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Macaé (RJ), quarta-feira, 30 de dezembro de 2015, Ano XL, Nº 8903
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Sedã 408 renovada no estilo Peugeot aposta em sofisticação no sedã 408 para vencer concorrentes japoneses e apresenta bom pacote de itens de série. PÁG. 2 COMPACTO DIVULGAÇÃO
Nissan lança March em versão SL na tentativa de deixá-lo mais descolado
Semelhança com modelo inglês fica apenas nos detalhes coloridos
Hatch compacto com esse pacote acrescenta R$ 1.300 no preço da salgada versão topo SL. PÁG. 4 SUV
SEGURANÇA NA ESTRADA
Chevrolet Tracker veste preto para ficar mais invocado
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No Brasil, o Tracker vendeu 9.568 unidades até o final de novembro, segundo dados da Fenabrave/ Renavam. PÁG. 6 O Chevrolet Tracker terá uma edição especial invocada nos Estados Unidos em 2016: trata-se da Midnight Edition, que aposta na cor preta para tornar o SUV, considerado de porte pequeno nos EUA, mais agressivo. O pacote de estilo, que inclui rodas e maçanetas pretas e interior em tons de cinza, custa US$ 500, e é acrescentado à versão LTZ, que parte de US$ 26.105. Nos EUA, o nome do modelo é Trax.
Nove dicas de direção defensiva para viajar com segurança nas rodovias Polícia Rodoviária Federal (PRF) elaborara lista de recomendações para pegar as estradas em segurança nas festas de fim de ano e férias de janeiro. PÁG.4
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SEDÃ DIVULGAÇÃO
Reforçado com equipamentos de série, o modelo retocou a maquiagem, incrementou a tecnologia e colocou o salto alto para agradar quem busca sofisticação a bordo
Sedã 408 renovada no estilo Peugeot aposta em sofisticação no sedã 408 para vencer concorrentes japoneses e apresenta bom pacote de itens de série
U
m mês depois do lançamento nas revendas, a Peugeot apresenta no Recife o sedã 408 com otimismo para 2016. Reforçado com equipamentos de série, o modelo retocou a maquiagem, incrementou a tecnologia e colocou o salto alto para agradar quem busca sofisticação a bordo. O modelo fecha o ciclo de renovação da fábrica de Resende, no Rio de Janeiro, com preços de R$ 75.990 (versão Allure) e R$ 86.990 (Griffe). Mesmo com preço pouco convidativo, a meta é disputar com Toyota Corolla e Honda Civic, já que com a lista de equipamentos, o carro fica mais competitivo.
Disputar um segmento no qual os japoneses imperam há anos precisa de força principalmente no visual. E nisso, a montadora sabe o que faz. Destaque para a dianteira do 408, que ganhou novo parachoque e faróis de máscara mais afinados. A grade cromada e as luzes diurnas de LED, assim como as rodas de 17 polegadas, completam o conjunto. São duas opções de motores, o 2.0 de entrada (151 cavalos com etanol) e o turbo THP (com 173 cavalos). Na lista recheada de equipamentos, ar-condicionado bizone desde a versão básica. A central multimídia foi re-
posicionada, ficou mais baixa, justo porque passou a ser touchscreen. A tela também tem câmera de ré e os sistemas Mirror Link e My Link Peugeot. A cabine ganhou melhoras na acústica. Alarme, sensor de estacionamento traseiro, seis airbags, regulador e limitador de velocidade completam o sedã. As opções de cores refletem o comportamento do consumidor do Peugeot 408, mais sóbrias: grafite, branca (com uma opção perolizada), preta e cinza. NO BRASIL
“A marca está cada vez
mais premium, com carros mais equipados, para atender um cliente em busca de sofisticação”, explica o diretor de relações externas da Peugeot, Marcus Brier. Por essas e outras, a montadora não amarga prejuízo na atual conjuntura econômica. “Os investimentos continuam e já tínhamos adequado à produção a essa proposta”, relata Briet. Para captar novos clientes e garantir a fidelidade dos antigos, a Peugeot está oferecendo três anos de revisão gratuita além de bônus de R$ 5 mil, que pode ser utilizado em acessórios ou mesmo no pagamento do IPVA.
