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Automóveis 22 07 15

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Macaé (RJ), quarta-feira, 22 de julho de 2015, Ano XL, Nº 8765

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

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Novo Honda HR-V quer dominar o segmento dos SUVs Visual agressivo e bom acabamento marcam o lançamento do SUV da Honda

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mercado de carros é cheio de modismos. As peruas faziam muito sucesso nos anos 90, já as minivans viraram febre na virada do século. Agora é a vez dos SUVs compactos, segmento inaugurado há mais de uma década com o Ford Ecosport e que atinge o seu ápice com a chegada de uma nova geração de modelos, mais modernos e tecnológicos. O primeiro desta safra é o Honda HR-V, que já está nas lojas em três versões de acabamentos. Por fora, o Honda HR-V tem visual inspirado. A carroceria exibe linhas fluidas, com lanternas em LED e fortes vincos laterais que acabam nas maçanetas embutidas nas portas traseiras. PÁG. 4

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Recheio sobressalente

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Novo Ford Focus muda pouco por fora, mas ganha reforços tecnológicos e deve desembarcar no Brasil em breve PÁG. 6

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Jeep Renegade Turbodiesel Jeep Renegade chega remetendo ao passado mas com olhos no futuro e na liderança do segmento PÁG. 2


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Macaé (RJ), quarta-feira, 22 de julho de 2015

AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Revelado: Infiniti Q30 Apesar de ter lançamento programado apenas para setembro, durante o Salão do Automóvel de Frankfurt, o novo Infiniti Q30 parece ter sido revelado em uma primeira imagem oficial. De acordo com a foto, o hatch segue boa parte das linhas do conceito, apresentado pela montadora na edição de 2013 do evento, com linhas marcantes e porte robusto. O Infiniti Q30 deve ser vendido a partir dos primeiros meses do ano que vem para fazer frente a modelos como Audi A3, BMW Série 3 e Volkswagen

Golf. O hatch será o primeiro carro da marca a ser fabricado na Europa, mais precisamente na planta do Grupo Nissan em Suderland, no Reino Unido. Entre os motores, o Q30 deve oferecer um 2.2 litros a diesel de origem Mercedes-Benz, que provavelmente equipa a unidade da imagem, com 170 cavalos de potência 40,8 kgfm de torque, com transmissão manual de seis marchas ou automática de sete velocidades. O Infiniti será construído a partir de uma versão da plataforma dos alemães Classe A, CLA e GLA.

Jeep Renegade Turbodiesel Resgatando o clássico Jeep, que inclusive foi fabricado pela extinta Willys em Jaboatão dos Guararapes/PE, o Jeep Renegade chega remetendo ao passado mas com olhos no futuro e na liderança do segmento. O jipinho brasileiro, igualmente feito em Pernambuco, promete bater de frente não só com os SUV compactos, mas também com os utilitários esportivos diesel mais baratos. Em realidade, o Jeep Renegade 2.0 Turbo 4×4 começa em R$ 99.900, sendo assim o mais ba-

rato em sua categoria. Na versão Longitude o preço pula para R$ 109.900. Completo, incluindo o teto móvel My Sky, o veículo chega a R$ 142.900 com pintura sólida. O valor é alto e se distancia muito da proposta da versão 1.8 Flex, que parte de R$ 69.900. Apesar de ser o mesmo carro, a proposta de ambos é bem diferente e no caso do diesel, haverá muito mais chances do proprietário enveredar por estradas de terra bem ruins do que aquele que vai de Flex, cuja tração é somente nas rodas dianteiras.


