passar pelo julgamento de qualidade da fábrica (uma norma

interna da Nissan) e acelerar a produção. O Kicks nacional mantém seus dotes mecânicos. O motor é 1.6 flex de 114 cavalos (gasolina e etanol) e o câmbio é CVT (automático com marchas continuamente variáveis). Por isso, não há modificações mecânicas,

mas sim alguns pequenos ajustes e melhor conectividade. O Kicks SL ganhou maçanetas cromadas e a central multimídia agora conta com o Multi-App, já disponível em outros carros da marca (March, Versa e Frontier). O equipamento permite a visualização dos aplicativos Waze

(navegador) e Spotify (streaming de música) na tela central. A tampa interna do porta-malas agora é uma peça única, para melhorar o acesso. Além disso, os retrovisores externos passam a ser rebatidos automaticamente e luz de leitura ficou maior. Opcionalmente, o car-

ro agora oferece um pacote que inclui alerta de colisão frontal, assistente de frenagem e assinatura em LED nos faróis dianteiros. Custa R$ 2.400. Já a pintura em dois tons teve seu preço reduzido de R$ 2.500 para R$ 1.500. E a oferta aumentou. Agora o carro pode ser preto com teto grafite,

marrom com teto preto, branco com teto preto, prata com teto preto e grafite com teto laranja. A opção de branco com teto laranja não está mais disponível. E uma nova cor estreia: vermelho. A pintura metálica custa R$ 1.350 e o interior em bege ou machiatto sai por R$ 500.

FIAT DIVULGAÇÃO

Fiat Argo, o novo hatch da marca italiana, é lançado a partir de R$ 46.800 Novo compacto da Fiat chega com a missão de resgatar o primeiro lugar no segmento, mas tem preço muito diferente da concorrência. Versão mais cara custa R$ 70.600

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m um cenário nada favorável, com a economia do país seriamente afetada pela instabilidade política, a Fiat está lançando seu novo hatch compacto, o Argo, que chega para substituir as versões topo de linha do Palio e o Punto, que já deixou de ser produzido. A marca estava devendo uma novidade de peso neste segmento, que vem sendo dominado pelo Chevrolet Onix, líder de vendas. E para reverter este quadro, o novo modelo chega com um desenho ousado e polêmico, além de ter o foco na tecnologia, segurança e conforto. Com as opções de motores 1.0 três-cilindros e 1.3 e 1.8 quatro-cilindros, o hatch começa a ser vendido em junho nas versões Drive, Precision e HGT, com câmbios manual, automatizado e automático de seis velocidades. De acordo com o diretor de

Planejamento e Estratégia de Produto do grupo FCA, Carlos Eugênio Dutra, “foram quase três anos de desenvolvimento de um projeto que vem sendo considerado o mais importante passo dos últimos anos para a marca Fiat”. O nome Argo vem da mitologia grega e era uma embarcação construída para as aventuras de Jasão e os argonautas. Depois, com a morte de Jasão, a nau virou uma constelação com luz própria, um forte argumento para justificar o batismo do novo hatch como Argo. Carlos Eugênio afirma que trata-se do melhor produto já feito na fábrica de Betim e acrescentou que ele chega para concorrer diretamente com o Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Para isso, os projetistas da Fiat apostaram no design italiano, no equilíbrio das formas e proporções. Na prática, o Argo nos remete a um déjà vu,

pois sua parte dianteira tem elementos muito marcantes que lembram o Mobi, como a grade e o desenho dos faróis, além da assinatura com LEDs idêntica à da picape Toro. Visto de lado, o Argo lembra o VW Gol, principalmente no formato da coluna C. E na traseira robusta, o desenho das lanternas e os vincos insinuantes revelam uma influência coreana, entregando certa semelhança com o Hyundai HB20. Construído sobre a platafor-

ma MP1, que ainda vai gerar um sedã compacto a ser produzido na Argentina, o Argo foi pensado para ser mais leve e seguro. Com 4,0m de comprimento, 2,52m de distância entre-eixos e 1,75m de largura, dimensões semelhantes às do Punto, o hatch chega alardeando seu espaço interno, inclusive no porta-malas, que tem capacidade de 300 litros. A carroceria foi projetada para ser mais leve e proporcionar maior rigidez torcional, com o uso de aços de alta e ultra-

resistência. E de acordo com a engenharia da Fiat, o resultado foi um bom desempenho nos testes de colisões frontal e traseira, com o habitáculo sendo preservado. Além disso, o modelo vai disponibilizar uma série de recursos eletrônicos, como freios ABS com distribuição de frenagem (EBD), controles de tração e estabilidade, auxílio de partida em rampa e direção elétrica com sensor que identifica o torque dado no volante e detecta a neces-

sidade de frenagem. O Argo chega trazendo um pouco do mesmo e algumas novidades, com um bom leque de opções. A Fiat foca na tecnologia, segurança e no design, já que em termos de motorização não há nada de tão novo. A versão HGT 1.8 tem desempenho satisfatório, com boa comunicação entre motor e câmbio manual, mas sem brilho na performance. O carro é equilibrado, na mão, bom de dirigir. Resta saber se vai cair no gosto do consumidor.


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