Novidades do 408 Uma das novidades da reestilização do 408 é a nova grade dianteira, que passa a contar com o logo da marca, antes fixado sobre o capô. Os faróis diurnos ganharam luzes de LED e o para-choque foi redesenhado. A traseira recebeu lanternas com assinatura em LED, além de novo desenho do para-choque. Já no interior o destaque vai para o melhora do conforto dos bancos, que possuem novo tipo de espuma e espessura nas laterais. O painel ganhou aspecto emborrachado,
enquanto o volante multifuncional conta acabamento em couro perfurado. Segundo a Peugeot, a estratégia de seus lançamento é reduzir a gama de versões, porém oferecer veículos mais equipados em relação à concorrência. Outra aposta da fabricante é uma parceria com a Sony, que desenvolveu dois aplicativos para a marca francesa. O primeiro deles procura assistências da Peugeot e guarda o telefone da seguradora. Enquanto o segundo lê notícias em voz alta.
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Interior
No interior as alterações foram mais sutis, com a adoção de novos grafismos para o quadro de instrumentos, bancos com novas espumas e acabamento Black Piano. Entretanto, a mudança mais perceptível se dá por conta da nova central multimídia, que possui tela sensível ao toque de sete polegadas e compatibilidade com os sistemas CarPlay, da Apple, e Android Auto, do Google, para espelhamento de smartphones.
VALORES
Veja a tabela de preços 408 2016 ALLURE
R$ 75.990 (era R$ R$ 74.990)
● VALOR:
GRIFFE THP
R$ 86.990 (não mudou)
● VALOR:
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COMPACTO
Nissan lança March em versão SL na tentativa de deixá-lo mais descolado Hatch compacto com esse pacote acrescenta R$ 1.300 no preço da salgada versão topo SL
E
m uma tentativa de deixar o March mais cool, a Nissan lançou a versão SL com o pacote Colors, que se caracteriza por trazer combinações de cores entre a carroceria e alguns elementos de acabamento: aerofólio, capas dos retrovisores, maçanetas externas e frisos laterais. São quatro combinações disponíveis: branco com detalhes em vermelho, vermelho com branco, preto com branco e branco com azul. Limitadas a 1 mil unidades. No interior, ainda há um tapete acarpetado com a borda na mesma cor dos detalhes. Para um compacto, o espaço para as pernas no banco traseiro não decepciona, mas três pessoas se apertam lá, ruim especialmente para o passageiro do meio, que não tem onde acomodar os pés devido ao túnel central. Além do conforto, a segurança desse passageiro também foi negligenciada devido à falta de apoio de cabeça e cinto de três pontos. O porta-malas tem espaço razoável, condizente com o de um compacto. De forma geral, o interior tem bom acabamento, com materiais simples como plástico e tecido, mas esmerado, como é possível notar no porta-malas forrado e iluminado. Testamos a nova versão equipada com motor 1.6 e câmbio manual, que deixa o compacto bem espertinho, fazendo o motorista esquecer o medo de ligar o ar-condicionado ou encher o carro de pessoas. O modelo recebeu nota A nos testes de consumo do Inmetro. A suspensão passa confiança nas curvas e oferece relativo conforto aos ocupantes. A direção elétrica tem boa carga em manobras e em velocidade elevada. Os principais itens que acompanham esta versão são ar-condicionado digital, vidros elétricos nas quatro janelas, ajuste elétrico dos retrovisores, comandos
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Semelhança com modelo inglês fica apenas nos detalhes coloridos
multifuncionais no volante, rodas de 16 polegadas, faróis de neblina, além de airbag frontal e freio ABS, que são obrigatórios. Se o resultado foi um carro bonitinho ou mais para um feio arrumadinho, vai de acordo com o gosto e expectativa de cada um. Consenso mesmo é que R$ 51.750 é um preço muito alto para um compacto como o March, ainda que seja completinho. Analisando seus concorrentes, é de assustar que todos os compactos com motores
1.4 a 1.6 mais equipados custem mais de R$ 50 mil: Fiat Novo Palio Essence 1.6, R$ 50.599; Chevrolet Onix LTZ 1.4, R$ 50.990; Peugeot 208 1.5 Active Pack, R$ 50.090; Citroën C3 1.5 Tendance, R$ 50.290; Hyundai Novo HB20 1.6 Comfort Style, R$ 51.845; VW Gol Highline, R$ 52.390; e Toyota Etios 1.5 XLS, R$ 51.390. A exceção é o Ford Ka SE Plus 1.5, vendido por R$ 48.090. O que o interessado num carro desse tipo deve analisar é se não é mais vantajoso considerar um modelo