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VITRINE

Novo Honda HR-V quer dominar o segmento dos SUVs Visual agressivo e bom acabamento marcam o lançamento do SUV da Honda

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mercado de carros é cheio de modismos. As peruas faziam muito sucesso nos anos 90, já as minivans viraram febre na virada do século. Agora é a vez dos SUVs compactos, segmento inaugurado há mais de uma década com o Ford Ecosport e que atinge o seu ápice com a chegada de uma nova geração de modelos, mais modernos e tecnológicos. O primeiro desta safra é o Honda HR-V, que já está nas lojas em três versões de acabamentos. Por fora, o Honda HR-V tem visual inspirado. A carroceria exibe linhas fluidas, com lanternas em LED e fortes vincos laterais que acabam nas maçanetas embutidas nas portas traseiras. Na frente, os faróis espichados e a grade em formato de "asas" lembram o Fit, modelo com o qual o HR-V divide a plataforma. Apesar do visual agressivo, o Honda HR-V não esconde sua proposta familiar. A cabine é versátil como a de uma minivan, com posição de dirigir elevada, diversos porta-trecos, fácil acesso aos comandos do painel e amplo espaço interno — o sistema de arranjo dos bancos é o mesmo do irmão menor. O acabamento interno é satis-

fatório, com plástico brilhante e couro sintético com costura aparente no painel e console central elevado, que esconde as entradas USB e auxiliar. No quadro de instrumentos, o imenso velocímetro central facilita a visualização, mas a tripla saída de ar-condicionado diante do passageiro divide opiniões. Na hora de acelerar, o motor 1.8 flex de 140 cavalos é ágil no trânsito e seguro em ultrapassagens na estrada. A direção é precisa e a carroceria oscila pouco em curvas. Porém, não espere uma tocada esportiva neste carro. Com o pé mais fundo no acelerador, o giro do motor sobe próximo às 6.000 rotações e por lá permanece, transferindo à cabine o som estridente do motor. Nesse ponto, fica visível a falta de sintonia entre o propulsor e o câmbio CVT, sobretudo para reduzir as marchas. PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Ao entrar no HR-V, a primeira impressão é positiva, pelo bom nível de acabamento. Há bastante plástico, mas agradável ao toque e na aparência. O desenho do painel é atraente, sem firulas, e chama a atenção o grande espaço ocupado pela saída de ar na frente do banco do carona: não

tem um desenho bonito, mas atende a um propósito. Os controles estão bem posicionados, a tela multimídia é simples de lidar e o Bluetooth funciona bem, assim como o GPS exclusivo da versão EXL. Se estiver nas demais versões, poderá conectar o celular no USB, mas é bom fazê-lo antes de sair, porque a entrada fica na parte de baixo do console e não é tão fácil de acessar. Com ajuste de altura e profundidade, o volante tem boa pegada e a posição de dirigir, apesar de um carro não ser tão alto, é mais elevada que a do Fit ou do Civic, e proporciona boa visibilidade tanto na frente, com poucos pontos cegos, quanto atrás. “Buscamos a sensação de dirigir um sedã, não de um SUV”, diz Marcelo Lopes, líder do projeto no Brasil. A versão mais cara inclui câmera de ré, rebatimento elétrico dos espelhos e inclinação automática do retrovisor do lado do passageiro ao engatar a ré. Quem viaja atrás também vai confortável, com encosto de cabeça ajustável e cinto de 3 pontos para os 3 lugares (que serão obrigatórios daqui a 5 anos), bancos com ajuste de inclinação e bom espaço para pernas e sobre a cabeça.

Apesar do visual agressivo, o Honda HR-V não esconde sua proposta familiar


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O modelo tem tela de alta resolução sensível ao toque de oito polegadas, com controles de voz que facilitam o acesso às funções de áudio, navegação, climatização e Bluetooth

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Novo Ford Focus muda pouco por fora, mas ganha reforços tecnológicos e deve desembarcar no Brasil em breve por Héctor Mañón Auto Press