Aerofólio e frisos laterais compõem a versão mais divertida do carro
de entrada de uma categoria superior. CONECTIVIDADE
A nova central multimídia Multi-App, cuja tela tátil é de 6,2 polegadas, é comparada a um tablet. A conexão com a internet pode ser feita via wifi, mas, para ter o serviço com mobilidade, melhor mesmo é ancorá-lo no seu smartphone via Bluetooth e preparar um belo pacote de dados. Para quem é conectado, vale muito a pena. A central usa sistema Android e já vem com vários
aplicativos populares. Quer navegar? Use o Waze. Música? Spotify! Vídeos? YouTube! Ainda é possível acessar sites, rádios via web, tempo, informações de viagem e, se você quiser algum outro aplicativo, é possível baixá-lo (a memória livre é de 1GB). Vale esclarecer que o smartphone só vai fornecer a conexão, por isso não precisa necessariamente ter sistema Android. O interessante dessa central é dispensar o espelhamento, que é levar para a telinha do veículo o que está na
tela do smartphone. Além do conteúdo do tablet, o MultiApp tem telefonia, cuja tecla de comando por voz apenas liga para o último número registrado, e navegação (além do Waze!), cujo mapa estava bastante desatualizado. Via Bluetooth, é possível comandar da tela do carro o conteúdo em streaming e do próprio telefone. Outras mídias são CD/DVD, cartão SD e entradas USB e auxiliar. O volante traz comandos multifuncionais e a telinha ainda exibe a imagem da câmera de ré.
SEGURANÇA NA ESTRADA
Nove dicas de direção defensiva para viajar com segurança nas rodovias
Polícia Rodoviária Federal (PRF) elaborara lista de recomendações para pegar as estradas em segurança nas festas de fim de ano e férias de janeiro Segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre os dias 24 de dezembro de 2014 e 03 de janeiro de 2015 foram registrados 5.393 acidentes, 3.816 feridos e 310 mortos nas rodovias federais brasileiras. Os números indicam que a euforia e a pressa dos condutores para chegar a seus destinos durante os festejos de final de ano podem se converter em tragédia. Por isso, resolvemos montar um guia de direção defensiva, com a ajuda da PRF. Confira: 1. Difícil imaginar algo menos divertido do que passar o réveillon na oficina. Por isso, mão esqueça de levar seu veículo à revisão. 2. Possante a postos, é hora de conferir se você está em condições de pegar a estrada. Não conhecemos ninguém que dirige bem com mal-estar, sono ou cansaço. 3. O adágio "antes tarde do que nunca" deveria estampar o painel do carro de muita gente. A lei de trânsito é sagra-
da, portanto evite peripécias do tipo velocidade excessiva e ultrapassagem em curvas. Seu destino não vai fugir de você; 4. Nada de matar a fome ao volante. Segure a onda e deixe o lanche para o posto mais próximo. Dirigir com apenas uma das mãos é infração média, o que representa quatro pontos na carteira e multa de R$ 85,13. 5. O usar o celular enquanto se está dirigindo aumenta em até 400% o risco de acidentes. Recado dado. 6. Nada de levar bagagens pesadas ou de material duro e objetos pontiagudos na cabine. A gente confia em você, mas frenagens bruscas podem ser necessárias. Nessa hora, os trambolhos podem se tornar seus maiores inimigos; 7. "E onde vou levar meus apetrechos?". Escolha bolsas de materiais leves para transportar o básico. Carteira e celular (desligado) estão liberados; 8. Acomode os cãezinhos e bichanos em uma casinha presa pelo cinto de segurança: em caso de acidentes, eles podem ser arremessados do veículo. Seu melhor amigo mandou dizer que não sabe voar; 9. Nem pense em dirigir sem visibilidade. Evite estar na estrada no finalzinho da tarde, quando o sol poente incide diretamente no seu rosto e
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Os números indicam que a euforia e a pressa dos condutores para chegar a seus destinos durante os festejos de final de ano podem se converter em tragédia
encandeia sua visão. Se a neblina tomar conta do pedaço, encoste o carango no posto mais próximo. Além disso, não custa lembrar que lâmpadas empoeiradas podem deixar a luminosidade bastante opaca.
EM CASO DE ACIDENTE
- Fotografar o veículo (para mostrar ao agente), retirá-lo da via para evitar obstrução e acionar um guincho; - Usar o triângulo para demarcar o acidente, com cerca
de 100 metros de distância dos destroços; - Acionar a Polícia Rodoviária Federal, através do telefone 191. Agora, também é possível relatar a ocorrência no endereço www.prf.gov.br/acidente, onde
os registros em imagem podem ser anexados. - Exceto em casos de incêndio, não mexer na vítima. Aguardar atendimento e evitar dar água. Fonte: Polícia Rodoviária Federal
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SUV
Chevrolet Tracker veste preto para ficar mais invocado No Brasil, o Tracker vendeu 9.568 unidades até o final de novembro, segundo dados da Fenabrave/Renavam
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Chevrolet Tracker terá uma edição especial invocada nos Estados Unidos em 2016: trata-se da Midnight Edition, que aposta na cor preta para tornar o SUV, considerado de porte pequeno nos EUA, mais agressivo. O pacote de estilo, que inclui rodas e maçanetas pretas e interior em tons de cinza, custa US$ 500, e é acrescentado à versão LTZ, que parte de US$ 26.105. Nos EUA, o nome do modelo é Trax. Até o final de novembro deste ano foram emplacadas 57.707 unidades do Trax nos EUA, segundo informa a própria General Motors. É um número suficiente para deixar o modelo em segundo lugar nas vendas do segmento (20% de market share). O portfólio de SUVs e crossovers da Chevrolet conta ainda com Equinox, Traverse, Tahoe e Suburban (e as outras marcas da GM, como Cadillac e GMC, também oferecem opções no segmento). No Brasil, o Tracker vendeu 9.568 unidades até o final de novembro, segundo dados da Fenabrave/Renavam. Importado do México e vendido apenas com o pacote LTZ, parte de R$ 82.590. Não há planos de oferecer a Midnight Edition por aqui.
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As rodas pretas dão o principal toque de agressividade
AVALIAÇÃO
Aventureiro light, VW Fox Track é ágil e econômico Principal argumento da nova versão é o estilo aventureiro, mas a Volkswagen pegou leve nos acessórios
S
egundo carro mais vendido da Volkswagen no país, o Fox tem uma história curiosa. Projetado para substituir o Gol, o pequeno VW ficou acabou mais caro que o inicialmente planejado e acabou sendo posicionado no degrau de cima. Ganhou espaço aos poucos, evoluiu, deu origem a uma família (CrossFox, SpaceFox e SpaceCross) e chegou ao ponto de ver a despedida (quem diria) do irmão mais refinado Polo. Atualmente consolidado no mercado e com diversas versões à disposição, o compacto amplia o portfólio com uma inédita opção que alia o visual aventureiro e motor 1.0 litro na linha 2016. Batizado de Fox Track, o novo membro da linha tem visual condizente com a proposta, sem exageros, e ainda traz um pacote de equipamentos com novidades em termos de tecnologia.