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Ford lançou a primeira geração do Focus em 1998. Desde então, já comercializou mais de 12 milhões de unidades em todo o mundo. Mas o cenário de competição cada vez mais acirrado poderia prejudicar o futuro do modelo, principalmente em sua carroceria sedã. Concorrentes como o Volkswagen Jetta, Toyota Corolla, Nissan Sentra e Chevrolet Cruze receberam “face-lifts” recentes e, para manter seu três volumes médio no páreo, a fabricante promoveu uma reestilização apresentada no ano passado, no Salão de Genebra. E que deve ser mostrada no Salão de Buenos Aires, na Argentina, no próximo mês, talvez já com uma data de chegada ao Brasil anunciada. Externamente, a dianteira é a área em que as mudanças são mais perceptíveis. Agora, os faróis estão alongados e, com o novo desenho de grade, o carro ficou mais parecido com o sedã médio-grande Ford Fusion. Na parte traseira, as lanternas também foram espichadas na horizontal e levemente escurecidas. O interior sofreu algumas alterações. No volante está a mais visível, com o raio da base em “U” e de plástico metalizado. Todas as versões saem de fábrica com sistema multimídia Sync, sendo que o modelo estreou na Europa a segunda geração do Sync 2, sistema de conectividade da fabricante americana. O modelo tem tela de alta resolução sensível ao toque de oito polegadas, com controles de voz que facilitam o acesso às funções de áudio, navegação, climatização e operação de telefones celulares pareados via Bluetooth. Algumas alterações foram re-

alizadas para melhorar a maneabilidade e a condução. Caso do aumento da rigidez estrutural à frente, com revisão da geometria de suspensão, reforço lateral e calibração dos amortecedores. A programação do controle eletrônico de estabilidade e da direção elétrica também foram mexidos, para melhorar a segurança em percursos de estrada. O Focus ganhou sistema de estacionamento perpendicular, tecnologia que auxilia em manobras de marcha a ré em modo de mãos livres, e controle de cruzeiro adaptativo com alerta pré-colisão. Outra tecnologia permite aos proprietários programar uma chave – geralmente usada para motoristas inexperientes – restringindo a velocidade máxima, reduzindo o volume máximo do sistema de áudio ou impedindo o arranque do veículo se o condutor e os passageiros não estiverem com os cintos de segurança colocados. Sob o capô, o modelo deve manter no Brasil a mesma motorização que oferece: o propulsor 2.0 litros de 178 cv com câmbio automatizado de dupla embreagem na carroceria sedã e o 1.6 litro de 135 cv com câmbio manual de cinco marchas servindo às versões de entrada do modelo hatch. Nos Estados Unidos, porém, ele rende 162 cv e 20,2 kgfm. Mas na Europa, a oferta de motores é mais ampla e inclui inclusive um EcoBoost 1.0 turbinado de 120 cv. TROCA DE FOCO

Miami/Estados Unidos – À primeira vista, as alterações no novo Focus sedã parecem pequenas. Mas com resultados que se percebem no rodar com o modelo. Os botões para travar as portas do três volumes foram transferidos para o apoio de braços da porta e o ha-

bitáculo se tornou mais silencioso com o reforço nas vedações. Até do lado de fora, a impressão que se tem é de que o motor, o mesmo 2.0 litros usado anteriormente, faz menos barulho. O ajuste da suspensão também foi mexido, entregando um comportamento entusiasmador e preciso. Mas uma das mudanças mais significativas no novo Focus talvez fique por conta da atualização da transmissão automatizada PowerShift, com seis velocidades e dupla embreagem. Alguns ajustes internos foram feitos na tentativa de garantir maior durabilidade. Isso porque a geração anterior apresentou problemas que poderiam prejudicar a imagem do médio da Ford. NÚMEROS

2.0 litros

Mesmo motor do atual Focus

162 cv Potência máxima

20,2 kgfm Torque máximo

FICHA TÉCNICA

Ford Focus 2.0 PowerShift sedã ● MOTOR:

A gasolina, dianteiro, transversal, 1.999 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando de válvulas variável. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível. ● TRANSMISSÃO: Câmbio automatizado de dupla

embreagem com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. ● POTÊNCIA máxima: 162 cv a 6.500 rpm. ● TORQUE máximo: 20,2 kgfm a 4.450 rpm. ● DIÂMETRO e curso: 87,4 mm x 83,1 mm. Taxa de compressão:

12,0:1. ● ACELERAÇÃO

de zero a 100 km/h: 9,2 segundos. ● VELOCIDADE máxima: 211 km/h. ● SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira do tipo multilink, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Oferece controle de estabilidade.