AVENTUREIRO DE ASFALTO
Principal argumento da nova versão é o estilo aventureiro, mas a Volkswagen pegou leve nos acessórios. As principais novidades são a grade dianteira com friso pintado, para-choque com faróis de neblina integrados e faróis com máscara negra com detalhes cromados. Naturalmente, não poderiam faltar o rack de teto, molduras plásticas nas caixas de rodas e o logotipo “Track” nas portas traseiras. Para finalizar, as maçanetas das portas, retrovisores e defletor traseiro são na cor preta. O resultado final é bom, adequado a proposta de “parecer sem ser”. Não é carregado demais como o Cross e nem possui o complicado estepe pendurado na tampa traseira. Por dentro, não há muita novidade. O padrão interno é o mesmo da versão Comfortline, mas que pode receber revestimento do teto e colunas escurecido, como no modelo avaliado. O aspecto fica um pouco mais esportivo, mas nada que mude a personalidade do carro. No restante, as qualidades de sempre: bom nível de acabamento e montagem, espaço interno amplo para um compacto
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e ergonomia que agrada (exceto pelos pedais deslocados à direita). A posição de dirigir mais alta é uma das características do carro e que certamente tem público cativo. Quem vai atrás se beneficia do teto mais alto que a média dos principais rivais. O único ponto negativo fica por conta do porta-malas de apenas 265 litros. Destaque da linha 2016 é a opção do sistema multimídia “Composition Touch” com tela de 5 polegadas, que possui função de espelhamento de smartphones Android pela plataforma MirrorLink. O carro testado vinha com o “Discover Media”, a central mais completa e que possui ainda GPS, Mirror Link, Android Auto e Apple Car Play. Além disso, “nosso” Fox Track veio equipado com o pacote completo de opcionais: retrovisores elétricos, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sensores de chuva e crepuscular, volante multifuncional revestido de couro, espelho retrovisor interno eletrocrômico e faróis de neblina com função auxiliar em curvas. Diferentemente do CrossFox, o Fox Track é equipado exclusivamente com o motor 1.0 3 cilindros 12 válvulas que rende 82 cv e 10,4 kgfm de torque com etanol. Propulsor que se destaca pela boa distribuição de torque e baixo consumo, auxiliado pelo variação das válvulas de admissão. No dia-a-dia o Fox revela condução agradável: não falta força nas saídas e ainda encara subidas sem sofrimento, desde que não esteja com carga total. Mesmo com o ar-condicionado ligado, não há perda de rendimento sensível. O ronquinho discreto mas encorpado do tricilíndrico é gostoso de ouvir. Também acostuma-se rápido com o nível de vibração um pouco mais alto do propulsor, em relação ao antigo 1.0 quatro cilindros da VW, ainda usado no Gol. Novidade do Fox reestilizado, a direção elétrica é leve, precisa e tem boa progressividade em velocidades altas. O conhecido
FICHA TÉCNICA
VW Fox Track dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 12 válvulas, comando variável na admissão, 999 cm3, flex; ● POTÊNCIA: 75/82 cv a 6.250 rpm; ● TORQUE: 9,7/10,4 kgfm a 3.000 rpm; ● TRANSMISSÃO: câmbio manual de cinco marchas, tração dianteira; ● DIREÇÃO: elétrica; ● MOTOR:
● SUSPENSÃO:
independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; ● FREIOS: discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS; ● RODAS: aro 15 com pneus 195/55 R15; ● PESO: 1.084 kg; ● CAPACIDADES: portamalas 270 litros, tanque 50 litros; ● DIMENSÕES: comprimento 3.868 mm, largura 1.904 mm, altura 1.582 mm, entreeixos 2.467 mm. Batizado de Fox Track, o novo membro da linha tem visual condizente com a proposta, sem exageros, e ainda traz um pacote de equipamentos com novidades em termos de tecnologia.
câmbio de cinco marchas (MQ200) segue com engates curtos e certeiros. Na prática, o Fox não é tão “no chão” quanto um Gol ou Ka, mas considerando a altura até que se sai bem em curvas. Em pisos ruins também não decepciona, considerando que a suspensão tem acerto um pouco mais firme para compensar a altura elevada. Por se tratar de um “aventureiro”, pneus de perfil mais altos (ele usa 195/55 R15) poderiam ajudar na absorção de impactos. Em rodovia, o desempenho
(considerando a potência) e o baixo nível de ruído dentro da cabine, mesmo a 120 km/h, agradam. Ele não parece tão “fortinho” quanto na cidade, mas ainda assim está num bom patamar para um motor “mil” aspirado. Um dos principais destaques do carro, o novo motor 3-cilindros ganhou fama pelo baixo consumo. No caso do modelo testado, abastecido com gasolina, a média foi de 12,5 km/l na cidade e 18,5 km/l na estrada (sempre com ar-condicionado ligado). Números ligeiramen-
te melhores que os divulgados pelo Inmetro, e naturalmente distantes dos defasados 1.0 litro oito válvulas ainda disponíveis no mercado. Para ajudar a economizar combustível, há o recurso Eco Comfort, um assistente que “chama atenção” enviando mensagens como por exemplo, fechar as janelas quando o ar-condicionado estiver ligado, não acelerar com o carro parado e até quando desengatar a marcha na hora de parar. Caso você não queira ser “doutrinado”, o sistema pode
ser desativado. Lançado por R$ 45.390, o Fox Track avaliado trazia dois pacotes opcionais (módulo funcional e sistema Discover Media) com os itens já citados anteriormente, que elevam o preço final a R$ 49.473. Apesar da mecânica moderna e bom nível de acabamento, comodidades como computador de bordo com nove funções, retrovisores elétricos, sensores de estacionamento, central multimídia e volante multifuncional são todos cobrados à parte.
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POLÊMICA
Exigência dos extintores em automóveis pode voltar no Brasil A mesma resolução determinava que a partir do dia 1º de outubro, deste ano, os proprietários dos veículos citados deveriam substituir os extintores do tipo BC pelos ABC
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al começou a vigorar e a resolução 556/15 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tornava facutativo o uso de extintores de em automóveis, utilitários, caminhonetes e triciclos de cabine fechada, já foi suspensa pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. Para o relator da comissão, o deputado Hugo Leal (Pros-RJ), o Contran causou transtornos tanto aos motoristas que já haviam comprado o equipamento do tipo ABC quanto aos fabricantes, que tiveram que lidar com o encalhamento de produtos no estoque. É o novo capítulo de uma longa novela. A mesma resolução determinava que a partir do dia 1º de outubro deste ano os proprietários dos veículos citados deveriam substituir os extintores do tipo BC pelos ABC, mais completos. A nova categoria obrigatória garantiria proteção dos ocupantes em incidentes das classes B, que envolvem líquidos inflamáveis, C, ocorrências com equipamentos elétricos e A, causados por materiais de composição dos painéis, bancos, revestimentos internos, mangueiras de borracha e forro do capô do motor. A validade do equipamento é de cinco anos, sem possibilidade de recarga.
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Validade do equipamento é de cinco anos, sem possibilidade de recarga
Na época em que a resolução foi aprovada, o Contran fez sua defesa a partir de um estudo que apontava que os incêndios representavam uma parcela pequena do vo-
lume total de acidentes com veículos. A mesma pesquisa concluiu que o uso despreparado da ferramenta seria mais arriscado do que o incêndio em si. Agora, o depu-
tado Hugo Leal argumenta que a medida foi imposta pelo Contran e aprovada sem justificativas. Além disso, em 1992, o Brasil assinou um acordo
de regulamentação básica unificada de trânsito, em conjunto com Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, que previa a obrigatoriedade do extin-
tor. A proposta será submetida à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para votação no Plenário da Câmara.
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