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Oitava geração da picape Toyota Hilux quer aliar robustez à aptidão familiar por Márcio Maio Auto Press

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e uma maneira geral, os utilitários têm sido as grandes surpresas do mercado automotivo. As picapes, por exemplo, não chegaram a abandonar a vocação de carro de carga e aventureiro. Mas agora aparecem também entre as opções de veículos familiares. E isso fica cada vez mais evidente conforme esses modelos vão sendo renovados. A oitava geração da Toyota Hilux, revelada na Tailândia e na Austrália – e que será mostrada no Salão de Buenos Aires, em julho –, agrega diversas novidades tecnológicas e alterações visuais que seguem essa tendência de versatilidade. Ou seja: a intenção é entregar um modelo que possa reunir, de uma só tacada, robustez e performance de um comercial leve com o conforto e equipamentos tecnológicos de carro de passeio. O exterior ganhou faróis maiores, esticados e integrados à grade, luzes diurnas de leds e mais vincos na carroceria. A dianteira se assemelha ao sedã médio Corolla e o visual segue o adotado na reestilização da picape grande Tacoma, apresentada no último Salão de Detroit, nos Estados Unidos, em janeiro. As dimensões tiveram leves alterações em relação à sétima geração, lançada em 2005: mantém os mesmos 3,08 metros de distância entre-eixos nas versões cabine dupla, mas com ganho de 7 cm no comprimento e 2 cm na largura. A carroceria também recebe pontos de solda extras e utiliza aço de alta resistência. Há três opções de calibração para a suspensão: Standard, Comfort – indicada para quem pretende passear em trajetos urbanos e no asfalto. Há ainda uma versão Heavy Duty, destinada ao transporte de cargas, com capacidade para até 3,5 toneladas e 1.240 kg de reboque. O pacote de suspensão mais robusto foi desenvolvido por engenheiros australianos e testado em trilhas off-road. De acordo com a equipe técnica, rigidez torcional e vibrações melhoraram consideravelmente. Por dentro, o acabamento se assemelha mais ao de um carro de passeio ou utilitário compacto do que ao de uma picape média. Tecnologias como partida do motor e abertura das portas por botão, com chave presencial, ar-condicionado automático e sistema multimídia com tela colorida e sensível ao toque com reprodução da câmara de ré, controles de tração, estabilidade e bloqueio do diferencial são alguns dos itens que estarão disponíveis. Chama atenção a grande quantidade de airbags: ao todo, podem chegar a sete. O espaço para os passageiros de trás também melhorou, com 3,5

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cm a mais para os joelhos e 0,8 cm para a cabeça. Quem quiser transportar outras coisas dentro da cabine dupla pode ainda rebater os assentos de trás. Sob o capô, são quatro opções de motorização, sendo duas a gasolina. O motor 2.7 de 157 cv da configuração de entrada é o mesmo oferecido no Brasil, sendo que aqui é flex e chega a 163 cv com etanol no tanque. Já o que equipa as versões de topo a gasolina é um 4.0 V6 de 281 cv. Há ainda duas opções turbodiesel. A mais forte traz um propulsor 2.8 litros com 177 cv – que substitui o anterior 3.0, de 171 cv –, enquanto a mais branda é composta por um 2.4 de 150 cv. O trem de força é completado por transmissão manual ou automática, sempre com seis velocidades. A marca ainda não divulgou informações de desempenho, consumo ou mesmo a data de início das vendas da oitava geração da Hilux. No Brasil, a expectativa é de que ela chegue no primeiro semestre do ano que vem, importada da Argentina. NÚMEROS

2.7 litros

O mesmo motor oferecido no Brasil

157 cv Potência máxima

O motor 2.7 de 157 cv da configuração de entrada é o mesmo oferecido no Brasil, sendo que aqui é flex e chega a 163 cv com etanol no tanque. Já o que equipa as versões de topo a gasolina é um 4.0 V6 de 281 cv


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